Safra 2016 de café deve passar de 49 milhões de sacas

A produção brasileira de café arábica e conilon em 2016 deve ser de 49,67 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado, com um aumento de 14,9% em relação às 43,24 milhões de sacas alcançadas em 2015. Os dados do 2º Levantamento da Safra 2016 de café foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em pleno período de bienalidade positiva, a cultura do café arábica, principalmente, está tendo melhores rendimentos. Isso se deve ao aumento da área em produção e às condições climáticas favoráveis, com reflexo na produtividade que deve crescer 13,7% em relação à safra passada, alcançando 25,58 sacas por hectare.cafe-na-saca

O arábica, que abrange 81% do total produzido no país, deve ter um incremento de 25,6% no volume de produção, com uma colheita de 40,27 milhões de sacas. Os maiores ganhos serão observados na região do Triângulo, sul e centro-oeste mineiro, além de regiões do estado de São Paulo. Minas é o maior produtor de arábica do país, com 28,2 milhões de sacas.

O conilon, que representa 19% do total nacional, tem uma produção estimada em 9,4 milhões de sacas, com uma queda de 16% frente à safra 2015 (11 milhões de sacas). O motivo é a falta de chuvas aliada às altas temperaturas, principalmente no Espírito Santo que é o maior produtor nacional e deve colher 5,95 milhões de sacas.

Área – De acordo com o 2º Levantamento, a área total plantada de café no país é de 2,21 milhões de hectares, sendo que 267 mil estão em formação e 1,94 milhão em processo produtivo. A de café arábica soma 1,75 milhão de hectares, o equivalente a 79,2% da área total de plantio, com uma previsão de crescimento de 13,8 mil ha em relação à safra 2015. Minas Gerais tem a maior área, com 1,18 milhão de hectares equivalentes a 67% do total do país.

Para o conilon, no entanto, há uma redução de área de 5,4%, chegando a 456 mil hectares. Desse total, 417,4 mil estão em produção e 38,6 mil sendo formados. O estado do Espírito Santo é o que detém a maior área da espécie, com 286,4 mil hectares, seguido de Rondônia (94,6 mil) e Bahia com (41,5 mil).

A Conab realiza o levantamento de café quatro vezes ao ano. O terceiro boletim da safra atual será divulgado em setembro e o fechamento ocorre em dezembro.

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Temporada do pinhão demanda cuidados do consumidor

A queda da temperatura é um indicativo de que a temporada do pinhão começou. No entanto, a qualidade da semente da araucária, ou pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia), depende do período em que é feita a colheita. Se feita antes da hora, pode gerar prejuízos tanto para o consumidor, que leva para casa um produto de qualidade inferior, como para o meio ambiente, já que interfere na manutenção da árvore característica da Floresta com Araucárias e de todo seu ecossistema.

Uma das alternativas para contornar o problema está nas mãos dos consumidores. De acordo com o biólogo e engenheiro agrônomo Jaime Martinez, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), o consumidor assume um papel essencial para a conservação da araucária, uma vez que pode definir o mercado. “Aceitando somente o pinhão maduro, a exploração fora de época tende a ser reduzida”, garante. A recomendação é ficar de olho na coloração da semente imatura, que é mais clara, além de sua aparência ser bem mais leitosa quando colhida antes do tempo.

Prazo de validade

No Paraná e em Santa Catarina, a partir do primeiro dia de abril já é possível vender pinhões legalmente. O Rio Grande do Sul segue a portaria normativa nacional DC-20, que abre oficialmente a temporada a partir do de 15 de abril. A intenção dessas regulamentações é que não sejam colhidos e comercializados pinhões que ainda não estejam maduros.

Segundo Martinez, a portaria nacional tem boas intenções, mas não contempla as diferenças entre as variedades de araucárias e nem impede a prática de retirada de pinhas imaturas. Ele explica que diferentes variedades de araucárias possuem períodos de maturação diferentes, sendo possível encontrar pinhas debulhadas de fevereiro até dezembro. Por conta dessas especificidades, é preciso ter atenção na coleta e no consumo, mesmo durante a época liberada legalmente.

“Muitos coletores se adiantam e removem a pinha ainda na árvore. O ideal é colher no solo os pinhões que realmente estão maduros”, comenta o biólogo. Além de afetar a germinação de novas plantas, a semente que não amadurece na araucária perde em sabor para a que foi colhida no tempo certo. Os animais que se alimentam do pinhão também são afetados, pois têm menos alimento disponível, gerando um efeito em cadeia.

Sobre a coleta do pinhão no tempo certo, Martinez afirma que a prática é um fator positivo no que diz respeito à conservação da Floresta com Araucárias. “Enquanto os produtores locais tiverem retorno econômico com o pinhão, eles vão assegurar a existência da araucária. Porém, para que a atividade seja sustentável, a coleta deve gerar em torno de 50% dos pinhões. Dessa forma, há sobra suficiente para as aves e outros animais que se alimentam da semente, e também para a germinação de novas plantas”, diz o biólogo.

Conservar o pouco que restou

Anos de degradação da Floresta com Araucárias e corte de seus pinheiros levaram esse ecossistema a uma situação crítica. Estima-se que resta apenas de 1 a 2% da cobertura florestal original no país. Da região do Sul do Brasil, local que tinha grande parte de sua extensão coberta por essa floresta, Santa Catarina foi o estado que mais conseguiu conservar o ecossistema, mesmo com o desmatamento no estado de quase 75% da área original. “Esses 24% que restaram formam a maior área preservada de Floresta com Araucárias no mundo”, ressalta Martinez.

Segundo ele, além do cuidado dos consumidores com a compra do pinhão maduro, outras estratégias complementares são fundamentais para promover a conservação dos remanescentes de Floresta com Araucárias. Entre elas estão a coibição do desmatamento ilegal e a agregação de valor à produção não madeireira, mantendo a floresta em pé.

Uma forma de agregar valor à floresta é a promoção de iniciativas que coloquem a araucária em evidência, como a Festa do Pinhão, que acontece em Lages (SC, em Muitos Capões (RS) e outros municípios do sul do Brasil, e atrai milhares de pessoas nesses eventos de cunho em um evento cultural e gastronômico. O turismo ecológico também é um destaque para esse objetivo: o Festival do Papagaio-charão e do Papagaio-de-peito-roxo, que acontece durante os dias 21 e 24 de abril, reunirá em Urupema (SC) atrai pesquisadores e observadores de aves de todo o Brasil. “A partir do fim dos anos 80, o papagaio-charão começou a migrar para o planalto serrano de Santa Catarina para encontrar alimento”, comenta Martinez. Ele ainda ressalta que essa mudança de comportamento aconteceu pela grande escassez da araucária no Rio Grande do Sul, habitat que era natural dessa espécie de papagaio.

Outro exemplo é a iniciativa Araucária+, desenvolvida desde 2013 pela Fundação Grupo Boticário e Fundação CERTI. A ação incentiva produtores a adotar um padrão sustentável para coleta do pinhão e produção de erva-mate, além de conectá-los a um mercado diferenciado formado por empresas que demandam insumos de origem sustentável, com informação e rastreabilidade, e que estejam associados à conservação. “O objetivo é aliar inovação à produção do pinhão e da erva-mate e, dessa forma, valorizar a conservação de ambientes naturais”, comenta Martinez.

Sobre a  Rede de Especialistas de Conservação da Natureza

A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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Foto: Haroldo Palo Jr.

 

Extração do açaí: experiência de economia comunitária na Ilha do Marajó (PA) ajuda na sobrevivência dos ribeirinhos

por Letícia Verdi, do Ministério do Meio Ambiente

Em alta no mercado nacional e internacional, o comércio do açaí movimenta bilhões por ano. Dos produtos da sociobiodiversidade amazônica, é aquele que tem o maior volume de produção, durante uma safra de apenas quatro meses por ano, por localidade. Na Ilha de Marajó, no Pará, um grupo comunitário encontrou uma forma criativa de garantir a sobrevivência dos extrativistas na entressafra: o Fundo Florestal Comunitário.

2009001159Trata-se de uma estratégia de agregação de valor, geração de renda e fomento à produção local do açaí. A extração de frutos, fibras, resinas, óleos e demais produtos florestais não-madeireiros da floresta amazônica é uma atividade sustentável, que mantém a floresta de pé. O Censo Agropecuário do IBGE de 2009 aponta que a produção do açaí corresponde a 86% dos produtos florestais não-madeireiros do Marajó, seguido pelo palmito e castanha-do-pará.

Segundo a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Peabiru, os estados do Amapá, Amazonas e Pará são responsáveis por 90% da produção mundial de açaí e envolvem mais de 500 mil pessoas em comunidades ribeirinhas da Amazônia. A missão do Instituto é facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade, para que as populações extrativistas e os agricultores familiares da Amazônia sejam protagonistas de sua realidade.

Fortalecimento

O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, apoiou o fortalecimento do arranjo produtivo do açaí e da andiroba na região do Marajó, por meio do projeto PNUD BRA08/012. “O fomento aos arranjos produtivos locais (APLs) da sociobiodiversidade torna-se uma das ações mais estratégicas para o fortalecimento do extrativismo”, afirma o gerente de Agroextrativismo do MMA, Gabriel Domingues.

Segundo ele, cada APL agrega diferentes territórios – Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Projetos de Assentamento – públicos e políticas públicas que convergem para o incremento da produção florestal, tendo em vista a conservação dos biomas e a melhoria da qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Márcio Barreiros, extrativista do Canaticu, na Ilha do Marajó, conta que o movimento do Fundo começou em 2006, com a Central de Associações do Rio Canaticu e foi criado em 2012, na comunidade do Rio Boa Esperança. “A estratégia do Fundo é centralizar toda a produção de uma comunidade num só local, o Porto do Açaí, evitando que o atravessador tenha que se deslocar dentro da comunidade”, explica.

Desta forma, complementa o gerente de projetos do Instituto Peabiru, Manoel Potiguar, as famílias de extrativistas recebem mais por “rasa” (um cesto de 14 quilos). “Cada família deixa um real por rasa no Porto do Açaí. Ao final da safra, o valor é recuperado com juros”, conta Manoel.

Ele destaca que o município de Curralinho, com 30 mil habitantes, está localizado em uma região que não tem banco. “A economia é feita dessa maneira informal, numa relação de extrema confiança”. Em breve, Curralinho terá um banco comunitário cuja moeda será o Iaçá – nome escolhido pela comunidade. Um iaçá será equivalente a um real e a moeda circulará localmente.

Segurança

Outro projeto do Instituto Peabriu trata da periculosidade do trabalho de coleta do açaí. Para subir nas árvores finas e altas de açaí e colher o fruto, o trabalhador utiliza a “peçonha”, um acessório utilizado entre os pés – daí o nome “peconheiro”. O trabalho está sendo desenvolvido em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª região (TRT8), que representa Pará e Amapá.

Os “peconheiros” não usam nenhum equipamento de segurança. “São 200 mil trabalhadores que não conseguem receber benefícios sociais e estão sujeitos a altos índices de acidentes”, alerta Manoel Potiguar. Com o aumento da demanda por açaí, os “peconheiros” trabalham mais horas e tem metas a cumprir.

Experiências

A experiência do Fundo Comunitário Florestal foi compartilhada em Brasília na Oficina Nacional sobre Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Produtos da Sociobiodiversidade, ocorrida nos dias 2 e 3 de maio, no Ministério do Meio Ambiente. Os representantes do APL do açaí da Ilha do Marajó trocaram experiências com produtores de frutos do Cerrado e da Caatinga, de piaçava, óleos vegetais de copaíba e andiroba, castanha do Brasil, babaçu e pequi.

O que é um APL

Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

Opinião

“O líder de frente tem uma pequena empresa nas mãos. Precisa ter tudo sob controle, tomar decisões em ambiente muitas vezes hostil, fazer o que for necessário para cumprir suas metas.”

Luiz de Mendonça, CEO da Odebrecht Agroindustrial.

Brasil deve colher 202,4 milhões de toneladas de grãos

A falta de chuvas resultou na redução da produtividade das safras de soja e milho, aponta o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2015/16, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. Com isso, a estimativa para a produção brasileira passa a ser de 202,4 milhões de toneladas, um decréscimo de 2,5% ou 5,3 milhões de t em relação à safra 2014/15, que foi de 207,7 milhões de t.

A queda deve-se principalmente ao milho segunda safra, fortemente afetado pela seca do mês de abril. A expectativa é de uma produção de 52,9 milhões de t, 3,1% a menos que os 54,6 milhões de t da safra 2014/2015.

Já a soja, responsável por 47,9% da produção nacional de grãos, mesmo afetada pelo clima registrará produção superior a da safra passada em razão do crescimento de 3,1% na área cultivada. A estimativa é de um aumento de 677,1 mil t em relação aos 96,2 milhões de t da safra 2014/2015, totalizando 96,9 milhões de toneladas.

Para o arroz, milho primeira safra e algodão a estimativa é de queda na produção total, impulsionada pela redução na área plantada. A recuperação das produtividades de feijão reflete em aumento da produção, apesar da queda na área plantada do paíscolheita-soja.

Este é o primeiro levantamento das culturas de inverno, cujo destaque é o trigo, com 5,8 milhões de toneladas, 5,3% superior á safra anterior.

Área cultivada – A área total de grãos deve chegar a 58,1 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,3% frente à safra 2014/15.

A exemplo do que ocorreu nas duas últimas safras, a expectativa para o milho primeira safra é de redução de 10,6% na área, reflexo no crescimento no plantio da soja. Já para o milho segunda safra, a expectativa é de ganho de área de 6,4%. O feijão apresenta redução de 7,3% na primeira safra, aumento de 1,8% na segunda e aumento de 6,6% na terceira safra.

Brasil bate recorde de produção de etanol: 30 bilhões de litros em 2015

A produção de etanol cresceu 6% em 2015, comparada ao ano anterior, atingindo o novo recorde de 30 bilhões de litros.

Os principais fatores para esse aumento foram a boa safra de cana de açúcar (colheita recorde de 660 milhões de toneladas no ano) e as medidas governamentais que aumentaram a atratividade do etanol, tais como a elevação do percentual de anidro na gasolina C; o retorno da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico); e a elevação do PIS/COFINS para a gasolina A. Também contribuiu a redução da produção de açúcar, motivada pelos baixos preços desse produto no mercado internacional.

Outros destaques de 2015 foram o crescimento expressivo de 34% da demanda do etanol hidratado, alcançando 19 bilhões de litros, e a queda de 7% no consumo de gasolina C. Houve também a queda de licenciamentos de veículos leves novos pelo terceiro ano consecutivo.

A contribuição da bioeletricidade proveniente das usinas do setor sucroenergético foi relevante, superando em 18,5% a quantidade injetada no Sistema Interligado Nacional em 2014.

Em 2015 foram produzidos 3,9 bilhões de litros de biodiesel, volume 15% superior ao observado em 2014. Destaca-se que o percentual mandatório, que permanecia em 7% desde novembro de 2014, foi ampliado através da Lei 13.263, para 8%, 9% e 10%, em até 12, 24 e 36 meses após sua promulgação, respectivamente.

A Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis no Brasil em 2015 também apresenta um texto sobre as políticas públicas de incentivo ao mercado de biocombustíveis no Brasil.

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Colheita mecanizada de cana em Serrana – SP (Foto: Delfim Martins / Pulsar Imagens)

AgroBrasília 2016: oportunidade de negócios para os produtores rurais

A AgroBrasília é uma feira de negócios agropecuários voltada aos empreendedores rurais de diversos portes, que apresenta inovações tecnológicas para os diferentes segmentos do agronegócio. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), acontece em uma região reconhecida pelo papel desempenhado na ocupação agropecuária do Cerrado, especialmente pelo pioneirismo e pela geração e uso de técnicas de sucesso.

A localização estratégica, bem no centro de uma região onde são cultivados mais de 500.000 hectares (Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Bahia) e com condições de solo e de clima representativas do Centro-Oeste brasileiro, permite à Feira difundir inovações e realizar negócios com agricultores interessados em tecnologia. Uma região belíssima, de terras altas e planas e de clima ameno, onde a agricultura brasileira mostra toda a sua exuberância.

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O Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, onde a AgroBrasília está instalada, fica localizado junto à BR 251, km 05, em uma propriedade da Coopa-DF. Possui área de 500 mil m² onde estão instalados campos demonstrativos das principais empresas (públicas e privadas) do agronegócio brasileiro, além de uma área de dinâmica para máquinas e implementos agrícolas, e um espaço destinado à apresentação de soluções para a agricultura familiar.

A AgroBrasília é uma feira promissora, que atrai visitantes internacionais e diferencia-se das demais pelo processo inovador de gestão e inclusão global de tecnologias do agronegócio. O evento oportuniza conhecer, in loco, as mais variadas tecnologias de produção e as vantagens ambientais.

Prorrogado o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural

Foi publicada no Diário Oficial da União uma Medida Provisória que prorroga o prazo de inscrição de imóveis no Cadastro Ambiental Rural, o CAR. De acordo com o texto, fica estendido até 5 de maio de 2017 o prazo para que todos os imóveis rurais do pacadastro-ambiental-ruralís estejam regularmente inscritos no CAR.

O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. O objetivo é integrar as informações sobre a situação das Áreas de Preservação Permanente, áreas de Reserva Legal, florestas e remanescentes de vegetação nativa, Áreas de Uso Restrito e áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.

Balança comercial de lácteos apresenta maior déficit desde fevereiro de 2000

com informações do MilkPoint e do MDIC

A balança comercial de lácteos teve um déficit de 18.603 toneladas em abril, déficit 31% maior que o apresentado no mês anterior. Em valores, o déficit da balança de lácteos foi de US$ 49,4 milhões.

O resultado é reflexo da estagnação do volume exportado aliada a uma forte alta nas importações.

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Foto: Divulgação / Centroleite

Produtores terão crédito recorde de R$ 202,88 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017

O Plano Agricultura e Pecuário 2016/2017 destinará R$ 202,88 bilhões de crédito aos produtores rurais brasileiros, valor recorde que representa aumento de 8% em relação à safra anterior (R$ 187,7 bilhões). Um dos destaques é o crescimento de 20% dos recursos para custeio e comercialização a juros controlados. A modalidade contará com R$ 115,8 bilhões.

Os juros foram ajustados sem comprometer a capacidade de pagamento do produtor, com taxas que variam de 8,5% a 12,75% ao ano.

Os agricultores de médio porte tiveram prioridade. Os recursos de custeio para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) cresceram 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%.

A oferta de crédito agrícola tem crescido a cada safra, demonstrando o potencial e a confiança dos produtores no setor. Somente nos últimos cinco anos, os recursos do Plano Agrícola aumentaram 89%, somando R$ 905,1 bilhões no acumulado do período. Saltou de R$ 107,2 bilhões na safra 2011/2012 para R$ 202,88 bilhões na atual.

Inovações

O plano traz diversas inovações aos anteriores. Na pecuária de corte, a aquisição de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa para a modalidade de custeio. A mudança vai proporcionar aoimagesRAJMBPD0 produtor mais recursos e agilidade na contratação do crédito.

O Programa de Modernização à Irrigação (Moderinfra) prevê incentivos à aquisição de painéis solares e caldeiras para geração de energia autônoma em cultivos irrigados.

Para o café, o novo plano aumentou o limite para financiamento de estruturas de secagem e beneficiamento no Moderfrota. Por sua vez, no Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o governo pretende incentivar o plantio na Amazônia de açaí, dendê e cacau.

Outra novidade é que o Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados. Nos planos anteriores, não havia essa opção. Os juros eram livres e, consequentemente, menos atrativos ao setor produtivo. Além disso, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por empresas que desejam atrair investidores, poderão ser corrigidos em moeda estrangeira desde que lastreados na mesma condição.

O Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 entra em vigor no dia primeiro de julho deste ano e se estende até 30 de junho de 2017.