Balança comercial do agronegócio: vendas externas em janeiro atingem US$ 5,87 bilhões

As exportações do agronegócio em janeiro somaram US$ 5,87 bilhões, com crescimento de 17,9% em relação aos US$ 4,98 bilhões exportados em janeiro do ano passado. As importações também cresceram, passando de US$ 913,01 milhões para US$ 1,27 bilhão (+39,1%). Como resultado, o superávit do setor subiu de US$ 4,06 bilhões para US$ 4,60 bilhões. Os dados são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O complexo sucroalcooleiro foi o setor com maior expansão nas vendas externas entre os setores exportadores do agronegócio nesse mês de janeiro. O valor das exportações desses produtos subiu 110% em relação a janeiro de 2016, passando de US$ 489,34 milhões para US$ 1,03 bilhão. No setor, o principal produto exportado foi o açúcar (92,9%). Foram US$ 955,40 milhões em açúcar de cana, com elevação de 120,7% no valor embarcado.

O setor de carnes – bovina, suína e de frango – atingiu US$ 1,21 bilhão. O montante representou crescimento de 31,1% em relação aos US$ 926,23 milhões exportados em janeiro de 2016. As vendas externas de carne de frango registraram o maior incremento em valor dentre os três principais tipos de carnes exportadas, subindo 33,6%, em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016, o que gerou US$ 149,16 milhões. A quantidade também foi recorde para janeiro, com 355,1 mil toneladas exportadas.

As exportações do complexo soja tiveram expansão de 54,7%, em janeiro, o que resultou em US$ 961,05 milhões em exportações. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 364,79 milhões (+147,1%).

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Crescimento se deve, principalmente, ao açúcar, soja em grão e carne de frango (Foto: Divulgação)
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Desburocratização do Agro+ é modelo para outros Ministérios

O programa Agro+, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que visa a desburocratização e modernização do setor, está sendo seguido por outros Ministérios, a pedido do presidente Michel Temer. Propostas de ministros de diferentes áreas estão sendo examinadas na Casa Civil, disse o presidente, durante cerimônia, nesta segunda-feira (20/02), em que o governo de São Paulo lançou a versão local do programa em parceria com a Federação da Agricultura estadual (Faesp).

“Depois que o Blairo fez, reuni os ministros para que fizessem o mesmo”, observou em seu discurso, no evento que teve a presença do governador Geraldo Alckmin. Temer destacou a importância do agronegócio para a economia brasileira. “É a força motriz da economia”, enfatizou. Destacou as missões internacionais que Maggi tem realizado, “divulgando a agricultura brasileira” e as ações de sustentabilidade ambiental, “que mantém preservados 61% do território nacional na forma original”. E acrescentou que “o Brasil respeita o meio ambiente e o Acordo do Clima de Paris”.

Prazos

O ministro Blairo Maggi disse esperar que todos os estados implantem o Agro+ local até o fim deste ano, assim como os municípios, informou. São Paulo foi o segundo estado a aderir ao programa, depois do Rio Grande do Sul. O Distrito Federal está com lançamento agendado para a segunda quinzena de maio, durante a feira AgroBrasília . Os estados de Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás, já demonstraram interesse ou estão com seus planos avançados.

“As regras precisam ser ajustadas para estados para que a flexibilização feita pelo governo dê resultado”, enfatizou o ministro, acrescentando que a reprodução do modelo demonstra tratar-se de uma política consistente . É preciso evitar que novas barreiras locais emperrem os negócios, segundo ele. Maggi destacou que, em relação ao crédito rural, o Banco do Brasil já adotou medidas de desburocratização.

O ministro enviou recentemente à Casa Civil da Presidência da República sugestões de mudanças no Riispoa, que facilitarão a vida dos produtores rurais, sendo, muitas das alterações, relativas à carne. O Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal) prevê normas de inspeção industrial e sanitária de recebimento, manipulação, transformação, elaboração e preparo de produtos. Essas mudanças estavam previstas como parte das medidas do Agro+, quando do lançamento do programa, em agosto do ano passado.

Outras medidas que integram o Agro+

  • Transparência e Parcerias

– Lançamento do Sistema de rótulos e produtos de origem animal

– Acordo com a CNA (troca de informações sanitárias, de 2 anos para 3 meses)

– Cooperação com a ABRAFRIGO, ABIEC, ABPA, VIVA LÁCTEOS

– Parcerias com entidades da sociedade civil organizada

  • Melhoria do processo regulatório e normas técnicas

– Alteração da temperatura de congelamento da carne suína

(-18°C para -12°C)

– Isenção de registro para estabelecimentos comerciais de produtos veterinários

  • Facilitação do comércio exterior

– Fim da reinspeção nos portos e carregamentos vindos de unidades com SIF

– Revisão de regras de certificação fitossanitárias

– Aceite de laudos digitais também em espanhol e inglês

– Permitir a utilização de containers para armazenamento de produtos lácteos

– Simplificação de procedimentos da vigilância internacional, em portos e aeroportos, sem abrir mão da qualidade e segurança do serviço.

– Atualização do RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, de 1952)

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Curtas

1. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018. Culturas de soja, milho e cana-de-açúcar serão beneficiadas com o maior detalhamento do grau de risco oferecido pelo clima. As portarias vão ter os períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). A mudança permite que produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o Governo Federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões.

2. A Câmara de Comércio Exterior aprovou a redução de 10% para 2% do imposto de importação para o café robusta (conilon). A medida se aplica a cota de até 1 milhão de sacas de 60 kg (ou 250 mil sacas mensais), entre fevereiro e maio de 2017.

3. Oficinas promovidas pelo Ministério da Integração Nacional incentivam produtores de mel e fortalecem a cadeia produtiva. Apicultores, técnicos e representantes de entidades de apoio se reuniram no Ceará para discutir práticas de produção e traçar um diagnóstico das necessidades locais. A atividade também será realizada em MG, SC, PA e DF. Mais informações no www.mi.gov.br.

4. Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estimula a criação e a formalização de agroindústrias familiares. As regras que orientavam a produção de laticínios, ovos e mel comuns aos médios e grandes produtores foram flexibilizadas para viabilizar os pequenos negócios.

5. Pequenos e médios agricultores do Nordeste podem renegociar dívidas rurais. Uma portaria estabelece novas regras operacionais para a renegociação de dívidas de agricultores em perímetros públicos irrigados sob gestão da Codevasf e do Dnocs. A medida beneficia cerca de 12 mil agricultores atingidos pela seca prolongada em regiões do semiárido.

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Estudo aponta crescimento das exportações pelos portos do Arco-Norte

O porto de Santos continua sendo o principal canal para escoamento de milho e soja produzida na safra 2016/17, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte. A expectativa é que sejam exportados 19,8 milhões de toneladas de soja e 10,4 milhões de toneladas de milho pela cidade paulista, revela estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre rotas de exportações pelos portos nacionais.

De acordo com o documento, a expectativa é de que sejam exportadas 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17. Deste total, cerca de 75% da produção de milho e soja sairão pelos portos do centro-sul do país.

Em Santos/SP o incremento é pequeno, uma vez que os embarques estão perto da capacidade máxima do porto. A expectativa é de um aumento de 400 mil toneladas nas exportações de soja pelo terminal paulista, na comparação com a safra 2015/16. Pelo mesmo motivo, os embarques em Paranaguá/PR devem se manter mantêm em índices próximos a 13 milhões de toneladas do grão.

Arco Norte – O maior crescimento no fluxo de exportações está previsto para o porto de Itaqui/MA. Pelos dados de movimentações de anos anteriores, o melhor desempenho registrado pelo porto foi em 2015, com a saída de 7,2 milhões de toneladas de soja e milho. Neste ano, a estimativa é de que apenas a soja seja responsável por 6,6 milhões de toneladas exportadas por Itaqui.

Este bom desempenho no porto do Maranhão impulsiona o crescimento das exportações pelo Arco Norte. Cerca de 23,8%  do total exportado de milho e soja devem deixar o país pelos portos fora do eixo centro-sul. Apenas Itaqui representa 37,2% do volume a ser destinado ao mercado externo pelos corredores de escoamento do Arco Norte.

Apesar do aumento da participação do Arco Norte, o porto de Santos ainda é o local que apresenta maior eficiência para escoamento da produção. A carência na infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e os portos que não se situam no centro-sul do país dificultam o escoamento por essa região ao encarecer os custos para o produtor.

“O aumento da atratividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado externo vai depender de um sistema logístico nacional que promova maior agilidade para produtores e fornecedores de forma a propiciar otimização dos custos pelo menos próximos aos observados nos países concorrentes com a exportações nacionais”, avalia o analista de mercado Carlos Eduardo tavares, responsável pelo estudo. O trabalho, chamado “Estimativa do Escoamento das Exportações do Complexo Soja e Milho pelos Portos Nacionais: Safra 2016/17”, faz parte do Compêndio de Estudos da Conab.

Clique aqui para ter acesso a publicação.

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Curtas

1. Médios e grandes produtores rurais contrataram R$ 79,45 bilhões no período de julho de 2016 a janeiro deste ano do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017. O valor representa 43% dos recursos programados de R$ 183,85 bilhões.

2. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou portaria que aprova o Plano de Ação “Pescador Legal” e institui o Comitê Revisor do Cadastro de Pescadores Profissionais Artesanais. O objetivo é construir e incorporar um novo cadastro dos pescadores profissionais artesanais no Registro Geral de Pesca, que deverá entrar em operação em maio/2017.

3. Ação da Codevasf garante água para agricultores familiares em projetos do semiárido de Sergipe. Três novos sistemas de captação vão ampliar capacidade de bombeamento em 4.400 m³/h. Com a colheita da safra de arroz em andamento, os equipamentos ficarão à disposição dos irrigantes para ações emergenciais e também para garantir o fornecimento de água aos projetos irrigados caso haja, no futuro, uma nova redução da vazão do rio São Francisco.

4. Mais de 10.300 mil produtores rurais já renegociaram suas dívidas com o Banco do Nordeste, aproveitando as condições estabelecidas pela Lei 13.340, de 28/09/16. São 12,6 mil operações regularizadas, correspondentes a R$ 383,6 milhões entre liquidações e repactuações, referentes a financiamentos contratados até dezembro de 2011. Mais informações sobre as condições de renegociação ou quitação de dívidas com o Banco do Nordeste, na rede de agências ou por meio do SAC: 0800 728 3030.

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Frutas cultivadas em projetos da Codevasf serão expostas na Alemanha

Frutas cultivadas no Norte de Minas Gerais, nos perímetros públicos irrigados Jaíba, Gorutuba e Lagoa Grande, geridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), serão expostas na Fruit Logistic, feira mundial de fruticultura que acontece de 8 a 10 de fevereiro, em Berlim, Alemanha. Desde 2008, a fruticultura regional tem marcado presença no evento considerado um dos maiores do setor.

A ida da delegação norte mineira é viabilizada pela Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). Além da participação no evento, pelo segundo ano consecutivo, as frutas também serão expostas na maior loja de departamento da Alemanha – a KaDeWe, que conta com uma ampla área de produtos gourmet de todo o mundo.

As frutas que serão expostas fazem parte da marca coletiva da Região do Jaíba, composta pelos municípios de Itacarambi, Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Nova Porteirinha, Porteirinha, Verdelândia, Capitão Enéas, Montes Claros, São Francisco, Januária, Pedras de Maria da Cruz e Manga – onde estão localizados os projetos Jaíba, Gorutuba e Lagoa Grande.

“A Região do Jaíba produz frutas com qualidade e origem certificadas, com destaque para a banana prata, lima tahiti, manga palmer e mamão formosa. Por isso elas foram selecionadas. Elas se destacam na feira por terem um sabor mais acentuado, diferente das frutas produzidas na Europa”, explica Fernanda Silva, assessora de Comunicação da Abanorte.

A região ocupa uma área de 17.594 km² que recebe insolação média de 7h40 por dia, com temperatura variando entre mínima de 18 graus e máxima de 32 graus e conta ainda, com pluviosidade média anual de 940 mm. Estas condições formam combinações climáticas perfeitas para a produção de frutas tropicais (banana, manga, limão e mamão), permitindo o abastecimento dos mercados consumidores praticamente o ano inteiro. A região concentra atualmente uma produção de 600 mil toneladas de frutas, segundo a Abanorte.

De acordo com dados da Gerência Regional de Irrigação da Codevasf em Montes Claros, a banana – dos tipos prata e nanica – é o destaque nos perímetros irrigados da Companhia na Região do Jaíba. Os números mostram que a produção nesses perímetros irrigados, em 2015, chegou a cerca de 107 mil toneladas no período. Nos projetos, destacam-se também o limão (37,2 mil toneladas), a manga (28 mil toneladas) e o mamão (17,2 mil toneladas).

Vitrine para o mundo

“A participação dos produtores e o papel institucional realizado pela Abanorte neste ambiente de feira de negócios vêm trazendo uma nova dinâmica para a região, com o fortalecimento das exportações que se tornaram recorrentes de manga e limão ao longo do tempo. A banana prata e o mamão formosa também estão no rol das frutas promovidas nesta feira”, ressalta Saulo Bresisnki, presidente da Abanorte.

De acordo com a entidade, a região produz anualmente 270 mil toneladas de banana; 100 mil toneladas de manga; 41,4 mil de limão e 40 mil de mamão. Destes, são exportados 40% da produção de limão e 7% da manga. A banana e mamão atendem, atualmente, ao mercado interno, mas existem demandas para exportação que, em médio prazo, poderão ser atendidas.

Promovendo a marca Jaíba

Assim como no ano passado, as frutas da Região do Jaíba também serão expostas nas gôndolas da loja de departamento alemã KaDeWe. Haverá uma ilha exclusiva para apresentar as frutas com conceito diferenciado, onde o consumidor acessará, através de um QR Code, a história dos seus produtores e da forma de produção das frutas (banana, manga, limão e mamão), seguindo o mesmo conceito de promoção utilizado em 2016. A ação promocional começou no início deste mês de fevereiro e ocorre até dia 10, paralelamente à Fruit Logística.

A feira acontece anualmente. É a maior e mais importante com foco em frutas e legumes do mundo. Segundo dado da organização do evento, em 2016, foram mais de 2.884 expositores representando 83 países e mais de 70.000 visitantes de 138 países, contando com espaço de aproximadamente 117 mil m².

A participação da Região do Jaíba na feira conta com a coordenação da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas) que organiza o estande do Brasil na feira.

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Manga, banana, lima e mamão da região do Jaíba (MG) marcam presença na Fruit Logistic 2017, feira mundial de fruticultura na Alemanha (Foto: Codevasf / Divulgação)

Programa de compra de máquinas poderá ter mais recursos ainda no atual Plano Agrícola

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) poderá receber, até o fim da vigência do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017, em 30 de junho deste ano, mais recursos adicionais, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller. O montante inicial destinado pelo Mapa ao Moderfrota foi de R$ 5 bilhões. Como houve uma grande procura pelo programa, o Governo Federal liberou mais R$ 2,5 bilhões, totalizando R$ 7,5 bi. “Se houver demanda do setor produtivo, esse volume poderá aumentar ainda mais”, diz Geller.

A possibilidade de destinar mais recursos ao Moderfrota foi analisada pelo secretário de Política Agrícola durante reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo.

No encontro, Geller também debateu com os dirigentes das duas entidades o PAP 2017/2018, que será lançado neste primeiro semestre. “Estamos recebendo sugestões do setor produtivo para o próximo Plano Agrícola e Pecuário”, assinala.

O novo PAP deverá ter uma linha de crédito para apoiar a ampliação do uso da conectividade no campo, adianta o secretário de Política Agrícola. Isso, acrescenta, contribuirá para melhor ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet. “A inovação tecnológica é um dos fatores para alavancar mais a produtividade agrícola”, disse ele.

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