Declaração de líderes do Brics reforça importância da sustentabilidade no setor agrícola

Reunidos durante a XI Cúpula do Brics, os chefes de Estado dos cinco países aprovaram a Declaração de Brasília, com as principais decisões do grupo. Na área da agricultura, o documento reconhece a importância da cooperação entre os países e da gestão sustentável dos recursos naturais e destaca que o comércio no bloco deve se basear na ciência e na tecnologia.

“Na condição de líderes mundiais na produção de produtos agrícolas e lar de grandes populações, destacamos a importância da cooperação do Brics na agricultura. Reconhecemos a importância da agricultura de bases científicas e do uso de TICs para essa finalidade. Sublinhamos a necessidade de garantir segurança alimentar, qualidade sanitária dos alimentos, combater a desnutrição, eliminar a fome e a pobreza por meio do aumento da produção agrícola, da produtividade, da gestão sustentável dos recursos naturais e do comércio agrícola entre os países do Brics”, diz o documento.

A Declaração de Brasília também traz o comprometimento em implementar os resultados da COP 14 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à desertificação (UNCCD) para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15.3 (uso sustentável dos ecossistemas terrestres) até 2030, de combate à desertificação, recuperação de terras e solos degradados, e “lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra”.

Os líderes se comprometeram com a implementação do Acordo de Paris e pediram o apoio dos países desenvolvidos para ampliar a prestação de assistência financeira, tecnológica e de capacitação aos países em desenvolvimento para apoiar ações de mitigação e adaptação. Outro resultado foi a criação da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics, que visa a aumentar o papel das mulheres como impulsionadoras do crescimento econômico, contribuindo para o empoderamento econômico das mulheres nos cinco países.

A Declaração conjunta também cita a 9ª Reunião de Ministros da Agricultura do Brics, realizada em setembro, em Bonito (MS), que reconheceu a importância da agricultura sustentável e o papel da biotecnologia para o aumento da produtividade,

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou das sessões plenárias, encontros bilaterais e fórum empresarial. Na quarta-feira (13/11), Brasil e China firmaram acordos sanitários para que o Brasil exporte melão para o país asiático, que poderá vender pera para o mercado brasileiro.

XI Cúpula do Brics

Presidida pelo presidente Jair Bolsonaro, a XI Cúpula do Brics foi realizada em Brasília. O evento reuniu o presidente Vladimir Putin (Rússia), o primeiro-ministro Narendra Modi (Índia), o presidente Xi Jinping (China) e o presidente Cyril Ramaphosa, da África do Sul. Ao final do encontro, o Brasil entregou a presidência rotativa do bloco para a Rússia.

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Lúpulo fresco é enviado em apenas um dia à Coreia para produção de cerveja

YAKIMA, Washington, 12 de novembro de 2019 – /PRNewswire/ – A Yakima Chief Hops (YCH), líder mundial no fornecimento de lúpulo, recentemente exportou do Noroeste do Pacífico para a Coreia do Sul a maior remessa de lúpulo recém-colhido em apenas um dia na história da produção de cerveja.

Fornecer às fábricas de cerveja do outro lado do globo acesso ao lúpulo na sua forma mais pura é um enorme marco para a indústria. Com a missão de conectar fábricas de cerveja de todo o mundo com fazendas familiares multigeracionais, o foco da YCH é criar parcerias estratégicas a fim de aumentar o acesso ao lúpulo para fábricas de cerveja do mundo inteiro.

O lúpulo foi usado para preparar cervejas com lúpulo fresco por três cervejarias de Seul que foram lançadas no mês passado.

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Yakima Express, cerveja wet hop IPA da Amazing Brewery, produzida com lúpulo fresco da YCH do Noroeste do Pacífico e lançada na Coreia do Sul (Foto: Jason Lee / Brew Source International)

Como o lúpulo fresco é um produto altamente perecível que deve ser entregue da plantação à fábrica de cerveja em 36 horas, geralmente ele é comprado por fábricas de cerveja localizadas mais perto da plantação, que são as fazendas de lúpulo do Noroeste do Pacífico onde 75% do lúpulo da nação são produzidos. Até mesmo as fábricas de cerveja americanas enfrentam desafios logísticos, como a coordenação do cronograma de produção e da coleta, o que torna a cerveja de lúpulo fresco difícil de preparar e ter um estilo muito procurado.

Isto não foi uma barreira para a Yakima Chief Hops. Graças à equipe de vendas e logística da YCH, à equipe de marketing internacional do departamento de agricultura do estado de Washington e ao Programa de Serviços de Plantas; a distribuidora coreana Brew Source International e à parceira de cultivo de lúpulo, Yakima Chief Ranches, puderam entregar com sucesso 720 libras de lúpulo fresco das marcas Mosaic® e Ahtanum® à Coreia do Sul em um dia.

O lúpulo fresco viajou 5.345 milhas até a Seul Brewery, a Amazing Brewery e a Playground Brewery, passando por inspeções de exportação e obedecendo aos rigorosos requisitos aduaneiros.

“Quando Jim Lambert, representante de vendas da YCH da Ásia, originalmente propôs a ideia, eu realmente senti a energia”, diz Tyler Shearn, gerente de importação e exportação da Yakima Chief Hops. “A ideia era bastante desafiadora, exigiu meses de preparação, atenção aos detalhes e colaboração. Na YCH, somos encorajados a olhar para os desafios do passado e dar o primeiro passo em direção ao progresso e à melhoria contínua”.

Yakima Chief Hops

Somos uma fornecedora global de lúpulo com produção de nossa total propriedade. Somos amantes da cerveja e agricultores que compartilham uma cultura de parceria e inovação. Somos uma rede de famílias de agricultores apaixonados que utilizam a experiência multigeracional para apoiar e inspirar o futuro da produção de cerveja. Do aprendizado à logística, estamos tornando mais fácil para os fabricantes de cerveja de todo o mundo encontrar novas maneiras de usar o lúpulo para obter resultados premiados.

Mais informações: shop.yakimachief.com

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Millenium BioEnergia: empresa deve investir R$ 4,4 bi em usinas de etanol de milho na área de abrangência da Suframa

por Layana Rios, da Suframa

A Millenium BioEnergia, empresa com projeto de etanol de milho com holding sediada em São Paulo, anunciou que deverá investir aproximadamente R$ 4,4 bilhões nas áreas de abrangência da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) – estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá – com a instalação de usinas de etanol de milho. A informação dos investimentos, bem como o convite para o lançamento da pedra fundamental do projeto, foi feita durante reunião do grupo, liderado pelo CEO, Eduardo Lima, com o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes.

Lima informou que o lançamento da pedra fundamental será no município de Bonfim, em Roraima, no dia 7 de dezembro, e convidou Menezes para participar do evento. “Nossa ideia é ter uma planta da Millennium em cada estado que tenha área suframada. Cada unidade terá um investimento de R$ 640 milhões de reais. A primeira vai ser em Bonfim, onde a Licença de Instalação (LI) deverá sair nesta semana, mas estamos trabalhando em conjunto no licenciamento das demais áreas”, afirmou.

A Millenium BioEnergia é uma empresa focada no setor sucroenergético, agregando diversas empresas e profissionais com expertise do setor de etanol e commodities. A produção de cada planta, de acordo com o CEO, terá capacidade inicial de 600 mil litros/dia, mas, em dois anos, a perspectiva é dobrar o volume. “Os projetos de etanol de milho são os mais limpos que existem na área de biocombustíveis. Vamos inaugurar a primeira fase da usina já com a área para expansão reservada”, explicou.

Em Bonfim, a área destinada à unidade está localizada na região do Tucano, com 270 mil metros quadrados de obra. Na primeira fase, o consumo anual de milho estimado é de 480 mil toneladas e, além do etanol, serão produzidos mais quatro produtos à base de milho: farelo de milho (DDGS – Dried Distillers Grains With Solubles); gás dióxido de carbono (CO) alimentício engarrafado, bio-óleo comestível; e oito a 15 megawatts de energia excedente.

De acordo com o diretor comercial da Millennium, Acácio Rozendo, inicialmente o grupo ia se instalar somente em Itacoatiara (AM), com foco na exportação. “Através da Suframa, o coronel Menezes nos mostrou o que é o modelo Zona Franca e toda a área suframada e, em reunião, o grupo chegou num acordo de acompanhar toda essa região, com no mínimo uma planta em cada um dos cinco estados”, explicou. Também estão previstas duas plantas da empresa no Mato Grosso.

No Amazonas, a empresa tem planos de instalar plantas em Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva, sendo as duas últimas dentro da área da Zona Franca de Manaus. “O que determina o início das obras são as obtenções das licenças. Estamos trabalhando em todas simultaneamente, mas é um processo que varia de estado para estado, além do fator climático, com o período de chuvas, que vão afetar o cronograma das obras”, explicou Rozendo.

O superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, afirmou que o anúncio da Millenium vai ao encontro do trabalho que vem sendo desenvolvido em sua gestão, de fomentar os diferentes segmentos, atraindo novos negócios não apenas para Manaus, mas para toda a área de abrangência da Suframa. “Precisamos divulgar cada vez mais os incentivos fiscais que aqui existem para que outras empresas possam vir se instalar em nossa região. Que a Millennium seja o início dessa nova fase da Suframa”, afirmou, confirmando presença no evento de lançamento da pedra fundamental, em Bonfim.

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SC: todos os cultivos de moluscos estão liberados para comercialização e consumo

O litoral catarinense está livre da toxina diarreica. A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou as últimas localidades que seguiam interditadas. A partir de agora, está liberada a coleta, cultivo, comercialização e consumo de ostras, mexilhões, berbigões, vieiras e seus produtos, tanto nos costões, quanto em beira de praia em todos os cultivos de Santa Catarina.

As últimas localidades liberadas foram Calheiros, Ganchos de Fora e Canto dos Ganchos, em Governador Celso Ramos.

A desinterdição dos cultivos acontece após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarreica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos, executado pela CIDASC, é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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China habilita frigoríficos de SC para exportação de miúdos de suínos

A China habilitou sete estabelecimentos de Santa Catarina para exportação de miúdos suínos. As plantas frigoríficas brasileiras foram habilitadas para comercializarem seis tipos de miúdos de suínos: pés, língua, focinho, máscara, orelha e rabo.

Os estabelecimentos são BRF (Campos Novos), Pamplona Alimentos (unidades de Presidente Getúlio e Rio do Sul), Cooperativa Central Aurora Alimentos (unidades de Joaçaba e Chapecó) e Seara Alimentos (unidades de São Miguel do Oeste e Itapiranga).

De acordo com estimativa preliminar da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a abertura de mercado para esses produtos pode movimentar no próximo ano US$ 2 bilhões.

A China enfrenta uma crise no setor por causa da peste suína africana. Com a doença, mais de 6,9 milhões de animais foram sacrificados, conforme dados da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina.

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ICMBio lança guia para manejo florestal comunitário

com informações do ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou o Guia para o Manejo Florestal Comunitário em Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia.

O guia, elaborado pela equipe da Coordenação Geral de Populações Tradicionais, pertencente à Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CGPT/DISAT), orienta a elaboração participativa de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) Comunitário em Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia (Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Florestas Nacionais) de forma a unir o conhecimento tradicional, técnico e científico com as normas estabelecidas para o manejo sustentável da floresta.

A publicação apresenta informações necessárias sobre o assunto, normativas, planejamento, técnicas adequadas para uso sustentável da floresta aliado aos princípios de conservação e comercialização dos produtos florestais.

“A venda da madeira de forma legalizada é geração de renda para as populações tradicionais e uma forma de dar dinamismo econômico para a região”, analisa o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira.

Floresta Nacional de Carajás
Flona de Carajás (Foto: João Marcos Rosa / Divulgação)

Piauí terá 39 municípios incluídos no Plano AgroNordeste

O comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste foi instalado em Teresina (PI). No Estado, o AgroNordeste focará suas ações no território do Alto Médio Canindé, abrangendo 39 municípios com população rural de 157 mil pessoas. Serão priorizadas as cadeias produtivas de apicultura, caju e ovinocaprinocultura, e as cidades polo serão Jaicós e São João do Piauí.

O Plano AgroNordeste está sendo implantado em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas. O público-alvo são os pequenos e médios produtores que já comercializam parte de sua produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir os seus negócios e gerar mais renda e emprego na região onde vivem.

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Conab divulga resultado de pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem de grãos

O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os índices incluem também a perda em armazenagem.

As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui o levantamento.

O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.

Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.

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AgroNordeste: objetivo do plano é alavancar desenvolvimento da agropecuária na região

O AgroNordeste – plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região – foi lançado pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em cerimônia no Palácio do Planalto. O programa será implantado no biênio 2019/2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O plano se junta a outras ações já executadas pelo ministério na região, como Programa de Aquisição de Alimentos, regularização fundiária, Selo Arte, promoção da irrigação, indicação geográfica, equivalência de sistemas de inspeção de produtos de origem animal (Sisbi) e combate a doenças e pragas (febre aftosa, peste suína clássica e mosca das frutas).

O AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Entre os objetivos do plano estão aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.

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Liderado pelo Ministério da Agricultura, o AgroNordeste será desenvolvido em parceria com órgãos vinculados à pasta e instituições como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar),  o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil.

O programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região, identificando os entraves para o seu desenvolvimento e as soluções possíveis. Os territórios foram definidos com base nessas cadeias produtivas e no nível de vulnerabilidade da área. Até 2021, o programa deverá chegar a 30 territórios.

A escolha dos territórios levou em conta clima, solo, recursos naturais, situação agrária, agropecuária, de infraestrutura e socioeconômica das localidades. Os municípios têm população de até 1% do estado. Também foram considerados os resultados de ações anteriores ou em curso do Ministério da Agricultura ou dos parceiros e o potencial de resposta dos produtores rurais às intervenções.

Os 12 territórios abrangem 410 mil estabelecimentos. Foram identificadas cadeias produtivas com potencial de crescimento, entre elas arroz, leite, mel, frutas, ovinos, crustáceos, caprinos, mandioca, feijão, tomate, cebola e cachaça.

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A meta do programa é incrementar a renda dos produtores entre 20% e 50% no médio prazo. Cada território terá pelo menos um município-polo, que será definido em função do melhor local para execução do projeto. No polo será implantado o Escritório Local de Operações (ELO), que reunirá representantes do Ministério da Agricultura e das entidades parceiras na execução do AgroNordeste.

Os 12 territórios da etapa 2019/2020 são: Médio Mearim (MA), Alto Médio Canindé (PI), Sertões do Crateús e Inhamuns (CE), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN), Cariri Paraíba (PB) e Moxotó (PE), Araripina (PE), Batalha (AL), Sergipana do São Francisco (SE), Irecê e Jacobina (BA), Januária (MG) e Salinas (MG).

As ações concentradas do AgroNordeste tiveram início de forma experimental há dois meses, no território do Cariri Paraibano e Moxotó Pernambucano, que abrange 39 municípios nos dois estados. A principal atividade produtiva da região é a ovinocaprinocultura.

Nesse período, a equipe técnica de todos os parceiros conversou com criadores para saber quais eram os principais desafios a serem enfrentados para alavancar a produção local e gerar mais renda.

O diagnóstico apontou para dificuldade de acesso a crédito (em razão da falta de titulação da terra, Cadastro Ambiental Rural e Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), déficit de assistência técnica, dependência de programas governamentais para venda da produção e dificuldades na comercialização (em decorrência da ausência de regularidade, qualidade e certificação dos produtos).

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Criação em Cariri (PB) e Moxotó (PE), um dos 12 territórios mapeados pelo AgroNordeste (Foto: Divulgação / Mapa)

Os técnicos também identificaram que o leite de cabra é o principal produto comercializado, enquanto o queijo de cabra, que tem maior valor agregado (gera mais renda), representa em torno de 5% das vendas.

A partir das informações, os produtores, junto com as cooperativas, técnicos e demais parceiros, já apontaram pelo menos três projetos prioritários para a região: qualificação de um curtume, instalação de um frigorífico e regularização das cooperativas locais de produção de leite de cabra. Essa é uma das características do plano: os projetos serão elaborados pelos produtores e parceiros.

O trabalho no Cariri e Moxotó foi importante para mostrar como será o fluxo de operação das ações concentradas nos demais territórios.

Cerveja Sour: conheça as cervejas ácidas

O consumo de cerveja aumentou, de acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel. O estudo aponta que a quantidade domicílios brasileiros que consomem cerveja aumenta mais de 1% a cada ano. Fazendo parte do universo cervejeiro, a sour chegou para conquistar o paladar dos brasileiros com seu gosto azedinho e único.

De acordo com o sommelier de cervejas Eduardo Meira, à frente do Beer Club, em Brasília, cervejas sour são ótimas para enfrentar no calor. “As sour são refrescantes por conta do seu teor cítrico. São centenas de opções de combinações e sabores. As mais comuns são as sour com goiaba e maracujá, que causam uma explosão de sabores na boca. Existem algumas que exploram mais o sabor adocicado, como é o caso das com manga, mas que não perdem sua essência cítrica”, explica Eduardo.

Segundo o especialista, o processo de fabricação é complicado. “Todas as sour são produzidas com leveduras selvagens e o processo de fabricação não é barato. Essas cervejas demoram mais para fermentar e isso torna o processo mais longo. Há cervejas sour fermentadas naturalmente e artificialmente, mas eu prefiro as naturais”, diz o sommelier.

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Alguns estilos são mais famosos no mundo das sour. “Lambic é o estilo mais famoso entre as sour. Ele se caracteriza pela fermentação natural e permanecem de 2 a 3 anos maturando no barril de carvalho. Essas cervejas não produzem espuma por não serem carbonatadas. As colorações das Lambic podem variar do amarelo claro ao dourado fechado e seu sabor é bem cítrico”, fala Meira.

Outro estilo famoso é o Berliner Weisse. “Estilo tradicional de Berlim, a Berliner Weisse possui ¼ de trigo e sua coloração é amarelo esbranquiçada. Essa cerveja não é filtrada e possui amargor quase zero. Seus sabores podem variar, mas são preferencialmente frutadas e podem ser servidas com suco limão e xarope de framboesa”, conclui Edu.

Serviço:

Beer Club

Endereço: CLS 403 – Bloco D – Loja 28 – Brasília – DF

Telefone: + 55 61 3254.6222

Instagram: @beerclubbrasilia