ZMOT: como entender o consumidor 4.0?

por Marília Cardoso*

O cliente sempre tem razão? Você pode acreditar que sim ou até discordar dessa afirmação tão popular no mundo dos negócios. Mas, se tem uma coisa que hoje não há mais a menor dúvida, é a de que o cliente sempre tem voz.

Esteja ele certo ou não, a era digital potencializou a autonomia das pessoas e, atualmente, elas querem falar com as empresas de forma mais rápida e direta, usando as mídias sociais. E, raramente elas fazem isso para elogiar. Mais bem informados, consumidores de várias classes sociais estão mais exigentes e, pressionam as empresas para resolverem seus problemas de forma rápida – muitas vezes até esquecendo dos canais tradicionais, como é o caso do SAC – Sistema de Atendimento ao Consumidor.

Em outros casos, cansados de promessas não cumpridas e da má vontade das empresas, em especial no pós-venda, clientes vão a situações extremas. Nesse contexto, vemos consumidores excessivamente empoderados e empresas despreparadas. Mas, por que será que a relação entre empresas e consumidores mudou tanto?

Antigamente, o processo de compra se dava em três etapas. Primeiro, tínhamos um estímulo. Anúncios ou reportagens trazendo as novidades de uma empresa. Se tivéssemos interesse naquele produto ou serviço, o nosso próximo passo seria ir até o ponto de venda para conhecer melhor e tirar dúvidas sobre aquela oferta. Esse era chamado o primeiro momento da verdade. Era ali, no ponto de venda, que a empresa tinha a sua única chance de convencer o cliente, incentivando-o a comprar. Caso tivesse êxito, era chegado o segundo momento da verdade. A hora do cliente experimentar e validar se realmente a compra tinha compensado ou não.

Com o advento da internet, o Google realizou estudos e chegou à conclusão de que esse ciclo de compra mudou. O consumidor continua recebendo estímulos da mesma forma, pelos anúncios ou pelas reportagens. No entanto, antes de ir até o ponto venda obter mais informações com a própria empresa, ele vai para a internet e é lá que, na maioria das vezes, ele toma a decisão de comprar ou não. Segundo as pesquisas do Google, no caso de compra de carro, o consumidor só vai até à concessionária quando já está com 97% da compra decidida.

E, muitas vezes, quando chega lá, ele está até mais bem informado que o próprio vendedor. Isso porque ele entrou em fóruns de discussão e pesquisou exaustivamente sobre as impressões que os clientes que já compraram tiveram sobre aquele produto. Dessa forma, surge o que o Google batizou como ZMOT – Zero Moment of Truth, o momento zero da verdade.

Esse estudo realizado em 2012, com mais de 5 mil consumidores, revelou uma importante alteração na jornada de decisão de compra. Os pesquisadores do Google perceberam que o momento em que os consumidores estavam dentro da loja, diante do produto pela primeira vez, já não era mais o primeiro momento da verdade.

E o mais interessante é que, quando decidem comprar, seja pela internet ou em uma loja física, os consumidores passam para o segundo momento da verdade, o da experiência e, nesse momento, eles não mais se limitam a simplesmente dizer ao seus amigos e parentes se gostaram ou não daquela aquisição. Eles também vão colocar as suas impressões na internet, retroalimentando essa jornada de decisão de compra.

O ZMOT ocorre porque os consumidores querem informações vindas de fontes confiáveis antes de decidir o que comprar. Essas informações são opiniões de outras pessoas em sites especializados, discussões em fóruns, postagens em redes sociais, vídeos com avaliação do produto e tantos outros meios.

Ao chegar no momento de efetivar a compra, o consumidor já está com boa parte da decisão tomada. É durante o ZMOT que ele escolhe quais produtos entrarão na lista de compras, o local onde irá comprar e onde ele recomendará o produto depois da experiência.

Isso muda a lógica do marketing, onde o consumidor era passivo e apenas recebia as mensagens das marcas. O consumidor está cada vez mais ativo e vai atrás das informações que quer, nos canais em que confia. Com essa mudança, cabe às empresas tomarem atitudes para estarem presentes e dialogando com o consumidor durante esse momento zero da verdade. Com o empoderado consumidor 4.0, as empresas se adequam ou perdem o cliente para a concorrência.

*Jornalista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, MBA em Marketing e pós-MBA em inovação. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. É fundadora da InformaMídia, agência de comunicação, e sócia-fundadora da PALAS, consultoria de inovação e gestão.

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Codevasf investe R$ 10 milhões no Maranhão

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) celebrou em julho convênios com nove prefeituras maranhenses para investimentos de aproximadamente R$ 8 milhões em pavimentação de ruas, recuperação de estradas vicinais e estruturação de atividades de pequenos produtores. A Companhia também investiu mais de R$ 2 milhões em equipamentos de apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado.

“Essas ações do governo federal, por intermédio da Codevasf, permitem o escoamento da produção do pequeno agricultor rural, além de melhorar a mobilidade nos municípios maranhenses, beneficiando centenas de famílias”, destaca o superintendente regional da Codevasf no Maranhão, Jones Braga.

Em São Bernardo, Buritirana, Loreto, Bom Lugar e Fortaleza dos Nogueiras serão aplicados quase R$ 5 milhões para obras de recuperação de estradas vicinais ou de pavimentação asfáltica na sede do município. Em Campestre e em Nina Rodrigues serão investidos cerca de R$ 1,4 milhão na pavimentação em bloquete. Já os municípios de Vitória do Mearim e de Formosa da Serra Negra receberão investimentos de aproximadamente R$ 1,4 milhão aplicados, respectivamente, na estruturação de uma praça do produtor e na construção de um mercado público municipal.

Os convênios foram assinados na sede da 8ª Superintendência Regional da Codevasf, em São Luís, com a presença dos prefeitos dos municípios de São Bernardo, Buritirana, Campestre, Nina Rodrigues, Loreto, Bom Lugar, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras e Vitória do Mearim.

Inclusão produtiva

Outro aporte de recursos realizado pela Codevasf no Maranhão foi no fornecimento de equipamentos a produtores rurais. Os investimentos somam mais de R$ 2 milhões de recursos do Orçamento Geral da União, destinados à Companhia por meio de emenda parlamentar.

Os equipamentos são destinados a ações de inclusão produtiva do governo federal, beneficiando famílias de 12 municípios do estado. A lista inclui caminhões basculantes, barracas de feira livre, kits de irrigação para 500 m² e para 1 hectare, caixas d’água, veículos utilitários e patrulhas agrícolas mecanizadas – compostas por trator, grade aradora e carreta com carroceria de madeira.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Ação Rotas da Satis leva food truck para dentro de fazendas

Imagine um food truck percorrendo fazendas do país para promover momentos de descontração e relacionamento com produtores rurais. Pois esta é a proposta do Ação Rotas, organizada pela empresa mineira Satis especializada em soluções nutricionais para o campo. Inspirada nos tradicionais grupos de American Barbecue e na famosa Rota 66, a iniciativa terá o churrasco como atração principal para reforçar a proximidade da marca com seus consumidores finais. O roteiro da ação inicia esta semana no município de Jataí, em Goiás, e irá visitar ao todo nove propriedades em quatro estados diferentes.

No comando do Truck Churrasco da Satis estará Daniel Costa Almeida, especialista em cortes nobres, que acumula participações em diversos eventos e festivais no Brasil. Em cada etapa do roteiro, ele irá preparar diferentes tipos de carnes e acompanhamentos, dando dicas sobre as receitas servidas. Além do veículo caracterizado com as marcas da ação e da Satis, a estrutura itinerante contará com infraestrutura específica para melhor acomodar os participantes.

Os encontros contarão com a presença de representantes da empresa, que irão interagir de forma descontraída com os clientes e as equipes de suas fazendas. “A Ação Rotas foi pensada como algo especial, tanto para retribuir a parceria do produtor, quanto para gerar ainda mais engajamento com nossa marca. Diferentemente do dia a dia, em que tratamos basicamente das demandas do campo e conteúdos técnicos envolvendo o plantio, serão momentos para estreitar relacionamento com nosso cliente final. E nada melhor do que o churrasco, tão querido pelo brasileiro, para celebrar esta sinergia que nos faz crescer cada vez mais”, comenta Diretor Executivo da Satis, Endrigo Bezerra.

Cada encontro ocorrerá em uma fazenda parceira, onde o Truck Churrasco ficará instalado no período do almoço servindo os proprietários e suas equipes. Após passar pela Fazenda Bom Sucesso nesta quinta-feira (17/7), em Jataí/GO, o veículo percorrerá os municípios de Rio Verde/GO, Sapezal/MT, Sorriso/MT, Formosa do Rio Preto/BA, Unaí/MG, Cristalina/GO, Monte Carmelo/MG e Araxá/MG, onde fica instalada a sede da Satis. O circuito terá mais de 7 mil quilômetros e a última etapa está prevista para o dia 9 de agosto.

O Ação Rotas integra o projeto Produtor SatisFeito, que prevê uma série de inciativas executadas ao longo do ano. Este programa visa intensificar a presença da marca junto ao mercado e consumidor final, visando compreender melhor suas demandas e, assim, oferecer soluções sob medida que garantam melhores resultados no campo.

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Circuito percorrerá nove propriedades de quatro estados para estreitar o relacionamento com o consumidor (Foto: Divulgação / Moglia Comunicação)

Cinco problemas que impedem sua empresa de inovar

por Alexandre Pierro*

A maioria dos empresários já percebeu a necessidade da mudança de paradigma na lida com os novos modelos de negócios e as novas demandas de mercado. Porém, a maioria ainda está confusa sobre como fazer a inovação acontecer. É por isso que listei abaixo cinco problemas que impedem sua empresa de inovar. Resolvê-los está ao alcance de qualquer profissional.

Falsa ideia do que é inovar: muitas empresas acreditam que inovação é sinônimo de altos investimentos, de mudanças drásticas e que apenas conseguimos alcançar esse novo mindset com investimentos pesados em robôs e tecnologias de ponta. Isso é um grande erro, pois a inovação é uma mudança de paradigma de pensamento e não apenas a compra de novos e modernos equipamentos.

Não entender que o papel da tecnologia é secundário: Quando falamos de novos modelos de negócios, como UBER, iFood, AIRBNB, entre outros, o aplicativo (a parte tecnológica) serve apenas para fazer a interface com o cliente. A inovação é o formato exponencial do negócio e não a tecnologia por trás dele. Ou seja, a parte tecnológica importa, mas não é o principal.

“Eureka!” é um processo e não uma obra do acaso: Inovar é um processo contínuo. Não tem a ver com uma iluminação quase mística, ou uma genialidade ainda não descoberta. Tudo tem a ver com processos de estímulo à inovação dentro das organizações.

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Desperdício de boas ideias: A maior parte das boas ideias já está à sua disposição. Muitas delas estão com seus próprios colaboradores. Eles conhecem bem os processos da empresa, e gerenciar o que eles têm a oferecer é a chave para inovar. É preciso aproveitar esse conhecimento, não ignorá-lo. É tudo uma questão de uma boa gestão de pessoas e ideias. Felizmente, há ferramentas para isso.

Desprezar a diversidade: Muitas empresas são fechadas para o diferente. Uma empresa que não contrata um time de pessoas de diversas idades, orientações sexuais, etnias e locais, está perdendo o que todo um prisma diferente tem a oferecer. Empresas antiquadas, por exemplo, podem barrar mulheres em cargos de liderança, enquanto que startups podem barrar colaboradores com mais idade, por não se enquadrarem no padrão jovem. Só há o que lamentar, pois as perdas são imensas para a própria empresa.

O que a inovação tem de melhor é a troca, a capacidade de olhar antigos cenários com novos olhares. A mudança poderia ser antevista se as pessoas estivesse prestando atenção ao que está ao seu redor, e valorizando ideias, em vez de podar a criatividade que nasce nas pequenas coisas.

Sobre a PALAS

A PALAS é uma consultoria especializada em inovação e gestão. Entre os serviços estão treinamentos, consultorias e certificações ISO. Em um processo de co-criação, a empresa ajuda seus clientes a criarem o futuro. A inovação acontece como uma consequência da implementação de algumas das mais importantes metodologias de gestão. A PALAS é pioneira na implementação da ISO 56.002, que garante os processos de inovação nas empresas.

*Fundador da Palas, consultoria em gestão da qualidade e inovação. É engenheiro mecânico e físico nuclear, certificado na metodologia Six Sigma / Black Belt, especialista e auditor líder em sistemas de gestão de normas ISO.

 

 

Advocacia-Geral assegura pesca da tainha

A Advocacia-Geral da União (AGU) comprovou na Justiça a regularidade dos sistemas de controle da pesca da tainha e obteve a liberação da atividade para embarcações industriais.

A atuação ocorreu após a implantação do SisTainha, um sistema online que reúne dados sobre a pesca da espécie. Em conjunto com outros sistemas de monitoramento das embarcações por satélite, o SisTainha monitora a atividade dos pescadores para observar o cumprimento das cotas de captura previstas em normativo da Secretaria de Aquicultura e Pesca.

No entanto, o Ministério Público Federal questionou a eficácia do sistema em ação proposta contra a União e chegou a obter liminar que suspendeu totalmente a pesca até a comprovação da eficácia do SisTainha.

Por meio da Procuradoria Regional da União da 4ª Região, a AGU obteve a derrubada da liminar após demonstrar que o Ibama tem, por meio do sistema, acesso a todas as informações referentes às capturas efetuadas pelas embarcações.

A liberação da pesca industrial da tainha foi restrita às embarcações sem irregularidades e que não tenham interrompido sem justificativa os registros do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS) na última safra.

No entanto, no início do mês, o MPF ainda acionou a Justiça alegando que o sistema teria permanecido fora do ar no período de 5 a 8 de julho e que portaria da Secretaria de Aquicultura e Pesca autorizou ainda mais embarcações a retomar a pesca da tainha.

Funcionamento regular

Mas os advogados da União que atuaram no caso juntaram aos autos telas e dados fornecidos pelo sistema demonstrando o funcionamento regular do SisTainha no período. A procuradoria também explicou que as embarcações que constam da Portaria SAP/MAPA nº 2.957/19 foram exatamente aquelas que já justificaram suas falhas, atendendo, assim, o determinado na decisão judicial.

A unidade da AGU ainda explicou que o Registro de Autorização de Embarcação Pesqueira – RAEP é emitido apenas quando o sinal do rastreador (PREPS) está ativo no sistema e que breves momentos de instabilidade, em razão de manutenção e ajustes do servidor da Marinha, não comprometem o controle e o respeito às cotas estabelecidas para 2019.

A desembargadora federal Vânia Hack de Almeida concordou com os argumentos da União e indeferiu o pedido do MPF, mantendo a possibilidade da pesca da tainha sob as condições já definidas.

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Foto: Salésio Crescêncio Vieira / Epagri

Rondonistas ensinam preparo de inseticidas naturais para substituição de agrotóxicos

A substituição do uso de agrotóxicos por inseticidas naturais foi tema da aula ministrada por Gustavo Donizete Figueiredo, 21 anos, e equipe de rondonistas, no munícipio de Acrelândia (AC), localizado a 110 quilômetros de Rio Branco.

A oficina “Inseticidas Naturais e Armadilhas” levou aos pequenos agricultores do município orientações de receitas de inseticidas e armadilhas caseiras para o combate de pragas no campo. A aula foi organizada por professores e alunos de agronomia de uma universidade Alfenas (MG).

Gustavo, estudante do 7º período de agronomia, explicou técnicas de adubação foliar, que consiste no uso de urina de vaca para proteger plantas de insetos. Ensinou o preparo de inseticidas feitos com calda de fumo ou com detergente e óleo de cozinha; de fungicidas à base de leite ou de bicabornato de sódio; e de armadilhas para mosca de frutas e broca do café.

Filho de produtor, Gustavo seguiu o caminho do pai e cultiva algumas plantações na roça. “O conhecimento prático, levo para faculdade, aplico na teoria e faço essa dinâmica”, comentou empolgado o estudante.

Quando criança, Gustavo sonhava ser veterinário, mas no período do ensino médio fez o curso técnico em agropecuária, fase em que surgiu o interesse pela agricultura. “Com 14 anos, iniciei o técnico em agropecuária e foi aí que me despertou a paixão pela agricultura”, disse.

O universitário, do pequeno município mineiro de Divisa Nova (MG), com cerca de 6 mil habitantes, deixou aos agricultores de Acrelândia um importante alerta em relação ao uso impróprio de agrotóxicos. “Hoje, temos muito problema de utilização indevida de agrotóxico nas propriedades daqui. Por isso, a ideia de aplicar os produtos naturais e afastar desse pessoal um pouco a prática dos agrotóxicos”, orientou.

Geraldo Rodrigues mora na zona rural de Acrelândia e trabalha com a agricultura desde os seis anos. Atento e participativo à palestra, o agricultor diz ter sido intoxicado após o uso de veneno na graviola. “Passei um produto agrotóxico na fruta. Quando comi, com meia hora meu estômago embrulhou”, disse.

O agricultor mostrou-se bastante agradecido pelos conhecimentos transmitidos pelos jovens universitários. “O que aprendi vai ajudar na nossa saúde”. Ainda sobre a palestra, Geraldo disse que vai repassar o conhecimento adquirido a outras pessoas da comunidade. “Isso aqui a gente aprende e repassa para os outros”, relatou.

Em relação ao uso de agrotóxicos nas lavouras, o estudante Gustavo explicou que o produto químico é mais direcionado à necessidade dos grandes produtores, e, geralmente, em pequenas propriedades, pode ser substituído por receitas caseiras. “Grandes produtores não têm como fazer sempre utilização de produtos naturais, mas é interessante que os pequenos produtores busquem conhecê-los”, afirmou.

Para quem usa agrotóxicos sem nenhuma orientação, o universitário deixou como principal orientação a necessidade do uso de vestimentas apropriadas para evitar qualquer tipo de contaminação. Aconselhou ainda a busca por orientação antes de manipular o produto.

“É importante ter o registro de quem está vendendo o produto para você, pegar orientação sobre dosagem, época e período para aplicação, roupa que deve está utilizando, armazenamento e descarte. Além disso, deve-se ter o costume de ler as bulas, explicou.

Com perfil simples, mas com visível domínio sobre o assunto, o universitário do sul de Minas relatou estar acostumado proferir palestras sobre o que aprende na faculdade aos moradores de sua cidade. “Faço muitos estágios na faculdade e integro uma associação de produtores de café e leite de minha comunidade. Sempre retransmito informações, como fazer uma análise de solo, coisas práticas de nossa área de agronomia”, esclareceu.

Mesmo com toda experiência em ministrar palestras, Gustavo diz que participar do Projeto Rondon está sendo uma experiência nova na sua vida. “É uma sensação tão boa você apresentar um conhecimento para aquela pessoa e ver a gratidão deles. É como chegarmos com informação e aquela pessoa fazer aquilo parecer um troféu”, finalizou.

Integram ainda o cronograma de oficinas para Acrelândia capacitações para professores, em metodologias, para agentes comunitários de saúde; oficinas de fossa séptica, irrigação, reaproveitamento de resíduos, horta comunitária, mídias sociais, comunicação com autoridades, biojoias, educação sexual, entre outras atividades.

A Operação Vale do Acre, do Projeto Rondon, teve início no dia 6 e segue até 20 de julho. As iniciativas da Operação Vale do Acre ação ocorrem em 12 municípios acreanos e contam com a participação de 250 estudantes e professores de 25 Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o país.

Iniciativa coordenada pelo Ministério da Defesa, integram o Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, da Educação, da Cidadania, da Saúde, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Secretaria de Governo da Presidência da República.

Histórico

O Projeto Rondon teve início em julho de 1967 com a Operação Piloto ou Operação Zero. À época, o projeto contou com a participação de 30 alunos e dois professores da Universidade do Estado da Guanabara, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. A operação teve duração de 28 dias e foram desenvolvidas atividades de levantamento, pesquisa e assistência médica no Território Federal de Rondônia.

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Agricultores de Acrelândia (AC) aprendem receitas de inseticidas e armadilhas caseiras (Foto: Divulgação)

Documentos do cadastro rural já podem ser enviados digitalmente

O Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) ganhou, neste mês de julho, uma nova funcionalidade que permite aos proprietários de imóveis rurais entregarem os documentos comprobatórios da Declaração para Cadastro de Imóvel Rural por meio da internet. Desenvolvido pelo Serpro para o Incra, o sistema, a partir de agora, torna mais prática, eficiente e segura a gestão desse processo.

As Declarações para Cadastro de Imóveis Rurais, emitidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), são prestadas mediante o preenchimento de formulários eletrônicos disponíveis na internet por meio do sistema. Após o envio da declaração, na maioria dos casos, é necessária a entrega de documentos para comprovação dos dados declarados, a fim de homologar o pedido de atualização cadastral. A lista de documentação é grande: vai desde documentos pessoais, comprovantes de residência, certidões, títulos, registros cartoriais, contratos de compra e venda das propriedades, até plantas dos imóveis.

Com a nova funcionalidade, a partir de agora, a documentação será recepcionada pela internet no próprio sistema nos formatos de arquivo PDF, PNG ou JPG. O procedimento de entrega, pelos Correios ou presencialmente em um posto de atendimento do Incra, será abolido a curto prazo. A previsão é que, já no início de 2020, o processo de recebimento da documentação seja realizado somente pelo sistema.

De acordo com a gerente do Departamento de Negócios do Serpro, Neurani Lima, o impacto dessa mudança é expressivo e envolve cerca de 2 milhões de detentores de imóveis rurais, além dos titulares temporários e respectivos cônjuges, num total de mais de 7 milhões de interessados. “Mais de 6 mil usuários do sistema, dentre servidores do Incra e as Unidades Municipais de Cadastramento (UMCs), também serão beneficiados. O Incra vem em um constante esforço para digitalizar os seus serviços e essa implantação agrega muito valor tanto para a gestão realizada pela autarquia, quanto no cumprimento da burocracia pelos proprietários rurais”, informa Neurani Lima.

Vantagens para cada um

As partes envolvidas têm muito o que comemorar. O proprietário rural, porque não terá mais a necessidade de se deslocar até uma Superintendência do Incra ou Unidade Municipal de Cadastramento (UMC), nem precisar enviar a documentação pelos Correios para obter o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). O Incra, por sua vez, passará a fazer a gestão automatizada desse cadastro. “A implantação do upload de arquivos atende a nossa necessidade de disponibilizar soluções que deem mais celeridade aos fluxos dos processos”, destaca o coordenador-geral de Cadastro Rural do Incra, Paulo Aparecido Farinha. Paulo Farinha informa que a autarquia recebe, em média, 1,4 mil pedidos de atualização cadastral por dia. “Esse aprimoramento será capaz de promover, também, a melhoria processual, estabelecendo uma visão sistêmica e integrada dos serviços, dando mais agilidade e segurança ao processo jurídico do Incra, tendo em vista que os documentos ficarão armazenados no próprio sistema”, avalia o coordenador-geral.

CPF do imóvel rural

O Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) é uma espécie de CPF do imóvel rural. É expedido pelo Incra para comprovar a regularidade cadastral e contém informações sobre a área, o titular, a localização, a situação jurídica e a classificação fundiária do imóvel rural. Os dados são declaratórios e exclusivamente cadastrais, não legitimando direito de domínio ou posse.

O documento é indispensável para legalizar, em cartório, a transferência, o arrendamento, a hipoteca, o desmembramento, o remembramento e a partilha de qualquer imóvel rural. É essencial, também, para a concessão de crédito agrícola, sendo exigido por bancos e agentes financeiros. Desde 2017, a emissão é anual, podendo ser realizada pela internet ou em uma unidade de atendimento do Incra. O CCIR também pode ser emitido por celular ou tablet com o aplicativo SNCR Mobile, disponível para os sistemas Android e iOS.

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Mais de sete milhões de interessados são beneficiados com evolução de sistema desenvolvido pelo Serpro para o Incra (Foto: Divulgação)

Produtor de fumo investe no solo para aumentar produtividade

Diante das oscilações do mercado interno e externo, a busca por tecnologias que potencializem a produtividade no campo virou meta para o produtor rural, independente da cultura e da região que ele atue.

No interior do Paraná, sem poder aumentar a área plantada, produtores de soja e fumo estão investindo no solo para potencializar ainda mais os índices de produtividade e a rentabilidade. Foi o que fez o produtor Paulo Dalzoto, de Ivai, Sudeste do estado. Ele aplicou na lavoura de fumo 2 toneladas de Sulfacal em uma área de 4 alqueires, um fertilizante mineral granulado de alta performance que fornece para o solo macronutrientes como o cálcio e o enxofre de forma solúvel.

“Aplicamos 2 toneladas de Sulfacal a lanço, o que representou cerca de 200kg por hectares, e os resultados foram plantas mais vistosas e, principalmente, com mais peso, o que nos favorece na comercialização”, afirma Dalzoto.

A explicação para isso, segundo os agrônomos, está no próprio solo. O especialista em solo e nutrição de plantas e Diretor Técnico da SulGesso, Eduardo Silva e Silva, explica que para garantir a longevidade da cadeia produtiva da cultura do tabaco, a adubação não deve focar somente no nitrogênio e o potássio, macronutrientes significativamente demandados pela cultura, mas também no cálcio e no enxofre, solúveis e prontamente disponíveis a planta.

“Nos dias atuais, em função da falta de disponibilidade de novas áreas para expansão da produção, o uso de novas técnicas tornou possível a produção em solos de baixa fertilidade natural, ou mesmo em solos que foram manejados de forma inadequada no passado”, aponta.

Nesse sentido o sulfato de cálcio puro granulado, altamente concentrado e 18 vezes mais solúvel que o calcário, surge como uma tecnologia agronomicamente eficiente, economicamente viável, no manejo dos atributos químicos, físicos e até biológicos do solo e, inclusive, tem contribuído para aumentar a eficiência do aproveitamento da absorção dos adubos, proporcionando um novo patamar de alta produtividade sem comprometer a sustentabilidade.

Fumo absorve em média 135 kg/ha de cálcio e 24 kg/ha de enxofre

De acordo com o Manual Mundial de Uso de Fertilizantes, a cultura do fumo absorve em média 135 kg/ha de Cálcio e 24 kg/ha de Enxofre, cujas ações na planta se manifestam, na parte aérea, por uma folha mais resistente a estresses ambientais, já na parte subterrânea, observa-se uma planta mais enraizada, agindo na descompactação do solo e, todos esses efeitos positivos, resultam em uma planta que oferta folhas de melhor qualidade e bem classificadas, mesmo em cenários onde a classificação está mais rigorosa.

No entanto, o especialista faz um alerta ao produtor de fumo. “O nitrogênio e o enxofre são componentes estruturais essenciais para formação das proteínas. Portanto, níveis adequados de adubação nitrogenada, sob baixos teores de S no solo, podem levar ao acúmulo de formas não proteicas de N, resultando em ineficiente utilização dos fertilizantes nitrogenados e baixa qualidade das folhas”.

Diante disso, o Sulfacal é o único fertilizante mineral fornecedor de cálcio e enxofre puros, nos teores médios de 20% e 15%, respectivamente, o que assegura uma ótima absorção do nitrogênio. Além disso, o seu enxofre na forma de sulfato atua como uma espécie de repelente do cloro em solução, portanto, Sulfacal é altamente recomendado a culturas sensíveis ao cloro, como a do fumo.

Com relação as doses, Silva e Silva recomenda que o produtor sempre tenha em mãos uma análise química de solo recente e consulte o seu engenheiro agrônomo, no entanto, com base em acompanhamento a campo nota-se que doses de 300 kg/ha (Virgínia) e 500 kg/ha (Burley), têm proporcionado excelentes resultados a planta e ao bolso do produtor.

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Fertilizante mineral a base de cálcio e enxofre auxilia na reposição de macronutrientes que favorecem a qualidade e desenvolvimento da planta (Foto: Divulgação / SulGesso)

Codevasf conclui estudos de viabilidade técnica do projeto de irrigação do Vale do Iuiú, na Bahia

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) concluiu os estudos de viabilidade técnica para implantação do projeto de irrigação do Vale do Iuiú, localizado no semiárido baiano. A expectativa é de que o projeto quando estiver em operação gere 12 mil empregos diretos. Cerca de R$ 6 milhões já foram investidos pela Companhia neste estudo, cuja área total é 41,5 mil ha, sendo 25,5 ha de área irrigável de alta fertilidade.

“Após a conclusão dos estudos de viabilidade técnica, o próximo passo é o licenciamento ambiental, que já foi protocolado e aguarda resposta do órgão ambiental para início dos estudos ambientais. Em seguida, será elaborado o projeto básico”, explica o engenheiro agrícola e ambiental Emílio Santos, gerente de Estudos e Projetos da Codevasf.

Os recursos para a elaboração do projeto básico e estudos ambientais da Etapa 01 do projeto já foram empenhados. O investimento é da ordem de R$ 5 milhões. Estão previstos cerca de 1.859 lotes agrícolas para irrigação, em três etapas, sendo 1.231 para pequenos produtores (6 ha), 628 para empresários (20 a 50 ha) e 160 dos assentamentos do Incra (20 ha).

Potencial agrícola e benefícios sociais

Os estudos apontam que a área do Vale do Iuiú tem grande potencial devido à qualidade do solo, clima favorável, captação de água do rio São Francisco e topografia plana, além da malha rodoviária para o escoamento da produção. A potencialidade agrícola aponta para culturas tradicionais, como o feijão, e olerícolas (cebola, cenoura, melão, melancia, pimentão e tomate). Além de frutícolas semi-perenes, como abacaxi, banana, mamão e maracujá, e perenes, como é o caso da goiaba, limão e manga.

“Com base no incremento da produção e comercialização agrícola irrigada, estima-se, em um primeiro momento, crescimento na participação do setor primário nas economias municipais e regional. Com o tempo, haverá tendência de aumento nos setores secundário e terciário, resultando em aumento substancial nas condições de vida locais e regional”, afirma Emílio Santos.

Em termos de benefícios sociais, vislumbram-se aumento da qualidade de vida, com elevação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano); melhoria nas áreas de saneamento, educação e saúde, por meio do incremento de renda oriundo da produção e comercialização agrícola irrigada e implantação e ampliação dos núcleos de serviço para o Projeto Iuiú, os quais contarão com equipamentos urbanos básicos. Também as condições da malha viária e do abastecimento de energia serão melhoradas, com vistas a garantir acesso às áreas de produção, para escoamento desta produção.

Mais sobre o projeto

O projeto de irrigação Iuiú está situado no sudoeste do estado da Bahia, na região do Médio São Francisco, próximo à confluência do rio Verde Grande – que serve de divisa entre Minas Gerais e Bahia. O local, que fica na área de abrangência da 2ª Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, abrange terras dos municípios de Iuiú e Malhada, além de uma pequena parcela em Sebastião Laranjeiras.

O acesso à área é realizado por estradas secundárias, a partir das cidades de Iuiú e Malhada, as quais estão ligadas à rodovia federal BR-030. Por via aérea, o acesso pode ser feito até as cidades baianas de Bom Jesus da Lapa ou Guanambi, que ficam a uma distância de 140 Km pela BA-160 e 111 quilômetros pela BR-030, respectivamente.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Safra de grãos 2018/2019 deve atingir recorde com 240,7 milhões de toneladas

A produção de grãos no Brasil na Safra 2018/2019 deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, o melhor resultado da história, de acordo com o 10º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado esperado supera o recorde anterior de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017. Entre os destaques figura o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, com crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de toneladas, com redução de 2,5%.

Em relação ao ano anterior (2017/2018), a alta na produção total de grãos é de 5,7% ou seja de 13 milhões de toneladas. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, com aumento de 1,9% em relação à safra passada.

Para o algodão, a estimativa é de aumento de produção de 32,9%. Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Na soja, há redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t.

O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Culturas de inverno

Culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. A produção de trigo, no entanto, deve ser de 5,5 milhões de toneladas, com  área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018.

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Milho (segunda safra), soja e algodão tiveram aumento de área plantada (Foto: Divulgação)