Projeto Comprador da Wine South America deve gerar mais de R$ 6 milhões em negócios

Mais de R$ 6 milhões em negócios projetados para os próximos 12 meses e cerca de 700 contatos. O resultado do Projeto Comprador da Wine South America (WSA), apresentado em reunião do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foi considerado positivo pelo setor e, em especial, pelas quase cem vinícolas brasileiras que participaram da feira internacional, no final de setembro, em Bento Gonçalves (RS). A ação foi viabilizada por meio de parceria entre a empresa Milanez & Milaneze – representante do grupo Veronafiere – com o Ibravin, Sebrae Nacional e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Na primeira edição foi registrada a participação de cerca de seis mil visitantes, com a presença de 250 marcas expositoras.

No Projeto Comprador voltado à exportação, 22 vinícolas participaram de mais de 400 rodadas de negócio com representantes de empresas de 10 países – Chile, Peru, Paraguai, Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha e Rússia. Para incentivar as vendas no mercado interno, o Projeto reuniu compradores dos 25 estados brasileiros, que prospectaram negócios com 65 vinícolas e devem resultar em R$ 2,5 milhões em vendas nos próximos 12 meses. Já na ação voltada ao mercado externo, os 30 compradores encaminharam cerca de R$ 3,5 milhões para o mesmo período.

O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, afirma que o Projeto Comprador foi umas das principais iniciativas realizadas junto à feira, destacando o período do ano como estratégico para o fechamento de negócios. “A vinda de mais de 130 compradores, entre os representantes brasileiros e do exterior, e o volume de negócios que foram encaminhados ajudaram a alavancar as vendas para o final de ano”, acredita. Bertolini acrescenta que no braço internacional o destaque foi para a presença de 70% de compradores de países da América Latina, mostrando o potencial deste mercado para o vinho brasileiro.

O diretor comercial Franco Perini participou das rodadas de negócios com compradores nacionais e destacou o projeto como uma importante plataforma de relacionamento. Segundo ele, mais do que fechar negócios, o objetivo é receber os compradores na região para associar as atividades comerciais com turismo e gastronomia. “São fatores que ajudam neste tipo de ação. Receber bem os compradores, mostrar novidades, mas também proporcionar momentos de lazer para esses visitantes. Tudo isso ajuda para atingir o objetivo principal que é a venda”, acredita.

A agente internacional Mari Balsan elogiou o foco dado à vinda de buyers da América do Sul. Segundo a executiva, são muitas as vantagens de negociar com os países vizinhos. “A proximidade com estes mercados acaba gerando custos menores, menor tempo para envio dos produtos, a logística toda é mais facilitada”, resume.

Mari enfatiza que o Brasil tem uma imagem positiva junto aos países da América Latina, o que auxilia no fechamento de negócios. “É importante nos fortalecermos como um bloco de países produtores, o que acaba ajudando também em outros mercados, como Europa e Ásia”, diz.

Destaque para o Brasil e elogio aos espumantes nacionais

Mais do que os números positivos divulgados, a primeira edição da Wine South America foi marcada pela qualidade dos produtos apresentados, pela organização dos estandes e pelo reconhecimento internacional aos vinhos e, de forma especial, aos espumantes brasileiros.

Entre os 50 conteúdos técnicos, como palestras e degustações orientadas, destaque para a apresentação do Master of Wine britânico Alistair Cooper, que elogiou a qualidade dos espumantes brasileiros durante a palestra na WSA. Segundo ele, a variedade de estilos, a capacidade de produzir com profissionalismo tanto no método Tradicional como no Charmat e o custo-benefício estão entre os atributos da bebida.

“O Brasil está sendo Brasil com relação à elaboração de espumantes. Não está tentando ser Champagne ou Asti, e isso é muito bom. Seguramente, os espumantes brasileiros são os melhores da América Latina e me anima muito poder prová-los e conhecer mais sobre eles”, disse.

Outra atração da primeira edição da WSA foi o prêmio Catad’Or Wine Awards, que evidenciou um espumante brasileiro moscatel entre os 11 campeões e também distinguiu outros nove produtos nacionais. Ao comentar o resultado, o diretor executivo e organizador do Catad’Or, Pablo Ugarte, concorda com a opinião de Cooper sobre os espumantes brasileiros.

Ugarte lembra que teve um primeiro contato com o produto num concurso na França e, desde então, passou a incluir a categoria melhor espumante do Cone Sul na premiação. “Essa sutileza, elegância, o equilíbrio entre acidez e a fruta, a intensidade aromática, são algumas das qualidades que observamos nos espumantes brasileiros e que são reconhecidas em concursos no mundo inteiro”, explica. Ugarte também se mostrou impressionado com a qualidade de alguns vinhos tranquilos brasileiros que degustou na feira, em especial os produtos com potencial de guarda.

Projeto Comprador - Crédito Augusto Tomasi
Profissionais de 25 estados brasileiros e de outros 10 países participaram do Projeto Comprador (Foto: Augusto Tomasi / WSA)

Começa em novembro nova etapa de vacinação contra aftosa

No próximo dia 1º de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Desta vez, serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos).

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Atualmente o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são o Mato Grosso com 30 milhões de animais, seguido de Minas Gerais com 23,3 milhões de cabeças. A cidade com maior rebanho é São Félix do Xingu, no Pará: 2,2 milhões de cabeças.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, diz que “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de Estados para a retirada completa da vacinação no país.

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

PNEFA

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país. Pelo cronograma de suspensão da vacina de Febre Aftosa, será feita da seguinte forma: 2019/2: Bloco I – região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 2020/2: Bloco II – região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 2020/2: Bloco III – região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 2021/2: Bloco IV – região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 2021/2: Bloco V – região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação

  • Compre as vacinas somente em lojas registradas
  • Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C
  • Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação
  • Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos
  • Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação
  • Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma. Para evitar a formação de caroço no local da vacina
  • Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência
  • Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas
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A redução do uso da vacina, a partir do ano que vem, trará economia de R$ 44 milhões

Aplicativo permite registro e compartilhamento de dados sobre peixes da Amazônia

Um aplicativo desenvolvido com o apoio do Instituto Mamirauá está ajudando pescadores a registrar e compartilhar informações sobre a coleta de 20 espécies de peixes das regiões do Médio e Alto Solimões, no Amazonas. As variedades foram escolhidas pela importância econômica e pelo tipo de migração que realizam. Para cada pesca, os usuários anotam dados sobre locais, data e tipo de peixe pescado.

A ferramenta, chamada Ictio, foi construída pelo projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, do qual o Mamirauá é parceiro. A unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é responsável por capacitar pescadores das cidades de Tefé, Alvarães, Uarini, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Maraã. O trabalho envolve comunidades, organizações de coletores de peixes e até escolas. O Ictio está disponível apenas para a plataforma Android.

“Nessa primeira etapa, estamos focando nosso trabalho em apresentar para os participantes as funcionalidades disponíveis no Ictio. Em seguida, vamos avaliar junto com os nossos grupos de trabalho como essa ferramenta pode melhorar e ser cada vez mais útil para o dia a dia dos pescadores”, afirmou Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

A comunidade Punã, que fica próxima ao município de Uarini, foi a primeira comunidade a receber um dos 30 treinamentos realizados pela equipe do Mamirauá. Segundo uma das capacitadas, Ana Vieira Quinha, o aplicativo vai facilitar a vida dos pescadores.

“Daqui para a frente, tudo vai ser anotado: a quantidade, quantos quilos, cada espécie de peixe que pegamos. E o aplicativo chegou bem a tempo. Estamos na época da seca, quando os peixes estão ‘arribando’ e pescamos muitos dos que são importante no aplicativo, como o surubim e o caparari”, destacou.

Ajuda dos mais jovens

A Associação de Pescadores e a Colônia Z-54, ambas no município de Santo Antônio do Içá, também foram apresentadas ao Ictio. Françoise Souza, que trabalha no setor administrativo da Colônia Z-54, vê muito potencial para os pescadores que usarem o aplicativo. Os ganhos, segundo ela, serão econômicos e pessoais.

“O Ictio é uma maneira prática de registro, onde o pescador poderá ver a sua produção ao longo do tempo, quantos quilos de peixe ele pescou e até quanto ele gastou com esse trabalho”, avalia. “O uso desse tipo de ferramenta, o celular, não é muito comum para os pescadores mais velhos. Mas isso pode proporcionar interação entre eles e seus filhos, que geralmente fazem o uso mais frequente do celular. É uma boa oportunidade de diálogo entre pais e filhos, que é uma maneira dinâmica de desenvolver o projeto”.

Comunitários que participam da Associação Comercial de Jutaí (ACJ) e representantes das comunidades São Francisco da Ressaca Grande e Acapuri de Cima também conhecerem o Ictio. Eles vão utilizar o aplicativo com o auxílio de um grupo de jovens e de pescadores mais experientes, especialmente indicados pelas comunidades para promover intercâmbio sobre pesca.

“A gente espera que esse projeto venha a ser um sucesso, porque juntos podemos saber mais sobre os peixes e suas migrações aqui na região”, apontou Ocemir Gonçalves dos Santos, presidente da ACJ.

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Países produtores de café importam mais de 800 mil sacas dos Cafés do Brasil em 2018

Os Cafés do Brasil geraram US$ 3,536 bilhões de receita cambial com 23,644 milhões de sacas de 60kg exportadas no período de janeiro a setembro de 2018, volume que representa um crescimento de 7,3%, se comparado com o mesmo período do ano passado, o qual atingiu 22,031 milhões de sacas. Do total exportado nesse mesmo período deste ano, 22,833 milhões de sacas (96,6%) destinaram-se a países importadores que não produzem café. Além disso, do volume total exportado, destacam-se que 811,482 mil sacas (3,4%), incluindo café verde e industrializado, foram destinadas a países produtores. Embora pouco expressivo em relação ao total de café exportado pelo Brasil, o volume de exportação para países produtores teve aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2017, que foi de 517,264 mil sacas.

Em relação especificamente ao café verde exportado para países produtores, o volume alcançado foi de 386,962 mil sacas, as quais equivalem a quase metade (47,7%) do café exportado para países produtores de janeiro a setembro de 2018. Três países foram responsáveis por aproximadamente 90% das importações de café verde brasileiro (por parte de países produtores) nesse período: México, com 173,605 mil sacas, que representaram 44,9%; Colômbia, com 118,830 mil sacas (30,7%); e Indonésia, com 52,158 mil sacas (13,5%).

Esses dados e números da performance das exportações dos Cafés do Brasil dos nove primeiros meses de 2018, ora em destaque, entre outros dados relevantes do setor constam do Relatório mensal setembro 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para estabelecer uma análise adicional da performance cafeeira dos países citados, é possível verificar com base nos dados da Organização Internacional do Café – OIC o seguinte: no ano cafeeiro 2017-2018, a produção de café do México foi de 4 milhões de sacas e seu consumo, 2,400 milhões de sacas; a produção da Colômbia foi de 14 milhões de sacas e o consumo, 1,800 milhão de sacas; e a produção e consumo da Indonésia foi de 14 e 4,700 milhões de sacas, respectivamente. Tais números permitem inferir que esses países produtores, que importam cafés do Brasil, adotam essa medida para equilibrar o seu respectivo quadro de suprimento: produção, consumo, exportação e estoque.

Nesse sentido, de forma complementar, o Relatório mensal setembro 2018, do Cecafé, aponta que os países exportadores de café foram responsáveis pelo consumo de 31,2% do consumo mundial em 2017, que totalizou volume de 162,232 milhões de sacas. Nesse particular, vale ressaltar que o consumo do Brasil nesse ano correspondeu a 13,6% do consumo mundial O Relatório apresenta ainda uma série histórica do consumo de café no período de 2012 a 2017, na qual constata que o crescimento médio anual do consumo dos países exportadores foi de 2,7%, e dos países importadores, 2%.

Com relação à performance brasileira nas exportações de café, o Cecafé informou no seu relatório que no mês de setembro de 2018 o volume exportado foi de 3,019 milhões de sacas, ao preço médio de US$ 135,88, com receita cambial de US$ 410,35 milhões. Tal volume teve crescimento de 23,7% em relação a setembro de 2017, mês em que o país exportou 2,442 milhões de sacas ao preço médio de US$ 166,87 por saca. Do volume total de café exportado em setembro deste ano, foram 2,739 milhões de café verde, sendo 2,447 milhões de sacas de café arábica e 291,665 mil sacas de robusta. O volume de café industrializado exportado nesse mês somou 281,195 mil sacas, das quais 280,348 mil sacas foram de café solúvel e 847 sacas de torrado e moído.

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Exportações brasileiras de café atingem 24 milhões de sacas com receita cambial de US$ 3,5 bilhões nos primeiros nove meses deste ano

Conab envia especialistas para ajudar na criação de modelo agrícola na África

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) especialistas nas áreas de armazenagem, política agrícola e agricultura familiar estão, a partir desta segunda-feira (29/10) até o próximo dia 2 de novembro, na capital de Gana, Acra, para elaborar um diagnóstico sobre a agricultura local.

Em seguida à avaliação da realidade da política agrícola do país africano, que será feita em parceria com a empresa ganense National Food Buffer Stock, os técnicos formularão um projeto voltado para atender as necessidades da população local. Com isso, os representantes do país poderão fazer intercâmbios para capacitação por um período de até três anos.

A demanda é da Agência Brasileira de Cooperação e do Ministério das Relações Exteriores, e está direcionada à política de cooperação internacional com países que têm necessidades de desenvolver programas semelhantes aos executados pelo Brasil, tendo a Conab como modelo.

A Companhia tem sido convidada para participar de acordos de cooperação técnica com países de várias partes do mundo, para troca de conhecimentos na sua área de atuação. Recentemente, a empresa também enviou analistas de mercado para participar de capacitação sobre técnicas de comercialização na França, e já repetiu este procedimento em outros países como México e Estados Unidos.

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Produtores de suco de uva avaliam positivamente participação na Wine South America

A participação dos produtores de suco de uva na Wine South America – Feira Internacional do Vinho, em Bento Gonçalves (RS), foi considerada positiva pelas 14 empresas que integram o projeto setorial 100% Suco de Uva do Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) há nove anos. Dom Eliseo, Econatura, Gallon Sucos e as vinícolas Santini e Terraças levaram seus produtos para degustações em balcões individuais no estande coletivo da iniciativa. O espaço de 64m² foi desenvolvido em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sdect/RS).

Com uma média de mais de 20 contatos realizados nos quatro dias de feira e uma estimativa de negócios que deve superar R$ 200 mil, os produtores apontaram como principais ganhos a possibilidade de negociação direta com compradores, a visibilidade do produto numa feira internacional e a atração de novos interessados para o trabalho com a categorias nas redes em que atuam.

Essa foi a impressão do técnico responsável e produtor rural Guilherme Fornasier, que antecipou o fechamento de comercialização para uma pequena rede do estado de Rondônia. “O mais difícil é ter acesso direto aos compradores e isso a feira proporcionou. Para uma empresa pequena como a nossa foi uma ótima oportunidade junto a pequenas redes que não chegaríamos sem esse apoio”, garantiu.

Além dos contatos estabelecidos nas rodadas de negócios, a localização privilegiada do estande também foi destacada pelos expositores. “Serviu como um local onde os possíveis compradores tinham um tempo maior para conhecer os produtos, além de dar visibilidade ao projeto e às empresas que lá estavam”, avalia o diretor Comercial Cesar Postingher.

O fechamento de vendas para o Exterior foi comemorado pelo supervisor administrativo Samuel Santini. Para ele, a proximidade com os compradores de diferentes segmentos do varejo contribuiu para expandir os negócios da empresa em que atua. “Pudemos mostrar a nossa linha de produtos e focar nos que se encaixavam no perfil buscado pelos compradores”, resumiu. Santini adiantou que a feira deverá resultar na venda de 1,2 mil litros para uma rede colombiana e deverá aumentar para cerca de seis mil litros (ou o equivalente a um contêiner), para o mesmo país nos próximos meses.

Para o presidente do Ibravin, Oscar Ló, o apoio à categoria se justifica por se tratar de um produto que absorve metade da matéria-prima cultivada e que vem se consolidando como um dos carros-chefes do setor vitivinícola brasileiro. “Num período de dificuldade na economia, obtivemos até agosto um crescimento de 37,72% nas vendas de suco no mercado interno. Além disso, promover o suco de uva 100% é estimular o consumo de uma bebida saudável, que pode ser consumida por toda a família”, completa.

De janeiro a agosto, foram comercializados 86 milhões de litros de suco de uva 100% prontos para consumo, 23,5 milhões a mais que o mesmo período de 2017.

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Estande setorial reuniu sucos de uva das 14 empresas associadas ao projeto (Foto: Martha Caus / Divulgação)

Contratação de crédito rural em alta de 32% no trimestre

Os primeiros três meses de vigência do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 apresentam alta de 32% nos valores contratados, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões do crédito rural, totalizando 204.356 operações.

A maior parte do desembolso se destinou a operações de custeio, R$ 29,8 bilhões, seguida por operações de comercialização, com R$ 9,3 bilhões, programas de investimento, que totalizaram R$ 8,5 bilhões, e industrialização, com R$ 2,5 bilhões. Relativamente às disponibilidades de recursos para a safra, foram contratados 26% do volume, ante 20% em igual período na safra anterior.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, a avaliação do período é positiva, em função da demanda muito superior à do ano passado. “O incremento de 32% ganha maior relevância, uma vez que houve crescimento em todas as finalidades: custeio, investimento, industrialização e comercialização”.

Segundo ele, o desempenho do crédito rural mostra que houve oferta oportuna de recursos e que os produtores rurais estão confiantes no seu negócio, investindo na atividade. “É um indicativo que caminhamos para termos novamente uma boa safra em 2018/2019”, ressalta.

O financiamento dos programas de investimento também teve crescimento expressivo no período, de 30,2%, dentre os quais se destaca o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro), com crescimento de 391%, seguido pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 151%, e pelo Programa de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com 112%.

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), com participação de 35% no total dos recursos contratados para investimentos, teve crescimento de 59%. Estas linhas devem manter o crescimento, porque nos meses de agosto, setembro e outubro a demanda maior é pelo custeio, por conta do período de plantio das lavouras, lembra o secretário. “E, nos próximos meses, devemos ter maior demanda por linhas de investimentos”.

Os números do levantamento, feito mensalmente pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola, são acompanhados constantemente pela equipe. “Estamos monitorando os programas de investimento e podemos aumentar os recursos para aquele que tiver maior demanda, transferindo de outros que não tenham tanta procura. Vamos evitar a falta de recursos para investimentos e também para comercialização”, disse Araújo.

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Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões

DF tem o 6° maior número de equinos dos municípios

No Distrito Federal, o número de bovinos caiu de 96.265 cabeças em 2016 para 93.141 em 2017. A queda em galináceos foi de 15.667.132 para 10.521.893 cabeças e ficou em oitavo entre as cidades, mesmo com o aumento de 1.238.664 para 1.453.391 no número de galinhas, que ficou em 20° entre os municípios. O rebanho de suínos cresceu de 168.392 cabeças para 172.619 e caprinos caiu de 3.595 para 3.016 cabeças. A queda no rebanho de equinos foi de 21.080 para 19.442, número que deixou o DF como o 6° maior produtor entre os municípios. O número de ovinos apresentou redução, indo de 23.938 para 21.267 enquanto o número de bubalinos cresceu de 895 para 932. O número de codornas apresentou redução de 28.990 para 21.500 cabeças.

Em questão de produção de origem animal a quantidade de litros de leite produzida foi de 29 milhões, apresentando diminuição quando colocado ao lado dos 29,972 milhões de 2016. O valor da produção também caiu, indo de R$ 31,771 milhões para R$ 30,45 milhões. A produção de ovos de galinha cresceu de 20.252 mil dúzias para 23.763 mil dúzias, mas o valor caiu de R$ 113,818 milhões para R$ 112,875 Mi. Já ovos de codorna apresentaram quedas em ambas, com a produção reduzida de 742 mil dúzias para 547, enquanto o valor caiu de R$ 2,398 milhões para R$ 1 milhão. A produção de mel ficou em 79 toneladas, custando R$ 1,857 milhões.

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) traz dados referente a pecuária e a produção de origem animal. Com período de referência sendo 1° de janeiro a 31 de dezembro, difere do censo agropecuário também por questão metodológica, portanto, os dados não necessariamente serão iguais.

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Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

BNDES Giro aprova recursos para cana-de-açúcar e bovinocultura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 28,5 milhões na modalidade BNDES Giro para a Usina São José, de Igarassu (PE). Com esses recursos, a usina, que foi a responsável pela moagem de cerca de 10% de toda a cana-de-açúcar de Pernambuco na safra 2017/2018, pretende melhorar sua competitividade.

O açúcar da Usina São José é comercializado como matéria-prima, sobretudo para indústrias de alimentos e bebidas das regiões Norte e Nordeste. Além disso, a usina produz etanol e energia elétrica (gerada a partir do bagaço da cana). A empresa sucroalcooleira consegue moer 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar e possui cogeração com potência instalada de 25 mega-watts. No ano passado o faturamento da usina foi de R$ 257 milhões.

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O BNDES também aprovou uma operação de crédito no valor de R$ 20 milhões na modalidade BNDES Giro para a Martini Meat, empresa de armazenagem e movimentação de cargas frigorificadas (carnes).

A Martini Meat é uma empresa de operação logística, com faturamento de R$ 120 milhões em 2017, que atua principalmente na região sul do país. Essa não é a primeira operação da empresa com o BNDES: em 2012, o Banco concedeu R$ 33,5 milhões para a construção do complexo de armazenagem de cargas frigorificadas e armazenagem de contêineres, no município de Rio Grande-RS.

BNDES Giro

A linha de financiamento BNDES Giro destina-se a empresas de todos os setores e portes com necessidades de financiamento de capital de giro. Os recursos podem ser obtidos diretamente com o BNDES ou através da rede de agentes financeiros parceiros. As operações podem ter referencial financeiro atrelado à Taxa de Longo Prazo (TLP) ou a taxa fixa BNDES (esta última somente para micro, pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 300 milhões por ano, somente nas operações indiretas automáticas).

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Produtores rurais têm até dezembro para regularizar dívidas com Banco do Nordeste

Em dezembro, encerra-se o prazo para regularização de dívidas rurais no Banco do Nordeste. Produtores com operações enquadráveis nos dispositivos legais em vigor (Lei 13.340/2016 e Lei 13.606/2018) podem garantir descontos que vão até 95% sobre o saldo devedor. O benefício vale para liquidação de dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Já se o produtor quiser renegociar, o prazo para pagamento pode estender-se a 2030, iniciando as parcelas em 2021.

O total regularizado já supera os R$ 10,3 bilhões. Mais de 300 mil operações foram regularizadas com agricultores dos Estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Dessas repactuações 137,5 mil foram realizadas com a opção de liquidação de toda a dívida. Ao todo, 92% das renegociações foram efetivadas com miniprodutores rurais, incluindo beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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No Ceará, já foi regularizado mais de R$ 1,3 bilhão em dívidas rurais, distribuído em 55,2 mil operações e beneficiando cerca de 220 mil pessoas somente no Estado.

Atendimento

O BNB possui 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. A instituição possui mais de 4 milhões de clientes. Somente em 2018, o Banco do Nordeste já aplicou na economia regional volume superior a R$ 23 bilhões, envolvendo operações de longo prazo e microcrédito.

Quem deseja mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas pode procurar uma unidade da rede de agências ou entrar em contato pelo número 0800 728 3030.

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