Industrialização do cacau baiano movimenta R$ 1,3 bi em investimentos

O cacau da Bahia vai além das 123 mil toneladas produzidas por ano e lidera nacionalmente, também, no setor industrial. O brilho dos frutos se reflete no chocolate e seus derivados com origem baiana. No estado, os cinco empreendimentos do setor, incentivados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), já injetaram cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos e geram juntos 1,2 mil empregos diretos. O forte da industrialização do cacau é a região Sul, mas também tem presença marcante na capital e já exportou até loja artesanal para Paris.

Reinventado, o segmento cacaueiro tem visibilidade nacional com o Chocolat Bahia Festival, cuja 11ª edição acontece em Ilhéus. Os números positivos se refletem também no processamento das amêndoas de cacau. A indústria moageira produz 270 mil toneladas por ano. Dados da SDE revelam a diversidade da cadeia produtiva baiana, que vai do cacau em pó aos chocolates gourmet, com nibs de cacau.

“A Bahia ocupa espaço importante no cultivo do fruto e no desenvolvimento econômico, especialmente no Sul e Extremo Sul. O cacau se reinventou depois da vassoura de bruxa e temos uma nova oportunidade de crescimento territorial, com grandes variedades e com potencialidade sustentável do cultivo. A industrialização vem como reforço e essa cadeia tem movimentado a economia baiana, gerado empregos e tornado o estado referência mundial, seja no cacau ou no chocolate”, reflete João Leão, vice-governador e titular da SDE.

Numa conexão Ilhéus-Salvador-Paris, com vocação sustentável, a AMMA Chocolate Orgânico investiu R$ 3 milhões para implantação de uma unidade de fabricação de chocolate artesanal. As fazendas de cacau ficam no Sul, nas proximidades de Ilhéus, Itabuna e Itacaré, na capital baiana funciona a planta fabril e as lojas temáticas. Para a capital da França, a marca baiana exporta o chocolate e mantém uma loja modelo. “O cacau que a Bahia e pequenos produtores produzem, com todo o apoio do Governo do Estado, tem sido fundamental para o desenvolvimento, pois estamos vivendo a reestruturação dessa cadeia, de uma forma sólida, com mais valor e mais respeito a todos os integrantes”, destaca Diego Badaró, fundador e diretor da AMMA.

Entre as fábricas que estão implantadas na Bahia, tem também a francesa Barry Callebaut, que possui duas filiais no estado. Maior processadora de cacau do país e também produtora de chocolate, a empresa injetou investimentos de R$ 64 milhões em Ilhéus e de R$ 23,8 milhões em Itabuna. Ao todo, o volume de aporte chegou a R$ 87,8 milhões na ampliação industrial. O grupo gera 526 empregos diretos na região.

Abertura do XI Festival Internacional do Chocolate e Cacau em Ilhéus_Manu Dias
Foto: Divulgação / Manu Dias / GovBa

Rota da Fruticultura chega à região do Cariri (CE)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) avança na implementação de mais um polo de fruticultura para incentivar o desenvolvimento regional no interior do Ceará, a partir da geração de emprego e renda. Na próxima semana, será realizada a 1ª Oficina de Planejamento Estratégico do Polo da Fruticultura – Cariri/Centro Sul, na cidade do Crato. Já são mais de 29 municípios envolvidos, com destaque para o cultivo de 20 frutas.

Durante o encontro, serão discutidas estratégias e ações para a estruturação da cadeia produtiva da produção de frutas na região. Também será elaborada a carteira de projetos e o comitê gestor do Polo será oficializado. Além de palestras e dinâmicas de planejamento, os participantes terão atividades de campo, onde conhecerão as técnicas da fruticultura, tais como irrigação, colheita, poda, entre outros temas.

A ação contribui, também, na melhoria da quantidade e qualidade nos produtos brasileiros, oferecendo mais condições aos agricultores atenderem as demandas dos mercados nacional e internacional. A Rota da Fruticultura já foi implementada no Polo de Palmeira dos Índios, em Alagoas, com mais de 100 municípios e 19 frutas elencadas como prioritárias.

São parceiros da iniciativa no estado do Ceará a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (DAS), a Prefeitura Municipal do Crato e o Instituto Flor do Piqui.

Rotas da Integração Nacional – Os Polos de Fruticultura fazem parte das Rotas da Integração Nacional, que são redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) para promover inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados, a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. Atuam de acordo com diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e são parte das estratégias do MDR para a inclusão produtiva e o crescimento econômico e social das regiões atendidas.

Serviço:

1ª Oficina de Planejamento Estratégico do Polo da Fruticultura – Cariri/Centro Sul

Data: de 22 a 24 de julho de 2019

Local: Instituto Federal do Ceará (IFCE) – Campus Crato – Crato – CE

Endereço: CE-292 – Km 15 – Bairro Gizella Pinheiro

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Caixa oferece R$ 7,5 bilhões em crédito na safra 2019/20

com informações do Valor Econômico e do Sistema Faeg / Senar

Depois de registrar uma queda de quase 20% nos desembolsos de crédito rural durante a última safra (2018/19), a Caixa Econômica Federal resolveu traçar uma nova estratégia para voltar a crescer nesse mercado e vai ofertar R$ 7,5 bilhões na safra 2019/20, o que seria um recorde para o banco público. Na última safra, encerrada no dia 30 de junho, o banco desembolsou R$ 4,6 bilhões em crédito rural, conforme dados do Banco Central.

No médio prazo, a Caixa pretende mais do que triplicar a carteira de crédito ao agronegócio, de R$ 7 bilhões para R$ 25 bilhões na safra 2022/23, disse ontem, em entrevista ao Valor, o presidente da instituição, Pedro Guimarães.

Para atingir esse crescimento nos próximos anos, o presidente da Caixa afirmou que o banco vai concentrar a atuação no financiamento a investimentos, como a construção de armazéns, e a compra de máquinas agrícolas. Os investimentos na infraestrutura de agroindústrias também estão no foco do banco, disse o executivo.

A nova estratégia da Caixa ocorre em um momento no qual produtores se queixam da falta de recursos disponíveis para financiar silos em propriedades rurais e a indústria de máquinas reclama da oferta insuficiente de recursos do Moderfrota, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos subsidiados.

Nesse sentido, a Caixa admite que sua estratégia para o crédito rural se complementa à atuação do BNDES no meio rural, calcada em financiamento com prazo maiores – para pagamento em 10 a 15 anos.

“Vamos focar em coisas específicas, buscando mais operações de investimento. Vamos crescer no crédito rural, mas nem de perto penso em competir com o Banco do Brasil”, ressaltou Guimarães. “A expansão que faremos será importante para o agronegócio, mas vamos atuar onde já estamos”, disse.

O presidente do banco fez questão de frisar que a instituição continuará aplicando taxas de juros do Plano Safra e operando com custeio agropecuário, a modalidade mais demandada de crédito rural no país, mas com menos ênfase.

A nova ordem na Caixa é mirar menos os produtores rurais pessoa física e mais empréstimos para empresas rurais e cooperativas de produção agropecuária. Esse público será sustentado principalmente por uma nova linha de crédito para investimento que o banco vem estruturando e deve lançar neste ano.

Segundo Guimarães, a primeira experiência da Caixa no agronegócio, no início do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foi “ruim”. Para ele, o banco errou ao expandir suas operações com foco no varejo, de maneira agressiva, mas sem a devida estrutura de equipe especializada para atender à crescente demanda por crédito agrícola no país. Essa escolha resultou no aumento indesejável do nível de inadimplência, a que ultrapassou a casa de 1% – média atual do indicador na área rural.

No setor agrícola, é comum ouvir queixas à atuação da Caixa. A avaliação é que o banco estatal teve um desempenho tímido no mercado de crédito rural, ao contrário do que parecia ser após uma grande campanha de marketing promovida pelo banco nos últimos anos – a campanha contava com os cantores sertanejos Paula Fernandes e Almir Sater.

Para mudar o quadro, além de ampliar a rede de agrônomos que atuam em suas agências bancárias já a partir da atual temporada, a ideia da Caixa é ampliar o montante de financiamentos a juros livres, sobretudo emitindo mais Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), título financeiro que é isento de Imposto de Renda e vem crescendo como fonte de recursos para as operações de crédito rural. A emissão de LCAs também vem sendo intensificada pelo Banco do Brasil, líder histórico em crédito rural e dono de uma carteira de cerca de R$ 190 bilhões.

Na safra 2018/19, que se encerrou em junho último, o volume de crédito rural com base em LCA desembolsado pela Caixa representou menos de 1% dos R$ 4,6 bilhões liberados. Para a temporada 2019/20, a expectativa é que esse percentual atinja 15% das contratações previstas pelo banco, estimou Júlio Volpi, vice-presidente de Produtos da Caixa. O executivo não soube dizer, no entanto, a que taxas de juros esses financiamentos com LCA serão ofertados.

“Quando olhamos para trás e enxergamos onde o banco acertou e errou, vemos que a Caixa pode se tornar um player maior”, reforçou o vice-presidente do banco estatal.

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Santa Catarina usa meteorologia para prever ocorrência de doenças nas lavouras

Os produtores rurais catarinenses contam com um serviço gratuito de informações agrometeorológicas que auxilia no controle de pragas e doenças nas lavouras. O Agroconnect correlaciona os dados coletados por 282 estações meteorológicas automáticas distribuídas em todo o estado e emite alertas quando as condições ambientais são favoráveis ao surgimento de doenças em alguns cultivos. O Sistema é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) e gera avisos para sete tipos de plantas.

O Agroconnect é uma experiência única no país, desenvolvido pela Epagri/Ciram com a contribuição de agricultores, técnicos e pesquisadores, que orientaram a equipe sobre suas reais necessidades. Além da rede de monitoramento instalada no estado de Santa Catarina, o sistema integra também estações instaladas nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Os avisos de condições favoráveis ao aparecimento de doenças são gerados diariamente a partir do processamento dessas informações e da correlação com modelos matemáticos que descrevem a evolução de cada enfermidade.

Com base nos avisos e informações disponibilizadas pelo Agroconnect, o agricultor pode tomar decisões mais certeiras, principalmente no controle químico das lavouras e na atuação preventiva. Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de pesquisa do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri/Ciram, Éverton Blainski, o produtor pode consultar o histórico dos dados para definir a melhor época de plantio, as condições favoráveis à ocorrência de doenças e ainda comparar o rendimento das culturas com as condições agrometeorológicas registrada em determinado ano.

“Nossos principais diferenciais são a gratuidade dos serviços, a ampla rede de monitoramento integrada ao sistema e a forma de construção colaborativa entre pesquisadores, extensionistas e produtores que garantem ao sistema uma identidade visual adequada para a realidade do agricultor catarinense”, ressalta.

A plataforma apresenta o monitoramento climático para 42 culturas e gera avisos para sete: alface, banana, cebola, maçã, soja, tomate e videira. Já está em fase de teste o sistema de alerta para ocorrência de Giberela nas plantações de trigo. “Além de ampliar o número de culturas, estamos trabalhando para desenvolver sistemas de avisos para outras doenças que atingem as culturas já contempladas”, destaca Éverton.

No sistema, os produtores têm acesso também à previsão tempo e monitoramento ambiental: temperatura e umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, precipitação, radiação solar, molhamento foliar e pressão atmosférica.

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Café do DF premiado na Itália teve produção iniciada ‘quase por acaso’

Premiado internacionalmente, Carlos Alberto Coutinho, 73 anos, produtor de café na região do Lago Oeste, em Brasília, tem oferecido um produto especial que vem chamando a atenção de distribuidores e também de apreciadores de café expresso gourmet. Paraibano de Patos, Coutinho começou a plantação de café após uma tentativa frustrada de criar gado de leite, da raça holandesa, que quase o levou à falência.

Ele conta que após vender o gado, em 2002, um de seus funcionários cogitou a possibilidade de ele passar a plantar café. Como não encontrava mudas em Brasília, falou sobre a dificuldade com um conhecido, que, para sua surpresa, enviou um caminhão de mudas para a propriedade dele. “Quando cheguei no fim de semana aqui na fazenda, vi aquele mundo de mudas. E foi assim que começou, porque eu tive que plantar”, conta. A expansão foi se dando gradualmente. Hoje, em uma área de 300 hectares, 60 hectares estão aproveitados com a plantação.

De acordo com dados do relatório mensal de junho de 2019 do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados pela Embrapa, em 2018 o consumo  mundial de café foi de 164,64 milhões de sacas. As exportações de café do Brasil entre julho de 2018 e junho de 2019 foram recordes: 41,1 milhões de sacas, com faturamento de US$ 5,3 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões). O volume representa um aumento de 35% em relação ao período 2017-2018.

Qualidade que premia

Coutinho começou a plantar café há 16 anos, em 2003. De lá para cá, estudou, visitou propriedades, assistiu a diversos seminários voltados para área, foi a feiras especializadas, ouviu histórias, recebeu apoio da Embrapa desde o início da plantação e auxílio da Emater-DF em projetos há oito anos. Começou a fornecer café para Illy, empresa italiana de torrefação, em 2010. Em 2013 e 2014 foi vencedor do prêmio de melhor café do Centro-Oeste do Prêmio Regional Illy de Qualidade Sustentável do Café Expresso.

No último ano, em 2018, foi o primeiro produtor de café do Centro-Oeste a ser finalista no prêmio nacional da empresa italiana, no 28º Prêmio Ernesto Illy.”Não fazia parte dos meus planos e nem imaginava que nós tivéssemos esse potencial. No início, o plantio não tinha maiores intenções comerciais e nem eu desconfiava que nós estivéssemos em uma situação tão privilegiada”, conta Coutinho, orgulhoso ao lado da esposa, Laíse, 72 anos. Segundo o casal, a ideia inicial era apenas ter um cultivo como forma de terapia ocupacional.

A Illy selecionou 40 cafeicultores finalistas do 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. Foram analisadas 1.174 amostras enviadas das principais regiões produtoras de café arábica de grãos da safra 2018/2019, o maior número de toda a história da premiação. Entre os três finalistas, dois produtores de Minas Gerais e um do Centro-Oeste foram os maiores vencedores do prêmio.

Pela primeira vez, um representante da região Centro-Oeste esteve entre os três primeiros lugares. Em outubro, Coutinho e os dois mineiros finalistas viajarão a Nova York para participar do 4º Prêmio Ernesto Illy Internacional. Na ocasião, será revelada a ordem de classificação entre eles (primeiro, segundo e terceiro colocados).

A premiação internacional reunirá 27 cafeicultores selecionados de nove países que fornecem grãos para a Illycaffè, celebrando os melhores cafés do mundo. Brasília estará representada por Coutinho. “Foi [devido a] um processo natural de aprimoramento que chegamos a essa situação e que eu espero que isso possa se irradiar pelo Distrito Federal, porque realmente, nós, aqui no DF,  temos um grande potencial para essa produção de cafés especiais”, ressalta Coutinho.

Comercialização

Hoje, a maior parte do café produzido na propriedade de Coutinho vai para a Itália e da Itália para o mundo, isso porque a Illy está presente em 140 países. “Eu vendo para a Illy porque eles me pagam um preço que compensa e fornecedor para Illy é uma coisa importante. Eu gosto muito do trabalho deles, da seriedade. É um sistema de trabalho que eu me identifico muito”, pondera.

No último ano, devido à boa safra de café, Coutinho acabou vendendo uma parte da sua produção para a multinacional Olam e para uma torrefadora de Formosa (GO). “Café não dá para segurar muito tempo porque ele vai perdendo a qualidade”, explica.

Produção

De acordo com o produtor, o café é uma planta perene de clima tropical, que se tiver calor e umidade flora o ano inteiro, o que acaba valorizando a região do DF para plantação. “Eles [consultores da Illy] dizem que o café daqui [do Brasil] tem um equilíbrio entre açúcar e acidez ideal”, conta Coutinho. A escolha do grão faz toda a diferença no aroma e sabor do café. Os grãos do expresso podem ser das espécies Arábica e Robusta.

Na propriedade, o plantio do café é feito de dezembro a fevereiro, que é o período de chuva. As sementes ou estacas para formação de mudas devem ser colhidas de plantas matrizes oriundas de cafezais produtivos. Nessa época, todos os anos, Coutinho faz novos plantios. A colheita, no cafezal já existente e com frutos, é entre os meses de maio e julho e deve ser iniciada quando a maior parte dos frutos estiverem maduros – em geral, quando se tem 70% na fase denominada de cereja (melhor momento de colheita).

“Aqui eu não consigo colher em 60 dias porque a máquina não dá conta, mas o ideal seria se eu conseguisse colher o café em 30 dias. Porque esse cereja, que é o café mais valioso, quando eu começo a colheita, tem 60% a 80% e chega no final com cerca de 30% por conta da demora.” O café verde causa prejuízo quanto ao tipo e qualidade da bebida e interfere no valor do produto.

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Com o prêmio, várias pessoas passaram a procurar o café de Coutinho. No entanto, ele conta que não tem autorização para vender o produto torrado. De acordo com a legislação, como produtor rural, para vender café torrado e moído ele precisa ter uma empresa.

Para atender esse público, Laíse e os filhos estão cuidando de uma marca, a Café Minélis, que eles pretendem esteja sendo vendida, em breve aos estabelecimentos de café gourmet da cidade.

“Eu torro o café só para o meu consumo, mas as pessoas procuram. A ideia é fazer uma linha de cafés gourmet bons, em parceria com cafeterias da cidade. Meu filho mais velho começou a estudar torrefação e está em um processo de preparação dessa parte.”

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Foto: Divulgação / Emater – DF

Selo Arte: regulamentação vai permitir a venda interestadual de alimentos artesanais

A Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos, foi regulamentada nesta quinta-feira (18/07). A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que vão poder acessar mais mercados e aumentar sua renda. Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinar o decreto, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou e afirmou que “o produtor não vai mais ficar confinado à sua cidade, à sua comunidade. Acabou a clandestinidade. Ele vai poder andar pelo Brasil de cabeça erguida e ser conhecido. E teremos, como o Selo Arte, mais identidades geográficas e isso certamente será um incentivo para que surjam mais produtos genuínos de qualidade”.

A primeira etapa de aplicação do Selo Arte será para produtos lácteos, especialmente queijos. As próximas etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).

Além do decreto que regulamenta a Lei do Selo Arte, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, serão assinadas hoje pela ministra Teresa Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a normativa do logotipo do Selo e duas instruções normativas que tratam da aplicabilidade do decreto. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação do Selo Arte. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias.

“Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual de alimentos produzidos de forma artesanal. As mercadorias serão fiscalizadas pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias”, explicou a Tereza Cristina.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também exaltou a regulamentação do Selo Arte. “A partir do Selo Arte, o pequeno produtor artesanal vai poder levar seus produtos aos melhores mercados, e o limite dessa participação é onde ele for capaz de chegar com a qualidade do seu produto”, disse.

A Lei do Selo Arte (13.680/2018), publicada em junho do ano passado, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Com a mudança, fica permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. A lei é de autoria do Deputado Federal Evair de Melo (PP-ES) e a elaboração do modelo do Selo contou com a parceria do Sebrae.

Atualmente, a comercialização de produtos artesanais é limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Com a regulamentação, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados, desde que tenham o Selo Arte. A mudança irá beneficiar milhares de produtores artesanais, garantindo acesso ao mercado formal e a agregação de valor dos produtos agropecuários.

A estimativa é que 170 mil produtores de queijos artesanais no Brasil sejam beneficiários diretos da regulamentação neste primeiro momento.

Para a ministra, este é um anseio de toda cadeia de produtos artesanais brasileiros. “É uma iniciativa muito esperada e que está sendo comemorada em todos os recantos desse país. Não só pelos produtores, mas pelos consumidores também, que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um produto de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais”, disse a ministra Tereza Cristina.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destaca que o Selo Arte vai representar a emancipação do pequeno produtor e do produtor artesanal. “Com isso, agora ele terá todo o território nacional para poder vender o seu produto. E o consumidor terá uma ampla variedade de produtos para escolher a partir de agora, ou seja o produtor ganha e o consumidor ganha”, diz.

Consumidores

Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal, e respeita as características e métodos tradicionais. Os produtos serão fiscalizados pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias.

O diretor do departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Ministério da Agricultura, Orlando Melo de Castro, explica que o Selo Arte vai beneficiar os produtores, que terão acesso a mais mercados, e também os consumidores.

“Antes, não havia uma regulamentação que previa o comércio fora do estado. Tendo o selo arte, ele poderá comercializar em todo o território nacional. Isso é um ganho para o produtor e para o consumidor, que vai comprar um produto sabidamente fiscalizado, que tem controles na legislação, tanto na questão da produção do leite como no processo de fabricação. Isso é uma garantia e uma segurança para o consumidor, que vai encontrar esses produtos em diferentes praças do país”, diz Castro.

Ele lembra também que essa certificação já é uma prática comum em países na Europa, como Itália, França e Espanha, com alta valorização dos produtos. “O ganho é muito significativo para o produtor em termos de preço e também de legalização do seu produto no mercado. Passa a ser uma possibilidade para pequenas famílias de produtores terem alta renda oriundo da sua produção de leite, o que hoje é muito difícil”, explica.

O secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Fernando Mendes, também destaca que o Selo Arte abre novas oportunidades para os trabalhadores rurais e garante a qualidade dos produtos, que serão fiscalizados segundo as normas vigentes de vigilância.

“O Selo Arte representa enorme avanço ao permitir o acesso ao mercado de produtos alimentícios artesanais diferenciados e com atributos próprios de qualidade, gerando inúmeras oportunidades de emprego e renda no campo. Ao consumidor, o selo representa a segurança do produto, uma vez que atesta que o processo de fabricação foi submetido ao controle do serviço de inspeção oficial”, disse Mendes.

Características

Os produtos alimentícios identificados com o Selo Arte deverão ser feitos com matérias-primas de origem animal produzidas na propriedade ou com origem determinada e os procedimentos de fabricação devem ser predominantemente manuais. Além disso, deverão ser adotadas boas práticas de fabricação, para garantir a produção de alimento seguro ao consumidor, e boas práticas agropecuárias, contemplando sistemas de produção sustentáveis.

Por ser caracterizado pela fabricação individualizada e genuína, o produto artesanal poderá ter variabilidade sensorial entre os lotes. Na produção artesanal, a composição e o processamento seguem receitas e técnicas tradicionais de domínio dos manipuladores e o uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo indispensável por razão de segurança, não sendo permitida a adição de corantes e aromatizantes artificiais.

Além da comercialização interestadual de produtos, a regulamentação do Selo Arte vai diminuir a burocracia para o registro e comercialização de produtos artesanais e facilitar a identificação e o reconhecimento dos produtos através do selo.

Inspeção

O Ministério da Agricultura vai estabelecer os critérios para a comercialização interestadual desses produtos, garantindo o cumprimento das exigências sanitárias e dos requisitos de excelência de produção artesanal, que evidenciam o vínculo cultural e territorial.

Os estados e o Distrito Federal ficarão responsáveis pela concessão do Selo Arte e pela fiscalização desses produtos, cabendo ao Ministério da Agricultura coordenar a implementação da política e realizar a gestão do sistema de concessão e controle do Selo. Cada selo terá um número de rastreabilidade que permitirá ao consumidor identificar o nome do produtor, data e local de fabricação do produto.

“O Mapa vai orquestrar toda a engrenagem, realizando o fomento de boas práticas, incentivando a produção artesanal. Também vai aconselhar e dar capacitação por meio da Embrapa e de parceiros como o Sistema S e as escolas. O Mapa tem todo o interesse de favorecer a produção artesanal no Brasil”, diz Fernando Camargo.

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Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal e respeita as características e métodos tradicionais (Foto: Roça da Cidade / Divulgação)

ZMOT: como entender o consumidor 4.0?

por Marília Cardoso*

O cliente sempre tem razão? Você pode acreditar que sim ou até discordar dessa afirmação tão popular no mundo dos negócios. Mas, se tem uma coisa que hoje não há mais a menor dúvida, é a de que o cliente sempre tem voz.

Esteja ele certo ou não, a era digital potencializou a autonomia das pessoas e, atualmente, elas querem falar com as empresas de forma mais rápida e direta, usando as mídias sociais. E, raramente elas fazem isso para elogiar. Mais bem informados, consumidores de várias classes sociais estão mais exigentes e, pressionam as empresas para resolverem seus problemas de forma rápida – muitas vezes até esquecendo dos canais tradicionais, como é o caso do SAC – Sistema de Atendimento ao Consumidor.

Em outros casos, cansados de promessas não cumpridas e da má vontade das empresas, em especial no pós-venda, clientes vão a situações extremas. Nesse contexto, vemos consumidores excessivamente empoderados e empresas despreparadas. Mas, por que será que a relação entre empresas e consumidores mudou tanto?

Antigamente, o processo de compra se dava em três etapas. Primeiro, tínhamos um estímulo. Anúncios ou reportagens trazendo as novidades de uma empresa. Se tivéssemos interesse naquele produto ou serviço, o nosso próximo passo seria ir até o ponto de venda para conhecer melhor e tirar dúvidas sobre aquela oferta. Esse era chamado o primeiro momento da verdade. Era ali, no ponto de venda, que a empresa tinha a sua única chance de convencer o cliente, incentivando-o a comprar. Caso tivesse êxito, era chegado o segundo momento da verdade. A hora do cliente experimentar e validar se realmente a compra tinha compensado ou não.

Com o advento da internet, o Google realizou estudos e chegou à conclusão de que esse ciclo de compra mudou. O consumidor continua recebendo estímulos da mesma forma, pelos anúncios ou pelas reportagens. No entanto, antes de ir até o ponto venda obter mais informações com a própria empresa, ele vai para a internet e é lá que, na maioria das vezes, ele toma a decisão de comprar ou não. Segundo as pesquisas do Google, no caso de compra de carro, o consumidor só vai até à concessionária quando já está com 97% da compra decidida.

E, muitas vezes, quando chega lá, ele está até mais bem informado que o próprio vendedor. Isso porque ele entrou em fóruns de discussão e pesquisou exaustivamente sobre as impressões que os clientes que já compraram tiveram sobre aquele produto. Dessa forma, surge o que o Google batizou como ZMOT – Zero Moment of Truth, o momento zero da verdade.

Esse estudo realizado em 2012, com mais de 5 mil consumidores, revelou uma importante alteração na jornada de decisão de compra. Os pesquisadores do Google perceberam que o momento em que os consumidores estavam dentro da loja, diante do produto pela primeira vez, já não era mais o primeiro momento da verdade.

E o mais interessante é que, quando decidem comprar, seja pela internet ou em uma loja física, os consumidores passam para o segundo momento da verdade, o da experiência e, nesse momento, eles não mais se limitam a simplesmente dizer ao seus amigos e parentes se gostaram ou não daquela aquisição. Eles também vão colocar as suas impressões na internet, retroalimentando essa jornada de decisão de compra.

O ZMOT ocorre porque os consumidores querem informações vindas de fontes confiáveis antes de decidir o que comprar. Essas informações são opiniões de outras pessoas em sites especializados, discussões em fóruns, postagens em redes sociais, vídeos com avaliação do produto e tantos outros meios.

Ao chegar no momento de efetivar a compra, o consumidor já está com boa parte da decisão tomada. É durante o ZMOT que ele escolhe quais produtos entrarão na lista de compras, o local onde irá comprar e onde ele recomendará o produto depois da experiência.

Isso muda a lógica do marketing, onde o consumidor era passivo e apenas recebia as mensagens das marcas. O consumidor está cada vez mais ativo e vai atrás das informações que quer, nos canais em que confia. Com essa mudança, cabe às empresas tomarem atitudes para estarem presentes e dialogando com o consumidor durante esse momento zero da verdade. Com o empoderado consumidor 4.0, as empresas se adequam ou perdem o cliente para a concorrência.

*Jornalista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, MBA em Marketing e pós-MBA em inovação. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. É fundadora da InformaMídia, agência de comunicação, e sócia-fundadora da PALAS, consultoria de inovação e gestão.

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Codevasf investe R$ 10 milhões no Maranhão

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) celebrou em julho convênios com nove prefeituras maranhenses para investimentos de aproximadamente R$ 8 milhões em pavimentação de ruas, recuperação de estradas vicinais e estruturação de atividades de pequenos produtores. A Companhia também investiu mais de R$ 2 milhões em equipamentos de apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar no estado.

“Essas ações do governo federal, por intermédio da Codevasf, permitem o escoamento da produção do pequeno agricultor rural, além de melhorar a mobilidade nos municípios maranhenses, beneficiando centenas de famílias”, destaca o superintendente regional da Codevasf no Maranhão, Jones Braga.

Em São Bernardo, Buritirana, Loreto, Bom Lugar e Fortaleza dos Nogueiras serão aplicados quase R$ 5 milhões para obras de recuperação de estradas vicinais ou de pavimentação asfáltica na sede do município. Em Campestre e em Nina Rodrigues serão investidos cerca de R$ 1,4 milhão na pavimentação em bloquete. Já os municípios de Vitória do Mearim e de Formosa da Serra Negra receberão investimentos de aproximadamente R$ 1,4 milhão aplicados, respectivamente, na estruturação de uma praça do produtor e na construção de um mercado público municipal.

Os convênios foram assinados na sede da 8ª Superintendência Regional da Codevasf, em São Luís, com a presença dos prefeitos dos municípios de São Bernardo, Buritirana, Campestre, Nina Rodrigues, Loreto, Bom Lugar, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras e Vitória do Mearim.

Inclusão produtiva

Outro aporte de recursos realizado pela Codevasf no Maranhão foi no fornecimento de equipamentos a produtores rurais. Os investimentos somam mais de R$ 2 milhões de recursos do Orçamento Geral da União, destinados à Companhia por meio de emenda parlamentar.

Os equipamentos são destinados a ações de inclusão produtiva do governo federal, beneficiando famílias de 12 municípios do estado. A lista inclui caminhões basculantes, barracas de feira livre, kits de irrigação para 500 m² e para 1 hectare, caixas d’água, veículos utilitários e patrulhas agrícolas mecanizadas – compostas por trator, grade aradora e carreta com carroceria de madeira.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Ação Rotas da Satis leva food truck para dentro de fazendas

Imagine um food truck percorrendo fazendas do país para promover momentos de descontração e relacionamento com produtores rurais. Pois esta é a proposta do Ação Rotas, organizada pela empresa mineira Satis especializada em soluções nutricionais para o campo. Inspirada nos tradicionais grupos de American Barbecue e na famosa Rota 66, a iniciativa terá o churrasco como atração principal para reforçar a proximidade da marca com seus consumidores finais. O roteiro da ação inicia esta semana no município de Jataí, em Goiás, e irá visitar ao todo nove propriedades em quatro estados diferentes.

No comando do Truck Churrasco da Satis estará Daniel Costa Almeida, especialista em cortes nobres, que acumula participações em diversos eventos e festivais no Brasil. Em cada etapa do roteiro, ele irá preparar diferentes tipos de carnes e acompanhamentos, dando dicas sobre as receitas servidas. Além do veículo caracterizado com as marcas da ação e da Satis, a estrutura itinerante contará com infraestrutura específica para melhor acomodar os participantes.

Os encontros contarão com a presença de representantes da empresa, que irão interagir de forma descontraída com os clientes e as equipes de suas fazendas. “A Ação Rotas foi pensada como algo especial, tanto para retribuir a parceria do produtor, quanto para gerar ainda mais engajamento com nossa marca. Diferentemente do dia a dia, em que tratamos basicamente das demandas do campo e conteúdos técnicos envolvendo o plantio, serão momentos para estreitar relacionamento com nosso cliente final. E nada melhor do que o churrasco, tão querido pelo brasileiro, para celebrar esta sinergia que nos faz crescer cada vez mais”, comenta Diretor Executivo da Satis, Endrigo Bezerra.

Cada encontro ocorrerá em uma fazenda parceira, onde o Truck Churrasco ficará instalado no período do almoço servindo os proprietários e suas equipes. Após passar pela Fazenda Bom Sucesso nesta quinta-feira (17/7), em Jataí/GO, o veículo percorrerá os municípios de Rio Verde/GO, Sapezal/MT, Sorriso/MT, Formosa do Rio Preto/BA, Unaí/MG, Cristalina/GO, Monte Carmelo/MG e Araxá/MG, onde fica instalada a sede da Satis. O circuito terá mais de 7 mil quilômetros e a última etapa está prevista para o dia 9 de agosto.

O Ação Rotas integra o projeto Produtor SatisFeito, que prevê uma série de inciativas executadas ao longo do ano. Este programa visa intensificar a presença da marca junto ao mercado e consumidor final, visando compreender melhor suas demandas e, assim, oferecer soluções sob medida que garantam melhores resultados no campo.

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Circuito percorrerá nove propriedades de quatro estados para estreitar o relacionamento com o consumidor (Foto: Divulgação / Moglia Comunicação)

Cinco problemas que impedem sua empresa de inovar

por Alexandre Pierro*

A maioria dos empresários já percebeu a necessidade da mudança de paradigma na lida com os novos modelos de negócios e as novas demandas de mercado. Porém, a maioria ainda está confusa sobre como fazer a inovação acontecer. É por isso que listei abaixo cinco problemas que impedem sua empresa de inovar. Resolvê-los está ao alcance de qualquer profissional.

Falsa ideia do que é inovar: muitas empresas acreditam que inovação é sinônimo de altos investimentos, de mudanças drásticas e que apenas conseguimos alcançar esse novo mindset com investimentos pesados em robôs e tecnologias de ponta. Isso é um grande erro, pois a inovação é uma mudança de paradigma de pensamento e não apenas a compra de novos e modernos equipamentos.

Não entender que o papel da tecnologia é secundário: Quando falamos de novos modelos de negócios, como UBER, iFood, AIRBNB, entre outros, o aplicativo (a parte tecnológica) serve apenas para fazer a interface com o cliente. A inovação é o formato exponencial do negócio e não a tecnologia por trás dele. Ou seja, a parte tecnológica importa, mas não é o principal.

“Eureka!” é um processo e não uma obra do acaso: Inovar é um processo contínuo. Não tem a ver com uma iluminação quase mística, ou uma genialidade ainda não descoberta. Tudo tem a ver com processos de estímulo à inovação dentro das organizações.

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Desperdício de boas ideias: A maior parte das boas ideias já está à sua disposição. Muitas delas estão com seus próprios colaboradores. Eles conhecem bem os processos da empresa, e gerenciar o que eles têm a oferecer é a chave para inovar. É preciso aproveitar esse conhecimento, não ignorá-lo. É tudo uma questão de uma boa gestão de pessoas e ideias. Felizmente, há ferramentas para isso.

Desprezar a diversidade: Muitas empresas são fechadas para o diferente. Uma empresa que não contrata um time de pessoas de diversas idades, orientações sexuais, etnias e locais, está perdendo o que todo um prisma diferente tem a oferecer. Empresas antiquadas, por exemplo, podem barrar mulheres em cargos de liderança, enquanto que startups podem barrar colaboradores com mais idade, por não se enquadrarem no padrão jovem. Só há o que lamentar, pois as perdas são imensas para a própria empresa.

O que a inovação tem de melhor é a troca, a capacidade de olhar antigos cenários com novos olhares. A mudança poderia ser antevista se as pessoas estivesse prestando atenção ao que está ao seu redor, e valorizando ideias, em vez de podar a criatividade que nasce nas pequenas coisas.

Sobre a PALAS

A PALAS é uma consultoria especializada em inovação e gestão. Entre os serviços estão treinamentos, consultorias e certificações ISO. Em um processo de co-criação, a empresa ajuda seus clientes a criarem o futuro. A inovação acontece como uma consequência da implementação de algumas das mais importantes metodologias de gestão. A PALAS é pioneira na implementação da ISO 56.002, que garante os processos de inovação nas empresas.

*Fundador da Palas, consultoria em gestão da qualidade e inovação. É engenheiro mecânico e físico nuclear, certificado na metodologia Six Sigma / Black Belt, especialista e auditor líder em sistemas de gestão de normas ISO.