R$ 12,5 bilhões: custeio antecipado para a safra 2018/2019 beneficia produtores

O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira (30/01) a oferta de R$ 12,5 bilhões para contratação de custeio antecipado da safra 2018/2019. Com esse valor, produtores de todo o país poderão financiar insumos e serviços agropecuários com taxas de 7,5% a 8,5% ao ano. Neste ano, o total disponibilizado é 16% maior do que foi disponibilizado em 2017.

Essa antecipação também protege os agricultores contra possíveis elevações na época de maior demanda. Ou seja, com o crédito em mãos, eles podem escolher do melhor momento e o melhor preço para realizar as compras. “É uma oportunidade que nós damos aos produtores de comprarem seus insumos e terem um poder de negociação maior nessa compra”, explicou diretor de agronegócio do banco, Marco Túlio Moraes da Costa.

Segundo o diretor, a verba “agrega valor à toda cadeia produtiva do agronegócio, gerando emprego, gerando renda”. Os recursos ainda geram reflexos diretos e positivos no PIB do setor agropecuário e na economia brasileira. As contratações estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil em todo o país.

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Curtas: milho da Conab, alimentação animal, alevinos e proteção de nascentes

1. Mais de 33 mil toneladas de milho serão enviadas pela Conab a municípios da região Norte e Nordeste. O transporte foi negociado por meio de leilão de contratação de frete, e os primeiros lotes devem chegar aos destinos no início de fevereiro. O produto vai para pequenos criadores de animais que participam do Programa de Vendas em Balcão e utilizam o milho na ração animal.

2. Está aberta uma consulta pública sobre procedimentos na produção de alimentação animal. As manifestações devem ser feitas pela internet, em formulário disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo é estabelecer os critérios para utilização de resíduos sólidos provenientes da indústria alimentícia, quando destinados à alimentação animal.

3. A Codevasf realizou um peixamento com 150 mil alevinos em Alagoas e Sergipe. Espécies nativas, como pirá, curimatã pacu, curimatã pioa, matrinxã, piau e piaba, foram utilizadas.

4. A Codevasf e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí firmaram acordos com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí. O objetivo é proteger nascentes e monitorar grandes reservatórios no estado.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Conab: armazéns recebem novos equipamentos e melhorias estruturais

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá investir um total de R$ 3,35 milhões na renovação dos equipamentos e melhoria na estrutura dos armazéns públicos. Os recursos foram alcançados graças ao trabalho da estatal com a realocação de verbas próprias, o que possibilitou a aplicação do orçamento nos projetos e garantiu mais eficiência e controle na guarda dos estoques governamentais.

Parte do capital será destinado à aquisição de equipamentos de transporte e pesagem mais modernos. Estão previstas a compra de 44 balanças eletrônicas de plataforma que serão destinadas a 26 unidades da Conab em 15 estados do país. Além disso, serão adquiridas 75 novas empilhadeiras horizontais inclináveis, designadas a 18 superintendências regionais da Companhia, e ainda 50 carros plataformas que auxiliarão o trabalho em 34 armazéns próprios. As regionais também receberão novos quantitativos de inseticidas e lençóis plásticos para expurgo de grãos, utilizados na conservação fitossanitária dos estoques.

Dentre as medidas adotadas também estão previstas reformas estruturais nas unidades armazenadoras do Paraná, Tocantins, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Bahia. As obras preveem desde a modernização do sistema de termometria da unidade armazenadora situada no município de Rio Formoso (TO) até a reestruturação do sistema de iluminação no armazém em Brasília.

As ações tiveram início no final de 2017 e a expectativa é de que todo o processo de renovação esteja concluído ao final deste ano. As compras de novos produtos e reformas irão beneficiar 79 armazéns da Conab em todo o território nacional.

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Foto: Conab / Divulgação

Método de avaliação corporal ajuda a aumentar a taxa de prenhez em 17%

Pesquisas realizadas pela Embrapa em Rondônia demonstraram que animais com condição nutricional adequada avaliados com a tecnologia Vetscore chegam a obter uma taxa de prenhez 17% maior quando comparada com a taxa média nacional por inseminação artificial por tempo fixo (IATF) que está em 51%. A obtida em vacas selecionadas pelo dispositivo é de 61%. Lançado em 2014, o Vetscore é uma ferramenta simples formada por duas réguas articuladas que, ao serem posicionadas sobre a garupa do animal, indicam sua condição corporal. Isso permite identificar com mais precisão animais que necessitam de suplementação. Como resultado, aqueles em condições corporais inferiores são manejados adequadamente aumentando produção de leite e taxas de penhez.

O trabalho foi conduzido durante quatro anos, em seis fazendas no Estado de Rondônia, com 1.200 vacas da raça Nelore que participaram de programas de IATF. Vacas de leite girolando também foram avaliadas por meio dessa tecnologia durante um ano e as que receberam suplementação para manter o escore da condição corporal (ECC) adequado obtiveram aumento na produção de leite de até 61%, quando comparadas às que não receberam suplementação e se mantiveram em ECC baixo de acordo com a escala Vetscore.

Desenvolvido por especialistas da Embrapa, o Vetscore é único no mercado e ferramenta essencial para produtores obterem informações precisas e com elas selecionarem animais mais adequados em termos de escore de condição corporal, ou seja, de reserva de energia. Com isso se obtém maior ganho em fertilidade e produção de leite.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia Luiz Pfeifer, responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, mantendo as vacas em lactação com condição corporal adequada, é possível obter maior rentabilidade e eficiência reprodutiva tanto nas vacas de corte como de leite. Daí a importância de os produtores fazerem a avaliação da condição corporal dos animais para a busca da máxima eficiência reprodutiva e produtiva do rebanho. “O Vetscore torna-se valioso para o produtor, que pode, de maneira rápida e precisa, avaliar seus animais e fazer as mudanças de manejo necessárias”, afirma Pfeifer.

Outro método muito utilizado de avaliação do escore corporal é o visual considerado subjetivo e pouco preciso. Esse método exige que o avaliador seja treinado para evitar equívocos no momento da avaliação. “A subjetividade do método visual e o limitado acesso ao corpo do animal (especialmente costelas e garupa) fazem a determinação do ECC uma atividade relativamente difícil de ser realizada em vacas que estão contidas no brete”, explica o pesquisador, complementando que isso demanda tempo extra, que deve ser considerado em propriedades com manejo intensivo e com grande número de animais. “Com o uso da régua, de baixo custo, o próprio produtor pode avaliar e monitorar o rebanho”, afirma o especialista.

Em programas de IATF, o Vetscore pode ser utilizado no momento da inserção do dispositivo intravaginal e da aplicação dos hormônios para selecionar animais que vão responder melhor aos protocolos e, consequentemente, terão mais chances de emprenhar. Uma ação rápida e confiável, evitando desperdício de tempo, de sêmen e oferecendo maior ganho ao produtor com a eficiência reprodutiva. “Com o uso do Vetscore a gente consegue identificar os animais que estão com escore corporal melhor e, com isso, melhorar o índice de prenhez. Aqui na fazenda, os animais identificados com melhor escore corporal tiveram prenhez até acima do esperado”, conta o gerente da fazenda Areia Branca, Rogério Calsavara, no Município de Ariquemes (RO).

Auxílio no manejo da pastagem

Segundo o engenheiro-agrônomo Marcos Vinícius Martins, responsável técnico da fazenda Areia Branca, o uso do Vetscore também tem auxiliado no manejo da pastagem. “Com o monitoramento do rebanho com a régua, a gente consegue saber se está acertando ou não no manejo da pastagem, vendo se o gado está ganhando, mantendo ou perdendo escore”, explica. Para os produtores que possuem profissionais especializados para cuidar da nutrição do rebanho, o Vetscore também é útil, pois a avaliação da condição corporal do animal é o primeiro passo para diagnosticar e promover alterações na dieta do rebanho. Assim, o dispositivo pode ser uma ferramenta inicial de análise precisa.

Tanto para o pequeno como para o grande produtor, obter um acompanhamento do escore corporal e atuar em seus resultados significa aumentar a eficiência e reduzir custos. “A nutrição de gado leiteiro é cara e o manejo inadequado pode gerar prejuízos”, alerta o pesquisador.

Pfeifer exemplifica impactos positivos que podem ocorrer com a adoção do uso do Vetscore no monitoramento do rebanho. Em vez de as fêmeas terem um parto a cada 22 meses, média no Estado de Rondônia, podem ter um parto a cada 14 ou 16 meses, se adotadas medidas nutricionais adequadas. Estima-se também que a média de partos por ano por animal pode passar de 0,54 para 0,75. Ao contabilizar apenas esse ganho, somente em Rondônia, pode-se chegar facilmente a um aumento anual de cerca de 200 milhões de litros de leite por ano. Ao fazer as contas com o litro do leite a R$1,00, pode haver um incremento de R$ 200 milhões no agronegócio do leite no estado.

Como funciona o Vetscore

Não há no mercado instrumento similar ao Vetscore para a avaliação da condição nutricional de bovinos de corte e de leite. De baixo custo e simples utilização, o dispositivo oferece resultado imediato e pode ser utilizado pelo próprio produtor para tomadas de decisão, buscando a máxima eficiência produtiva e reprodutiva de seu rebanho.

O Vetscore foi inspirado no goniômetro, instrumento circular com 180° ou 360°, utilizado para medir ou construir ângulos. O mais famoso goniômetro é o transferidor, muito popular no ensino escolar. Essa tecnologia da Embrapa é formada por duas réguas e articuladas de maneira a formar uma angulação. Com a ferramenta é possível avaliar e monitorar a condição nutricional de vacas por meio do ângulo interno da garupa. De acordo com o ângulo formado, o dispositivo fornece uma das seguintes colorações: vermelho (magra), verde (adequado) ou amarelo (obesa).

Para fazer a avaliação com o Vetscore, o animal deve ser recolhido em local onde ele possa ser contido. A régua deve ser posicionada sobre a porção inicial da garupa do animal (entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral), uma haste da régua de cada lado, e ser lentamente fechada até que as superfícies das réguas estejam em maior contato possível com a pele do animal.

Para vacas de leite, é recomendado que o Vetscore seja utilizado no rebanho quinzenalmente, principalmente na primeira metade da lactação. Para vacas de corte, seu uso é recomendado, principalmente, para avaliar e selecionar fêmeas que vão entrar na estação reprodutiva.

Comercialização – onde encontrar

O Vetscore está validado para as raças Nelore, Girolando e Angus. A régua já está disponível no mercado e a comercialização está sob a responsabilidade da empresa Prático de Garça, licenciada pela Embrapa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3406.2718.

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Foto: Rafael Rocha / Divulgação / Vetscore

Ministério da Agricultura autoriza redução da dose da vacina contra aftosa

A Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22/01), autorizou a redução da dose da vacina contra a aftosa de 5 mililitros para 2 mililitros. Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações locais.

Alguns países, como Argentina, Uruguai e Bolívia já adotam essa prática, com resultados satisfatórios, tanto em relação à diminuição às reações, quanto na preservação da potência da vacina. Em que pesem essas experiências, a adequação dos métodos de controle de potência e de tolerância que serão submetidas cada partida de vacina produzida, garantirão a eficácia e a segurança do produto.

O componente oleoso, que tem a finalidade de promover imunidade mais longa, é também um dos principais responsáveis pela indução de reações do tipo alérgica no local da aplicação.

Considerando a não ocorrência de focos da doença no país, desde 2005, e a tendência de suspensão gradativa da vacinação, a área técnica do Mapa concluiu não haver necessidade de utilização de vacinas que induzam resposta rápida, mas que assegurem a manutenção de resposta longa. Dessa forma, também foi alterarada a avaliação da potência de cada partida de vacina de 28 para 56 dias pós-vacinação, para as vacinas já registradas, e a implantação da avaliação aos 168 dias pós-vacinação, além da avaliação aos 56 dias, para vacinas em processo de registro ou de alteração pós registro.

A atualização do teste de estabilidade da emulsão visa melhor avaliar a qualidade da produção da vacina no que refere à consistência do processo de emulsificação para garantir a emulsão água em óleo. Isso, em razão da alteração do volume do conteúdo da vacina nos frascos, gerada pela redução da dose e da mudança na densidade da fase aquosa, em razão da alteração na proporção da massa antigênica dos antígenos “O” e “A”, ocorrida após a recente retirada do vírus “C” da composição da vacina.

O teste de tolerância é realizado por meio da vacinação de um grupo de animais e posterior observação no local da aplicação, de eventual ocorrência de nódulos, os quais devem ser mensurados. A metodologia atual prevê a vacinação pela via intramuscular profunda que, por essa razão não possibilita uma visualização adequada de nódulos, nem permite mensuração de forma adequada. A mudança para a via subcutânea permitirá avaliação mais eficiente.

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Balança comercial: superávit de US$ 81,86 bilhões do agronegócio foi o segundo maior da história

Em 2017, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões, registrando crescimento de 13% em relação a 2016. No período, o setor foi responsável por 44,1% do total das vendas externas do Brasil. Com o crescimento do valor exportado sobre o das importações, o saldo da balança do setor foi superavitário em US$ 81,86 bilhões, ante os US$ 71,31 bilhões do ano anterior. Foi o segundo maior saldo da balança do agronegócio da história, inferior apenas ao registrado em 2013 (R$ 82,91 bilhões).

Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o complexo soja (+US$ 6,30 bilhões), produtos florestais (+US$ 1,30 bilhão), carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais, farinhas e preparações (+US$ 953,86 milhões) e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milhões).

A alta do saldo comercial deveu-se em parte ao início da recuperação de preços no mercado internacional, mas, especialmente, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo soja também ocupou a primeira posição, somando US$ 31,72 bilhões. As vendas de grãos foram recordes, tanto em valor (US$ 25,71 bilhões) quanto em quantidade (68,15 milhões de toneladas). O preço médio de exportação do produto registrou pequena variação positiva – +0,7% (de US$ 374,73 para US$ 377,30 por tonelada).

Carnes ficaram em segundo lugar, na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango, principal produto do setor, representou quase metade desse montante (46,1%). Foram exportados US$ 7,14 bilhões do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior.

O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posição entre os segmentos do agronegócio, com US$ 12,23 bilhões. As vendas de açúcar foram responsáveis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilhões). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, quando foram exportados US$ 10,44 bilhões de açúcar brasileiro.

97abdd674c9456f9d6abfd721b2e11c7As exportações de produtos florestais registraram US$ 11,53 bilhões, em 2017, dos quais 55,1% foram representados pela celulose. O produto alcançou recorde em 2017, tanto em valor quanto em quantidade, com US$ 6,35 bilhões e 13,84 milhões de toneladas, respectivamente. As vendas de café somaram US$ 5,27 bilhões.

Esses cinco setores somaram US$ 76,22 bilhões, ou 79% das exportações do agronegócio em 2017. Apesar do milho não estar entre os cinco principais setores de exportação, houve recorde histórico de vendas: US$ 4,57 bilhões (+24,9% ante 2016) com 29,25 milhões de toneladas

Outros produtos que bateram recordes em exportações no ano de 2017 foram pimenta piper seca (59,50 mil toneladas); painéis de fibras ou de partículas de madeira (US$ 326,38 milhões e 1,03 milhão de tonelada); gelatinas (50,97 mil toneladas); óleo essencial de laranja (US$ 242,16 milhões); mangas (US$ 205,11 milhões e 179,60 mil toneladas); amendoim em grãos (US$ 194,86 milhões e 153,32 mil toneladas); e melões (US$ 162,92 milhões e 233,65 mil toneladas).

As importações de produtos agropecuários alcançaram a cifra de US$ 14,15 bilhões, em 2017, 3,9% acima do montante registado em 2016, que foi de US$ 13,63 bilhões.

Países compradores

Ásia é o principal destino das exportações brasileiras – US$ 44,17 bilhões, crescimento de 18,1%. Soja em grãos, carne bovina e celulose foram os principais produtos. A China encerra o ano de 2017 na liderança entre os mercados do agronegócio brasileiro, ampliando sua participação de 24,5% para 27,7%. Em 2017, as exportações ao país somaram US$ 26,58 bilhões, superando em 27,6% o valor do ano anterior.

As exportações para os Estados Unidos, o segundo maior comprador, somaram US$ 6,72 bilhões em 2017, crescimento de 7,3% sobre o ano anterior. Os principais aumentos foram anotados nas vendas de álcool etílico (+US$ 156,43 milhões) e celulose (+108,09 milhões).

Carnes lideraram em dezembro

No mês de dezembro de 2017 houve superavit de US$ 5,76 bilhões na balança comercial do agronegócio brasileiro, montante que superou ao de dezembro de 2016, de US$ 4,75 bilhões. Foi o terceiro maior saldo comercial para meses de dezembro, ficando abaixo apenas ao de dezembro de 2015 (US$ 5,97 bilhões) e de 2012 (US$ 5,85 bilhões).

O resultado positivo foi consequência de exportações de US$ 6,94 bilhões e importações de US$ 1,18 bilhão. Nas exportações, contabilizou-se incremento de 13,6% em comparação com dezembro de 2016, quando se alcançou US$ 6,11 bilhões. Movimento inverso foi apontado nas importações, que recuaram 13,4% diante da cifra de US$ 1,36 bilhão em dezembro de 2016.

Na liderança da pauta de dezembro de 2017, as vendas do setor de carnes foram influenciadas pelas exportações de carne bovina, que atingiram US$ 557,41 milhões (acréscimo de 26,9% sobre dezembro de 2016). O produto in natura somou US$ 466,85 milhões, com aumento de 27,6% no período (+24,4% em quantidade e +2,5% no preço médio). A carne de frango foi o segundo item mais comercializado do setor, com vendas de US$ 514,68 milhões.

Ásia foi o principal destino dos produtos brasileiros, com a soma de US$ 2,78 bilhões. O crescimento de 37% em relação ao mesmo mês do ano anterior. China foi o maior comprador com US$ 1,5 bilhão. Em comparação com o ano anterior, houve expansão de 67,7% no valor exportado, e crescimento da participação chinesa de 14,6% para 21,6%.

O segundo principal destino das exportações brasileiras em dezembro de 2017, a União Europeia, teve participação de 19,9%.

 

Banco do Nordeste intensifica ações para regularizar dívidas com produtores rurais

Produtores rurais de todo Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo terão novo prazo para regularizar suas dívidas com o Banco do Nordeste e usufruir dos benefícios oferecidos pela Lei 13.340, que engloba operações contratadas até 2011. Toda a rede de agências do BNB está mobilizada no atendimento aos clientes cujos financiamentos são enquadráveis.

O Governo Federal prorrogou o prazo de vigência dos benefícios, que venceriam em 31 de dezembro de 2017 para até 27 de dezembro de 2018. Ano passado, foram regularizadas pelo Banco mais de 217 mil operações, o que corresponde a R$ 7,1 bilhões entre liquidações e repactuações. Os clientes beneficiados pela Lei 13.340 contam com vantagens como descontos de até 95% para liquidação ou podem renegociar pagamento até 2030.

“O Banco tem empreendido ações com vistas à racionalização dos processos para garantir celeridade aos clientes que buscam se beneficiar com os descontos e facilidades de pagamento assegurados pelos mecanismos legais”, destaca o presidente do BNB, Romildo Rolim.

Para levar informação ao conhecimento dos produtores rurais, o Banco do Nordeste investe em ações de comunicação (campanha publicitária, envio de SMS, divulgação em mídias sociais e demais meios de comunicação) e ações negociais, com realização de agências itinerantes e parcerias com entidades classistas, a exemplo da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Federações e Sindicatos Rurais.

A liquidação dessas dívidas possibilita que os produtores regularizem seus financiamentos e voltem a obter novos créditos. Para mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com o Banco do Nordeste, os clientes podem buscar a rede de agências ou realizar contato por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente, via telefone: 0800 728 3030.

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Safra de grãos chega a 228 milhões de toneladas com crescimento de área

A produção de grãos da safra 2017/2018 pode chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um recuo de 4,1% em relação à safra passada dos 237,7 milhões de t., mas a área total registra um crescimento de mais de 1%, ultrapassando os 61 milhões de hectares. O estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está no 4º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta quinta-feira (11/01).

Com o plantio das principais culturas já encerrado, soja e milho seguem atraindo a preferência do produtor, respondendo por quase 90% dos grãos produzidos no país. Para a soja, com queda de 3,2%, estão previstas 110,4 milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. No caso do milho total, a expectativa de redução de 5,6% muda de 97,8 milhões de toneladas para 92,3 milhões/t atuais. A primeira safra, com números menores nesta fase, pode ficar em 25,2 milhões de t, enquanto a segunda pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, registro próximo da produção passada de 67,4 milhões/t.

De acordo com o estudo, o algodão apresentou melhor cenário, com aumento de 11,4% na produção da pluma, totalizando 1,7 milhão de toneladas e elevação de 11,9% de área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a ampliação da área total plantada. O algodão marca números acima de 1 milhão de hectares, enquanto que a soja, com maior liquidez e possibilidade de melhor rentabilidade frente a outras culturas, tende a uma elevação média de 3,2%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

Na produtividade, levando em conta que algumas culturas ainda estão na fase de plantio, os números têm como base a sobreposição dos rendimentos apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico e espectral realizado pela Companhia. A soja aponta para uma produtividade de 3.156 kg/hectare contra 3.364 da safra anterior. A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, do dia 17 a 23 de dezembro.

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Foto: Divulgação

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1. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 67 bilhões em 2017. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em todo ano passado, as exportações somaram US$ 217,74 bilhões. Já as importações somaram US$ 150,74 bilhões. Cresceram, no último ano, as vendas ao exterior de produtos básicos (+28,7%), de manufaturados (+9,4%), e também as exportações de produtos semimanufaturados (+13,3%).

2. A agropecuária foi um dos destaques da balança comercial. Um balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura mostra que a safra de grãos em 2017 foi de 238 milhões de toneladas. O valor disponibilizado para o crédito rural na safra 2017-2018 foi de R$ 188 bilhões. Já o Programa de Modernização da Frota de Tratores e Máquinas Agrícolas passou a contar com mais de R$ 9 bilhões, aumento superior a 80% em relação à safra anterior.

3. A Codevasf, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, forneceu em dezembro de 2017, cerca de 100 tratores, 60 ensiladeiras e 6 microtratores para prefeituras, associações de agricultores e pequenos produtores de diversos municípios de Pernambuco. No início de 2018, a Codevasf também vai promover a pavimentação de vias em comunidades rurais de Petrolina e de Bodocó. A ação vai melhorar a circulação dos moradores e o escoamento da produção agropecuária.

4. Cooperativas e associações da agricultura familiar da cadeia do leite estão recebendo apoio de R$ 15 milhões do Governo Federal na comercialização de sua produção. Os recursos estão sendo aplicados pela Conab na compra de 1,08 mil toneladas de leite em pó, por meio do Programa Aquisição de Alimentos. Ao todo, serão contempladas 34 cooperativas, beneficiando 1.916 agricultores familiares do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Alagoas. O produto adquirido será doado a pessoas em condições de insegurança alimentar e nutricional.

5. A suspensão temporária da exportação de pescado, determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entra em vigor amanhã (03/01), e será acompanhada de um Plano de Ação para responder aos questionamentos da União Europeia apresentados por ocasião da missão de auditoria ocorrida em setembro de 2017. A decisão pode evitar a possível suspensão unilateral pela União Europeia. Ao mesmo tempo, o Ministério está buscando formas de implementar a colaboração com outros órgãos públicos para inspeção sanitária nas embarcações, item bastante criticado pelos europeus.

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Foto: Marcelo Camargo / Arquivo / Agência Brasil