Agrishow 2019: Case IH apresenta AFS Connect para monitoramento de frota, gestão agronômica e gerenciamento de dados em tempo real

Levar a conectividade ao campo e analisar os dados gerados pelas máquinas são passos fundamentais para aumentar a produtividade e rentabilidade do produtor rural. Pensando nisso, a Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta o AFS Connect, solução digital e integrada que otimiza o monitoramento da frota, garante o máximo desempenho agronômico e possibilita a gerenciamento de dados de forma simples e intuitiva, em tempo real. A novidade está sendo apresentada na Agrishow, que acontece até o próximo dia 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP).

A solução de agricultura avançada da Case IH agrega ferramentas como imagens de satélite, drones, piloto automático, telemetria, sistemas de aplicação e meteorologia para que o produtor tome decisões cada vez mais assertivas. Ela também irá possibilitar diagnósticos remotos e atualização dos softwares das máquinas em tempo real. “Todas essas soluções vão ajudar a aumentar o nível de disponibilidade das máquinas durante o trabalho no campo”, destaca Diogo Melnick, gerente de Marketing Comercial da Case IH.

O conceito AFS Connect foi desenhado para atender todos os tipos de máquinas agrícolas, sejam elas da Case IH ou de outras marcas, passando até por máquinas mais antigas.

Monitoramento de frota

O monitoramento da frota de máquinas agrícolas é fundamental para a otimização da produção. Por isso, esse é um dos recursos considerados na solução AFS Connect, que pode ser gerenciado pelo próprio produtor ou concessionário Case IH. A integração de dados de todas as máquinas no campo permite que o produtor visualize todas as operações, desde o preparo até a colheita.

Com o monitoramento on-line, o empresário do agronegócio tem o histórico da performance dos equipamentos em suas mãos e pode receber alertas sobre parâmetros críticos das máquinas. “Essas notificações ajudam a gerenciar os equipamentos sem estar on-line no AFS Connect”, comenta Silvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH.

O monitoramento digital dá acesso à visualização, de forma prática, das condições de operação das máquinas conectadas, mostrando quais estão trabalhando, ociosas, em movimento ou desligadas. “Essa ferramenta permite localizar rapidamente o equipamento para organizar o planejamento logístico e tomar a decisão mais assertiva sobre a frota”, exemplifica Campos.

Com todas essas informações, é possível planejar e executar planos de manutenção das máquinas para que as eventuais intervenções ocorram de forma planejada e programada para aumentar disponibilidade dos equipamentos.

Gestão agronômica

O ecossistema AFS Connect engloba a parceria com a empresa de agrotecnologia canadense Farmers Edge. A solução é responsável por gerenciar os dados coletados das propriedades rurais, salvá-los na “nuvem” e analisá-los em tempo real, assim como as imagens de satélite. Hoje, na plataforma da Farmers Edge o usuário tem acesso a informações diárias e relevantes que integram a ferramenta como dados climáticos originados na propriedade, complementados com prescrições de taxas variáveis e com serviços de amostragem de solo.

A parceria vai além da parte digital, já que os clientes também têm acesso ao suporte de um agrônomo na propriedade, para desenvolver e monitorar mapas agronômicos sob medida, além de poder selecionar o serviço ou ferramenta mais adequada ao seu perfil, permitindo manter o controle de seus dados com diferentes planos de adesão.

O sistema pode ser usado ainda com frotas mistas, aprimorando a escolha dos clientes. “O acordo permite que os clientes da Case IH conectem suas frotas de máquinas atuais e antigas, que possuem funcionalidade de barramento CAN à plataforma Farmers Edge. Isto entrega ganhos tangíveis em todas as três etapas chaves do ciclo de dados da cultura – coleta, planejamento e execução – e oferece uma das soluções mais completas do mercado”, afirma Silvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH.

Gerenciamento de dados

A solução AFS Connect ajuda a gerenciar, compartilhar e organizar dados que podem ser divididos, de forma segura, com parceiros estratégicos – concessionários, agrônomos ou consultores – a hora que quiser e onde estiver.

O sistema permite que o produtor rural garanta acesso a outras empresas envolvidas com a área agrícola para ter acesso a seus dados.

Visando empresas agrícolas que tenham sistemas próprios de gestão de dados, a ferramenta também permite fazer a comunicação através de APIs, interface de programação de aplicativos.

ConectarAGRO

Para que os produtores das mais diversas regiões agrícolas brasileiras usufruam de todas as vantagens da solução AFS Connect, a Case IH também encontrou a forma para ajudar a levar acesso à internet ao campo.

A iniciativa apoiada é o ConectarAGRO, que tem por objetivo conectar o campo brasileiro de forma efetiva, por meio da tecnologia 4G LTE 700MHz.

O ConectarAGRO conta com apoio da CNH Industrial de empresas do setor agrícola e de telecomunicações, como a Climate, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble. Além disso, é aberta a novas companhias do agronegócio que queiram apoiar a iniciativa. “Dessa forma, o produtor terá acesso, em tempo real, aos dados gerados pelas máquinas Case IH, além de obter outras informações climáticas e agronômicas”, destaca Silvio.

Proporcionar mais liberdade e flexibilidade ao agricultor é um grande diferencial do ConectarAGRO em relação a outras soluções tecnológicas disponíveis no mercado, que atualmente são fechadas, limitadas e trazem maior insegurança ao agricultor que as utiliza, dificultando sua adoção em larga escala.

Espaço AFS Connect

Todas as novidades relacionadas à agricultura de precisão da Case IH estão no Espaço AFS Connect, no estande da Case IH na Agrishow. No local, o produtor encontra informações sobre o ConectarAGRO, o portal AFS Connect, a Farmers Edge, os serviços de sistematização de áreas utilizando drones, os sistemas de pilotos automático e o AIM Command – sistema de controle de pulverização bico a bico instalado nos pulverizadores que controla vazão, faz taxa variável e compensação de curvas.

Pulse

Outra novidade nesse espaço é o Pulse. O Hub de Inovação da Raízen é um dos ambientes mais importantes no Brasil para startups do agronegócio e tem parceria com a CNH Industrial para fomentar e facilitar o desenvolvimento de soluções inovadoras que geram mais produtividade ao produtor. Durante a Agrishow, algumas das startups residentes no Pulse, como a Agribela, Drop, SIMA e Agriconnected, estão presentes para endossar a experiência dos visitantes ao espaço.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial.

unnamed (1)
AFS Connect é apresentado durante a Agrishow (Foto: Divulgação)
Anúncios

Agricultura urbana é destaque no programa ‘Caminhos da Reportagem’

O Caminhos da Reportagem que a TV Brasil exibe às 22h30 desta terça-feira (30/04), mostra os rumos da chamada agricultura urbana, desenvolvida no interior das cidades e em seu entorno, bem próxima aos centros consumidores, com o propósito de reduzir emissões de poluentes, gastos com transporte e desperdício. A prática tem como um de seus desdobramentos mais importantes a possibilidade de geração de renda.

Com mais da metade da população mundial vivendo em cidades, a produção sustentável de alimentos tornou-se um desafio. O ritmo acelerado de consumo nos aproxima perigosamente do limite de recursos naturais do planeta.

A agricultura urbana pode facilitar o acesso de todos a um alimento saudável e de qualidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), já existem cerca de 800 milhões de pessoas envolvidas com a atividade em todo o mundo.

Em São Paulo, o Caminhos da Reportagem conversa com a ONG Cidades Sem Fome, que atua nas áreas mais vulneráveis da metrópole. Segundo o presidente da instituição, Hans Dieter, as hortas comunitárias têm um tripé de objetivos: “Utilizar o espaço urbano que não está sendo usado para nenhum fim específico, transformá-lo em polo de produção de alimentos e gerar oportunidade de trabalho e renda para a população.”

A lógica é produzir mais com menos. “Você utiliza recursos locais, pequenos espaços, usando menos água, menos espaço”, explica o representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca.

No Rio de Janeiro, a Fiocruz Mata Atlântica aplica o conceito em projetos como o Quintais Produtivos, na zona Oeste da cidade. Moradores do bairro de Jacarepaguá foram incentivados a transformar o espaço livre de suas casas em pequenas hortas e hoje comercializam o excedente da produção.

Outra frente de ação da instituição é a educação ambiental. No Colégio Estadual Brigadeiro Schort, também no Rio, uma área usada para descarte de materiais ganhou nova vida com a plantação de espécies alimentícias. Desde então, ficou mais fácil ensinar aos alunos o valor da sustentabilidade.

Serviço:

Caminhos da Reportagem – Agricultura urbana

Terça-feira, 30 de abril, às 22h30

TV Brasil

caminhos_da_reportagem_-_em_sao_paulo_as_hortas_comunitarias_convivem_com_a_paisagem_urbana
Foto: Divulgação / TV Brasil

Agrishow 2019: Governo Federal anuncia liberação de recursos para agricultura

Uma suplementação orçamentária de R$ 500 milhões para o Moderfrota, mais R$ 1 bilhão em financiamento do Banco do Brasil e R$ 1 bilhão para o seguro rural do Plano Safra 2019/2020. A liberação desses recursos foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro durante a solenidade de abertura da Agrishow 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, em Ribeirão Preto (SP). “A agricultura brasileira está dando certo e temos de trabalhar, uma vez que nosso governo não quer atrapalhar quem produz”, afirmou o presidente.

Durante a cerimônia, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, também informou que, no dia 12 de junho, será feito o anúncio oficial dos recursos para o Plano Safra 2019-2020. “Estamos em tratativas com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que nosso orçamento contemple as principais reivindicações do setor e acredito que todos os senhores terão uma surpresa agradável”, comentou a ministra. Outras notícias divulgadas pela titular da Agricultura foi a abertura do mercado indiano para os produtores brasileiros de frango e uma viagem, na próxima semana, de uma delegação do Ministério para a Ásia para prospectar negócios

Em seu pronunciamento, ao abrir a feira, o presidente da Agrishow, Francisco Matturro, destacou a importância dos avanços tecnológicos proporcionados pela feira ao agronegócio brasileiro ao fomentar a inovação por meio das máquinas e equipamentos nela expostos. “E agora estamos diante de mais um movimento importante de inovação, com o sistema Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), que tem contribuído para a recuperação de áreas degradadas, nascentes e cujo último levantamento comprovou um total de 15,5 milhões de hectares em várias partes do país”, informou Matturro. “O melhor é que isso representa mais renda, melhoria de qualidade de vida, fatores que refletem no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de diversas regiões”, concluiu.

O presidente da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, João Marchesan, por sua vez, afirmou que o setor vive hoje, com Big Data e armazenamento na nuvem, uma nova revolução. “Apesar desse protagonismo, o agronegócio necessita ainda de apoio em relação a: simplificação dos impostos, reordenamento das tarifas alfandegárias que possibilitem isonomia em relação aos principais competidores externos, redução do Custo Brasil e fluxo de crédito com juros compatível com a atividade produtiva”, complementou. Ao final do pronunciamento do presidente da Abimaq, a Agrishow prestou uma homenagem ao pesquisador Silvio Crestana, da Embrapa.

O governador João Doria, por sua vez, disse que a Agrishow 2019 deve ter um resultado espetacular e aproveitou para anunciar que, de três a 10 de agosto, uma delegação do governo paulista, junto com o setor privado, fará uma missão comercial na China.

Também participaram da solenidade de abertura da Agrishow 2019: Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, General Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira; Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto, além de lideranças setoriais do agronegócio, deputados federais, estaduais, diversos prefeitos e representantes da Câmaras de Vereadores.

Agrishow

A Agrishow é a maior feira de tecnologia agrícola do Brasil e uma das maiores do mundo. Ela reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.

A feira acontece até o 3 de maio, em Ribeirão Preto e é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, principal promotora de feiras de negócios no Brasil e no mundo.

1c2656c7-ade8-4ebd-8f33-4feeae6b4524
Foto: Alan Santos / PR

Banco do Nordeste regulariza R$ 11,4 bilhões em dívidas rurais

O Banco do Nordeste já regularizou R$ 11,4 bilhões em dívidas de produtores rurais com os benefícios da Lei 13.340/2016. O instrumento prevê descontos de até 95% sobre o saldo devedor e é válido até dezembro de 2019.

O benefício pode ser utilizado para liquidação de dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Se o produtor optar pela renegociação, o prazo para pagamento pode ser estendido a até 2030, com pagamento das parcelas só a partir de 2021.

Mais de 323 mil operações já foram regularizadas com agricultores da área de atuação do BNB, que inclui os nove Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, e 179 mil delas foram realizadas com a opção de liquidação total da dívida.

Ao todo, 92% das renegociações foram efetivadas com miniprodutores rurais, incluindo os atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), beneficiando mais de 261 mil pessoas.

Atendimento

Os interessados renegociar ou liquidar dívidas rurais contratadas até 2011 podem procurar sua agência de relacionamento ou entrar em contato pelo telefone 0800 728 3030. O Banco possui 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

banco-do-nordeste

85ª Expozebu: aeroporto de Uberaba está preparado para receber visitantes

O Aeroporto de Uberaba/Mário de Almeida Franco (MG) já está preparado para receber, entre os dias 27/4 e 5/5, os passageiros que chegam para a principal mostra mundial de gado com origem indiana, a Expozebu. Em decorrência da feira agropecuária, a Infraero estima a movimentação de 410 aeronaves e o fluxo de 3.843 passageiros, entre embarques e desembarques, para a edição deste ano.

O superintendente do Aeroporto de Uberaba, Carlos Alberto Menezes da Costa, lembra que este é o período de maior movimentação no aeroporto durante o ano e por isso a importância de um planejamento estratégico e eficaz para bem receber os participantes do evento com segurança, fluidez e conforto. “Estamos preparados para atender com qualidade mais esse evento, que poderá contar com a experiência da Infraero para gerenciar esse movimento com segurança e qualidade”, afirma.

Em sua 85ª edição, a Expozebu ainda conta com concursos, seminários e cursos relativos à carne e ao leite produzidos no Brasil pelos zebuínos. Essas atividades são responsáveis por estimular o movimento no aeroporto, com destaque para a aviação geral, com operações de jatos particulares ou de empresas privadas.

Para garantir a segurança e o bem-estar dos viajantes, a Infraero adota uma série de medidas preventivas nos períodos de maiores movimentações em seus terminais. Entre elas estão o reforço do quadro de limpeza, bem como das equipes de segurança, operações e manutenção. Em caso de esclarecimentos dos passageiros, o Aeroporto de Uberaba ainda conta com os “amarelinhos”, funcionários de colete amarelo com a frase “Posso Ajudar/May I Help You?”, que estão preparados para tirar dúvidas e oferecer orientação.

Antônio Ernesto Paula Filho, coordenador de Tráfego Aéreo e Segurança Operacional no terminal mineiro, ressalta que outros profissionais também estarão de prontidão caso o aeroporto necessite de reforço extra. “O objetivo é garantir um atendimento eficaz e seguro desse movimento, com a capacidade de prever todos os cenários e intervir com precisão e agilidade”, explicou.

Spotter Day

Os aficionados por fotografia e aviação, também vão movimentar o terminal mineiro durante a mostra internacional de zebuínos. No dia 28/4, das 10h às 16h, 30 fotógrafos, entre profissionais e amadores, também terão o seu espaço para registrar imagens do aeroporto, suas áreas operacionais e movimentação de aeronaves em áreas normalmente restritas ao público. Estes fotógrafos ainda vão contribuir com doações de alimentos não perecíveis para o Asilo São Vicente de Paulo, localizado no bairro Abadia, em Uberaba.

Crédito Divulgação Infraero (1).jpg
Foto: Divulgação / Infraero

Investimentos do Banco do Nordeste em cafeicultura crescem 73%

Consolidado na posição de maior produtor mundial de café, o Brasil obteve safra recorde em 2018, com produção 37% maior que a do ano anterior, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Banco do Nordeste, alinhado com as perspectivas do mercado cafeeiro, incrementou em 73% os investimentos no setor ano passado. Foram aplicados R$ 301,8 milhões por meio de 2,7 mil operações.

Os bons resultados colhidos em 2018 são creditados principalmente a inovações tecnológicas nos cultivos. Na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os nove Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, as inovações passam pela instalação de sistemas de irrigação, implantação de variedades de grãos mais resistentes a pragas e mais tolerantes a estresse hídrico. Esses investimentos tornam-se ainda mais relevantes diante das evidências de que a elevação das temperaturas, decorrentes das mudanças climáticas, podem afetar a produção de café. Entre as consequências está a redução das áreas aptas ao cultivo do grão, como aponta o Panorama Setorial do Café, editado pelo Escritório Técnico de Estudos do Nordeste (Etene).

O Banco do Nordeste tem apoiado iniciativas de aprimoramento tecnológico para que a cafeicultura continue crescendo no Semiárido. Dessa maneira, o Banco realizou, em 2018, mais de 1,7 mil operações de crédito e aplicou cerca de R$ 59 milhões nesse perímetro. Bahia e Minas Gerais são Estados com maiores áreas de cultivo de café no Semiárido. Nessas condições, também são identificadas pequenas áreas de dedicadas à cafeicultura no Ceará e em Pernambuco.

Produtores de pequeno porte receberam 98,3% do crédito ofertado à cafeicultura pelo BNB em 2018.  “O Banco do Nordeste tem sido apoiador de pequenos produtores de café, cumprindo seu papel social e econômico de banco de desenvolvimento. O financiamento da inovação constitui-se em ação importante para melhorar a rentabilidade das lavouras e para a superação de desafios do setor”, afirma Maria Simone de Castro Pereira Brainer, engenheira agrônoma da instituição.

banco-do-nordeste

Conab confirma novo recorde na produção brasileira de etanol com 33,58 bilhões de litros

O Brasil deve alcançar uma produção total de 33,58 bilhões de litros de etanol, o que representa um aumento de 23,3% ou 6,3 bilhões de litros, em relação ao período passado. O recorde se mantém também para a quantidade de etanol hidratado, com 22,99 bilhões de litros, ou seja, 41,5% ou 6,7 bilhões de litros a mais que o ciclo anterior. Este cenário confirma o novo recorde de produção de etanol para o país, batendo o índice anterior de 30,5 bilhões na safra de 2015/16. No hidratado, o maior valor até então alcançado havia sido de 19,6 bilhões de litros, na safra 10/11.

Os dados são do 4º levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2018/2019 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mostra também que houve redução com relação ao anidro, que é utilizado na mistura com a gasolina. A produção ficou em 10,59 bilhões de litros, 3,7% a menos que no período antecedente.

De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, o aumento na produção de etanol nesta safra deveu-se, principalmente, à queda de preços do açúcar no mercado internacional e a um cenário mais favorável para o etanol no mercado interno, frente à alta do dólar e do petróleo. “Esses fatores fizeram com que as unidades de produção aumentassem a destinação de cana-de-açúcar para a produção de etanol nesta safra”, explica.

A safra da cana foi de 625,2 milhões de toneladas, apresentando redução de 1,3% em relação à anterior de 633,26 milhões de t. No caso da produção de açúcar, esta atingiu 31,35 milhões de t, um decréscimo de 17,2% ou 6,5 milhões de t, se comparado à temporada passada. A área colhida ficou em 8,59 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 1,6% se comparada a 2017/18.

Na região sudeste, principal produtora do país, com São Paulo e Minas Gerais abrangendo quase 64% da produção nacional, a produção total foi de 402,8 milhões de t, uma redução de 3,5% em relação à safra 2017/18, por problemas climáticos e devolução de terras arrendadas.

Nova safra – A pesquisa realizada em campo, que permitiu a coleta de dados por parte dos técnicos da Conab para este estudo, servirá também para a divulgação do 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2019/2020. “A cana-de-açúcar é uma cultura semi-perene, não é necessário que seja feita toda a sua colheita para que haja um replantio”, explica Cleverton. “Isso nos permite aproveitar a viagem a campo para realizar duas pesquisas distintas: uma de fechamento da safra atual e outra de estimativas para o início da próxima”, explica o superintendente.

A divulgação do 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2019/2020 será no dia 7 de maio, em Brasília.

cana

Sistema ILPF apresenta crescimento e alcança quase 15 milhões de hectares

A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é uma técnica de produção agropecuária que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais, dentro de uma mesma área.

O ILPF pode ser adotado de diferentes formas, com inúmeras culturas e diversas espécies animais, adequando-se às características regionais, às condições climáticas, ao mercado local e ao perfil do produtor.

Nos últimos anos, especialistas têm observado um crescimento da adesão ao sistema ILPF por parte dos produtores. Segundo Renato Rodrigues, pesquisador da Embrapa Solos e presidente do Conselho Gestor da Associação Rede ILPF, uma pesquisa realizada em 2015 estimou uma evolução na adoção da tecnologia no país. “De acordo com os dados, que foram levantados pelo Kleffmann Group, em 2005 a área com ILPF não chegava a 2 milhões de hectares no Brasil”, conta. De acordo com os dados recentes do IBGE (Censo Agropecuário 2017), já são quase 15 milhões de hectares de ILPF no Brasil. O número representa um aumento de 30% em três anos, quando comparado com dados levantados em pesquisa encomendada pela Rede ILPF na safra 2014/2015.

Vale destacar que a integração lavoura-pecuária é a estratégia mais utilizada dos sistemas integrados, ocupando 83% da área. A ILPF completa ocupa 9%, a Integração Pecuária-Floresta (IPF) 7% e a Integração Lavoura-Floresta (ILF) 1%.

O crescimento do uso da tecnologia está nas inúmeras vantagens que ela oferece, como a recuperação de solos degradados, manutenção da biodiversidade e sustentabilidade da agropecuária, a rotação de culturas, melhoria do bem-estar animal em decorrência do maior conforto térmico, melhoria progressiva da renda do produtor, redução das emissões de gases de efeito estufa, e aumento da produção de grãos, carne, leite, produtos madeireiros e não madeireiros em uma mesma área.

Para o produtor Rodrigo Bazotto Werlang, que adotou o sistema há cerca de dois anos, a técnica tem uma importante vantagem. “Você faz três atividades em uma mesma área. Claro que o retorno é a longo prazo, mas é muito interessante”, destaca.

Werlang afirma que como já trabalhava com a lavoura e a pecuária, resolveu fazer a integração com a floresta de acácia e eucalipto. Em sua propriedade de 340 hectares, no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), ele cultiva soja, milho, feijão, trigo e sorgo em uma área 240 hectares. O produtor, que possui 80 cabeças de gado, contou com a orientação de técnicos para a implantação do sistema. “Recebi toda uma orientação dos técnicos da Emater-DF, que nos auxiliaram no processo de integração da Lavoura-Pecuária-Floresta.”

Desafios – Apesar do crescimento, o sistema ILPF apresenta hoje alguns desafios para a implantação nas propriedades, como a assistência técnica de qualidade para o produtor e os técnicos rurais. “O sistema ILPF é mais complexo do que os sistemas solteiros e demanda um maior conhecimento técnico e de gestão por parte dos técnicos e produtores, que extrapola os componentes agronômicos e zootécnicos”, explica o pesquisador. “O produtor precisa fazer uma gestão integrada da propriedade, conhecer novos produtos e mercados, saber qual é o melhor arranjo produtivo para a região e para a propriedade dele, etc. Com esses conhecimentos é possível fazer uma produção muito mais rentável e de menos risco”, acrescenta.

Pesquisas – Várias pesquisas vêm sendo conduzidas pela Embrapa sobre sistemas ILPF. Muitas delas são multidisciplinares e envolvem abordagens distintas sobre a tecnologia. Além disso, são realizadas em todos os biomas do país, uma vez que as estratégias utilizadas são distintas de acordo com as condições de cada região.

Entre as pesquisas em andamento sobre arranjos produtivos estão as que conferem aumento de produtividade e renda para o produtor dentro da ILPF; potencial de mitigação de emissões de gases de efeito estufa, sequestro de carbono no solo e na biomassa; manejo integrado de pragas em sistemas integrados; manejo e conservação de solo e água dentro do sistema ILPF; aspectos físicos e químicos do solo; avaliação econômica de sistemas ILPF, entre outros.

AgroBrasília – O ILPF tem uma unidade demonstrativa permanente no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, onde acontece a Feira.  No dia 17 de maio acontecerá o Dia de Campo sobre Produção de Leite no sistema ILPF. Está programada visita às estações técnicas, além de palestras com a participação de pesquisadores da Embrapa sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta; produtividade e conforto térmico de bovinos leiteiros no âmbito do sistema; a produção de leite orgânico e ainda o leite A2A2 como fator de agregação de renda e benefícios para a saúde humana.

Serviço:

AgroBrasília

Quando: 14 – 18/05/2019

Onde: Parque Ivaldo Cenci – PAD-DF – BR-251 – Km 5 – Brasília – DF

Foto Integração lavoura pecuária - Embrapa
Além de visitas à área demonstrativa, a AgroBrasília irá discutir a produção de leite no sistema ILPF (Foto: Divulgação / AgroBrasília)

Censipam faz previsão do tempo para Amazônia Legal

Além de exercer a direção superior das Forças Armadas, o Ministério da Defesa coordena órgãos que executam ações nas áreas de proteção ambiental, saúde, estudo e pesquisa. Um desses órgãos é o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Vinculado à estrutura do Ministério da Defesa, o Centro é responsável pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Assim, o Censipam atua nas áreas de inteligência, banco de dados, proteção ambiental, sensoriamento remoto, infraestrutura tecnológica e meteorologia. As atividades técnicas e operacionais do Sipam estão centralizadas nos Centros Regionais instalados em Manaus, Porto Velho e Belém. A coordenação geral do sistema ocorre em Brasília, sede do Censipam. No local, ocorre o planejamento, a coordenação das ações e a sistematização e a difusão das informações produzidas pelo Sipam.

Os Centro Regionais fornecem informações meteorológicas para os estados do Norte do país, além do Maranhão e parte do estado do Mato Grosso, região conhecida como Amazônia Legal. O Centro Regional de Manaus atua nos estados do Amazonas e de Roraima; o de Porto Velho, no Acre, Mato Grosso e Rondônia. Já o Centro de Belém, é responsável pelo Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins.

No Centro Regional de Manaus, cinco meteorologistas, quatro estagiários de nível superior e um de nível médio fazem parte da equipe envolvida com a previsão do tempo.  No local, são gerados desde estimativas para os próximos 15 minutos até alertas para o intervalo de três meses. Essas informações são enviadas para emissoras de televisão, de rádio, defesas civis, companhias de energia, entre outros parceiros locais.

Ricardo Dallarosa é meteorologista há 32 anos e trabalha no Centro Regional de Manaus. Ele enumera alguns dos recursos usados para coletar e interpretar os dados meteorológicos. “Temos um parque de sensores que inclui estações meteorológicas de superfície, são estações automáticas distribuídas na Amazônia e que estão associadas às estações do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet. Outras fontes de dados são os radares meteorológicos e as antenas de recepção de imagem de satélite”, explica o meteorologista.

Os alertas emitidos pelo Centro Regional de Manaus são enviados para Defesa Civil, que transmite as informações para população local, informa Dallarosa. O meteorologista recorda situação na qual o trabalho de previsão do tempo advertiu o risco de chuvas fortes. O evento ocorreu antes da realização das Olimpíadas no Brasil. “Quando a Tocha Olímpica estava aqui no Amazonas, enviamos um alerta para os condutores da Tocha se protegerem porque eles estavam numa localidade onde cairia um temporal”, lembra Dallarosa. Segundo o meteorologista, na ocasião houve uma quantidade significativa de chuva que inundou as ruas, mas os condutores da Tocha estavam abrigados.

Os boletins de previsão do tempo feitos pelos Centro Regionais do Sipam estão disponíveis na página do Censipam na internet.

materria censipan I
Foto: Divulgação / Ministério da Defesa

 

Goiás vai sediar evento focado em agrotecnologia

Pela primeira vez, Goiás receberá a Campus Party, o maior evento de inovação, ciências, empreendedorismo e universo digital do mundo. O evento será realizado entre os dias 4 e 8 de setembro. A edição goiana terá como tema “AgroTech e Segurança e Vigilância”.

“A Campus Party é o maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo. Trazer isso para Goiás é mudar o patamar do Estado, que tem um potencial enorme. Será um evento temático, que vai focar em agrotecnologia, que é tecnologia para o agronegócio, em defesa, na qual a região de Anápolis é muito forte, e logística, pois o Estado é uma referência em logística para o País”, afirmou Adriano, em entrevista coletiva após a reunião.

Presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farrugia também destacou a força do Estado nessas áreas para justificar a escolha da capital goiana para sediar o evento de tecnologia. Segundo ele, o tema de cada edição é ligado à economia e ao ecossistema de tecnologia do Estado onde ele será realizado.

“Goiás é muito importante em logística, em agrotecnologia e tem um grande potencial para a área de defesa. Tudo isso cria uma exigência sobre jovens que conheçam de tecnologia aplicadas a esses setores e, por isso, escolhemos Goiás, que tem muito potencial em inovação nessas áreas”, explicou Farrugia.

Para o presidente do Instituto Campus Party, a feira de tecnologia não dura apenas quatro dias, pois o legado dela é permanente. “Convidei o governador para visitar a de Brasília e chamar todos para a edição de Goiás, o que insere o Estado no mapa de tecnologia do mundo. O segundo legado é a possibilidade de dar oportunidade aos jovens de criarem aplicativos que solucionem seus problemas”, argumentou.

Parceiros

O evento de assinatura da carta de oficialização e realização também contou com a presença de parceiros do governo na realização do evento. Falando pelo Sebrae, o diretor superintendente Leonardo Guedes elogiou a realização da Campus Party e destacou a importância do evento para o fomento ao empreendedorismo no Estado.

“É uma oportunidade do Sebrae despertar o senso de empreendedorismo no Estado, ajudando as pessoas a descobrir vocações, o que contribui muito para o desenvolvimento de nossa economia”, ressaltou.

Superintendente do Senar Goiás, Dirceu Borges, destacou a importância que a Campus Party terá para alavancar ainda mais o desenvolvimento tecnológico do agronegócio no Estado. “Descobrimos o evento e ficamos interessados, pois é uma forma de encontrar soluções para resolver os problemas do agronegócio, tornando o setor ainda mais forte”, explicou.

Sobre a Campus Party

A Campus Party é a maior imersão tecnológica em Internet das Coisas, Blockchain, Cultura Maker, Educação e Empreendedorismo do mundo. O evento conta hoje com mais de 550 mil campuseiros cadastrados em todo mundo. Já produziu edições nos seguintes países: Espanha, Holanda, México, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia, Equador, Itália e Singapura. O evento está presente no Brasil há doze anos.

O evento conta com diversos espaços. No camping, área destinada aos participantes que optarem por acamparem no local do evento, haverá uma área Open, que é gratuito e aberto para que o público vivenciar um pouco do que é a Campus Party. Nele, é possível acompanhar palestras, workshops, espaço de Drones, games, entre outros.

Na Arena, que é o espaço pago da Campus Party, os campuseiros, como são chamados os participantes do evento, haverá palestras nacionais e internacionais, workshops, hackathons, além de espaços para games, entre outras atividades.

logo-campus-party