Mantida a interdição dos cultivos de ostras e mexilhões de Bombinhas e Porto Belo (SC)

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Sanra Catarina mantém a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dos municípios de Bombinhas e de Porto Belo devido à presença de toxina diarreica. Continua proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia nas localidades de Zimbros, Canto Grande, Ilha João da Cunha, Araçá e Perequê.

A interdição dos cultivos foi feita após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Os exames foram repetidos durante a semana, porém a concentração da toxina continua acima do tolerável.

“A tendência é de que a concentração diminua, porém não podemos afirmar quando. Até o momento as concentrações de toxina estão acima do permitido. Novos exames serão realizados na próxima segunda-feira”, ressalta o gerente de Aquicultura e Pesca, Sergio Winckler.

As áreas serão liberadas após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos. O ácido ocadaico, quando consumido por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Foto: Divulgação / Epagri
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Rota do Cordeiro em Pernambuco terá abatedouro frigorífico com certificação federal

com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Codevasf

O Polo Itaparica da Rota do Cordeiro, no sertão de Pernambuco, contará com um abatedouro frigorífico com certificação federal. A medida visa ampliar a capacidade de produção local e, assim, impulsionar a geração de emprego e renda. A unidade será implementada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a partir de investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões dos ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A implantação do abatedouro frigorífico, no município de Floresta (PE), é parte das ações para estruturação da cadeia produtiva no Polo Itaparica e estava previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento do projeto Rota do Cordeiro. O plano traça uma perspectiva para desenvolver regiões, aproveitando as vocações produtivas e o potencial do setor em um conjunto integrado de iniciativas estruturantes entre instituições públicas e privadas. O MDR já disponibilizou cerca de R$ 69 milhões à ação, beneficiando mais de 40 mil produtores. São 16 polos em todo o País – dez deles no semiárido.

A cidade de Floresta possui, atualmente, o maior rebanho do estado de Pernambuco.  A estimativa é que a nova estrutura, que já deve começar a funcionar no próximo ano, beneficie mais de 20 mil ovinocaprinocultores nos oito municípios pernambucanos que integram o Polo Itaparica da Rota do Cordeiro: Floresta, Belém do São Francisco, Petrolândia, Itacuruba, Carnaubeira da Penha, Inajá, Tacaratu e Jatobá.

O abatedouro frigorífico do Polo Itaparica será o único no estado de Pernambuco com certificação estadual de abrangência federal, condizentes com os padrões do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

A Codevasf é a responsável pela execução das obras físicas, aquisição e instalação de equipamentos, além da capacitação dos produtores. A ação também conta com a parceria do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) para atividades de extensão rural; do Banco do Nordeste (BNB) com linhas de créditos, principalmente por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Prodetec); e do Sebrae na capacitação técnico gerencial.

Rota do Cordeiro

A ação faz parte das Rotas de Integração Nacional, que atuam com redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) para promover inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados. Tudo a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. O Programa segue as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e integra as estratégias do MDR para, com inclusão produtiva, desenvolver regiões.

“Disponibilizamos conhecimento técnico sobre o processo de padronização animal, desde a criação ao abate, além de discutir melhorias nas condições sanitárias para o desenvolvimento do rebanho. Os produtores buscam, então, superar entraves para aumentar a eficiência e ganhar novos mercados consumidores”, ressalta o coordenador de Sistemas Produtivos e Inovativos do MDR, Vitarque Coelho.

A Rota do Cordeiro teve início em 2012, por meio de um acordo de cooperação com o então Ministério da Integração Nacional e a Embrapa Caprino e Ovinos. Nos últimos anos, o projeto ampliou os parceiros e passou a contar com o apoio do Mapa e de entidades como a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a Frente Parlamentar de Apoio Ovinocaprinocultura – Frente Ovino, o BNB e o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

De acordo com o censo agropecuário de 2017, são 13,7 milhões de ovinos e 8,2 milhões de em todo o País. O Nordeste possui o maior rebanho de caprinos do Brasil, com mais de 90% do efetivo nacional. A região também lidera a produção de ovinos, concentrando mais de 60% da produção nacional. Pernambuco é o terceiro maior produtor.

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Iniciativa faz parte das Rotas de Integração, programa do MDR com foco no desenvolvimento regional a partir da geração de emprego e renda (Foto: André Lima / MDR / Divulgação)

Contratações de crédito rural somaram R$ 16,5 bilhões em julho

A safra 2019/2020 teve início com forte aumento das contratações de crédito rural em relação a julho de 2018. O total financiado em julho deste ano foi de R$ 16,5 bilhões, com aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

Do total financiado, R$ 11 bilhões foram para custeio e R$ 2,7 bilhões para investimentos. A contratação de pequenos e médios produtores somou R$ 4,48 bilhões para custeio (+40%) e R$ 906 milhões para investimentos (+34%).

Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário Safra 2019/2020, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como fonte de dados o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central.

“O desempenho do crédito rural neste início de safra é superior ao da safra passada e flui normalmente em todas as linhas de financiamento”, afirmou Wilson Vaz, diretor de Financiamento e Informação do Mapa.

Crescimento

As contratações para comercialização tiveram crescimento de 39% em relação ao ano passado, influenciado pela retração nos preços dos grãos. Já os desembolsos para investimentos tiveram alta de 35% e para industrialização, de 42%.

O aumento no valor dos financiamentos ao setor foi particularmente elevado no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com 34%, e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com 38%.

Fontes de recursos

Os financiamentos agropecuários, realizados com recursos dos Fundos Constitucionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, aumentaram 63%, se situando em R$ 1 bilhão, dos quais R$ 661 milhões para a região Nordeste.

Outro destaque é a contribuição dos recursos provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para o “funding” do crédito rural, cujas contratações com recursos dessa fonte aumentaram de R$ 827 milhões em julho de 2018 para R$ 2 bilhões em julho último (+146%).

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Conab estima produção nacional de grãos em 241,3 milhões de toneladas

Os números atualizados da safra 2018/2019 de grãos, divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmam a produção recorde para este ano. O país deverá colher 241,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6% ou 13,7 milhões de t se comparado à safra anterior. A área plantada está prevista em 63 milhões de hectares, com um aumento de 2% sobre o mesmo período.

A produção do milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, uma redução de 2,1% sobre a safra passada. A colheita encerrou-se na região Centro-Sul e segue ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto ao milho segunda safra, terá uma produção recorde de 73,1 milhões de t, 35,6% a mais em relação à safra de 2017/18. A colheita foi intensificada e agora estende-se a 84% da área plantada. A soja sofreu uma redução de 3,5% na produção e atingiu 115,1 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

O feijão primeira safra, cuja colheita já foi encerrada, teve uma redução de 22,5% na produção e deve chegar a 996,4 mil t. Isso foi causado principalmente pela diminuição de área e produtividade no Paraná, Minas Gerais e Bahia. O de segunda safra, onde a colheita está em fase final, teve um clima favorável que contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t, 7,2% acima da obtida no período anterior. O feijão terceira safra também teve aumento de 20,5% e deve ter uma produção de 739,6 mil t. O plantio foi finalizado em julho.

O país deverá colher também 4 milhões de algodão em caroço e 2,7 milhões de pluma, 34,2% a mais do que na safra anterior. Enquanto o trigo tem produção estimada em 5,4 milhões de t, o arroz deve ficar em 10,4 milhões de t, um recuo de 13,6%. O estudo aponta como causa as reduções de área do cereal ocorridas nos principais estados produtores.

Área – As culturas que tiveram aumento de área, em relação à safra passada, foram o milho segunda safra, com área total de 12,4 milhões de hectares, a soja com 35,9 milhões e algodão com 1,6 milhão de hectares. Em relação às culturas de inverno, para o trigo, estima-se uma área de 1,99 milhão de hectares, 2,6% menor que em 2018. As demais culturas (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam incrementos na área de plantio, passando de 546,5 mil hectares, na safra anterior, para 552,2 mil hectares na safra atual. De acordo com o levantamento, as geadas ocorridas no início de julho, sobretudo no Paraná, demandam maior monitoramento das lavouras.

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Industrialização do cacau baiano movimenta R$ 1,3 bi em investimentos

O cacau da Bahia vai além das 123 mil toneladas produzidas por ano e lidera nacionalmente, também, no setor industrial. O brilho dos frutos se reflete no chocolate e seus derivados com origem baiana. No estado, os cinco empreendimentos do setor, incentivados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), já injetaram cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos e geram juntos 1,2 mil empregos diretos. O forte da industrialização do cacau é a região Sul, mas também tem presença marcante na capital e já exportou até loja artesanal para Paris.

Reinventado, o segmento cacaueiro tem visibilidade nacional com o Chocolat Bahia Festival, cuja 11ª edição acontece em Ilhéus. Os números positivos se refletem também no processamento das amêndoas de cacau. A indústria moageira produz 270 mil toneladas por ano. Dados da SDE revelam a diversidade da cadeia produtiva baiana, que vai do cacau em pó aos chocolates gourmet, com nibs de cacau.

“A Bahia ocupa espaço importante no cultivo do fruto e no desenvolvimento econômico, especialmente no Sul e Extremo Sul. O cacau se reinventou depois da vassoura de bruxa e temos uma nova oportunidade de crescimento territorial, com grandes variedades e com potencialidade sustentável do cultivo. A industrialização vem como reforço e essa cadeia tem movimentado a economia baiana, gerado empregos e tornado o estado referência mundial, seja no cacau ou no chocolate”, reflete João Leão, vice-governador e titular da SDE.

Numa conexão Ilhéus-Salvador-Paris, com vocação sustentável, a AMMA Chocolate Orgânico investiu R$ 3 milhões para implantação de uma unidade de fabricação de chocolate artesanal. As fazendas de cacau ficam no Sul, nas proximidades de Ilhéus, Itabuna e Itacaré, na capital baiana funciona a planta fabril e as lojas temáticas. Para a capital da França, a marca baiana exporta o chocolate e mantém uma loja modelo. “O cacau que a Bahia e pequenos produtores produzem, com todo o apoio do Governo do Estado, tem sido fundamental para o desenvolvimento, pois estamos vivendo a reestruturação dessa cadeia, de uma forma sólida, com mais valor e mais respeito a todos os integrantes”, destaca Diego Badaró, fundador e diretor da AMMA.

Entre as fábricas que estão implantadas na Bahia, tem também a francesa Barry Callebaut, que possui duas filiais no estado. Maior processadora de cacau do país e também produtora de chocolate, a empresa injetou investimentos de R$ 64 milhões em Ilhéus e de R$ 23,8 milhões em Itabuna. Ao todo, o volume de aporte chegou a R$ 87,8 milhões na ampliação industrial. O grupo gera 526 empregos diretos na região.

Abertura do XI Festival Internacional do Chocolate e Cacau em Ilhéus_Manu Dias
Foto: Divulgação / Manu Dias / GovBa

Rota da Fruticultura chega à região do Cariri (CE)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) avança na implementação de mais um polo de fruticultura para incentivar o desenvolvimento regional no interior do Ceará, a partir da geração de emprego e renda. Na próxima semana, será realizada a 1ª Oficina de Planejamento Estratégico do Polo da Fruticultura – Cariri/Centro Sul, na cidade do Crato. Já são mais de 29 municípios envolvidos, com destaque para o cultivo de 20 frutas.

Durante o encontro, serão discutidas estratégias e ações para a estruturação da cadeia produtiva da produção de frutas na região. Também será elaborada a carteira de projetos e o comitê gestor do Polo será oficializado. Além de palestras e dinâmicas de planejamento, os participantes terão atividades de campo, onde conhecerão as técnicas da fruticultura, tais como irrigação, colheita, poda, entre outros temas.

A ação contribui, também, na melhoria da quantidade e qualidade nos produtos brasileiros, oferecendo mais condições aos agricultores atenderem as demandas dos mercados nacional e internacional. A Rota da Fruticultura já foi implementada no Polo de Palmeira dos Índios, em Alagoas, com mais de 100 municípios e 19 frutas elencadas como prioritárias.

São parceiros da iniciativa no estado do Ceará a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (DAS), a Prefeitura Municipal do Crato e o Instituto Flor do Piqui.

Rotas da Integração Nacional – Os Polos de Fruticultura fazem parte das Rotas da Integração Nacional, que são redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) para promover inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados, a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. Atuam de acordo com diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e são parte das estratégias do MDR para a inclusão produtiva e o crescimento econômico e social das regiões atendidas.

Serviço:

1ª Oficina de Planejamento Estratégico do Polo da Fruticultura – Cariri/Centro Sul

Data: de 22 a 24 de julho de 2019

Local: Instituto Federal do Ceará (IFCE) – Campus Crato – Crato – CE

Endereço: CE-292 – Km 15 – Bairro Gizella Pinheiro

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Caixa oferece R$ 7,5 bilhões em crédito na safra 2019/20

com informações do Valor Econômico e do Sistema Faeg / Senar

Depois de registrar uma queda de quase 20% nos desembolsos de crédito rural durante a última safra (2018/19), a Caixa Econômica Federal resolveu traçar uma nova estratégia para voltar a crescer nesse mercado e vai ofertar R$ 7,5 bilhões na safra 2019/20, o que seria um recorde para o banco público. Na última safra, encerrada no dia 30 de junho, o banco desembolsou R$ 4,6 bilhões em crédito rural, conforme dados do Banco Central.

No médio prazo, a Caixa pretende mais do que triplicar a carteira de crédito ao agronegócio, de R$ 7 bilhões para R$ 25 bilhões na safra 2022/23, disse ontem, em entrevista ao Valor, o presidente da instituição, Pedro Guimarães.

Para atingir esse crescimento nos próximos anos, o presidente da Caixa afirmou que o banco vai concentrar a atuação no financiamento a investimentos, como a construção de armazéns, e a compra de máquinas agrícolas. Os investimentos na infraestrutura de agroindústrias também estão no foco do banco, disse o executivo.

A nova estratégia da Caixa ocorre em um momento no qual produtores se queixam da falta de recursos disponíveis para financiar silos em propriedades rurais e a indústria de máquinas reclama da oferta insuficiente de recursos do Moderfrota, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos subsidiados.

Nesse sentido, a Caixa admite que sua estratégia para o crédito rural se complementa à atuação do BNDES no meio rural, calcada em financiamento com prazo maiores – para pagamento em 10 a 15 anos.

“Vamos focar em coisas específicas, buscando mais operações de investimento. Vamos crescer no crédito rural, mas nem de perto penso em competir com o Banco do Brasil”, ressaltou Guimarães. “A expansão que faremos será importante para o agronegócio, mas vamos atuar onde já estamos”, disse.

O presidente do banco fez questão de frisar que a instituição continuará aplicando taxas de juros do Plano Safra e operando com custeio agropecuário, a modalidade mais demandada de crédito rural no país, mas com menos ênfase.

A nova ordem na Caixa é mirar menos os produtores rurais pessoa física e mais empréstimos para empresas rurais e cooperativas de produção agropecuária. Esse público será sustentado principalmente por uma nova linha de crédito para investimento que o banco vem estruturando e deve lançar neste ano.

Segundo Guimarães, a primeira experiência da Caixa no agronegócio, no início do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foi “ruim”. Para ele, o banco errou ao expandir suas operações com foco no varejo, de maneira agressiva, mas sem a devida estrutura de equipe especializada para atender à crescente demanda por crédito agrícola no país. Essa escolha resultou no aumento indesejável do nível de inadimplência, a que ultrapassou a casa de 1% – média atual do indicador na área rural.

No setor agrícola, é comum ouvir queixas à atuação da Caixa. A avaliação é que o banco estatal teve um desempenho tímido no mercado de crédito rural, ao contrário do que parecia ser após uma grande campanha de marketing promovida pelo banco nos últimos anos – a campanha contava com os cantores sertanejos Paula Fernandes e Almir Sater.

Para mudar o quadro, além de ampliar a rede de agrônomos que atuam em suas agências bancárias já a partir da atual temporada, a ideia da Caixa é ampliar o montante de financiamentos a juros livres, sobretudo emitindo mais Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), título financeiro que é isento de Imposto de Renda e vem crescendo como fonte de recursos para as operações de crédito rural. A emissão de LCAs também vem sendo intensificada pelo Banco do Brasil, líder histórico em crédito rural e dono de uma carteira de cerca de R$ 190 bilhões.

Na safra 2018/19, que se encerrou em junho último, o volume de crédito rural com base em LCA desembolsado pela Caixa representou menos de 1% dos R$ 4,6 bilhões liberados. Para a temporada 2019/20, a expectativa é que esse percentual atinja 15% das contratações previstas pelo banco, estimou Júlio Volpi, vice-presidente de Produtos da Caixa. O executivo não soube dizer, no entanto, a que taxas de juros esses financiamentos com LCA serão ofertados.

“Quando olhamos para trás e enxergamos onde o banco acertou e errou, vemos que a Caixa pode se tornar um player maior”, reforçou o vice-presidente do banco estatal.

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Santa Catarina usa meteorologia para prever ocorrência de doenças nas lavouras

Os produtores rurais catarinenses contam com um serviço gratuito de informações agrometeorológicas que auxilia no controle de pragas e doenças nas lavouras. O Agroconnect correlaciona os dados coletados por 282 estações meteorológicas automáticas distribuídas em todo o estado e emite alertas quando as condições ambientais são favoráveis ao surgimento de doenças em alguns cultivos. O Sistema é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) e gera avisos para sete tipos de plantas.

O Agroconnect é uma experiência única no país, desenvolvido pela Epagri/Ciram com a contribuição de agricultores, técnicos e pesquisadores, que orientaram a equipe sobre suas reais necessidades. Além da rede de monitoramento instalada no estado de Santa Catarina, o sistema integra também estações instaladas nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Os avisos de condições favoráveis ao aparecimento de doenças são gerados diariamente a partir do processamento dessas informações e da correlação com modelos matemáticos que descrevem a evolução de cada enfermidade.

Com base nos avisos e informações disponibilizadas pelo Agroconnect, o agricultor pode tomar decisões mais certeiras, principalmente no controle químico das lavouras e na atuação preventiva. Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de pesquisa do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri/Ciram, Éverton Blainski, o produtor pode consultar o histórico dos dados para definir a melhor época de plantio, as condições favoráveis à ocorrência de doenças e ainda comparar o rendimento das culturas com as condições agrometeorológicas registrada em determinado ano.

“Nossos principais diferenciais são a gratuidade dos serviços, a ampla rede de monitoramento integrada ao sistema e a forma de construção colaborativa entre pesquisadores, extensionistas e produtores que garantem ao sistema uma identidade visual adequada para a realidade do agricultor catarinense”, ressalta.

A plataforma apresenta o monitoramento climático para 42 culturas e gera avisos para sete: alface, banana, cebola, maçã, soja, tomate e videira. Já está em fase de teste o sistema de alerta para ocorrência de Giberela nas plantações de trigo. “Além de ampliar o número de culturas, estamos trabalhando para desenvolver sistemas de avisos para outras doenças que atingem as culturas já contempladas”, destaca Éverton.

No sistema, os produtores têm acesso também à previsão tempo e monitoramento ambiental: temperatura e umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, precipitação, radiação solar, molhamento foliar e pressão atmosférica.

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Café do DF premiado na Itália teve produção iniciada ‘quase por acaso’

Premiado internacionalmente, Carlos Alberto Coutinho, 73 anos, produtor de café na região do Lago Oeste, em Brasília, tem oferecido um produto especial que vem chamando a atenção de distribuidores e também de apreciadores de café expresso gourmet. Paraibano de Patos, Coutinho começou a plantação de café após uma tentativa frustrada de criar gado de leite, da raça holandesa, que quase o levou à falência.

Ele conta que após vender o gado, em 2002, um de seus funcionários cogitou a possibilidade de ele passar a plantar café. Como não encontrava mudas em Brasília, falou sobre a dificuldade com um conhecido, que, para sua surpresa, enviou um caminhão de mudas para a propriedade dele. “Quando cheguei no fim de semana aqui na fazenda, vi aquele mundo de mudas. E foi assim que começou, porque eu tive que plantar”, conta. A expansão foi se dando gradualmente. Hoje, em uma área de 300 hectares, 60 hectares estão aproveitados com a plantação.

De acordo com dados do relatório mensal de junho de 2019 do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados pela Embrapa, em 2018 o consumo  mundial de café foi de 164,64 milhões de sacas. As exportações de café do Brasil entre julho de 2018 e junho de 2019 foram recordes: 41,1 milhões de sacas, com faturamento de US$ 5,3 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões). O volume representa um aumento de 35% em relação ao período 2017-2018.

Qualidade que premia

Coutinho começou a plantar café há 16 anos, em 2003. De lá para cá, estudou, visitou propriedades, assistiu a diversos seminários voltados para área, foi a feiras especializadas, ouviu histórias, recebeu apoio da Embrapa desde o início da plantação e auxílio da Emater-DF em projetos há oito anos. Começou a fornecer café para Illy, empresa italiana de torrefação, em 2010. Em 2013 e 2014 foi vencedor do prêmio de melhor café do Centro-Oeste do Prêmio Regional Illy de Qualidade Sustentável do Café Expresso.

No último ano, em 2018, foi o primeiro produtor de café do Centro-Oeste a ser finalista no prêmio nacional da empresa italiana, no 28º Prêmio Ernesto Illy.”Não fazia parte dos meus planos e nem imaginava que nós tivéssemos esse potencial. No início, o plantio não tinha maiores intenções comerciais e nem eu desconfiava que nós estivéssemos em uma situação tão privilegiada”, conta Coutinho, orgulhoso ao lado da esposa, Laíse, 72 anos. Segundo o casal, a ideia inicial era apenas ter um cultivo como forma de terapia ocupacional.

A Illy selecionou 40 cafeicultores finalistas do 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. Foram analisadas 1.174 amostras enviadas das principais regiões produtoras de café arábica de grãos da safra 2018/2019, o maior número de toda a história da premiação. Entre os três finalistas, dois produtores de Minas Gerais e um do Centro-Oeste foram os maiores vencedores do prêmio.

Pela primeira vez, um representante da região Centro-Oeste esteve entre os três primeiros lugares. Em outubro, Coutinho e os dois mineiros finalistas viajarão a Nova York para participar do 4º Prêmio Ernesto Illy Internacional. Na ocasião, será revelada a ordem de classificação entre eles (primeiro, segundo e terceiro colocados).

A premiação internacional reunirá 27 cafeicultores selecionados de nove países que fornecem grãos para a Illycaffè, celebrando os melhores cafés do mundo. Brasília estará representada por Coutinho. “Foi [devido a] um processo natural de aprimoramento que chegamos a essa situação e que eu espero que isso possa se irradiar pelo Distrito Federal, porque realmente, nós, aqui no DF,  temos um grande potencial para essa produção de cafés especiais”, ressalta Coutinho.

Comercialização

Hoje, a maior parte do café produzido na propriedade de Coutinho vai para a Itália e da Itália para o mundo, isso porque a Illy está presente em 140 países. “Eu vendo para a Illy porque eles me pagam um preço que compensa e fornecedor para Illy é uma coisa importante. Eu gosto muito do trabalho deles, da seriedade. É um sistema de trabalho que eu me identifico muito”, pondera.

No último ano, devido à boa safra de café, Coutinho acabou vendendo uma parte da sua produção para a multinacional Olam e para uma torrefadora de Formosa (GO). “Café não dá para segurar muito tempo porque ele vai perdendo a qualidade”, explica.

Produção

De acordo com o produtor, o café é uma planta perene de clima tropical, que se tiver calor e umidade flora o ano inteiro, o que acaba valorizando a região do DF para plantação. “Eles [consultores da Illy] dizem que o café daqui [do Brasil] tem um equilíbrio entre açúcar e acidez ideal”, conta Coutinho. A escolha do grão faz toda a diferença no aroma e sabor do café. Os grãos do expresso podem ser das espécies Arábica e Robusta.

Na propriedade, o plantio do café é feito de dezembro a fevereiro, que é o período de chuva. As sementes ou estacas para formação de mudas devem ser colhidas de plantas matrizes oriundas de cafezais produtivos. Nessa época, todos os anos, Coutinho faz novos plantios. A colheita, no cafezal já existente e com frutos, é entre os meses de maio e julho e deve ser iniciada quando a maior parte dos frutos estiverem maduros – em geral, quando se tem 70% na fase denominada de cereja (melhor momento de colheita).

“Aqui eu não consigo colher em 60 dias porque a máquina não dá conta, mas o ideal seria se eu conseguisse colher o café em 30 dias. Porque esse cereja, que é o café mais valioso, quando eu começo a colheita, tem 60% a 80% e chega no final com cerca de 30% por conta da demora.” O café verde causa prejuízo quanto ao tipo e qualidade da bebida e interfere no valor do produto.

Café goumert

Com o prêmio, várias pessoas passaram a procurar o café de Coutinho. No entanto, ele conta que não tem autorização para vender o produto torrado. De acordo com a legislação, como produtor rural, para vender café torrado e moído ele precisa ter uma empresa.

Para atender esse público, Laíse e os filhos estão cuidando de uma marca, a Café Minélis, que eles pretendem esteja sendo vendida, em breve aos estabelecimentos de café gourmet da cidade.

“Eu torro o café só para o meu consumo, mas as pessoas procuram. A ideia é fazer uma linha de cafés gourmet bons, em parceria com cafeterias da cidade. Meu filho mais velho começou a estudar torrefação e está em um processo de preparação dessa parte.”

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Foto: Divulgação / Emater – DF

Selo Arte: regulamentação vai permitir a venda interestadual de alimentos artesanais

A Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos, foi regulamentada nesta quinta-feira (18/07). A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que vão poder acessar mais mercados e aumentar sua renda. Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinar o decreto, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou e afirmou que “o produtor não vai mais ficar confinado à sua cidade, à sua comunidade. Acabou a clandestinidade. Ele vai poder andar pelo Brasil de cabeça erguida e ser conhecido. E teremos, como o Selo Arte, mais identidades geográficas e isso certamente será um incentivo para que surjam mais produtos genuínos de qualidade”.

A primeira etapa de aplicação do Selo Arte será para produtos lácteos, especialmente queijos. As próximas etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).

Além do decreto que regulamenta a Lei do Selo Arte, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, serão assinadas hoje pela ministra Teresa Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a normativa do logotipo do Selo e duas instruções normativas que tratam da aplicabilidade do decreto. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação do Selo Arte. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias.

“Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual de alimentos produzidos de forma artesanal. As mercadorias serão fiscalizadas pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias”, explicou a Tereza Cristina.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também exaltou a regulamentação do Selo Arte. “A partir do Selo Arte, o pequeno produtor artesanal vai poder levar seus produtos aos melhores mercados, e o limite dessa participação é onde ele for capaz de chegar com a qualidade do seu produto”, disse.

A Lei do Selo Arte (13.680/2018), publicada em junho do ano passado, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Com a mudança, fica permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. A lei é de autoria do Deputado Federal Evair de Melo (PP-ES) e a elaboração do modelo do Selo contou com a parceria do Sebrae.

Atualmente, a comercialização de produtos artesanais é limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Com a regulamentação, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados, desde que tenham o Selo Arte. A mudança irá beneficiar milhares de produtores artesanais, garantindo acesso ao mercado formal e a agregação de valor dos produtos agropecuários.

A estimativa é que 170 mil produtores de queijos artesanais no Brasil sejam beneficiários diretos da regulamentação neste primeiro momento.

Para a ministra, este é um anseio de toda cadeia de produtos artesanais brasileiros. “É uma iniciativa muito esperada e que está sendo comemorada em todos os recantos desse país. Não só pelos produtores, mas pelos consumidores também, que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um produto de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais”, disse a ministra Tereza Cristina.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destaca que o Selo Arte vai representar a emancipação do pequeno produtor e do produtor artesanal. “Com isso, agora ele terá todo o território nacional para poder vender o seu produto. E o consumidor terá uma ampla variedade de produtos para escolher a partir de agora, ou seja o produtor ganha e o consumidor ganha”, diz.

Consumidores

Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal, e respeita as características e métodos tradicionais. Os produtos serão fiscalizados pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias.

O diretor do departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Ministério da Agricultura, Orlando Melo de Castro, explica que o Selo Arte vai beneficiar os produtores, que terão acesso a mais mercados, e também os consumidores.

“Antes, não havia uma regulamentação que previa o comércio fora do estado. Tendo o selo arte, ele poderá comercializar em todo o território nacional. Isso é um ganho para o produtor e para o consumidor, que vai comprar um produto sabidamente fiscalizado, que tem controles na legislação, tanto na questão da produção do leite como no processo de fabricação. Isso é uma garantia e uma segurança para o consumidor, que vai encontrar esses produtos em diferentes praças do país”, diz Castro.

Ele lembra também que essa certificação já é uma prática comum em países na Europa, como Itália, França e Espanha, com alta valorização dos produtos. “O ganho é muito significativo para o produtor em termos de preço e também de legalização do seu produto no mercado. Passa a ser uma possibilidade para pequenas famílias de produtores terem alta renda oriundo da sua produção de leite, o que hoje é muito difícil”, explica.

O secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Fernando Mendes, também destaca que o Selo Arte abre novas oportunidades para os trabalhadores rurais e garante a qualidade dos produtos, que serão fiscalizados segundo as normas vigentes de vigilância.

“O Selo Arte representa enorme avanço ao permitir o acesso ao mercado de produtos alimentícios artesanais diferenciados e com atributos próprios de qualidade, gerando inúmeras oportunidades de emprego e renda no campo. Ao consumidor, o selo representa a segurança do produto, uma vez que atesta que o processo de fabricação foi submetido ao controle do serviço de inspeção oficial”, disse Mendes.

Características

Os produtos alimentícios identificados com o Selo Arte deverão ser feitos com matérias-primas de origem animal produzidas na propriedade ou com origem determinada e os procedimentos de fabricação devem ser predominantemente manuais. Além disso, deverão ser adotadas boas práticas de fabricação, para garantir a produção de alimento seguro ao consumidor, e boas práticas agropecuárias, contemplando sistemas de produção sustentáveis.

Por ser caracterizado pela fabricação individualizada e genuína, o produto artesanal poderá ter variabilidade sensorial entre os lotes. Na produção artesanal, a composição e o processamento seguem receitas e técnicas tradicionais de domínio dos manipuladores e o uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo indispensável por razão de segurança, não sendo permitida a adição de corantes e aromatizantes artificiais.

Além da comercialização interestadual de produtos, a regulamentação do Selo Arte vai diminuir a burocracia para o registro e comercialização de produtos artesanais e facilitar a identificação e o reconhecimento dos produtos através do selo.

Inspeção

O Ministério da Agricultura vai estabelecer os critérios para a comercialização interestadual desses produtos, garantindo o cumprimento das exigências sanitárias e dos requisitos de excelência de produção artesanal, que evidenciam o vínculo cultural e territorial.

Os estados e o Distrito Federal ficarão responsáveis pela concessão do Selo Arte e pela fiscalização desses produtos, cabendo ao Ministério da Agricultura coordenar a implementação da política e realizar a gestão do sistema de concessão e controle do Selo. Cada selo terá um número de rastreabilidade que permitirá ao consumidor identificar o nome do produtor, data e local de fabricação do produto.

“O Mapa vai orquestrar toda a engrenagem, realizando o fomento de boas práticas, incentivando a produção artesanal. Também vai aconselhar e dar capacitação por meio da Embrapa e de parceiros como o Sistema S e as escolas. O Mapa tem todo o interesse de favorecer a produção artesanal no Brasil”, diz Fernando Camargo.

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Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal e respeita as características e métodos tradicionais (Foto: Roça da Cidade / Divulgação)