Exportações dos Cafés do Brasil atingem o equivalente a 3,3 milhões de sacas em fevereiro de 2021

As exportações dos Cafés do Brasil no mês de fevereiro de 2021 foram equivalentes a 3,3 milhões de sacas de 60kg, volume 9% maior do que o exportado em fevereiro de 2020. A exportação do café arábica foi responsável por 81,9% do volume total, ao atingir 2,7 milhões de sacas. O café conilon, com 312,3 mil sacas, alcançou 9,5% de participação, enquanto o café solúvel representou 8,5% do total, com 278,4 mil sacas exportadas. Tanto o café arábica quanto o conilon apresentaram aumento nos volumes exportados, de 8,5% e 42,7%, respectivamente, se comparado a fevereiro de 2020.

A receita cambial gerada em fevereiro de 2021 foi de US$ 423,7 milhões, com um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na conversão em reais, considerando a cotação média do dólar de aproximadamente R$ 5,42 no mês de fevereiro de 2021, o valor foi de R$ 2,3 bilhões, um aumento 30,6% quando comparado com a receita gerada em reais em fevereiro do ano passado.

A soma das exportações dos Cafés do Brasil de janeiro e fevereiro deste ano, atingiu o equivalente a 6,9 milhões de sacas, volume que representa um aumento de 6% quando comparado ao primeiro bimestre de 2020. A exportação de café arábica cresceu 6,7% no período ao atingir 5,8 milhões de sacas, enquanto o café conilon aumentou 25,1% com 553,8 mil sacas exportadas no primeiro bimestre de 2021.

Vale destacar, conforme os dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, no Relatório mensal fevereiro 2021, os principais destinos das exportações dos Cafés do Brasil, nos dois primeiros meses de 2021, num ranking em ordem decrescente. Em primeiro colocado, figuram os Estados Unidos, que importaram 1,3 milhão de sacas de café, as quais correspondem a 19,4% do total vendido no período; depois vem a Alemanha, com 1,2 milhão de sacas importadas (17,8%); Bélgica, em terceiro, com 561,8 mil sacas (8,2%); Itália, na sequência, com 514,2 mil de sacas (7,5%); e Japão, em quinta colocação, com 350 mil sacas (5,1%).

Meio ambiente: nós protegemos!

por José Zeferino Pedrozo*

A agricultura brasileira é moderna, sustentável, protetora dos recursos naturais, cumpridora das regras ambientais, fiscais e trabalhistas, usuária dos recursos que a tecnologia oferece. Por isso tudo, é eficiente e competitiva. É um dos poucos setores de sucesso no mercado internacional. Assim, não há dúvidas que o agro continuará puxando a economia brasileira como fazia antes da pandemia e como fez, de modo extraoradinário, em 2020.

A visão da sociedade brasileira sobre a sua agricultura foi maculada em vários momentos de sua história, algumas vezes por visões distorcidas por motivos ideológicos. Nesse estágio, porém, a sociedade tem uma visão mais clara e mais fiel ao real cenário do campo. Esse ajuste de ótica decorre dos serviços que a agricultura presta ao País na seguraça alimentar da população e ao protagonismo que confere à balança comercial.

O problema de imagem da agricultura verde-amarela está no exterior. O Ministério da Agricultura com o apoio de entidades nacionais do agronegócio – como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Associação Brasileira da Proteína Animal, entre outras – promove ações diplomático-comerciais para apresentar nossas potencialidades agrícolas e pecuárias e as ótimas condicionantes ambientes que revestem nossos sistemas produtivo.

Alguns fatores maculam esse esforço. As queimadas na Amazônia e a dificuldade em equacionar rapidamente essa crise ambiental provocaram efeitos devastadores na imagem do Brasil em todo o Planeta. Pulmão do mundo, a Amazônia é um gigantesco ecossistema que está no radar de todos os países desenvolvidos interessados em contribuir com sua proteção – ou em transformá-la em argumento para sanções não-alfandegárias de motivação comercial. Por esse motivo, o acordo Mercosul-União Europeia, depois de anos de discussão e prestes a ser assinado, parece que vai malograr ante a oposição da França e Áustria, entre outros países.

O fator Amazônia afeta toda a agricultura exportacionista e, portanto, a economia nacional. Mas a centralidade da questão é esta: no Amazonas ou em Santa Catarina, os operadores da agricultura – produtor e empresário rural, sindicatos, cooperativas e agroindústria de processamento de grãos, leite e proteínas animal e vegetal – precisam ter em mente (e na agenda) a questão ambiental. Imperioso agir em dois fronts. De um lado, exercer efetivamente práticas de produção sustentável para solo, água, ar, recursos florestais, recursos humanos etc. De outro lado, fazer com que a sociedade envolvente e os mercados compradores percebam a seriedade e determinação com que o agro cumpre com os compromissos ambientais.

Foto: Divulgação / New Holland Agriculture

Santa Catarina foi pioneira em 2009 ao criar o Código Ambiental estadual. Essa lei complexa demandou muito tempo de discussão, mas, sem dúvida, consistiu em um grande avanço para a proteção e o uso racional dos recursos naturais, reafirmando o conceito de que as florestas e a vegetação nativa são bens de interesse comum, advindo daí o comprometimento com a preservação do patrimônio vegetal e com a biodiversidade. O corajoso exemplo de Santa Catarina que aprovou e instituiu o primeiro código ambiental adequado à realidade de seus recursos naturais, influenciou, na época, o governo central e o Congresso Nacional. E deu origem ao atual Código Florestal Brasileiro.

Em função da pandemia, tudo o que ocorre nesse momento tem seus efeitos exacerbados na política, na economia, na sociedade. A letalidade, a velocidade de transmissão e o poder de espalhamento do vírus perturbam qualquer previsão, mas parece improvável que a situação se normalize antes do fim do ano. A crise será agudizada em vários setores, exigindo mais uma vez que a agricultura e o agronegócio operam com total capacidade para que não faltem alimentos na mesa dos brasileiros e que as exportações se mantenham elevadas. Obviamente, o clima precisa ajudar para obtermos as projetadas 270 milhões de toneladas de grãos.

O amálgama das crises sanitária, política e econômica deveria estimular o Governo e o Congresso a acelerar a agenda de reformas estruturais. Esse é um dos caminhos para superação. Outro caminho convergente é um diagnóstico sobre o baixo crescimento brasileiro. O Brasil precisa modernizar a economia. Em ano de pandemia, os problemas crônicos ganham nova dimensão.

*Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC).

Agricultura e negócios: resumo de notícias

Governo e sociedade civil debatem proposta do edital para concessão da Flona do Jamari

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) coordenou reunião extraordinário do Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Jamari e a audiência pública para debater a proposta do edital de concessão florestal do lote III da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia. Os encontros virtuais contaram com a participação de autoridades dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias de Jamari, empresários do setor madeireiro, estudantes, moradores da região, representantes do SFB, do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), BNDES, organizações não-governamentais e associações locais.

Mais informações: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-e-sociedade-civil-debatem-proposta-do-edital-para-concessao-da-flona-do-jamari

Índia estabelece novas exigências para importação de 24 produtos vegetais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que a partir de 1º de março passam a valer as novas exigências para exportação de 24 produtos vegetais para a Índia, relacionadas com organismos geneticamente modificados. As regras foram estabelecidas pelo país, por meio da FSSAI (Food Safety and Standards Authority of India).   

Mais informações: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/india-estabelece-novas-exigencias-para-importacao-de-24-produtos-vegetais

Pesquisadores alertam sobre ataque de pulgão-da-cana-de-açúcar em lavouras de sorgo

Uma praga comum nos canaviais brasileiros está começando a causar estragos na cultura do sorgo. O pulgão-da-cana-de-açúcar (Melanaphis sacchari) passou a ser observado em lavouras de sorgo no Sul, Sudeste e no estado de Goiás há dois anos. Nessa safra já tem sido visto em cultivos de verão em Mato Grosso. A praga se aloja na parte de baixo das folhas do sorgo, de onde suga a seiva da planta. Pode também servir como vetor de viroses, ou até mesmo como porta de entrada para doenças, pelas lesões que causa na planta.

Mais informações: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/59627005/pesquisadores-alertam-sobre-ataque-de-pulgao-da-cana-de-acucar-em-lavouras-de-sorgo

MDR recebe inscrição de 48 projetos de revitalização de bacias hidrográficas

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) recebeu 48 inscrições de projetos de revitalização de bacias hidrográficas no País, por meio de edital lançado pelo Programa Águas Brasileiras. As propostas, apresentadas pela iniciativa privada, contemplam ações em 12 estados e aproximadamente 300 municípios e visam o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os usos múltiplos.

Mais informações: https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/mdr-recebe-inscricao-de-48-projetos-de-revitalizacao-das-bacias-hidrograficas

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New Holland: ações sociais distribuem mais de R$ 200 mil em alimentos a instituições filantrópicas

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, tem entre os seus desafios não apenas trazer soluções inovadoras para ajudar os agricultores a melhorarem a sua produtividade no campo. O combate à fome e ao desperdício de alimentos também faz parte das ações que a marca vem implementando no país, com a distribuição de cestas básicas e dando suporte a uma série de instituições filantrópicas que auxiliam pessoas em situação de insegurança alimentar.

Ao longo dos últimos dois anos, a New Holland distribuiu mais de R$ 200 mil em alimentos através da venda de seus produtos. Outro reforço foi a parceria estratégica com sua rede com mais de 200 concessionários para ampliar a distribuição de cestas básicas e cestas de hortifrutis, que serviram para combater a situação agravada pela pandemia. Entre junho e outubro, por exemplo, a marca e seus concessionários distribuíram um total de 4.590 cestas básicas e de hortifrutis, com uma média de 918 cestas por mês.

Uma das iniciativas mais marcantes foi lançada em 2019. A campanha de combate à fome tem por objetivo a doação de refeições a partir da renda proveniente de uma parcela de todas as máquinas vendidas pela marca. Essas doações beneficiaram, entre outras ações, o projeto Mix de Legumes, do Instituto Ceasa Minas, que tem a proposta de comprar legumes de produtores e produzir, em um processo industrial de higienização e desidratação, um composto nutritivo de legumes acrescido de soja e macarrão. O conteúdo pode ser utilizado em sopas, guisados, entre outras receitas. Com a venda desse composto, a Ceasa consegue manter o Prodal, um outro projeto que tem a proposta de fazer o aproveitamento de produtos sem valor comercial, mas em bom estado de conservação para doação a 181 instituições de 25 municípios próximos a Contagem (MG), beneficiando 27.463 pessoas por semana.

Entre outras instituições beneficiadas na esteira das ações da New Holland estão, por exemplo, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba (SP), que recebeu da marca em torno de 9 mil refeições, o Hospital dos Fornecedores de Cana, em Piracicaba (SP), beneficiado com 10,6 mil refeições, e a Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, também contemplada com 10,6 mil refeições.

“Apesar da força que a agricultura tem no nosso país, ainda existe muita gente que vai dormir sem a certeza de ter uma refeição no dia seguinte. E a alimentação é a base de tudo. Sem comida ninguém consegue estudar, trabalhar e ter saúde. Se todo mundo fizer a sua parte, o mínimo que seja, podemos mudar esse quadro”, diz Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

Rede de concessionários fez a diferença

Esse espírito de solidariedade e de querer fazer a diferença mobilizou, inclusive, a ampla rede de concessionários da New Holland no país. Desde o início da pandemia, a marca identificou as fragilidades das pessoas em situação de insegurança alimentar e também a dificuldade que os pequenos agricultores tinham em comercializar suas produções, seja por causa da suspensão das merendas das escolas que estavam fechadas ou com as restrições impostas às feiras livres nas cidades.

“Identificamos essas duas pontas soltas da cadeia de consumo e resolvemos ampliar nossos esforços doando mensalmente uma quantidade de cestas básicas para cada loja nossa no país, que foram distribuídas às comunidades mais necessitadas. Somando-se a essas cestas básicas, cada concessionário se comprometeu a doar cestas de hortifruti adquiridas junto aos produtores familiares da sua região, auxiliando no escoamento dessa produção. Dessa forma surgiu a Rede do Bem”, explica Taniguchi.

A iniciativa ganhou o endosso dos concessionários, que resolveram complementar as doações dobrando o número de cestas básicas doadas mensalmente para cada loja New Holland, complementadas, ainda, com as cestas de hortifruti. Graças a uma parceria com a Associação Brasileira dos Distribuidores New Holland (Abraforte), os concessionários doaram também itens de higiene, ampliando o pacote de ajuda às famílias.

Além disso, as lojas NH serviram como pontos de recebimento de alimentos doados por cidadãos que quisessem contribuir, mas que não tinham como acessar outros pontos de coleta na região. A enorme capilaridade da rede New Holland foi estendida aos pequenos agricultores, que poderiam também usar as mídias sociais dos concessionários para fazer a divulgação dos seus produtos nas suas regiões de atuação, ampliando as possibilidades de comercializar a sua produção.

Para Erika Michalick, gerente de Sustentabilidade da CNH Industrial para a América do Sul, independentemente da pandemia, a New Holland e a CNH Industrial têm realizado ações de responsabilidade social para assistência e desenvolvimento das comunidades onde possuem operações, com projetos de combate à fome, mas também nas áreas de educação, esporte, cultura e saúde. “Com a pandemia e a necessidade de isolamento social, houve uma redução do emprego e renda, piorando as condições de vida de famílias que já viviam em uma situação de pobreza extrema. Ampliamos nossas ações com foco nas questões de maior necessidade do momento: alimentação, saúde e educação. No pilar alimentação, contamos com a capilaridade dos concessionários New Holland Agriculture, que fizeram essa corrente do bem chegar mais longe, impactando famílias e instituições filantrópicas que sozinhos não alcançaríamos”, pontua.

Fundo mundial de combate à covid-19

As ações da New Holland no Brasil integram um conjunto de ações da CNH Industrial, líder mundial de bens de capital, que investiu US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para combater ou mitigar o impacto da covid-19 em todo o mundo. O recurso, que faz parte de um fundo social criado pela empresa, foi distribuído para as quatro regiões globais onde a companhia mantém operações, a partir de um mapeamento das necessidades de cada localidade. Foram destinados R$ 2 milhões somente para a América do Sul.

A New Holland Agriculture, assim como a CNH Industrial, trabalha alinhada com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Todos eles tiveram impactos com a covid-19 e a estratégia é agir especialmente sobre os objetivos mais vitais do ponto de vista social. Entre eles estão: a erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; e educação de qualidade.

Banco do Brasil libera R$ 16 bilhões para o custeio antecipado da Safra 2021/2022

com informações da Assessoria de Imprensa do Banco do Brasil

O Banco do Brasil disponibiliza R$ 16 bilhões para a compra antecipada de insumos, por meio do Custeio Antecipado da Safra 2021/2022. Os recursos são destinados aos produtores rurais, para financiamento das lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar.

A linha permitirá aos clientes avaliar o melhor momento para a aquisição dos insumos, levando em consideração as condições de preço e mercado. As operações poderão ser contratadas com as seguintes condições:

Pronamp Custeio

– Taxa: 5% a.a.

– Teto: R$ 1,5 milhão

– Prazo: até 14 meses

Custeio Agropecuário

– Taxa: 6% a.a.

– Teto: R$ 3 milhões

– Prazo: até 14 meses

O Banco do Brasil avalia que a compra antecipada de insumos permite aos produtores melhores condições negociais, maior segurança quanto ao recebimento dos insumos no período adequado e possibilidade de melhores retornos econômicos à atividade.

No ano passado, por exemplo, foram verificadas elevações nos custos de produção de até 19% entre os meses de disponibilização do crédito antecipado (fevereiro) e de concentração do plantio (outubro). Dessa forma, quem teve a oportunidade de adquirir antecipadamente seus insumos aproveitou o melhor momento de compra. Nas últimas três safras, foram desembolsados R$ 27 bilhões no Custeio Antecipado.

CNA prevê recorde no Valor Bruto da Produção agropecuária em 2021

com informações da Assessoria de Comunicação da CNA

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve atingir receita recorde R$ 1,142 trilhão em 2021, um crescimento de 15,8% em relação ao ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados de janeiro.

Para a agricultura, a CNA projeta uma alta de 19,0%, com faturamento bruto de R$ 759,25 bilhões. O resultado projetado para este ano é reflexo da boa expectativa da safra de grãos, que deve representar 51,4% na participação do VBP.

Destaque também para o aumento dos preços reais, até janeiro, de produtos como soja (25,5%), o milho (23,6%), o arroz (8%) e o caroço de algodão (28,7%).

Para a pecuária, a estimativa é de expansão de 9,8%, com receita de R$ 383,45 bilhões. O principal destaque é a carne bovina, com alta de 18% no faturamento, resultado da elevação de preços (10,4%) e de produção (6,9%).

Aves e a pecuária de leite devem apresentar crescimento de aproximadamente 3%, enquanto a produção de suínos deve ter alta de 1,4%.

De acordo com o Comunicado Técnico da Confederação, mesmo com a estimativa recorde de faturamento do setor agropecuário, a maioria dos agricultores não conseguiram comercializar sua produção com os preços atuais, em razão da negociação antecipada.

Já a desvalorização cambial elevou os preços dos insumos agropecuários, pressionando as margens.

Foto: New Holland Agriculture / Divulgação

Conab prevê produção de 268,3 milhões de toneladas de grãos em novo levantamento

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um crescimento na produção total esperada, devendo alcançar 268,3 milhões de toneladas, ou 4,4% (11,4 milhões de toneladas) superior ao obtido em 2019/20.

Em comparação com o levantamento anterior, o estudo indica que houve um ganho de 3,5 milhões de toneladas, o que é sustentado pelo crescimento de 4,4% na área de plantio do milho segunda safra. Essa cultura ainda está em semeadura. Com relação à área total plantada, estimada em 67,7 milhões de hectares, representa um crescimento de 2,7% em relação à safra anterior.

Realizada na última semana de janeiro, a pesquisa mostra que neste momento está em andamento a colheita das lavouras de primeira safra. Este é um período em que a maioria dessas áreas serão utilizadas para o posterior plantio das culturas de segunda e terceira safras.

Com relação ao milho primeira safra, houve uma redução de 0,8% na área cultivada. A produção esperada é de 23,6 milhões de toneladas. Somando-se a segunda e a terceira safras, a produção total poderá atingir 105,5 milhões de toneladas, 2,9% superior à obtida em 2019/20. A soja vem mantendo a tendência de crescimento na área cultivada. Nesta safra a estimativa aponta para uma área de 38,3 milhões de hectares, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo passado e uma produção de 133,8 milhões de toneladas.

O feijão mostra um crescimento na primeira safra de 0,6% na área e produção estimada em 1 milhão de toneladas. Quando somadas as três safras, este número de produção passa para 3,2 milhões de toneladas. Enquanto isso, a safra de arroz deverá sofrer uma redução de 2,3% na área cultivada, totalizando 1,7 milhão de hectares e 10,9 milhões de toneladas na produção.

Finalmente, com relação às demais culturas, o algodão mostra uma concentração do plantio em janeiro, e previsão de queda de 13,1% na área e 16% na produção. O amendoim primeira safra terá crescimento de 3% na área e 560,5 mil toneladas de produção estimada. Já o trigo tem o seu início de plantio a partir de março, com perspectivas de crescimento de 2,1% na área semeada e 6,4 milhões de toneladas de produção.

Mercado de Grãos – Em relação ao milho, o cereal finalizou o ano-safra em janeiro de 2021 com exportações em 34,8 milhões de toneladas, o que representa redução de 14,9% em relação ao último ano, mantida a previsão de exportações em 35 milhões de toneladas até o final de janeiro de 2022. No mês atual, os embarques alcançaram 2,5 milhões de toneladas, 22% a mais que no mesmo período do ano passado. Já a soja tem venda estimada para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas para este ano. Em janeiro, o ritmo de exportações foi lento devido à pouca quantidade de safra colhida da cultura, mas caso se confirme a expectativa para o ano, o volume será recorde da série histórica, com aumento de 3,12%. Para o algodão, as exportações continuaram em ritmo acelerado se comparado com a média histórica em janeiro, porém com queda de 11,34% em relação a jan/2020. No caso do arroz, o destaque segue para as importações, que fecharam o primeiro mês do ano em 131,1 mil toneladas, contra 59,6 mil toneladas observadas no mesmo período em 2019.

Foto: New Holland Agriculture / Divulgação

Semana do Agronegócio: cooperativismo, alta performance, direito e empreendedorismo em debate

A FAAGROH – Faculdade de Agronegócio de Holambra (Grupo UniEduK) realiza a ‘Semana do Agronegócio’ até o próximo dia 12 de fevereiro. Personalidades do agronegócio vão discutir temas como: cooperativismo, direito do agronegócio, sistemas integrados de alta performance, empreendedorismo, entre outros. As palestras são abertas ao público, gratuitas e online, sem a necessidade de realizar inscrição.

Confira a programação:

09/02/2021 – 20h30 – A importância da sucessão na propriedade rural

Palestrante: Caius Godoy – Advogado da AgroBox Advocacia em Agronegócios

Palestra Online: https://meet.google.com/ico-grfc-epu

10/02/2021 – 20h30 – Sistemas Integrados de Alta Performance

Palestrante: Pedro F. Filho – Consultor, instrutor e palestrante da Francio Soluções Florestais de Brasília/DF

Palestra Online: https://meet.google.com/prv-ibyd-fev

11/02/2021 – 19h30 – Agricultura: Fatos e Mitos

Palestrante: Xico Graziano – Ex-secretário do Meio Ambiente de SP e Professor

Palestra Online: https://meet.google.com/zii-hhpf-vmw

12/02/2021 – 19h30h – Empreendedorismo no Agronegócio

Palestrante: Rogério Gomes – Gestor da Escola de Negócios do Grupo UniEduK e Presidente do Clube Fomento Networking

Palestra Online: https://meet.google.com/qaj-ckro-nhb

O Grupo UniEduK (UniFAJ, UniMAX e FAAGROh) está no mercado há mais de 20 anos ofertando cursos de graduação, pós-graduação, MBA, extensão e especialização, na modalidade presencial e a distância. Com notas máximas no MEC, os cursos levam como filosofia o ensino na prática, priorizando em sua metodologia o protagonismo dos estudantes e desta forma, oferecendo ao mercado de trabalho, profissionais solucionadores de problemas complexos, criativos, aptos para atuarem em diversas áreas dentro de sua formação, entre outras características.

Banco do Brasil aposta em especialização no atendimento ao agronegócio com 14 novas agências

O Banco do Brasil anunciou a abertura de 14 agências Agro em seis estados, totalizando agora 18 unidades de negócios voltadas especificamente ao relacionamento e consultoria aos produtores rurais. O BB também intensifica o atendimento com mais 276 gerentes dedicados ao setor e o número de clientes que contam com o atendimento especializado evolui de 158 mil para 227 mil. Ao todo, são 2 mil profissionais qualificados para prestar assessoria completa aos produtores rurais. 

Os novos prefixos funcionarão nas cidades de Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Dourados (MS), Cascavel (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Ponta Grossa (PR), Ijuí (RS), Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Araçatuba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), e Franca (SP), se somando às já em funcionamento em Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS) e Campo Mourão (PR). As aberturas devem ocorrer entre fevereiro e março.

Com esse movimento, a atuação comercial do Banco é ampliada em 145 municípios, totalizando em 243, e a quantidade de carteiras específicas para o agro salta de 639 para 915. No Private rural, elas passam de 76 para 82, com ênfase na região Centro-Oeste.

“Reforçamos nosso protagonismo no agronegócio. Queremos prestar o melhor atendimento aos produtores rurais e para o ecossistema agro. Buscamos por meio de consultoria construir de forma conjunta as melhores soluções para seus negócios, seja em questões agronômicas ou questões financeiras”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Rabelo Jr.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações lançadas no início do ano para reforçar o apoio e compromisso da instituição com o segmento em que mantém liderança histórica, com 55,2% de todo o crédito rural disponibilizado no sistema financeiro. A carteira de crédito agro representa 26% da carteira de crédito total do Banco e apresentou crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses, chegando a R$ 190,5 bilhões (posição setembro/2020).

Digital

O Banco preza pela conveniência no atendimento e busca promover maior autonomia ao cliente para que seja atendido onde e quando quiser. Para isso, tem aprimorado o desenvolvimento de soluções modernas que atendam às demandas do setor com maior agilidade.

 Desde agosto de 2018, o cliente pode acessar o crédito de maneira rápida, fácil e segura pela ferramenta CPR digital, no APP BB. Também no aplicativo, o Custeio Digital foi lançado em fevereiro de 2017 e permite contratar o custeio de safra (agrícola e pecuário).

Leilão pra Você: Conab lança espaço exclusivo para comercialização de produtos e serviços

Comprar, vender ou trocar produtos, serviços ou insumos agropecuários ficou mais fácil. Agora, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) oferece o “Leilão pra Você”, um espaço exclusivo no portal da empresa para a comercialização simples, segura e de fácil acesso.  O serviço pode ser solicitado por qualquer pessoa interessada em realizar uma das operações, basta acessar a plataforma para informações de documentação e contatar a Companhia em um dos canais disponibilizados.

O procedimento é oferecido de forma gratuita para quem utiliza o sistema, sejam agentes privados ou públicos. Diferentemente das ações que são executadas pela Conab nos Leilões Públicos, as operações do “Leilão pra Você” são mais ágeis, pois não exigem documentação extensa para efetivar o negócio.

“O sistema de leilões da Companhia é virtual, seguro, transparente e oferece visibilidade em todo o território nacional”, ressalta o superintendente de Operações Comerciais da Conab, Rogério Gonçalves. “Isso dá ao demandante a possibilidade de conseguir melhores negociações de produtos, serviços e insumos do setor agropecuário”.

Para solicitar uma das transações citadas, basta preencher um formulário disponível na página do “Leilão pra Você”, no portal da Conab, e enviá-lo para o e-mail leilaopravoce@conab.gov.br, ou ainda entregar o documento preenchido em uma unidade da Companhia. Já quando uma entidade pública solicitar o serviço, será firmado um Acordo de Cooperação, cujo modelo é disponibilizado pela Conab.

A partir dos dados iniciais, os técnicos da estatal propõem um serviço personalizado para cada operação. Após o demandante aprovar as diretrizes, o edital é publicado com as regras de participação no leilão a ser ofertado.

Novo sistema – A partir deste ano, todas as operações de comercialização realizadas em parceria com as bolsas de mercadorias ocorrerão na plataforma de negociação do Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), tanto de Leilões Públicos quanto as ofertadas no “Leilão pra Você”. Com a mudança, a Conab objetiva alcançar ainda mais confiabilidade dos dados e rastreabilidade das operações, a partir da busca e preenchimento automáticos. Para participar dos leilões nesse sistema, o interessado deve acessar o link, escolhendo a opção “Autorização de Corretagem” e indicar um corretor, vinculado a uma Bolsa de Mercadorias que o represente nos leilões escolhidos. Para isso, deve incluir o login e a senha registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas de Produção e demais agentes (Sican).