Mantida a interdição dos cultivos de ostras e mexilhões de Bombinhas e Porto Belo (SC)

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Sanra Catarina mantém a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dos municípios de Bombinhas e de Porto Belo devido à presença de toxina diarreica. Continua proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e na beira de praia nas localidades de Zimbros, Canto Grande, Ilha João da Cunha, Araçá e Perequê.

A interdição dos cultivos foi feita após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Os exames foram repetidos durante a semana, porém a concentração da toxina continua acima do tolerável.

“A tendência é de que a concentração diminua, porém não podemos afirmar quando. Até o momento as concentrações de toxina estão acima do permitido. Novos exames serão realizados na próxima segunda-feira”, ressalta o gerente de Aquicultura e Pesca, Sergio Winckler.

As áreas serão liberadas após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos. O ácido ocadaico, quando consumido por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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Foto: Divulgação / Epagri

Rota do Cordeiro em Pernambuco terá abatedouro frigorífico com certificação federal

com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Codevasf

O Polo Itaparica da Rota do Cordeiro, no sertão de Pernambuco, contará com um abatedouro frigorífico com certificação federal. A medida visa ampliar a capacidade de produção local e, assim, impulsionar a geração de emprego e renda. A unidade será implementada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a partir de investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões dos ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A implantação do abatedouro frigorífico, no município de Floresta (PE), é parte das ações para estruturação da cadeia produtiva no Polo Itaparica e estava previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento do projeto Rota do Cordeiro. O plano traça uma perspectiva para desenvolver regiões, aproveitando as vocações produtivas e o potencial do setor em um conjunto integrado de iniciativas estruturantes entre instituições públicas e privadas. O MDR já disponibilizou cerca de R$ 69 milhões à ação, beneficiando mais de 40 mil produtores. São 16 polos em todo o País – dez deles no semiárido.

A cidade de Floresta possui, atualmente, o maior rebanho do estado de Pernambuco.  A estimativa é que a nova estrutura, que já deve começar a funcionar no próximo ano, beneficie mais de 20 mil ovinocaprinocultores nos oito municípios pernambucanos que integram o Polo Itaparica da Rota do Cordeiro: Floresta, Belém do São Francisco, Petrolândia, Itacuruba, Carnaubeira da Penha, Inajá, Tacaratu e Jatobá.

O abatedouro frigorífico do Polo Itaparica será o único no estado de Pernambuco com certificação estadual de abrangência federal, condizentes com os padrões do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

A Codevasf é a responsável pela execução das obras físicas, aquisição e instalação de equipamentos, além da capacitação dos produtores. A ação também conta com a parceria do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) para atividades de extensão rural; do Banco do Nordeste (BNB) com linhas de créditos, principalmente por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Prodetec); e do Sebrae na capacitação técnico gerencial.

Rota do Cordeiro

A ação faz parte das Rotas de Integração Nacional, que atuam com redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) para promover inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados. Tudo a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. O Programa segue as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e integra as estratégias do MDR para, com inclusão produtiva, desenvolver regiões.

“Disponibilizamos conhecimento técnico sobre o processo de padronização animal, desde a criação ao abate, além de discutir melhorias nas condições sanitárias para o desenvolvimento do rebanho. Os produtores buscam, então, superar entraves para aumentar a eficiência e ganhar novos mercados consumidores”, ressalta o coordenador de Sistemas Produtivos e Inovativos do MDR, Vitarque Coelho.

A Rota do Cordeiro teve início em 2012, por meio de um acordo de cooperação com o então Ministério da Integração Nacional e a Embrapa Caprino e Ovinos. Nos últimos anos, o projeto ampliou os parceiros e passou a contar com o apoio do Mapa e de entidades como a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a Frente Parlamentar de Apoio Ovinocaprinocultura – Frente Ovino, o BNB e o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

De acordo com o censo agropecuário de 2017, são 13,7 milhões de ovinos e 8,2 milhões de em todo o País. O Nordeste possui o maior rebanho de caprinos do Brasil, com mais de 90% do efetivo nacional. A região também lidera a produção de ovinos, concentrando mais de 60% da produção nacional. Pernambuco é o terceiro maior produtor.

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Iniciativa faz parte das Rotas de Integração, programa do MDR com foco no desenvolvimento regional a partir da geração de emprego e renda (Foto: André Lima / MDR / Divulgação)

Contratações de crédito rural somaram R$ 16,5 bilhões em julho

A safra 2019/2020 teve início com forte aumento das contratações de crédito rural em relação a julho de 2018. O total financiado em julho deste ano foi de R$ 16,5 bilhões, com aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

Do total financiado, R$ 11 bilhões foram para custeio e R$ 2,7 bilhões para investimentos. A contratação de pequenos e médios produtores somou R$ 4,48 bilhões para custeio (+40%) e R$ 906 milhões para investimentos (+34%).

Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário Safra 2019/2020, divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como fonte de dados o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central.

“O desempenho do crédito rural neste início de safra é superior ao da safra passada e flui normalmente em todas as linhas de financiamento”, afirmou Wilson Vaz, diretor de Financiamento e Informação do Mapa.

Crescimento

As contratações para comercialização tiveram crescimento de 39% em relação ao ano passado, influenciado pela retração nos preços dos grãos. Já os desembolsos para investimentos tiveram alta de 35% e para industrialização, de 42%.

O aumento no valor dos financiamentos ao setor foi particularmente elevado no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com 34%, e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com 38%.

Fontes de recursos

Os financiamentos agropecuários, realizados com recursos dos Fundos Constitucionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, aumentaram 63%, se situando em R$ 1 bilhão, dos quais R$ 661 milhões para a região Nordeste.

Outro destaque é a contribuição dos recursos provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para o “funding” do crédito rural, cujas contratações com recursos dessa fonte aumentaram de R$ 827 milhões em julho de 2018 para R$ 2 bilhões em julho último (+146%).

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Conab estima produção nacional de grãos em 241,3 milhões de toneladas

Os números atualizados da safra 2018/2019 de grãos, divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmam a produção recorde para este ano. O país deverá colher 241,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6% ou 13,7 milhões de t se comparado à safra anterior. A área plantada está prevista em 63 milhões de hectares, com um aumento de 2% sobre o mesmo período.

A produção do milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, uma redução de 2,1% sobre a safra passada. A colheita encerrou-se na região Centro-Sul e segue ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto ao milho segunda safra, terá uma produção recorde de 73,1 milhões de t, 35,6% a mais em relação à safra de 2017/18. A colheita foi intensificada e agora estende-se a 84% da área plantada. A soja sofreu uma redução de 3,5% na produção e atingiu 115,1 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

O feijão primeira safra, cuja colheita já foi encerrada, teve uma redução de 22,5% na produção e deve chegar a 996,4 mil t. Isso foi causado principalmente pela diminuição de área e produtividade no Paraná, Minas Gerais e Bahia. O de segunda safra, onde a colheita está em fase final, teve um clima favorável que contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t, 7,2% acima da obtida no período anterior. O feijão terceira safra também teve aumento de 20,5% e deve ter uma produção de 739,6 mil t. O plantio foi finalizado em julho.

O país deverá colher também 4 milhões de algodão em caroço e 2,7 milhões de pluma, 34,2% a mais do que na safra anterior. Enquanto o trigo tem produção estimada em 5,4 milhões de t, o arroz deve ficar em 10,4 milhões de t, um recuo de 13,6%. O estudo aponta como causa as reduções de área do cereal ocorridas nos principais estados produtores.

Área – As culturas que tiveram aumento de área, em relação à safra passada, foram o milho segunda safra, com área total de 12,4 milhões de hectares, a soja com 35,9 milhões e algodão com 1,6 milhão de hectares. Em relação às culturas de inverno, para o trigo, estima-se uma área de 1,99 milhão de hectares, 2,6% menor que em 2018. As demais culturas (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam incrementos na área de plantio, passando de 546,5 mil hectares, na safra anterior, para 552,2 mil hectares na safra atual. De acordo com o levantamento, as geadas ocorridas no início de julho, sobretudo no Paraná, demandam maior monitoramento das lavouras.

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