Ministério da Agricultura regulamenta o uso de drones em atividades agropecuárias

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 298 que estabelece regras para operação de aeronaves remotamente pilotadas (ARP), mais conhecidas como drones, destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Com drones ocupando cada vez mais espaço na agricultura e na pecuária, a regulamentação visa simplificar os procedimentos e adequar as exigências legais as especificidades desta tecnologia, já que, em diversos aspectos, se diferencia das aeronaves tripuladas.

Além do registro no Mapa, que será feito de forma automatizada via Sipeagro, os operadores necessitarão possuir profissional qualificado com curso específico, designado como aplicador aeroagrícola remoto, e, em determinados casos, necessitarão também de responsável técnico, engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, para coordenar as atividades. Já com relação as aeronaves, estas deverão estar devidamente regularizadas junto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

“Esperamos que a normativa traga a segurança jurídica necessária para os operadores, ao mesmo tempo que garanta a harmonização e a segurança das operações e uso responsável da tecnologia. A norma também servirá como um ‘norte’ para a coordenação e a fiscalização das atividades, tanto por parte do Mapa, como por parte dos órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos”, destaca a chefe da Divisão de Aviação Agrícola, Uéllen Lisoski.

A segurança operacional deve envolver todo o processo de aplicação, desde o preparo da calda, o monitoramento das condições ambientais durante a aplicação e o registro e arquivamento dos dados de cada operação, de forma que possam ser auditados, sempre que necessário.

As regras visam a segurança da equipe de trabalho e de terceiros, e englobam ainda distâncias mínimas de zonas sensíveis, a serem respeitadas durante as aplicações, de modo a se evitar problemas ambientais e visando a saúde da população.

Foto: Mapa / Divulgação

Empresário do agro e família morrem em queda de avião

com informações do G1, do Antagonista e do Agrolink

Sete pessoas morreram após um avião cair em Piracicaba (SP) na manhã desta terça-feira (14/09). A aeronave, modelo King Air 360 prefixo PS-CSM, caiu em uma área de mata no bairro Santa Rosa e, com a explosão, um incêndio teve início no local. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas foram carbonizadas e morreram no local. Os sete corpos foram localizados, segundo a prefeitura.

O avião era de propriedade da CSM Agropecuária, empresa de Celso Silveira Mello Filho, irmão de Rubens Ometto. Segundo a empresa, também estavam no avião a esposa de Celso, Maria Luiza Meneghel, seus três filhos, Celso, Fernando e Camila, o piloto Celso Elias Carloni e o copiloto Giovani Gulo.

Celso Silveira Mello Filho era irmão de Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do Conselho de Administração da Raízen, uma das maiores empresas brasileiras com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis e geração de energia. Em nota, a Raízen confirmou a morte do empresário e família. “Celso era acionista e irmão do presidente do Conselho de Administração da companhia, Rubens Ometto Silveira Mello”, diz o texto.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Entregues 96 quilômetros de corredor logístico para os setores de mineração e agropecuária de Goiás

com informações do Ministério da Infraestrutura

A rodovia BR-414, importante corredor logístico para os setores de mineração e agropecuária da região Norte de Goiás, passa a contar agora com 96 quilômetros de novas pistas, entre Niquelândia e Assunção de Goiás. Restaurado em somente cinco meses após investimento de R$ 44,8 milhões, o segmento foi entregue pelo Governo Federal.

As obras realizadas no trecho abrangem ainda a eliminação de pontos críticos da rodovia, com a adequação de travessias urbanas de Vila Taveira e de Quebra Linha, além da interseção com a rodovia estadual GO-564.

Para a restauração foram executados reparos superficiais e profundos, tanto na pista principal como nos acostamentos, com aplicação de revestimento, camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e microrrevestimento asfáltico a frio. O segmento faz parte de um contrato de restauração e manutenção que contempla 237,9 quilômetros da BR-414.

Em 2020, o Governo Federal já havia realizado a adequação e restauração de 17 quilômetros entre as cidades de Cocalzinho de Goiás e de Corumbá de Goiás, inclusive com a implantação de 7,8 quilômetros de terceiras faixas adicionais nos dois sentidos da rodovia.

Foto: Vinícius Rosa / MInfra