Codevasf moderniza Centro de produção de alevinos no Baixo São Francisco sergipano

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está ampliando a produção de alevinos de espécies nativas e exóticas em Sergipe. Na última sexta-feira (26/02), o presidente da empresa, Felipe Mendes, e o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, estiveram no estado para a entrega da primeira etapa da ampliação e reforma do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, situado no município de Neópolis, no Baixo São Francisco sergipano.

A engenheira de pesca Ana Helena Gomes, chefe do Centro Integrado, afirmou que a modernização da unidade vai oferecer uma série de ganhos para população do Baixo São Francisco sergipano. “Essa reforma do Centro de Betume é uma conquista para a população do Baixo São Francisco porque, além do fornecimento de alevinos que a gente já faz, a gente vai poder oferecer um alevino de maior qualidade, fazer peixamento com peixes de maior tamanho. É uma vitória para o ribeirinho sergipano”, disse ela.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Nesta primeira etapa, foi investido cerca de R$ 1 milhão, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A ação inclui a reforma da sede do Centro Integrado de Betume, dos laboratórios, do galpão de manejo de alevinos, do auditório, dos alojamentos, entre outros itens. Durante o ato de entrega das obras, também ocorreu um peixamento simbólico com espécies nativas do rio São Francisco, com o lançamento de 10 mil alevinos de curimatã. Em 2015, a unidade produziu 2,5 milhões de alevinos, sendo 305 mil de espécies nativas utilizadas em 5 peixamentos.

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Profissionais de marketing digital destacam o agronegócio como nicho

Além de segurar os empregos da porteira para dentro e equilibrar a balança comercial brasileira, o agronegócio é um nicho do marketing digital que necessita cada vez mais de ferramentas estratégicas que deem evidências à produção. A afirmação é do vice-presidente financeiro da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADi), Paulo Henrique Ferreira, durante a abertura do Digitalks, evento oferecido pelo Twitter, Fecomércio SP, IBM e PWC, que reuniu profissionais do webmarketing, nesta semana, em Campo Grande (MS), no Twist. O organizador do evento, Flávio Horta, defende que o agronegócio é um campo maduro com alto potencial no meio online.

De acordo com o vice-presidente financeiro da Abradi, o meio digital é o presente, e o quem não se adaptar, já pode se considerar desatualizado. “O marketing digital nada mais é que foco e disciplina. Com essas duas características um empreendedor online consegue se organizar e saber como e onde quer chegar”, finaliza Ferreira.

FONTE: BeefPoint, com informações da Rica Comunicação.

Conab destina 977 toneladas de arroz para a Faixa de Gaza

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta sexta-feira (26), mais um leilão de troca de arroz in natura por arroz beneficiado. Ao todo, foram negociadas 977 toneladas do produto que seguirão para a Faixa de Gaza. A ação ocorre no âmbito da Cooperação Humanitária Internacional com o Programa Mundial de Alimentos (PMA). No Brasil, a coordenação é do Ministério das Relações Exteriores e a sua execução cabe à Conab.
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Os adquirentes da operação deverão fornecer o arroz beneficiado, ensacado e organizado em containers de 20 pés. Cabe a eles também acondicionar os containers dentro do navio que fará o transporte ao destino final, com partida do Porto de Rio Grande (RS). O prazo para a entrega do produto no porto é 18 de abril.

Além disso, é de responsabilidade dos adquirentes as despesas de capatazia, desembaraço alfandegário, emissão de certificados internacionais de qualidade e inspeção exigidos e outras.

Com a operação, a Conab ganha em agilidade pois o arroz já chega pronto para a doação. Em contrapartida, a Companhia oferece quantidade maior do arroz in natura aos vencedores do leilão. Nesta operação, a quantidade a ser recebida pelos adquirentes será de 1,81 mil t.

A doação de estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional é autorizada pela Lei 12.429, de 20 de agosto de 2011.

Indústrias de soja reduzem previsão para colheita no Brasil

sojaAs indústrias de processamento de soja do Brasil reduziram sua estimativa para a colheita do grão no país em 2016 (ano safra 2015/16) para 98,5 milhões de toneladas, ante 99,4 milhões de toneladas da previsão divulgada em meados de dezembro, segundo relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). “No geral, a safra está indo bem, mas houve ocorrência de problemas fortes, embora localizados, em Mato Grosso”, disse o secretário-geral da associação, Fábio Trigueirinho.

Além de uma menor oferta de colheita em 2016, a Abiove também estimou um menor estoque de soja remanescente de 2015, agora visto em 1,19 milhão de toneladas, redução de 400 mil toneladas ante o relatório de dezembro.

Neste cenário, a entidade reduziu em 500 mil toneladas sua previsão para exportações de soja este ano, para 54,5 milhões, e cortou em 900 mil toneladas sua previsão para o estoque final de 2016, para 1,69 milhão de toneladas.

Máquinas New Holland dão a largada na colheita do arroz no Rio Grande do Sul

A New Holland participará da 26ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz no Rio Grande do Sul, entre os dias 18 e 20 de fevereiro, em Alegrete (500km de Porto Alegre). Considerado o maior evento da América Latina no setor arrozeiro, esta edição espera receber dez mil pessoas. A colheitadeira CS660 dará a largada na solenidade da Abertura Oficial, dia 20, que é organizada pela Federarroz e Associação dos Arrozeiros de Alegrete, com o apoio do Sindicato Rural de Alegrete.

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Colheitadeira CS660 Arrozeira em campo (Foto: Divulgação)

Junto com a concessionária Super Tratores e com os produtores gaúchos, a New Holland acompanha a evolução da colheita mecanizada na região e, segundo Eduardo Nicz, gerente Comercial, a marca fortalece sua participação no estado em eventos deste porte. “Não podemos ficar de fora da abertura oficial, mostrando a grandeza da lavoura arrozeira do estado, bem como a qualidade da produção gaúcha, que vem conquistando mercados e ganhando terreno no cenário nacional e internacional”, destaca Nicz.

Além da colheitadeira da linha CS, também os tratores, as plantadeiras e os sistemas de agricultura de precisão serão as tecnologias em exposição. Nos três dias de evento, a concessionária e a fábrica terão especialistas em produto para atender os produtores no local.

Colheitadeira CS660

A CS660, desenvolvida para o produtor do Rio Grande do Sul, tem motor de 280 cv de potência e opera, em condições ideais, com plataformas de 20 e 25 pés, rígidas ou com esteiras. O tanque graneleiro tem capacidade para nove mil litros.

A melhor capacidade operacional na cultura de arroz só é possível porque a CS660 oferece uma configuração especial para trabalhar na colheita do grão, com rodado duplo na frente, que permite maior força de tração, especialmente nos terrenos alagados dos arrozeiros.

Equipada com o sistema Maxitorque, a CS660 tem maior torque de acionamento do batedor. Em caso de patinagem da correia em decorrência do grande volume de material a ser processado, o Maxitorque aumenta a tração desse equipamento, fazendo com que o sistema funcione normalmente.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.

Japão quer investir em projetos agrícolas no Matopiba

Brasil e Japão vão assinar no final deste mês um memorando de cooperação para agricultura e alimentação com base em estudos e projetos para viabilizar investimentos japoneses na região do Matopiba. A área está situada nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e vem se destacando na produção de grãos, como soja, milho, algodão e arroz.

A assinatura ocorrerá durante encontro em Palmas (TO), no próximo dia 29, e contará com a presença da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e do vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Hiromichi Matsushima.

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Japão vai assinar memorando com o Brasil para desenvolver iniciativas na região

 

O memorando será assinado durante o Seminário Brasil – Japão: intercâmbio econômico e comercial em agricultura e alimentos. Trata-se de um evento que apresentará para executivos das empresas japonesas com atuação no Brasil e em fundos de investimento japoneses as oportunidades oferecidas pelo agronegócio brasileiro, com destaque para o Matopiba. Na oportunidade, também será anunciada a criação da Frente Municipalista dos Prefeitos da região do Matopiba.

Reunião bilateral

Paralelamente ao seminário, ainda no dia 29, será realizada uma reunião bilateral sobre temas sanitários e fitossanitários. No dia 1º de março (terça-feira), os japoneses vão fazer uma visita técnica a empreendimentos do agronegócio e conhecer as potencialidades da região.

Exportações do agronegócio cresceram 8,7% em volume em janeiro deste ano

O volume das exportações brasileiras do agronegócio aumentou 8,7% em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2015. O número consta da balança comercial dos primeiros 31 dias de 2016, divulgada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em valores, o desempenho do comércio exterior do setor teve retração.

Segundo a SRI, as exportações de produtos agropecuários somaram US$ 4,98 bilhões em janeiro deste ano. O valor é 11,7% inferior aos US$ 5,64 bilhões alcançados no mesmo mês de 2015. “A queda ocorreu mesmo com volume recorde exportado de inúmeros itens”, ressaltou a secretária de Relações Internacionais, Tatiana Palermo. “O decréscimo no valor embarcado ocorreu, sobretudo, por causa da diminuição dos preços médios de exportação dos produtos do setor”.

Ainda de acordo com os números da SRI, as importações também diminuíram, caindo de US$ 1,24 bilhão em janeiro de 2015 para US$ 913,09 milhões no mês passado. É o menor valor importado desde 2010 para os meses de janeiro, conforme a secretaria.

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Carne suína, celulose, milho e farelo de soja foram destaques dos embarque do setor (Foto: Divulgação)

Os dados divulgados pelo Mapa mostram também que o saldo comercial da balança do agronegócio foi de US$ 4,07 bilhões em janeiro deste ano. Esse resultado foi US$ 332,20 milhões inferior ao registrado no mesmo mês de 2015.

No mês passado, os cinco primeiros setores exportadores do agronegócio em valores foram carnes (18,6% do total embarcado), produtos florestais (16,2%), cereais, farinhas e preparações (16%), complexo soja (12,5%) e complexo sucroalcooleiro (9,8%). Essas cinco cadeias produtivas, destaca a SRI, foram responsáveis por 73,1% do valor total exportado em janeiro de 2016.

Em volume exportado, as carnes de frango, bovina e suína tiveram, respectivamente, crescimento de 14,8%, 10% e 65,3% em janeiro deste ano. Os mercados que mais contribuíram para o crescimento da carne suína foram Hong Kong, China, Cingapura e Argentina.

Recordes

O mês passado registrou ainda quantidade recorde de exportação de celulose para janeiro. Os embarques totalizaram 1 milhão de toneladas.

O milho foi outro produto que registrou recorde em volume para o mês de janeiro, com 4,46 milhões de toneladas. O Brasil também teve volume recorde de farelo de soja embarcado no mês passado, com 1,18 milhão de toneladas.

Entre os países, o maior importador de produtos do agronegócio brasileiro em janeiro passado foi a China. As exportações para o país asiático subiram de US$ 377,19 milhões em igual mês de 2015 para US$ 523,84% milhões em janeiro de 2016 (+38,9%). A participação do país subiu para 10,5% no mês. Outros países também tiveram expansão: França (+63,6%), Egito (+54%), Japão (+52,3%), Argentina (+7,2%) e Tailândia (+1,6%).

Agricultores de Pernambuco realizam o sonho de viver da agricultura irrigada

O sonho de viver da própria terra agora é realidade para cerca de 200 moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano, situados no entorno do perímetro irrigado Nilo Coelho, no município de Petrolina. As comunidades não possuíam concessão da Codevasf para utilização da água dos canais de irrigação do perímetro irrigado, localizado no semiárido pernambucano.

Odair José dos Santos mora no assentamento Sol Nascente e sempre sonhou em retirar o sustento da família da agricultura familiar. Ele mora com a esposa e cinco filhos em uma propriedade de três hectares. Ter água para irrigar as suas terras sempre foi um sonho do produtor. “O nosso sonho sempre foi trabalhar com a terra, retirar o sustento da nossa família do nosso próprio trabalho. Eu quero produzir pinha, caju, e goiabada, pra ajudar na alimentação da minha família”, conta.

Recentemente, os moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano receberam da Codevasf a concessão de água proporcional a dois hectares por família. Até então elas só tinham acesso à água para uso doméstico. Agora, as comunidades terão água suficiente para irrigar até 80 hectares. “Hoje foi um dia muito importante para o assentamento Sol Nascente porque nós estamos com 5 anos de espera na luta. Foi mais uma vitória que nós conseguimos. Agora nós vamos conseguir crédito no banco e iniciar a irrigação”, conta o produtor.

O analista em desenvolvimento regional da superintendência da Codevasf em Petrolina, Jeremias Lustosa, explica os trâmites realizados pelos técnicos e engenheiros da empresa para efetivação da concessão. “Nós fizemos estudos de solo para verificar se o solo é irrigável, observamos a disponibilidade de água na região e, a partir daí foram criadas associação de produtores legalmente constituídas, para concessão da água aos assentados. Assim, a Codevasf iniciou um novo modelo de irrigação na região”, ressalta Lustosa.

A Codevasf também realiza estudos em outros 5 assentamentos da região. A expectativa é que cerca de 490 famílias sejam beneficiadas pela ação.

Levantamento da Conab confirma recorde de produção agrícola

A safra brasileira de grãos 2015/2016 deve chegar a 210,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,3% sobre a safra anterior. Os números foram divulgados na última semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em relação à estimativa do mês passado para a safra atual, houve uma pequena queda de 206,5 mil toneladas, sobretudo por causa da soja. Segundo a Conab, a falta de chuva no Mato Grosso afetou a produção da oleaginosa.

De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da estatal, João Marcelo Intini, os técnicos da Conab já acompanhavam o desenvolvimento da lavoura na região desde dezembro do ano passado e constataram que a escassez hídrica afetou principalmente o plantio da soja precoce e trouxe a redução da produtividade. No entanto, o grão continua com o indicativo de uma safra recorde de 100,9 milhões de toneladas.

As condições climáticas para o Matopiba (formado pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) – quinta maior região produtora do país – são favoráveis para a produção de soja, milho, arroz e algodão. Segundo Intini, em algumas áreas o volume de chuva foi expressivo (entre 400 e 900 milímetros) e levou à melhoria da qualidade das lavouras.

Condições climáticas

As chuvas ocorridas no Nordeste em janeiro também contribuíram para o aumento no volume de oferta de água e consequentemente favoreceram o plantio.

O diretor da Conab salienta que as condições são propícias à finalização da primeira safra, bem como para a implantação da segunda safra que acontece com as culturas de milho e feijão.

“Esse é o cenário desejado: chuvas regulares e a distribuição da precipitação nas regiões produtores, condições de mecanização na lavoura e o câmbio favorável vão continuar criando oportunidades para o agricultor investir na segunda safra. Os produtores estão apostando em sementes de ciclo mais curto e de variedade resistentes as variações do clima,” disse Intini.

A expectativa para o plantio da safrinha de milho (segunda safra) é muito boa, na avaliação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar. “Com câmbio bom, a gente vai produzir mais e exportar mais em volume, o que aumenta a receita e rentabilidade do agricultor.”

Oferta de alimentos

Durante a entrevista coletiva, a Conab também informou que não há risco de desabastecimento de alimentos no Brasil. “Está descartado qualquer problema na oferta de grãos neste momento e ao longo deste ano. O país dispõe de estoques de passagem e de políticas que favorecem o equilíbrio entre as exportações e importações. O governo está acompanhando a qualidade dos alimentos que vamos colher frente às condições climáticas, principalmente nas plantações de arroz e feijão,” assinalou o diretor de Política Agrícola e Informações da empresa.

Intini acrescenta que o plantio de feijão ocorre em praticamente todos os estados brasileiros e durante todo o ano. “E a cultura do arroz está sendo beneficiada agora com a diminuição das precipitações no Rio Grande do Sul, que vai iniciar a colheita neste mês de fevereiro. Em algumas regiões gaúchas, cerca de 7,5 mil hectares, ainda haverá plantio tardio do arroz,” acrescentou.

O governo estima que as importações cheguem a 1 milhão de toneladas de arroz. “Também estamos monitorando as culturas de inverno (entre elas, o trigo), que vão entrar no calendário agrícola nos próximos meses”, observou Intini.