Ministério da Agricultura identifica contaminação da água utilizada pela Backer na produção de cervejas

Análises realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) constataram a contaminação da água utilizada pela Backer na fabricação de suas cervejas. A informação foi anunciada em entrevista coletiva concedida em Brasília, pelo Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo, e pelo coordenador-geral de Vinhos e Bebidas, Carlos Vitor Müller. 

“Diante da suspeita de que a contaminação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol é sistêmica, ou seja, está presente no processo de fabricação da Backer, o Ministério determinou o recolhimento de todos os produtos da cervejaria e a suspensão da fabricação, pois outras marcas podem estar contaminadas também”, afirmou Glauco Bertoldo. A presença das moléculas tóxicas no tanque da água utilizada na produção da cerveja é algo excepcional e é motivo de investigação pela força-tarefa formada para apurar o ocorrido. 

O coordenador-geral de Vinhos e Cerveja, Carlos Müller, informou que ainda todo o processo de fabricação está sendo periciado e que, por enquanto, há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema. 

Segundo a fiscalização do Mapa, foi identificado um uso elevado do produto utilizado no sistema de refrigeração. De acordo com o Mapa, 15 toneladas do insumo foram compradas pela cervejaria desde 2018, com picos em novembro e dezembro de 2019. Como a refrigeração é um sistema fechado, em princípio, não haveria justificativa para essa aquisição em grande escala. 

Conforme informaram os técnicos, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, não estando restrita ao tanque 10, onde supostamente teria sido produzida a marca Belorizontina. Uma nova rodada de amostras está sob análise dos laboratórios federais agropecuários e os resultados serão divulgados em breve. 

“É importante ressaltar que não existem limites aceitáveis para a presença das substâncias em alimentos”, destacou o coordenador Carlos Müller. “Temos [força-tarefa] que ir atrás de como ocorreu esta contaminação”, acrescentou. A Backer, que responderá a um processo administrativo, ficará fechada por tempo indeterminado e seus produtos só poderão voltar a ser comercializados após o Mapa comprovar a normalidade do sistema de produção da empresa.

df5845_44bc4ab66be24b949c740f1775497d54-mv2
Há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema (Foto: Divulgação)

Contratação de seguro rural no Norte e Nordeste dobra em 2019

O Programa de Seguro Rural destinou, em 2019, um montante exclusivo para subvencionar a contratação de apólices nas regiões Norte e Nordeste. Foram disponibilizados R$ 20 milhões nos meses de outubro e novembro com a finalidade de fomentar a contratação do seguro rural nessas regiões.

Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pedro Loyola, essa medida mostrou-se exitosa e deve ser ampliada para o próximo ano.

O valor total segurado chegou a R$ 1 bilhão no ano de 2019 nos estados do Norte e Nordeste, o que representou um aumento de 116% em relação ao valor registrado no ano anterior. Em relação ao número de apólices contratadas, o crescimento foi de 128%.

Em 2018, foram destinados R$ 13 milhões para subvenção de seguro rural de produtores das duas regiões. Este ano o montante passou para R$ 24 milhões, ultrapassando a meta que era de R$ 20 milhões.

“Os estados das regiões Norte e Nordeste ainda possuem baixa penetração no mercado de seguro rural. Precisamos criar estímulos para que a oferta de seguros aumente e que o produtor crie a cultura de proteger sua lavoura. O resultado desse incentivo foi muito bom, observamos que estados como o Piauí, Pará, Sergipe, Paraíba e Bahia, por exemplo, mais que dobraram o número de apólices contratadas, se comparado ao ano anterior”, disse.

 Em 2020, estão previstos R$ 1 bilhão para a subvenção do seguro rural em todo o país.

O que é o seguro rural?

O produtor rural adquire uma apólice de seguro para a lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.

Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas, já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação de dívidas após a safra.

unnamed (2)

Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é estimado em R$ 617 bilhões

Com a chegada do fim de 2019, a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é de R$ 617 bilhões (com base nos dados de novembro). Um crescimento de 2,1% em relação ao valor obtido em 2018, que foi de R$ 604,5 bilhões. Com a nova estimativa, o valor deste ano se iguala ao VBP de 2017, o maior já registrado e considerado excepcional para a agropecuária do país.

O resultado de 2019 foi puxado pela melhoria no desempenho da pecuária, que somou R$ 213,7 bilhões de produção, com acréscimo real de 7,8%. Enquanto que o valor da produção das lavouras teve ligeira queda em relação ao ano anterior, totalizando R$ 403,2 bilhões.

“O mercado internacional favorável, onde os preços das carnes principalmente de frango e de suínos, situaram-se em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram com que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019. Na pecuária, apenas o leite teve queda de valor, 2,1%. Aumento acentuado ocorreu na carne bovina, 5,1%, carne suína, 12,5%, de frango, 13,1%, e ovos, 24,1%. A proximidade das celebrações de final de ano no país, sem dúvida estão estimulando a demanda interna desses produtos”, explica nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Conforme as estimativas do VBP dos meses anteriores já apontavam, um grupo de produtos apresentou bom desempenho este ano, com destaque para o algodão (alta de 16,6%), amendoim (14,6%), banana (16,6%), batata-inglesa (93,4%), feijão (55,9%), mamona (36,9%) e milho (24,3%). Já cinco produtos apresentaram queda no faturamento: arroz (-4,9%), café (-26,9%), cana-de-açúcar (-9,6%), mandioca (-14,1%) e soja (-10,4%).

Regiões

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste permanece na liderança com um valor de produção de R$ 182,7 bilhões, seguido pelo Sul (R$ 153 bilhões), Sudeste (R$ 147,9 bilhões), Nordeste (R$ 57,7 bilhões) e Norte (R$ 37,8 bilhões).

Perspectiva para 2020

As primeiras estimativas para 2020 indicam um VBP de R$ 635,2 bilhões, 2,1% superior ao de 2019. “Essa estimativa em grande parte é formada pela provável recuperação da soja”, diz a nota.

VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal.

cropped-img-20170126-wa00511.jpg

New Holland apresenta manifesto em defesa do agronegócio

No Brasil, a polarização também atingiu o campo. E neste ambiente de debates acalorados, infelizmente, a desinformação ganha cada vez mais espaço.

Diante desse cenário, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, acredita que é fundamental posicionar-se. Com um passado, um presente e um futuro promissor ao lado do produtor brasileiro, a marca que está ‘Sempre Com Você’ lança a campanha “Agro, quem conhece de verdade, admira”.

Com o objetivo de levar informações do campo para todos os cantos do Brasil, a nova campanha quer construir, através do conhecimento, uma ponte entre o campo e a cidade. “Nós temos a certeza de que o conhecimento é o melhor caminho para o diálogo. Ao mostrar para o público quem são as pessoas que movem o campo, as suas lutas, desafios, dedicação e conquistas, não tenho dúvidas que todo o setor será admirado”, afirma Gustavo Taniguchi, diretor de marketing comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A primeira ação do “Agro, quem conhece de verdade, admira” é um vídeo manifesto. “A nossa mensagem é de que estamos de braços abertos para todos. Queremos que as pessoas nos deixem contar quem é o agronegócio de verdade. Mesmo sem saber, muitas pessoas já admiram o agronegócio. Com informação, vamos construir um diálogo muito mais consistente”, diz.

Histórias inspiradoras

A New Holland vai utilizar as redes sociais e outros canais de comunicação como instrumentos de diálogo permanente com a sociedade. A marca vai convidar as pessoas a enviarem vídeos e mensagens mostrando as diferentes histórias de sucesso do campo. E será responsável por divulgar essas histórias.

Através dos relatos, a marca quer mostrar quem são as pessoas que fazem esse setor e o quanto elas são apaixonadas pelo que fazem. “Vamos levar histórias que vão muito além daqueles que todo mundo conhece. Sim, o agronegócio é realmente um dos motores da economia. Mas quem são as pessoas que fazem isso acontecer? Como, de verdade, trabalham no dia a dia? É o que vamos mostrar. Serão diferentes relatos inspiradores. Quanto mais as pessoas souberem o que é o agronegócio brasileiro, quem é o agricultor e agricultora, maior será o respeito e admiração”, complementa Taniguchi.

S5L3a6c
Foto: Divulgação / New Holland

Fundo Constitucional vai garantir R$ 9,9 bilhões a empreendedores do Norte em 2020

Investidores e produtores do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia e Acre terão R$ 9,9 bilhões à disposição em 2020, em recursos disponibilizados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A programação do Fundo foi apresentada durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém (PA). O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, presidiu o encontro. 

Pela projeção do FNO, o Pará terá acesso a R$ 2,92 bilhões em 2020. Tocantins será o destino de R$ 2,12 bilhões e Rondônia ficará com R$ 2,04 bilhões. Por sua vez, empreendedores do Amazonas terão R$ 1,64 bilhão. Acre, Amapá e Roraima contarão com R$ 491,64 milhões cada. 

“A região Norte é muito importante para o País, pois é um território com uma gama de oportunidades. O FNO é um instrumento para alavancar todo esse potencial de desenvolvimento. É um recurso que atinge diretamente o empreendedor e que dá condições muito favoráveis para que ele possa investir no seu negócio e trazer riqueza e crescimento para a região”, destacou o ministro Gustavo Canuto. 

Os recursos do FNO são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco da Amazônia, aquecendo a economia, gerando emprego e renda na região. Possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração. 

O fomento a empreendimentos de infraestrutura na região Norte também é uma das prioridades do Fundo. Para 2020, um montante de R$ 2,97 bilhões estará disponível a uma linha de crédito específica para o setor, o Programa de Financiamento em Apoio à Infraestrutura (FNO-Infra). 

Ainda na reunião desta sexta-feira, ficou definido para o próximo ano a implementação do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (FNO-MPO), que terá R$ 69,35 milhões. Além disso, R$ 20 milhões serão reservados a projetos de inovação, dentro da linha de financiamento para Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Plano de ações estratégicas

O Conselho Deliberativo da Sudam também aprovou as diretrizes e prioridades do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA). Entre os principais pontos estão a utilização dos recursos do FDA em sintonia com os princípios e objetivos estabelecidos pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e no Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA). Enviado para apreciação do Congresso Nacional, no último mês de novembro, o Plano baseia-se em seis princípios: desenvolvimento produtivo; ciência, tecnologia e inovação; educação e qualificação profissional; infraestrutura econômica e urbana; desenvolvimento social e acesso a serviços públicos essenciais; e fortalecimento das capacidades governativas.

b15d6a6be980880f1c739d4e60f25f09_agrorondonia_cacoal

Sudene pretende recuperar 670 poços artesianos no Nordeste

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste iniciou as primeiras tratativas para viabilizar a recuperação de quase 670 poços artesianos espalhados pela área de atuação da autarquia. A estimativa foi calculada durante encontro realizado na sede da instituição federal, em Recife. Na ocasião, o superintendente Douglas Cintra e o diretor de planejamento da autarquia, Aluízio Oliveira, receberam Frederico Peixinho (pesquisador em Geociências), Vanildo Mendes (superintendente regional em Pernambuco) e João Diniz (chefe do setor de hidrologia) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Estima-se que 134 mil pessoas devam ser beneficiadas.

“O objetivo é ampliar o acesso da população, sobretudo da região do semiárido, à água em quantidade e qualidade adequadas para a manutenção da vida e do bem-estar humano, além do uso, em menor escala, para atividades econômicas”, explicou o coordenador-geral de estudos e pesquisas da Sudene, Robson Brandão, que também participou das discussões. A medida é um dos esforços da autarquia federal para cumprir os objetivos previstos no eixo de segurança hídrica e conservação ambiental do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). A instituição busca, agora, garantir recursos para o início do projeto, estimados em R$ 20 milhões, e celebrar, junto à CPRM, um termo de execução descentralizada.

Os locais para intervenção das melhorias dos poços artesianos deverão ser indicados por meio de dados do sistema de águas subterrâneas da CPRM. A qualidade da água obtida e o nível de dependência das comunidades rurais ao abastecimento por meio de carros pipas também são parâmetros a serem considerados para a estruturação das atividades.

Sintonia

Robson Brandão também destaca que a atuação do Serviço Geológico do Brasil está em sintonia com as ações do PRDNE, elaborado pela Sudene. Um dos exemplos, segundo o coordenador, é a publicação do Plano Estratégico em Recursos Hídricos do Nordeste Brasileiro. No levantamento, publicado no ano passado, a empresa pública apresenta mais de 400 medidas para o uso sustentável da água subterrânea para o aumento de oferta hídrica.

São discutidos meios para minimizar os efeitos das estiagens típicas da zona semiárida brasileira a partir da implantação de uma rede estratégica de poços profundos, a revitalização e aumento de produtividade dessas estruturas, além de utilização de fontes alternativas de energia para o funcionamento dos equipamentos. “O próprio estudo cita, como um dos seus objetivos, contribuir com o PRDNE, o que é fundamental para o projeto que queremos concretizar”, observou o técnico da Sudene.

Prioridade

“Isso fará uma diferença grande para cada comunidade próxima aos poços. E a iniciativa está alinhada com um dos propósitos fundamentais do nosso plano regional, que é dar segurança hídrica ao Nordeste e potencializar a agricultura irrigada, valorizando nossa produção”, comenta o superintendente da Sudene, Douglas Cintra, ao falar sobre o nível de prioridade que confere à iniciativa. O gestor afirmou, ainda, que vai esforçar-se para garantir, os recursos necessários durante a chamada readequação orçamentária dos recursos da União, que deve ocorrer até fevereiro.

poços-jorrantes.jpg

Ministério da Agricultura indica o plantio de milho 2ª safra com braquiária para mais cinco estados

Mais cinco estados passarão a ter o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) do consórcio milho 2ª safra com braquiária. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí. Os estados foram incluídos após revisão do mapeamento feito pela Embrapa este ano. Além dos cinco, o zoneamento contemplava Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.  

Os estudos para o consórcio milho 2ª safra com braquiária trouxe outras novidades. A partir de agora, o zoneamento da cultura será apresentado em três níveis de riscos, ou seja, será possível identificar qual o risco de plantio, por decêndio (dez dias), para os riscos de 20%, 30% e 40%.

Até então, o zoneamento para o consórcio contemplava janelas de plantio somente para o risco de 20%. A metodologia permitiu a elaboração de um calendário de plantio para cada município, correlacionado ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água, utilizando dados de séries históricas com média de 20 anos de registros diários nas estações meteorológicas disponíveis.

Plantio do milho com a braquiária

O plantio simultâneo do milho com a braquiária em 2ª safra permite que o produtor continue a ter duas safras e ainda possa incluir a forrageira no sistema. A forrageira (braquiária), após a colheita do milho, pode ser utilizada para alimentação animal ou para proteção do solo, servindo de palhada para realização do Plantio Direto (PD) na safra de verão seguinte. O consórcio também é uma estratégia economicamente eficiente para formação ou reforma de pastagens.

A rotação de culturas anuais e pastagens é uma das alternativas para o manejo sustentável dos solos e dos recursos hídricos, pois, as pastagens quando bem manejadas, são mais eficientes na reciclagem de nutrientes, na reestruturação do solo, no armazenamento da água e na produção de matéria orgânica do que as culturas anuais, obtendo efeitos positivos na qualidade do solo.

Esse sistema, conhecido como Integração Lavoura-Pecuária (ILP), é recomendado aos produtores que buscam diversificar a produção e superar os problemas advindos de cultivos anuais sucessivos, como plantas invasoras e pragas, além de minimizar o impacto de estiagens nas lavouras sucessoras.

Os resultados obtidos com a ILP no Brasil demonstram os benefícios deste sistema no aumento da produção de grãos e carne, na redução dos custos de produção, na maior capitalização dos produtores, no melhoramento e na conservação das características produtivas do solo, no desenvolvimento do setor rural, na estabilidade econômica, na geração de mais empregos diretos e indiretos e na sustentabilidade agropecuária.

Para que serve o Zarc?

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. 

O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para enquadrar operações de Proagro no âmbito do crédito rural, para acessar o Pronaf e para ter acesso ao Programa de Seguro Rural (PSR).

Milhorutyerwt

PE: Codevasf vai investir mais de R$ 200 milhões

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai investir mais de R$ 200 milhões em diversas ações em Pernambuco. O recurso, fruto de termos de execução descentralizada (TEDs) firmados com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), beneficiará cerca de 70 municípios da área de atuação da empresa no estado, de acordo com o cronograma estabelecido com as prefeituras.

Parte dos R$ 200 milhões será usada em obras de melhoria da mobilidade urbana e rural, bem como em ações que atenuem os efeitos dos períodos de estiagem. Assim, ao longo de 2020 a Codevasf realizará a pavimentação de vias; recuperação e construção de barragens; e construção de passagens molhadas, de matadouros para caprinos e ovinos e de quadras de múltiplo uso. Também serão perfurados e instalados centenas de poços, todos movidos a energia solar.

“Nós vamos destinar cerca de R$ 8 milhões para recapeamento da estrada de acesso à área Maria Tereza, no Projeto Senador Nilo Coelho, em Petrolina, além da construção de um sistema de abastecimento de água para o local. A nossa expectativa é que na segunda metade do primeiro semestre as obras tenham início”, informou o superintendente regional da Codevasf em Pernambuco, Aurivalter Cordeiro.

Além das obras, em 2020, a Companhia continuará equipando agricultores familiares do estado com maquinário moderno. “Nós sabemos a importância que a agricultura familiar tem em nosso país. Por isso, investiremos na entrega de máquinas e implementos agrícolas, retroescavadeiras, caçambas, caminhões-pipa, caminhões compactadores de lixo e perfuratrizes de poços”, afirmou o superintendente.

Imagem ilustrativa_Pavimentação de vias
Foto: Divulgação / Codevasf

Declaração de líderes do Brics reforça importância da sustentabilidade no setor agrícola

Reunidos durante a XI Cúpula do Brics, os chefes de Estado dos cinco países aprovaram a Declaração de Brasília, com as principais decisões do grupo. Na área da agricultura, o documento reconhece a importância da cooperação entre os países e da gestão sustentável dos recursos naturais e destaca que o comércio no bloco deve se basear na ciência e na tecnologia.

“Na condição de líderes mundiais na produção de produtos agrícolas e lar de grandes populações, destacamos a importância da cooperação do Brics na agricultura. Reconhecemos a importância da agricultura de bases científicas e do uso de TICs para essa finalidade. Sublinhamos a necessidade de garantir segurança alimentar, qualidade sanitária dos alimentos, combater a desnutrição, eliminar a fome e a pobreza por meio do aumento da produção agrícola, da produtividade, da gestão sustentável dos recursos naturais e do comércio agrícola entre os países do Brics”, diz o documento.

A Declaração de Brasília também traz o comprometimento em implementar os resultados da COP 14 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à desertificação (UNCCD) para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15.3 (uso sustentável dos ecossistemas terrestres) até 2030, de combate à desertificação, recuperação de terras e solos degradados, e “lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra”.

Os líderes se comprometeram com a implementação do Acordo de Paris e pediram o apoio dos países desenvolvidos para ampliar a prestação de assistência financeira, tecnológica e de capacitação aos países em desenvolvimento para apoiar ações de mitigação e adaptação. Outro resultado foi a criação da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics, que visa a aumentar o papel das mulheres como impulsionadoras do crescimento econômico, contribuindo para o empoderamento econômico das mulheres nos cinco países.

A Declaração conjunta também cita a 9ª Reunião de Ministros da Agricultura do Brics, realizada em setembro, em Bonito (MS), que reconheceu a importância da agricultura sustentável e o papel da biotecnologia para o aumento da produtividade,

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou das sessões plenárias, encontros bilaterais e fórum empresarial. Na quarta-feira (13/11), Brasil e China firmaram acordos sanitários para que o Brasil exporte melão para o país asiático, que poderá vender pera para o mercado brasileiro.

XI Cúpula do Brics

Presidida pelo presidente Jair Bolsonaro, a XI Cúpula do Brics foi realizada em Brasília. O evento reuniu o presidente Vladimir Putin (Rússia), o primeiro-ministro Narendra Modi (Índia), o presidente Xi Jinping (China) e o presidente Cyril Ramaphosa, da África do Sul. Ao final do encontro, o Brasil entregou a presidência rotativa do bloco para a Rússia.

agro

Lúpulo fresco é enviado em apenas um dia à Coreia para produção de cerveja

YAKIMA, Washington, 12 de novembro de 2019 – /PRNewswire/ – A Yakima Chief Hops (YCH), líder mundial no fornecimento de lúpulo, recentemente exportou do Noroeste do Pacífico para a Coreia do Sul a maior remessa de lúpulo recém-colhido em apenas um dia na história da produção de cerveja.

Fornecer às fábricas de cerveja do outro lado do globo acesso ao lúpulo na sua forma mais pura é um enorme marco para a indústria. Com a missão de conectar fábricas de cerveja de todo o mundo com fazendas familiares multigeracionais, o foco da YCH é criar parcerias estratégicas a fim de aumentar o acesso ao lúpulo para fábricas de cerveja do mundo inteiro.

O lúpulo foi usado para preparar cervejas com lúpulo fresco por três cervejarias de Seul que foram lançadas no mês passado.

unnamed (1)
Yakima Express, cerveja wet hop IPA da Amazing Brewery, produzida com lúpulo fresco da YCH do Noroeste do Pacífico e lançada na Coreia do Sul (Foto: Jason Lee / Brew Source International)

Como o lúpulo fresco é um produto altamente perecível que deve ser entregue da plantação à fábrica de cerveja em 36 horas, geralmente ele é comprado por fábricas de cerveja localizadas mais perto da plantação, que são as fazendas de lúpulo do Noroeste do Pacífico onde 75% do lúpulo da nação são produzidos. Até mesmo as fábricas de cerveja americanas enfrentam desafios logísticos, como a coordenação do cronograma de produção e da coleta, o que torna a cerveja de lúpulo fresco difícil de preparar e ter um estilo muito procurado.

Isto não foi uma barreira para a Yakima Chief Hops. Graças à equipe de vendas e logística da YCH, à equipe de marketing internacional do departamento de agricultura do estado de Washington e ao Programa de Serviços de Plantas; a distribuidora coreana Brew Source International e à parceira de cultivo de lúpulo, Yakima Chief Ranches, puderam entregar com sucesso 720 libras de lúpulo fresco das marcas Mosaic® e Ahtanum® à Coreia do Sul em um dia.

O lúpulo fresco viajou 5.345 milhas até a Seul Brewery, a Amazing Brewery e a Playground Brewery, passando por inspeções de exportação e obedecendo aos rigorosos requisitos aduaneiros.

“Quando Jim Lambert, representante de vendas da YCH da Ásia, originalmente propôs a ideia, eu realmente senti a energia”, diz Tyler Shearn, gerente de importação e exportação da Yakima Chief Hops. “A ideia era bastante desafiadora, exigiu meses de preparação, atenção aos detalhes e colaboração. Na YCH, somos encorajados a olhar para os desafios do passado e dar o primeiro passo em direção ao progresso e à melhoria contínua”.

Yakima Chief Hops

Somos uma fornecedora global de lúpulo com produção de nossa total propriedade. Somos amantes da cerveja e agricultores que compartilham uma cultura de parceria e inovação. Somos uma rede de famílias de agricultores apaixonados que utilizam a experiência multigeracional para apoiar e inspirar o futuro da produção de cerveja. Do aprendizado à logística, estamos tornando mais fácil para os fabricantes de cerveja de todo o mundo encontrar novas maneiras de usar o lúpulo para obter resultados premiados.

Mais informações: shop.yakimachief.com

Yakima Chief Hops Logo