CEPEA aponta avanço de 3,78% no PIB do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2020

com informações do CEPEA-Esalq/USP

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em estudo realizado em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o agronegócio registrou o quarto mês consecutivo de avanço. Em abril, o crescimento foi de 0,36% em relação ao mês anterior. No acumulado dos 4 primeiros meses, o crescimento do PIB do agronegócio foi de 3,78%.

Ainda de acordo com o CEPEA, em relação aos setores, o agrícola teve uma pequena queda de 0,19% em abril, mas acumula avanço de 1,72% no ano. Já o pecuário, cresceu 1,45% no mês e expressivos 8,01% no ano.

Já em relação aos segmentos, o primário manteve o destaque em termos de crescimento, com alta de 2,21% em abril, já a agroindústria, setor mais afetado pelas medidas relacionadas à covid-19, recuou 1,08% no mês.

Para o CEPEA, tais dados refletem os preços mais elevados na comparação entre os períodos e a expectativa de maior produção na safra atual. Já para o segmento primário pecuário, o resultado positivo reflete, sobretudo, os preços elevados em 2020, com destaque para boi gordo, suínos e ovos.

IBGE prevê aumento de 4,5% na safra 2020 de grãos no DF

A estimativa de junho de 2020 para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, no Distrito Federal, foi de 863,9 mil toneladas, o que representa um aumento de 4,5% em relação à safra 2019 (826,9 mil toneladas). Em relação à estimativa dos últimos meses – março, abril e maio – de 860,9 mil toneladas, houve variação positiva de 0,35%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE.

Na estimativa de junho, milho e soja, destaques no Distrito Federal, representam 89,9% da produção de grãos no DF e respondem a 83,7% da área a ser colhida. Em relação à safra de 2019, a estimativa de produção é de queda de 4,8% na 1a safra do milho e de 1% na 2a safra do produto. Para a soja, estima-se aumento de 11,3% da produção.

De acordo com o supervisor estadual de pesquisas agropecuárias, Elton Mendes Fior, o milho (1ª safra) está cedendo cada vez mais área para a soja. A safra 2019/2020 apresenta a menor área desde a safra 2016/2017. E a segunda safra do milho também perdeu espaço para o sorgo, devido ao estreitamento da janela de produção, ou seja, do período ideal de plantio. “O sorgo geralmente é o uma cultura de difícil previsão, que o produtor opta quando já não é mais possível plantar milho. Porém, prevendo o encurtamento da janela, os produtores se adiantaram. Por isso, a previsão é de aumento de mais de 58% da área em relação ao ano anterior e, consequentemente, aumento na produção”, disse ele.

O Distrito Federal se destaca nas estimativas de rendimento médio de diversos produtos das lavouras quando comparado com outras Unidades da Federação. Estima-se, para 2020, produções de 9.500 quilograma por hectare na 1ª safra de milho, ficando atrás apenas do Paraná (10.024 kg/ha), e de 7.000 quilograma por hectare na 2a safra do produto, a frente de grandes produtores como Goiás (6.199 kg/ha) e Mato Grosso (6.041 kg/ha). Na estimativa da soja, o DF ficou em primeiro lugar, com 3.900 quilograma por hectare.

Emater-DF lança site para aproximar produtores e consumidores

Foi lançada a plataforma Põe na Cesta, que vai facilitar o contato entre consumidores e negócios locais com produtores rurais. A iniciativa, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), é voltada para produtores atendidos pela empresa.

Agroindústrias, produtores de hortaliças, pecuaristas e artesãos rurais podem fazer seu cadastro no site e incluir informações de contato, de produtos, fotos e endereços de mídias sociais. Os consumidores podem fazer a pesquisa por produtor, por produto, por comunidade, categoria do produto e variedade. A negociação acontece diretamente com o produtor.

“O Põe na Cesta é uma ferramenta simples, fácil de os produtores se cadastrarem, manterem seus dados atualizados e também fácil de os consumidores encontrarem o que precisam. Aproxima quem quer comprar de quem quer vender, inclusive estimulando negócio entre produtores. Além disso a Emater-DF fará algumas ações para divulgação da plataforma entre produtores e comerciantes”, explica o coordenador do programa Empreender e Inovar da Emater-DF, Frederico Neves.

Além dos produtos que já estão cadastrados no Põe na Cesta, novos podem ser incluídos por meio de uma solicitação do produtor dentro da plataforma. O pedido será avaliado por uma equipe da Emater-DF.

“Em um momento em que todas as cadeias produtivas sofrem com a pandemia, a Emater buscou alternativas para ajudar o produtor rural a continuar produzindo e vendendo seus produtos. E fizemos isso em um tempo recorde de poucas semanas, graças ao capital intelectual de que dispomos na Emater e do comprometimento de nossos extensionistas”, afirmou a presidente da Emater, Denise Fonseca. “O uso intensivo da tecnologia no campo é uma realidade que veio para ficar. E nós vamos estar ao lado do produtor para que ele faça uso dela em seu favor.”

Para usar a plataforma, não é necessário instalar nenhum programa no computador, tablet ou celular. Também não é necessário baixar um aplicativo em nenhuma loja online. É só acessar através do navegador, o endereço do DF Rural.

Perguntas e respostas sobre a plataforma

Quem pode se cadastrar? Produtores do Distrito Federal que são cadastrados e atendidos pela Emater-DF.

Como podem se cadastrar no site? O produtor preenche a data de nascimento, CPF e e-mail para receber um link de ativação.

Como é feita a negociação com o produtor? A Emater-DF apenas gerencia a plataforma. A negociação entre consumidores e empreendimentos é feita diretamente com o produtor.

Sou produtor e um dos itens que comercializo não está cadastrado no site. O que fazer? Por meio do site, faça uma solicitação para criação de novo produto, com especificação. A equipe da Emater irá avaliar o pedido.

Qual a vantagem do Põe na Cesta para o consumidor e empreendedores? A plataforma facilita localizar produtores mais próximos da sua residência, restaurante, mercado, contribuindo para acesso a alimentos frescos e locais. Dessa forma, você também contribui para o desenvolvimento econômico da área rural da sua região.

Emater-DF: Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Plano Safra: produtor que tiver Cadastro Ambiental Rural regularizado poderá ter 10% a mais de crédito

com informações do Canal Rural

O Plano Safra 2020/2021 trouxe algumas novidades com a intenção de estimular a preservação ambiental no campo. Medidas como a possibilidade de financiar cotas de reserva ambiental fazem parte da meta do governo federal de dar continuidade à revolução verde e ainda devem gerar renda ao produtor rural.

O programa ABC Ambiental é a linha de investimento com taxas mais baixas: entre 4,5 e 6%. E o produtor que tiver o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado poderá ter o limite de crédito de custeio aumentado em 10%.

“É um custo a mais que ele tem, né? Você tem uma área que já está consolidada, você tá plantando, você já tem o custo de todo o plantio daquela cultura. No momento que você tem que fazer um plantio além daquela cultura, reflorestar, por exemplo, repor floresta, você tem que fazer um trabalho que tem custo, né? Da muda, do insumo, da máquina, da mão-de-obra, da cerca. Então, esses 10% podem ser usados nessa área”, disse o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto

Segundo o Serviço Florestal Brasileiro, cerca de 10% das propriedades rurais do país ainda não estão cadastradas no CAR. Esse número representa mais de 720 mil imóveis, sendo a maioria de pequeno porte Colatto explica que é necessário finalizar a adesão ao CAR para que os donos de imóveis, com área de preservação desmatadas, ingressem no Programa de Regularização Ambiental, o PRA. Neste Plano Safra será possível financiar cotas de reserva ambiental.

“Quando ele tem um passivo ambiental, ele pode fazer por três situações. Por compensação, por regeneração ou por adquirir essa área. Então, ele pode adquirir de outros essa área que lhe falta, alugando ou comprando essa área. Registra na escritura e ele, então, dentro da análise que vai ser feita do cadastro, ele vai fazer a adesão nesse cadastro dessa área, vai incorporar essa área e com isso ele vai ter um novo cadastro. Aí ele vai ajustar o cadastro”, disse.

Para poder acessar o financiamento, é necessário que o estado onde fica o imóvel faça parte do PRA. Atualmente, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e Sergipe integram o módulo.

Essas bonificações e incentivos para que o produtor rural adote a pauta ambiental fazem parte da intenção do governo de dar seguimento à revolução verde no país. Nesta semana,  em parceria com a Climate Bonds Initiative, o ministério lançou o plano de investimento para agricultura sustentável. O governo espera atrair mais investimentos por meio dos títulos verdes, também chamados de Green Bonds.

Produtores que preservam áreas ambientais poderiam ser remunerados por essa prática por meio da venda de títulos. “A gente pode fazer certificações de áreas ambientais preservadas e essas certificações servem de lastro para lançamento desses Green Bonds. Então, estamos desenhando com as pessoas que realmente atuam nesse mercado, um esquema pra que isso aconteça inclusive com terras indígenas, em benefício dos indígenas. Mas esse projeto não se restringiria às terras indígenas, e qualquer produtor rural que tivesse excesso de reserva legal poderia ser usufrutuário desse projeto”, falou Rogério Boueri, subsecretário de Política Agrícola.

“Isso incentiva que as pessoas façam agricultura sustentável mas que não fique apenas um ônus para o produtor, mas que ele tenha uma compensação daquela área que ele poderia plantar, não tá plantando para benefício da sociedade”, finalizou Colatto.

Ministério da Agricultura monitora nuvem de gafanhotos na fronteira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu informações do  Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) sobre uma nuvem de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata que encontra-se próximo à fronteira com o Brasil. Segundo o monitoramento climático que vem sendo realizado pelos especialistas argentinos, a praga deve seguir em direção ao Uruguai.

No entanto, considerando a proximidade com a região fronteiriça do Brasil, o Mapa emitiu alerta para as Superintendências Federais de Agricultura, com vistas aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas as medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região, em especial no estado do Rio Grande do Sul, para a adoção eventual de medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro.

Segundo a Coordenação-Geral de Proteção de Plantas do Mapa, as autoridades fitossanitárias brasileiras estão em permanente contato com os seus pares argentinos, bolivianos e paraguaios por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal – COSAVE, o que tem permitido um acompanhamento do assunto em tempo real, com o objetivo de adotar as medidas cabíveis para minimizar os efeitos de um eventual surto da praga no Brasil.

Esta praga está presente no Brasil desde o século XIX e causou grandes perdas às lavouras de arroz na região sul do País nas décadas de 1930 e 1940. Desde então, tem permanecido na sua fase “isolada” que não causa danos às lavouras, pois não forma as chamadas “nuvens de gafanhotos”. Recentemente, voltou a causar danos à agricultura na América do Sul, em sua fase gregária (formação de nuvens).

Os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva na região estão sendo ainda avaliados pelos especialistas e podem estar relacionados a uma conjunção de fatores climáticos, como temperatura, índice pluviométrico e dinâmica dos ventos.

Cadastro no Programa de Aquisição de Alimentos termina em 3 de julho

O prazo para cadastramento no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) está aberto e pode ser feito até o dia 3 de julho. Criado com o objetivo de apoiar a comercialização de produtos dos diversos segmentos da agricultura familiar, incluindo povos e comunidades tradicionais, o PAA visa incentivar a produção rural sustentável e estimular a rede de comercialização local. Por meio do programa, é possível que o governo compre itens diretamente de produtores da agricultura familiar, gerando renda e melhoria na condição de alimentação das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O PAA é gerido pelo Ministério da Cidadania (MCid), com auxílio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A execução ocorre pelos governos estaduais e municipais e, em âmbito federal, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que operacionaliza as ações diretamente com as associações e cooperativas de agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais.

Podem se cadastrar agricultores familiares com Declaração de Aptidão ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a DAP, e povos e comunidades tradicionais (Decreto nº 6.040, de 07.02.2007), extrativistas, quilombolas, famílias atingidas por barragens, pescadores, povos indígenas, aquicultores, silvicultores e assentados da reforma agrária, todos detentores da DAP.

O Sistema de Gestão do PAA (PAAnet) é o local disponível para cadastramento. Por meio dele, organizações de agricultores familiares cadastrarão suas propostas em articulação com as entidades que vão receber os produtos. A Conab, então, firma contratos com essas organizações e repassa os recursos necessários ao desenvolvimento dos projetos. Os recursos ficam bloqueados e são disponibilizados à medida que a organização comprova a entrega de alimentos às entidades.

Ao todo, o PAA contempla cinco modalidades: Compra Direta da Agricultura Familiar; Apoio à Formação de Estoques pela Agricultura Familiar; Compra com Doação Simultânea; Compra Institucional; e Aquisição de Sementes. Em Goiás, será disponibilizada a modalidade Compra com Doação Simultânea. Mais informações estão disponíveis no site da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

Você sabe a diferença entre manteiga e margarina?

com informações de www.bebamaisleite.com.br

Enquanto a manteiga é um produto natural, de origem animal, feito a partir do leite batido, a sua “concorrente” margarina é produzida de óleo vegetal. Por meio de um processo chamado hidrogenação – reação química de adição de hidrogênio em uma molécula – o componente líquido se torna sólido. Depois, são adicionados branqueadores e aditivos. 

André Veinert, nutrólogo do Hospital Villa-Lobos, de São Paulo, explica que a composição de ambos os nutrientes pode dar pistas sobre o que é mais saudável. “A margarina é um produto artificial, rico em gordura e cheio de aditivos. Além disso, é rica em Ômega 6, nutriente que se ingerido em grande quantidade aumenta os riscos de desenvolver processos inflamatórios e doenças coronárias”, detalha o médico. Ainda segundo ele, “a margarina amplia também os riscos de câncer, por ser um produto totalmente industrializado e com aditivos como corantes e estabilizantes”, emenda.


Avanço da agricultura digital pós-pandemia depende de políticas públicas

Em live sobre Agricultura Digital realizada durante a Feira Agrotecnológica do Tocantins (Agrotins), a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária , Silvia Massruhá , falou sobre a origem do conceito e o papel da pesquisa agropecuária e das políticas públicas na chamada Agricultura 4.0. A pesquisadora contou como e por quê em poucos meses o futuro da lavoura de dados avançou sobre a lavoura de produtos.

A especialista em computação explicou que o conceito de Agricultura 4.0 é uma referência à revolução ocorrida na indústria automobilística alemã, com base no conteúdo digital, na tecnologia de ponta e na conectividade, que influenciou outros setores da economia como o agronegócio. Na Embrapa Informática Agropecuária, a atuação para melhoria de produtividade e a redução de custos em todas as etapas de produção se dá a partir de quatro eixos: bioinformática e biologia computacional, modelagem agroambiental e geotecnológica, medicina e automação e engenharia da informação, indicou.

Segundo a pesquisadora, para além da agricultura de precisão, a agricultura digital estende a ideia de conectar máquinas para o tratamento dos diferentes tipos de dados (colhidos de sensores, colheitadeiras, imagens de satélite e drones) para auxiliar a tomada de decisão de produtores de pequeno médio e grande porte.

“A bioinformática está cada vez mais presente em todas as etapas, desde a pré-produção, na produção e também nas etapas de comercialização, armazenamento, distribuição e logística, como forma de agregar mais valor à cadeia produtiva”, apontou. Massruhá citou o Tambaplus, sistema apresentado na Agrotins e que permite a redução de perdas de produtividade a partir do planejamento racional de cruzamentos. A tecnologia contou com suporte da computação para ser desenvolvido, lembrou.

Pandemia

A despeito das vantagens da agricultura digital, a sua mais ampla adoção no agro  brasileiro enfrenta muitos desafios num país continental, diverso e com desigualdades regionais como o nosso. Mas a situação que aparentemente demoraria décadas para acontecer nesse campo da inovação começou a virar realidade com a chegada do novo coronavírus.

“A pandemia funcionou como um acelerador de futuro e muitas tecnologias tiveram de ser incorporadas por produtores em questão de meses”, aponta a pesquisadora. Como exemplos disso, a especialista citou a recente capacitação on line para técnicos da Conab sobre o uso do WebAgritec, um sistema de planejamento e monitoramento da safra, e também a adoção pelo Banco Central do Sistema de Análise Temporal da Vegetação (SATVeg) para que agentes do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), impossibilitados de efetuar a comprovação presencial de perdas agrícolas, possam fazer a fiscalização via web.

O SATVeg permite análise temporal e espacial do que foi plantado em qualquer lugar da América do Sul, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental por meio de imagens de satélite. O sistema está disponível na internet.

Além de sistemas disponíveis pela web, a Embrapa também tem aplicativos que, de forma gratuita, colocam na palma da mão dos produtores ferramentas que podem ser acessadas via smartphone como o Plantio Certo. O aplicativo móvel foi desenvolvido em parceira com o Mapa para disponibilizar de forma mais ágil as janelas de plantio para todas as culturas contempladas no zoneamento agrícola de risco climático.

No agro, a tecnologia digital que tem ajudado na aproximação de pessoas durante o confinamento social, facilita a chegada dos insumos até os produtores e da produção até o consumidor, proporcionando, ainda, experiências exitosas de capacitações online e a iniciativa de realização de  feiras em versões 100% Digital como a Agrotins, completa Massruhá.

Desafios

Segundo a especialista, o enfrentamento dos inúmeros desafios brasileiros frente à adoção da Agricultura Digital pós-pandemia depende da implementação de políticas públicas, bem como da atuação coordenada de instituições de pesquisa, empresas do setor privado e startups – ecossistema em que a Embrapa figuraria como facilitadora.

Nesse contexto, a pesquisadora destacou que a Embrapa desenvolveu um aplicativo para facilitar o acesso a dados de mais de 580 produtos biológicos disponíveis pelo Programa Nacional de Bioinsumos, lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Massruhá lembrou, ainda, a pertinência da criação pelos ministérios da Agricultura e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações da Câmara Setorial Agro 4.0 com linhas de discussão voltadas ao empreendedorismo, conectividade e capacitação.

Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia 0,12% em abril

com informações do IBGE

Em abril de 2020, os preços da indústria variaram, em média, 0,12% quando comparados a março/2020, número inferior ao observado entre março/2020 e fevereiro/20 (0,84%). O acumulado no ano atingiu 2,13%, contra 2,01% em março/2020. Ao comparar abril de 2020 com abril de 2019, a variação de preços foi de 4,79%, contra 5,95% em março de 2020. Em abril, 20 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).   

Em abril de 2020, os preços da indústria variaram, em média, 0,12% quando comparados a março/2020. As quatro maiores variações observadas em abril foram nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (-20,99%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,63%), outros equipamentos de transporte (5,37%) e madeira (5,26%). As maiores influências foram: refino de petróleo e produtos de álcool (-1,87 p.p.), alimentos (0,50 p.p.), metalurgia (0,28 p.p.) e outros produtos químicos (0,17 p.p.).

Em abril, o acumulado no ano atingiu 2,13%, contra 2,01% em março/2020. As atividades de maior variação percentual foram: refino de petróleo e produtos de álcool (-32,68%), outros equipamentos de transporte (17,63%), metalurgia (16,91%) e calçados e artigos de couro (16,56%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (-3,48 p.p.), alimentos (1,53 p.p.), metalurgia (0,98 p.p.) e outros produtos químicos (0,69 p.p.). 

No acumulado em 12 meses, a variação foi de 4,79%, ante 5,95% de março de 2020. As quatro maiores variações de preços ocorreram em refino de petróleo e produtos de álcool (-30,20%), outros equipamentos de transporte (23,69%), alimentos (16,93%) e fumo (15,80%). As maiores influências foram: alimentos (3,72 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-3,18 p.p.), metalurgia (0,91 p.p.), outros produtos químicos (0,51 p.p.). 

A variação de preços de 0,12% em relação a março repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 2,68% em bens de capital; 1,08% em bens intermediários; e -1,75% em bens de consumo, sendo que 1,27% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e -2,38% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. 

No resultado da indústria geral, a influência foi: 0,21 p.p. de bens de capital, 0,58 p.p. de bens intermediários e -0,67 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, -0,76 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,08 p.p. nos bens de consumo duráveis. 

No acumulado no ano, as variações de preços da indústria acumularam, até abril, variação de 2,13%, sendo 7,92% a variação de bens de capital (com influência de 0,59 p.p.), 4,06% de bens intermediários (2,17 p.p.) e -1,62% de bens de consumo (-0,63 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,17 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e -0,80 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis. 

Na comparação abril 2020/abril 2019, a variação de preços da indústria alcançou, em abril, 4,79%, com as seguintes variações: bens de capital, 11,50% (0,85 p.p.); bens intermediários, 5,01% (2,72 p.p.); e bens de consumo, 3,18% (1,22 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,29 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,92 p.p.. 

A seguir os principais destaques: 

Alimentos: em abril, os preços do setor avançaram 2,09%, terceiro resultado positivo consecutivo. Com esse resultado, o acumulado no ano foi para 6,51%, a maior já observada para um mês de abril. Por fim, na comparação com abril de 2019, a variação foi de 16,93%, contra 16,03% de março. Além de figurar entre as atividades de maior contribuição ao resultado, o setor de alimentos apresentou a terceira variação mais intensa na perspectiva dos 12 meses, sendo, nesse indicador, a maior influência (3.72 p.p. em 4,79%), e a segunda influência tanto na comparação mensal (0,50 p.p. em 0,12%) quanto no acumulado no ano (1,53 p.p. em 2,13%).

Em abril, o número-índice foi 117,32, o que significa uma variação em relação ao início da série (em dezembro de 2009) de 126,59%. É a terceira maior variação entre as atividades que compõem as indústrias de transformação (cuja variação foi de 75,95%), perdendo para Fumo (162,90%) e Outros equipamentos de transporte (147,02%). Vale dizer que os dois setores com maior crescimento de preços desde 2009 são fortemente atrelados ao movimento do câmbio, que, no mesmo período, apontou uma depreciação do real frente ao dólar de 204,3%.

A depreciação do real frente ao dólar de 9,0%, na comparação abril contra março, é um forte fator para as variações positivas nos preços dos produtos de maior influência, todos eles voltados ao mercado externo. 

Refino de petróleo: Com a variação de -20,99% observada em abril contra março, a série apresenta os dois resultados negativos mais intensos da série (-9,63% em março contra fevereiro). Levando em conta que em fevereiro o resultado também havia sido negativo (-6,34%), a variação acumulada nestes últimos três meses foi de -33,12%, mais intensa do que a acumulada no ano, -32,68%. Nos últimos 12 meses, a variação foi de -30,20%, a mais intensa nesse sentido desde o início da série. Os dados do setor estão em linha com a queda dos preços internacionais do petróleo. O destaque dado ao setor se justifica pelo fato de, além de figurar entre as atividades de maior contribuição ao resultado, ter sido o primeiro em cinco dos seis indicadores explorados na análise (em todas as variações e nas influências de índice mensal, -1,87 p.p. em 0,12%, e no acumulado no ano, -3,48 p.p. em 2,13%). No caso da influência sobre o índice do acumulado em 12 meses, foi o segundo, -3.18 p.p. em 4,79%.

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Outros químicos: em abril, os preços do setor variaram, em média, 2,12%, lembrando que março havia tido a maior variação positiva de preços desde o início da pesquisa em dezembro de 2009. O setor acumulou variação positiva de 8,86% em 2020 e 6,32% nos 12 últimos meses. O resultado do acumulado no ano é bem diverso do que ocorreu em abril de 2019, quando havia ficado negativo em – 4,32%.

Os resultados observados nos últimos meses estão ligados aos preços internacionais, com aumento do preço de diversas matérias-primas importadas, em grande parte devido à depreciação do real frente ao dólar (foram 22,7% apenas nos últimos dois meses) e à redução da oferta. Mesmo assim houve uma queda de preços significativa de produtos como a nafta, matéria-prima de alguns produtos químicos (especialmente os produtos químicos orgânicos, como o “benzeno”).

Metalurgia: os preços médios do setor variaram 4,40%, segunda maior variação de preços dessa atividade desde o início da série (janeiro de 2010), sendo inferior apenas à do mês anterior (5,74%). O acumulado no ano ficou em 16,91% e em 12 meses em 15,02%. Entre os produtos os destaques foram: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, “ouro para usos não monetários”, “óxido de alumínio (alumina calcinada)” e “ferronióbio”, todos com influência positiva sobre o indicador mensal. Os quatro representam 3,61 p.p. da variação no mês, cabendo 0,79 p.p. aos demais 20 produtos.

Veículos: em abril, a variação foi de 1,05%, seguindo a tendência de alta observada também nos sete meses anteriores. A variação acumulada no ano e a variação acumulada nos últimos 12 meses alcançaram, respectivamente, 3,50% e 6,07%.

Em uma análise por produtos no setor, é possível observar que, entre os quatro produtos de maior influência no índice mensal, todos eles impactaram positivamente o índice: “automóveis para passageiros, a gasolina ou bicombustível, de qualquer cilindrada”, “sistemas de marcha e transmissão para veículos automotores”, “caminhão-trator, para reboques e semirreboques” e “peças ou acessórios, para o sistema de motor de veículos automotores”. O aumento médio observado nos dois últimos pode ser justificado, parcialmente, pela variação cambial ocorrida no mês, quando o real apresentou uma depreciação de 9,0%, sendo significativo também o aumento de custo, via elevação dos preços do setor metalúrgico. A influência desses quatro produtos que mais impactaram a variação do mês em relação ao mês imediatamente anterior foi de 0,77 p.p., ou seja, os demais 19 produtos da atividade contribuíram com 0,28 p.p.

W7Worldwide guide to CEO communications in phase 2 of the COVID-19 crisis

The unpredictability of COVID-19, has pushed W7Worldwide to work towards developing a guide covering how CEOs can safely lead their organization through Phase 2 of the crisis.  This is the management phase between the containment of the crisis and things beginning to ease and recover.  An uncertain wait and see phase with its own unique communications challenges along the way for CEOs and business leaders.

Around the world, governments, business and industry are rising to the enormous challenge of managing the COVID-19 crisis.  From one country to another, certain quarantine restrictions are carefully being eased, while others are still at lockdown stage.  After several weeks of reacting and learning to adapt to the immediate impact of the crisis, we have reached a new phase where stakeholders want to know about well-being, job security, financial consequences and business continuity.

CEOs must steer through changes in business pattern, new ways of delivering products and services, research new technologies and rethink their entire marketplace.  Along the COVID-19 crisis cycle of disruption, management and recovery, there are still many potential difficulties businesses face, such as cost savings, lay-offs, furloughs or other short-term and long-term impacts.

Empathize with your employees

Leading with compassion and empathy is critical now more than ever.  Employees seek encouragement, shareholders want performance and customers expect uninterrupted service but with additional safety measures.  Providing reassurance should be the central principle to all stakeholder communications at this stage.

‘CEOs have had to adopt a new way of communicating that is more considerate, empathetic and adjusted in tone from a linguistic perspective.’ explains Abdulrahman Inayat, Co-Founder of Communications Agency W7Worldwide’. ‘They must carefully balance the need to drive business performance with the need to be sensitive.  The pandemic has translated into a new global language of speaking to internal and external stakeholders who are worrying about what will happen next.’

Everything CEOs do and communicate is currently scrutinized by the public and media more than usual.  CEOs need to show that they are sharing the pain, be authentic and human, resonating with the new realities for employees, customers and the community.  Employees remain a key stakeholder group that requires regular communication.  W7Worldwide’s Guide on Employee Engagement in COVID-19 provides the framework for companies to adopt to keep their teams informed, loyal, motivated and engaged during the crisis.

Public and private sector collaboration

COVID-19 is a considerable new responsibility for the corporate sector who now needs to team up with government to restart the economy.  Governments have had to rely on companies to step forward quickly to provide key workers, essential supplies and services.  Neither business nor government can go this alone, so CEOs should be proactive in their public affairs efforts at a time when governments are looking for solutions.

New challenges ahead

This is a crisis beyond the experience of most CEOs who now need to strike the right tone of caution coupled with forward-paced optimism and confidence.  CEOs with a longer-term approach will spark innovations and effective leaders have the opportunity to shape a meaningful story for their organization at this generation-defining moment.

COVID-19 resource centre

As part of its efforts to support organizations through the COVID-19 Crisis, W7 Worldwide has set up a dedicated Resource Centre with a series of regularly updated expert Corporate Communications Guides. The agency’s experienced Crisis Communications team provides CEO Counsel to both local and international clients, helping them formulate and implement their COVID-19 communications strategies.  For more information and to download the Guide to CEO Communications in Phase 2 of COVID-19 visit www.w7worldwide.com.