Banco do Nordeste investe R$ 13,1 bilhões em microcrédito em 2019

O Banco do Nordeste impulsionou a economia dos nove estados da Região, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo com o investimento de R$ 13,1 bilhões em microcrédito em 2019, por meio de seus dois programas: o urbano (Crediamigo) e o rural (Agroamigo). O valor é 14% maior do que o registrado no ano anterior. 

O Crediamigo desembolsou R$ 10,6 bilhões para microempreendedores das cidades da área de atuação do BNB, 18% a mais do que em 2018, com operações cujo ticket médio giram em torno de R$ 2 mil. O Agroamigo aplicou R$ 2,5 bilhões, destinados a produtores beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Agroamigo atende clientes com renda bruta familiar anual de até R$ 23 mil. Contudo, o Banco dispõe ainda da linha Agroamigo Mais, voltada para clientes com renda anual de até R$ 360 mil. 

Juntos, os dois programas são responsáveis por mais de 5 milhões de operações no ano. O microcrédito urbano supera 4,5 milhões de empréstimos e o rural registra 495,6 mil contratos. O Banco do Nordeste atendeu 3,65 milhões de clientes de microcrédito em 2019: 2,38 milhões pelo Crediamigo e 1,27 pelo Agroamigo. A carteira ativa tanto do programa urbano quanto do rural em dezembro de 2019 era de R$ 4,7 bilhões cada. 

O presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, destaca que o microcrédito atua na base da pirâmide social e oferece oportunidades ao público não bancarizado. “O Crediamigo e o Agroamigo são ferramentas importantes que o BNB utiliza para cumprir sua missão de ser o banco de desenvolvimento da Região. Além do recurso financeiro, os agentes de microcrédito também oferecem orientação para melhor aplicação do crédito”, diz ele. 

Há mais de 20 anos, o Crediamigo oferece, a empreendedores dos setores informal ou formal da economia, de forma desburocratizada, capital para investimento em móveis, utensílios, máquinas e equipamentos, reformas de instalações e seguros de vida. 

O Agroamigo completará 15 anos em 2020, com um histórico de mais de R$ 17 bilhões investidos. O programa financia, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), atividades agrícolas, pecuárias ou outras atividades não agropecuárias no meio rural, como turismo, agroindústria, pesca, serviços e artesanato. Entre as inovações do programa está a linha Agroamigo Sol, que financia a implantação de sistemas de micro e minigeração de energia solar e outras fontes renováveis para abastecimento domiciliar, bombeamento de água, irrigação, dessalinização e eletrificação de cercas. Para 2020, o Agroamigo possui dotação de R$ 3 bilhões para investir na área de atuação do Banco do Nordeste.

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Programas Crediamigo e Agroamigo registram mais de 5 milhões de operações em 2019 (Foto: Divulgação)

               

 

 

Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Os preços do boi gordo na última sexta-feira (24/01) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170. A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira. 

O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo. 

Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa. 

No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

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Arroba do boi gordo já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo o Mapa, e o IPCA-15, do IBGE, também aponta tendência de queda do preço (Foto: Divulgação)

Brasil e Índia firmam cooperação técnica em produção animal

Os governos do Brasil e da Índia firmaram uma declaração conjunta para cooperação na área de produção animal. O documento foi celebrado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia (Departamento de Pecuária e Lácteos – DAHD), durante a visita de Estado do presidente Jair Bolsonaro ao país asiático. 

O acordo prevê cooperação em sanidade animal (comércio de animais, material genético e produtos de origem animal), que envolve pecuária e pesca; capacitação técnica (assistência técnica, cursos e estágios e transferência de tecnologia em reprodução animal) e pesquisa em genômica bovina e intercâmbio mútuo de germoplasma (material genético). 

Brasil e Índia também se comprometeram na instalação de um Centro de Excelência em Pecuária Leiteira em território indiano, além da promoção comercial e investimento entre os setores privados dos dois países, com destaque para atuação de empresas brasileiras de genética bovina na Índia. 

O Mapa foi representado pela ministra Tereza Cristina e pelos secretários Jorge Seif Júnior (Aquicultura e Pesca) e Orlando Ribeiro (Comércio e Relações Internacionais). 

Na declaração, Brasil e Índia referendaram memorando de entendimento entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Departamento de Pecuária e Lácteos da Índia, firmado em 2016, para capacitação de técnicos indianos em fertilização in vitro.

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Declaração conjunta foi celebrada entre Mapa e Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Ministério da Agricultura identifica contaminação da água utilizada pela Backer na produção de cervejas

Análises realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) constataram a contaminação da água utilizada pela Backer na fabricação de suas cervejas. A informação foi anunciada em entrevista coletiva concedida em Brasília, pelo Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo, e pelo coordenador-geral de Vinhos e Bebidas, Carlos Vitor Müller. 

“Diante da suspeita de que a contaminação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol é sistêmica, ou seja, está presente no processo de fabricação da Backer, o Ministério determinou o recolhimento de todos os produtos da cervejaria e a suspensão da fabricação, pois outras marcas podem estar contaminadas também”, afirmou Glauco Bertoldo. A presença das moléculas tóxicas no tanque da água utilizada na produção da cerveja é algo excepcional e é motivo de investigação pela força-tarefa formada para apurar o ocorrido. 

O coordenador-geral de Vinhos e Cerveja, Carlos Müller, informou que ainda todo o processo de fabricação está sendo periciado e que, por enquanto, há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema. 

Segundo a fiscalização do Mapa, foi identificado um uso elevado do produto utilizado no sistema de refrigeração. De acordo com o Mapa, 15 toneladas do insumo foram compradas pela cervejaria desde 2018, com picos em novembro e dezembro de 2019. Como a refrigeração é um sistema fechado, em princípio, não haveria justificativa para essa aquisição em grande escala. 

Conforme informaram os técnicos, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, não estando restrita ao tanque 10, onde supostamente teria sido produzida a marca Belorizontina. Uma nova rodada de amostras está sob análise dos laboratórios federais agropecuários e os resultados serão divulgados em breve. 

“É importante ressaltar que não existem limites aceitáveis para a presença das substâncias em alimentos”, destacou o coordenador Carlos Müller. “Temos [força-tarefa] que ir atrás de como ocorreu esta contaminação”, acrescentou. A Backer, que responderá a um processo administrativo, ficará fechada por tempo indeterminado e seus produtos só poderão voltar a ser comercializados após o Mapa comprovar a normalidade do sistema de produção da empresa.

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Há três hipóteses sendo investigadas: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema (Foto: Divulgação)

Contratação de seguro rural no Norte e Nordeste dobra em 2019

O Programa de Seguro Rural destinou, em 2019, um montante exclusivo para subvencionar a contratação de apólices nas regiões Norte e Nordeste. Foram disponibilizados R$ 20 milhões nos meses de outubro e novembro com a finalidade de fomentar a contratação do seguro rural nessas regiões.

Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pedro Loyola, essa medida mostrou-se exitosa e deve ser ampliada para o próximo ano.

O valor total segurado chegou a R$ 1 bilhão no ano de 2019 nos estados do Norte e Nordeste, o que representou um aumento de 116% em relação ao valor registrado no ano anterior. Em relação ao número de apólices contratadas, o crescimento foi de 128%.

Em 2018, foram destinados R$ 13 milhões para subvenção de seguro rural de produtores das duas regiões. Este ano o montante passou para R$ 24 milhões, ultrapassando a meta que era de R$ 20 milhões.

“Os estados das regiões Norte e Nordeste ainda possuem baixa penetração no mercado de seguro rural. Precisamos criar estímulos para que a oferta de seguros aumente e que o produtor crie a cultura de proteger sua lavoura. O resultado desse incentivo foi muito bom, observamos que estados como o Piauí, Pará, Sergipe, Paraíba e Bahia, por exemplo, mais que dobraram o número de apólices contratadas, se comparado ao ano anterior”, disse.

 Em 2020, estão previstos R$ 1 bilhão para a subvenção do seguro rural em todo o país.

O que é o seguro rural?

O produtor rural adquire uma apólice de seguro para a lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.

Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas, já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação de dívidas após a safra.

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Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é estimado em R$ 617 bilhões

Com a chegada do fim de 2019, a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é de R$ 617 bilhões (com base nos dados de novembro). Um crescimento de 2,1% em relação ao valor obtido em 2018, que foi de R$ 604,5 bilhões. Com a nova estimativa, o valor deste ano se iguala ao VBP de 2017, o maior já registrado e considerado excepcional para a agropecuária do país.

O resultado de 2019 foi puxado pela melhoria no desempenho da pecuária, que somou R$ 213,7 bilhões de produção, com acréscimo real de 7,8%. Enquanto que o valor da produção das lavouras teve ligeira queda em relação ao ano anterior, totalizando R$ 403,2 bilhões.

“O mercado internacional favorável, onde os preços das carnes principalmente de frango e de suínos, situaram-se em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram com que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019. Na pecuária, apenas o leite teve queda de valor, 2,1%. Aumento acentuado ocorreu na carne bovina, 5,1%, carne suína, 12,5%, de frango, 13,1%, e ovos, 24,1%. A proximidade das celebrações de final de ano no país, sem dúvida estão estimulando a demanda interna desses produtos”, explica nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Conforme as estimativas do VBP dos meses anteriores já apontavam, um grupo de produtos apresentou bom desempenho este ano, com destaque para o algodão (alta de 16,6%), amendoim (14,6%), banana (16,6%), batata-inglesa (93,4%), feijão (55,9%), mamona (36,9%) e milho (24,3%). Já cinco produtos apresentaram queda no faturamento: arroz (-4,9%), café (-26,9%), cana-de-açúcar (-9,6%), mandioca (-14,1%) e soja (-10,4%).

Regiões

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste permanece na liderança com um valor de produção de R$ 182,7 bilhões, seguido pelo Sul (R$ 153 bilhões), Sudeste (R$ 147,9 bilhões), Nordeste (R$ 57,7 bilhões) e Norte (R$ 37,8 bilhões).

Perspectiva para 2020

As primeiras estimativas para 2020 indicam um VBP de R$ 635,2 bilhões, 2,1% superior ao de 2019. “Essa estimativa em grande parte é formada pela provável recuperação da soja”, diz a nota.

VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal.

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New Holland apresenta manifesto em defesa do agronegócio

No Brasil, a polarização também atingiu o campo. E neste ambiente de debates acalorados, infelizmente, a desinformação ganha cada vez mais espaço.

Diante desse cenário, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, acredita que é fundamental posicionar-se. Com um passado, um presente e um futuro promissor ao lado do produtor brasileiro, a marca que está ‘Sempre Com Você’ lança a campanha “Agro, quem conhece de verdade, admira”.

Com o objetivo de levar informações do campo para todos os cantos do Brasil, a nova campanha quer construir, através do conhecimento, uma ponte entre o campo e a cidade. “Nós temos a certeza de que o conhecimento é o melhor caminho para o diálogo. Ao mostrar para o público quem são as pessoas que movem o campo, as suas lutas, desafios, dedicação e conquistas, não tenho dúvidas que todo o setor será admirado”, afirma Gustavo Taniguchi, diretor de marketing comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A primeira ação do “Agro, quem conhece de verdade, admira” é um vídeo manifesto. “A nossa mensagem é de que estamos de braços abertos para todos. Queremos que as pessoas nos deixem contar quem é o agronegócio de verdade. Mesmo sem saber, muitas pessoas já admiram o agronegócio. Com informação, vamos construir um diálogo muito mais consistente”, diz.

Histórias inspiradoras

A New Holland vai utilizar as redes sociais e outros canais de comunicação como instrumentos de diálogo permanente com a sociedade. A marca vai convidar as pessoas a enviarem vídeos e mensagens mostrando as diferentes histórias de sucesso do campo. E será responsável por divulgar essas histórias.

Através dos relatos, a marca quer mostrar quem são as pessoas que fazem esse setor e o quanto elas são apaixonadas pelo que fazem. “Vamos levar histórias que vão muito além daqueles que todo mundo conhece. Sim, o agronegócio é realmente um dos motores da economia. Mas quem são as pessoas que fazem isso acontecer? Como, de verdade, trabalham no dia a dia? É o que vamos mostrar. Serão diferentes relatos inspiradores. Quanto mais as pessoas souberem o que é o agronegócio brasileiro, quem é o agricultor e agricultora, maior será o respeito e admiração”, complementa Taniguchi.

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Foto: Divulgação / New Holland

Fundo Constitucional vai garantir R$ 9,9 bilhões a empreendedores do Norte em 2020

Investidores e produtores do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Rondônia e Acre terão R$ 9,9 bilhões à disposição em 2020, em recursos disponibilizados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A programação do Fundo foi apresentada durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém (PA). O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, presidiu o encontro. 

Pela projeção do FNO, o Pará terá acesso a R$ 2,92 bilhões em 2020. Tocantins será o destino de R$ 2,12 bilhões e Rondônia ficará com R$ 2,04 bilhões. Por sua vez, empreendedores do Amazonas terão R$ 1,64 bilhão. Acre, Amapá e Roraima contarão com R$ 491,64 milhões cada. 

“A região Norte é muito importante para o País, pois é um território com uma gama de oportunidades. O FNO é um instrumento para alavancar todo esse potencial de desenvolvimento. É um recurso que atinge diretamente o empreendedor e que dá condições muito favoráveis para que ele possa investir no seu negócio e trazer riqueza e crescimento para a região”, destacou o ministro Gustavo Canuto. 

Os recursos do FNO são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco da Amazônia, aquecendo a economia, gerando emprego e renda na região. Possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração. 

O fomento a empreendimentos de infraestrutura na região Norte também é uma das prioridades do Fundo. Para 2020, um montante de R$ 2,97 bilhões estará disponível a uma linha de crédito específica para o setor, o Programa de Financiamento em Apoio à Infraestrutura (FNO-Infra). 

Ainda na reunião desta sexta-feira, ficou definido para o próximo ano a implementação do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (FNO-MPO), que terá R$ 69,35 milhões. Além disso, R$ 20 milhões serão reservados a projetos de inovação, dentro da linha de financiamento para Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Plano de ações estratégicas

O Conselho Deliberativo da Sudam também aprovou as diretrizes e prioridades do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA). Entre os principais pontos estão a utilização dos recursos do FDA em sintonia com os princípios e objetivos estabelecidos pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e no Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA). Enviado para apreciação do Congresso Nacional, no último mês de novembro, o Plano baseia-se em seis princípios: desenvolvimento produtivo; ciência, tecnologia e inovação; educação e qualificação profissional; infraestrutura econômica e urbana; desenvolvimento social e acesso a serviços públicos essenciais; e fortalecimento das capacidades governativas.

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Sudene pretende recuperar 670 poços artesianos no Nordeste

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste iniciou as primeiras tratativas para viabilizar a recuperação de quase 670 poços artesianos espalhados pela área de atuação da autarquia. A estimativa foi calculada durante encontro realizado na sede da instituição federal, em Recife. Na ocasião, o superintendente Douglas Cintra e o diretor de planejamento da autarquia, Aluízio Oliveira, receberam Frederico Peixinho (pesquisador em Geociências), Vanildo Mendes (superintendente regional em Pernambuco) e João Diniz (chefe do setor de hidrologia) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Estima-se que 134 mil pessoas devam ser beneficiadas.

“O objetivo é ampliar o acesso da população, sobretudo da região do semiárido, à água em quantidade e qualidade adequadas para a manutenção da vida e do bem-estar humano, além do uso, em menor escala, para atividades econômicas”, explicou o coordenador-geral de estudos e pesquisas da Sudene, Robson Brandão, que também participou das discussões. A medida é um dos esforços da autarquia federal para cumprir os objetivos previstos no eixo de segurança hídrica e conservação ambiental do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). A instituição busca, agora, garantir recursos para o início do projeto, estimados em R$ 20 milhões, e celebrar, junto à CPRM, um termo de execução descentralizada.

Os locais para intervenção das melhorias dos poços artesianos deverão ser indicados por meio de dados do sistema de águas subterrâneas da CPRM. A qualidade da água obtida e o nível de dependência das comunidades rurais ao abastecimento por meio de carros pipas também são parâmetros a serem considerados para a estruturação das atividades.

Sintonia

Robson Brandão também destaca que a atuação do Serviço Geológico do Brasil está em sintonia com as ações do PRDNE, elaborado pela Sudene. Um dos exemplos, segundo o coordenador, é a publicação do Plano Estratégico em Recursos Hídricos do Nordeste Brasileiro. No levantamento, publicado no ano passado, a empresa pública apresenta mais de 400 medidas para o uso sustentável da água subterrânea para o aumento de oferta hídrica.

São discutidos meios para minimizar os efeitos das estiagens típicas da zona semiárida brasileira a partir da implantação de uma rede estratégica de poços profundos, a revitalização e aumento de produtividade dessas estruturas, além de utilização de fontes alternativas de energia para o funcionamento dos equipamentos. “O próprio estudo cita, como um dos seus objetivos, contribuir com o PRDNE, o que é fundamental para o projeto que queremos concretizar”, observou o técnico da Sudene.

Prioridade

“Isso fará uma diferença grande para cada comunidade próxima aos poços. E a iniciativa está alinhada com um dos propósitos fundamentais do nosso plano regional, que é dar segurança hídrica ao Nordeste e potencializar a agricultura irrigada, valorizando nossa produção”, comenta o superintendente da Sudene, Douglas Cintra, ao falar sobre o nível de prioridade que confere à iniciativa. O gestor afirmou, ainda, que vai esforçar-se para garantir, os recursos necessários durante a chamada readequação orçamentária dos recursos da União, que deve ocorrer até fevereiro.

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Ministério da Agricultura indica o plantio de milho 2ª safra com braquiária para mais cinco estados

Mais cinco estados passarão a ter o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) do consórcio milho 2ª safra com braquiária. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí. Os estados foram incluídos após revisão do mapeamento feito pela Embrapa este ano. Além dos cinco, o zoneamento contemplava Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.  

Os estudos para o consórcio milho 2ª safra com braquiária trouxe outras novidades. A partir de agora, o zoneamento da cultura será apresentado em três níveis de riscos, ou seja, será possível identificar qual o risco de plantio, por decêndio (dez dias), para os riscos de 20%, 30% e 40%.

Até então, o zoneamento para o consórcio contemplava janelas de plantio somente para o risco de 20%. A metodologia permitiu a elaboração de um calendário de plantio para cada município, correlacionado ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água, utilizando dados de séries históricas com média de 20 anos de registros diários nas estações meteorológicas disponíveis.

Plantio do milho com a braquiária

O plantio simultâneo do milho com a braquiária em 2ª safra permite que o produtor continue a ter duas safras e ainda possa incluir a forrageira no sistema. A forrageira (braquiária), após a colheita do milho, pode ser utilizada para alimentação animal ou para proteção do solo, servindo de palhada para realização do Plantio Direto (PD) na safra de verão seguinte. O consórcio também é uma estratégia economicamente eficiente para formação ou reforma de pastagens.

A rotação de culturas anuais e pastagens é uma das alternativas para o manejo sustentável dos solos e dos recursos hídricos, pois, as pastagens quando bem manejadas, são mais eficientes na reciclagem de nutrientes, na reestruturação do solo, no armazenamento da água e na produção de matéria orgânica do que as culturas anuais, obtendo efeitos positivos na qualidade do solo.

Esse sistema, conhecido como Integração Lavoura-Pecuária (ILP), é recomendado aos produtores que buscam diversificar a produção e superar os problemas advindos de cultivos anuais sucessivos, como plantas invasoras e pragas, além de minimizar o impacto de estiagens nas lavouras sucessoras.

Os resultados obtidos com a ILP no Brasil demonstram os benefícios deste sistema no aumento da produção de grãos e carne, na redução dos custos de produção, na maior capitalização dos produtores, no melhoramento e na conservação das características produtivas do solo, no desenvolvimento do setor rural, na estabilidade econômica, na geração de mais empregos diretos e indiretos e na sustentabilidade agropecuária.

Para que serve o Zarc?

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. 

O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para enquadrar operações de Proagro no âmbito do crédito rural, para acessar o Pronaf e para ter acesso ao Programa de Seguro Rural (PSR).

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