Banco do Brasil libera R$ 15 bilhões para o Pré-Custeio 2020/2021

O Banco do Brasil disponibiliza R$ 15 bilhões para a compra antecipada de insumos, por meio do Pré-Custeio da Safra 2020/2021. Os recursos são destinados aos clientes produtores rurais, para financiamento das lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar.

As operações poderão ser contratadas com recursos controlados com taxas a partir de 6% a.a. e, alternativamente, com recursos não controlados (LCA – Letra de Crédito do Agronegócio) com taxas a partir de 6,1% a.a.

Com a liberação do pré-custeio, o Banco do Brasil avalia que o volume de recursos possibilita que os produtores rurais tenham melhores condições para financiar suas atividades, estimulando a economia do país.

Seguro

O Governo Federal disponibilizou para 2020 recursos no programa de subvenção ao prêmio do seguro rural. Trata-se de um momento favorável para a oferta do seguro, garantindo maior adesão do produtor.

O BB Seguro Agrícola e BB Seguro Agrícola Faturamento estão disponíveis para contratação juntamente com o pré-custeio da safra de verão 2020/2021.

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BNDES: programa disponibiliza R$ 1,5 bilhão para produtores rurais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o Programa BNDES Crédito Rural, para financiar investimentos nas atividades agropecuárias e agroindustriais. A iniciativa vai disponibilizar inicialmente R$ 1,5 bilhão, para projetos de investimento (BNDES Crédito Rural Investimento) e para aquisição isolada de máquinas e equipamentos (BNDES Crédito Rural Finame).

De acordo com o banco, a medida foi adotada em razão do crescente desenvolvimento do setor, refletido na alta demanda pelos programas agropecuários do governo federal operados pelo BNDES observada nos últimos anos agrícolas. Com o BNDES Crédito Rural, será possível oferecer crédito atrativo de forma contínua, gerando uma fonte de financiamento adicional além dos programas do governo.

O prazo dessas operações pode chegar a 15 anos para projetos de investimento e a 10 anos para aquisição de bens de capital, com a participação do BNDES em até 100% dos itens financiáveis. No caso de financiamento a máquinas e equipamentos, a taxa final será próxima a 9% ao ano (0,72% ao mês), enquanto que para projetos será em torno 10% ao ano (0,78% ao mês).

Os recursos serão oferecidos em parceria com mais de 30 instituições financeiras, entre agências de fomento, bancos de montadoras, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados e bancos públicos.

Como solicitar – Para ter acesso ao BNDES Crédito Rural, basta procurar um agente financeiro credenciado, que informará a documentação necessária e negociará as garantias. A instituição repassadora encaminhará o pedido ao BNDES, que realizará o processo em tempo real, permitindo assim um acesso ao crédito de forma ágil pelo produtor rural. A expectativa é que a partir de 10 de março os interessados possam protocolar seus pedidos de financiamento.

Desempenho – O BNDES é o maior financiador de investimentos da agropecuária brasileira. No atual ano agrícola (2019/2020), o orçamento disponibilizado pela instituição alcança R$ 23 bilhões, sendo R$ 16 bilhões referente a recursos disponíveis dos 10 PAGFs operados pelo BNDES e R$ 7 bilhões dos demais programas não equalizados pelo Tesouro Nacional. Até o momento, o banco de fomento já aprovou R$ 12,6 bilhões do atual ano agrícola, em mais de 90 mil operações. No caso do ano agrícola de 2018/2019, as aprovações superaram R$ 16 bilhões, em mais de 105 mil operações.

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Banco do Nordeste investe R$ 13,1 bilhões em microcrédito em 2019

O Banco do Nordeste impulsionou a economia dos nove estados da Região, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo com o investimento de R$ 13,1 bilhões em microcrédito em 2019, por meio de seus dois programas: o urbano (Crediamigo) e o rural (Agroamigo). O valor é 14% maior do que o registrado no ano anterior. 

O Crediamigo desembolsou R$ 10,6 bilhões para microempreendedores das cidades da área de atuação do BNB, 18% a mais do que em 2018, com operações cujo ticket médio giram em torno de R$ 2 mil. O Agroamigo aplicou R$ 2,5 bilhões, destinados a produtores beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Agroamigo atende clientes com renda bruta familiar anual de até R$ 23 mil. Contudo, o Banco dispõe ainda da linha Agroamigo Mais, voltada para clientes com renda anual de até R$ 360 mil. 

Juntos, os dois programas são responsáveis por mais de 5 milhões de operações no ano. O microcrédito urbano supera 4,5 milhões de empréstimos e o rural registra 495,6 mil contratos. O Banco do Nordeste atendeu 3,65 milhões de clientes de microcrédito em 2019: 2,38 milhões pelo Crediamigo e 1,27 pelo Agroamigo. A carteira ativa tanto do programa urbano quanto do rural em dezembro de 2019 era de R$ 4,7 bilhões cada. 

O presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, destaca que o microcrédito atua na base da pirâmide social e oferece oportunidades ao público não bancarizado. “O Crediamigo e o Agroamigo são ferramentas importantes que o BNB utiliza para cumprir sua missão de ser o banco de desenvolvimento da Região. Além do recurso financeiro, os agentes de microcrédito também oferecem orientação para melhor aplicação do crédito”, diz ele. 

Há mais de 20 anos, o Crediamigo oferece, a empreendedores dos setores informal ou formal da economia, de forma desburocratizada, capital para investimento em móveis, utensílios, máquinas e equipamentos, reformas de instalações e seguros de vida. 

O Agroamigo completará 15 anos em 2020, com um histórico de mais de R$ 17 bilhões investidos. O programa financia, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), atividades agrícolas, pecuárias ou outras atividades não agropecuárias no meio rural, como turismo, agroindústria, pesca, serviços e artesanato. Entre as inovações do programa está a linha Agroamigo Sol, que financia a implantação de sistemas de micro e minigeração de energia solar e outras fontes renováveis para abastecimento domiciliar, bombeamento de água, irrigação, dessalinização e eletrificação de cercas. Para 2020, o Agroamigo possui dotação de R$ 3 bilhões para investir na área de atuação do Banco do Nordeste.

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Programas Crediamigo e Agroamigo registram mais de 5 milhões de operações em 2019 (Foto: Divulgação)

               

 

 

Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Os preços do boi gordo na última sexta-feira (24/01) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170. A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira. 

O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo. 

Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa. 

No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

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Arroba do boi gordo já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo o Mapa, e o IPCA-15, do IBGE, também aponta tendência de queda do preço (Foto: Divulgação)

Brasil e Índia firmam cooperação técnica em produção animal

Os governos do Brasil e da Índia firmaram uma declaração conjunta para cooperação na área de produção animal. O documento foi celebrado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia (Departamento de Pecuária e Lácteos – DAHD), durante a visita de Estado do presidente Jair Bolsonaro ao país asiático. 

O acordo prevê cooperação em sanidade animal (comércio de animais, material genético e produtos de origem animal), que envolve pecuária e pesca; capacitação técnica (assistência técnica, cursos e estágios e transferência de tecnologia em reprodução animal) e pesquisa em genômica bovina e intercâmbio mútuo de germoplasma (material genético). 

Brasil e Índia também se comprometeram na instalação de um Centro de Excelência em Pecuária Leiteira em território indiano, além da promoção comercial e investimento entre os setores privados dos dois países, com destaque para atuação de empresas brasileiras de genética bovina na Índia. 

O Mapa foi representado pela ministra Tereza Cristina e pelos secretários Jorge Seif Júnior (Aquicultura e Pesca) e Orlando Ribeiro (Comércio e Relações Internacionais). 

Na declaração, Brasil e Índia referendaram memorando de entendimento entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Departamento de Pecuária e Lácteos da Índia, firmado em 2016, para capacitação de técnicos indianos em fertilização in vitro.

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Declaração conjunta foi celebrada entre Mapa e Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Ministério da Agricultura identifica contaminação da água utilizada pela Backer na produção de cervejas

Análises realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) constataram a contaminação da água utilizada pela Backer na fabricação de suas cervejas. A informação foi anunciada em entrevista coletiva concedida em Brasília, pelo Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo, e pelo coordenador-geral de Vinhos e Bebidas, Carlos Vitor Müller. 

“Diante da suspeita de que a contaminação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol é sistêmica, ou seja, está presente no processo de fabricação da Backer, o Ministério determinou o recolhimento de todos os produtos da cervejaria e a suspensão da fabricação, pois outras marcas podem estar contaminadas também”, afirmou Glauco Bertoldo. A presença das moléculas tóxicas no tanque da água utilizada na produção da cerveja é algo excepcional e é motivo de investigação pela força-tarefa formada para apurar o ocorrido. 

O coordenador-geral de Vinhos e Cerveja, Carlos Müller, informou que ainda todo o processo de fabricação está sendo periciado e que, por enquanto, há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema. 

Segundo a fiscalização do Mapa, foi identificado um uso elevado do produto utilizado no sistema de refrigeração. De acordo com o Mapa, 15 toneladas do insumo foram compradas pela cervejaria desde 2018, com picos em novembro e dezembro de 2019. Como a refrigeração é um sistema fechado, em princípio, não haveria justificativa para essa aquisição em grande escala. 

Conforme informaram os técnicos, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, não estando restrita ao tanque 10, onde supostamente teria sido produzida a marca Belorizontina. Uma nova rodada de amostras está sob análise dos laboratórios federais agropecuários e os resultados serão divulgados em breve. 

“É importante ressaltar que não existem limites aceitáveis para a presença das substâncias em alimentos”, destacou o coordenador Carlos Müller. “Temos [força-tarefa] que ir atrás de como ocorreu esta contaminação”, acrescentou. A Backer, que responderá a um processo administrativo, ficará fechada por tempo indeterminado e seus produtos só poderão voltar a ser comercializados após o Mapa comprovar a normalidade do sistema de produção da empresa.

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Há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema (Foto: Divulgação)

Contratação de seguro rural no Norte e Nordeste dobra em 2019

O Programa de Seguro Rural destinou, em 2019, um montante exclusivo para subvencionar a contratação de apólices nas regiões Norte e Nordeste. Foram disponibilizados R$ 20 milhões nos meses de outubro e novembro com a finalidade de fomentar a contratação do seguro rural nessas regiões.

Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pedro Loyola, essa medida mostrou-se exitosa e deve ser ampliada para o próximo ano.

O valor total segurado chegou a R$ 1 bilhão no ano de 2019 nos estados do Norte e Nordeste, o que representou um aumento de 116% em relação ao valor registrado no ano anterior. Em relação ao número de apólices contratadas, o crescimento foi de 128%.

Em 2018, foram destinados R$ 13 milhões para subvenção de seguro rural de produtores das duas regiões. Este ano o montante passou para R$ 24 milhões, ultrapassando a meta que era de R$ 20 milhões.

“Os estados das regiões Norte e Nordeste ainda possuem baixa penetração no mercado de seguro rural. Precisamos criar estímulos para que a oferta de seguros aumente e que o produtor crie a cultura de proteger sua lavoura. O resultado desse incentivo foi muito bom, observamos que estados como o Piauí, Pará, Sergipe, Paraíba e Bahia, por exemplo, mais que dobraram o número de apólices contratadas, se comparado ao ano anterior”, disse.

 Em 2020, estão previstos R$ 1 bilhão para a subvenção do seguro rural em todo o país.

O que é o seguro rural?

O produtor rural adquire uma apólice de seguro para a lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.

Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas, já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação de dívidas após a safra.

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Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é estimado em R$ 617 bilhões

Com a chegada do fim de 2019, a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é de R$ 617 bilhões (com base nos dados de novembro). Um crescimento de 2,1% em relação ao valor obtido em 2018, que foi de R$ 604,5 bilhões. Com a nova estimativa, o valor deste ano se iguala ao VBP de 2017, o maior já registrado e considerado excepcional para a agropecuária do país.

O resultado de 2019 foi puxado pela melhoria no desempenho da pecuária, que somou R$ 213,7 bilhões de produção, com acréscimo real de 7,8%. Enquanto que o valor da produção das lavouras teve ligeira queda em relação ao ano anterior, totalizando R$ 403,2 bilhões.

“O mercado internacional favorável, onde os preços das carnes principalmente de frango e de suínos, situaram-se em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram com que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019. Na pecuária, apenas o leite teve queda de valor, 2,1%. Aumento acentuado ocorreu na carne bovina, 5,1%, carne suína, 12,5%, de frango, 13,1%, e ovos, 24,1%. A proximidade das celebrações de final de ano no país, sem dúvida estão estimulando a demanda interna desses produtos”, explica nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Conforme as estimativas do VBP dos meses anteriores já apontavam, um grupo de produtos apresentou bom desempenho este ano, com destaque para o algodão (alta de 16,6%), amendoim (14,6%), banana (16,6%), batata-inglesa (93,4%), feijão (55,9%), mamona (36,9%) e milho (24,3%). Já cinco produtos apresentaram queda no faturamento: arroz (-4,9%), café (-26,9%), cana-de-açúcar (-9,6%), mandioca (-14,1%) e soja (-10,4%).

Regiões

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste permanece na liderança com um valor de produção de R$ 182,7 bilhões, seguido pelo Sul (R$ 153 bilhões), Sudeste (R$ 147,9 bilhões), Nordeste (R$ 57,7 bilhões) e Norte (R$ 37,8 bilhões).

Perspectiva para 2020

As primeiras estimativas para 2020 indicam um VBP de R$ 635,2 bilhões, 2,1% superior ao de 2019. “Essa estimativa em grande parte é formada pela provável recuperação da soja”, diz a nota.

VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal.

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New Holland apresenta manifesto em defesa do agronegócio

No Brasil, a polarização também atingiu o campo. E neste ambiente de debates acalorados, infelizmente, a desinformação ganha cada vez mais espaço.

Diante desse cenário, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, acredita que é fundamental posicionar-se. Com um passado, um presente e um futuro promissor ao lado do produtor brasileiro, a marca que está ‘Sempre Com Você’ lança a campanha “Agro, quem conhece de verdade, admira”.

Com o objetivo de levar informações do campo para todos os cantos do Brasil, a nova campanha quer construir, através do conhecimento, uma ponte entre o campo e a cidade. “Nós temos a certeza de que o conhecimento é o melhor caminho para o diálogo. Ao mostrar para o público quem são as pessoas que movem o campo, as suas lutas, desafios, dedicação e conquistas, não tenho dúvidas que todo o setor será admirado”, afirma Gustavo Taniguchi, diretor de marketing comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A primeira ação do “Agro, quem conhece de verdade, admira” é um vídeo manifesto. “A nossa mensagem é de que estamos de braços abertos para todos. Queremos que as pessoas nos deixem contar quem é o agronegócio de verdade. Mesmo sem saber, muitas pessoas já admiram o agronegócio. Com informação, vamos construir um diálogo muito mais consistente”, diz.

Histórias inspiradoras

A New Holland vai utilizar as redes sociais e outros canais de comunicação como instrumentos de diálogo permanente com a sociedade. A marca vai convidar as pessoas a enviarem vídeos e mensagens mostrando as diferentes histórias de sucesso do campo. E será responsável por divulgar essas histórias.

Através dos relatos, a marca quer mostrar quem são as pessoas que fazem esse setor e o quanto elas são apaixonadas pelo que fazem. “Vamos levar histórias que vão muito além daqueles que todo mundo conhece. Sim, o agronegócio é realmente um dos motores da economia. Mas quem são as pessoas que fazem isso acontecer? Como, de verdade, trabalham no dia a dia? É o que vamos mostrar. Serão diferentes relatos inspiradores. Quanto mais as pessoas souberem o que é o agronegócio brasileiro, quem é o agricultor e agricultora, maior será o respeito e admiração”, complementa Taniguchi.

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Foto: Divulgação / New Holland

Fundo Constitucional vai garantir R$ 9,9 bilhões a empreendedores do Norte em 2020

Investidores e produtores do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia e Acre terão R$ 9,9 bilhões à disposição em 2020, em recursos disponibilizados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A programação do Fundo foi apresentada durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém (PA). O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, presidiu o encontro. 

Pela projeção do FNO, o Pará terá acesso a R$ 2,92 bilhões em 2020. Tocantins será o destino de R$ 2,12 bilhões e Rondônia ficará com R$ 2,04 bilhões. Por sua vez, empreendedores do Amazonas terão R$ 1,64 bilhão. Acre, Amapá e Roraima contarão com R$ 491,64 milhões cada. 

“A região Norte é muito importante para o País, pois é um território com uma gama de oportunidades. O FNO é um instrumento para alavancar todo esse potencial de desenvolvimento. É um recurso que atinge diretamente o empreendedor e que dá condições muito favoráveis para que ele possa investir no seu negócio e trazer riqueza e crescimento para a região”, destacou o ministro Gustavo Canuto. 

Os recursos do FNO são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco da Amazônia, aquecendo a economia, gerando emprego e renda na região. Possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração. 

O fomento a empreendimentos de infraestrutura na região Norte também é uma das prioridades do Fundo. Para 2020, um montante de R$ 2,97 bilhões estará disponível a uma linha de crédito específica para o setor, o Programa de Financiamento em Apoio à Infraestrutura (FNO-Infra). 

Ainda na reunião desta sexta-feira, ficou definido para o próximo ano a implementação do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (FNO-MPO), que terá R$ 69,35 milhões. Além disso, R$ 20 milhões serão reservados a projetos de inovação, dentro da linha de financiamento para Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Plano de ações estratégicas

O Conselho Deliberativo da Sudam também aprovou as diretrizes e prioridades do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA). Entre os principais pontos estão a utilização dos recursos do FDA em sintonia com os princípios e objetivos estabelecidos pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e no Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA). Enviado para apreciação do Congresso Nacional, no último mês de novembro, o Plano baseia-se em seis princípios: desenvolvimento produtivo; ciência, tecnologia e inovação; educação e qualificação profissional; infraestrutura econômica e urbana; desenvolvimento social e acesso a serviços públicos essenciais; e fortalecimento das capacidades governativas.

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