Arábia Saudita aprova importação de mel do Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu um comunicado de que as autoridades sauditas aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de produtos apícolas (mel, propólis, cera).

A aprovação é fruto de gestões feitas pelo Mapa junto à Saudi Food and Drug Authority (SFDA), com apoio do adido agrícola no país, Marcelo Pinto. Missão técnica realizada ao país no último mês de outubro foi liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, quando houve avanços nas negociações com a SFDA.

“É mais um mercado aberto para o Brasil, que auxilia na diversificação da pauta de produtos e na ampliação da participação do país no agronegócio internacional”, afirmou o ministro Blairo Maggi.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva, a próxima etapa é o envio, pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da lista de estabelecimentos brasileiros que desejam exportar produtos apícolas à Arábia Saudita, de acordo com as exigências do certificado acordado.

As importações mundiais de produtos apícolas totalizaram US$ 1,92 bilhão, no ano passado, já desconsiderando o comércio intrabloco da União Europeia (US$ 576,58 milhões).

Com exportações de US$ 128,10 milhões no mesmo ano, o Brasil alcançou participação de 6,7% nesse segmento do mercado global.

Já a Arábia Saudita importou US$ 66,44 milhões desses produtos em 2017. Com a abertura desse mercado, a estimativa é exportar US$ 4,43 milhões.

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Foto: Sebrae / Divulgação
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Boletim da Conab revela que preço do tomate volta a subir em todo o país

O aumento no preço do tomate foi o grande destaque na análise das hortaliças nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Desta vez, a elevação foi unânime e teve percentuais significativos, com maior alta de 145%, em Vitória (ES), seguida de 127% em Goiânia (GO) e 105% em Belo Horizonte (MG). Os dados são do 11º Boletim Prohort pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os preços de frutas e hortaliças das Ceasas no último mês.

De acordo com o estudo, o preço também quase chegou a dobrar nos mercados do Rio de Janeiro (99%) e São Paulo (91%). Em outros dois mercados analisados, Fortaleza e Recife, os aumentos não foram tão expressivos, de 45% e 15%, respectivamente. O levantamento dos dados estatísticos foi realizado nas Centrais localizadas em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Recife e Ceará.

Outra hortaliça com preços em ascensão é a cebola, com alta em quase todos os mercados analisados. As exceções ficaram por conta da Ceasa Goiânia (queda de 8,20%) e Fortaleza (queda de 0,68%). A batata seguiu a mesma linha, com percentuais de aumento entre 3% em Belo Horizonte até 36% no Rio de Janeiro/RJ. Mesmo a alface, que no mês de setembro estava em baixa, mostrou-se mais cara, com exceção dos mercados do Rio de Janeiro/RJ (queda de 4,71%) e em Fortaleza/CE (baixa de 6,10%).

A única que salvou as economias domésticas foi a cenoura, que teve queda de preço em seis dos sete mercados considerados na análise. A redução foi de 10% na Ceasa/GO – Goiânia, de 8%, na Ceagesp – São Paulo e de 6% na Ceasa/ES – Vitória.

Em relação às frutas, a banana mostrou alta generalizada, enquanto a maçã teve pequenas elevações de preços nos entrepostos do Sudeste e variações pontuais em outras centrais. A vez agora é da melancia, que teve queda preços em todas as Ceasas, e do mamão, que ficou mais em conta devido à maior oferta do produto.

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país.

Colheita da super-safra de tomate na fazenda Gostosura em Quixeramobim-Ce 04
Foto: Crisanto Teixeira / Divulgação

Comitê aprova o Plano Trienal do Seguro Rural

O Plano Trienal do Seguro Rural (PTSR), para o período de 2019 a 2021, foi aprovado pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). Os detalhes constam da Resolução nº 64, publicada no Diário Oficial da União.

No documento constam atualizações de percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural, estimativas orçamentárias para a concessão do benefício e as diretrizes técnicas gerais de execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o próximo triênio.

O ajuste nas regras vai contribuir para otimizar a aplicação dos recursos disponíveis, segundo Wilson Vaz de Araújo, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“De acordo com as nossas análises, o nível médio de apoio vai ficar ao redor de 35% sobre o valor do prêmio. Com isso, esperamos atender por volta de 100 mil apólices já no próximo ano”, explicou.

Novas regras

Uma das alterações previstas no atual programa é a elevação do percentual mínimo de cobertura da produtividade esperada, de 60% para 65%, a todos os produtos com cobertura caracterizada como “multirrisco”. Essa medida atende demanda do setor, que busca maior proteção para sua lavoura, na eventualidade de ocorrência de sinistros.

Outra mudança diz respeito ao incentivo, por meio de um percentual de subvenção mais elevado, para o seguro de receita/faturamento. Esse produto oferece características bastante adequadas para a proteção das atividades produtivas agrícolas ao oferecer cobertura tanto contra perdas por eventos climáticos adversos quanto por riscos de mercado, ou seja, decorrentes de quedas na produtividade, no preço ou em ambos.

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Contratação de crédito rural até outubro soma R$ 64 bilhões

A contratação do crédito rural por médios e grandes produtores rurais atingiu R$ 64 bilhões, de julho a outubro deste ano, 26% a mais do que na safra anterior em igual período. Para o secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a liberação de recursos continua forte, tanto de custeio quanto de investimento. “Nossa expectativa, é que, daqui para frente, a demanda por custeio se reduza, e aumente a procura por recursos para investimento”, afirma.

Os dados da contratação constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da safra 2018/2019, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (8).

Houve aumento de aplicação em todas as finalidades do crédito. No custeio, o aumento foi de 20%, correspondendo a um total aplicado de R$ 37,4 bilhões.

A industrialização cresceu 49%, totalizando R$ 3 bilhões, e a comercialização teve alta de 30% superior à safra passada, somando R$ 11,3 bilhões.

Os investimentos somam aplicações, no período, de R$ 12,5 bilhões, 38% superior ao mesmo período da safra anterior.

Quanto aos programas específicos de investimento, o Sistema do Banco Central (SICOR) contabilizou mais de R$ 4 bilhões aplicados, nesses primeiros quatro meses da safra, pelo Moderfrota ((Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), correspondendo a aumento de 62% em relação à safra passada.

Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais), ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura), Inovagro e PCA também são destaques, contabilizando aumentos de 287%, 141%, 113% e 103%, respectivamente.

De acordo com o estudo, o número de contratos aumentou em 7%, contabilizando 258 mil operações. A atividade agrícola representou 74% do valor aplicado, ou R$ 47,4 bilhões. Já a pecuária contou com R$ 16,7 bilhões contratados.

Quanto às fontes de recursos, a poupança rural controlada se destaca com participação de 36%, no total das contratações do crédito rural, o que representam R$ 22,8 bilhões. Quanto aos recursos com taxas de juros livres, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA’s) registraram montante aplicado de R$ 7,8 bilhões, sendo que destes, R$ 5,7 bilhões a taxas de até 8,5% ao ano.

De acordo com o secretário, a demanda por recursos deve ser suficiente para a futura safra. “Estamos atentos e monitorando a necessidade de fazer ajustes, deslocando recursos para os programas de investimento que apresentarem maior procura por parte dos produtores rurais”.

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Nos primeiros quatro meses de financiamento da produção, valor supera em 26% o que foi registrado em igual período do ano anterior

Agricultores familiares são orientados sobre o PAA

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizaram um encontro com produtores do município de Formosa/GO, na região do Entorno do Distrito Federal, e localidades próximas com o objetivo de difundir as modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e demais programas de apoio que são operados pela Companhia.

O evento aconteceu na sede da Associação de Produtores Rurais de Campo Novo (Aprocan). Os agricultores dessa associação foram contemplados com recurso do PAA no valor de R$ 32 mil, que serão executados ao longo dos próximos meses. Por meio desse programa, a Conab adquire a produção de pequenos agricultores e direciona os alimentos para doação a instituições socioassistenciais cadastradas. Neste projeto específico, mandioca, abóbora, maracujá, tomate e melancia estão entre os produtos que serão entregues, totalizando 13.355 kg de alimentos.

 

Ao longo do ano de 2018, no município de Formosa, já foram distribuídos, por meio do PAA, 34.167 kg de um total de 117.352 kg de produtos entregues no DF e região do entorno. Essa quantia corresponde a um valor financeiro até o momento de R$ 221 mil em produtos adquiridos pela Conab.

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Conab contrata frete para remover 9,6 mil t de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza leilão de frete, no dia 14 de novembro, a partir das 9h, para a remoção de 9,6 mil toneladas de milho em grãos. A ação visa abastecer as unidades armazenadoras que atendem o Programa de Vendas em Balcão (ProVB) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e disponibilizar o produto a pequenos criadores de animais cadastrados que o utilizam para ração.

Desse total do grão que será removido de armazéns localizados em Mato Grosso, Goiás e Piauí, 6,7 mil toneladas serão ofertadas em leilão e 2,9 mil toneladas (30%), destinam-se a cooperativas ou associações de transportadores autônomos de cargas, de acordo com a legislação que estabelece a reserva percentual de frete sem licitação para este segmento.

As unidades armazenadoras que vão receber a mercadoria nesta operação estão em Rio Branco, no Acre; Cacoal, em Rondônia; Ananindeua, no Pará; Floriano, no Piauí; Mossoró, no Rio Grande do Norte; Sobral, no Ceará; Itabaiana, em Sergipe; Entre Rios, Irecê, Itaberaba e Ribeira do Pombal, na Bahia; Araguaína, em Tocantins; e no Distrito Federal.

Com essas remoções, a Conab deve reiniciar o processo de abastecimento de suas unidades armazenadoras em todo o país, que antes aguardavam autorização do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) para a venda de milho pelo ProVB. A resolução saiu no dia 31 de outubro, autorizando a liberação de até 100 mil toneladas de milho em grãos e estabelecendo o preço regulamentar para a venda, ou seja, baseado nos valores do mercado atacadista local.

Para participar dos leilões, é necessário estar cadastrado junto a uma Bolsa de mercadorias e apresentar a documentação exigida no edital. Já no caso dos autônomos, deverão apresentar suas propostas somente por meio de suas cooperativas de transportadores, entidades sindicais ou associações, conforme previsto na Lei nº 13.713/18.

Os quantitativos específicos, as documentações exigidas e a regulamentação das duas operações podem ser conferidas nos respectivos editais.

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Conab estima uma produção entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas

Os produtores devem colher uma safra entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas na safra 2018/19. Já a área de cultivo pode variar entre 61,9 e 63,1 milhões de hectares. É o que aponta o 2º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o documento, neste cenário, a produção tende a ser de 2,5% a 4,5% superior a registrada no período passado.

Soja e milho continuam sendo os destaques entre os produtos. As condições climáticas estão favoráveis, até o momento, especialmente para a soja. Para se ter uma ideia, mais de 80% da oleaginosa já foi plantada em Mato Grosso. Comparado ao mesmo período na safra passada, este índice estava em 40,5%. Diante desse cenário positivo, a área deve ficar entre 35,4 e 36,1 mil hectares, o que pode gerar uma produção variando entre 116,7 e 119,3 milhões de toneladas.

O milho deve registrar uma colheita entre 90 e 91 milhões de toneladas, ocupando uma área que pode ser de 16,7 chegando até a 16,8 mil hectares. A primeira safra do grão também encontra um clima adequado. A área plantada em Minas Gerais, na época do levantamento, chegava a cerca de 45% da área total prevista e no Rio Grande do Sul a 70,4%.

O algodão segue com o mercado favorável, impulsionando a elevação de área em relação à safra passada, podendo chegar a 1,4 milhão de hectares. O resultado imediato é o aumento da produção, com uma colheita que poderá ser 16,7% superior, chegando a 2,3 milhões de toneladas.

O feijão apresentou uma diminuição no movimento de queda da área e produção, se comparado com o último levantamento divulgado. Essa leve recuperação deve-se à maior intenção de plantio do feijão-caupi na primeira safra, principalmente no estado da Bahia.

Já as culturas de inverno ainda estão em colheita. Destaque para o trigo, que tende a apresentar um melhor desempenho na safra deste ano, mesmo com as adversidades climáticas registradas nas principais regiões produtoras.

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Projeto Comprador da Wine South America deve gerar mais de R$ 6 milhões em negócios

Mais de R$ 6 milhões em negócios projetados para os próximos 12 meses e cerca de 700 contatos. O resultado do Projeto Comprador da Wine South America (WSA), apresentado em reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foi considerado positivo pelo setor e, em especial, pelas quase cem vinícolas brasileiras que participaram da feira internacional, no final de setembro, em Bento Gonçalves (RS). A ação foi viabilizada por meio de parceria entre a empresa Milanez & Milaneze – representante do grupo Veronafiere – com o Ibravin, Sebrae Nacional e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Na primeira edição foi registrada a participação de cerca de seis mil visitantes, com a presença de 250 marcas expositoras.

No Projeto Comprador voltado à exportação, 22 vinícolas participaram de mais de 400 rodadas de negócio com representantes de empresas de 10 países – Chile, Peru, Paraguai, Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha e Rússia. Para incentivar as vendas no mercado interno, o Projeto reuniu compradores dos 25 estados brasileiros, que prospectaram negócios com 65 vinícolas e devem resultar em R$ 2,5 milhões em vendas nos próximos 12 meses. Já na ação voltada ao mercado externo, os 30 compradores encaminharam cerca de R$ 3,5 milhões para o mesmo período.

O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, afirma que o Projeto Comprador foi umas das principais iniciativas realizadas junto à feira, destacando o período do ano como estratégico para o fechamento de negócios. “A vinda de mais de 130 compradores, entre os representantes brasileiros e do exterior, e o volume de negócios que foram encaminhados ajudaram a alavancar as vendas para o final de ano”, acredita. Bertolini acrescenta que no braço internacional o destaque foi para a presença de 70% de compradores de países da América Latina, mostrando o potencial deste mercado para o vinho brasileiro.

O diretor comercial Franco Perini participou das rodadas de negócios com compradores nacionais e destacou o projeto como uma importante plataforma de relacionamento. Segundo ele, mais do que fechar negócios, o objetivo é receber os compradores na região para associar as atividades comerciais com turismo e gastronomia. “São fatores que ajudam neste tipo de ação. Receber bem os compradores, mostrar novidades, mas também proporcionar momentos de lazer para esses visitantes. Tudo isso ajuda para atingir o objetivo principal que é a venda”, acredita.

A agente internacional Mari Balsan elogiou o foco dado à vinda de buyers da América do Sul. Segundo a executiva, são muitas as vantagens de negociar com os países vizinhos. “A proximidade com estes mercados acaba gerando custos menores, menor tempo para envio dos produtos, a logística toda é mais facilitada”, resume.

Mari enfatiza que o Brasil tem uma imagem positiva junto aos países da América Latina, o que auxilia no fechamento de negócios. “É importante nos fortalecermos como um bloco de países produtores, o que acaba ajudando também em outros mercados, como Europa e Ásia”, diz.

Destaque para o Brasil e elogio aos espumantes nacionais

Mais do que os números positivos divulgados, a primeira edição da Wine South America foi marcada pela qualidade dos produtos apresentados, pela organização dos estandes e pelo reconhecimento internacional aos vinhos e, de forma especial, aos espumantes brasileiros.

Entre os 50 conteúdos técnicos, como palestras e degustações orientadas, destaque para a apresentação do Master of Wine britânico Alistair Cooper, que elogiou a qualidade dos espumantes brasileiros durante a palestra na WSA. Segundo ele, a variedade de estilos, a capacidade de produzir com profissionalismo tanto no método Tradicional como no Charmat e o custo-benefício estão entre os atributos da bebida.

“O Brasil está sendo Brasil com relação à elaboração de espumantes. Não está tentando ser Champagne ou Asti, e isso é muito bom. Seguramente, os espumantes brasileiros são os melhores da América Latina e me anima muito poder prová-los e conhecer mais sobre eles”, disse.

Outra atração da primeira edição da WSA foi o prêmio Catad’Or Wine Awards, que evidenciou um espumante brasileiro moscatel entre os 11 campeões e também distinguiu outros nove produtos nacionais. Ao comentar o resultado, o diretor executivo e organizador do Catad’Or, Pablo Ugarte, concorda com a opinião de Cooper sobre os espumantes brasileiros.

Ugarte lembra que teve um primeiro contato com o produto num concurso na França e, desde então, passou a incluir a categoria melhor espumante do Cone Sul na premiação. “Essa sutileza, elegância, o equilíbrio entre acidez e a fruta, a intensidade aromática, são algumas das qualidades que observamos nos espumantes brasileiros e que são reconhecidas em concursos no mundo inteiro”, explica. Ugarte também se mostrou impressionado com a qualidade de alguns vinhos tranquilos brasileiros que degustou na feira, em especial os produtos com potencial de guarda.

Projeto Comprador - Crédito Augusto Tomasi
Profissionais de 25 estados brasileiros e de outros 10 países participaram do Projeto Comprador (Foto: Augusto Tomasi / WSA)

Começa em novembro nova etapa de vacinação contra aftosa

No próximo dia 1º de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Desta vez, serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos).

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Atualmente o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são o Mato Grosso com 30 milhões de animais, seguido de Minas Gerais com 23,3 milhões de cabeças. A cidade com maior rebanho é São Félix do Xingu, no Pará: 2,2 milhões de cabeças.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, diz que “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de Estados para a retirada completa da vacinação no país.

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

PNEFA

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país. Pelo cronograma de suspensão da vacina de Febre Aftosa, será feita da seguinte forma: 2019/2: Bloco I – região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 2020/2: Bloco II – região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 2020/2: Bloco III – região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 2021/2: Bloco IV – região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 2021/2: Bloco V – região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação

  • Compre as vacinas somente em lojas registradas
  • Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C
  • Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação
  • Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos
  • Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação
  • Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma. Para evitar a formação de caroço no local da vacina
  • Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência
  • Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas
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A redução do uso da vacina, a partir do ano que vem, trará economia de R$ 44 milhões

Aplicativo permite registro e compartilhamento de dados sobre peixes da Amazônia

Um aplicativo desenvolvido com o apoio do Instituto Mamirauá está ajudando pescadores a registrar e compartilhar informações sobre a coleta de 20 espécies de peixes das regiões do Médio e Alto Solimões, no Amazonas. As variedades foram escolhidas pela importância econômica e pelo tipo de migração que realizam. Para cada pesca, os usuários anotam dados sobre locais, data e tipo de peixe pescado.

A ferramenta, chamada Ictio, foi construída pelo projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, do qual o Mamirauá é parceiro. A unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é responsável por capacitar pescadores das cidades de Tefé, Alvarães, Uarini, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Maraã. O trabalho envolve comunidades, organizações de coletores de peixes e até escolas. O Ictio está disponível apenas para a plataforma Android.

“Nessa primeira etapa, estamos focando nosso trabalho em apresentar para os participantes as funcionalidades disponíveis no Ictio. Em seguida, vamos avaliar junto com os nossos grupos de trabalho como essa ferramenta pode melhorar e ser cada vez mais útil para o dia a dia dos pescadores”, afirmou Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

A comunidade Punã, que fica próxima ao município de Uarini, foi a primeira comunidade a receber um dos 30 treinamentos realizados pela equipe do Mamirauá. Segundo uma das capacitadas, Ana Vieira Quinha, o aplicativo vai facilitar a vida dos pescadores.

“Daqui para a frente, tudo vai ser anotado: a quantidade, quantos quilos, cada espécie de peixe que pegamos. E o aplicativo chegou bem a tempo. Estamos na época da seca, quando os peixes estão ‘arribando’ e pescamos muitos dos que são importante no aplicativo, como o surubim e o caparari”, destacou.

Ajuda dos mais jovens

A Associação de Pescadores e a Colônia Z-54, ambas no município de Santo Antônio do Içá, também foram apresentadas ao Ictio. Françoise Souza, que trabalha no setor administrativo da Colônia Z-54, vê muito potencial para os pescadores que usarem o aplicativo. Os ganhos, segundo ela, serão econômicos e pessoais.

“O Ictio é uma maneira prática de registro, onde o pescador poderá ver a sua produção ao longo do tempo, quantos quilos de peixe ele pescou e até quanto ele gastou com esse trabalho”, avalia. “O uso desse tipo de ferramenta, o celular, não é muito comum para os pescadores mais velhos. Mas isso pode proporcionar interação entre eles e seus filhos, que geralmente fazem o uso mais frequente do celular. É uma boa oportunidade de diálogo entre pais e filhos, que é uma maneira dinâmica de desenvolver o projeto”.

Comunitários que participam da Associação Comercial de Jutaí (ACJ) e representantes das comunidades São Francisco da Ressaca Grande e Acapuri de Cima também conhecerem o Ictio. Eles vão utilizar o aplicativo com o auxílio de um grupo de jovens e de pescadores mais experientes, especialmente indicados pelas comunidades para promover intercâmbio sobre pesca.

“A gente espera que esse projeto venha a ser um sucesso, porque juntos podemos saber mais sobre os peixes e suas migrações aqui na região”, apontou Ocemir Gonçalves dos Santos, presidente da ACJ.

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