Países produtores de café importam mais de 800 mil sacas dos Cafés do Brasil em 2018

Os Cafés do Brasil geraram US$ 3,536 bilhões de receita cambial com 23,644 milhões de sacas de 60kg exportadas no período de janeiro a setembro de 2018, volume que representa um crescimento de 7,3%, se comparado com o mesmo período do ano passado, o qual atingiu 22,031 milhões de sacas. Do total exportado nesse mesmo período deste ano, 22,833 milhões de sacas (96,6%) destinaram-se a países importadores que não produzem café. Além disso, do volume total exportado, destacam-se que 811,482 mil sacas (3,4%), incluindo café verde e industrializado, foram destinadas a países produtores. Embora pouco expressivo em relação ao total de café exportado pelo Brasil, o volume de exportação para países produtores teve aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2017, que foi de 517,264 mil sacas.

Em relação especificamente ao café verde exportado para países produtores, o volume alcançado foi de 386,962 mil sacas, as quais equivalem a quase metade (47,7%) do café exportado para países produtores de janeiro a setembro de 2018. Três países foram responsáveis por aproximadamente 90% das importações de café verde brasileiro (por parte de países produtores) nesse período: México, com 173,605 mil sacas, que representaram 44,9%; Colômbia, com 118,830 mil sacas (30,7%); e Indonésia, com 52,158 mil sacas (13,5%).

Esses dados e números da performance das exportações dos Cafés do Brasil dos nove primeiros meses de 2018, ora em destaque, entre outros dados relevantes do setor constam do Relatório mensal setembro 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para estabelecer uma análise adicional da performance cafeeira dos países citados, é possível verificar com base nos dados da Organização Internacional do Café – OIC o seguinte: no ano cafeeiro 2017-2018, a produção de café do México foi de 4 milhões de sacas e seu consumo, 2,400 milhões de sacas; a produção da Colômbia foi de 14 milhões de sacas e o consumo, 1,800 milhão de sacas; e a produção e consumo da Indonésia foi de 14 e 4,700 milhões de sacas, respectivamente. Tais números permitem inferir que esses países produtores, que importam cafés do Brasil, adotam essa medida para equilibrar o seu respectivo quadro de suprimento: produção, consumo, exportação e estoque.

Nesse sentido, de forma complementar, o Relatório mensal setembro 2018, do Cecafé, aponta que os países exportadores de café foram responsáveis pelo consumo de 31,2% do consumo mundial em 2017, que totalizou volume de 162,232 milhões de sacas. Nesse particular, vale ressaltar que o consumo do Brasil nesse ano correspondeu a 13,6% do consumo mundial O Relatório apresenta ainda uma série histórica do consumo de café no período de 2012 a 2017, na qual constata que o crescimento médio anual do consumo dos países exportadores foi de 2,7%, e dos países importadores, 2%.

Com relação à performance brasileira nas exportações de café, o Cecafé informou no seu relatório que no mês de setembro de 2018 o volume exportado foi de 3,019 milhões de sacas, ao preço médio de US$ 135,88, com receita cambial de US$ 410,35 milhões. Tal volume teve crescimento de 23,7% em relação a setembro de 2017, mês em que o país exportou 2,442 milhões de sacas ao preço médio de US$ 166,87 por saca. Do volume total de café exportado em setembro deste ano, foram 2,739 milhões de café verde, sendo 2,447 milhões de sacas de café arábica e 291,665 mil sacas de robusta. O volume de café industrializado exportado nesse mês somou 281,195 mil sacas, das quais 280,348 mil sacas foram de café solúvel e 847 sacas de torrado e moído.

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Exportações brasileiras de café atingem 24 milhões de sacas com receita cambial de US$ 3,5 bilhões nos primeiros nove meses deste ano
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Conab envia especialistas para ajudar na criação de modelo agrícola na África

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) especialistas nas áreas de armazenagem, política agrícola e agricultura familiar estão, a partir desta segunda-feira (29/10) até o próximo dia 2 de novembro, na capital de Gana, Acra, para elaborar um diagnóstico sobre a agricultura local.

Em seguida à avaliação da realidade da política agrícola do país africano, que será feita em parceria com a empresa ganense National Food Buffer Stock, os técnicos formularão um projeto voltado para atender as necessidades da população local. Com isso, os representantes do país poderão fazer intercâmbios para capacitação por um período de até três anos.

A demanda é da Agência Brasileira de Cooperação e do Ministério das Relações Exteriores, e está direcionada à política de cooperação internacional com países que têm necessidades de desenvolver programas semelhantes aos executados pelo Brasil, tendo a Conab como modelo.

A Companhia tem sido convidada para participar de acordos de cooperação técnica com países de várias partes do mundo, para troca de conhecimentos na sua área de atuação. Recentemente, a empresa também enviou analistas de mercado para participar de capacitação sobre técnicas de comercialização na França, e já repetiu este procedimento em outros países como México e Estados Unidos.

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Produtores de suco de uva avaliam positivamente participação na Wine South America

A participação dos produtores de suco de uva na Wine South America – Feira Internacional do Vinho, em Bento Gonçalves (RS), foi considerada positiva pelas 14 empresas que integram o projeto setorial 100% Suco de Uva do Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) há nove anos. Dom Eliseo, Econatura, Gallon Sucos e as vinícolas Santini e Terraças levaram seus produtos para degustações em balcões individuais no estande coletivo da iniciativa. O espaço de 64m² foi desenvolvido em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sdect/RS).

Com uma média de mais de 20 contatos realizados nos quatro dias de feira e uma estimativa de negócios que deve superar R$ 200 mil, os produtores apontaram como principais ganhos a possibilidade de negociação direta com compradores, a visibilidade do produto numa feira internacional e a atração de novos interessados para o trabalho com a categorias nas redes em que atuam.

Essa foi a impressão do técnico responsável e produtor rural Guilherme Fornasier, que antecipou o fechamento de comercialização para uma pequena rede do estado de Rondônia. “O mais difícil é ter acesso direto aos compradores e isso a feira proporcionou. Para uma empresa pequena como a nossa foi uma ótima oportunidade junto a pequenas redes que não chegaríamos sem esse apoio”, garantiu.

Além dos contatos estabelecidos nas rodadas de negócios, a localização privilegiada do estande também foi destacada pelos expositores. “Serviu como um local onde os possíveis compradores tinham um tempo maior para conhecer os produtos, além de dar visibilidade ao projeto e às empresas que lá estavam”, avalia o diretor Comercial Cesar Postingher.

O fechamento de vendas para o Exterior foi comemorado pelo supervisor administrativo Samuel Santini. Para ele, a proximidade com os compradores de diferentes segmentos do varejo contribuiu para expandir os negócios da empresa em que atua. “Pudemos mostrar a nossa linha de produtos e focar nos que se encaixavam no perfil buscado pelos compradores”, resumiu. Santini adiantou que a feira deverá resultar na venda de 1,2 mil litros para uma rede colombiana e deverá aumentar para cerca de seis mil litros (ou o equivalente a um contêiner), para o mesmo país nos próximos meses.

Para o presidente do Ibravin, Oscar Ló, o apoio à categoria se justifica por se tratar de um produto que absorve metade da matéria-prima cultivada e que vem se consolidando como um dos carros-chefes do setor vitivinícola brasileiro. “Num período de dificuldade na economia, obtivemos até agosto um crescimento de 37,72% nas vendas de suco no mercado interno. Além disso, promover o suco de uva 100% é estimular o consumo de uma bebida saudável, que pode ser consumida por toda a família”, completa.

De janeiro a agosto, foram comercializados 86 milhões de litros de suco de uva 100% prontos para consumo, 23,5 milhões a mais que o mesmo período de 2017.

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Estande setorial reuniu sucos de uva das 14 empresas associadas ao projeto (Foto: Martha Caus / Divulgação)

Contratação de crédito rural em alta de 32% no trimestre

Os primeiros três meses de vigência do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 apresentam alta de 32% nos valores contratados, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões do crédito rural, totalizando 204.356 operações.

A maior parte do desembolso se destinou a operações de custeio, R$ 29,8 bilhões, seguida por operações de comercialização, com R$ 9,3 bilhões, programas de investimento, que totalizaram R$ 8,5 bilhões, e industrialização, com R$ 2,5 bilhões. Relativamente às disponibilidades de recursos para a safra, foram contratados 26% do volume, ante 20% em igual período na safra anterior.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, a avaliação do período é positiva, em função da demanda muito superior à do ano passado. “O incremento de 32% ganha maior relevância, uma vez que houve crescimento em todas as finalidades: custeio, investimento, industrialização e comercialização”.

Segundo ele, o desempenho do crédito rural mostra que houve oferta oportuna de recursos e que os produtores rurais estão confiantes no seu negócio, investindo na atividade. “É um indicativo que caminhamos para termos novamente uma boa safra em 2018/2019”, ressalta.

O financiamento dos programas de investimento também teve crescimento expressivo no período, de 30,2%, dentre os quais se destaca o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro), com crescimento de 391%, seguido pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 151%, e pelo Programa de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com 112%.

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), com participação de 35% no total dos recursos contratados para investimentos, teve crescimento de 59%. Estas linhas devem manter o crescimento, porque nos meses de agosto, setembro e outubro a demanda maior é pelo custeio, por conta do período de plantio das lavouras, lembra o secretário. “E, nos próximos meses, devemos ter maior demanda por linhas de investimentos”.

Os números do levantamento, feito mensalmente pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola, são acompanhados constantemente pela equipe. “Estamos monitorando os programas de investimento e podemos aumentar os recursos para aquele que tiver maior demanda, transferindo de outros que não tenham tanta procura. Vamos evitar a falta de recursos para investimentos e também para comercialização”, disse Araújo.

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Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões

DF tem o 6° maior número de equinos dos municípios

No Distrito Federal, o número de bovinos caiu de 96.265 cabeças em 2016 para 93.141 em 2017. A queda em galináceos foi de 15.667.132 para 10.521.893 cabeças e ficou em oitavo entre as cidades, mesmo com o aumento de 1.238.664 para 1.453.391 no número de galinhas, que ficou em 20° entre os municípios. O rebanho de suínos cresceu de 168.392 cabeças para 172.619 e caprinos caiu de 3.595 para 3.016 cabeças. A queda no rebanho de equinos foi de 21.080 para 19.442, número que deixou o DF como o 6° maior produtor entre os municípios. O número de ovinos apresentou redução, indo de 23.938 para 21.267 enquanto o número de bubalinos cresceu de 895 para 932. O número de codornas apresentou redução de 28.990 para 21.500 cabeças.

Em questão de produção de origem animal a quantidade de litros de leite produzida foi de 29 milhões, apresentando diminuição quando colocado ao lado dos 29,972 milhões de 2016. O valor da produção também caiu, indo de R$ 31,771 milhões para R$ 30,45 milhões. A produção de ovos de galinha cresceu de 20.252 mil dúzias para 23.763 mil dúzias, mas o valor caiu de R$ 113,818 milhões para R$ 112,875 Mi. Já ovos de codorna apresentaram quedas em ambas, com a produção reduzida de 742 mil dúzias para 547, enquanto o valor caiu de R$ 2,398 milhões para R$ 1 milhão. A produção de mel ficou em 79 toneladas, custando R$ 1,857 milhões.

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) traz dados referente a pecuária e a produção de origem animal. Com período de referência sendo 1° de janeiro a 31 de dezembro, difere do censo agropecuário também por questão metodológica, portanto, os dados não necessariamente serão iguais.

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Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

BNDES Giro aprova recursos para cana-de-açúcar e bovinocultura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 28,5 milhões na modalidade BNDES Giro para a Usina São José, de Igarassu (PE). Com esses recursos, a usina, que foi a responsável pela moagem de cerca de 10% de toda a cana-de-açúcar de Pernambuco na safra 2017/2018, pretende melhorar sua competitividade.

O açúcar da Usina São José é comercializado como matéria-prima, sobretudo para indústrias de alimentos e bebidas das regiões Norte e Nordeste. Além disso, a usina produz etanol e energia elétrica (gerada a partir do bagaço da cana). A empresa sucroalcooleira consegue moer 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar e possui cogeração com potência instalada de 25 mega-watts. No ano passado o faturamento da usina foi de R$ 257 milhões.

Martini Meat

O BNDES também aprovou uma operação de crédito no valor de R$ 20 milhões na modalidade BNDES Giro para a Martini Meat, empresa de armazenagem e movimentação de cargas frigorificadas (carnes).

A Martini Meat é uma empresa de operação logística, com faturamento de R$ 120 milhões em 2017, que atua principalmente na região sul do país. Essa não é a primeira operação da empresa com o BNDES: em 2012, o Banco concedeu R$ 33,5 milhões para a construção do complexo de armazenagem de cargas frigorificadas e armazenagem de contêineres, no município de Rio Grande-RS.

BNDES Giro

A linha de financiamento BNDES Giro destina-se a empresas de todos os setores e portes com necessidades de financiamento de capital de giro. Os recursos podem ser obtidos diretamente com o BNDES ou através da rede de agentes financeiros parceiros. As operações podem ter referencial financeiro atrelado à Taxa de Longo Prazo (TLP) ou a taxa fixa BNDES (esta última somente para micro, pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 300 milhões por ano, somente nas operações indiretas automáticas).

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Produtores rurais têm até dezembro para regularizar dívidas com Banco do Nordeste

Em dezembro, encerra-se o prazo para regularização de dívidas rurais no Banco do Nordeste. Produtores com operações enquadráveis nos dispositivos legais em vigor (Lei 13.340/2016 e Lei 13.606/2018) podem garantir descontos que vão até 95% sobre o saldo devedor. O benefício vale para liquidação de dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Já se o produtor quiser renegociar, o prazo para pagamento pode estender-se a 2030, iniciando as parcelas em 2021.

O total regularizado já supera os R$ 10,3 bilhões. Mais de 300 mil operações foram regularizadas com agricultores dos Estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Dessas repactuações 137,5 mil foram realizadas com a opção de liquidação de toda a dívida. Ao todo, 92% das renegociações foram efetivadas com miniprodutores rurais, incluindo beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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No Ceará, já foi regularizado mais de R$ 1,3 bilhão em dívidas rurais, distribuído em 55,2 mil operações e beneficiando cerca de 220 mil pessoas somente no Estado.

Atendimento

O BNB possui 292 agências distribuídas em todo o Nordeste, além do norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. A instituição possui mais de 4 milhões de clientes. Somente em 2018, o Banco do Nordeste já aplicou na economia regional volume superior a R$ 23 bilhões, envolvendo operações de longo prazo e microcrédito.

Quem deseja mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas pode procurar uma unidade da rede de agências ou entrar em contato pelo número 0800 728 3030.

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Abertas inscrições para o Prêmio Rural Sustentável

Estão abertas e vão até o dia 15 de outubro as inscrições gratuitas ao Prêmio Rural Sustentável – Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural. A premiação total atingirá R$ 450 mil, dividida entre as categorias previstas. A iniciativa é voltada aos beneficiários do Projeto Rural Sustentável com a finalidade de reconhecer e disseminar os exemplos de boas práticas e tecnologias aplicadas à agricultura de baixo carbono em Unidades Demonstrativas e Multiplicadoras cadastradas no projeto com o objetivo de promover o desenvolvimento e a redução da pobreza no meio rural.

Podem concorrer produtores, técnicos e instituições (ATERs) devidamente cadastrados no projeto que tenham Unidades Demonstrativas (UDs) e/ou Unidades Multiplicadoras (UMs) aprovadas. Na categoria de produtores e técnicos serão contempladas práticas, inovações tecnológicas ou gerenciais ou ações de regularização ambiental da propriedade com vistas à conservação dos recursos naturais, sejam florestais, hídricos, pedológicos, paisagísticos.

Os técnicos podem ainda concorrer nas categorias conservação, geração de trabalho e renda, experimentação, inclusão de gênero, além de envolvimento familiar e gênero. As ATERs (entidades) concorrerão nas subcategorias vinculação e continuação de políticas públicas e incentivo às práticas cooperativistas.

O objetivo do Projeto Rural Sustentável é melhorar a gestão da terra e das florestas por agricultores nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, visando a conservação da biodiversidade e proteção do clima.

A divulgação dos resultados do Prêmio Rural Sustentável – Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural será publicado na internet, no dia 30 de novembro de 2018.

Os prêmios recebidos deverão ser investidos em bens ou ações ligadas direta ou indiretamente na geração de renda e sustentabilidade no meio rural, considerando as peculiaridades locais. Deverá ser apresentado junto à inscrição do prêmio, a Proposta de Aplicação dos Recursos, que deverá conter o detalhamento de como o benefício será investido. A premiação será dada com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Prêmio é fruto de cooperação técnica, que tem como o executor e gestor financeiro o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Cooperação Técnica é financiada pelo Fundo Internacional para o Clima (International Climate Fund – ICF) do Ministério da Agricultura do Governo Britânico (DEFRA) tendo como parceiro o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O IABS (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade) é a instituição que realiza os serviços de execução e operacionalização de atividades administrativas e logísticas do projeto.

Para mais informações acesse o regulamento do prêmio.

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OIC decide promover ações para evitar queda de preços do café

A queda dos preços pagos aos cafeicultores no mercado mundial foi o principal tema da 122ª Sessão do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC), realizada em Londres. O secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, que representou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na reunião, disse que os níveis de preços recebidos pelos produtores têm caído nos últimos dois anos, ficando muitas vezes abaixo dos custos de produção em alguns países, o que compromete a sustentabilidade econômica da produção nesses locais.

Para evitar prejuízos maiores, a OIC aprovou propostas como o desenvolvimento de um plano de comunicação global voltado aos consumidores, contemplando a realidade econômica do setor cafeeiro (do produtor ao consumidor final). Também está prevista a intensificação do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva e o intercâmbio de iniciativas nacionais de políticas públicas que promovam a sustentabilidade, assim como a inclusão da promoção do consumo como diretriz de todos planos de ação da entidade.

A reunião abordou ainda temas, como o empoderamento das mulheres na atividade cafeeira; fontes de financiamento e participação de recursos de fundos de investimentos na produção sustentável do café; tecnologias de automação e conectividade nas diferentes etapas da cadeia do café; orçamento, execução e alocação de recursos, pelos diferentes países exportadores e importadores de café.

Foram eleitos o presidente e vice-presidente do Conselho da OIC, respectivamente, Stefanie Küng (Suíça) e Deny W. Kurnia (Indonesia) e os representantes nos comitês técnicos. A delegação brasileira foi chefiada pelo embaixador do Brasil Hermano Telles Ribeiro, representante permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres.

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Cebola segue com preços baixos enquanto exportação cresce mais de 300%

O produto que vem ajudando a economia na cozinha também está com bons números de comercialização. A cebola, que vem apresentando baixos preços nos mercados atacadistas, também alcançou um patamar de exportações de 12,8 mil toneladas, a maior quantidade já registrada nos últimos 3 anos. O volume é 383% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, e tem como principal destino Paraguai e Argentina. Os dados estão no 9º Boletim Prohort, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e que traz os preços de frutas e hortaliças comercializadas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.

A demanda internacional aquecida não afetou a comercializado interna do produto, que segue com preços baixos. O valor da cebola comercializada no atacado da Ceasa de Goiânia, por exemplo, caiu 29%, já em São Paulo a queda foi de 21%. Entre os motivos, o estudo aponta a boa oferta do produto, com o fornecimento a partir da colheita em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e no próprio estado goiano e paulista, o que reduziu a cotação no mercado e segue mantendo o cenário de preços baixos para os próximos meses.

O Boletim mostra que essa situação também ocorre com a batata, que tem o pico de colheita nos meses de agosto, setembro e outubro, fazendo com que o valor esteja favorável ao consumidor. No entanto, o produtor deve começar a analisar as condições de mercado para a tomada de decisão da próxima safra, o que pode refletir em um menor plantio.

Já a cenoura apresentou um aumento significativo de preços nas Ceasas brasileiras, de acordo com o Boletim Prohort. Esse crescimento, na verdade, reflete a recuperação dos valores, uma vez que a cotação do produto havia chegado próxima aos menores níveis já registrados nos últimos dois anos. Os índices verificados no atacado vão de 11% a 47%, motivado principalmente pela melhor qualidade da cenoura ofertada, e o cenário indica que não haverá queda de preço nos próximos meses.

Frutas – As frutas também apresentaram aumento de cerca de 6% nas exportações acumuladas até agosto, se comparada com 2017, mas no mercado interno não apresentaram movimento uniforme de preço. O único que fugiu um pouco desse cenário foi o mamão, que até ficou 12% mais barato em Fortaleza (CE). Em contrapartida, essa mesma fruta ficou 28% mais cara em Vitória (ES).

As demais análises de comercialização das principais frutas e hortaliças podem ser encontradas no Boletim divulgado na página da Conab. O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Companhia, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de agosto, foram considerados os entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, CE, PE e GO.

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