Com alta de 37%, contratação de crédito rural chega a R$ 97,75 bilhões em três meses do Plano Safra

Nos três primeiros meses de operação do Plano Safra 2021/2022, os produtores rurais, cooperativas e agroindústria contrataram R$ 97,75 bilhões para financiar a atividade agropecuária, florestal, aquícola e pesqueira. O valor representou incremento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior, distribuídos em mais de 668 mil contratos (+3%).

Os números estão no balanço do crédito rural divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os financiamentos em investimentos registraram o maior crescimento em relação ao mesmo período do plano anterior (59%), com R$ 29,49 bilhões e 329 mil contratos firmados. Com maior valor liberado, as operações de custeio alcançaram perto de R$ 52,69 bilhões e 333 mil contratos, incremento de 27% e 6%, respectivamente.

Nas outras finalidades, há procura por financiamentos de comercialização (+34% ou R$ 8,28 bilhões) e industrialização (+42% ou R$ 7,2 bilhões).

Regiões do país

De acordo com o estudo da SPA, os produtores rurais da Região Sul, historicamente, são os que mais contratam financiamentos. Até o momento, foram R$ 36,90 bilhões e mais de 277 mil contratos, o que representa, respectivamente, 38% e 42% do total nacional.

O balanço do crédito rural mostra a forte demanda por financiamentos rurais na Região Norte (aumento de 64% no valor e de 46% no número de contratos) e Nordeste, 34% no valor, embora a quantidade de contratos tenha sofrido redução de 5%.

Programas de investimento

Entre os programas de investimentos na atual safra, o Moderfrota alcançou a maior parcela dos recursos programados (66%), seguido do Procap-Agro (50%) e de outras linhas/programas (45%).

O diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destaca que não há escassez de recursos de investimento na atual safra e o saldo disponível desses recursos, no conjunto das instituições financeiras, é de 60%.

Fontes de recursos

As fontes de recursos mais utilizadas pelas instituições financeiras na contratação do crédito aos produtores e às suas cooperativas de produção, entre julho a setembro, foram os Recursos Obrigatórios (R$ 28,63 bilhões, alta de 71%), a Poupança Rural Controlada (R$ 21,97 bilhões ou +5%) e a Poupança Rural Livre (R$ 17,91 bilhões ou +129%). Essas fontes somaram 69% de participação no valor dos financiamentos rurais.

A LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), com recursos não controlados, foi a única fonte que teve um decréscimo no valor (-46%) das liberações comparativamente à safra passada, o que representou R$ 4,03 bilhões.

Brasil é o maior exportador de comida halal no mundo

com informações da Agência Brasil

Halal (حلال) é uma palavra árabe que significa lícito, permitido. Mais do que isso, é um conceito que permeia a alimentação e o uso de produtos cosméticos e farmacêuticos por muçulmanos em todo o mundo. Pela sharia, o código de leis islâmico, os seguidores da fé de Maomé só podem consumir produtos que se encaixem nessa categoria porque seriam aqueles permitidos por Deus.

No judaísmo, há uma categoria semelhante: o kosher. Um exemplo é a proibição de consumo de carne de porco, de álcool etílico, sangue e animais de presas longas, considerados haram, ou seja, não permitidos. As carnes de boi, frango, caprinos e ovinos podem ser consumidas, desde que o abate seja feito de forma adequada, em um ritual halal.

A restrição é ligada não apenas a esses itens, mas a qualquer produto que contenha esses ingredientes em sua composição ou que tenha contato com eles. Um carimbo usado em uma carne, por exemplo, não pode ter glicerina de origem suína.

Como isso é levado muito a sério pelos muçulmanos, é preciso garantir que os produtos consumidos realmente tenham sido processados da forma correta. Por isso, as empresas interessadas em servir ao consumidor islâmico precisam ser certificadas.

“Hoje, 1,9 bilhão de consumidores no mundo são muçulmanos. E as estimativas para 2060 é que uma, em cada três pessoas, seja muçulmana. Então você tem um mercado gigantesco, um potencial enorme a ser explorado. Além disso, os consumidores muçulmanos são muito fiéis. Uma vez que eles identificam uma marca certificada, que traz um produto de qualidade, acabam se fidelizando àquela marca”, explica Elaine Franco de Carvalho, coordenadora de qualidade da Fambras Halal, uma das principais certificadoras halal do Brasil.

É um mercado concentrado não apenas no Oriente Médio e norte da África, mas também em países como o próprio Brasil. Na Indonésia, por exemplo, que tem grande população muçulmana e é o maior mercado consumidor de comida halal, a certificação é obrigatória para os exportadores. “Uma vez que a empresa estiver certificada, ela vai atender a alguns países que antes ela não atendia, por ter a certificação halal como requisito [para exportação] ou por ter a certificação halal com diferencial”, afirma Elaine.

Segundo dados do último Relatório Global do Estado da Economia Islâmica, antes da pandemia o Brasil era o maior exportador mundial de comida halal. Em 2019, o país exportou US$ 16,2 bilhões nesse tipo de produto, 12% a mais do que o segundo colocado, a Índia, que negociou US$ 4,4 bilhões.

Certificação

Segundo Elaine, o processo de certificação envolve inicialmente uma avaliação documental da empresa, na qual se verifica, por exemplo, os ingredientes e materiais usados na fabricação ou beneficiamento do produto e sua origem. “A gente precisa garantir que se aquela empresa usa uma queratina de origem animal, por exemplo, que ela tenha vindo de um animal abatido de acordo com o ritual islâmico”, conta.

A certificadora, então, envia um auditor com conhecimentos técnicos na área de atuação da empresa (que pode ser um veterinário, um engenheiro agrônomo entre outros) e autoridades religiosas para verificar se tudo é feito dentro dos preceitos do islamismo.

No caso do abate bovino, por exemplo, Elaine explica que é preciso que tudo seja feito de acordo com um ritual, que começa com a declamação das palavras Bismillah, Allahu Akbar (“em nome de Deus, Deus é o maior”) e termina com a drenagem do sangue do animal por três minutos.

A faca deve ser bem afiada para seccionar as principais artérias do pescoço em único corte e garantir a morte instantânea do animal. “É um requisito do abate halal que você minimize o sofrimento do animal”, diz Elaine.

O abate deve ser feito por um muçulmano, mas se não houver ninguém disponível, poderá ser executado por um judeu ou um cristão. Já o supervisor do abate precisa ser um seguidor do Islã.

Depois de aprovada, a empresa pode receber uma certificação para todos os lotes de seu produto, com validade de três anos, ou pode receber certificações por lotes. Cerca de 450 empresas brasileiras são certificadas apenas pela Fambras Halal.

Fábrica da empresa brasileira BRF em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Com produtos presentes no Oriente Médio desde a década de 1970, a indústria alimentícia brasileira BRF decidiu dar um passo adiante, em 2014, de olho no gigantesco mercado halal, ao instalar uma fábrica nos Emirados Árabes Unidos. Localizada na zona industrial de Abu Dhabi, capital do país, a planta processa principalmente produtos de frango e também hambúrguer bovino.

É a primeira indústria alimentícia brasileira a instalar uma fábrica no país e, se depender do governo dos Emirados Árabes, não será a última. Recentemente, a ministra de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente da nação árabe, Mariam Almheiri, convidou empresas do Brasil a seguir o exemplo da BRF.

Segundo ela, seu país proporciona vantagens como a avançada infraestrutura de transportes e proximidade com o mercado consumidor árabe e asiático. Segundo o vice-presidente de Mercado Internacional da BRF, Patrício Rohner, o mercado halal (ou seja, produtos processados de acordo com as leis islâmicas) representa hoje 25% de todas as vendas da empresa e metade da comercialização no exterior.

Uma das marcas da BRF, a Sadia é uma das líderes em seu segmento nos Emirados Árabes. “Quando você vê um mercado como Kuwait, o Catar, os Emirados Árabes ou a Arábia Saudita, o reconhecimento da marca é maior do que no Brasil”, disse Rohner.

Produtos processados no Brasil

A decisão de montar uma fábrica nos Emirados Árabes, depois de anos exportando produtos processados no Brasil, surgiu ao perceber que os alimentos produzidos no país árabe poderiam estar mais próximos do paladar dos consumidores da região. “Para desenvolver produtos para o sabor local, não tem nada melhor do que estar próximo ao consumidor. Quando você tenta encontrar os ingredientes que as pessoas se acostumaram a comer ou aprenderam a comer desde pequenas, é muito difícil fazer isso de fora”, explicou Rohner.

Os animais são criados e abatidos no Brasil, onde recebem certificação halal. Só depois, a carne é exportada para os Emirados Árabes, onde é processada (por exemplo, transformada em nuggets, hambúrgueres ou tenderizada e empacotada). Segundo Rohner, financeiramente é mais viável criar os animais no Brasil, porque o país tem a estrutura para atender ao mercado nacional e ao internacional, além de abundância de grãos (para alimentação dos rebanhos) e de água.

Além da fábrica em Abu Dhabi, a BRF opera outras três unidades processadoras de alimentos no Oriente Médio, uma na Arábia Saudita e duas na Turquia.

Há outras empresas alimentícias que ainda não têm fábrica nos Emirados Árabes, mas que já marcam presença ali, como a JBS, concorrente da BRF, que mantém um escritório comercial no país, e a Tropicool Açaí, rede varejista que oferece produtos da fruta amazônica. Ela tem lojas em Dubai.

Monitoramento remoto do silo: tecnologia proporciona redução de custos e aumento da produtividade

com informações da Somos Assessoria

O Smartfeed traz informação do monitoramento do consumo e peso do silo 24 horas por dia, sete dias por semana. São dados precisos, na hora certa, uma solução fácil e inteligente. Todas as informações que o setor produtivo quer na palma da mão em tempo real. Uma tecnologia que pode ampliar os ganhos, por meio de monitoramento em tempo real e acessados de forma remota. Essa é a solução para monitorar o consumo e demanda de resultados imediatos.

O Smartfeed, desenvolvido e oferecido pela PecSmart, leva ao homem do campo o modelo de economia de tempo e redução dos custos com a alimentação.

De acordo com o engenheiro agrônomo e fundador da PecSmart, Diego Kurtz, o nível e o ritmo de consumo de ração são atualizados a cada hora em tempo real. São informações como: o consumo diário médio, consumos abaixo ou acima do esperado, alertas de pedidos, entre outros. “Nosso principal objetivo é tornar a produção mais inteligente a partir da gestão ágil da informação, obtida de forma automática, sem a necessidade de alimentar os sistemas ou planilhas com dados coletados manualmente,” ressalta Kurtz.

Os equipamentos são práticos para instalação e tem mais de 95% de precisão. Abrange principalmente a produção animal de aves, suínos e confinamento de bovinos. Em apenas duas horas de trabalho o sistema está funcionando e instalado, sem precisar parar a produção ou ter que fazer grandes mudanças. Com valores acessíveis, entre quatro ou cinco vezes menor do que as soluções convencionais de pesagem por balança ou célula de carga.

Sem esse método de monitoramento preciso, os resultados nem sempre são extraídos em sua melhor capacidade de ganho. A maior parte dos custos de produção de suínos e aves está associada à nutrição e sanidade, esse número chega a 80%. A suinocultura e avicultura vem passando por fortes pressões sobre os custos de produção e constantes reduções das margens de comercialização, prejudicando a continuidade das atividades nas propriedades que não conseguem intensificar e incrementar a produtividade. Os modelos atuais se baseiam no “retrovisor”, com a análise do desempenho após o abate dos lotes.

Hoje a maior parte do monitoramento sobre o consumo, ainda ocorre de forma perceptiva, quando o produtor sobe nos silos, ou por estimativas baseadas em séries históricas. Nesse caso, por meio de expedição da fábrica de rações. Os principais problemas do modelo atual estão associados à baixa precisão do que ocorre durante o alojamento, à necessidade de intensa mão de obra dentro da granja e ao lento timing e integração da informação para tomar decisões, reduzir custos, otimizar a logística e estabelecer modelos preditivos.

Com o Smartfeed é possível estratificar os dados para identificação do ritmo de consumo, conversão alimentar e resposta às distintas estratégias nutricionais e de manejo. Picos e eventuais anomalias, alertas de pedidos, estão disponíveis o tempo todo, sete dias da semana, não importa onde você esteja. Assim qualquer pequeno erro ou anomalia pode ser corrigido de forma imediata. Esses indicadores refletem na sustentabilidade financeira do negócio e da produção. O monitoramento do consumo auxilia na identificação do momento ideal de abate.

De acordo com o engenheiro agrônomo, o segredo para uma boa conversão alimentar está em fatores básicos de manejos dos animais como genética e ambiência, consumo, qualidade da água e da ração, controle sanitário e bem estar. “O consumo é o espelho da saúde da produção e com o monitoramento do silo é possível identificar e antecipar problemas e, agindo de forma correta, evitar as perdas que, via de regra, estão atreladas a um lote de baixo desempenho,” ressalta Diego Kurtz.

PecSmart

A empresa atua em pequenas, médias e grandes produções rurais e passeia nos mais diversos setores do agro. São inúmeras tecnologias oferecidas para o homem do campo e agroindústria que precisa ter resultados rápidos e tudo de forma automatizada, acompanhado e desenvolvido por quem entende do dia-a-dia da produção rural. Profissionais técnicos, engenheiros agrônomos e veterinários especializados em gestão da informação, tecnologia e sistemas de informação, sistemas produtivos e gestão de custos. Chega de perder tempo em alimentar os sistemas ou planilhas com dados coletados manualmente. Acesse o site pecsmart.com.br e saiba mais sobre as soluções que podem beneficiar a produção.

Foto: Divulgação

Ministério da Agricultura regulamenta o uso de drones em atividades agropecuárias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 298 que estabelece regras para operação de aeronaves remotamente pilotadas (ARP), mais conhecidas como drones, destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Com drones ocupando cada vez mais espaço na agricultura e na pecuária, a regulamentação visa simplificar os procedimentos e adequar as exigências legais as especificidades desta tecnologia, já que, em diversos aspectos, se diferencia das aeronaves tripuladas.

Além do registro no Mapa, que será feito de forma automatizada via Sipeagro, os operadores necessitarão possuir profissional qualificado com curso específico, designado como aplicador aeroagrícola remoto, e, em determinados casos, necessitarão também de responsável técnico, engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, para coordenar as atividades. Já com relação as aeronaves, estas deverão estar devidamente regularizadas junto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

“Esperamos que a normativa traga a segurança jurídica necessária para os operadores, ao mesmo tempo que garanta a harmonização e a segurança das operações e uso responsável da tecnologia. A norma também servirá como um ‘norte’ para a coordenação e a fiscalização das atividades, tanto por parte do Mapa, como por parte dos órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos”, destaca a chefe da Divisão de Aviação Agrícola, Uéllen Lisoski.

A segurança operacional deve envolver todo o processo de aplicação, desde o preparo da calda, o monitoramento das condições ambientais durante a aplicação e o registro e arquivamento dos dados de cada operação, de forma que possam ser auditados, sempre que necessário.

As regras visam a segurança da equipe de trabalho e de terceiros, e englobam ainda distâncias mínimas de zonas sensíveis, a serem respeitadas durante as aplicações, de modo a se evitar problemas ambientais e visando a saúde da população.

Foto: Mapa / Divulgação

Empresário do agro e família morrem em queda de avião

com informações do G1, do Antagonista e do Agrolink

Sete pessoas morreram após um avião cair em Piracicaba (SP) na manhã desta terça-feira (14/09). A aeronave, modelo King Air 360 prefixo PS-CSM, caiu em uma área de mata no bairro Santa Rosa e, com a explosão, um incêndio teve início no local. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas foram carbonizadas e morreram no local. Os sete corpos foram localizados, segundo a prefeitura.

O avião era de propriedade da CSM Agropecuária, empresa de Celso Silveira Mello Filho, irmão de Rubens Ometto. Segundo a empresa, também estavam no avião a esposa de Celso, Maria Luiza Meneghel, seus três filhos, Celso, Fernando e Camila, o piloto Celso Elias Carloni e o copiloto Giovani Gulo.

Celso Silveira Mello Filho era irmão de Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do Conselho de Administração da Raízen, uma das maiores empresas brasileiras com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis e geração de energia. Em nota, a Raízen confirmou a morte do empresário e família. “Celso era acionista e irmão do presidente do Conselho de Administração da companhia, Rubens Ometto Silveira Mello”, diz o texto.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Entregues 96 quilômetros de corredor logístico para os setores de mineração e agropecuária de Goiás

com informações do Ministério da Infraestrutura

A rodovia BR-414, importante corredor logístico para os setores de mineração e agropecuária da região Norte de Goiás, passa a contar agora com 96 quilômetros de novas pistas, entre Niquelândia e Assunção de Goiás. Restaurado em somente cinco meses após investimento de R$ 44,8 milhões, o segmento foi entregue pelo Governo Federal.

As obras realizadas no trecho abrangem ainda a eliminação de pontos críticos da rodovia, com a adequação de travessias urbanas de Vila Taveira e de Quebra Linha, além da interseção com a rodovia estadual GO-564.

Para a restauração foram executados reparos superficiais e profundos, tanto na pista principal como nos acostamentos, com aplicação de revestimento, camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e microrrevestimento asfáltico a frio. O segmento faz parte de um contrato de restauração e manutenção que contempla 237,9 quilômetros da BR-414.

Em 2020, o Governo Federal já havia realizado a adequação e restauração de 17 quilômetros entre as cidades de Cocalzinho de Goiás e de Corumbá de Goiás, inclusive com a implantação de 7,8 quilômetros de terceiras faixas adicionais nos dois sentidos da rodovia.

Foto: Vinícius Rosa / MInfra

Conab estima safra de grãos 2021/2022 em 289,6 milhões de toneladas

com informações da Agência Brasil

A produção da safra de grãos 2021/2022 do Brasil ficará em 289,6 milhões de toneladas. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) considera a projeção das safras de soja, arroz, milho, algodão e feijão, que correspondem a cerca de 94% do total e grãos do país.

De acordo com a Conab, na produção da safra há uma expectativa de leve aumento da safra de arroz, com recuperação dos estoques; recuperação forte da safra de algodão, com o incremento das exportações e manutenção da área plantada de feijão, mas com aumento de produtividade.

Segundo o diretor-presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, os destaques devem ficar para o milho, cuja expectativa é de colheita de 116 milhões de toneladas, e a soja, com produção de 141,2 milhões de toneladas. “Temos a previsão de uma safra recorde estimada em 289,6 milhões de toneladas e rumo a 300 milhões, com um recorde na produção de milho e soja e o Brasil permanecendo o maior exportador de soja do mundo”, afirmou Ribeiro.

Segundo as projeções, as exportações de soja em 2020 devem ficar em 83,42 milhões de toneladas e no próximo ano devem chegar a 87,58 milhões de toneladas, com a área de cultivo da oleaginosa alcançando 39,91 milhões de hectares.

A Conab disse que a alta está sendo puxada principalmente pelo alta do dólar, que favorece as exportações, além do aumento na demanda da China, principal comprador do produto.

Em relação ao milho, a Conab disse que a produção apresentou um aumento de 33,8% na comparação anual. Os números indicam uma recuperação após o cultivo ter sofrido com a seca e a geada. Com isso, a safra de verão do cereal deve aumentar 9% ficando em 27,2 milhões de toneladas.

No caso do algodão (pluma), a expectativa é de alta de 15,8% na produção, com a safra 2021/2022 ficando em 2,71 milhões de toneladas. Os números indicam um aumento de 13,4% na área de cultivo, que deverá atingir 1,55 milhão de hectares.

Durante a apresentação, a Conab também atualizou os números da estimativa da safra de 2020/2021. Houve uma redução em relação ao que foi divulgado em julho, quando a estimativa foi de 260,7 milhões de toneladas. Com a revisão, a safra do período ficou em 253,9 milhões de toneladas. A explicação foi que a redução foi puxada por efeitos do clima sobre as lavouras.

O diretor-presidente da Conab ressaltou que o quadro é de recuperação, mas que ainda permanecem incertezas em razão da pandemia do novo coronavírus. “O quadro ainda é de relativa incerteza, diante da pandemia da covid-19, mesmo que tenhamos acompanhado sinais de melhora recentemente”, disse.

Exportação de frutas aumentou 25% em relação a parcial de 2020

com informações do Sistema Faeg/Ifag

De acordo com a Conab, o volume exportado de frutas pelo Brasil aumentou 24,78% em relação a parcial do ano até julho de 2020, o valor auferido também teve um aumento de 29,66%. Tendo a maçã, manga, melão, manga, limões e limas, banana e melancia, como principais frutas exportadas. Esse aumento na exportação foi devido a boa qualidade, câmbio favorável e os estrangeiros procurarem alimentos saudáveis. Isso vem na esteira da abertura de novos mercados externos agropecuários, consolidados por acordos bilaterais negociados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A quantidade de maçãs ofertada no CEASA em Goiânia subiu 45,67%. Em julho houve uma alta de preços em cinco entrepostos atacadistas e queda da oferta em diversos deles. Mesmo com chuvas escassas até setembro, na maioria das fazendas produtoras de maçã, o período de dormência das macieiras deverá ser satisfatório, por este motivo, esperasse que a próxima  safra seja de bons números.

Já no mercado das hortaliças, desde o início do ano a cenoura vem apresentando uma tendência declinante dos preços em relação ao final de 2020, porém em julho ocorreu uma reversão. No CEASA de Goiás o aumento foi de 53,43%. Com a safra de verão enfraquecendo e a de inverno entrando no mercado e sem conseguir sustentar a oferta do mercado, foi possível ocorrer essa reversão.

O preço do tomate registrou uma alta de 37,12% em julho devido à queda na oferta nos mercados atacadistas, da ordem de pouco mais de 8% em relação a junho do ano passado. A queda tem relação com alguns fatores como a maturação mais lenta e as perdas ocorridas por causa das geadas em diversas regiões produtoras.  A previsão é que ocorra o mesmo para agosto.

Condições climáticas trarão impacto de 10,6% nesta safra de cana-de-açúcar

com informações do Sistema Faeg/Ifag

De acordo com o 2º levantamento da safra 2021/22 da Conab, o rendimento médio e a qualidade da cana-de-açúcar serão afetadas nesta safra, em consequência dos períodos de estiagem e da ocorrência de geadas no Brasil. A região Centro-Sul será a principal região afetada, sendo que a mesma representa o maior eixo produtivo do país. A redução será de 10,6% em relação à safra 2020/21, com uma estimativa de colheita de 538.777,3 mil toneladas de cana-de-açúcar.

No Centro-Oeste, a produção terá uma queda de 3,2% em relação à safra anterior, mesmo com um total de área colhida semelhante.

O impacto em Goiás, segundo maior produtor de cana-de-açúcar, resultará na manutenção do volume produzido, com um aumento de apenas 0,3% na produção de cana-de-açúcar. Espera-se que o estado produza 4,7 bilhões de litros de biocombustível e 2,5 milhões de toneladas de açúcar.

No Brasil, a produção de etanol advinda da cana-de-açúcar também foi afetada pelas intempéries do clima, com uma redução de 13,1% quando comparado à safra anterior, em Goiás a redução foi de 1,1% com uma estimativa de produção de 4,69 milhões de litros. A estimativa de produção de etanol à base de milho no território goiano, terá uma redução, comparado a safra passada, de 23,4%, em consequência dos altos preços internos do grão. Isso poderá resultar em uma elevação do preço do etanol, que consequentemente, refletirá no repasse de preços para a gasolina.

A respeito do açúcar, mesmo que a produção brasileira esteja com uma queda estimada de 9,5% na produção, é previsto que Goiás produza 2,5 milhões de toneladas de açúcar, tendo um acréscimo de 6,5% em relação à safra anterior. Supõe-se que a Região Centro-Sul deverá ser responsável por 92% do total de açúcares produzidos.

Global oil and gas market to grow this year to $5.87 billion

The collapse in demand due to Covid-19 restrictions on travel and the global decline in economic activity had a significant impact on the oil and gas industry.  However, according to the Oil and Gas Global Market Report 2021: COVID 19 Impact and Recovery to 2030, the global oil and gas market is expected to grow from $4677.45 billion in 2020 to $5.87 billion in 2021 at a compound annual growth rate (CAGR) of 25.5%. This growth is mainly due to companies rearranging their operations and recovering from the COVID-19 impact, which had earlier led to restrictive containment measures involving social distancing, remote working, and the closure of commercial activities that resulted in operational challenges. The market is expected to reach $7425.02 billion in 2025 at a CAGR of 6%.

The oil and gas industry is adopting the development of a circular economy to make its operations more sustainable and help address climate change.  The circular economy presents a unique market opportunity upwards of $4.5 trillion by 2030. Saudi Arabia, for example, has used its year in the G20 presidency to promote its circular carbon economy scheme.  As part of the Vision 2030 program, the Kingdom is the first country to export blue hydrogen for zero carbon power generation.  Saudi Arabia is targeting to take supply leadership in the rapidly growing hydrogen market.

“Public opinion has always played a large part in the oil and gas industry around economic, environmental, community and safety issues”, emphasizes Abdulrahman Inayat, Co-Founder and Director of W7Worldwide.  “Effective communication is therefore critical as a vital tool for companies to differentiate themselves from competitors and demonstrate credibility, expertise, and trustworthiness.  Employees, customers, the industry, the community, and other audiences need to hear from you with your plans for a resilient and sustainable future”, said.

W7Worldwide produced a ‘7-Step Communications Guide to help Transform Oil & Gas Sector Post Covid-19’, setting out the key tactics to apply for a future-proof communications strategy.  The report advises that leaders in the oil and gas sector need to adopt climate-focused principles into their business models; organizing messaging about both the energy transition, the expected need for oil and gas for decades to come, as well as the value of oil and gas companies in building the next generation of clean energy resources and technologies.

A multitude of stakeholders are involved throughout all various stages of an oil and gas project, so they need to be kept well informed and engaged to create positive outcomes for everyone. Companies are advised to expand their influence with thought leadership, industry and government level outreach to see the organization’s perception shift from operator to thought leader and change-maker.  To appeal to today’s talent, publics, and customers, oil and gas companies must meet them where they are, and that is online.  Branded messaging needs to move away from the technical jargon and instead present compelling content that resonates.

With the Covid-19 pandemic, the kind of emergencies and crises the oil and gas sector is used to dealing with have changed and become more wide-ranging.  The combination of personnel accountability and effective communications drives a fast and effective crisis response.  The oil and gas sector is currently facing the twofold challenge of sustaining operations and managing their workforce.  The industry has long been grappling with high employee turnover and attracting talent to often remote or difficult locations.  Business success therefore depends on focusing on people’s engagement in the company culture.

Corporate PR and Communications can no longer be considered a support function to the oil and gas sector.  Sustained public relations campaigns will help drive the organizational and business strategy change imposed by Covid-19, build public perceptions around safety and sustainability issues, and drive reputation with key stakeholders.

W7Worldwide’s Crisis Communications Division Developed A 7-step Guide for communications strategies in the oil and gas sector:

  • Proactive Environmental Social Governance (ESG)
  • Stakeholder Mapping & Management
  • Expanding Industry Influence
  • Government Relations with Integrity
  • Digital PR with Strong Content
  • Crisis Avoidance & Management
  • Employee Engagement
7-Step Communications Guide to Transform the Oil & Gas Sector Post COVID-19