Boletim da Conab revela mais de R$ 36 bilhões no comércio de frutas e hortaliças no país

O mercado atacadista movimentou cerca de 16,8 milhões de toneladas de frutas e hortaliças, injetando mais de R$ 36 bilhões na economia brasileira. Os dados referem-se à comercialização registrada dos produtos em 2018 nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e foram apresentados pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Newton Araújo Silva Júnior, durante a eleição da Diretoria Executiva do Conselho Fiscal da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen), em Brasília.

Apesar do volume de hortifrutigranjeiros comercializados dentro do país ser estável, as receitas registraram aumento. De acordo com o balanço, esse desempenho foi influenciado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio do ano passado. A paralisação inviabilizou o transporte das regiões produtoras para os mercados de abastecimento, interrompendo as atividades nas centrais por cerca de 15 dias.

“Os números de comercialização destacam a importância que as centrais têm no papel da segurança alimentar, pois fazem milhões de toneladas de produtos chegar à mesa dos brasileiros”, destaca Newton Júnior. “Nesse sentido, a parceria entre a Conab e as Ceasas, principalmente com relação as informações estratégicas prospectadas, reforçam as linhas de atuação das políticas públicas para garantir uma alimentação saudável”.

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Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios
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Colheitadeira com tração 4×4 é ideal para trabalhar em diferentes topografias

A Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta sua nova colheitadeira, a Axial-Flow 4130, na versão 4×4, durante Expodireto Cotrijal, que acontece até 15 de março, em Não-Me-Toque (RS). Desenvolvida sob o conceito Efficient Power da Case IH, a Axial Flow 4130 traz novos recursos tecnológicos que vão permitir mais eficiência para o agricultor, que poderá produzir mais com custos operacionais menores e é ideal para manter a eficiência de trabalho até em terrenos acidentados.

“A versão 4×4 é recomendada para atuar nas mais diferentes topografias”, comenta Eduardo Junior, gerente de Marketing de Produto da Case IH. A Axial-Flow 4130 agrega mais força, estabilidade e capacidade para superar adversidades no campo. “Esse modelo apresenta excelente eficiência nos campos brasileiros e é um equipamento estratégico para a região Sul. Agora na versão com tração 4×4, a máquina fica ainda mais forte”, complementa.

Eficiência

A máquina apresenta a melhor performance da categoria e consegue atuar com eficiência nas mais diferentes topografias. O equipamento oferece ao agricultor a maior produtividade da categoria, melhor qualidade da colheita, maior disponibilidade e o menor custo operacional.

A Axial-Flow 4130 vem equipada com motor eletrônico da NEF 6.7, da FPT Industrial, com 253 cv, que é o mais forte da categoria e com uma reserva de potência duas vezes maior que o principal modelo da concorrência. Essa característica permite que a máquina tenha resposta mais rápida para ganhar potência e torque, mantendo a velocidade de colheita, de rotação do industrial e do processamento dos grãos mesmo quando as condições de colheita são difíceis.

Com a mudança na motorização, os testes de campo mostram que o equipamento Case IH é mais produtivo e consome 18% menos combustível. Outro item que colabora para melhorar o índice de produtividade é a nova mesa de sem fim, responsável por transportar e distribuir o material separado e debulhado pelo rotor. Na Axial-Flow 4130 houve um acréscimo de 13% na capacidade de transporte e distribuição.

O tanque de grãos da colheitadeira também chama atenção. A máquina da Case IH é de 7.050 litros e isso representa uma capacidade 8% maior que a concorrência. Todos estes diferenciais representam uma maior capacidade de colheita em até 4%.

Mais opções

Além da Axial-Flow 4130, a Case IH dará destaque a outros modelos de colheitadeiras. Ainda dentro da Série 130, a marca levará a Axial Flow 5130. Um dos pontos positivos deste equipamento é o sistema Axial-Flow, reconhecido por preservar a qualidade dos grãos e reduzir as perdas. A máquina é equipada com o rotor Small Tube, cujo espaço da área de debulha e separação ficou 26% maior que a versão anterior. A mudança aumenta em até 5% a capacidade operacional da máquina em condições de colheita adversas, que exigem mais do equipamento.

A Axial-Flow Série 230 modelo 7230 também estará na feira. A máquina tem motor eletronico da FPT Cursor 10 COM 426 cv de potência nominal, que gera uma mais performance operacional e menos consumo de combustível. Somado a isso, está com capacidade de armazenamento do tanque de grão, até 11% maior que a versão anterior. Com sistema de limpeza maior em 33%, a qualidade de colheita é a melhor do mercado

A Série 230 conta com algumas tecnologias exclusivas, como o sistema CVT (Transmissão Continuamente Variável), que proporciona uma maior eficácia na transmissão de energia, maior robustez da máquina e diminui os custos de manutenção. Os equipamentos também têm o cone de transmissão, responsável direto pela alta qualidade do grão, e o ventilador Cross-Flow, que também resulta em grãos mais limpos no tanque graneleiro.

“Um ponto de destaque é o baixo custo de manutenção programada. A Série 130 apresenta 33% menos custo que a principal concorrente e a Série 230, menos de 14%”, comenta Eduardo Junior.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site.

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Axial-Flow 4130 é ideal para trabalhar em terrenos acidentados. (Foto: Divulgação)

New Holland amplia linha de tratores na Expodireto 2019

O portfólio de tratores da New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, vai crescer na 20ª edição da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). A marca vai apresentar aos produtores gaúcho cinco novas famílias de tratores: T3, T4, TT, TTF e TL5. Todos eles foram projetados para atender a demanda de produtores rurais cada vez mais exigentes e que necessitam de tratores com maior nível de tecnologia, força e que, ao mesmo tempo, possuam robustez, conforto e design. Confira abaixo detalhes específicos de cada lançamento.

Linha T3 Tier 3

A New Holland Agriculture é líder mundial na comercialização e na produção de tratores de categoria “Specialty”, e essa posição a marca trabalha para alcançar no Brasil com o trator T3. Durante a Expodireto, a marca apresenta o modelo fruteiro T3.75F. Com 72 cv de potência, o T3 é um trator sem cabine, de manutenção simples, robusto, econômico e superestreito. Alimentada por dinâmicos motores turbo intercooler de três cilindros, os novos tratores T3 se deslocam facilmente entre as linhas, proporcionando um excelente desempenho de pulverização e cultivo. Além disso, as máquinas perpetuam a tradição da New Holland em termos de excelência ergonômica, ao oferecerem ao operador um ambiente de trabalho confortável com comandos simples e intuitivos.

Linha T4 Tier 3

Os tratores T4 são diferenciados por apresentarem largura total mínima e altura máxima reduzidas. Essas características são fundamentais, e necessárias, para otimizar o trabalho do agricultor que cultiva uva, café, maçã, frutas em geral ou mesmo do criador de aves e suínos nas granjas e barracões. A linha T4 no Brasil será formada por duas distintas famílias: N (estreito) e F (fruteiro). A principal diferença entre elas é a largura total mínima, sendo N, superestreito, com 1,29 m e F, fruteiro, com 1,47 m.

“O agricultor busca maiores patamares de produção e quantidade de plantas em uma área específica. O adensamento de culturas – diminuição na distância entre as linhas – é uma realidade cada vez mais presente. É uma tendência irreversível”, explica Saulo Silva, gerente de marketing de produto para Tratores da New Holland Agriculture.

São dois modelos disponíveis: T4.75N (78 cv) e T4.85F (88 cv). Ambos têm motores turbinados, de baixo custo de manutenção, quatro cilindros e sistema FPT Industrial com nível de emissões nas categorias MAR-1/Tier 3. Em se tratando do sistema de transmissão, possuem escalonamento de marchas nas configurações 16×16 e 28×16 com reversão mecânica. “É importante também serem destacadas as altas vazões hidráulicas de 48 e de 64 litros por minuto e o número de válvulas remotas (até 3) ofertadas, fundamentais para o acionamento de implementos utilizados na colheita e todos aqueles que requeiram elevadas vazões hidráulicas, outra tendência irreversível”, complementa Silva.

Linha TTF Tier 3

A nova estratégia de tratores estreitos da New Holland no país visa atender a demanda de produtores rurais cada vez mais exigentes, que necessitam de tratores robustos, de manutenção mecânica simples e que, ao mesmo tempo, possuam dimensões reduzidas que os permitam trabalhar em lavouras também cada vez mais adensadas. Na Coopavel 2019 a marca apresenta a evolução da família de tratores TTF. Trata-se da nova linha de estreitos New Holland TTF MAR-1 Tier 3, com novas versões, novos motores mecânicos FPT S8000 03 cilindros turbo (55cv) e turbo intercooler (65 e 75cv), maior torque máximo e novo styling. Nas versões de 65 e 75 cv estão presentes ainda o super redutor creeper, que possibilita o trator trabalhar na lavoura em velocidades de deslocamento inferiores a 700 metros por hora. Essa característica é importante para operações agrícolas em que o implemento necessite ser tracionado em menores velocidades, típicos da lavoura de café.

Linha TT Tier 3

Líder isolada no mercado brasileiro de tratores da categoria Utility, de 55 a 75 cv, a New Holland Agriculture apresenta a nova linha TT MAR-1 Tier 3, família que é evolução dos já consagrados TT3840 e TT4030. Serão três modelos, TT.55 (55 cv), TT.65 (65 cv) e TT.75 (75 cv), todos equipados com motores mecânicos FPT S8000 de 3 cilindros nas aspirações turbo (55 cv) e turbo intercooler (65 e 75 cv). “Para melhor atender a demanda de nossos produtores, a nova linha TT Tier 3 conta com um novo integrante na família, o TT.65, que se adapta melhor a demanda de potência e implementos de diversas propriedades”, afirma Saulo Silva. O novo motor garante até 21% a mais de torque e 5% a menos, em média, de consumo de combustível para os produtores rurais. “O design ficou mais atraente e o desempenho aumentou ainda mais. São tratores robustos, versáteis e resistentes”, afirma Saulo Silva.

Linha TL5 Tier 3

Os tratores New Holland TL estão ano a ano, de forma consecutiva, dentre os mais vendidos no Brasil na faixa de potência de 75 a 100 cv. Como reflexo de sua tradição de mercado e da confiança do agricultor, destacaram-se nos últimos anos as participações e presença de mercado dos modelos TL75E, TL85E e TL95 nos mais diversos segmentos de nossa agricultura e em todas as regiões do país, desde a agricultura familiar, pequenas propriedades, programas sociais, médias e grandes empresas produtoras de soja e milho, cana-de-açúcar, citricultura e silvicultura. É com grande satisfação e orgulho que a marca apresenta na Coopavel 2019 a evolução dessa vencedora família de tratores. Trata-se da nova linha New Holland TL5 MAR-1 Tier 3, com os novos modelos TL5.80, TL5.90 e TL5.100, com motores mecânicos FPT S8000 turbo intercooler 04 cilindros, com maior torque máximo e novos recursos de TDF e bloqueio eletro-hidráulicos. Versatilidade é um dos pilares marcantes da nova linha TL5, e se traduz em quatro diferentes tipos de transmissão, versões com reversor eletro-hidráulico power shuttle, versões plataformadas e cabinadas, piloto elétrico e com uma ampla oferta de pneus R1 e R2. “A linha TL5 foi exclusivamente desenvolvida para entregar maior conforto com o menor custo operacional do mercado”, diz Silva.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite o site e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

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New Holland apresenta tratores T3, T4, TT, TTF e TL5 (Foto: Divulgação)

IBGE prevê alta de 1,0% na safra de grãos de 2019

Em fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 228,8 milhões de toneladas, 1,0% superior a 2018 (mais 2,3 milhões de toneladas) e 0,8% inferior a janeiro (menos 1,9 milhão de toneladas). A estimativa da área a ser colhida foi de 61,9 milhões de hectares, aumento de 1,7% frente a 2018 (mais 1,0 milhão de hectares) e queda de 0,3% em relação a janeiro (menos 187,7 mil hectares).

Estimativa de fevereiro para 2019           228,8 milhões de toneladas

Variação safra 2019 / safra 2018              1,0% (2,3 milhões de toneladas)

Variação safra 2019 / 1ª estimativa 2019              -0,8% (-1,9 milhões de toneladas)

O arroz, o milho e a soja representaram 93,3% da estimativa da produção e responderam por 87,3% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve aumento de 3,3% na área do milho, 1,7% na área da soja e queda de 9,4% na área de arroz. Já na produção, ocorreram quedas de 3,8% para a soja, de 10,9% para o arroz e aumento de 9,8% para o milho. Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com uma participação de 26,2%, seguido pelo Paraná (16,0%), Rio Grande do Sul (14,6%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,9%). Somados, esses seis estados representaram 80,5% do total nacional. O material de apoio do LSPA está nesta página.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste (101,6 milhões de toneladas); Sul (76,4 milhões de toneladas); Sudeste (23,1 milhões de toneladas); Nordeste (18,8 milhões de toneladas) e Norte (8,9 milhões de toneladas). Em relação a 2018, houve aumentos na Região Centro-Oeste (0,6%), na Região Sul (2,6%) e na Região Sudeste (0,8%), de estabilidade na Região Norte (0,0%) e queda na Região Nordeste (-1,9%).

Destaques na estimativa de fevereiro de 2019 em relação a janeiro:

Em fevereiro, frente a janeiro, destacam-se as variações das estimativas de produção de: feijão 2ª safra (4,5%), algodão herbáceo (3,7%), uva (3,5%), milho 2ª safra (0,3%), feijão 3ª safra (0,2%), milho 1ª safra (-1,0%), soja (-1,2%), feijão 1ª safra (-3,3%) e arroz (-6,2%).

Com relação à variação absoluta, os destaques positivos foram o milho 2ª safra (202.522 t), o algodão herbáceo (199.760 t), o feijão 2ª safra (50.377 t), a uva (47.861 t) e o feijão 3ª safra (1.110 t). Os destaques negativos foram soja (-1.328.038 t), arroz (-696.033 t), milho 1ª safra (-269.465 t) e ao feijão 1ª safra (-3.313 t).

Algodão herbáceo (em caroço) – A estimativa da produção de algodão foi de 5,6 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação ao janeiro, recorde da série histórica do IBGE. A Bahia informou um crescimento de 18,6% na produção. As lavouras chegaram a ser prejudicadas pela falta de chuva, contudo, o retorno proporcionou uma recuperação da produtividade em fevereiro. A produção estimada do estado alcançou 1,3 milhão toneladas, correspondendo a 22,7% da safra a ser colhida pelo país este ano.

No Mato Grosso, a estimativa da produção foi de 3,7 milhões de toneladas, representando 67,2% de todo algodão a ser colhido pelo país em 2019. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção de algodão encontra-se 13,0% maior, devido ao crescimento de 22,1% da área a ser plantada. No Maranhão e no Piauí, as estimativas de produção encontram-se 25,2% e 106,1% maiores, respectivamente, devendo a produção alcançar 114,8 e 51,4 mil toneladas.

Arroz (em casca) – A estimativa da produção caiu 6,2% em relação ao mês anterior, correspondendo a uma redução de 696,0 mil toneladas. Houve quedas de 2,1% na área plantada, de 3,0% na área a ser colhida e de 3,3% no rendimento médio. A produção deve alcançar 10,5 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro (69,8% do total nacional), a estimativa da produção caiu 8,2% em relação a janeiro. Nos últimos anos, em virtude dos preços pouco compensadores, têm-se verificado, no Rio Grande do Sul, redução da área plantada com arroz irrigado em função do aumento do plantio de soja. A rotação dessas culturas melhora o solo e favorece o rendimento médio de ambas.

Feijão (em grão) – A produção estimada, considerando-se as três safras do produto, foi de 2,9 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação a janeiro. Em relação à safra de 2018, a produção total deverá ser 1,2% menor. A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, redução de 3,3% frente ao mês anterior, o que representou 43.313 toneladas a menos. Os destaques negativos ficaram com o Paraná e Goiás.

A produção paranaense foi estimada em 248,3 mil toneladas, redução de 4,6% (12.053 toneladas), devido ao forte calor e à irregularidade das chuvas. A produção goiana foi reduzida em 10,1%, devendo alcançar 96,9 mil toneladas, com a área colhida (-2,2%) e o rendimento médio (-8,1%). A comparação anual, para a 1ª safra, mostra uma redução de 16,9% na produção. Estados produtores importantes reduziram suas estimativas de produção, entre eles: Bahia (-32,2%), Minas Gerais (-8,8%), São Paulo (-33,3%), Paraná (-19,4%), Rio Grande do Sul (-9,8%) e Goiás (-27,9%).

A 2ª safra de feijão foi estimada com alta de 4,5% (50.377 toneladas) frente à última estimativa. O Paraná, que foi o maior responsável por esse crescimento, teve um aumento de 17,7% (60.198 toneladas). A estimativa de produção para a 2ª safra foi 17,3% superior a 2018. A Região Nordeste teve influência nesse resultado, com crescimento de 101,0%, em decorrência dos aumentos nas estimativas de produção de Pernambuco (44,3%), Alagoas (154,2%), Sergipe (339,6%), Paraíba (38,5%), Ceará (35,2%) e Bahia (248,3%). O Paraná também contribuiu, tendo estimado altas de 45,4% na produção e de 39,5% no rendimento médio, que, em 2018, ficou muito abaixo da média, com a falta de chuvas.

Para a 3ª safra de feijão, a previsão é de alta de 0,2% na produção em relação a janeiro. Frente ao ano anterior, a 3ª safra deve crescer 10,1%. Em Minas Gerais e Goiás, as maiores influências na estimativa, são esperados, respectivamente, crescimentos de 3,5% e 11,1%.

Milho (em grão) – Em relação à última informação, a produção decresceu apenas 66,9 mil toneladas (0,1%), totalizando 89,4 milhões de toneladas. Em relação a 2018, a estimativa da produção encontra-se 9,8% maior. Para a 1ª safra, a estimativa da produção alcançou 26,1 milhões de toneladas (-1,0% em relação à última informação). Houve declínios de 17,2% (ou menos 306,0 mil toneladas) na estimativa da produção de Goiás (1,5 milhão de toneladas), e do Maranhão, que estimou uma safra 9,3% menor, totalizando 901,4 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, houve crescimento de 2,6% na estimativa da produção, totalizando 5,5 milhões de toneladas. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção foi 1,4% maior. Os maiores crescimentos da produção em 2019 são esperados para Paraná (7,2%), Santa Catarina (9,4%), Rio Grande do Sul (20,7%) e Mato Grosso do Sul (11,1%).

Em decorrência do plantio antecipado da soja, aguarda-se um maior período para a “janela de plantio” para o milho 2ª safra. A estimativa da produção (63,3 milhões de toneladas) representa aumento de 0,3% em relação à última estimativa e de 13,7% em relação a 2018. Os maiores aumentos da produção, em relação a janeiro, foram estimados para Paraná (0,6%) e Goiás (1,4%). No Paraná, segundo maior produtor (20,2% do total nacional), foi estimada um crescimento de 78,7 mil toneladas na produção. Para Goiás, foi estimado um aumento de 115,7 mil toneladas na produção, devendo alcançar 8,4 milhões de toneladas.

Soja (em grão) – Em fevereiro, a estimativa da produção (113,4 milhões de toneladas) caiu 1,2% em relação a janeiro. As maiores reduções foram no Maranhão (-2,8%), Paraná (-3,0%), Rio Grande do Sul (-0,9%) e Goiás (-2,3%). O declínio da produção da soja decorreu de problemas climáticos em alguns estados produtores importantes. As lavouras de soja plantada antecipadamente sofreram mais, pois a seca ocorreu durante o florescimento e o preenchimento dos grãos. As lavouras plantadas mais tardiamente têm suportado melhor o período seco. A colheita está em andamento e apenas com o término a extensão das perdas será conhecida. Em relação a 2018, apesar da alta de 1,7% na área plantada, a estimativa da produção da soja encontra-se 3,8% menor, em decorrência do declínio de 5,4% no rendimento médio. Os problemas climáticos na atual safra estão mais intensos que em 2018.

Uva – A estimativa da produção brasileira alcançou 1,4 milhão de toneladas, crescimento de 3,5% em relação a janeiro. Em fevereiro, Pernambuco reavaliou suas estimativas, informando aumento de 19,4% na produção, devendo alcançar 421,5 mil toneladas (30,1% da produção nacional). O rendimento médio (50.974 kg/ha) é o maior do país. A produção pernambucana de uvas concentra-se em perímetros irrigados no Vale do Rio São Francisco. O clima seco e a abundância de água para irrigação, aliado à elevada tecnologia de produção, inclusive ao uso de variedades altamente produtivas e bem aceitas no mercado externo, permitem a colheita até três vezes por ano, o que impacta positivamente na produtividade.

Em fevereiro, a produção gaúcha foi reavaliada com queda de 3,2%, devendo alcançar 624,5 mil toneladas. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional da fruta (44,6% da produção nacional). Em relação a 2018, a produção brasileira de uvas cai 12,1%, sendo influenciada pela redução de 10,8% no rendimento médio. No Rio Grande do Sul, a produção está 24,1% menor, tendo o rendimento médio declinado 21,3% em relação a 2018, quando a produção gaúcha alcançou 822,7 mil toneladas, 51,7% de toda a produção do país.

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Impulsionada pelo milho, safra de grãos pode chegar a 233,3 milhões de toneladas

A safra de grãos 2018/2019 deve alcançar a marca de 233,3 milhões de toneladas, mantendo-se como a segunda maior registrada na série histórica do país. O bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão. Os dados estão no 6º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para a segunda colheita do milho, a expectativa é que a produção chegue a 66,6 milhões de toneladas, volume 23,6% superior ao registrado na safra passada. “Esse resultado é reflexo da maior área”, afirma o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana. “Com 80% dos grãos já plantados, os agricultores devem destinar 12 milhões de hectares para plantio ao invés dos 11,5 milhões de hectares da safra passada”.

O superintendente ressalta ainda que a produtividade deve melhorar. “A expectativa é que sejam colhidos 5.228 quilos por hectare, mas estamos trabalhando com dados estatísticos, uma vez que ainda não é possível aferir o desempenho do milho nas lavouras”.

O estuda aponta que o algodão também teve destaque positivo, chegando a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, um incremento que chega a 28,4%. Com um cenário de mercado favorável para o produto, os agricultores brasileiros investiram em uma maior área plantada, que deve atingir a marca de 1,6 milhão de hectares.

Por outro lado, a soja, responsável por cerca de 49% da produção nacional de grãos, terá uma redução de 4,9%, chegando a 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra prevista em 5,8 milhões de toneladas pode ser observada em importantes estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia. Mesmo assim, esta é a terceira maior produção já registrada, chegando próximo ao volume total de soja produzido pelo país na safra 2004/2005.

O feijão também apresentou produção menor na primeira safra. Com uma colheita de 987,5 mil toneladas, a queda pode chegar a 23,2%. Com menos produto no mercado, o preço da leguminosa está atrativo para os produtores, o que incentiva uma maior área plantada na segunda safra do grão, que poderá resultar em uma produção de 1,36 milhão de toneladas. O número é impulsionado pelo aumento do feijão tipo cores, que tende a crescer em 28% e, na variedade preto, alta de 20,9%. No caso do feijão-caupi, a tendência é de uma queda de 6%, principalmente pela expectativa de redução da área cultivada em Mato Grosso.

Área – A área semeada na safra 2018/2019 está estimada em 62,9 milhões de hectares e se confirma como a maior já registrada no país. O incremento esperado é de 1,9% ou 1,15 milhão de hectares em relação à safra passada.

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Contratação de crédito agropecuário soma R$ 119 bi em oito meses, em alta de 12%

A contratação do crédito empresarial do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) entre julho e fevereiro alcança R$ 101,612 bilhões, o que representa 53% do total ofertado e 11% a mais do que o valor financiado em igual período do ano anterior. Na Agricultura Familiar, a contratação soma, no período, R$ 17,87 bilhões, equivalentes a 67% do volume disponibilizado e 21 % acima do que foi contratado entre julho de 2017 e fevereiro de 2018. No total, o crédito agropecuário já aplicado alcança R$ 119,48 bilhões, em alta de 12% sobre igual período apurado no ano anterior.

O total ofertado para o agronegócio (PAP) e a agricultura familiar é de R$ 217, 73 bilhões, dos quais foram negociados em oito meses 55%, em alta de 12% sobre igual período na safra anterior, de acordo com levantamento feito pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa como base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central.

As contratações se concentram nas modalidades de custeio, comercialização e industrialização que somam juntas R$ 79,42, bilhões. O valor do custeio foi de R$ 57,15 bilhões. Em seguida, o maior volume é o de investimentos, de R$ 22,18 bilhões.

O Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Prodecoop) teve alta de 217% no valor de aplicação, o maior percentual de aumento entre as modalidades do PAP, com contratação de R$ 791 milhões, 80% do montante disponível.

Outra alta significativa, de 136%, foi no Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais), com desembolso de R$ 786 milhões, 94% do total previsto para o período, que se encerra em junho.

E a terceira maior alta (114%) no volume contratado ocorreu no PCA (Construção e Ampliação de Armazéns), em que já foram aplicados R$ 924 milhões, equivalentes a 44% da oferta de recursos.

Na safra em curso 2018/2019, o aumento de contratação na atividade agrícola foi de 13%, até agora, e na atividade pecuária, de 5%.

Fonte de recursos

Recursos provenientes da Poupança Rural Controlada representaram 28% dos desembolsos e, recursos obrigatórios, 19%. De fontes não controladas, os recursos livres corresponderam a 8% do total, somando R$ 8,45 bilhões, em alta de 196%.

Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) com taxa favorecida responderam por 12% do volume de crédito já contratado, somando R$ 12,07 bilhões, em alta de 40%.

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No financiamento empresarial, volume é de R$ 101 bilhões e, na agricultura familiar, de R$ 17,87 bilhões. (Foto: Divulgação)

Pesquisa acadêmica vai mapear os hábitos de mídia das mulheres do agro

Em comemoração ao Dia da Mulher, neste 8 de março, uma nova pesquisa digital está sendo lançada para traçar o perfil das mulheres do agronegócio em relação aos hábitos de consumo de mídia. A pesquisa foi elaborada para fins acadêmicos e será utilizada no trabalho de conclusão do curso de MBA em Agronegócios da Esalq/USP pela jornalista Lilian Munhoz, sob orientação da economista Juliana Chini, mestre em gestão internacional e líder de inteligência de marketing da @tech.

A pesquisa traz perguntas sobre os hábitos das mulheres que atuam no agronegócio em relação à forma de se comunicar na internet, nas redes sociais, como utilizam os veículos de comunicação para estarem atualizadas, o que consomem via internet, entre outros. “O objetivo é mapear o perfil de produtoras rurais e profissionais que atuam nas mais diversas áreas do agronegócio, conhecer suas preferências e desenvolver conclusões a respeito de como se comunicam e se informam nos dias de hoje”, explica Lilian Munhoz, que também é editora e apresentadora da TV Terraviva, canal de agronegócios do Grupo Bandeirantes.

Pesquisas que destacam o aumento da participação de mulheres no agronegócio têm crescido a cada ano, mas o tema ainda é inédito. As pesquisas mais recentes são de 2017, que destacam o aumento da participação das mulheres em cargos de gestão e planejamento nas propriedades, mas ainda não há pesquisas que façam uma abrangência sobre os hábitos digitais delas. Além disso, nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam constantemente, sendo necessária uma atualização frequente sobre a utilização das novas ferramentas digitais.

A pesquisa pode ser respondida por todas as mulheres acima de 18 anos que atuam com qualquer área relacionada ao agronegócio (Produção Rural, Comunicação, Marketing, Insumos, Logística, Advocacia, Governo, Ensino e Pesquisa, entre outras). São 28 questões de múltipla escolha e duas descritivas. A pesquisa vai estar disponível até o final de julho. Os dados serão divulgados no trabalho de conclusão de curso da jornalista no final de 2019.

Para ter acesso às perguntas e participar da pesquisa “Hábitos de Consumo de Mídia das Mulheres do Agronegócio”, clique aqui.

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Vacinação de bezerras contra brucelose deve ser feita até maio

com informações do Sistema Faeg / Senar

O sistema Faeg/Senar alerta os criadores de bovinos e bubalinos sobre a obrigatoriedade de vacinarem as fêmeas de três a oito meses de idade, contra a brucelose. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária faz o chamado conforme o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A previsão da Agrodefesa é que sejam imunizadas cerca de 1,2 milhão de animais até 31 de maio, quando encerra o prazo de vacinação do primeiro semestre. Já no segundo semestre, o período se encerra em 30 de novembro.

As vacinas indicadas são a B19 ou a RB51, que devem ser compradas em estabelecimentos registrados na Agência. Como se trata de vacina viva, existem riscos de contaminação, por isso aplicação exige cuidados que vão desde a refrigeração até o ato da imunização. Outro cuidado é aplicar a vacina em tempo hábil após seu preparo, já que não pode ser armazenada para uso posterior em razão do período específico de utilização.

A Analista Técnica do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Christiane Rossi, destaca que a vacinação deve ser feita por médico veterinário, também responsável por emitir a receita para compra da vacina e o qual precisa estar cadastrado junto à Agrodefesa. O cadastro tem periodicidade anual e fica disponível para consulta pelo produtor, nos escritórios locais do órgão de defesa”, explica.

É preciso reforçar que, quem tem fazendas em municípios diferentes terá que comprar as doses separadas para cada uma delas. Depois da imunização, os pecuaristas têm que apresentar na Agrodefesa o atestado de vacinação junto da Nota Fiscal o que pode ser feito por eles ou pelo veterinário responsável, dentro de 30 dias após a compra da vacina.

De acordo com a Agrodefesa, a não vacinação gera multas e punições como a restrição de venda de animais, inclusive adultos, na propriedade. A multa é de R$ 7,00, por cabeça de bezerra não vacinada, além da obrigatoriedade da vacinação assistida da Agrodefesa. E quem deixar de entregar o atestado de vacinação indicado, será multado em R$ 300,00.

As bezerras de vacas e búfalas imunizadas com a vacina B-19 devem ser carimbadas do lado esquerdo da cara, com dígito do ano de vacinação. Agora se a opção for pela vacina RB51, a identificação é com a letra V também no lado esquerdo da cara.

“O Sistema Faeg Senar contribui para levar as informações aos produtores rurais através de suas vias de comunicação, da sua capilaridade nos municípios através dos Sindicatos Rurais, através da Assistência Técnica e Gerencial, qualificação dos trabalhadores e produtores rurais pelo Senar, entre outros. Também atua com sugestões para atualizar as legislações quando em consulta pública”, pontua a analista do IFAG.

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Foto: Divulgação

Liderança feminina no agronegócio

O Núcleo São Paulo de Mulheres do Agronegócio, em parceria com o Ipojur (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Ciências Políticas e Jurídicas), realiza, no próximo dia 27/03, o 4º Encontro das Mulheres do Agronegócio, com foco em liderança feminina no setor. O objetivo do encontro é proporcionar às mulheres um espaço de troca de experiências a partir de cases de Mulheres que ocupam posições de liderança em suas respectivas áreas.

Com inscrições gratuitas, o evento contará com quatro painéis especiais sobre liderança de mulheres no agronegócio. O primeiro deles, com o tema “Liderança que inspira”, será ministrado por Teka Vendramini, Diretora do Departamento de Pecuária da Sociedade Rural Brasileira, a primeira mulher a integrar a Diretoria da entidade.

O segundo painel, com o tema “Mentoring: ferramenta de aprimoramento de lideranças femininas” terá à frente à advogada Ticiane Figueiredo, co-fundadora do Agro Carreira e idealizadora do encontro. “Lugar de mulher é em todo lugar, inclusive na liderança. Somos capazes de exercer uma profissão ‘tradicionalmente masculina’ com a mesma capacidade que a sociedade julga que um homem tenha e vice-versa. Queremos que os homens estejam abertos a desconstruir determinados preconceitos com relação às mulheres. No dia em que eles fizerem isso, irão se surpreender”, afirma Figueiredo, contando ainda que o evento não é exclusivo para mulheres. “Os homens são muito bem-vindos também”, diz.

As mulheres que atuam nas mais diversas áreas do agronegócio também terão conhecimentos, durante o Workshop, a respeito do tema “Arbitragem Internacional e Liderança Feminina na Advocacia”, tema do terceiro painel com uma palestra em inglês de Rebecca Armstrong, Diretora Jurídica do escritório de advocacia britânico Clyde&CoLLP. Para fechar o evento, o quarto painel destaca a “Inovação no Agronegócio”, com a CEO da Agrosmart, Mariana Vasconcelos, referência na América Latina em inovação no agronegócio.

Serviço:

4º Encontro das Mulheres do Agronegócio

Data: 27/03/19

Horário: 8h às 12h30

Local: Espaço Fit Eventos – R. Peixoto Gomide, 282 – Cerqueira César – São Paulo

Inscrições: https://ipojur.com.br/class/4o-encontro-do-nucleo-sao-paulo-das-mulheres-do-agronegocio/

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Profissionais do século XXI precisam pensar diferente

por Marília Cardoso*

“O que te trouxe aqui, não te levará até lá”. A célebre frase do coach norte-americano Marshall Goldsmith, que dá título a seu livro, sua como uma espécie de mantra que precisa ser recitado diariamente por todos os profissionais do século XXI. Contudo, a grande maioria parece preferir ignorar que as velhas receitas não têm mais surtido os mesmos efeitos. Estamos vivendo o século XXI com a mesma mentalidade do século XX.

Para entender melhor a necessidade latente de mudar a forma como pensamos, cabe refletirmos um pouco sobre a história da humanidade. A sociedade se organizou em grupos, trocando mercadorias que eram cultivadas por suas próprias famílias. Na era agrícola, que esteve vigente até 1750, tínhamos comunidades agrárias, que usava a terra como forma de sustento. Mais para o fim dessa era, foram criadas pequenas máquinas, onde o produtor possuía os meios de produção. Os artesãos conheciam todo o ciclo: da compra da matéria-prima até a venda. As famílias produziam juntas e as tradições eram transmitidas de geração para geração.

Logo após esse período, em torno de 1750, a humanidade viveu a chamada Revolução Industrial, dando sequência a uma nova era. Com o desenvolvimento da energia elétrica e das máquinas à vapor, tivemos a segmentação do trabalho e a larga escala. Cada trabalhador passou a fazer apenas uma parte do processo, não tendo conhecimento do todo. Dessa forma, era necessário desenvolver um raciocínio linear, segmentado, repetitivo e previsível. Quem apertasse o maior número de parafusos no menor período de tempo, seria eleito o melhor funcionário da fábrica.

Com o avanço das tecnologias, na década de 1990, entramos na era digital, ou era da informação. As distâncias diminuíram e vimos o mundo se globalizar. Muitas profissões deixaram de existir e outras foram criadas. Tivemos acesso ao trabalho remoto e compartilhado, onde o escritório pode ser em qualquer lugar. O raciocínio passou a ser não-linear, conectado, multidisciplinar e imprevisível. Passamos a viver múltiplas experiências simultâneas, recebendo informações de vários canais de forma instantânea. Novos modelos de negócios surgiram e vimos o nosso cotidiano se modificar drasticamente.

Apesar das imensas transformações que já duram quase três décadas e mostram que a mudança e a liquidez são a nova constante, algo parece continuar intacto em todo esse processo. Por mais incrível que pareça, continuamos com o mesmo pensamento linear, segmentado, repetitivo e previsível que aprendemos na era industrial. Muito dessa questão deve-se ao fato de que, embora a nossa rotina tenha se transformado tanto, a nossa forma de aprender se manteve praticamente intacta.

Em pleno século XXI, nossas crianças ainda vão para as escolas uniformizadas, são classificadas por idade e não por aptidões e interesses, ouvem um alarme para sinalizar o horário da entrada, do intervalo ou da saída. Tudo perfeitamente preparado para que elas saiam dali e estejam aptas a trabalhar em uma fábrica. As escolas surgiram na era industrial justamente para facilitar esse trabalho massificado e escalável. Quanto mais “dentro da caixa” uma pessoa estivesse, mais lucro traria para o dono da fábrica.

O fato é que hoje o mundo não funciona mais desse jeito. O setor de serviços só cresce. As novas tecnologias estão possibilitando a criação de negócios que seriam impossíveis em outros tempos. Sendo assim, fazer carreira em uma fábrica não é mais a única opção para um profissional. Existe um universo de possibilidades e, por mais que muitos temam que os robôs roubem nossos empregos, creio que eles vão apenas criar novas oportunidades de trabalho.

Agora, estamos entrando em uma nova era, a chamada GNR (Genética, Nanotecnologia e Robótica). Vamos ver cada vez mais novidades que vão impactar a nossa saúde, o nosso trabalho, as nossas relações sociais e o nosso jeito de viver. E, acredite, isso é muito bom! Quem teme um universo de escassez, onde a inteligência artificial dominará o mundo, está pensando de forma linear, com um olhar para o passado e não para o futuro. Sair da zona de conforto incomoda, dói, dá trabalho. Mas, se pensarmos bem, vamos ver que a humanidade só progrediu até hoje. As máquinas aliviaram o trabalho do homem e possibilitaram um mundo de descobertas.

Não imagino que pessoas que tinham como trabalho ascender lampiões no século XVII, tenham morrido de fome quando foi inventada a lâmpada, por Thomas Edison. O mesmo não deve ter acontecido com os cocheiros quando houve a substituição das charretes pelos automóveis. O que dizer então dos ascensoristas, que até pouco tempo atrás passavam a vida subindo e descendo de elevador entre os andares de um prédio? Por mais digna que todas essas profissões tenham sido, hoje elas não são mais necessárias. Muitas outras foram criadas. Tenha em mente que todo trabalho que a máquina faz melhor que o humano, é um trabalho desumano.

Estamos vivendo a era do propósito. O sentido do trabalho vai muito além de pagar as contas. Aliás, a vida como um todo precisa de sentidos mais profundos. Não tem muita lógica vivermos 60, 70, 80 anos trabalhando para pagar boletos e fazendo dietas para emagrecer. Precisamos ir em busca de significados e prazeres que vão muito além de estar em dia com as contas e a balança. Queremos construir uma história. Queremos ser protagonistas e não meros coadjuvantes. Queremos criar e não apenas consumir.

Nesse sentido, precisamos repensar nossas vidas e nossas carreiras. Mas, se fizermos isso usando a mesma cartilha que tivemos até aqui, entraremos em desespero e sofrimento, receosos pelo futuro. Como disse Goldsmith, o que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. É hora de agradecer ao passado, aproveitar o que faz sentido e recomeçar. Estamos entrando em um momento onde é necessário divergir para convergir. Descontruir para reconstruir. Pode parecer estranho e muito desconfortável no começo, e de fato é mesmo, mas com o tempo isso se tornará um hábito. Logo, você estará pensando de uma forma diferente, muito mais coerente com os dias atuais.

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Carl Jung, um dos maiores psiquiatras da história, disse que “todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Quando crianças, somos espontâneos, inocentes e não nos preocupamos com as convenções sociais. Somos criativos, leves, fluidos. Mas, nossos pais logo tratam de nos moldar, impondo regras e ensinando boas maneiras. Depois, vamos para as escolas e o trabalho de formatação em caixas sólidas, rígidas e inflexíveis é concluído com maestria. Quando recebemos nossos diplomas, nos sentimos prontos para o mundo. Só que esse mundo simplesmente já não existe mais.

Num contexto em que a tecnologia terá ainda mais aplicações, eliminando o trabalho do homem, teremos que nos superar, sendo muito melhores naquilo que eles jamais conseguirão fazer. O Diretor do departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Andreas Schleicher, diz que “a escola tem de conseguir produzir humanos de primeira, não pode continuar a originar robôs de segunda”.

Aquele velho dilema dos alunos decorarem dezenas de fórmulas, sem saber o verdadeiro sentido de suas aplicações, parece finalmente estar sendo questionado. Avaliações que levam em consideração apenas o erro e o acerto, deixando de lado conceitos como a estratégia, o esforço e o progresso de cada estudante começam a perder lugar. Uma educação focada em preparar pessoas para o vestibular e não para a vida, não faz mais o menor sentido na era GNR.

O século XXI requer o desenvolvimento das competências comportamentais, sociais e principalmente emocionais. Precisamos criar seres originais, inventivos, criativos e autênticos. Chega de retroalimentar aquele velho ciclo de trabalhar mais do que deve, para comprar o que não precisa, com um dinheiro que não tem, a fim de impressionar quem a gente nem gosta. É hora de recriar a nossa existência. Para isso, precisamos, antes de mais nada, buscar novas formas de pensar, projetadas para o futuro e não para o passado. Andar para a frente olhando apenas o retrovisor certamente não vai nos levar “até lá”.

*Jornalista, com pós-graduação em comunicação empresarial e MBA em Marketing. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. Ama aprender e é adepta do Growth Mindset.