BNDES já aprovou R$ 160,8 bi para o agro desde 2023

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde janeiro de 2023, R$ 160,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário nacional. O montante é 65,3% superior ao aprovado no período entre 2019 e 2022 (R$ 97,3 bilhões). Os recursos chegaram a 93% dos municípios brasileiros.

O volume inclui recursos aprovados nos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), no BNDES Crédito Rural, além de apoio para projetos de investimento, com aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.

Do total aprovado, R$ 19 bilhões reforçaram a capacidade produtiva da agroindústria, como aumento da produção de biocombustíveis, da capacidade de armazenagem de produtos agrícolas e de recursos para centros de pesquisa e inovação no setor. Entre 2019 e 2022, as aprovações de crédito com essa finalidade somaram R$ 11,7 bilhões.

“O BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro. Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,3 bilhões. Além disso, o Banco teve o maior orçamento já disponibilizado no Plano Safra 2025/2026, com R$ 70 bilhões”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os números foram divulgados durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina e uma das maiores do mundo, que está acontecendo até o dia primeiro de maio, em Ribeirão Preto, no interior paulista, com patrocínio do BNDES.

“No setor tão importante para a economia brasileira como setor agropecuário, o BNDES faz presente apoiando especialmente o investimento. Então ano passado foram mais de R$ 50 bilhões investidos no setor, mais de 200 mil operações realizadas por meio de uma extensa rede de parceiros, instituições financeiras, que municípios do país”, explicou o superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do Banco, Marcelo Porteiro.

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BNDES capta R$ 943,5 milhões com JBIC para financiar projetos verdes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) contrataram financiamento no valor de até R$ 943,5 milhões (US$ 185 milhões) no âmbito da Linha GREEN para apoiar projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil, incluindo biocombustíveis e transmissão de energia elétrica, que desempenham papéis chave na descarbonização e na efetiva integração das energias renováveis. O contrato é o sétimo a ser assinado no âmbito da Linha GREEN, retrato da cooperação de longa data entre as instituições.

A Linha GREEN (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation) tem como objetivo apoiar projetos que favoreçam a preservação global do meio ambiente, promovendo a redução da emissão de gases do efeito estufa, a eficiência energética e o uso de energias renováveis.

Além da cooperação financeira, as instituições celebraram diversos Memorandos de Entendimento (MoU), com o objetivo de implementar atividades de cooperação financeira, visando o apoio a projetos de infraestrutura de interesse mútuo. O mais recente MoU vigente, assinado em 25 de março de 2025, objetiva apoiar projetos nos setores de recursos minerais e energéticos sustentáveis além de formas de colaboração para proteção ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas. Durante a COP-30, em Belém, as duas instituições assinaram aditivo ao MoU original, que inseriu ao instrumento de cooperação a previsão da linha GREEN VII.

“Com a adição desta linha de crédito à extensa lista de operações financeiras realizadas entre BNDES e JBIC, damos mais um passo para o fortalecimento da parceria entre as instituições, no sentindo de apoiar projetos renováveis e sustentáveis e com o compromisso de avançar no desenvolvimento sustentável do Brasil. Desde a década de 60, foram assinados 19 contratos de empréstimo no valor de, aproximadamente, R$ 18 bilhões (US$ 3,4 bilhões)”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. 

“Em meio ao crescente cenário de incerteza global, a resiliência das economias, dos sistemas energéticos e das comunidades tornou-se cada vez mais importante e representa um interesse comum compartilhado entre o Japão e o Brasil. Nesse contexto, é com grande satisfação que anunciamos a assinatura da sétima operação (GREEN VII), na sequência da sexta operação (GREEN VI), concluída em março do ano passado. Esse marco constitui um forte símbolo da sólida parceria entre nossas duas instituições. O JBIC aspira contribuir para a criação de bens e serviços de maior valor — não apenas para a cooperação bilateral entre os dois países, mas também para a comunidade global — como parte de seus esforços para ajudar a enfrentar os desafios decorrentes das incertezas na geopolítica e na geoeconomia”, registrou o diretor executivo sênior – chefe global do Grupo de Finanças para Infraestrutura e Meio Ambiente do JBIC, Hiroki Sekine.

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Brasil Soberano é ampliado com mais R$ 15 bi para apoio ao setor produtivo

com informações da Agência BNDES de Notícias

Por meio da Medida Provisória 1.345/2026, o Governo Federal ampliou o Plano Brasil Soberano, com mais R$ 15 bilhões de orçamento. O plano é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também foi sancionada a Lei Federal nº 15.359/26 que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, cujo projeto de lei (nº 6139/23) foi aprovado no Congresso Nacional no início deste mês.

Os recursos do Brasil Soberano vão apoiar as empresas brasileiras exportadoras e aquelas relevantes para a balança comercial nacional em meio a razões geopolíticas e de instabilidade internacional, como é o caso daquelas afetadas pela guerra no Oriente Médio e as que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos.

Serão até R$ 15 bilhões em recursos que poderão utilizar: o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, inclusive do principal; o superávit financeiro, apurado em 31 de dezembro de 2025, de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda; e outras fontes orçamentárias. Terão direito à linhas de crédito a empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores e aquelas que atuam em setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro.

“No ano passado, o Brasil Soberano aprovou mais de R$ 16 bilhões em crédito para as empresas mais atingidas pelo tarifaço imposto unilateralmente pelos Estados Unidos. Agora, com o Brasil Soberano 2, o governo do presidente Lula vai apoiar empresas de setores que ainda sofrem com tarifas elevadas, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças, assim como aqueles setores relevantes para a balança comercial brasileira, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido aos conflitos que acontecem em outros países. É um apoio muito importante, sobretudo para garantir a manutenção dos empregos e da competitividade das empresa nacionais”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

As linhas de crédito vão financiar: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos; e outras hipóteses, conforme estabelecido em ato conjunto dos Ministros de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda.

As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços definirão os critérios de elegibilidade às linhas de financiamento e demais normas complementares necessárias à implementação.

“O governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

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Exportação de serviços – O projeto de lei que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação moderniza o seguro e o financiamento às exportações brasileiras e traz aprimoramentos para a atuação do BNDES. A nova lei consolida o alinhamento das práticas brasileiras às internacionalmente adotadas e dá segurança jurídica e política ao corpo técnico do Banco.

A garantia de maior transparência será adotada com a criação de um portal único para centralizar as informações sobre todas as operações aprovadas. Uma vez por ano, o BNDES vai apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal o portfólio de projetos. A medida permitirá maior interlocução e acompanhamento mais próximo por parte dos congressistas.

A nova lei incorpora regra que já constava em normativos internos do Banco e que estabelecia que países inadimplentes com o Brasil não poderão tomar novos empréstimos com o BNDES até a regularização da sua situação. O PL também estabelece mecanismos para incentivar operações que envolvam economia verde e descarbonização. Outra novidade é a possibilidade de cobertura do risco comercial enfrentado pelas micro, pequenas e médias empresas em operações com prazo de até 750 dias na fase de pré-embarque. Até então, o limite era de 180 dias.

A lei também estabelece regras para operacionalizar o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instituído pela Lei Federal 12.712/2012 como um fundo com natureza jurídica de direito privado, criado para dar suporte a exportações brasileiras contra riscos comerciais.

Chamada de Clima do BNDES seleciona fundos que vão alavancar R$ 16,2 bi no mercado

com informações da Agência BNDES de Notícias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a seleção de sete fundos de investimento no âmbito da Chamada Pública de Mitigação Climática, iniciativa voltada ao financiamento de projetos de transição ecológica, restauração ambiental e descarbonização da economia. Com aportes de até R$ 4,3 bilhões por meio da BNDESPAR, os fundos deverão mobilizar cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais em recursos privados, ampliando significativamente o volume de investimentos direcionados à agenda climática no Brasil.

Lançada em setembro de 2025, a Chamada de Clima recebeu 45 propostas de gestores nacionais e internacionais. Ao final do processo, foram selecionados cinco fundos de equity e dois de crédito, organizados em duas verticais principais: Transformação Ecológica e Soluções Baseadas na Natureza.

Os fundos de equity selecionados na modalidade de Transformação Ecológica foram: Catalytic Transition Fund Brazil FIP Multiestratégia – com aporte de até R$ 1 bilhão do BNDES; EB Clima II – Transição Energética & Descarbonização IS FIP Multiestratégia – até R$ 500 milhões do Banco; e (iii) Generation Just Climate Brasil FIP – com até R$ 800 milhões em aporte.

Já os fundos de equity enquadrados na modalidade de Soluções Baseadas na Natureza selecionados foram: Patria Latam Reforest Fund I FIP Multiestratégia IS – com aporte de até R$ 500 milhões do Banco; e The Amazon Reforestation Fund II FIP Multiestratégia IS – Mombak – com até R$ 500 milhões. Por fim, os dois fundos de crédito selecionados se enquadraram na modalidade de Transformação Ecológica: Vinci Crédito Soluções Climáticas FIC FIM – com até R$ 500 milhões; e FIDC Clima Riza Farma – com até R$ 500 milhões.

Entre os destaques estão projetos voltados à restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, além de iniciativas de descarbonização industrial, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde e tecnologias para redução de emissões.

“O BNDES assume papel estratégico ao ancorar fundos voltados a áreas em que o capital privado ainda enfrenta barreiras, como reflorestamento, descarbonização de processos industriais e bioinsumos, mobilizando recursos e direcionando investimentos para projetos que aceleram a transição climática, prioridade do presidente Lula. A iniciativa amplia os investimentos no Brasil e contribui para o cumprimento das metas nacionais de redução de emissões”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Todos os recursos aportados deverão ser investidos exclusivamente em projetos e empresas no território nacional. Os fundos agora passam por etapa de diligência e definição final das condições de investimento antes da efetivação dos aportes.

A Chamada de Clima integra a estratégia do BNDES de apoiar a transição para uma economia de baixo carbono, fortalecendo a competitividade da indústria nacional, promovendo inovação verde e ampliando a capacidade do país de enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Modalidades

Os fundos de Transformação Ecológica têm foco em setores estratégicos como indústria de baixo carbono — incluindo aço e cimento verdes, minerais críticos, hidrogênio e biomassa —, além de resíduos e economia circular, sistemas alimentares sustentáveis, energia renovável, eletrificação, digitalização e armazenamento de energia.

Já os fundos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) priorizam a recuperação de áreas degradadas por meio da restauração de florestas nativas no Arco da Restauração, na Amazônia, além dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Também incluem projetos de restauração produtiva com sistemas agroflorestais e silvicultura sustentável integrada à lavoura, pecuária e floresta, com meta de restaurar mais de 90 mil hectares.

O investimento na agenda climática acelera a transição para uma economia sustentável e neutra em carbono, impulsionando a transição energética, a indústria verde, a infraestrutura e o transporte de baixo carbono, além de fortalecer a agropecuária sustentável. Também amplia ações de conservação ambiental, restauração de biomas e desenvolvimento da bioeconomia da sociobiodiversidade, contribuindo para tornar atividades econômicas, infraestrutura e cidades mais resilientes às mudanças climáticas.

BNDES disponibiliza mais R$ 15,3 bilhões para programas do Plano Safra 2025-26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizou mais R$ 15,3 bilhões para operações de crédito rural no âmbito de programas do Plano Safra 2025-2026. Deste montante, R$ 10,4 bilhões serão destinados às linhas voltadas para agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões para agricultura familiar.

Com a medida, o total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pela instituição é de R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026.

Os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário. No Plano Safra 2025-2026, o Banco já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e atendeu a solicitações de mais de 105 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

Além dos PAGFs, o BNDES também oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural – na atual safra, o produto já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas.

Foto: Getty Images

BNDES começa a receber pedidos de crédito de produtores rurais impactados por perdas de safra

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu o protocolo para receber os pedidos de crédito no âmbito do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais. Com orçamento de R$ 12 bilhões do governo federal, o objetivo do programa é auxiliar a retomada da capacidade econômica e apoiar a recuperação dos produtores agropecuários que registraram perdas significativas de safra.

As operações poderão ser realizadas por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES. Com orçamento de R$ 12 bilhões, prazo de até 9 anos, incluindo até 1 ano de carência, o Programa tem como objetivo apoiar produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas localizados em municípios que, entre 2020 e 2024, tiveram a declaração de estado de calamidade pública ou de situação de emergência reconhecidas pelo Governo Federal, em decorrência de eventos climáticos adversos. 

“O BNDES é o principal agente do Governo Federal para a execução de políticas públicas de crédito de longo prazo no país. Assim como ocorreu no Rio Grande do Sul, com empresas afetadas pelos extremos climáticos, o Banco oferece aos produtores rurais alívio econômico, para garantir a continuidade da atividade produtiva no campo, especialmente para agricultores familiares e médios produtores, que têm papel central na segurança alimentar e no desenvolvimento regional”, afirma Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce.

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Serão elegíveis para a utilização do Programa operações de crédito rural de custeio e investimento e Cédulas de Produto Rural – CPRs contratadas até 30 de junho de 2024 por produtores rurais que tiveram perdas de mais de 30% em duas ou mais safras, no período de 2020 a 2025, e que estejam localizados em municípios que tenham registrado perdas de mais de 20% em duas de suas principais atividades agrícolas no mesmo período. 

Ao menos 40% dos recursos estão reservados para produtores beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar – Pronaf e do Programa Nacional de Apoio aos Médio Produtores – Pronamp, segmentos mais vulneráveis aos efeitos das perdas de safra.

Silos e armazéns de grãos podem se modernizar com linha de financiamento de R$ 12 bilhões do BNDES

O Governo Federal anunciou uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, articulada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende impulsionar o uso de máquinas e equipamentos que integrem robótica, inteligência artificial, computação em nuvem, sensoriamento e comunicação máquina a máquina (IoT).

O objetivo é elevar a produtividade e atualizar o parque fabril brasileiro, ainda dependente de maquinário antigo — com idade média de 14 anos, segundo estudos do setor. A linha Crédito Indústria 4.0, do BNDES, responde por R$ 10 bilhões do total. Com taxas que combinam TR e juros de mercado, o financiamento permitirá acesso a crédito com custo máximo de 8,5% ao ano, redução média de 6% em relação às linhas tradicionais.

Impacto no agronegócio e nas cooperativas

No setor agroindustrial, a nova linha abre espaço para modernizar estruturas de armazenagem e processamento de grãos, incorporando tecnologias digitais e sistemas de automação que aumentam a eficiência e reduzem perdas.

Segundo Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia, que desenvolve soluções de automação para silos e armazéns, a nova linha chega em um momento estratégico: “O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma.

Com o início das aprovações, a expectativa é de que a medida estimule uma nova onda de modernização, conectando o setor produtivo às práticas da Indústria 4.0 e ampliando a competitividade da economia brasileira.

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