Aumento das exportações de soja pode afetar mercado interno

Os produtores brasileiros de soja devem encontrar bom mercado para comercialização de sua colheita. As exportações nos dois primeiros meses de 2019 chegaram a 8,24 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Comparado com o mesmo período nos dois últimos anos, quando as vendas brasileiras para o exterior ficaram próximas a 4,4 milhões de toneladas, os embarques praticamente dobraram.

“O principal destino da oleaginosa continua sendo a China. Do total vendido, cerca de 7 milhões foram enviadas apenas para o país asiático”, afirma o analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Leonardo Amazonas. “Mesmo com o comprometimento chinês de comprar mais 10 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, a procura pelo produto brasileiro continua intensa”, garante.

Amazonas ressalta que, caso ocorra uma nova operação entre os dois países, poderá ser realizada apenas a partir da próxima safra americana (2019/2020). Além disso, o técnico indica que as exportações dos EUA para a China, na safra 2018/2019, permanecem menores que o registrado nas últimas seis safras.

“Para se ter uma ideia, em 2017 a China adquiriu cerca de 31 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, e apenas 8,36 milhões em 2018. Com a trégua entre os dois países em dezembro do ano passado, a aquisição chinesa poderia voltar a crescer, porém, ainda que cheguem a um patamar de 20 milhões de toneladas em 2019, seria um quantitativo abaixo do normal”, reforça o analista.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), neste ano a China deve importar 88 milhões de toneladas de soja. Confirmando-se que 20 milhões de toneladas do produto virão do mercado norte-americano, o país asiático ainda importaria 68 milhões de toneladas do Brasil e outros países. “Estima-se que, caso não haja um acordo no conflito entre os dois países, o Brasil poderá chegar a um valor de exportação para a China próximo a 59 milhões de toneladas em 2019”, pondera Amazonas. “Este índice é menor que o exportado no ano de 2018, de 68 milhões de toneladas, mas ainda seria maior que o valor de 2017, que foi de 53,79 milhões de toneladas”.

Mercado Interno – A análise considera também a questão da demanda interna, uma vez que o aumento de 11% na mistura com o biodiesel, prevista a partir de junho deste ano, pode diminuir a quantidade de grão destinada ao óleo de soja. “Além disto, teremos um aumento na expectativa de exportações de carnes, principalmente para Rússia e China. Isto faz com que o consumo do farelo de soja também aumente em 2019”, destaca o analista. “E a estimativa é de que o Brasil consuma aproximadamente 44 milhões de toneladas de grãos internamente”.

De acordo com o último levantamento da safra de grãos 2018/2019, divulgada pela Conab neste mês, a produção da soja deve ser de 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra brasileira se deve a problemas climáticos enfrentados nos estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia.

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Epagri lança aplicativo com informações estratégicas sobre agronegócio

A Epagri lançou o aplicativo InfoAgro para smartphones e tablets. O produto coloca na palma da mão de agricultores, tomadores de decisão, jornalistas e cidadãos, informações estratégicas sobre o agronegócio catarinense. É uma revolução na forma de acessar números que antes estavam organizadas em planilhas, tabelas, textos e outros documentos arquivados em computadores de técnicos de instituições estaduais e federais. Foi delineado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e suporte tecnológico do Ciasc.

O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção. A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores.

Para desenvolver o novo produto, foi preciso antes integrar as bases de dados de órgãos estaduais como Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura e da Pesca. Também foram adicionados dados de fontes externas, como os de crédito fundiário, gerados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Tudo é reunido na plataforma Boa Vista, tecnologia Big Data desenvolvida pelo Ciasc, que disponibiliza de forma inteligente e rápida grandes volumes de dados.

“Com o lançamento do InfoAgro a Epagri mostra que está alinhada com o programa Governo sem Papel, que prioriza geração de informações digitais em substituição às impressas”, argumenta Edilene Steinwandter, presidente da Empresa. O aplicativo customiza para dispositivos móveis as informações disponibilizadas desde o ano passado no Sistema Integrado de Informações da Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina. “O aplicativo é mais uma plataforma de governo para comunicação com o cidadão, que desenvolvemos para dar a maior visibilidade possível aos dados que geramos”, esclarece Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa.

InfoAgro_aplicativo Foto Divulgação Epagri

Doação da Conab garante segurança alimentar de quilombolas

As populações quilombolas localizadas nas proximidades do Distrito Federal estão recebendo um total de 29,7 toneladas de alimentos doados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A ação beneficia cerca de 1.350 famílias em situação de insegurança nutricional nas comunidades próximas aos municípios goianos de Teresina, Cavalcante, Santa Rita do Novo Destino, Goianésia, Uruaçu, Posse e São João d´Aliança.

“A Conab atende entidades públicas e de interesse social na suplementação da oferta de alimentos aos segmentos carentes da população”, esclarece o superintendente da Conab no DF e entorno, Rafael Borges Bueno. “As doações em geral são feitas às famílias vitimadas por calamidades públicas, às comunidades indígenas e quilombolas e de pescadores artesanais”.

A demanda aos quilombolas partiu da Fundação Cultural Palmares. A previsão é que as entregas sejam feitas até o dia 3 de abril. Cada cesta possui 22kg de produtos como feijão, macarrão, fubá, farinha de mandioca, arroz, açúcar, leite em pó e óleo.

No ano de 2018, foram entregues pela Conab 4.563 cestas para as comunidades quilombolas no Distrito Federal, totalizando cerca de 100 toneladas de produtos. O trabalho beneficiou mais de 4 mil famílias nos municípios de Niquelândia, Cidade Ocidental, Santa Rita do Novo Destino, Goianésia, Uruaçu, Cavalcante, Monte Alegre, Teresina, Nova Roma, São João da Aliança e Flores.

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(Foto: Daniela Perutti / Repórter Brasil)

Estande da Satis apresentou soluções ao público do Show Safra BR-163

O Show Safra BR-163 terminou nesta sexta-feira (29/03), em Lucas do Rio Verde/MT. Este ano, a Satis chegou à sua terceira participação no evento, trazendo tecnologia e reforçando a nutrição vegetal como um fator chave para altas produtividades. Realizada na sede da Fundação Rio Verde, próximo à rodovia MT-449, a feira é uma das mais importantes do agronegócio no Brasil.

Durante a feira, a Satis deu foco especial às culturas de soja, feijão, milho, algodão e hortifrutigranjeiros, buscando estreitar o relacionamento com os principais produtores do Mato Grosso. Entre as soluções apresentadas pela empresa estão o Fulland, que potencializa os mecanismos de autodefesa do vegetal; o Sturdy, que combate a compactação do solo e fornece mais energia para a planta; e o Vitakelp, revigorador do metabolismo vegetal.

Os visitantes puderam conhecer o portfólio da Satis no estande especial instalado no Pavilhão de Negócios da feira, onde técnicos da empresa também prestaram orientações ao produtor. Para o presidente da Satis, José do Nascimento Ribeiro, a participação no Show Safra é uma excelente oportunidade de aproximação com o mercado do Centro Oeste, um dos principais polos de crescimento da marca nos últimos anos. “Queremos nos manter cada vez mais presentes na região, entendendo as demandas da culturas locais para propormos soluções sob medida ao produtor”.

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Foto: Divulgação / Satis

Brasil vai coordenar a negociação do novo Acordo Internacional do Café

O Brasil foi eleito para presidir os trabalhos de negociação do novo Acordo Internacional do Café (AIC). O acordo atual é de 2007, e vence em 2021. A eleição foi durante a reunião anual do Conselho Internacional do Café, que acontece em Nairóbi, Quênia.

O AIC é o tratado internacional que define os objetivos da Organização Internacional do Café. A Organização reúne países exportadores e importadores, com o objetivo de enfrentar os desafios do setor, cuja cadeia de comércio global atinge US$ 200 bilhões. Seus membros representam 98% da produção e 67% do consumo mundial de café.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial do produto, além de segundo maior consumidor. O café brasileiro é referência em sustentabilidade mundial, graças a leis que asseguram a preservação da biodiversidade e os direitos de quem trabalha na lavoura e na indústria cafeeira.

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Boletim da Conab revela mais de R$ 36 bilhões no comércio de frutas e hortaliças no país

O mercado atacadista movimentou cerca de 16,8 milhões de toneladas de frutas e hortaliças, injetando mais de R$ 36 bilhões na economia brasileira. Os dados referem-se à comercialização registrada dos produtos em 2018 nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e foram apresentados pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Newton Araújo Silva Júnior, durante a eleição da Diretoria Executiva do Conselho Fiscal da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen), em Brasília.

Apesar do volume de hortifrutigranjeiros comercializados dentro do país ser estável, as receitas registraram aumento. De acordo com o balanço, esse desempenho foi influenciado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio do ano passado. A paralisação inviabilizou o transporte das regiões produtoras para os mercados de abastecimento, interrompendo as atividades nas centrais por cerca de 15 dias.

“Os números de comercialização destacam a importância que as centrais têm no papel da segurança alimentar, pois fazem milhões de toneladas de produtos chegar à mesa dos brasileiros”, destaca Newton Júnior. “Nesse sentido, a parceria entre a Conab e as Ceasas, principalmente com relação as informações estratégicas prospectadas, reforçam as linhas de atuação das políticas públicas para garantir uma alimentação saudável”.

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Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

Colheitadeira com tração 4×4 é ideal para trabalhar em diferentes topografias

A Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta sua nova colheitadeira, a Axial-Flow 4130, na versão 4×4, durante Expodireto Cotrijal, que acontece até 15 de março, em Não-Me-Toque (RS). Desenvolvida sob o conceito Efficient Power da Case IH, a Axial Flow 4130 traz novos recursos tecnológicos que vão permitir mais eficiência para o agricultor, que poderá produzir mais com custos operacionais menores e é ideal para manter a eficiência de trabalho até em terrenos acidentados.

“A versão 4×4 é recomendada para atuar nas mais diferentes topografias”, comenta Eduardo Junior, gerente de Marketing de Produto da Case IH. A Axial-Flow 4130 agrega mais força, estabilidade e capacidade para superar adversidades no campo. “Esse modelo apresenta excelente eficiência nos campos brasileiros e é um equipamento estratégico para a região Sul. Agora na versão com tração 4×4, a máquina fica ainda mais forte”, complementa.

Eficiência

A máquina apresenta a melhor performance da categoria e consegue atuar com eficiência nas mais diferentes topografias. O equipamento oferece ao agricultor a maior produtividade da categoria, melhor qualidade da colheita, maior disponibilidade e o menor custo operacional.

A Axial-Flow 4130 vem equipada com motor eletrônico da NEF 6.7, da FPT Industrial, com 253 cv, que é o mais forte da categoria e com uma reserva de potência duas vezes maior que o principal modelo da concorrência. Essa característica permite que a máquina tenha resposta mais rápida para ganhar potência e torque, mantendo a velocidade de colheita, de rotação do industrial e do processamento dos grãos mesmo quando as condições de colheita são difíceis.

Com a mudança na motorização, os testes de campo mostram que o equipamento Case IH é mais produtivo e consome 18% menos combustível. Outro item que colabora para melhorar o índice de produtividade é a nova mesa de sem fim, responsável por transportar e distribuir o material separado e debulhado pelo rotor. Na Axial-Flow 4130 houve um acréscimo de 13% na capacidade de transporte e distribuição.

O tanque de grãos da colheitadeira também chama atenção. A máquina da Case IH é de 7.050 litros e isso representa uma capacidade 8% maior que a concorrência. Todos estes diferenciais representam uma maior capacidade de colheita em até 4%.

Mais opções

Além da Axial-Flow 4130, a Case IH dará destaque a outros modelos de colheitadeiras. Ainda dentro da Série 130, a marca levará a Axial Flow 5130. Um dos pontos positivos deste equipamento é o sistema Axial-Flow, reconhecido por preservar a qualidade dos grãos e reduzir as perdas. A máquina é equipada com o rotor Small Tube, cujo espaço da área de debulha e separação ficou 26% maior que a versão anterior. A mudança aumenta em até 5% a capacidade operacional da máquina em condições de colheita adversas, que exigem mais do equipamento.

A Axial-Flow Série 230 modelo 7230 também estará na feira. A máquina tem motor eletronico da FPT Cursor 10 COM 426 cv de potência nominal, que gera uma mais performance operacional e menos consumo de combustível. Somado a isso, está com capacidade de armazenamento do tanque de grão, até 11% maior que a versão anterior. Com sistema de limpeza maior em 33%, a qualidade de colheita é a melhor do mercado

A Série 230 conta com algumas tecnologias exclusivas, como o sistema CVT (Transmissão Continuamente Variável), que proporciona uma maior eficácia na transmissão de energia, maior robustez da máquina e diminui os custos de manutenção. Os equipamentos também têm o cone de transmissão, responsável direto pela alta qualidade do grão, e o ventilador Cross-Flow, que também resulta em grãos mais limpos no tanque graneleiro.

“Um ponto de destaque é o baixo custo de manutenção programada. A Série 130 apresenta 33% menos custo que a principal concorrente e a Série 230, menos de 14%”, comenta Eduardo Junior.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site.

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Axial-Flow 4130 é ideal para trabalhar em terrenos acidentados. (Foto: Divulgação)

New Holland amplia linha de tratores na Expodireto 2019

O portfólio de tratores da New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, vai crescer na 20ª edição da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). A marca vai apresentar aos produtores gaúcho cinco novas famílias de tratores: T3, T4, TT, TTF e TL5. Todos eles foram projetados para atender a demanda de produtores rurais cada vez mais exigentes e que necessitam de tratores com maior nível de tecnologia, força e que, ao mesmo tempo, possuam robustez, conforto e design. Confira abaixo detalhes específicos de cada lançamento.

Linha T3 Tier 3

A New Holland Agriculture é líder mundial na comercialização e na produção de tratores de categoria “Specialty”, e essa posição a marca trabalha para alcançar no Brasil com o trator T3. Durante a Expodireto, a marca apresenta o modelo fruteiro T3.75F. Com 72 cv de potência, o T3 é um trator sem cabine, de manutenção simples, robusto, econômico e superestreito. Alimentada por dinâmicos motores turbo intercooler de três cilindros, os novos tratores T3 se deslocam facilmente entre as linhas, proporcionando um excelente desempenho de pulverização e cultivo. Além disso, as máquinas perpetuam a tradição da New Holland em termos de excelência ergonômica, ao oferecerem ao operador um ambiente de trabalho confortável com comandos simples e intuitivos.

Linha T4 Tier 3

Os tratores T4 são diferenciados por apresentarem largura total mínima e altura máxima reduzidas. Essas características são fundamentais, e necessárias, para otimizar o trabalho do agricultor que cultiva uva, café, maçã, frutas em geral ou mesmo do criador de aves e suínos nas granjas e barracões. A linha T4 no Brasil será formada por duas distintas famílias: N (estreito) e F (fruteiro). A principal diferença entre elas é a largura total mínima, sendo N, superestreito, com 1,29 m e F, fruteiro, com 1,47 m.

“O agricultor busca maiores patamares de produção e quantidade de plantas em uma área específica. O adensamento de culturas – diminuição na distância entre as linhas – é uma realidade cada vez mais presente. É uma tendência irreversível”, explica Saulo Silva, gerente de marketing de produto para Tratores da New Holland Agriculture.

São dois modelos disponíveis: T4.75N (78 cv) e T4.85F (88 cv). Ambos têm motores turbinados, de baixo custo de manutenção, quatro cilindros e sistema FPT Industrial com nível de emissões nas categorias MAR-1/Tier 3. Em se tratando do sistema de transmissão, possuem escalonamento de marchas nas configurações 16×16 e 28×16 com reversão mecânica. “É importante também serem destacadas as altas vazões hidráulicas de 48 e de 64 litros por minuto e o número de válvulas remotas (até 3) ofertadas, fundamentais para o acionamento de implementos utilizados na colheita e todos aqueles que requeiram elevadas vazões hidráulicas, outra tendência irreversível”, complementa Silva.

Linha TTF Tier 3

A nova estratégia de tratores estreitos da New Holland no país visa atender a demanda de produtores rurais cada vez mais exigentes, que necessitam de tratores robustos, de manutenção mecânica simples e que, ao mesmo tempo, possuam dimensões reduzidas que os permitam trabalhar em lavouras também cada vez mais adensadas. Na Coopavel 2019 a marca apresenta a evolução da família de tratores TTF. Trata-se da nova linha de estreitos New Holland TTF MAR-1 Tier 3, com novas versões, novos motores mecânicos FPT S8000 03 cilindros turbo (55cv) e turbo intercooler (65 e 75cv), maior torque máximo e novo styling. Nas versões de 65 e 75 cv estão presentes ainda o super redutor creeper, que possibilita o trator trabalhar na lavoura em velocidades de deslocamento inferiores a 700 metros por hora. Essa característica é importante para operações agrícolas em que o implemento necessite ser tracionado em menores velocidades, típicos da lavoura de café.

Linha TT Tier 3

Líder isolada no mercado brasileiro de tratores da categoria Utility, de 55 a 75 cv, a New Holland Agriculture apresenta a nova linha TT MAR-1 Tier 3, família que é evolução dos já consagrados TT3840 e TT4030. Serão três modelos, TT.55 (55 cv), TT.65 (65 cv) e TT.75 (75 cv), todos equipados com motores mecânicos FPT S8000 de 3 cilindros nas aspirações turbo (55 cv) e turbo intercooler (65 e 75 cv). “Para melhor atender a demanda de nossos produtores, a nova linha TT Tier 3 conta com um novo integrante na família, o TT.65, que se adapta melhor a demanda de potência e implementos de diversas propriedades”, afirma Saulo Silva. O novo motor garante até 21% a mais de torque e 5% a menos, em média, de consumo de combustível para os produtores rurais. “O design ficou mais atraente e o desempenho aumentou ainda mais. São tratores robustos, versáteis e resistentes”, afirma Saulo Silva.

Linha TL5 Tier 3

Os tratores New Holland TL estão ano a ano, de forma consecutiva, dentre os mais vendidos no Brasil na faixa de potência de 75 a 100 cv. Como reflexo de sua tradição de mercado e da confiança do agricultor, destacaram-se nos últimos anos as participações e presença de mercado dos modelos TL75E, TL85E e TL95 nos mais diversos segmentos de nossa agricultura e em todas as regiões do país, desde a agricultura familiar, pequenas propriedades, programas sociais, médias e grandes empresas produtoras de soja e milho, cana-de-açúcar, citricultura e silvicultura. É com grande satisfação e orgulho que a marca apresenta na Coopavel 2019 a evolução dessa vencedora família de tratores. Trata-se da nova linha New Holland TL5 MAR-1 Tier 3, com os novos modelos TL5.80, TL5.90 e TL5.100, com motores mecânicos FPT S8000 turbo intercooler 04 cilindros, com maior torque máximo e novos recursos de TDF e bloqueio eletro-hidráulicos. Versatilidade é um dos pilares marcantes da nova linha TL5, e se traduz em quatro diferentes tipos de transmissão, versões com reversor eletro-hidráulico power shuttle, versões plataformadas e cabinadas, piloto elétrico e com uma ampla oferta de pneus R1 e R2. “A linha TL5 foi exclusivamente desenvolvida para entregar maior conforto com o menor custo operacional do mercado”, diz Silva.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite o site e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

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New Holland apresenta tratores T3, T4, TT, TTF e TL5 (Foto: Divulgação)

IBGE prevê alta de 1,0% na safra de grãos de 2019

Em fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 228,8 milhões de toneladas, 1,0% superior a 2018 (mais 2,3 milhões de toneladas) e 0,8% inferior a janeiro (menos 1,9 milhão de toneladas). A estimativa da área a ser colhida foi de 61,9 milhões de hectares, aumento de 1,7% frente a 2018 (mais 1,0 milhão de hectares) e queda de 0,3% em relação a janeiro (menos 187,7 mil hectares).

Estimativa de fevereiro para 2019           228,8 milhões de toneladas

Variação safra 2019 / safra 2018              1,0% (2,3 milhões de toneladas)

Variação safra 2019 / 1ª estimativa 2019              -0,8% (-1,9 milhões de toneladas)

O arroz, o milho e a soja representaram 93,3% da estimativa da produção e responderam por 87,3% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve aumento de 3,3% na área do milho, 1,7% na área da soja e queda de 9,4% na área de arroz. Já na produção, ocorreram quedas de 3,8% para a soja, de 10,9% para o arroz e aumento de 9,8% para o milho. Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com uma participação de 26,2%, seguido pelo Paraná (16,0%), Rio Grande do Sul (14,6%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,9%). Somados, esses seis estados representaram 80,5% do total nacional. O material de apoio do LSPA está nesta página.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste (101,6 milhões de toneladas); Sul (76,4 milhões de toneladas); Sudeste (23,1 milhões de toneladas); Nordeste (18,8 milhões de toneladas) e Norte (8,9 milhões de toneladas). Em relação a 2018, houve aumentos na Região Centro-Oeste (0,6%), na Região Sul (2,6%) e na Região Sudeste (0,8%), de estabilidade na Região Norte (0,0%) e queda na Região Nordeste (-1,9%).

Destaques na estimativa de fevereiro de 2019 em relação a janeiro:

Em fevereiro, frente a janeiro, destacam-se as variações das estimativas de produção de: feijão 2ª safra (4,5%), algodão herbáceo (3,7%), uva (3,5%), milho 2ª safra (0,3%), feijão 3ª safra (0,2%), milho 1ª safra (-1,0%), soja (-1,2%), feijão 1ª safra (-3,3%) e arroz (-6,2%).

Com relação à variação absoluta, os destaques positivos foram o milho 2ª safra (202.522 t), o algodão herbáceo (199.760 t), o feijão 2ª safra (50.377 t), a uva (47.861 t) e o feijão 3ª safra (1.110 t). Os destaques negativos foram soja (-1.328.038 t), arroz (-696.033 t), milho 1ª safra (-269.465 t) e ao feijão 1ª safra (-3.313 t).

Algodão herbáceo (em caroço) – A estimativa da produção de algodão foi de 5,6 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação ao janeiro, recorde da série histórica do IBGE. A Bahia informou um crescimento de 18,6% na produção. As lavouras chegaram a ser prejudicadas pela falta de chuva, contudo, o retorno proporcionou uma recuperação da produtividade em fevereiro. A produção estimada do estado alcançou 1,3 milhão toneladas, correspondendo a 22,7% da safra a ser colhida pelo país este ano.

No Mato Grosso, a estimativa da produção foi de 3,7 milhões de toneladas, representando 67,2% de todo algodão a ser colhido pelo país em 2019. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção de algodão encontra-se 13,0% maior, devido ao crescimento de 22,1% da área a ser plantada. No Maranhão e no Piauí, as estimativas de produção encontram-se 25,2% e 106,1% maiores, respectivamente, devendo a produção alcançar 114,8 e 51,4 mil toneladas.

Arroz (em casca) – A estimativa da produção caiu 6,2% em relação ao mês anterior, correspondendo a uma redução de 696,0 mil toneladas. Houve quedas de 2,1% na área plantada, de 3,0% na área a ser colhida e de 3,3% no rendimento médio. A produção deve alcançar 10,5 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro (69,8% do total nacional), a estimativa da produção caiu 8,2% em relação a janeiro. Nos últimos anos, em virtude dos preços pouco compensadores, têm-se verificado, no Rio Grande do Sul, redução da área plantada com arroz irrigado em função do aumento do plantio de soja. A rotação dessas culturas melhora o solo e favorece o rendimento médio de ambas.

Feijão (em grão) – A produção estimada, considerando-se as três safras do produto, foi de 2,9 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação a janeiro. Em relação à safra de 2018, a produção total deverá ser 1,2% menor. A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, redução de 3,3% frente ao mês anterior, o que representou 43.313 toneladas a menos. Os destaques negativos ficaram com o Paraná e Goiás.

A produção paranaense foi estimada em 248,3 mil toneladas, redução de 4,6% (12.053 toneladas), devido ao forte calor e à irregularidade das chuvas. A produção goiana foi reduzida em 10,1%, devendo alcançar 96,9 mil toneladas, com a área colhida (-2,2%) e o rendimento médio (-8,1%). A comparação anual, para a 1ª safra, mostra uma redução de 16,9% na produção. Estados produtores importantes reduziram suas estimativas de produção, entre eles: Bahia (-32,2%), Minas Gerais (-8,8%), São Paulo (-33,3%), Paraná (-19,4%), Rio Grande do Sul (-9,8%) e Goiás (-27,9%).

A 2ª safra de feijão foi estimada com alta de 4,5% (50.377 toneladas) frente à última estimativa. O Paraná, que foi o maior responsável por esse crescimento, teve um aumento de 17,7% (60.198 toneladas). A estimativa de produção para a 2ª safra foi 17,3% superior a 2018. A Região Nordeste teve influência nesse resultado, com crescimento de 101,0%, em decorrência dos aumentos nas estimativas de produção de Pernambuco (44,3%), Alagoas (154,2%), Sergipe (339,6%), Paraíba (38,5%), Ceará (35,2%) e Bahia (248,3%). O Paraná também contribuiu, tendo estimado altas de 45,4% na produção e de 39,5% no rendimento médio, que, em 2018, ficou muito abaixo da média, com a falta de chuvas.

Para a 3ª safra de feijão, a previsão é de alta de 0,2% na produção em relação a janeiro. Frente ao ano anterior, a 3ª safra deve crescer 10,1%. Em Minas Gerais e Goiás, as maiores influências na estimativa, são esperados, respectivamente, crescimentos de 3,5% e 11,1%.

Milho (em grão) – Em relação à última informação, a produção decresceu apenas 66,9 mil toneladas (0,1%), totalizando 89,4 milhões de toneladas. Em relação a 2018, a estimativa da produção encontra-se 9,8% maior. Para a 1ª safra, a estimativa da produção alcançou 26,1 milhões de toneladas (-1,0% em relação à última informação). Houve declínios de 17,2% (ou menos 306,0 mil toneladas) na estimativa da produção de Goiás (1,5 milhão de toneladas), e do Maranhão, que estimou uma safra 9,3% menor, totalizando 901,4 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, houve crescimento de 2,6% na estimativa da produção, totalizando 5,5 milhões de toneladas. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção foi 1,4% maior. Os maiores crescimentos da produção em 2019 são esperados para Paraná (7,2%), Santa Catarina (9,4%), Rio Grande do Sul (20,7%) e Mato Grosso do Sul (11,1%).

Em decorrência do plantio antecipado da soja, aguarda-se um maior período para a “janela de plantio” para o milho 2ª safra. A estimativa da produção (63,3 milhões de toneladas) representa aumento de 0,3% em relação à última estimativa e de 13,7% em relação a 2018. Os maiores aumentos da produção, em relação a janeiro, foram estimados para Paraná (0,6%) e Goiás (1,4%). No Paraná, segundo maior produtor (20,2% do total nacional), foi estimada um crescimento de 78,7 mil toneladas na produção. Para Goiás, foi estimado um aumento de 115,7 mil toneladas na produção, devendo alcançar 8,4 milhões de toneladas.

Soja (em grão) – Em fevereiro, a estimativa da produção (113,4 milhões de toneladas) caiu 1,2% em relação a janeiro. As maiores reduções foram no Maranhão (-2,8%), Paraná (-3,0%), Rio Grande do Sul (-0,9%) e Goiás (-2,3%). O declínio da produção da soja decorreu de problemas climáticos em alguns estados produtores importantes. As lavouras de soja plantada antecipadamente sofreram mais, pois a seca ocorreu durante o florescimento e o preenchimento dos grãos. As lavouras plantadas mais tardiamente têm suportado melhor o período seco. A colheita está em andamento e apenas com o término a extensão das perdas será conhecida. Em relação a 2018, apesar da alta de 1,7% na área plantada, a estimativa da produção da soja encontra-se 3,8% menor, em decorrência do declínio de 5,4% no rendimento médio. Os problemas climáticos na atual safra estão mais intensos que em 2018.

Uva – A estimativa da produção brasileira alcançou 1,4 milhão de toneladas, crescimento de 3,5% em relação a janeiro. Em fevereiro, Pernambuco reavaliou suas estimativas, informando aumento de 19,4% na produção, devendo alcançar 421,5 mil toneladas (30,1% da produção nacional). O rendimento médio (50.974 kg/ha) é o maior do país. A produção pernambucana de uvas concentra-se em perímetros irrigados no Vale do Rio São Francisco. O clima seco e a abundância de água para irrigação, aliado à elevada tecnologia de produção, inclusive ao uso de variedades altamente produtivas e bem aceitas no mercado externo, permitem a colheita até três vezes por ano, o que impacta positivamente na produtividade.

Em fevereiro, a produção gaúcha foi reavaliada com queda de 3,2%, devendo alcançar 624,5 mil toneladas. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional da fruta (44,6% da produção nacional). Em relação a 2018, a produção brasileira de uvas cai 12,1%, sendo influenciada pela redução de 10,8% no rendimento médio. No Rio Grande do Sul, a produção está 24,1% menor, tendo o rendimento médio declinado 21,3% em relação a 2018, quando a produção gaúcha alcançou 822,7 mil toneladas, 51,7% de toda a produção do país.

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Impulsionada pelo milho, safra de grãos pode chegar a 233,3 milhões de toneladas

A safra de grãos 2018/2019 deve alcançar a marca de 233,3 milhões de toneladas, mantendo-se como a segunda maior registrada na série histórica do país. O bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão. Os dados estão no 6º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para a segunda colheita do milho, a expectativa é que a produção chegue a 66,6 milhões de toneladas, volume 23,6% superior ao registrado na safra passada. “Esse resultado é reflexo da maior área”, afirma o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana. “Com 80% dos grãos já plantados, os agricultores devem destinar 12 milhões de hectares para plantio ao invés dos 11,5 milhões de hectares da safra passada”.

O superintendente ressalta ainda que a produtividade deve melhorar. “A expectativa é que sejam colhidos 5.228 quilos por hectare, mas estamos trabalhando com dados estatísticos, uma vez que ainda não é possível aferir o desempenho do milho nas lavouras”.

O estuda aponta que o algodão também teve destaque positivo, chegando a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, um incremento que chega a 28,4%. Com um cenário de mercado favorável para o produto, os agricultores brasileiros investiram em uma maior área plantada, que deve atingir a marca de 1,6 milhão de hectares.

Por outro lado, a soja, responsável por cerca de 49% da produção nacional de grãos, terá uma redução de 4,9%, chegando a 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra prevista em 5,8 milhões de toneladas pode ser observada em importantes estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia. Mesmo assim, esta é a terceira maior produção já registrada, chegando próximo ao volume total de soja produzido pelo país na safra 2004/2005.

O feijão também apresentou produção menor na primeira safra. Com uma colheita de 987,5 mil toneladas, a queda pode chegar a 23,2%. Com menos produto no mercado, o preço da leguminosa está atrativo para os produtores, o que incentiva uma maior área plantada na segunda safra do grão, que poderá resultar em uma produção de 1,36 milhão de toneladas. O número é impulsionado pelo aumento do feijão tipo cores, que tende a crescer em 28% e, na variedade preto, alta de 20,9%. No caso do feijão-caupi, a tendência é de uma queda de 6%, principalmente pela expectativa de redução da área cultivada em Mato Grosso.

Área – A área semeada na safra 2018/2019 está estimada em 62,9 milhões de hectares e se confirma como a maior já registrada no país. O incremento esperado é de 1,9% ou 1,15 milhão de hectares em relação à safra passada.

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