Valor da Produção Agropecuária é de R$ 535,42 bilhões

A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2017 com base em informações do mês de setembro é de R$ 535,42 bilhões, revelando crescimento de 2,1% sobre o valor estimado em setembro de 2016, R$ 524,49 bilhões.

O aumento foi impulsionado pelo resultado das lavouras, que tiveram aumento de 6,3%, em termos reais (descontada a inflação do período), enquanto na pecuária, houve redução de 5,9%.

Na composição do VBP, lavouras geraram R$ 365,88 bilhões, 68,3% do total, e a pecuária, R$ 169, 53 bilhões, 31,7% do total. “Como o ano civil está quase encerrado, devemos ter pequenas alterações até o fim do ano”, prevê José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Destacaram-se em termos de aumento de valor, o algodão herbáceo, 74,4%; cana-de-açúcar, 33,4%; mandioca, 91,1%; milho, 14,6%, e uva, 49,3%. Os destaques devem-se principalmente aos preços alcançados, embora o milho esteja obtendo tal resultado com aumento de 47% da safra, sobre 2016. O crescimento se deve ao aumento da segunda safra, que foi de 65,2%. O resultado permitiu elevar as exportações de 18,9 milhões de toneladas, em 2016, para 30 milhões de toneladas neste ano.

Na pecuária, os melhores resultados são observados em carne suína, com aumento real do valor de 7,7% e leite, 8,6%. Mas os preços de carne bovina, frango e ovos, derrubaram os resultados da pecuária neste ano.

Produtos que tiveram queda nos preços foram banana (-22,7%); batata-inglesa (-52,2%); cacau (-28,2%); café (-13,6%); cebola (-47%; feijão (-19,6%) trigo (-36,9%); e maçã (-21,5%).

Os resultados regionais mostram a liderança do Sul, com faturamento de R$ 140, 98 bilhões, seguido por Centro-Oeste, R$ 138,53 bilhões, Sudeste, R$ 137, 2 bilhões, Nordeste, R$ 49,4 bilhões, e Norte R$ 32,5 bilhões.

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Lavouras puxaram alta ao registrarem crescimento real de 6,3 % (Foto: Divulgação)
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Hortaliças seguem mais baratas e frutas têm aumento de preço em setembro

Alface, batata e cebola foram as hortaliças mais baratas nas principais Ceasas do país no mês de setembro. A análise de preços faz parte do 10º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (19/10).

Dessas hortaliças, o grande destaque foi a batata, que vem apresentando preços mais baixos desde o ano passado, graças à grande oferta. As maiores quedas ocorreram em Goiânia/GO, de 18%, Recife/PE e Curitiba/PR, as duas últimas com percentuais em torno de 14%. Em Brasília/DF, a cotação caiu 11% em relação ao mês anterior, seguida de Belo Horizonte/MG (10%), Vitória/ES (9%) e São Paulo/SP (7%).

No caso da alface, que também teve queda em todos os mercados analisados, o preço recuou mais de 30% nas Ceasas de Goiânia/GO e Recife/PE. A razão, segundo o estudo, foi a boa oferta no mês de setembro, enquanto a demanda foi menor na maioria das centrais. Já a cebola, que baixou 17% de preço em Brasília/DF e 15% em Vitória/ES, apresenta quedas sistemáticas graças à forte oferta nacional.

Frutas – Depois de um primeiro semestre marcado por quedas sucessivas nos preços, as frutas ficaram mais caras em quase todas as centrais analisadas no mês de setembro. Os valores do mamão subiram em todas as centrais analisadas, com variações de aumento que chegaram a 164% em Goiânia. Nessa unidade, o preço da caixa do mamão passou de R$ 20 para R$ 50. Outras altas da fruta ocorreram em Brasília (57%) e em Belo Horizonte (53%).

A banana, que já havia dados sinais de aumento no mês anterior, apresentou alta de preços em quatro entrepostos. As maiores variações ocorreram na Ceasa/PR (23%) e na Ceagesp/SP (14%). Somente nas Ceasas de Goiás, Pernambuco e Ceará é que houve leve queda nos preços. A melancia também ficou mais cara em quase todas as centrais, com destaque para o aumento de 25% em São Paulo. Apesar dessas elevações, algumas frutas tiveram registro de queda nos preços, como nectarina (38%), ameixa (36%), caju e coco (26%), manga (18%) e morango (13%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de setembro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, ES, PR, CE, PE, GO e DF.

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Foto: Ceasa – DF / Divulgação

Calendário de eventos

Agri-marketing Competition

Data: 11/11/2017

Local: Piracicaba – SP

Informações: http://agrimarketing.com.br/site/

I Fórum Baiano de Gestão Ambiental nas Instituições de Ensino Superior

Data: 16 – 17/11/2017

Local: Salvador – BA

Informações: http://www.fbgaufba2017.ufba.br/

VI Seminário de Agricultura de Precisão

Data: 24/11/2017

Local: Piracicaba – SP

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

II Encontro Nacional da Cultura do Milho

Data: 14 – 15/12/2017

Local: Uberlândia – MG

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

III Simpósio Desafios da Fertilidade do Solo na Região do Cerrado

Data: 05 – 06/09/2018

Local: Goiânia – GO

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

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Exportações do agronegócio crescem 23,7% em setembro/2017

As exportações brasileiras do agronegócio aumentaram 23,7% em setembro, em relação ao mesmo mês de 2016. Os embarques somaram US$ 8,56 bilhões, ante US$ 6,92 bi de setembro do ano anterior. Com importações de R$ 1,14 bilhão, o setor teve superávit de US$ 7,41 bilhões. O agro representou 45,8% das exportações totais brasileiras no mês passado.

Os números constam da balança comercial do agro, divulgada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura (Mapa).

O crescimento de US$ 1,64 bilhão nas vendas externas foi puxado pelo complexo soja (+US$ 938,74 milhões); cereais, farinhas e preparações (+US$ 436,17 milhões); produtos florestais (+US$ 158,72 milhões); fibras e produtos têxteis (+US$ 55,50 milhões) e carnes (+US$ 42,50 milhões).

As vendas externas do complexo soja, de carnes, do setor sucroalcooleiro, de produtos florestais e de cereais, farinhas e preparações totalizam US$ 6,76 bilhões em vendas externas, com share de 79% no total das exportações do agronegócio em setembro de 2017.

Valor exportado

Em relação ao valor exportado, o complexo soja foi o principal setor, somando US$ 2,02 bilhões em exportações. O montante representou acréscimo de 86,9% em valor, ante o mesmo mês do ano anterior. A soja em grãos foi responsável por esse aumento nas vendas externas do setor, visto que representou 79,6% do total, com US$ 1,61 bilhão (+165,5%).

A quantidade embarcada foi de 4,27 milhões de toneladas, ou seja,196,0% de crescimento, representando recorde para o mês de setembro. As vendas de farelo somaram US$ 389,08 milhões e 1,16 milhão de tonelada. Assim como o grão, houve ampliação tanto do valor (+6,1%) quanto da quantidade embarcada de farelo (+27,1%), apesar da queda no preço médio (-16,5%).

O setor de carnes ocupou a segunda posição no ranking de setores exportadores do agronegócio, com US$ 1,38 bilhão, dos quais a carne de frango representou 45,8% (US$ 630,65 milhões). As exportações de carne de frango in natura alcançaram US$ 568,60 milhões, com recorde em quantidade: 355,24 mil toneladas.

As vendas de carne bovina foram de US$ 554,95 milhões, isto é, 17,7% superiores ao que foi registrado em setembro de 2016. Também houve aumento em quantidade (+17,1%, de 115,67 para 135,39 mil toneladas) e preço (+0,5%, de US$ 4.077 para US$ 4099 por tonelada).

As exportações do complexo sucroalcooleiro foram de US$ 1,36 bilhão. O açúcar foi responsável por quase toda a cifra registrada nas vendas do setor, com 94,4% (US$ 1,28 bilhão). A quantidade embarcada de açúcar de cana em bruto alcançou o recorde de 2,95 milhões de toneladas no mês de setembro (+9,3%). Apesar da queda em quantidade (-1,8%), houve ampliação do valor em vendas de álcool (de US$ 73,85 em setembro de 2016 para 75,62 milhões no mesmo mês do ano seguinte).

As vendas externas de produtos florestais somaram US$ 1,03 bilhão, levando o setor a ser o quarto principal exportador do agronegócio em setembro. As exportações de celulose, principal produto da cadeia, alcançaram o recorde para o mês de setembro, com US$ 560,33 milhões (+19,4%). As vendas de madeiras e suas obras e papel, por outro lado, apresentaram crescimento em valor de 23,2% e 7,5%, respectivamente.

Já os embarques de cereais, farinhas e preparações totalizaram US$ 974,92 milhões, principalmente por causa do milho. O cereal foi responsável por 93,9% do valor exportado pelo setor, com registros recordes para setembro tanto em valor, como em quantidade: US$ 915,59 milhões (+86,4%) e 5,91 milhões de toneladas (+103,0%).

Ásia e China

A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,83 bilhões. Em função do aumento das vendas de soja em grãos do Brasil (de US$ 487,22 milhões para US$ 1,47 bilhão; +202,5%) houve aumento de 40,6% em exportações para a região, de modo que sua participação aumentou para 44,8% do total.

Já entre os países, o principal importador do agro brasileiro é a China. A soja em grãos contribuiu para a manutenção daquele mercado como principal destino do agronegócio do Brasil, com US$ 1,85 bilhão em aquisições, dos quais US$ 1,31 bilhão foi apenas da oleaginosa. Tal cifra representou crescimento de 272,1%, de modo que a participação chinesa passou de 12,2% para 21,6% no período.

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Banco do Nordeste regulariza R$ 4,5 bilhões de dívidas com produtores rurais

Toda a rede de agências do Banco do Nordeste está mobilizada no atendimento aos produtores rurais que podem ser beneficiados pela Lei 13.340, contemplando operações contratadas até 2011, e a Resolução 4.591, que engloba financiamentos realizados de 2012 a 2016. Ambas estão vigentes até dezembro de 2017.

A procura de produtores rurais junto ao Banco do Nordeste para fazer a adesão à lei vem aumentando a cada dia. Nesse contexto, já foram regularizadas mais de 125 mil operações de produtores rurais, o que corresponde a cerca de R$ 4,5 bilhões entre liquidações e repactuações, referentes a financiamentos contratados até dezembro de 2016.

Os clientes beneficiados pela Lei 13.340 contam com vantagens como descontos de até 95% para liquidação, podendo renegociar suas operações para pagamento até o ano de 2030.

Já os produtores com operações enquadradas pela Resolução 4.591, poderão também renegociar suas dívidas com prazo de carência bastante favorável, sendo que a primeira parcela da operação repactuada somente será paga em 2021.

A liquidação dessas dívidas, possibilita que os produtores regularizem seus financiamentos com os bancos e possam voltar a produzir e obter novos créditos.

Para obter mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com o Banco do Nordeste, os clientes podem buscar a rede de agências ou realizar contato por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800 728 3030.

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Curtas

1. A Companhia Nacional de Abastecimento divulga, nesta terça-feira (10/10), o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018. O anúncio será no auditório da Conab, em Brasília, às 9 horas. A apresentação será transmitida em tempo real pela página da Conab no Facebook.

2. O plantio de soja no Brasil atingiu 5% da área prevista para a safra 2017/18. Os dados são de um levantamento da consultoria AgRural. Segundo o estudo, as chuvas melhoraram a umidade do solo em diversas regiões produtoras e permitiram um avanço significativo no plantio

3. Médios e grandes agricultores contrataram R$ 25 bilhões em crédito bancário nos dois primeiros meses da safra agrícola 2017/2018. Isso significa que foram aplicados, entre julho e agosto, 13% dos recursos disponibilizados para o financiamento agropecuário de R$ 188,4 bilhões. O valor é 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

4. As inscrições para o Desafio Agro Startup nos municípios de Urutaí e Luziânia, em Goiás, terminam nesta terça-feira (10/10). A proposta do projeto é oferecer, sob a forma de competição de modelos de negócios inovadores, capacitações e mentorias para concepção de negócios voltados para o agronegócio, estimulando assim o empreendedorismo e o desenvolvimento do setor. Mais informações no site www.senargo.org.br.

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