Plano Safra: produtor que tiver Cadastro Ambiental Rural regularizado poderá ter 10% a mais de crédito

com informações do Canal Rural

O Plano Safra 2020/2021 trouxe algumas novidades com a intenção de estimular a preservação ambiental no campo. Medidas como a possibilidade de financiar cotas de reserva ambiental fazem parte da meta do governo federal de dar continuidade à revolução verde e ainda devem gerar renda ao produtor rural.

O programa ABC Ambiental é a linha de investimento com taxas mais baixas: entre 4,5 e 6%. E o produtor que tiver o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado poderá ter o limite de crédito de custeio aumentado em 10%.

“É um custo a mais que ele tem, né? Você tem uma área que já está consolidada, você tá plantando, você já tem o custo de todo o plantio daquela cultura. No momento que você tem que fazer um plantio além daquela cultura, reflorestar, por exemplo, repor floresta, você tem que fazer um trabalho que tem custo, né? Da muda, do insumo, da máquina, da mão-de-obra, da cerca. Então, esses 10% podem ser usados nessa área”, disse o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto

Segundo o Serviço Florestal Brasileiro, cerca de 10% das propriedades rurais do país ainda não estão cadastradas no CAR. Esse número representa mais de 720 mil imóveis, sendo a maioria de pequeno porte Colatto explica que é necessário finalizar a adesão ao CAR para que os donos de imóveis, com área de preservação desmatadas, ingressem no Programa de Regularização Ambiental, o PRA. Neste Plano Safra será possível financiar cotas de reserva ambiental.

“Quando ele tem um passivo ambiental, ele pode fazer por três situações. Por compensação, por regeneração ou por adquirir essa área. Então, ele pode adquirir de outros essa área que lhe falta, alugando ou comprando essa área. Registra na escritura e ele, então, dentro da análise que vai ser feita do cadastro, ele vai fazer a adesão nesse cadastro dessa área, vai incorporar essa área e com isso ele vai ter um novo cadastro. Aí ele vai ajustar o cadastro”, disse.

Para poder acessar o financiamento, é necessário que o estado onde fica o imóvel faça parte do PRA. Atualmente, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e Sergipe integram o módulo.

Essas bonificações e incentivos para que o produtor rural adote a pauta ambiental fazem parte da intenção do governo de dar seguimento à revolução verde no país. Nesta semana,  em parceria com a Climate Bonds Initiative, o ministério lançou o plano de investimento para agricultura sustentável. O governo espera atrair mais investimentos por meio dos títulos verdes, também chamados de Green Bonds.

Produtores que preservam áreas ambientais poderiam ser remunerados por essa prática por meio da venda de títulos. “A gente pode fazer certificações de áreas ambientais preservadas e essas certificações servem de lastro para lançamento desses Green Bonds. Então, estamos desenhando com as pessoas que realmente atuam nesse mercado, um esquema pra que isso aconteça inclusive com terras indígenas, em benefício dos indígenas. Mas esse projeto não se restringiria às terras indígenas, e qualquer produtor rural que tivesse excesso de reserva legal poderia ser usufrutuário desse projeto”, falou Rogério Boueri, subsecretário de Política Agrícola.

“Isso incentiva que as pessoas façam agricultura sustentável mas que não fique apenas um ônus para o produtor, mas que ele tenha uma compensação daquela área que ele poderia plantar, não tá plantando para benefício da sociedade”, finalizou Colatto.

Ministério da Agricultura monitora nuvem de gafanhotos na fronteira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu informações do  Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) sobre uma nuvem de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata que encontra-se próximo à fronteira com o Brasil. Segundo o monitoramento climático que vem sendo realizado pelos especialistas argentinos, a praga deve seguir em direção ao Uruguai.

No entanto, considerando a proximidade com a região fronteiriça do Brasil, o Mapa emitiu alerta para as Superintendências Federais de Agricultura, com vistas aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas as medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região, em especial no estado do Rio Grande do Sul, para a adoção eventual de medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro.

Segundo a Coordenação-Geral de Proteção de Plantas do Mapa, as autoridades fitossanitárias brasileiras estão em permanente contato com os seus pares argentinos, bolivianos e paraguaios por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal – COSAVE, o que tem permitido um acompanhamento do assunto em tempo real, com o objetivo de adotar as medidas cabíveis para minimizar os efeitos de um eventual surto da praga no Brasil.

Esta praga está presente no Brasil desde o século XIX e causou grandes perdas às lavouras de arroz na região sul do País nas décadas de 1930 e 1940. Desde então, tem permanecido na sua fase “isolada” que não causa danos às lavouras, pois não forma as chamadas “nuvens de gafanhotos”. Recentemente, voltou a causar danos à agricultura na América do Sul, em sua fase gregária (formação de nuvens).

Os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva na região estão sendo ainda avaliados pelos especialistas e podem estar relacionados a uma conjunção de fatores climáticos, como temperatura, índice pluviométrico e dinâmica dos ventos.

Cadastro no Programa de Aquisição de Alimentos termina em 3 de julho

O prazo para cadastramento no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) está aberto e pode ser feito até o dia 3 de julho. Criado com o objetivo de apoiar a comercialização de produtos dos diversos segmentos da agricultura familiar, incluindo povos e comunidades tradicionais, o PAA visa incentivar a produção rural sustentável e estimular a rede de comercialização local. Por meio do programa, é possível que o governo compre itens diretamente de produtores da agricultura familiar, gerando renda e melhoria na condição de alimentação das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O PAA é gerido pelo Ministério da Cidadania (MCid), com auxílio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A execução ocorre pelos governos estaduais e municipais e, em âmbito federal, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que operacionaliza as ações diretamente com as associações e cooperativas de agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais.

Podem se cadastrar agricultores familiares com Declaração de Aptidão ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a DAP, e povos e comunidades tradicionais (Decreto nº 6.040, de 07.02.2007), extrativistas, quilombolas, famílias atingidas por barragens, pescadores, povos indígenas, aquicultores, silvicultores e assentados da reforma agrária, todos detentores da DAP.

O Sistema de Gestão do PAA (PAAnet) é o local disponível para cadastramento. Por meio dele, organizações de agricultores familiares cadastrarão suas propostas em articulação com as entidades que vão receber os produtos. A Conab, então, firma contratos com essas organizações e repassa os recursos necessários ao desenvolvimento dos projetos. Os recursos ficam bloqueados e são disponibilizados à medida que a organização comprova a entrega de alimentos às entidades.

Ao todo, o PAA contempla cinco modalidades: Compra Direta da Agricultura Familiar; Apoio à Formação de Estoques pela Agricultura Familiar; Compra com Doação Simultânea; Compra Institucional; e Aquisição de Sementes. Em Goiás, será disponibilizada a modalidade Compra com Doação Simultânea. Mais informações estão disponíveis no site da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

Você sabe a diferença entre manteiga e margarina?

com informações de www.bebamaisleite.com.br

Enquanto a manteiga é um produto natural, de origem animal, feito a partir do leite batido, a sua “concorrente” margarina é produzida de óleo vegetal. Por meio de um processo chamado hidrogenação – reação química de adição de hidrogênio em uma molécula – o componente líquido se torna sólido. Depois, são adicionados branqueadores e aditivos. 

André Veinert, nutrólogo do Hospital Villa-Lobos, de São Paulo, explica que a composição de ambos os nutrientes pode dar pistas sobre o que é mais saudável. “A margarina é um produto artificial, rico em gordura e cheio de aditivos. Além disso, é rica em Ômega 6, nutriente que se ingerido em grande quantidade aumenta os riscos de desenvolver processos inflamatórios e doenças coronárias”, detalha o médico. Ainda segundo ele, “a margarina amplia também os riscos de câncer, por ser um produto totalmente industrializado e com aditivos como corantes e estabilizantes”, emenda.