Conab divulga produtos que terão descontos no financiamento de agricultores familiares

Dezessete produtos da agricultura familiar terão direito a descontos nas parcelas de financiamento junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os bônus valem até 9 de agosto deste ano.

O benefício é concedido sempre que o valor de mercado dos produtos contemplados no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) fica abaixo do preço de garantia, cujo principal parâmetro são os custos de produção elaborados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os maiores descontos são para o feijão caupi, sendo 68% em Mato Grosso e 54% no Maranhão, para o maracujá, 57% em Sergipe, e para a amêndoa de babaçu, com abatimento de 50% no Tocantins. Outros produtos que também têm direito ao bônus são: açaí, alho, arroz, banana, borracha natural, cacau, cana-de-açúcar, cará, leite, manga, mel, raiz de mandioca e sorgo.

O objetivo do Pronaf é financiar a implantação, ampliação ou modernização das estruturas de produção, beneficiamento e indústrias no meio rural e em áreas comunitárias rurais.

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Soja, milho e carne bovina: segunda semana de julho tem superávit de US$ 1,4 bilhão

Na segunda semana de julho de 2018, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,435 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 5,016 bilhões e importações de US$ 3,581 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,356 bilhões e as importações, US$ 6,899 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,457 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 123,068 bilhões e as importações, US$ 90,678 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,389 bilhões.

A média das exportações da segunda semana chegou a US$ 1,003 bilhão, 15,5% acima da média de US$ 867,9 milhões da 1ª semana, em razão do aumento nas exportações de produtos básicos (27,6%, de US$ 501,1 milhões para US$ 639,4 milhões, por conta de petróleo em bruto, carne bovina, soja em grãos, castanha de caju, milho em grãos, minério de ferro) e de produtos semimanufaturados (20,1%, de 109,6 milhões para US$ 131,6 milhões, por conta de celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço, madeira em estilhas, estanho em bruto). Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-11,2%, de US$ 248,6 milhões para US$ 220,8 milhões, em razão de laminados planos de ferro e aço, automóveis de passageiros, cobre em barras, perfis, fios, etc, tratores, etanol, motores para automóveis).

Do lado das importações, houve aumento de 8%, sobre igual período comparativo (média da segunda semana, US$ 716,3 milhões, sobre a média da primeira semana, US$ 663,5 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, siderúrgicos, adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de julho deste ano (US$ 935,2 milhões) com a de julho do ano passado (US$ 893,3 milhões), houve crescimento de 4,7%, em razão do aumento na venda de produtos básicos (43,3%, de US$ 397,9 milhões para US$ 570,3 milhões, por conta de soja em grãos, petróleo em bruto, carne bovina e de frango, farelo de soja, minério de ferro e minério de cobre). Por outro lado, houve retração nas vendas de produtos manufaturados (-33,3%, de US$ 351,7 milhões para US$ 234,7 milhões, por conta de plataforma para extração de petróleo, aviões, automóveis de passageiros, açúcar refinado, veículos de carga, tubos flexíveis de ferro e aço) e de produtos semimanufaturados (-2,7%, de US$ 124,0 milhões para US$ 120,6 milhões, por conta de açúcar em bruto, couros e peles, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas, alumínio em bruto, ferro fundido). Relativamente a junho de 2018, houve retração de 2,8%, em virtude da queda nas vendas de produtos manufaturados (-32,1%, de US$ 345,5 milhões para US$ 234,7 milhões) e semimanufaturados (-13,0%, de US$ 138,6 milhões para US$ 120,6 milhões), enquanto cresceram as vendas de produtos básicos (25,2%, de US$ 455,4 milhões para US$ 570,3 milhões).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de julho de 2018, de US$ 689,9 milhões, ficou 16,2% acima da média de julho de 2017 (US$ 594,0 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com produtos farmacêuticos (37,4%), veículos automóveis e partes (34,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (18,9%), equipamentos mecânicos (14,7%) e combustíveis e lubrificantes (14,2%). Em relação a junho de 2018, houve crescimento nas importações de 1,2%, pelo aumento em bebidas e álcool (36,6%), cereais e produtos da indústria da moagem (21,3%), combustíveis e lubrificantes (14,3%), filamentos e fibras sintéticas e artificiais (10,7%) e adubos e fertilizantes (10,6%).

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No acumulado do ano, balança comercial brasileira tem saldo positivo de US$ 32 bilhões

Curtas: safra de grãos, granjas de suínos e ordenha robótica

1. A Conab atualizou a produção de grãos para 228,5 milhões de toneladas, uma redução de 3,9% ou 9,2 milhões de toneladas, em comparação com a safra passada. Por sua vez, a expectativa para a área é de 61,6 milhões de hectares, a maior já registrada. A queda se deve aos impactos climáticos que refletiram numa nova estimativa de produtividade para o milho segunda safra. A soja é destaque positivo com uma produção que pode chegar a 118,9 milhões de toneladas. Também registraram aumento o algodão em pluma, o feijão segunda safra e o trigo, quando comparados com a safra anterior.

2. Consulta pública visa estabelecer normas de boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial. O prazo para o envio de sugestões é de 90 dias. Os argumentos devem devem ser enviados para o e-mail: comissao.bea@agricultura.gov.br.

3. Na primeira semana de julho de 2018, com cinco dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,034 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,352 bilhões e importações de US$ 3,318 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 118,064 bilhões e as importações, US$ 87,097 bilhões, com saldo positivo de US$ 30,967 bilhões.

4. A empresa sueca DeLaval apresentou um novo sistema de ordenha. Denominado DeLaval VMS™ V300, o mecanismo tem uma interface de usuário que permite o acesso à informação e acesso remoto do sistema. O potencial de ordenha é de mais de 3.500 kg de leite por dia. Mais informações no site da empresa.

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Novo sistema de ordenha DeLaval VMS™ V300. (Foto: Divulgação)

Seis recordes brasileiros provam que o Brasil é hexacampeão

com informações da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza

Com a derrota diante da Bélgica, o Brasil se despediu da Copa do Mundo da FIFA na Rússia adiando o hexacampeonato. Mas, se no futebol o sexto título terá que esperar mais quatro anos, longe dos gramados o país acumula outras vitórias igualmente importantes e chama a atenção do mundo por características naturais únicas e grande biodiversidade. Conheça alguns recordes que já deram o hexa ao Brasil:

1. Maior floresta tropical úmida

A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do Planeta, com 3,6 milhões de km² de área apenas no Brasil, o equivalente ao tamanho de 11 países europeus juntos: Inglaterra, Bélgica, Croácia, França, Polônia, Espanha, Alemanha, Itália, Suécia, Finlândia e Noruega. Em sua dimensão total, a floresta chega a 6,5 milhões de km², ocupando nove países, mas com a maior parte – cerca de 40% – em solo brasileiro. No Brasil, ela está presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

A floresta amazônica corresponde a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas, armazenando 20% da quantidade de água doce que existe no mundo e um estoque de minérios incalculado até o momento. Além disso, são mais de 2.500 espécies de árvores, 30 mil espécies de plantas registradas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de aves; além de inúmeros insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.

2. Maior bacia hidrográfica e maior rio

A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km² e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo.

Seu principal rio, o Amazonas, também é o maior do mundo, tanto em comprimento, com 6.937 quilômetros, quanto em volume, sendo responsável por 1/5 do volume total de água doce que deságua em oceanos em todo o mundo, com 175 milhões de litros d’água por segundo.

3. Savana mais rica do mundo

Ao falar de Savana, muita gente lembra imediatamente do território africano, com a presença de grandes animais e formação vegetal característica. Mas o Brasil sai na frente quando o assunto é biodiversidade. O Cerrado, bioma que ocupa cerca de 22% do território nacional, é considerado a Savana mais rica do mundo.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, no Cerrado são encontradas 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. A região também é habitat de inúmeros animais. “Somente no Distrito Federal, há mais espécies de anfíbios que em toda a Europa. Se pensarmos em diversidade de herbáceas, o Cerrado ganha de goleada de qualquer outra Savana do planeta”, explica o biólogo, professor da Universidade de Brasília e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Reuber Brandão.

“Muitas vezes admiramos a Savana africana com os elefantes, zebras e outros grandes animais e não percebemos que no Cerrado brasileiro a riqueza está nos detalhes que se revelam para quem tem paciência de observar”, complementa. O especialista ressalta que essa grande diversidade biológica corre perigo, uma vez que o Cerrado sofre com a degradação. “Temos que parar de olhar tanto para os gramados dos campos de futebol e prestar mais atenção nos campos de gramíneas que temos nas veredas do Cerrado. Se acabarmos com o bioma, vamos perder grande parte daquilo que nos torna brasileiro”, finaliza.

4. Maior planície alagável

Considerada a maior extensão de inundação contínua do planeta, o Pantanal abriga, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos. Segundo o biólogo, professor da Universidade de Brasília e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Reuber Brandão, a fauna é adaptada ao ritmo de cheias e vazantes característicos do bioma que também concentra uma das maiores densidades de predadores da América do Sul, com a presença de onças pintadas, jacarés e onças pardas.

De acordo com o especialista, o bioma é fortemente impactado com a ocupação humana. “As tentativas de avançar dentro do território geram interferências no sistema de cheias e vazantes. Os métodos de drenagem que facilitam a ocupação humana modificam todo o sistema de inundações, impactando a fauna e a flora que dependem do ciclo natural”, analisa.

Para Brandão, é possível reverter o impacto, sendo necessário aumentar as áreas de proteção. “Contrastando com a grande diversidade do Pantanal, temos uma cobertura de Unidades de Conservação (UCs) muito aquém do que o bioma necessita. Na região, temos apenas o Parque Nacional do Pantanal, que precisa ser ampliado urgentemente, incorporando áreas como a Serra do Amolar”, finaliza.

5. Maior praia

Localizada no município de Rio Grande (RS), a Praia do Cassino tem, segundo a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Sedactel), 254 km de extensão. A orla inicia nos Molhes da Barra do Cassino e termina nos Molhes do Chuí, na fronteira com o Uruguai. De acordo com a Sedactel, durante o período de alta temporada, o balneário chega a receber mais de 150 mil turistas do Brasil e demais países da América do Sul. Entre as principais atividades realizadas pelos visitantes estão a caminhada pela orla, a observação de animais marinhos e aves migratórias e a prática de esportes náuticos como surf. A praia também abriga ruínas do navio Altair, encalhado no local desde 1976 e que se transformou em atração turística.

6. Campeão no quesito “país megadiverso”

Dos 193 países que existem no mundo, 17 concentram entre 60% e 80% da vida na terra, e o Brasil se encontra no topo da lista. A classificação de “país megadiverso” é baseada no trabalho do biólogo Russel Mittermeier, descrito no livro “Megadiversity: Earth’s Biologically Wealthiest Nations” (“Megadiversidade: As nações mais ricas biologicamente da Terra”), publicado pela Conservation International em 1997. Diversos países da América estão presentes na lista por possuírem muitas áreas naturais ainda intactas, como é o caso do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Equador, Peru e Estados Unidos. Os demais países da lista são África do Sul, Madagascar, República Democrática do Congo, Indonésia, China, Papua Nova Guiné, Índia, Malásia, Filipinas e Austrália.

Com 8,5 milhões de km², o território brasileiro ocupa quase metade da área total da América do Sul e engloba diversos tipos de climas, do úmido ao semi-árido, resultando em diversos tipos de biomas dentro de um só país: a Mata Atlântica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga, os Pampas e a Amazônia. Sem contar a zona costeira brasileira que, ao longo de seus 3,5 milhões de km², inclui ecossistemas como recifes de corais, lagoas, estuários, pântanos, manguezais e dunas. “O Brasil abriga mais de 20% de toda a variedade de espécies presentes na Terra e esse é um tesouro de valor inestimável. A diversidade biológica não deve ser vista apenas pela utilidade direta que esses organismos vivos podem trazer ao ser humano – por isso, é fundamental envolver a sociedade e trabalhar o conceito de serviços ecossistêmicos, ressaltando todos os benefícios que o funcionamento dos ecossistemas produzem, como água limpa, ar puro, polinização, solos férteis, controle de erosão, proteção contra eventos climáticos extremos (como furacões, ciclones, tufões, secas extremas, inundações) e desastres naturais (como tsunamis)”, ressalta o gerente de Economia da Biodiversidade na Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, André Ferretti.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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Foto: Haroldo Palo Jr.

Banco do Brasil anuncia R$ 103 bilhões para o Plano Safra 2018/2019

Como forma de manter o crescimento da agropecuária, o Plano Safra do Banco do Brasil terá R$ 103 bilhões disponíveis aos produtores na safra de 2018 e 2019. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (04/07), pelo presidente da instituição financeira, Paulo Caffarelli.

Desse montante, R$ 11,5 bilhões serão reservados para empresas do setor e R$ 91,5 bilhões em crédito rural aos produtores e cooperativas, sendo R$ 72,8 bilhões para operações de custeio e comercialização e R$ 18,7 bilhões para investimentos.

Segundo Caffarelli, o número representa um aumento de 21% na comparação com as linhas disponibilizadas pelo banco na safra passada.

Além disso, as taxas do programa para todas as linhas tiveram redução de 1,5 ponto percentual e programas como o Pronamp – destinado ao produtor médio – e o Pronaf – destinado a pequenos agricultores – terão um reforço de R$ 14,3 bilhões e R$ 13,1 bilhões nessa safra, respectivamente.

De acordo com o Banco, para o Moderfrota, programa de modernização de bens de capital no agronegócio, a estimativa é aplicar R$ 1,1 bilhão para operações de investimento.

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Ração de pets aproveita 2,5 milhões de ton de alimentos que seriam descartados

Mais de 2,5 milhões de toneladas anuais de alimentos que seriam descartados por ano são aproveitados na fabricação de ração. A indústria de pet food utiliza farinha de trigo, milho e arroz quebrados na composição de alimentos para animais domésticos, desde que estejam preservados os níveis adequados de proteínas, vitaminas e minerais.

“É um importante papel da indústria de pet food esse aproveitamento de matéria prima, desprezado pelo consumidor apenas pelo seu aspecto visual. É o que chamamos de sobra de mesa”, diz o engenheiro agrônomo José Edson Galvão de França, presidente da Câmara Setorial de Animais de Estimação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da AbinpetT (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação).

Da composição de 90% a 95% da ração, 60% é composta por grãos, e entre 25% e 30% são de origem animal. “Estamos aproveitando o que seria inservível e produzindo alimentação balanceada para os animais, evitando doenças e contribuindo com a qualidade de vida das famílias”, observa França.

E esses produtos contribuem para movimentar a economia. Mais de 132 milhões de animais de estimação vivem em lares brasileiros, segundo dados do IBGE, fazendo com que o segmento de produtos pet fature R$ 20,37 bilhões, o equivalente a 0,38% do PIB (Produto Interno Bruto). O dado é do ano passado, quando o crescimento foi de 4,95% sobre 2016.

Para alimentar e cuidar dos pets, a cadeia de produção e serviços do segmento inclui, além de pet food (alimentos), pet vet (produtos veterinários), pet care (equipamentos, acessórios, produtos de higiene e beleza animal) e pet serv (serviços). Pet food lidera o faturamento, tendo representado nos últimos anos quase 70% desse mercado, formado por 52 milhões de cães, 38 milhões de aves, 22 milhões de felinos e 18 milhões de peixes.

No mundo, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os maiores criadores de animais domésticos. Em primeiro lugar, está a China (289 milhões), depois Estados Unidos (226 milhões), e o Reino Unido (146 milhões). A população mundial é de 1,56 bilhão.

Os Estados Unidos lideram a produção para atender o mercado (42,2%), seguidos pelo Reino Unido (5,8%). O Brasil é o terceiro maior produtor com 5,14%. A produção brasileira de 2,66 milhões de toneladas é direcionada especialmente para atender ao mercado interno, mas a exportação, que tem aumentado a cada ano, atingiu em 2017 US$ 210,1 milhões.

As famílias e seus animais de estimação movimentam as finanças de 33,1 mil pet shops, 80 mil pontos de vendas e 700 mil empregos.

“O brasileiro não deixa de comprar os produtos, mesmo em momento de crise econômica”, segundo França. As necessidades básicas do pet são incluídas no orçamento doméstico. Mas o aumento de volume de negócios, em 2017, foi influenciado por produtos mais baratos. O que se explica em função da criação de animais de estimação estar concentrada nas classes C e D, que normalmente têm maiores perdas de renda nesses períodos mais difíceis da economia.

Manual Pet Food

A Associação presidida por França é referência técnica para informações sobre a indústria e o comércio de animais de estimação. Duas publicações são fontes de consulta. O Painel Pet coleta dados atualizados das empresas. O Manual Pet Food Brasil é um guia de boas práticas utilizado por fabricantes de alimentos. O manual contém informações sobre padrões técnicos e de qualidade de matérias-primas, parâmetros nutricionais, metodologias analíticas e condições ideais de produção para garantir alimentos seguros. A periodicidade é bienal.

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Indústria utiliza farinha de trigo, milho e arroz quebrados com nutrientes e que são desprezados pelo aspecto visual (Foto: Divulgação)

Produtoras agrícolas do interior de São Paulo visitam fábrica da Case IH

com informações da CNHI Press

A presença feminina é cada vez mais forte nos campos do Brasil. As mulheres têm tido cada vez mais oportunidades e vem ocupando funções que antes eram executadas, em sua maioria, por homens. Desta forma, a Case IH convidou cerca de 30 empresárias do agronegócio da região de Assis (SP), que são atendidas pela concessionária Central Máquinas, para uma visita à fábrica da marca em Sorocaba (SP).

Durante o encontro, as produtoras tiveram a oportunidade de ver de perto como as máquinas são produzidas em instalações de última geração, além de conhecer o mais moderno centro de distribuição de peças na América Latina. Também participaram do Axial-Flow Experience, um programa voltado para a apresentação detalhada do sistema axial, criado pela marca em 1977 e que, desde então, tornou-se referência em colheita em todo o mundo.

A produtora de grãos Isabel Borges Tirolli, de Palmital (SP), esteve na fábrica e aprovou a iniciativa. “Foi uma experiência fantástica, na qual pudemos ver a montagem das máquinas peça a peça. Todo esse processo é tocado com muita dedicação, primor e tecnologia. Tudo feito com muito carinho para que as máquinas cheguem em perfeito estado em nossas mãos. Ficamos encantadas”, afirma.

A agricultura sempre esteve presente na família de Isabel e, por isso, a produtora viu de perto o desenvolvimento das máquinas agrícolas. Hoje, ela trabalha com produtos da Case IH para aumentar a sua rentabilidade. “Eu fui criada na roça. Meus pais e meus irmãos sempre foram agricultores e, assim, eu pude acompanhar toda a evolução que ocorreu no campo. Se formos pensar na parte de tecnologia, o desenvolvimento é impressionante”, diz.

Isabel valoriza a evolução tecnológica no campo. “Meu pai tinha apenas um trator e todo o serviço era braçal. Quando eu casei, as coisas mudaram. Os tratores já tinham capotas e depois ganharam cabines. Hoje, eles são computadorizados, com sistemas de alta precisão, o que nos ajuda a acompanhar todos os detalhes do trabalho”, conta.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site caseih.com.br.

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Mulheres conhecem todas as soluções oferecidas pela marca (Foto: Divulgação / CNHI Press)

Exportação de produtos florestais cresce e segmento já é o segundo da pauta do agro

Os produtos florestais têm se destacado na pauta de exportações do agronegócio, atingindo a segunda posição entre os principais segmentos da balança comercial do setor no período de janeiro a maio deste ano. O volume exportado alcançou US$ 5,75 bilhões nesses primeiros cinco meses, em alta de 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo superado apenas pelas vendas do complexo soja e a frente da exportação de carnes.

As exportações de madeiras e suas obras aumentaram 16,3%, atingindo US$ 1,44 bilhão. As vendas externas de papel chegaram a US$ 803,34 milhões.

O principal produto florestal é a celulose com valor recorde de US$ 3,51 bilhões. A quantidade exportada também foi recorde com 6,5 milhões de toneladas (+14,0%) e o preço médio de exportação subiu (+28,5%).

O Brasil hoje é o 3º maior exportador de celulose, participando com 13,2% do mercado mundial de US$ 47,98 bi. Do total da produção brasileira 69% destina-se à exportação.

Segundo dados do IBGE, as florestas plantadas ocupam atualmente 10 milhões de hectares, o que corresponde a 1% da área agricultável do país.

“O clima, o solo e a tecnologia que dispomos no País permitiram que atingíssemos as maiores produtividades médias por ano do mundo”, explica o engenheiro agrônomo João Salomão, coordenador geral de Florestas e Assuntos da Pecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Em 2016, o Brasil liderou o ranking global de produtividade florestal, com média de 35,7 m³ ha/ano no plantio de eucalipto e 30,5 m³ ha/ano no plantio de pinus, de acordo com os dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). A China está em segundo lugar com 29 m³ ha/ano (eucalipto) e 20 m³ ha/ano (pinus). Moçambique é o terceiro com 25 m³/ha ao ano (eucalipto) e 12 m³/ha (pinus).

“A produtividade brasileira é maior que a de nossos concorrentes e ainda oferecemos produtos a preços mais competitivos no mercado mundial. Estamos aliados, naturalmente, ao desempenho das empresas brasileiras com âmbito internacional de atuação, bem relacionadas no mercado exterior, o que nos garantiu que alcançássemos números de produção e exportação bastante expressivos”.

A velocidade de crescimento da área de plantio é de 100 a 200 mil hectares/ano, variação que depende da demanda dos consumidores internacionais e das condições econômicas. O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas prevê incremento de 2 milhões de hectares de florestas plantadas até 2030.

O aumento de 20% da área plantada nesse prazo é uma estimativa “bastante conservadora”, segundo Salomão. “A meta é bem possível de ser alcançada.”

Sustentabilidade

Salomão acredita que apesar de grande potencial de crescimento, em razão dos níveis de produtividade, das pesquisas e de novas tecnologias, o setor ainda enfrenta “reações com viés ideológico”, de críticas às culturas de pinus e de eucalipto que seriam causadoras de danos ao meio ambiente.

O efeito é inverso na opinião do engenheiro agrônomo.

“Na verdade, todos os compromissos brasileiros relacionados às mudanças do clima (como o Acordo de Paris, por exemplo) sugerem que devemos aumentar as áreas de florestas plantadas. As pesquisas e os dados hoje comprovam que as florestas plantadas são importantes para a conservação do meio ambiente, benéficas para a fixação de carbono e a retenção de água no solo.”

Salomão indica que há outro efeito indireto, essencialmente benéfico para o meio ambiente. Somente a área agricultável de 1% com florestas plantadas atende a 90% da demanda de produtos florestais para a indústria brasileiras.

“Se estamos consumindo florestas plantadas”, conclui Salomão, “contribuímos para preservar as florestas primárias”.

No entanto, em divergência com a política nacional, algumas legislações estaduais, a exemplo do Rio Grande do Sul, exigem licenciamento ambiental que trata floresta plantada como atividade de alto potencial poluidor.

“Se plantar florestas é bom, no mínimo devemos questionar a necessidade desse licenciamento. Plantio de floresta não pode ter exigência de licenciamento semelhante ao de uma mineradora”.

Duas outras barreiras que bloqueiam o aumento da produção de florestas plantadas estão relacionadas ao crédito e à logística.

“É preciso dispor de crédito adequado à característica de longo prazo do setor, que demanda de 12 a 15 anos para a colheita, como é o caso de pinus. As nossas linhas de financiamento precisam estar ajustadas a esses prazos. A logística é também importante. A floresta não se transporta por longas distâncias. Precisamos de logística adequada, acessível para escoamento da produção”.

No Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2018/2019) há linha de crédito de até R$ 5 milhões por projeto.

Política vem de 1970

A política de Florestas Plantadas começou a ser implementada nas décadas de 1970/1980, baseada em incentivo fiscal para plantações de maciços florestais, sob administração do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.

Em agosto de 2008, foi criada no Ministério da Agricultura a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Silvicultura.

A partir de 2011, novos debates resultaram no decreto 8,375, de 11 de dezembro de 2014, que transferiu o setor para o Ministério da Agricultura. Antes de 2014, algumas funções importantes, com exceção da política e do planejamento estratégico, já eram desempenhadas pelo MAPA, tais como o registro de mudas e o crédito florestal.

O decreto de 2014 transferiu integralmente para o Ministério da Agricultura o setor de florestas plantadas, incluindo a política e seus instrumentos.

A Câmara Setorial de Silvicultura, com o nome atualizado para Florestas Plantadas, é presidida por Walter Vieira Rezende, representante da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

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Valor da Produção Agropecuária de 2018 é de R$ 552 bilhões   

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2018 está estimado em R$ 552 bilhões, 2,3% abaixo do montante de 2017. As lavouras participam com R$ 377 bilhões e a pecuária, com R$ 174,9. As lavouras tiveram queda de 0,5% e, a pecuária, de -6 %. O valor da pecuária (31,7% do VBP) é o menor dos últimos seis anos, e as lavouras (68,3% do VBP) apresentam o segundo maior valor desde 1989.

Entre vinte produtos das lavouras os que apresentam os maiores aumentos do valor da produção em relação ao ano passado, são: algodão, 32,3%; cacau, 27,6%; café, 9,1%; soja, 8,9%, Nesse grupo, o algodão é um destaque pelo aumento de produção e também pelos preços recebidos pelos produtores. O café tem desempenho determinado especialmente pelo aumento de 24,2% (café arábica) da safra deste ano

Os maiores decréscimos do valor da produção vêm ocorrendo no arroz, -21,1%; feijão, -26,3%, laranja, -20,8% e uva, -31,3%. Em percentuais menores de queda podem ser relacionados, banana, cana de açúcar, mandioca e milho. Para o feijão, arroz e laranja, as quedas de preços são a principal causa do decréscimo no faturamento neste ano, observa José Garcia Gasques,  Coordenador Geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Todas as atividades que fazem parte da pecuária apresentam valor menor que em 2017. Suínos e aves apresentam as maiores quedas, -13% e -11,3%, respectivamente.

Os resultados regionais mostram como tem sido observado, liderança da região Centro-Oeste, com valor de R$ 158,82 bilhões, seguida por Sudeste, R$ 138,12 bilhões, Sul, R$ 133,68 bilhões, Nordeste, R$ 51,49 bilhões e Norte, R$33,24 bilhões, lembra Gasques.

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Lavouras têm o segundo melhor resultado desde 1989. Maiores altas em relação ao ano passado são alcançados pelo algodão, cacau, café e soja. (Foto: Divulgação) 

 

Safra de Grãos 2017/2018: além de produção histórica, área também chega a maior do país com 61,6 mi ha

A segunda maior colheita de grãos do Brasil prevê uma produção de 229,7 milhões de toneladas, de acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área também manteve o destaque de maior da série histórica, representada por um cultivo que se estende por 61,6 milhões de hectares.

Apesar da queda de 3,4% em comparação à safra passada, quando alcançou 237,7 milhões de toneladas, este número ainda está acima da média de produção nacional, levando-se em conta um período de condições atmosféricas normais. Com referência ao último levantamento, a estimativa total da safra mostra uma diminuição de 2,9 milhões de toneladas. Este fato deve-se aos impactos climáticos no milho segunda safra, mas conta com a ajuda das boas produtividades alcançadas pela soja e o milho primeira safra que já tem a colheita perto do fim.

No pico de volume, estão o milho total e a soja, esta última responsável pelo desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde passado de 3.364 kg/ha. A leguminosa chega a 118 milhões e o cereal, 85 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra que responde por 70% da colheita total, alcançou 58,2 milhões de toneladas, cabendo à primeira safra 26,8 milhões de t.

Na ordem de aumento da produção, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, com registro de 28,1% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também mostra bom desempenho, com um aumento de 10,9% e colheita de 1,3 milhão de toneladas.

Área

A estimativa aponta para a maior área semeada no país, com 61,6 milhões de hectares. O aumento é de 1,1% ou 693,2 mil ha em relação à safra passada. A área destinada ao feijão e às culturas de inverno respondem por esta pontuação. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja que sai de 33,9 para 35,1 milhões de ha e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. E na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.

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