Pescador artesanal: autorização temporária é renovada

A autorização temporária do pescador profissional artesanal foi renovada automaticamente e valerá até 31 de dezembro deste ano, prazo previsto para a finalização do recadastramento do Registro Geral de Atividade Pesqueira. A autorização é válida mediante a apresentação do protocolo de cadastramento já realizado por pescadores dessa categoria da atividade.

A revalidação foi feita por meio da Portaria 24 , da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa). Com a medida, são validados os protocolos de solicitação de Registro Inicial para a Licença de Pescador Profissional Artesanal, entregues a partir de 2014. A renovação se estende aos protocolos de entrega de Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) como documentos de regularização de Licenças suspensas. Esse caso se refere ao cumprimento do artigo 9º da Instrução Normativa nº 6/2012, que exigia apresentação de documentos por parte dos pescadores.

O secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, observou que pescadores artesanais que deram entrada na documentação e que estão, portanto, com o protocolo podem exercer a atividade e têm direito à inclusão para recebimento do seguro defeso.

“O protocolo servirá como comprovante a partir de agora, para fins de recebimento dos benefícios previdenciários e terá validade até 31 de dezembro de 2019. A SAP notificará os órgãos de fiscalização e de pagamento de benefício de que eles servirão como documentos comprobatórios da regularidade do exercício da pesca”, disse Seif.

O seguro é concedido aos pescadores como compensação financeira durante o período de defeso, em que a pesca para fins comerciais é proibida devido à reprodução dos peixes.

A emissão de carteiras de pesca estão suspensas, conforme explicou Seif, por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU), devido a irregularidades e suspeitas de fraude no cadastro de trabalhadores da pesca.

Profissionais de todas as categorias de pescadores do país serão recadastrados em sistema interligado a todos os órgãos fiscais, de acompanhamento e controle governamentais, para cruzamento de informações com o objetivo de impedir novas irregularidades.

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Investimentos do Plano Agrícola e Pecuário têm crédito adicional de R$ 791 milhões

Os produtores rurais terão mais R$ 791 milhões para seus investimentos no Plano Agrícola e Pecuário 2018/19, com a autorização de remanejamento de verbas, dada pelo BNDES, por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A medida é destinada a atender a demanda por empréstimos que superou os R$ 40 bilhões (somadas todas as fontes de recursos além do BNDES) que estavam programados para os investimentos nesta safra.

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O Moderfrota receberá o maior volume de recursos com injeção de R$ 470 milhões (R$ 390 milhões com juros de 7,5% ao ano e R$ 80 milhões com taxas de 9,5% anuais). O segundo maior beneficiado foi o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) demais finalidades com R$ 95 milhões; Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) com R$ 76 milhões; o Prodecoop com R$ 43 milhões; Moderagro, R$ R$ 29 milhões; Pronamp Investimento, Moderinfra e Inovagro R$ 26 milhões para cada um.

Os juros aplicados as linhas são de 5,25% e 6% anuais no PCA; 6% a/a no Pronamp, ABC e Inovagro; 7% no Moderinfra, Moderagro e Prodecoop. O prazo de carência médio é de três anos.

Segundo o diretor do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, Wilson Vaz, “a medida concede fôlego adicional ao crédito de investimento, principalmente para o Moderfrota, cuja expectativa de contratações é alta, por ocasião das próximas feiras agropecuárias, que intensificam a venda de máquinas e implementos agrícolas”.

A divisão dos recursos ficou da seguinte forma:

• Pronamp Investimento: R$ 26 milhões

• Moderagro: R$ 29 milhões

• Moderfrota à taxa de 7,5% a.a.: R$ 390 milhões

• Moderfrota à taxa de 9,5% a.a.: R$ 80 milhões

• Prodecoop: R$ 43 milhões

• Programa ABC demais finalidades: R$ 95 milhões

• Inovagro: R$ 26 milhões

• PCA: R$ 76 milhões

• Moderinfra: R$ 26 milhões

Identificação de feromônio da praga do coco pode levar ao controle biológico

O coco é uma das principais fruteiras brasileiras, com importância social e econômica devido à diversidade de produtos derivados úteis à agroindústria, como, por exemplo, água de coco, leite de coco, madeira, fibras, biocombustível, ração animal e óleos, entre outros. O desafio é controlar os insetos-praga, que causam perdas significativas para a sua comercialização em nível mundial. Após vários anos de pesquisa, finalmente esse problema pode estar perto de uma solução eficiente e ambientalmente correta.

Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificaram feromônios de agregação da principal praga do côco no Brasil – o besouro Homalinotus depressus (Coleoptera: Curculionidae). A pesquisa, desenvolvida pelo Laboratório de Semioquímicos do Departamento de Química da UFPR, está descrita no artigo Isophorone derivatives as a new structural motif of aggregation pheromones in Curculionidae (“Derivados de isoforona como nova classe estrutural de feromônios de agregação em Curculionidae”, em tradução livre), publicado na revista Scientific Report, do grupo Nature, em 28 de janeiro.

O artigo é resultado de pesquisa coordenada pelo Prof. Paulo Henrique Zarbin, bolsista de Produtividade em Pesquisa 1C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), assinado, também, pelos pesquisadores Diogo Montes Vidal (autor da tese de doutorado, no qual foi bolsista do CNPq), Marcos Antonio Barbosa Moreira e Miryan Denise Araujo Coracini (pós-dutorandos). O Laboratório de Semioquímicos, ao qual todos os autores estavam vinculados à época do estudo, integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Semioquímicos na Agricultura.

Pesquisa

Feromônios são moléculas responsáveis pela comunicação química entre os insetos, e vários comportamentos biológicos estão a eles associados. Existem vários tipos desempenhando diferentes funções. Os de agregação permitem que os insetos sejam atraídos por outros, inicialmente para uma fonte de alimentação, e, depois, quando se encontram agregados nessa fonte, desenvolvem um potencial muito menor de sofrer ataques de ‘inimigos’ naturais.

Os pesquisadores coletaram voláteis emitidos por machos e fêmeas da espécie Homalinotus depressus e, quando testaram no olfatômetro (sistema fechado, que estuda o comportamento de insetos, quando eles captam algum cheiro), constataram que o estrato do macho apresentou atividade de agregação não encontrada no da fêmea. Concluiu-se que havia moléculas responsáveis por esse comportamento e, posteriormente, notaram que essas moléculas são derivadas da isoforona.

O ‘pulo do gato’ foi a síntese dessas moléculas em laboratório, chegando a um composto capaz de simular o código de comunicação que o próprio inseto emite. “No estudo de campo, empregando a molécula sintética, colocamos o liberador em armadilhas e percebemos que os insetos foram atraídos da mesma forma que são pelo feronômio natural. Com isso, temos perspectiva de desenvolver metodologias de controle da praga a partir de um composto produzido pelo próprio inseto”, explica Zarbin.

Os surtos de praga são favorecidos por fatores intrínsecos da planta, como a produção contínua de folhas e inflorescências, ou fatores extrínsecos, incluindo temperatura, umidade, relações culturais mal conduzidas e uso excessivo de pesticidas, levando à redução da população de inimigos naturais. No caso do coco, as larvas de Homalinotus depressus constroem galerias dentro de coqueiros, pedúnculo floral e estipe, interrompendo assim o fluxo de seiva e promovendo a falha de flores e frutos.

De acordo com o pesquisador, os feromônios sintetizados têm a grande vantagem de ser totalmente específicos para esse tipo de praga e não permitem resistência dos insetos (devido ao simulacro do código emitido por eles). Além disso, não afetam inimigos naturais e nem insetos benéficos à plantação, e, principalmente, não causam nenhum dano ambiental, como contaminação ou resíduos químicos, provocados pelo uso de defensivos agrícolas. “Daí a importância desse achado, que, além de tudo, é ambientalmente correto”, destaca Zarbin.

O meio de controle mais comumente usado para combater o Homalinotus depressus ainda são os inseticidas, mas, segundo Zarbin, a eficácia é limitada por conta do comportamento do inseto, que se desenvolve no interior da planta, inviabilizando o seu alcance de forma efetiva. “Esse estudo abre as portas para que, finalmente, consigamos, em curto prazo, desenvolver uma metodologia eficaz para o controle desta praga agrícola, haja vista que nenhuma metodologia tem mostrado eficiência”.

Metodologia

A pesquisa utilizou-se de pupas e adultos de Homalinotus depressus coletados em uma fazenda comercial de coco, a Fazenda Sococo, situada no município de Mojú, a 61 quilômetros de Belém, no Pará. Os insetos coletados foram enviados para o Laboratório de Semioquímicos da UFPR. Os adultos foram identificados por sexo e mantidos em condições de laboratório, a 28° C, 85% de umidade relativa, 12h na luz e 12h no escuro. Eles foram alimentados com cana-de-açúcar, que foi substituída a cada 72 horas.

Os voláteis foram coletados pelo método de aeração. Cinco insetos de cada sexo foram condicionados separadamente dentro de câmaras cilíndricas de 30cm de comprimento e 12cm (diâmetro interno) contendo cana como fonte de alimentação. Os voláteis liberados foram coletados em polímeros adsorventes e posteriormente extraídos com hexano, a cada 24 horas. O olfatômetro consistia de um tubo de vidro em forma de Y com dois braços de 20 cm cada. As fontes de odores – pedaços de papel de filtro impregnados com os compostos sintéticos, extratos naturais ou hexano (para controle) – foram colocadas nas extremidades dos braços.

“Um inseto foi introduzido na base do olfatômetro e o comportamento do inseto foi observado durante 10 minutos. Um inseto andando contra o fluxo de ar em direção à fonte de odor por mais de 5cm em qualquer um dos braços e permanecendo no braço por mais de 2 minutos foi considerado uma resposta. Um inseto que permanece no tubo principal foi considerado sem resposta. Cada inseto foi testado apenas uma vez, representando um experimento replicado. A fonte de odores foi substituída após cada teste”, descrevem os pesquisadores.

As experiências foram realizadas entre a quarta e a sexta horas da escotofase (fase escura ou da noite de um ciclo de claro/escuro), a hora do dia da maior liberação de feromônio. Insetos que não escolheram nenhum dos braços foram excluídos da análise estatística. Quatro experimentos de resposta comportamental foram realizados: as respostas de machos a odores de machos, machos a odores de fêmeas, fêmeas a odores de machos e fêmeas a odores de fêmeas. “Então constatamos a diferença na atividade de agregação entre macho e fêmea”, reitera Zarbin.

Novos parâmetros

Mas as “descobertas” não param por aí. Para a surpresa dos pesquisadores, os estudos revelaram ainda que as moléculas envolvidas nessa comunicação são estruturas químicas totalmente inéditas e que fogem completamente do padrão que vinha até então sendo descrito para esta família de insetos denominada Curculionidae. “Todas as moléculas já identificadas como feromônios de agregação para insetos da família Curculionidae apresentam um padrão estrutural bastante característico, que serve como referência para os trabalhos de identificação”, explica Zarbin.

Como, nesse estudo, verificou-se que o padrão não estava presente nessas moléculas, os pesquisadores tiveram que partir do zero e realizar um conjunto bastante grande de complexas análises e derivações estruturais do próprio produto natural para que pudessem chegar a estrutura correta. “Com essa nova descoberta, os pesquisadores que vierem futuramente a trabalhar com esta família de inseto terão, a partir de agora, um novo conjunto de referências estruturais para nortear os trabalhos”, ressalta.

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Boletim Prohort: clima quente mantém tomate campeão de preços baixos

O tomate está com preços cada vez mais chamativos para o consumidor na cotação das Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O 2º Boletim Prohort registrou que o produto está 34,66% mais barato em Curitiba, 33,82% no Rio de Janeiro e 25,59% em Belo Horizonte.

“Com o clima quente, que é característico do verão, a maturação acelerada do fruto obrigou o produtor a colocar sua mercadoria à venda, pressionando os preços para baixo e beneficiando o consumidor na hora da compra”, esclarece a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Regina Santos. “Essa é uma forma de minimizar as perdas e evitar o prejuízo aos agricultores, que eventualmente se veem forçados a vender rapidamente o produto devido às imposições do clima”.

De acordo com o Boletim, outras hortaliças não seguiram a mesma linha, como no caso da cebola e da batata, que tiveram os preços elevados em quase todas as centrais. A exceção foi a queda na Ceagesp de 3,74% para a cebola e de 2,79% para a batata. Já alface e cenoura, apenas a primeira teve queda de preços em algumas centrais. Houve queda expressiva em Recife (34,76%) e Goiânia (11,11%) e com menor percentual em Belo Horizonte e Fortaleza. No entanto, em São Paulo (50,50%) e Curitiba (48,86%) os preços dispararam.

Frutas

Quanto às frutas, o estudo não traz muitas reduções de preços para banana, laranja, maçã, mamão e melancia. A maçã esteve melhor em Curitiba (6,45%) e Goiânia (4,96%), enquanto que a banana teve queda em São Paulo (12,02%) e Vitória (9,83%) e o mamão diminuiu no Rio de Janeiro (10,20%) e Goiânia (6,75%).

A melhor participação fora do enfoque do boletim foi o quesito das exportações de frutas. O estudo apurou que melancia, manga e melão tiveram um bom desempenho. O melão, por exemplo, aumentou de 28 mil toneladas para mais de 43 mil, só neste início de ano.

A pesquisa foi realizada nas Ceasas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco, Paraná e Goiás.

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BRF recolhe lotes de frango por suspeita de contaminação por bactéria

A empresa BRF comunicou ao Ministério da Agricultura (Mapa) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que está recolhendo de forma voluntária 464 toneladas de carne de frango por suspeita de presença da bactéria Salmonella enteritidis. No mercado doméstico estão sendo recolhidas 164,7 toneladas de frango in natura, em 13 estados. Outras 299,6 toneladas destinadas ao mercado internacional também serão recolhidas como medida preventiva, pelo mesmo motivo.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, “foi correto o procedimento adotado pela empresa na identificação do problema, no recolhimento voluntário do produto e na comunicação ao ministério e à Anvisa”.

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Mapa está acompanhando o recolhimento, assim como a destinação correta do produto em estoque e o que retornará à indústria.

Produzidos nos dias 30 de outubro e 5, 6, 7, 9, 10 e 12 de novembro de 2018, na unidade de Dourados (MS), os produtos foram comercializados, no mercado doméstico, nos seguintes estados: Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No total, o “recall” nacional representa quantidade inferior a 0,1% de toda a produção mensal de frango da BRF no país.

A BRF explicou que, “caso esses alimentos não sejam completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens, a Salmonella enteritidis representa risco à saúde”. A companhia comunicou ainda, que destacou grupo de especialistas para investigar as origens deste único caso, com o objetivo de garantir a adoção das medidas apropriadas para evitar a recorrência do problema.

A empresa está coletando os produtos de todos os lotes envolvidos. Para isso, é importante que o consumidor siga a identificação das embalagens, para checar nome, peso, marca, data de fabricação e origem dos produtos. Uma vez identificado o produto com suspeita de Salmonella, o consumidor deve entrar em contato por meio do e-mail recolhimento.sac@brf-br.com ou ligar gratuitamente para o telefone 0800 031 1315. Para a realização dos procedimentos de substituição, devolução ou ressarcimento, será necessária a apresentação física do produto.

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Foto: Divulgação / AEN

Banco do Brasil prorroga operações rurais em Brumadinho

O Banco do Brasil aprovou medida emergencial que permite prorrogar por um ano o vencimento de operações de crédito rural dos produtores de Brumadinho (MG). Foram contemplados produtores e cooperativas com empreendimentos na cidade que possuam operações vencidas ou a vencer entre 25 de janeiro e 31 de dezembro deste ano.

Para as operações de custeio, além da carência de doze meses, os produtores poderão dividir o saldo em três parcelas anuais.

Os produtores interessados em prorrogar o vencimento das operações devem procurar as agências do Banco do Brasil nos próximos 90 dias. Neste período as dívidas não serão consideradas vencidas.

A carteira de crédito rural do Banco do Brasil no município de Brumadinho é composta, em sua maioria, por agricultores familiares. São 174 clientes que mantém R$ 5,3 milhões em operações de crédito.

Reforço no atendimento aos clientes

O Banco do Brasil reforçou o atendimento local em Brumadinho, com envio de uma agência móvel que complementa o atendimento de sua unidade no município.

A equipe também foi reforçada com mais cinco funcionários para atendimento, além de consultor de seguros e analista técnico rural, que prestam orientações aos clientes e avaliam, a cada caso, a concessão de novas condições negociais em produtos e serviços. O objetivo é apoiar a população local e minimizar os prejuízos causados pelo rompimento da barragem.

BB Seguros

A BB Seguros reduziu o tempo de resgate dos planos de previdência para o mínimo legal. No caso dos títulos de capitalização, permitiu aos clientes da área afetada o resgate antecipado com devolução integral do valor pago.

Conta SOS Brumadinho arrecada R$ 3 milhões

Até a última terça-feira, 12/02, a conta corrente SOS Brumadinho recebeu 78 mil doações, com arrecadação de mais de R$ 3 milhões. Os recursos serão utilizados pela prefeitura de Brumadinho em ações emergenciais, com acompanhamento do Ministério Público.

A conta corrente segue aberta para recebimento das doações: agência 1669-1, conta 200-3 (SOS Brumadinho), CNPJ 18.363.929/0001-40.

Michael Melo/Metrópoles

Movimentação portuária cresce 2,7% em 2018

O setor portuário nacional (portos organizados + terminais privados) movimentou 1,117 bilhão de toneladas em 2018, o que representa um crescimento de 2,7% em relação a 2017. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ. A Agência destaca que entre 2010 e 2018 registrou-se um incremento de 33% na movimentação de cargas no país.

Conforme as estatísticas, os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017 (365 milhões de toneladas). Os terminais privados movimentaram 743 milhões de toneladas no ano passado, um crescimento de 2,8% em relação a 2017 (723 milhões de toneladas).

Em um ranking de movimentação nos portos públicos, Santos (SP) aparece na primeira posição, com 107,5 milhões de toneladas. Em segundo, está Itaguaí (RJ): 56,6 milhões de toneladas. No terceiro lugar, Paranaguá (PR): 48,5 milhões de toneladas. Depois aparecem Rio Grande (RS), com 27,2 milhões de toneladas movimentadas, e Suape (PE), que movimentou 23,4 milhões de toneladas.

Analisando os terminais privados, Ponta da Madeira (MA) liderou a movimentação em 2018, com 198,1 milhões de toneladas. Depois vem Tubarão (ES), com 103,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem Tebar (SP): 44,1 milhões de toneladas; Tebig (RJ): 42,9 milhões de toneladas; e Ilha Guaíba (RJ): 41,2 milhões de toneladas.

Em relação ao perfil de carga, portos e terminais movimentaram 712,8 milhões de toneladas de granel sólido, 2,4% a mais que em 2017; 235,1 milhões de toneladas de granel líquido (+1,9%); 112,8 milhões de toneladas de contêineres (+4,8%); e 56,7 milhões de toneladas de carga geral solta (+6,1%).

Entre as principais mercadorias movimentadas, destaque para o minério de ferro. O setor portuário movimentou 407 milhões de toneladas dessa carga em 2018. O minério de ferro, conforme os dados da ANTAQ, representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país. Em seguida, aparecem os combustíveis, com 203 milhões de toneladas (18,2%). Na terceira posição, contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas (10,1%). Outro destaque é a soja: 102 milhões de toneladas (9,1%).

Contêineres (TEUs)

Conforme o levantamento da ANTAQ em relação aos contêineres, foram movimentados 10,041 milhões de TEUs em 2018, 7,2% a mais que em 2017. Apenas a Região Sudeste movimentou 4,7 milhões de TEUs. A Região Sul movimentou 3,4 milhões de TEUs. A Nordeste, 1,2 milhão de TEUs; e a Norte, com 0,8 milhão.

Navegação

Os dados mostram também a movimentação de cargas por navegação no Brasil. A navegação de longo curso transportou 823 milhões de toneladas, um crescimento de 32% entre 2010-2018. A cabotagem transportou 229 milhões de toneladas (+26%, no mesmo período). A navegação interior transportou 61 milhões de toneladas, crescimento de 105% (2010-2018).

2019

A Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ também apresentou a projeção de movimentação portuária para 2019. Conforme a agência, a expectativa é que portos e terminais movimentem 1,156 bilhão de toneladas, crescimento de 3,5%.

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Safra de grãos mantém aumento de área e produção está em 234 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos do período 2018/2019, segundo o 5º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve alcançar 234,1 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 6,5 milhões de t, o que representa um volume 2,8% superior. O incremento de 910,5 mil hectares, ou 1,5% a mais em relação com a safra 2017/18, também contribuiu para os 62,6 milhões de hectares estimados para a área plantada.

Segundo o levantamento, a produtividade supera a marca positiva anterior, mesmo em meio à falta ou ocorrência de chuvas pontuais, além da incidência de temperaturas elevadas em algumas regiões de maior produção. O grau de eficiência produtiva média do país deve passar dos 3.692 para 3.738 kg/ha.

O maior destaque do estudo, no entanto, é o algodão que registrou grande concentração de plantio em janeiro, em função do bom desempenho das cotações da pluma. Também novas áreas foram incorporadas ao processo produtivo em detrimento de outras culturas. A estimativa é de aumento de 27,9% na produção e 33% na área. Com isso, os números estão em 3,8 milhões toneladas e 1,6 milhão de hectares, respectivamente.

Já a soja, o milho primeira safra, o arroz e o feijão não tiveram o mesmo desempenho. A leguminosa deve reduzir 3,3%, atingindo 115,3 milhões de toneladas, mas com aumento na área de 1,9%. O fator responsável é a redução da produtividade, ocasionada por adversidades climáticas em alguns estados. O milho primeira safra também perde em produção, atingindo 26,5 milhões de toneladas e a área cultivada reduz 1,2%. Mas, se acrescida da segunda safra, a produção total poderá alcançar 91,7 milhões de toneladas, 13,6% a mais que em 2017/18.

O arroz, com concentração maior no Sul do país, esteve mal situado no mês passado e também neste levantamento apresentou um percentual de 11,3% de perdas frente à safra anterior, ficando em 10,7 milhões de toneladas. O feijão primeira safra sofreu igualmente, com registro de 10,6% a menos, refletindo numa produção de 1 milhão de toneladas.

Safra de inverno

O início de plantio para os cultivos de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale é a partir do mês de abril. O estudo deste mês estima uma produção dessas culturas superior em cerca de 6,9% à de 2018, podendo alcançar 6,9 milhões de toneladas.

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Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano.

De acordo José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção.

Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros.

O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade.

Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital, formado por tratores, fertilizantes e defensivos. Para Gasques, o resultado do estudo reflete que a qualificação do pessoal ocupado na agricultura ocorre de forma lenta. Mas a dotação de equipamentos para o trabalho, como o uso de tratores e colheitadeiras, foi decisivo para o desempenho observado.

O estudo teve a colaboração de servidores da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

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Redução da dose da vacina contra aftosa valerá a partir de maio

A vacina contra a febre aftosa vai ter sua dose reduzida de 5 ml para 2 ml na primeira etapa de vacinação de bovinos e bubalinos, que será realizada a partir de maio, na maioria dos estados brasileiros. Diego Viali dos Santos, chefe da Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lembra que nessa primeira etapa de vacinação do ano, a maior parte do país vai imunizar todo o rebanho, conforme calendário de vacinação disponível no site do Mapa.

Apenas no Acre, Espírito Santo e Paraná a dose será aplicada apenas em animais jovens (de até 24 meses de idade). O estado do Amapá, devidos a suas condições peculiares, realiza a vacinação anualmente somente no segundo semestre. A mudança da dose está prevista no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que deverá culminar com a retirada total da vacinação no país prevista até 2021.

A expectativa de Diego Viali dos Santos é de que com a redução da dosagem, ocorram menos reações nos animais (caroços, inchaço). Além disso, com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração. “Os laboratórios produtores possuem estoque suficiente do novo produto para atender à demanda dos criadores”, afirmou.

O ministério preparou um manual para fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa, atualizando a publicação de 2005. A versão digital, contendo orientações aos Serviços Veterinários Estaduais e aos distribuidores sobre a qualidade exigida ao produto deverá ser disponibilizada nesta semana.

Cuidados com as vacinas

Compre as vacinas somente em lojas registradas.

Verifique se estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.

Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.

Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.

Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação.

Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.

O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.

Lembre de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado juntamente com a nota fiscal de compra das vacinas.

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Com a mudança de 5 ml para 2 ml, a expectativa é de que diminua a ocorrência de reação nos animais. (Foto: Divulgação)