Valor da Produção Agropecuária é de R$ 563,5 bilhões

Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 563,5 bilhões, 2,2% menor que o de 2017 (R$ 575,9 bilhões). As lavouras tiveram redução de 0,6% e a pecuária de 5,3%, em relação ao ano passado.

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 43,2%, cacau (28,6%), café (8,5%), soja (9,8%), tomate (17,2%) e trigo (62,3%). Esses seis produtos representam 37,6% do VBP. Algodão e soja apresentam destaques recordes de valor na série analisada, desde 1990. Ambos são beneficiados por preços mais elevados do que em 2017, e recordes de produção.

De acordo com José Garcia Gasques, coordenador de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, isso faz com que estados líderes nesses produtos, como Mato Grosso e Bahia, apresentem resultados excepcionais de faturamento neste ano.

Há um grupo de produtos que apresenta resultados desfavoráveis no comparativo com o ano passado. Entre estes encontram-se arroz, com queda real do valor de 20,8%, cana-de-açúcar (-7,3%), feijão (-29,1%), laranja (-19,6%), mandioca (-15,8%), e milho (-9,4%). Todos esses tiveram redução acentuada de preços e quantidades produzidas.

Como a safra de verão representa quase a totalidade da produção de grãos e já se encontra finalizada segundo a Conab, poucas alterações deverão existir ainda durante este ano, explica o coordenador geral do Mapa.

Na pecuária, todos os itens estão com valores inferiores aos de 2017. Os preços reais encontram-se em níveis menores que no ano passado, principalmente em suínos (-19,2%), frango (-6,3%), leite (-5,2%) e ovos (-11,5%). Preços internacionais mais baixos e redução do consumo interno, são apontados por Gasques como principais fatores que estão afetando o comportamento desse segmento.

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Algodão, cacau, café, soja, tomate e trigo representam 37,6% do valor

 

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Conab realiza leilão de troca de arroz para doação internacional à Gaza

O Brasil doará cerca de 8 mil toneladas de arroz beneficiado para Gaza. A operação será feita por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que vai realizar um leilão no próximo dia 22/08 para trocar o arroz em casca pelo produto beneficiado, ensacado e pronto para seguir viagem.

Nessa modalidade, a Companhia concede uma quantidade maior de arroz in natura na troca pelo produto beneficiado, com percentual de troca informado em até dois dias úteis antes do leilão. Com esta iniciativa, a operação torna-se mais ágil, uma vez que o arroz chega pronto para ser doado. Os fornecedores encaminham diretamente no local definido no edital, que neste caso será no porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com prazo no período entre o dia 6 de outubro de 2018 a 13 de fevereiro de 2019.

A ação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e toda a ajuda humanitária destinada à região será de responsabilidade do Programa Mundial de Alimentos.

Esta ação da Conab é autorizada pelas Leis nº 12.429, de 20 de agosto de 2011, nº 12.688, de 18 de julho de 2012, e nº 13.001, de 20 de junho de 2014. Ela permite que o Governo Federal doe estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional, desde que o abastecimento interno não seja afetado.

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Produtores contratam quase R$ 12 bi no primeiro mês do plano agrícola

No primeiro mês do calendário agrícola safra 2018/2019, agricultores tomaram junto aos bancos R$ 11,65 bilhões, 48% a mais do em julho de 2017 (R$ 7,9 bilhões). Os empréstimos que registraram maior aumento na contratação foram os destinados ao custeio, quando os produtores se preparam para o plantio da safra agrícola. Essas operações atingiram R$ 8,37 bilhões ante R$ 5,23 bilhões da temporada anterior, em alta de 60%.

Os financiamentos para investimento também cresceram, saltando de R$ 1,42 bilhão em julho de 2017 para R$ 1,46 bilhão neste ano, com acréscimo de 3%. Os programas de investimento apresentaram expressivo aumento, mais do que dobrando o volume de recursos contratados, sendo que o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) aumentou de R$ 1 milhão para R$ 27 milhões.

As contratações de industrialização (agroindústrias, como de processamento) saíram de R$ 4 milhões para R$ 57 milhões. Os empréstimos de comercialização registraram 6% de aumento. Essa rubrica cresceu de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,25 bilhão.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos oriundos da poupança rural aumentaram em todas as finalidades, sendo de 58% no custeio, 37% na comercialização e 30% nos investimentos. E os recursos obrigatórios reduziram 29% para o custeio e aumentaram 23% para comercialização.

Os recursos das LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), direcionados para o crédito rural, tiveram redução de 47%, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 805 milhões.

O desempenho positivo das contratações de crédito rural na atual temporada resultou em desembolso relativo de 6% referente ao total dos recursos disponibilizados pelo Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 (R$ 191,1 bilhões).

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário de liberação de recursos da atual safra, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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Plano Agrícola: financiamento para construção e ampliação de armazéns subiu de R$ 1 milhão para R$ 27 milhões

Conab divulga lista de produtos com descontos da PGPAF para agosto

Neste mês, 16 produtos receberão bônus de descontos para o financiamento junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os destaques são para o feijão caupi, 68,05% (MT), 53,07% (MA) e 48,47% (TO), maracujá, 55,47% (SE), babaçú (amêndoa), 50,66% (TO) e cará/inhame 47,01% (ES).

Essa subvenção serve como base para os pagamentos de agosto. O percentual é definido de acordo com o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Governo Federal concede esse benefício quando o valor de mercado dos produtos contemplados no PGPAF fica abaixo do preço de garantia.

O Pronaf é um financiamento disponibilizado para implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, beneficiamento, industrialização e de serviços no estabelecimento rural ou em áreas comunitárias rurais próximas, visando à geração de renda e à melhora do uso da mão de obra familiar.

Os descontos valem do dia 10 de agosto até 9 de setembro deste ano.

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O mundo precisa da agricultura brasileira

por José Zeferino Pedrozo*

A agricultura brasileira se expande, adota cada vez mais tecnologia e busca a sustentabilidade. Essa é uma das leituras possíveis do Censo Agropecuário recém-concluído pelo IBGE. Hodiernamente, 41% do território brasileiro são utilizados para a produção de alimentos, entre lavouras, pastagens, matas naturais e matas plantadas que somam 350 milhões de hectares. Figurando como modelo de harmonia entre produção e respeito ambiental, Santa Catarina tem 183.000 estabelecimentos rurais ativos que ocupam 6,4 milhões de hectares. A importância do setor primário barriga-verde é inquestionável e representa 29% do PIB estadual.

A agricultura está mais moderna, tecnificada e empresarial em face de maiores investimentos. A frota de tratores empregada nos campos, por exemplo, cresceu quase 50% desde 2006. A área irrigada aumentou 52% em relação ao último censo e a irrigação é utilizada por 10% dos 5,1 milhões de estabelecimentos rurais do País. O campo registra maior aporte de tecnologia, com mais de 1,4 milhão com acesso à internet.

O levantamento revela, ao lado das potencialidades, algumas deficiências, como o envelhecimento da população rural, fenômeno que vem sendo tratado em Santa Catarina com programas de qualificação e requalificação da família rural. Por outro lado, cooperativas e sindicatos mantêm programas de valorização dos jovens e estímulo para retorno ou permanência no campo.

Em todo o mundo a agricultura merece prioridade total em razão da segurança alimentar que cada Nação persegue: não há paz social e desenvolvimento econômico sem fartura com preços acessíveis. Nesse aspecto, o Brasil é um paradigma internacional. Em 2017, por exemplo, os alimentos contribuíram fortemente para os baixos índices inflacionários. Entretanto, os alimentos pesarão um pouco mais no bolso dos consumidores brasileiros em 2018 em razão da valorização da soja e do milho, principais insumos da nutrição animal. Essa situação tende a pressionar para cima os preços das carnes, principalmente no segundo semestre. Outros produtos básicos (arroz, feijão, hortifrutigranjeiros) também tendem a subir moderadamente. A quebra da safra da Argentina e a guerra comercial entre os EUA e a China, entre outros fatores, valorizaram esses grãos. Entretanto, a lenta recuperação da economia brasileira dificultará a alta de preços no varejo.

A contribuição da agricultura fortalece o Brasil na sétima posição – de acordo com o Fundo Monetário Internacional – no ranking mundial sobre as quinze maiores economias do mundo no quesito PIB/Paridade Poder de Compra (PPC), em bilhões de dólares. O FMI projeta que até o ano de 2050 o País se transformará na sexta potência mundial. Um dos mais robustos pilares será o agronegócio, eterno responsável por superávit na economia e pelo aumento no PIB (volume do agronegócio projetado) que em 2018 deve chegar em 3,17%.

Aumentar a produção interna bem como a exportação de commodities agrícolas é um desafio complexo, porque é necessário que seja realizado de forma sustentável, com a estrita observância da legislação ambiental. Mas esse caminho é imperioso, pois a nova projeção de demanda de alimentos, fibras e bioenergia até o ano 2050 (elaborada pela FAO e pela ONU) não pode jamais dispensar o concurso da produção brasileira no mercado mundial.

O mundo precisa da agricultura brasileira para a segurança alimentar do Planeta. O produtor e o empresário rural precisam de um ambiente amigável, por isso, o Estado brasileiro, no cumprimento de suas funções de incentivo e planejamento, deve oferecer segurança jurídica e outras formas de apoio para as atividades econômicas que se situam no multifacetado universo do agronegócio. A agricultura e o agronegócio merecem uma política de Estado permanente e não apenas políticas transitórias de governo.

*Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC).

Funcafé: R$ 3 bilhões para 21 agentes financeiros

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento repassou R$ 3 bilhões aos agentes financeiros que operam o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), conforme publicação no Diário Oficial da União.

Os recursos foram transferidos para os bancos ABC Brasil, Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo, BBM, BMG, Bradesco, China Construction Bank, Citibank, Bancoob, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Fibra, Itaú Unibanco, Original, RaboBank, Ribeirão Preto, Votorantim, Sicoob Credialp, Sicoob Credicarmo, Sicoob Agrocredi, Sicoob Credivar, Sicoob Coopacredi e Sicoob Credinter.

Os agentes financeiros atuarão na aplicação dos recursos do Funcafé na safra 2018/2019, em financiamentos para as seguintes finalidades de crédito: custeio, estocagem, aquisição de café, capital de giro para indústrias de café solúvel e de torrefação de café, cooperativas de produção e recuperação de cafezais danificados.

As liberações para 21 instituições financeiras contratadas pelo Funcafé, de um total de 37 bancos, somam R$ 1,86 bilhão para a linha de financiamento de estocagem, R$ 1,1 bilhão para custeio, R$ 1 bilhão para aquisição de café (FAC), R$ 200 milhões para capital de giro a indústrias de café solúvel, R$ 300 milhões para torrefação e R$ 425,2 milhões para as cooperativas de produção, além de R$ 10 milhões para recuperação de cafezais danificados. Nos próximos dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinará contrato com os outros 16 bancos.

Neste ano, o Funcafé dispõe de R$ 4,9 bilhões para financiar o setor do agronegócio do café. As taxas de juros foram definidas no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, no início de junho deste ano. As taxas de financiamentos de custeio e estocagem foram fixadas em até 7% ao ano e até 9,5% a.a. para FAC e linhas de capital de giro, para as cooperativas e indústrias do setor.

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Ministério lança estratégia para espécies exóticas invasoras

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, nesta quarta-feira (1º/08), em Florianópolis (SC), a Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras. A agenda faz parte da programação do IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que ocorre até esta quinta-feira (02/08), promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Na programação, trabalhos técnicos, simpósios, conferências, rodas de conversa e estandes. E ainda eventos nas áreas de gastronomia, música, teatro e audiovisual.

Com o tema Futuros Possíveis: Economia e Natureza, o congresso reúne cerca de 1,2 mil pessoas com o objetivo de reforçar e ampliar a discussão sobre como a conservação é a base para uma economia sustentável a longo prazo. Participam especialistas globalmente reconhecidos, representantes dos órgãos ambientais estaduais responsáveis pela gestão das unidades de conservação, analistas e dirigentes do MMA e vinculadas.

O lançamento da Estratégia Nacional conta com a presença do secretário de Biodiversidade do ministério, José Pedro de Oliveira Costa, e será realizada no Espaço SNUC, organizado pelo MMA, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Cooperação Técnica Alemã (GIZ, na sigla em inglês), para homenagear os 18 do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. A agenda do secretário também inclui palestra sobre a ampliação de áreas protegidas e conectividade de paisagens e reunião sobre a Reserva da Biosfera.

Coordenado pelo MMA, o SNUC é o conjunto de unidades de conservação (UC) federais, estaduais e municipais, composto por 12 categorias de UC, cujos objetivos específicos se diferenciam quanto à forma de proteção e usos permitidos.

Espécies exóticas invasoras

Espécies exóticas invasoras estão entre as principais causas diretas de perda de biodiversidade e extinção de espécies, juntamente com mudança do clima e perda de habitat, sobreexploração e poluição. Elas têm sido transportadas, de forma intencional e não intencional, entre regiões, países e ecossistemas, de acordo com o crescimento e intensificação do comércio, de viagens e do turismo.

Essas espécies estão presentes em praticamente todos os ecossistemas da Terra, sejam marinhos, de água doce e terrestres, ameaçando a sobrevivência de espécies e o equilíbrio de sistemas naturais.

Estratégia nacional

O objetivo da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras é orientar a implementação de medidas para evitar a introdução e a dispersão e reduzir significativamente o impacto de espécies exóticas invasoras sobre a biodiversidade brasileira e serviços ecossistêmicos, controlar ou erradicar espécies exóticas invasoras.

A estratégia prevê a gestão e o manejo de espécies exóticas invasoras no Brasil para um período de 12 anos, até 2030 e inclui ações prioritárias definidas para cada componente no Plano de Implementação que a integra.

Componentes

Os componentes têm foco nas espécies exóticas invasoras que ameaçam ou impactam a diversidade biológica, incluindo espécies de risco de introdução ao país a partir das fronteiras nacionais, pelo oceano ou pela chegada em vetores e vias de dispersão importantes como o comércio, o transporte e o turismo.

Entre os instrumentos para a implementação da Estratégia Nacional estão previstos Planos de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras; Sistemas de Detecção Precoce e Resposta Rápida; Análise de Risco e Base de Dados.

Coordenação e implementação

A Estratégia Nacional será coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, com a cooperação de órgãos ambientais federais, em especial o IBAMA e o ICMBio, e estaduais. A execução e implementação envolverá instituições de ensino e/ou pesquisa, órgãos governamentais e organizações da sociedade civil.

Serviço

IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC)

Onde: Centrosul – Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro, Florianópolis (SC)

Quando: Até 02 de agosto

Informações: https://eventos.fundacaogrupoboticario.org.br/IXCBUC

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Secretário de Biodiversidade do ministério, José Pedro de Oliveira Costa (Foto: GKG Fotografias)

Empresas com potencial poluidor devem efetuar o Cadastro Técnico Ambiental do Ibama

com informações da Comunicativas – Assessoria de Imprensa

Empresas de diversos segmentos e portes são obrigadas, por lei, a realizarem o Cadastro Técnico Federal Ambiental (CTFA) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Apesar da legislação estar em vigor há 18 anos, o Cadastro passa por atualizações constantes do órgão federal ambiental para fiscalizar empresas que executam atividades potencialmente poluidoras, ou seja, aquelas que causam impactos e utilizam recursos naturais, como atividades envolvendo mineração, geração de energia, transporte, comércio de produtos químicos, petróleo, entre outros.

Em 2017, mais de três mil empresas foram autuadas por falta do CTFA do Ibama, gerando multas em torno de R$ 15 milhões. Sendo assim, empresas que executam alguma atividade com potencial poluidor devem ficar atentas em relação aos compromissos legais e tributários relacionados ao tema meio ambiente, já que, segundo o Ibama, existem no Brasil muitos empreendimentos que ainda estão em desacordo com este compromisso.

O engenheiro agrônomo Armando César Sugawara conhece bem esta realidade e alerta que é extremamente prudente os empresários verificarem se a sua empresa executa alguma atividade potencialmente poluidora. “Durante as minhas consultorias, identifiquei diversos cadastros realizados de forma indevida. Posso citar como exemplo empresas comerciais que estavam classificadas como ‘sem fins lucrativos’, sem o próprio conhecimento do empresário. Esta falha no cadastro poderia render uma multa ambiental de R$ 100 mil, como também problemas em outros órgãos”, explica.

Para explicar a importância das empresas que executam alguma atividade com potencial poluidor realizarem o Cadastro Técnico Federal Ambiental, Sugawara ministra o curso sobre este tema na plataforma on-line Agro Carreira. “O CTFA é uma auto declaração e, por isso, o envio de informações de forma errada ou displicente pode acarretar em penalidades de até R$ 100 mil. Dessa forma, o curso é uma maneira prática de absorver todos os requisitos legais que rodeiam o tema”, garante o instrutor.

Sugawara explica ainda que as informações declaradas no Cadastro do Ibama são cruzadas com outros bancos de dados oficiais do governo. “Assim, as empresas que tentam burlar o sistema acabam sendo autuadas de forma muito assertiva. Para se ter uma ideia, no começo do ano, cerca de 2.255 empreendimentos madeireiros da Amazônia foram autuados por declarações falsas em sistemas oficiais de controle. As multas totalizaram cerca de R$ 7 milhões”, diz. As fraudes identificadas podem ser comunicadas ao Ministério Público Federal, à Receita Federal e às secretarias estaduais de Fazenda e de Meio Ambiente.

Mais informações sobre o CTFA

O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP) é preconizado pela Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981 – Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e consiste em um sistema eletrônico de registro obrigatório de pessoas físicas e jurídicas que executam atividades presentes no Anexo I da Instrução Normativa IBAMA nº 06, de 15 de março de 2013.

Devem se inscrever no CTF/APP as pessoas (físicas e jurídicas) passíveis de controle ambiental por serem potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais, assim como por apresentarem atividade de extração, produção, transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos ao meio ambiente ou de produtos e subprodutos da fauna e flora.

O cadastramento no CTF/APP é condicionante para licenças federais de diversas atividades empresariais, com significativo destaque àquelas que operam com substâncias perigosas, mesmo que presentes em artigos como pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

Além desta tributação, a atividade que não apresentar relatórios ou informações ambientais ao CTF/APP nos prazos exigidos por lei, ou apresentar informação, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso, enganoso ou omisso, é passível de multa.

Em alguns Estados, para renovar a licença ambiental de operação, é exigido o certificado de regularidade junto ao IBAMA.

Sobre o Agro Carreira

O Agro Carreira é uma plataforma on-line que visa o constante aprimoramento do profissional que atua no agronegócio. Com um time formado por especialistas da área, o Agro Carreira oferece cursos e treinamentos que abordam temas relevantes e atuais envolvendo o setor produtivo.

Além do curso “Cadastro Técnico Federal Ambiental”, o Agro Carreira oferece a capacitação em temas como “Organização, Sistemas e Métodos em Propriedades Rurais”, “Gestão do Tempo para Melhoria da Produtividade no Campo”, “Introdução ao Jornalismo Agropecuário”, “Marketing Digital no Agronegócio” e “Empreendedorismo Aplicável ao Agronegócio”.

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Foto: Divulgação

Agricultura familiar: 16 chamadas públicas estão abertas para a aquisição de alimentos

Exército, Aeronáutica e Marinha, além de universidades federais e prefeituras, estão com chamadas públicas abertas para a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar. Ao todo, 16 órgãos – distribuídos por Pará, Rondônia, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul – vão investir mais de R$ 20 milhões. Os processos de compra integram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Serão adquiridos itens como frutas, verduras, queijos, doces, biscoitos, carnes e sucos, entre outros. Tudo produzido por pequenos agricultores e cooperativas da agricultura familiar. A Coordenadora Geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social, Hetel Santos explica como os interessados podem participar. “É importante que a agricultores familiares desses Estados busquem no portal de compras da agricultura familiar os editais para entender os prazos e quais são os alimentos que esses órgãos estão procurando e especificações técnicas para fazer boas propostas de venda e acessar esse novo mercado.”

Os prazos para envio das propostas encerram em diferentes datas. Para acompanhar os editais é só acessar o Portal de Compras da Agricultura Familiar. A legislação determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para abastecer órgãos federais venham da agricultura familiar. Cada agricultor familiar pode vender até o limite de 20 mil reais, por ano, para cada órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o limite é de seis milhões de reais por ano, por órgão comprador.

Região Sul – Rio Grande do Sul e Paraná vão investir, juntos, mais de R$ 15 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar. Unidades do Exército e da Aeronáutica comprarão itens como frutas, legumes e carnes, entre outros. Neste link é possível acessar todas as chamadas abertas, por região, no país.

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Editais com foco na agricultura familiar somam mais de R$ 20 milhões (Foto: Divulgação)

África do Sul abre mercado para a manga brasileira

Autoridades sul-africanas concluíram os requisitos e aprovaram o modelo de Certificado Fitossanitário para a importação de mangas do Brasil. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é mais uma opção de mercado para os produtores brasileiros no exterior.

As negociações técnicas, por meio do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), para a abertura do mercado sul-africano transcorriam desde 2015. A SRI trabalha para alcançar a meta de elevar a participação brasileira no agronegócio mundial a 10% até 2022. Atualmente, o mercado mundial do agro situa-se em cerca de US$ 1,2 trilhão.

Em 2017, o Brasil exportou US$ 630 milhões de produtos do agronegócio para a África do Sul, o que colocou o país africano como o 27º maior importador de produtos do agro brasileiro. Os principais itens exportados pelo Brasil para ao país foram carne de frango (US$ 257 milhões) e açúcar (US$ 155 milhões).

As exportações brasileiras de manga chegaram a US$ 205 milhões, em 2017, sendo que 77% do produto foram destinados a países da União Europeia.

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No ano passado as exportações do produto alcançaram US$ 205 milhões, sendo 77% do produto destinados ao mercado europeu (Foto: Divulgação / Codevasf)