Valor da Produção Agropecuária de 2018 é de R$ 552 bilhões   

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2018 está estimado em R$ 552 bilhões, 2,3% abaixo do montante de 2017. As lavouras participam com R$ 377 bilhões e a pecuária, com R$ 174,9. As lavouras tiveram queda de 0,5% e, a pecuária, de -6 %. O valor da pecuária (31,7% do VBP) é o menor dos últimos seis anos, e as lavouras (68,3% do VBP) apresentam o segundo maior valor desde 1989.

Entre vinte produtos das lavouras os que apresentam os maiores aumentos do valor da produção em relação ao ano passado, são: algodão, 32,3%; cacau, 27,6%; café, 9,1%; soja, 8,9%, Nesse grupo, o algodão é um destaque pelo aumento de produção e também pelos preços recebidos pelos produtores. O café tem desempenho determinado especialmente pelo aumento de 24,2% (café arábica) da safra deste ano

Os maiores decréscimos do valor da produção vêm ocorrendo no arroz, -21,1%; feijão, -26,3%, laranja, -20,8% e uva, -31,3%. Em percentuais menores de queda podem ser relacionados, banana, cana de açúcar, mandioca e milho. Para o feijão, arroz e laranja, as quedas de preços são a principal causa do decréscimo no faturamento neste ano, observa José Garcia Gasques,  Coordenador Geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Todas as atividades que fazem parte da pecuária apresentam valor menor que em 2017. Suínos e aves apresentam as maiores quedas, -13% e -11,3%, respectivamente.

Os resultados regionais mostram como tem sido observado, liderança da região Centro-Oeste, com valor de R$ 158,82 bilhões, seguida por Sudeste, R$ 138,12 bilhões, Sul, R$ 133,68 bilhões, Nordeste, R$ 51,49 bilhões e Norte, R$33,24 bilhões, lembra Gasques.

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Lavouras têm o segundo melhor resultado desde 1989. Maiores altas em relação ao ano passado são alcançados pelo algodão, cacau, café e soja. (Foto: Divulgação) 

 

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Safra de Grãos 2017/2018: além de produção histórica, área também chega a maior do país com 61,6 mi ha

A segunda maior colheita de grãos do Brasil prevê uma produção de 229,7 milhões de toneladas, de acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área também manteve o destaque de maior da série histórica, representada por um cultivo que se estende por 61,6 milhões de hectares.

Apesar da queda de 3,4% em comparação à safra passada, quando alcançou 237,7 milhões de toneladas, este número ainda está acima da média de produção nacional, levando-se em conta um período de condições atmosféricas normais. Com referência ao último levantamento, a estimativa total da safra mostra uma diminuição de 2,9 milhões de toneladas. Este fato deve-se aos impactos climáticos no milho segunda safra, mas conta com a ajuda das boas produtividades alcançadas pela soja e o milho primeira safra que já tem a colheita perto do fim.

No pico de volume, estão o milho total e a soja, esta última responsável pelo desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde passado de 3.364 kg/ha. A leguminosa chega a 118 milhões e o cereal, 85 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra que responde por 70% da colheita total, alcançou 58,2 milhões de toneladas, cabendo à primeira safra 26,8 milhões de t.

Na ordem de aumento da produção, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, com registro de 28,1% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também mostra bom desempenho, com um aumento de 10,9% e colheita de 1,3 milhão de toneladas.

Área

A estimativa aponta para a maior área semeada no país, com 61,6 milhões de hectares. O aumento é de 1,1% ou 693,2 mil ha em relação à safra passada. A área destinada ao feijão e às culturas de inverno respondem por esta pontuação. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja que sai de 33,9 para 35,1 milhões de ha e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. E na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.

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Agronegócio 4.0 exige profissionais que tenham conhecimentos múltiplos

com informações da Comunicativas

Foi-se o tempo em que bastavam a formação profissional e a proficiência em algum idioma para que o profissional do agronegócio tivesse sucesso em sua atividade. Nos dias de hoje, o agronegócio está cada vez mais moderno e inovador, exigindo dos profissionais que eles tenham conhecimentos em Gestão, Marketing, Planejamento, Liderança e Ferramentas Digitais.

Com experiências no ambiente corporativo e acadêmico, o consultor José Alexandre Loyola, que atua há mais de 20 anos no agronegócio, conhece bem a realidade atual do agronegócio 4.0, chamado desta forma devido à agilidade com que este segmento está cada vez mais digital e conectado. “Atualmente não basta para o profissional de Ciências Agrárias ter o conhecimento técnico aprendido na faculdade, pois o mercado, que envolve os fabricantes, as cooperativas, os distribuidores, as entidades e os produtores rurais estão demandando e exigindo um profissional mais completo. Para se diferenciar no mercado, tem que conhecer e saber aplicar conceitos e ferramentas de BI (Business Intelligence), CRM (Customer Relationship Management), Gestão de Clientes, entre outras” , explica.

Loyola é um dos instrutores do Agro Carreira, plataforma de cursos on-line com foco no aprimoramento profissional de produtores rurais, técnicos, gestores, estudantes e profissionais das mais diversas áreas envolvendo o agronegócio. O curso “Gestão aliada à Tecnologia”, ministrado por ele, tem como objetivo apresentar ao participante um conjunto de conceitos atuais importantes e ferramentas que possibilitam ao aluno executar atividades de levantamento, análise, elaboração e implementação de sistemas de informação, tanto na propriedade rural como na indústria ou canais de distribuição, aperfeiçoando o funcionamento e produtividade das mesmas.

“Neste curso, iniciamos contextualizando a mudança de cenário por parte do comportamento do consumidor atual e abordamos como a tecnologia e ferramentas como o BI e o CRM podem ajudar na melhor tomada de decisão, tanto na propriedade quanto na indústria ou distribuidor de insumos agrícolas. O achismo não tem mais espaço pois as margens estão muito apertadas e o mercado muito competitivo para tomar decisões erradas, sem focar naquilo que realmente pode trazer mais resultado a curto prazo”, explica o instrutor.

Serviço

Para saber mais sobre este curso, acesse o site do Agro Carreira. Além deste curso, a plataforma oferece, ainda, capacitação em outros temas como “Organização, Sistemas e Métodos em Propriedades Rurais”, “Gestão do Tempo para Melhoria da Produtividade no Campo”, “Marketing Digital”, “Introdução ao Jornalismo Agropecuário” e “Empreendedorismo Aplicável ao Agronegócio”.

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Governo Federal anuncia R$ 194,3 bi para Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019

 

Com redução de 1,5 ponto percentual nas taxas de juros do crédito rural, o presidente Michel Temer anunciou, nesta quarta-feira (06/06), no Palácio do Planalto, junto com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, R$ 194,37 bilhões para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira. Os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019 poderão ser acessados pelos agricultores entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2019.

Do montante, são destinados R$ 151,1 bilhões para o crédito de custeio, sendo R$ 118,8 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 32,3 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). O crédito para investimentos ficou em R$ 40 bilhões.

Além dos recursos de crédito para custeio e para investimentos de R$ 191,1 bilhões, estão sendo destinados R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização (Aquisição do Governo Federal, contratos de opções, Prêmio para Escoamento do Produto, Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.

O ministro Blairo Maggi destacou ganhos de produtividade e de eficiência do setor durante seu discurso. “Na medida em que ficamos mais fortes e presentes no mundo, enfrentamos mais resistências. E concorrentes se voltam contra o Brasil. É nesse momento que o protecionismo mostra suas garras e o país sofre fortemente. Mas o objetivo é continuar a crescer cada vez com o uso da ciência e da tecnologia”.

Como avanço do plano 2018/2019, Maggi lembrou dos recursos para armazenagem com juros atrativos. Disse também que o setor mais capitalizado, tem produtores em condições de realizar investimentos e de custear a produção com recursos próprios, além de ser crescente a presença do setor privado como financiador. Segundo o ministro, a necessidade de financiamento do agro é de R$ 390 bilhões ante os R$ 191,1 bilhões de fontes oficiais ofertados (a diferença em relação aos R$ 194,3 bilhões se refere a seguro rural e apoio à comercialização).

“Hoje, 50% da produção não depende mais do crédito oficial e outros agentes estão também chegando para financiar. Com a política responsável do governo, produtores também estão bancando sua própria produção. Com o passar tempo, o setor vai ganhando condições para andar sozinho”. Maggi encerrou sua fala de maneira otimista sobre o agro “que dá muita alegria ao país, à economia”, afirmando: “Rumo a 250 milhões de toneladas na próxima safra”.

O secretário de Política Agrícola do ministério, Wilson Vaz de Araujo, lembrou que a origem dos recursos de financiamento não são do Tesouro, mas de caderneta de poupança rural, fundos constitucionais, letras de crédito do agronegócio.

Maior produção por ha

Araujo apresentou dados a partir da safra 1991/1992, ressaltando que enquanto a produção de grãos cresceu, desde então, 3,4 vezes, passando de 68,4 milhões de toneladas para 232,6 milhões de toneladas, o total de área plantada aumentou apenas 1,6, passando de 38,5 milhões de hectares para 61,5 milhões de hectares, no mesmo período.

O presidente Temer lembrou o Certificado de país Livre sem Aftosa recebido recentemente pelo governo da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em sua última reunião realizada em Paris. Sobre o montante destinado ao agro pelo PAP, afirmou que são recursos que estimulam a produção e impulsionam o crescimento da economia.

Linhas de crédito

Para o apoio ao setor cafeeiro, o Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) está destinando R$ 4,9 bilhões para financiamentos de custeio e de comercialização.

As taxas de juros de custeio foram reduzidas para 6% ao ano para os médios produtores (com renda bruta anual de até R$ 2 milhões) e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% a.a. e 7,5% a.a.. Parte dos recursos captados em Letras de Crédito do Agronegócio será destinada ao financiamento complementar de custeio e de comercialização, com juros de até 8,5% ao ano.

Uma das novidades do Plano é a inserção da piscicultura integrada nos financiamentos de custeio, com juros de 7% a.a.. A piscicultura integrada, assim como a suinocultura e avicultura integradas, contam com até R$ 200 mil por beneficiário e por atividade. Para cooperativas de produção agropecuária o limite nessa modalidade de financiamento é de R$ 500 mil (para o conjunto dessa atividade).

Outros destaques são o maior apoio para o financiamento de construção de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades dos pequenos e médios produtores rurais e à recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente no âmbito do Programa ABC. Para essas finalidades, o governo concede taxas de juros favorecidas de 5,25% a.a..

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que objetiva financiar práticas e tecnologias agropecuárias sustentáveis, a exemplo dos sistemas integrados Lavoura-Pecuária-Floresta, teve o limite alterado de R$ 2,2 milhões para R$ 5 milhões para todas as finalidades financiáveis. A implantação de florestas comerciais já previa esse limite de financiamento.

A pecuária também foi beneficiada com as medidas do governo. O apoio contempla prazo de até dois anos no crédito de custeio para a retenção de matrizes bovinas de leite, suínas, caprinas e ovinas. Também foi aprovada linha de financiamento de até R$ 50 milhões para capital de giro a cooperativas de leite, com juros de 7% a.a. e 12 meses de prazo para pagamento.

Os pecuaristas também podem contar com empréstimos para aquisição de animais para reprodução ou criação, a juros controlados de 7% ao ano e limite de R$ 450 mil por beneficiário no ano agrícola.

Para melhorar a produtividade pecuária e a qualidade do rebanho, foi reforçado, dentro do Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), o apoio para aquisição de matrizes e reprodutores com registro genealógico. O limite de financiamento para essa finalidade aumentou de R$ 330 mil para R$ 650 mil por beneficiário.

O limite de renda para o enquadramento dos produtores rurais no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) foi aumentado. Agora o limite é de R$ 2 milhões, ante R$ 1,76 milhão na safra anterior. Além desse benefício, o produtor rural conta com mais flexibilidade para ser enquadrado no Pronamp e se beneficiar das condições do Programa, sendo revogada a condição que exigia ser de no mínimo 80% da renda para enquadramento oriunda das atividades agropecuárias.

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Financiamento tem juros reais reduzidos para custeio, comercialização e investimentos

Agropecuária cresceu 1,4% no primeiro trimestre do ano

 

O IBGE divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao 1º trimestre deste ano, que apresentou crescimento de 0,4% em relação ao último trimestre de 2017. Foi o quinto resultado positivo após oito quedas consecutivas, com participação destacada da Agropecuária, que cresceu 1,4%. Os setores de Indústria e Serviços, aumentaram 0,1%.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,64 trilhão. A Agropecuária representou R$ 93,94 bilhões, Indústria, R$ 291,65 bilhões e Serviços, R$ 1,015 trilhão. A distribuição percentual dos setores no PIB corresponde a 5,7%, 17,8% e 61,9%, respectivamente.

Na comparação com primeiro trimestre de 2017, o PIB registra crescimento de 1,2%, e decréscimo de 2,6% na Agropecuária. A Indústria cresceu 1,6%, e Serviços, 1,5%. Também tiveram variação positiva, o consumo das famílias e a formação bruta de capital.

De acordo com o coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Gasques, as estimativas de safra, referentes a abril deste ano mostram que algumas lavouras apresentaram redução de produção e de produtividade no primeiro trimestre do ano.

Entre as quedas estão arroz, de 6,8%, em relação a igual período de 2017, laranja, 9,4%, e milho primeira safra, 17,5%. Essas lavouras também apresentam produtividade inferior à do ano passado. Mas soja apresenta crescimento da produção de 0,6% sobre o primeiro trimestre de 2017, e seus resultados contribuíram para a formação do PIB do trimestre, explica Gasques.

O PIB acumulado nos últimos quatro trimestres cresceu 1,3%, enquanto a agropecuária teve variação de 6,1%, Indústria, 0,6% e Serviços, 1,0%. Essa taxa elevada para a Agropecuária deve-se a resultados dos últimos três trimestres de 2017, e aos primeiros levantamentos deste ano que apontaram resultados favoráveis para diversas lavouras, observou o coordenador do Mapa.

Períodos de colheita

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, em São Paulo, onde participa do Fórum de Investimentos Brasil 2018, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), comentou que “no sistema montado nas empresas sempre no início da colheita são aceleradas as exportações, depois retidas nos armazéns, de retaguarda, para haver fluxo durante os 12 meses do ano. Você não tem trens para escoar a safra brasileira em quatro meses. É tudo muito caro: barcaças, caminhões. Então o sistema é regulado. Agora, por exemplo, começa a safra de milho novamente e deve haver uma aceleração nesse processo. Começa a safra de algodão, nova aceleração. Terminando, volta à normalidade no escoamento”.

Juros do PAP

O ministro admitiu durante a entrevista que a recente greve dos caminhoneiros que “a produção durante esse período deverá trazer reflexos mais para a frente”. E, ainda, sobre o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) a ser divulgado na próxima semana, disse que trará redução da taxa de juros dos financiamentos.

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PIB aumentou 0,4% em relação ao último trimestre de 2017. Crescimento do agro em quatro trimestres é de 6,1%. (Foto: Divulgação)

Certificação Internacional: OIE considera o Brasil livre da aftosa com vacinação

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) recebeu em Paris, durante a 86ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificado que confere ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação. A nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, além de Santa Catarina considerada livre sem vacinação, foi comemorada pelo ministro que destacou esforços do governo e da inciativa privada e perspectiva de ampliação de mercados para as carnes bovina e suína.

“O Brasil vem numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença e, nos últimos anos, fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema”, afirmou. “E, a partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados”. Ele destacou tipos de carne que passarão a ser negociados, principalmente, com países asiáticos, entre eles, China e Japão. “Não era possível, até agora, por exemplo, exportar para a China carne que contém osso”.

“E há o efeito colateral, que são as exportações de carne suína. Se você não tem o país livre, o mercado não aceita a carne suína. Temos um estado na federação que é livre sem vacinação, então, esse podia exportar por exemplo, para o Japão, para Coreia e outros mercados. Em resumo, mudas o status e ao mudar, você tem mais gente para conversar, mais países para comercializar”, disse Maggi.

Próximo passo

Programa elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir do ano que vem. “Temos esse cronograma definido em função do fluxo de animais, porque uma vez declarado o estado como zona livre, não é possível transitar mais por ele com animais procedentes de outro com situação diversa. E também há atuação nas fronteiras, desde a Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, países com os quais há um programa conjunto”.

O ministro viajou para a reunião da OIE, acompanhado de representantes do setor agropecuário, de parlamentares, dos secretários de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, e de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva, além do diretor do Departamento de Saúde Animal e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (COSALFA), Guilherme Marques.

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Novos status sanitário deve permitir a abertura de mercado para a carne brasileira (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 542 bilhões em 2018

Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 542 bilhões, resultado 2,4% abaixo de 2017 (R$ 555,4 bilhões). As lavouras contribuem com R$ 366,2 bilhões e a pecuária com R$175,8 bilhões, ambas com faturamento menor neste ano.

Entre os produtos que apresentam melhor desempenho, destaque para algodão (23,7%), amendoim (4%), cacau (22,2%), café (5,6%), mamona (160,6%), soja (7,1%), tomate (26,2%) e trigo (44%).

O VBP da soja está estimado em R$ 129,85 bilhões e o algodão em R$ 27,5 bilhões.

De acordo com José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “são dois produtos com os maiores valores já obtidos na série estudada. O algodão que vem se destacando pela expansão de área e por preços maiores, neste ano supera o valor da produção do café, que tradicionalmente tem sido maior.”

Os dados mostram que o valor da produção das cinco principais lavouras (soja, cana de açúcar, milho, algodão e café) representam 53,9% do valor total de 2018, sendo que 24% referem-se a soja.

Outro grupo de produtos tem apresentado resultado desfavorável: arroz (- 20,4%), banana (-4,6%), cana de açúcar (-5,5%), feijão (- 24,9%), laranja (-22,7%), mandioca (6%), milho (-7,8%) e uva (-32,3%).

A combinação de menores preços e quantidades resulta em valores mais baixos. Não é o caso do milho e da cana de açúcar cuja queda de valor ocorre mesmo com produção mais alta neste ano.

A pecuária apresenta uma redução real do VBP de 3,8%. Todos os produtos desse setor estão apresentando desempenho negativo em relação a 2017. À exceção dos ovos que devido à forte alta de preços apresentam melhor resultado do que no ano passado.

As quedas mais acentuadas de valor são observadas em carne suína, leite e carne de frango. “No caso das carnes, estas têm sido afetadas também pelos preços internacionais mais baixos”, explica Gasques.

Os resultados regionais mostram os seguintes valores de VBP: Centro Oeste (R$ 153,3 bilhões), Sul (R$ 136,4 bilhões), Sudeste (R$ 129,9 bilhões), Nordeste (R$ 49,4 bilhões) e Norte (R$ 32,8 bilhões). As regiões Sul e Centro Oeste participam com 53,5% do valor total do VBP de 2018.

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Lavouras respondem por 67,6% e pecuária por 32,4%

Safra: Conab e IBGE divulgam estimativa de produção

A previsão da segunda maior colheita de grãos do Brasil, com uma produção de 232,6 milhões de toneladas, está mantida neste 8º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa de área é também destaque, com a entrada de números das culturas de inverno e outras, podendo se tornar a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares.

Apesar do decréscimo de 2,1% em comparação à safra passada, que chegou a 237,7 milhões de toneladas, o número é bem elevado em relação à média de produção nacional, em condições atmosféricas normais. Na comparação com a pesquisa do mês de abril, a estimativa total da safra mostra um aumento de 1,3%, ou cerca de 3 milhões de toneladas.

Os maiores volumes são da soja, responsável pelo bom desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade, e do milho total. A leguminosa registra 117 milhões e o cereal 89,2 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra responde por 70% de sua colheita (62,9 milhões de t), cabendo ao milho primeira safra 26,3 milhões de t.

Na sequência de aumento da produção deste levantamento, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, algo em torno de 27% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também registra bom desempenho, com um aumento de 10,2% e colheita de 1,32 milhão de toneladas.

Área – O término do plantio das culturas de segunda safra, a estimativa de área de plantio para o feijão e as culturas de inverno sinalizam um crescimento de área, a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares, com um incremento de 1,1%. Na ordem crescente de ganho absoluto da área plantada, vem a soja com 1,2 milhão de hectares, o algodão (236,8 mil ha) e o feijão segunda safra (132,6 mil ha). Com os aumentos, a área total da soja ficou em 35,1 milhões de hectares e em seguida o feijão segunda safra (1,6 milhão ha) e o algodão (1,2 milhão ha).

IBGE

A quarta estimativa de 2018 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 230,0 milhões de toneladas, 4,4% inferior à de 2017 (240,6 milhões de toneladas), uma redução de 10,6 milhões de toneladas.

A estimativa da área a ser colhida foi de 61,2 milhões de hectares, acréscimo de apenas 28 739 hectares (ou 0,0%) frente à área colhida em 2017. Em relação à estimativa de março (229,3 milhões de toneladas), a produção aumentou 0,3%, ou 712.428 toneladas, e a área caiu 0,1% ou 45.024 hectares. Somados, o arroz, o milho e a soja são 92,9% da estimativa da produção e 87,0% da área a ser colhida.

Em relação a 2017, houve alta de 2,6% na área da soja e reduções de 7,3% na área do milho e de 3,5% na área de arroz. Já a produção de soja deve alcançar seu recorde histórico com 115,6 milhões de toneladas, 0,6% maior que no ano passado, enquanto milho e arroz devem cair 13,0% e 6,8%, respectivamente.

Entre as Grandes Regiões, a produção apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste (100,9 milhões de toneladas), Sul (77,6 milhões de toneladas), Sudeste (23,1 milhões de toneladas), Nordeste (19,6 milhões de toneladas) e Norte (8,7 milhões de toneladas).

Diferença de metodologia

Os números divulgados regularmente pela Conab e pelo IBGE são parecidos, mas a pesquisa do IBGE se refere ao ano fiscal. Já a da Conab abrange o chamado ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. A outra pesquisa é o Levantamento da Safra de Grãos, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os dados, embora com resultados muito próximos ou convergentes, refletem as diferenças das metodologias adotadas pelas duas instituições. As discrepâncias também têm a ver com critérios para a amostragem e com a época em que se faz o levantamento nos locais amostrados.

O IBGE trabalha com anos civis, enquanto a Conab pesquisa o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte, no Centro-Sul. O IBGE também inclui, nos levantamentos, culturas que não integram as pesquisas da Conab.

Desta forma, o levantamento IBGE abrange 26 produtos, entre cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale).

Já a pesquisa da Conab inclui algodão, amendoim, arroz, feijão, milho, soja, aveia, canola, centeio, cevada, sorgo, girassol, mamona, trigo e triticale.

Para a Conab, a formulação do método de cálculo dos custos de produção tem o objetivo de determinar o custo médio por unidade de comercialização. A pesquisa inclui sementes, grãos e caroços, como algodão herbáceo, arroz irrigado e arroz de sequeiro.

O LSPA/IBGE é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por meio de comissões municipais e regionais, consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias e, depois, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias.

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Camex autoriza início de tratativas para abertura de contencioso na OMC

Os ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizaram por unanimidade o início das tratativas de abertura de contencioso junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) contestando barreiras impostas pela União Europeia à carne de frango brasileira. A proposta foi encaminhada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) depois que o bloco econômico decidiu embargar exportações alegando a presença de salmonella no produto.

“A comunidade europeia argumenta com uma questão sanitária, mas se os frigoríficos brasileiros pagarem uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandarem tudo como carne in natura, o produto entra na UE sem problemas sanitários”, informou o ministro Blairo Maggi. “Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou. Pagando a tarifa extra-cota, as exigências sanitárias quanto a salmonellas são reduzidas de 2600 tipos da bactéria para dois.

O ministro Blairo Maggi encontrou-se antes da reunião da Camex com os ministros de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, para esclarecer os problemas enfrentados com a UE.

Cota tarifária

A UE impõe critérios microbiológicos diferentes para detecção e controle de Salmonella para carnes de aves in natura sem sal e carnes de aves in natura com sal. O critério aplicado à carne de aves sem sal restringe-se à detecção de apenas dois tipos de bactéria (S. Enteritidis e S. Typhimurium). Nas carnes de aves salgada e temperada (cruas), o critério é de detecção de Salmonella spp (qualquer um dos mais de 2.500 tipos da bactéria).

Em função da semelhança existente entre os dois produtos de carne de aves (não submetidas a nenhum processo de preservação além do resfriamento ou o congelamento), o Mapa entende que a adoção de critérios tão distintos constitui barreira sanitária às importações e à comercialização, sobretudo em virtude da falta de comprovação ou evidência científica que sustente o tratamento diferenciado.

Resolução de controvérsias

A abertura de um painel acionando o Sistema de resolução de controvérsias na OMC proposto pelo Mapa visa fazer com que prevaleçam segurança e previsibilidade no sistema multilateral de comércio.

A Camex é integrada pelos ministros: chefe da Casa Civil da Presidência da República, que o preside; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; das Relações Exteriores; da Fazenda; dos Transportes, Portos e Aviação Civil; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Mercosul

Ainda na reunião desta quarta-feira (25/04) o Conselho de Ministro da Camex aprovou a criação de Grupo de Trabalho para harmonizar critérios de avaliação de risco de insumos agropecuários utilizados no Mercosul. A medida visa promover a competitividade do agronegócio na região, com base na harmonização de procedimentos regulatórios.

O grupo abordará questões referentes aos custos de insumos agrícolas, como agroquímicos, máquinas, equipamentos agrícolas e peças. A facilitação do comércio na região é o objetivo principal do grupo de trabalho.

A secretaria executiva da Camex delegou a coordenação do GT ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A primeira reunião deverá ser convocada ainda nesta semana.

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Conab: autorizada a aquisição de arroz e leilões de milho

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por intermédio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará a Aquisição do Governo Federal (AGF) de até 70 mil toneladas de arroz em casca da safra 2017/18. Está prevista ainda, a venda de até 1 milhão de toneladas de milho dos estoques públicos para criadores, por meio de leilões públicos realizados também pela Conab.

A decisão foi autorizada pelo CIEP (Conselho Interministerial de Estoques Públicos), composto pelos Ministérios da Agricultura, da Fazenda e da Casa Civil.

A AGF faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para apoiar produtores e suas cooperativas quando o preço de mercado estiver abaixo do mínimo estabelecido para a safra. Os recursos para compra são do Tesouro Nacional. Atualmente, o preço mínimo do arroz está fixado em R$ 36,01 para a saca de 50 kg e o preço no mercado cotado em torno de R$ 35.

A compra do produto atende reivindicação do setor orizícola gaúcho, responsável por cerca de 75% da produção nacional. Nesta safra, o Rio Grande do Sul deve produzir cerca de 8 milhões de toneladas de arroz.

Já os leilões de milho serão feitos para atender demanda de suinocultores e avicultores, uma vez que o preço do grão sofreu alta repentina no mercado interno e impacta diretamente o custo de produção da atividade. O cereal está sendo vendido a quase R$ 40, a saca de 60 quilos.

No primeiro leilão, a ser realizado no próximo dia 27, serão ofertadas 200 mil toneladas, a preço de mercado, para os criadores que tiverem interesse. Os estoques estão localizados no Mato Grosso. O preço a ser fixado é o praticado no local da oferta. A Conab faz sistematicamente levantamento de preços.

Atualmente, o preço mínimo do grão está fixado em R$ 19,47 a saca de 60 kg, no Sul, Sudeste, Goiás e Distrito Federal. Nos outros estados varia de R$ 16,71 a R$ 24,99.

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