Arábia Saudita aprova importação de mel do Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu um comunicado de que as autoridades sauditas aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de produtos apícolas (mel, propólis, cera).

A aprovação é fruto de gestões feitas pelo Mapa junto à Saudi Food and Drug Authority (SFDA), com apoio do adido agrícola no país, Marcelo Pinto. Missão técnica realizada ao país no último mês de outubro foi liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, quando houve avanços nas negociações com a SFDA.

“É mais um mercado aberto para o Brasil, que auxilia na diversificação da pauta de produtos e na ampliação da participação do país no agronegócio internacional”, afirmou o ministro Blairo Maggi.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva, a próxima etapa é o envio, pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da lista de estabelecimentos brasileiros que desejam exportar produtos apícolas à Arábia Saudita, de acordo com as exigências do certificado acordado.

As importações mundiais de produtos apícolas totalizaram US$ 1,92 bilhão, no ano passado, já desconsiderando o comércio intrabloco da União Europeia (US$ 576,58 milhões).

Com exportações de US$ 128,10 milhões no mesmo ano, o Brasil alcançou participação de 6,7% nesse segmento do mercado global.

Já a Arábia Saudita importou US$ 66,44 milhões desses produtos em 2017. Com a abertura desse mercado, a estimativa é exportar US$ 4,43 milhões.

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Foto: Sebrae / Divulgação
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Boletim da Conab revela que preço do tomate volta a subir em todo o país

O aumento no preço do tomate foi o grande destaque na análise das hortaliças nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Desta vez, a elevação foi unânime e teve percentuais significativos, com maior alta de 145%, em Vitória (ES), seguida de 127% em Goiânia (GO) e 105% em Belo Horizonte (MG). Os dados são do 11º Boletim Prohort pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os preços de frutas e hortaliças das Ceasas no último mês.

De acordo com o estudo, o preço também quase chegou a dobrar nos mercados do Rio de Janeiro (99%) e São Paulo (91%). Em outros dois mercados analisados, Fortaleza e Recife, os aumentos não foram tão expressivos, de 45% e 15%, respectivamente. O levantamento dos dados estatísticos foi realizado nas Centrais localizadas em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Recife e Ceará.

Outra hortaliça com preços em ascensão é a cebola, com alta em quase todos os mercados analisados. As exceções ficaram por conta da Ceasa Goiânia (queda de 8,20%) e Fortaleza (queda de 0,68%). A batata seguiu a mesma linha, com percentuais de aumento entre 3% em Belo Horizonte até 36% no Rio de Janeiro/RJ. Mesmo a alface, que no mês de setembro estava em baixa, mostrou-se mais cara, com exceção dos mercados do Rio de Janeiro/RJ (queda de 4,71%) e em Fortaleza/CE (baixa de 6,10%).

A única que salvou as economias domésticas foi a cenoura, que teve queda de preço em seis dos sete mercados considerados na análise. A redução foi de 10% na Ceasa/GO – Goiânia, de 8%, na Ceagesp – São Paulo e de 6% na Ceasa/ES – Vitória.

Em relação às frutas, a banana mostrou alta generalizada, enquanto a maçã teve pequenas elevações de preços nos entrepostos do Sudeste e variações pontuais em outras centrais. A vez agora é da melancia, que teve queda preços em todas as Ceasas, e do mamão, que ficou mais em conta devido à maior oferta do produto.

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país.

Colheita da super-safra de tomate na fazenda Gostosura em Quixeramobim-Ce 04
Foto: Crisanto Teixeira / Divulgação

Comitê aprova o Plano Trienal do Seguro Rural

O Plano Trienal do Seguro Rural (PTSR), para o período de 2019 a 2021, foi aprovado pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). Os detalhes constam da Resolução nº 64, publicada no Diário Oficial da União.

No documento constam atualizações de percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural, estimativas orçamentárias para a concessão do benefício e as diretrizes técnicas gerais de execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o próximo triênio.

O ajuste nas regras vai contribuir para otimizar a aplicação dos recursos disponíveis, segundo Wilson Vaz de Araújo, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“De acordo com as nossas análises, o nível médio de apoio vai ficar ao redor de 35% sobre o valor do prêmio. Com isso, esperamos atender por volta de 100 mil apólices já no próximo ano”, explicou.

Novas regras

Uma das alterações previstas no atual programa é a elevação do percentual mínimo de cobertura da produtividade esperada, de 60% para 65%, a todos os produtos com cobertura caracterizada como “multirrisco”. Essa medida atende demanda do setor, que busca maior proteção para sua lavoura, na eventualidade de ocorrência de sinistros.

Outra mudança diz respeito ao incentivo, por meio de um percentual de subvenção mais elevado, para o seguro de receita/faturamento. Esse produto oferece características bastante adequadas para a proteção das atividades produtivas agrícolas ao oferecer cobertura tanto contra perdas por eventos climáticos adversos quanto por riscos de mercado, ou seja, decorrentes de quedas na produtividade, no preço ou em ambos.

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Contratação de crédito rural até outubro soma R$ 64 bilhões

A contratação do crédito rural por médios e grandes produtores rurais atingiu R$ 64 bilhões, de julho a outubro deste ano, 26% a mais do que na safra anterior em igual período. Para o secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a liberação de recursos continua forte, tanto de custeio quanto de investimento. “Nossa expectativa, é que, daqui para frente, a demanda por custeio se reduza, e aumente a procura por recursos para investimento”, afirma.

Os dados da contratação constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da safra 2018/2019, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (8).

Houve aumento de aplicação em todas as finalidades do crédito. No custeio, o aumento foi de 20%, correspondendo a um total aplicado de R$ 37,4 bilhões.

A industrialização cresceu 49%, totalizando R$ 3 bilhões, e a comercialização teve alta de 30% superior à safra passada, somando R$ 11,3 bilhões.

Os investimentos somam aplicações, no período, de R$ 12,5 bilhões, 38% superior ao mesmo período da safra anterior.

Quanto aos programas específicos de investimento, o Sistema do Banco Central (SICOR) contabilizou mais de R$ 4 bilhões aplicados, nesses primeiros quatro meses da safra, pelo Moderfrota ((Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), correspondendo a aumento de 62% em relação à safra passada.

Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais), ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura), Inovagro e PCA também são destaques, contabilizando aumentos de 287%, 141%, 113% e 103%, respectivamente.

De acordo com o estudo, o número de contratos aumentou em 7%, contabilizando 258 mil operações. A atividade agrícola representou 74% do valor aplicado, ou R$ 47,4 bilhões. Já a pecuária contou com R$ 16,7 bilhões contratados.

Quanto às fontes de recursos, a poupança rural controlada se destaca com participação de 36%, no total das contratações do crédito rural, o que representam R$ 22,8 bilhões. Quanto aos recursos com taxas de juros livres, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA’s) registraram montante aplicado de R$ 7,8 bilhões, sendo que destes, R$ 5,7 bilhões a taxas de até 8,5% ao ano.

De acordo com o secretário, a demanda por recursos deve ser suficiente para a futura safra. “Estamos atentos e monitorando a necessidade de fazer ajustes, deslocando recursos para os programas de investimento que apresentarem maior procura por parte dos produtores rurais”.

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Nos primeiros quatro meses de financiamento da produção, valor supera em 26% o que foi registrado em igual período do ano anterior

Agricultores familiares são orientados sobre o PAA

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizaram um encontro com produtores do município de Formosa/GO, na região do Entorno do Distrito Federal, e localidades próximas com o objetivo de difundir as modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e demais programas de apoio que são operados pela Companhia.

O evento aconteceu na sede da Associação de Produtores Rurais de Campo Novo (Aprocan). Os agricultores dessa associação foram contemplados com recurso do PAA no valor de R$ 32 mil, que serão executados ao longo dos próximos meses. Por meio desse programa, a Conab adquire a produção de pequenos agricultores e direciona os alimentos para doação a instituições socioassistenciais cadastradas. Neste projeto específico, mandioca, abóbora, maracujá, tomate e melancia estão entre os produtos que serão entregues, totalizando 13.355 kg de alimentos.

 

Ao longo do ano de 2018, no município de Formosa, já foram distribuídos, por meio do PAA, 34.167 kg de um total de 117.352 kg de produtos entregues no DF e região do entorno. Essa quantia corresponde a um valor financeiro até o momento de R$ 221 mil em produtos adquiridos pela Conab.

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Conab contrata frete para remover 9,6 mil t de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza leilão de frete, no dia 14 de novembro, a partir das 9h, para a remoção de 9,6 mil toneladas de milho em grãos. A ação visa abastecer as unidades armazenadoras que atendem o Programa de Vendas em Balcão (ProVB) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e disponibilizar o produto a pequenos criadores de animais cadastrados que o utilizam para ração.

Desse total do grão que será removido de armazéns localizados em Mato Grosso, Goiás e Piauí, 6,7 mil toneladas serão ofertadas em leilão e 2,9 mil toneladas (30%), destinam-se a cooperativas ou associações de transportadores autônomos de cargas, de acordo com a legislação que estabelece a reserva percentual de frete sem licitação para este segmento.

As unidades armazenadoras que vão receber a mercadoria nesta operação estão em Rio Branco, no Acre; Cacoal, em Rondônia; Ananindeua, no Pará; Floriano, no Piauí; Mossoró, no Rio Grande do Norte; Sobral, no Ceará; Itabaiana, em Sergipe; Entre Rios, Irecê, Itaberaba e Ribeira do Pombal, na Bahia; Araguaína, em Tocantins; e no Distrito Federal.

Com essas remoções, a Conab deve reiniciar o processo de abastecimento de suas unidades armazenadoras em todo o país, que antes aguardavam autorização do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) para a venda de milho pelo ProVB. A resolução saiu no dia 31 de outubro, autorizando a liberação de até 100 mil toneladas de milho em grãos e estabelecendo o preço regulamentar para a venda, ou seja, baseado nos valores do mercado atacadista local.

Para participar dos leilões, é necessário estar cadastrado junto a uma Bolsa de mercadorias e apresentar a documentação exigida no edital. Já no caso dos autônomos, deverão apresentar suas propostas somente por meio de suas cooperativas de transportadores, entidades sindicais ou associações, conforme previsto na Lei nº 13.713/18.

Os quantitativos específicos, as documentações exigidas e a regulamentação das duas operações podem ser conferidas nos respectivos editais.

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Conab estima uma produção entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas

Os produtores devem colher uma safra entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas na safra 2018/19. Já a área de cultivo pode variar entre 61,9 e 63,1 milhões de hectares. É o que aponta o 2º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o documento, neste cenário, a produção tende a ser de 2,5% a 4,5% superior a registrada no período passado.

Soja e milho continuam sendo os destaques entre os produtos. As condições climáticas estão favoráveis, até o momento, especialmente para a soja. Para se ter uma ideia, mais de 80% da oleaginosa já foi plantada em Mato Grosso. Comparado ao mesmo período na safra passada, este índice estava em 40,5%. Diante desse cenário positivo, a área deve ficar entre 35,4 e 36,1 mil hectares, o que pode gerar uma produção variando entre 116,7 e 119,3 milhões de toneladas.

O milho deve registrar uma colheita entre 90 e 91 milhões de toneladas, ocupando uma área que pode ser de 16,7 chegando até a 16,8 mil hectares. A primeira safra do grão também encontra um clima adequado. A área plantada em Minas Gerais, na época do levantamento, chegava a cerca de 45% da área total prevista e no Rio Grande do Sul a 70,4%.

O algodão segue com o mercado favorável, impulsionando a elevação de área em relação à safra passada, podendo chegar a 1,4 milhão de hectares. O resultado imediato é o aumento da produção, com uma colheita que poderá ser 16,7% superior, chegando a 2,3 milhões de toneladas.

O feijão apresentou uma diminuição no movimento de queda da área e produção, se comparado com o último levantamento divulgado. Essa leve recuperação deve-se à maior intenção de plantio do feijão-caupi na primeira safra, principalmente no estado da Bahia.

Já as culturas de inverno ainda estão em colheita. Destaque para o trigo, que tende a apresentar um melhor desempenho na safra deste ano, mesmo com as adversidades climáticas registradas nas principais regiões produtoras.

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