Contratação de crédito rural até outubro soma R$ 64 bilhões

A contratação do crédito rural por médios e grandes produtores rurais atingiu R$ 64 bilhões, de julho a outubro deste ano, 26% a mais do que na safra anterior em igual período. Para o secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a liberação de recursos continua forte, tanto de custeio quanto de investimento. “Nossa expectativa, é que, daqui para frente, a demanda por custeio se reduza, e aumente a procura por recursos para investimento”, afirma.

Os dados da contratação constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da safra 2018/2019, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (8).

Houve aumento de aplicação em todas as finalidades do crédito. No custeio, o aumento foi de 20%, correspondendo a um total aplicado de R$ 37,4 bilhões.

A industrialização cresceu 49%, totalizando R$ 3 bilhões, e a comercialização teve alta de 30% superior à safra passada, somando R$ 11,3 bilhões.

Os investimentos somam aplicações, no período, de R$ 12,5 bilhões, 38% superior ao mesmo período da safra anterior.

Quanto aos programas específicos de investimento, o Sistema do Banco Central (SICOR) contabilizou mais de R$ 4 bilhões aplicados, nesses primeiros quatro meses da safra, pelo Moderfrota ((Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), correspondendo a aumento de 62% em relação à safra passada.

Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais), ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura), Inovagro e PCA também são destaques, contabilizando aumentos de 287%, 141%, 113% e 103%, respectivamente.

De acordo com o estudo, o número de contratos aumentou em 7%, contabilizando 258 mil operações. A atividade agrícola representou 74% do valor aplicado, ou R$ 47,4 bilhões. Já a pecuária contou com R$ 16,7 bilhões contratados.

Quanto às fontes de recursos, a poupança rural controlada se destaca com participação de 36%, no total das contratações do crédito rural, o que representam R$ 22,8 bilhões. Quanto aos recursos com taxas de juros livres, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA’s) registraram montante aplicado de R$ 7,8 bilhões, sendo que destes, R$ 5,7 bilhões a taxas de até 8,5% ao ano.

De acordo com o secretário, a demanda por recursos deve ser suficiente para a futura safra. “Estamos atentos e monitorando a necessidade de fazer ajustes, deslocando recursos para os programas de investimento que apresentarem maior procura por parte dos produtores rurais”.

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Nos primeiros quatro meses de financiamento da produção, valor supera em 26% o que foi registrado em igual período do ano anterior
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Agricultores familiares são orientados sobre o PAA

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizaram um encontro com produtores do município de Formosa/GO, na região do Entorno do Distrito Federal, e localidades próximas com o objetivo de difundir as modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e demais programas de apoio que são operados pela Companhia.

O evento aconteceu na sede da Associação de Produtores Rurais de Campo Novo (Aprocan). Os agricultores dessa associação foram contemplados com recurso do PAA no valor de R$ 32 mil, que serão executados ao longo dos próximos meses. Por meio desse programa, a Conab adquire a produção de pequenos agricultores e direciona os alimentos para doação a instituições socioassistenciais cadastradas. Neste projeto específico, mandioca, abóbora, maracujá, tomate e melancia estão entre os produtos que serão entregues, totalizando 13.355 kg de alimentos.

 

Ao longo do ano de 2018, no município de Formosa, já foram distribuídos, por meio do PAA, 34.167 kg de um total de 117.352 kg de produtos entregues no DF e região do entorno. Essa quantia corresponde a um valor financeiro até o momento de R$ 221 mil em produtos adquiridos pela Conab.

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Conab contrata frete para remover 9,6 mil t de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza leilão de frete, no dia 14 de novembro, a partir das 9h, para a remoção de 9,6 mil toneladas de milho em grãos. A ação visa abastecer as unidades armazenadoras que atendem o Programa de Vendas em Balcão (ProVB) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e disponibilizar o produto a pequenos criadores de animais cadastrados que o utilizam para ração.

Desse total do grão que será removido de armazéns localizados em Mato Grosso, Goiás e Piauí, 6,7 mil toneladas serão ofertadas em leilão e 2,9 mil toneladas (30%), destinam-se a cooperativas ou associações de transportadores autônomos de cargas, de acordo com a legislação que estabelece a reserva percentual de frete sem licitação para este segmento.

As unidades armazenadoras que vão receber a mercadoria nesta operação estão em Rio Branco, no Acre; Cacoal, em Rondônia; Ananindeua, no Pará; Floriano, no Piauí; Mossoró, no Rio Grande do Norte; Sobral, no Ceará; Itabaiana, em Sergipe; Entre Rios, Irecê, Itaberaba e Ribeira do Pombal, na Bahia; Araguaína, em Tocantins; e no Distrito Federal.

Com essas remoções, a Conab deve reiniciar o processo de abastecimento de suas unidades armazenadoras em todo o país, que antes aguardavam autorização do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) para a venda de milho pelo ProVB. A resolução saiu no dia 31 de outubro, autorizando a liberação de até 100 mil toneladas de milho em grãos e estabelecendo o preço regulamentar para a venda, ou seja, baseado nos valores do mercado atacadista local.

Para participar dos leilões, é necessário estar cadastrado junto a uma Bolsa de mercadorias e apresentar a documentação exigida no edital. Já no caso dos autônomos, deverão apresentar suas propostas somente por meio de suas cooperativas de transportadores, entidades sindicais ou associações, conforme previsto na Lei nº 13.713/18.

Os quantitativos específicos, as documentações exigidas e a regulamentação das duas operações podem ser conferidas nos respectivos editais.

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Conab estima uma produção entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas

Os produtores devem colher uma safra entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas na safra 2018/19. Já a área de cultivo pode variar entre 61,9 e 63,1 milhões de hectares. É o que aponta o 2º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o documento, neste cenário, a produção tende a ser de 2,5% a 4,5% superior a registrada no período passado.

Soja e milho continuam sendo os destaques entre os produtos. As condições climáticas estão favoráveis, até o momento, especialmente para a soja. Para se ter uma ideia, mais de 80% da oleaginosa já foi plantada em Mato Grosso. Comparado ao mesmo período na safra passada, este índice estava em 40,5%. Diante desse cenário positivo, a área deve ficar entre 35,4 e 36,1 mil hectares, o que pode gerar uma produção variando entre 116,7 e 119,3 milhões de toneladas.

O milho deve registrar uma colheita entre 90 e 91 milhões de toneladas, ocupando uma área que pode ser de 16,7 chegando até a 16,8 mil hectares. A primeira safra do grão também encontra um clima adequado. A área plantada em Minas Gerais, na época do levantamento, chegava a cerca de 45% da área total prevista e no Rio Grande do Sul a 70,4%.

O algodão segue com o mercado favorável, impulsionando a elevação de área em relação à safra passada, podendo chegar a 1,4 milhão de hectares. O resultado imediato é o aumento da produção, com uma colheita que poderá ser 16,7% superior, chegando a 2,3 milhões de toneladas.

O feijão apresentou uma diminuição no movimento de queda da área e produção, se comparado com o último levantamento divulgado. Essa leve recuperação deve-se à maior intenção de plantio do feijão-caupi na primeira safra, principalmente no estado da Bahia.

Já as culturas de inverno ainda estão em colheita. Destaque para o trigo, que tende a apresentar um melhor desempenho na safra deste ano, mesmo com as adversidades climáticas registradas nas principais regiões produtoras.

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Projeto Comprador da Wine South America deve gerar mais de R$ 6 milhões em negócios

Mais de R$ 6 milhões em negócios projetados para os próximos 12 meses e cerca de 700 contatos. O resultado do Projeto Comprador da Wine South America (WSA), apresentado em reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foi considerado positivo pelo setor e, em especial, pelas quase cem vinícolas brasileiras que participaram da feira internacional, no final de setembro, em Bento Gonçalves (RS). A ação foi viabilizada por meio de parceria entre a empresa Milanez & Milaneze – representante do grupo Veronafiere – com o Ibravin, Sebrae Nacional e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Na primeira edição foi registrada a participação de cerca de seis mil visitantes, com a presença de 250 marcas expositoras.

No Projeto Comprador voltado à exportação, 22 vinícolas participaram de mais de 400 rodadas de negócio com representantes de empresas de 10 países – Chile, Peru, Paraguai, Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha e Rússia. Para incentivar as vendas no mercado interno, o Projeto reuniu compradores dos 25 estados brasileiros, que prospectaram negócios com 65 vinícolas e devem resultar em R$ 2,5 milhões em vendas nos próximos 12 meses. Já na ação voltada ao mercado externo, os 30 compradores encaminharam cerca de R$ 3,5 milhões para o mesmo período.

O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, afirma que o Projeto Comprador foi umas das principais iniciativas realizadas junto à feira, destacando o período do ano como estratégico para o fechamento de negócios. “A vinda de mais de 130 compradores, entre os representantes brasileiros e do exterior, e o volume de negócios que foram encaminhados ajudaram a alavancar as vendas para o final de ano”, acredita. Bertolini acrescenta que no braço internacional o destaque foi para a presença de 70% de compradores de países da América Latina, mostrando o potencial deste mercado para o vinho brasileiro.

O diretor comercial Franco Perini participou das rodadas de negócios com compradores nacionais e destacou o projeto como uma importante plataforma de relacionamento. Segundo ele, mais do que fechar negócios, o objetivo é receber os compradores na região para associar as atividades comerciais com turismo e gastronomia. “São fatores que ajudam neste tipo de ação. Receber bem os compradores, mostrar novidades, mas também proporcionar momentos de lazer para esses visitantes. Tudo isso ajuda para atingir o objetivo principal que é a venda”, acredita.

A agente internacional Mari Balsan elogiou o foco dado à vinda de buyers da América do Sul. Segundo a executiva, são muitas as vantagens de negociar com os países vizinhos. “A proximidade com estes mercados acaba gerando custos menores, menor tempo para envio dos produtos, a logística toda é mais facilitada”, resume.

Mari enfatiza que o Brasil tem uma imagem positiva junto aos países da América Latina, o que auxilia no fechamento de negócios. “É importante nos fortalecermos como um bloco de países produtores, o que acaba ajudando também em outros mercados, como Europa e Ásia”, diz.

Destaque para o Brasil e elogio aos espumantes nacionais

Mais do que os números positivos divulgados, a primeira edição da Wine South America foi marcada pela qualidade dos produtos apresentados, pela organização dos estandes e pelo reconhecimento internacional aos vinhos e, de forma especial, aos espumantes brasileiros.

Entre os 50 conteúdos técnicos, como palestras e degustações orientadas, destaque para a apresentação do Master of Wine britânico Alistair Cooper, que elogiou a qualidade dos espumantes brasileiros durante a palestra na WSA. Segundo ele, a variedade de estilos, a capacidade de produzir com profissionalismo tanto no método Tradicional como no Charmat e o custo-benefício estão entre os atributos da bebida.

“O Brasil está sendo Brasil com relação à elaboração de espumantes. Não está tentando ser Champagne ou Asti, e isso é muito bom. Seguramente, os espumantes brasileiros são os melhores da América Latina e me anima muito poder prová-los e conhecer mais sobre eles”, disse.

Outra atração da primeira edição da WSA foi o prêmio Catad’Or Wine Awards, que evidenciou um espumante brasileiro moscatel entre os 11 campeões e também distinguiu outros nove produtos nacionais. Ao comentar o resultado, o diretor executivo e organizador do Catad’Or, Pablo Ugarte, concorda com a opinião de Cooper sobre os espumantes brasileiros.

Ugarte lembra que teve um primeiro contato com o produto num concurso na França e, desde então, passou a incluir a categoria melhor espumante do Cone Sul na premiação. “Essa sutileza, elegância, o equilíbrio entre acidez e a fruta, a intensidade aromática, são algumas das qualidades que observamos nos espumantes brasileiros e que são reconhecidas em concursos no mundo inteiro”, explica. Ugarte também se mostrou impressionado com a qualidade de alguns vinhos tranquilos brasileiros que degustou na feira, em especial os produtos com potencial de guarda.

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Profissionais de 25 estados brasileiros e de outros 10 países participaram do Projeto Comprador (Foto: Augusto Tomasi / WSA)

Começa em novembro nova etapa de vacinação contra aftosa

No próximo dia 1º de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Desta vez, serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos).

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Atualmente o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são o Mato Grosso com 30 milhões de animais, seguido de Minas Gerais com 23,3 milhões de cabeças. A cidade com maior rebanho é São Félix do Xingu, no Pará: 2,2 milhões de cabeças.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, diz que “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de Estados para a retirada completa da vacinação no país.

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

PNEFA

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país. Pelo cronograma de suspensão da vacina de Febre Aftosa, será feita da seguinte forma: 2019/2: Bloco I – região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 2020/2: Bloco II – região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 2020/2: Bloco III – região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 2021/2: Bloco IV – região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 2021/2: Bloco V – região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação

  • Compre as vacinas somente em lojas registradas
  • Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C
  • Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação
  • Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos
  • Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação
  • Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma. Para evitar a formação de caroço no local da vacina
  • Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência
  • Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas
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A redução do uso da vacina, a partir do ano que vem, trará economia de R$ 44 milhões

Aplicativo permite registro e compartilhamento de dados sobre peixes da Amazônia

Um aplicativo desenvolvido com o apoio do Instituto Mamirauá está ajudando pescadores a registrar e compartilhar informações sobre a coleta de 20 espécies de peixes das regiões do Médio e Alto Solimões, no Amazonas. As variedades foram escolhidas pela importância econômica e pelo tipo de migração que realizam. Para cada pesca, os usuários anotam dados sobre locais, data e tipo de peixe pescado.

A ferramenta, chamada Ictio, foi construída pelo projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, do qual o Mamirauá é parceiro. A unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é responsável por capacitar pescadores das cidades de Tefé, Alvarães, Uarini, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Maraã. O trabalho envolve comunidades, organizações de coletores de peixes e até escolas. O Ictio está disponível apenas para a plataforma Android.

“Nessa primeira etapa, estamos focando nosso trabalho em apresentar para os participantes as funcionalidades disponíveis no Ictio. Em seguida, vamos avaliar junto com os nossos grupos de trabalho como essa ferramenta pode melhorar e ser cada vez mais útil para o dia a dia dos pescadores”, afirmou Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

A comunidade Punã, que fica próxima ao município de Uarini, foi a primeira comunidade a receber um dos 30 treinamentos realizados pela equipe do Mamirauá. Segundo uma das capacitadas, Ana Vieira Quinha, o aplicativo vai facilitar a vida dos pescadores.

“Daqui para a frente, tudo vai ser anotado: a quantidade, quantos quilos, cada espécie de peixe que pegamos. E o aplicativo chegou bem a tempo. Estamos na época da seca, quando os peixes estão ‘arribando’ e pescamos muitos dos que são importante no aplicativo, como o surubim e o caparari”, destacou.

Ajuda dos mais jovens

A Associação de Pescadores e a Colônia Z-54, ambas no município de Santo Antônio do Içá, também foram apresentadas ao Ictio. Françoise Souza, que trabalha no setor administrativo da Colônia Z-54, vê muito potencial para os pescadores que usarem o aplicativo. Os ganhos, segundo ela, serão econômicos e pessoais.

“O Ictio é uma maneira prática de registro, onde o pescador poderá ver a sua produção ao longo do tempo, quantos quilos de peixe ele pescou e até quanto ele gastou com esse trabalho”, avalia. “O uso desse tipo de ferramenta, o celular, não é muito comum para os pescadores mais velhos. Mas isso pode proporcionar interação entre eles e seus filhos, que geralmente fazem o uso mais frequente do celular. É uma boa oportunidade de diálogo entre pais e filhos, que é uma maneira dinâmica de desenvolver o projeto”.

Comunitários que participam da Associação Comercial de Jutaí (ACJ) e representantes das comunidades São Francisco da Ressaca Grande e Acapuri de Cima também conhecerem o Ictio. Eles vão utilizar o aplicativo com o auxílio de um grupo de jovens e de pescadores mais experientes, especialmente indicados pelas comunidades para promover intercâmbio sobre pesca.

“A gente espera que esse projeto venha a ser um sucesso, porque juntos podemos saber mais sobre os peixes e suas migrações aqui na região”, apontou Ocemir Gonçalves dos Santos, presidente da ACJ.

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Países produtores de café importam mais de 800 mil sacas dos Cafés do Brasil em 2018

Os Cafés do Brasil geraram US$ 3,536 bilhões de receita cambial com 23,644 milhões de sacas de 60kg exportadas no período de janeiro a setembro de 2018, volume que representa um crescimento de 7,3%, se comparado com o mesmo período do ano passado, o qual atingiu 22,031 milhões de sacas. Do total exportado nesse mesmo período deste ano, 22,833 milhões de sacas (96,6%) destinaram-se a países importadores que não produzem café. Além disso, do volume total exportado, destacam-se que 811,482 mil sacas (3,4%), incluindo café verde e industrializado, foram destinadas a países produtores. Embora pouco expressivo em relação ao total de café exportado pelo Brasil, o volume de exportação para países produtores teve aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2017, que foi de 517,264 mil sacas.

Em relação especificamente ao café verde exportado para países produtores, o volume alcançado foi de 386,962 mil sacas, as quais equivalem a quase metade (47,7%) do café exportado para países produtores de janeiro a setembro de 2018. Três países foram responsáveis por aproximadamente 90% das importações de café verde brasileiro (por parte de países produtores) nesse período: México, com 173,605 mil sacas, que representaram 44,9%; Colômbia, com 118,830 mil sacas (30,7%); e Indonésia, com 52,158 mil sacas (13,5%).

Esses dados e números da performance das exportações dos Cafés do Brasil dos nove primeiros meses de 2018, ora em destaque, entre outros dados relevantes do setor constam do Relatório mensal setembro 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para estabelecer uma análise adicional da performance cafeeira dos países citados, é possível verificar com base nos dados da Organização Internacional do Café – OIC o seguinte: no ano cafeeiro 2017-2018, a produção de café do México foi de 4 milhões de sacas e seu consumo, 2,400 milhões de sacas; a produção da Colômbia foi de 14 milhões de sacas e o consumo, 1,800 milhão de sacas; e a produção e consumo da Indonésia foi de 14 e 4,700 milhões de sacas, respectivamente. Tais números permitem inferir que esses países produtores, que importam cafés do Brasil, adotam essa medida para equilibrar o seu respectivo quadro de suprimento: produção, consumo, exportação e estoque.

Nesse sentido, de forma complementar, o Relatório mensal setembro 2018, do Cecafé, aponta que os países exportadores de café foram responsáveis pelo consumo de 31,2% do consumo mundial em 2017, que totalizou volume de 162,232 milhões de sacas. Nesse particular, vale ressaltar que o consumo do Brasil nesse ano correspondeu a 13,6% do consumo mundial O Relatório apresenta ainda uma série histórica do consumo de café no período de 2012 a 2017, na qual constata que o crescimento médio anual do consumo dos países exportadores foi de 2,7%, e dos países importadores, 2%.

Com relação à performance brasileira nas exportações de café, o Cecafé informou no seu relatório que no mês de setembro de 2018 o volume exportado foi de 3,019 milhões de sacas, ao preço médio de US$ 135,88, com receita cambial de US$ 410,35 milhões. Tal volume teve crescimento de 23,7% em relação a setembro de 2017, mês em que o país exportou 2,442 milhões de sacas ao preço médio de US$ 166,87 por saca. Do volume total de café exportado em setembro deste ano, foram 2,739 milhões de café verde, sendo 2,447 milhões de sacas de café arábica e 291,665 mil sacas de robusta. O volume de café industrializado exportado nesse mês somou 281,195 mil sacas, das quais 280,348 mil sacas foram de café solúvel e 847 sacas de torrado e moído.

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Exportações brasileiras de café atingem 24 milhões de sacas com receita cambial de US$ 3,5 bilhões nos primeiros nove meses deste ano

Conab envia especialistas para ajudar na criação de modelo agrícola na África

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) especialistas nas áreas de armazenagem, política agrícola e agricultura familiar estão, a partir desta segunda-feira (29/10) até o próximo dia 2 de novembro, na capital de Gana, Acra, para elaborar um diagnóstico sobre a agricultura local.

Em seguida à avaliação da realidade da política agrícola do país africano, que será feita em parceria com a empresa ganense National Food Buffer Stock, os técnicos formularão um projeto voltado para atender as necessidades da população local. Com isso, os representantes do país poderão fazer intercâmbios para capacitação por um período de até três anos.

A demanda é da Agência Brasileira de Cooperação e do Ministério das Relações Exteriores, e está direcionada à política de cooperação internacional com países que têm necessidades de desenvolver programas semelhantes aos executados pelo Brasil, tendo a Conab como modelo.

A Companhia tem sido convidada para participar de acordos de cooperação técnica com países de várias partes do mundo, para troca de conhecimentos na sua área de atuação. Recentemente, a empresa também enviou analistas de mercado para participar de capacitação sobre técnicas de comercialização na França, e já repetiu este procedimento em outros países como México e Estados Unidos.

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Produtores de suco de uva avaliam positivamente participação na Wine South America

A participação dos produtores de suco de uva na Wine South America – Feira Internacional do Vinho, em Bento Gonçalves (RS), foi considerada positiva pelas 14 empresas que integram o projeto setorial 100% Suco de Uva do Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) há nove anos. Dom Eliseo, Econatura, Gallon Sucos e as vinícolas Santini e Terraças levaram seus produtos para degustações em balcões individuais no estande coletivo da iniciativa. O espaço de 64m² foi desenvolvido em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sdect/RS).

Com uma média de mais de 20 contatos realizados nos quatro dias de feira e uma estimativa de negócios que deve superar R$ 200 mil, os produtores apontaram como principais ganhos a possibilidade de negociação direta com compradores, a visibilidade do produto numa feira internacional e a atração de novos interessados para o trabalho com a categorias nas redes em que atuam.

Essa foi a impressão do técnico responsável e produtor rural Guilherme Fornasier, que antecipou o fechamento de comercialização para uma pequena rede do estado de Rondônia. “O mais difícil é ter acesso direto aos compradores e isso a feira proporcionou. Para uma empresa pequena como a nossa foi uma ótima oportunidade junto a pequenas redes que não chegaríamos sem esse apoio”, garantiu.

Além dos contatos estabelecidos nas rodadas de negócios, a localização privilegiada do estande também foi destacada pelos expositores. “Serviu como um local onde os possíveis compradores tinham um tempo maior para conhecer os produtos, além de dar visibilidade ao projeto e às empresas que lá estavam”, avalia o diretor Comercial Cesar Postingher.

O fechamento de vendas para o Exterior foi comemorado pelo supervisor administrativo Samuel Santini. Para ele, a proximidade com os compradores de diferentes segmentos do varejo contribuiu para expandir os negócios da empresa em que atua. “Pudemos mostrar a nossa linha de produtos e focar nos que se encaixavam no perfil buscado pelos compradores”, resumiu. Santini adiantou que a feira deverá resultar na venda de 1,2 mil litros para uma rede colombiana e deverá aumentar para cerca de seis mil litros (ou o equivalente a um contêiner), para o mesmo país nos próximos meses.

Para o presidente do Ibravin, Oscar Ló, o apoio à categoria se justifica por se tratar de um produto que absorve metade da matéria-prima cultivada e que vem se consolidando como um dos carros-chefes do setor vitivinícola brasileiro. “Num período de dificuldade na economia, obtivemos até agosto um crescimento de 37,72% nas vendas de suco no mercado interno. Além disso, promover o suco de uva 100% é estimular o consumo de uma bebida saudável, que pode ser consumida por toda a família”, completa.

De janeiro a agosto, foram comercializados 86 milhões de litros de suco de uva 100% prontos para consumo, 23,5 milhões a mais que o mesmo período de 2017.

Suco de Uva _WSA_ Crédito Martha Caus
Estande setorial reuniu sucos de uva das 14 empresas associadas ao projeto (Foto: Martha Caus / Divulgação)