Millenium BioEnergia: empresa deve investir R$ 4,4 bi em usinas de etanol de milho na área de abrangência da Suframa

por Layana Rios, da Suframa

A Millenium BioEnergia, empresa com projeto de etanol de milho com holding sediada em São Paulo, anunciou que deverá investir aproximadamente R$ 4,4 bilhões nas áreas de abrangência da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) – estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá – com a instalação de usinas de etanol de milho. A informação dos investimentos, bem como o convite para o lançamento da pedra fundamental do projeto, foi feita durante reunião do grupo, liderado pelo CEO, Eduardo Lima, com o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes.

Lima informou que o lançamento da pedra fundamental será no município de Bonfim, em Roraima, no dia 7 de dezembro, e convidou Menezes para participar do evento. “Nossa ideia é ter uma planta da Millennium em cada estado que tenha área suframada. Cada unidade terá um investimento de R$ 640 milhões de reais. A primeira vai ser em Bonfim, onde a Licença de Instalação (LI) deverá sair nesta semana, mas estamos trabalhando em conjunto no licenciamento das demais áreas”, afirmou.

A Millenium BioEnergia é uma empresa focada no setor sucroenergético, agregando diversas empresas e profissionais com expertise do setor de etanol e commodities. A produção de cada planta, de acordo com o CEO, terá capacidade inicial de 600 mil litros/dia, mas, em dois anos, a perspectiva é dobrar o volume. “Os projetos de etanol de milho são os mais limpos que existem na área de biocombustíveis. Vamos inaugurar a primeira fase da usina já com a área para expansão reservada”, explicou.

Em Bonfim, a área destinada à unidade está localizada na região do Tucano, com 270 mil metros quadrados de obra. Na primeira fase, o consumo anual de milho estimado é de 480 mil toneladas e, além do etanol, serão produzidos mais quatro produtos à base de milho: farelo de milho (DDGS – Dried Distillers Grains With Solubles); gás dióxido de carbono (CO) alimentício engarrafado, bio-óleo comestível; e oito a 15 megawatts de energia excedente.

De acordo com o diretor comercial da Millennium, Acácio Rozendo, inicialmente o grupo ia se instalar somente em Itacoatiara (AM), com foco na exportação. “Através da Suframa, o coronel Menezes nos mostrou o que é o modelo Zona Franca e toda a área suframada e, em reunião, o grupo chegou num acordo de acompanhar toda essa região, com no mínimo uma planta em cada um dos cinco estados”, explicou. Também estão previstas duas plantas da empresa no Mato Grosso.

No Amazonas, a empresa tem planos de instalar plantas em Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva, sendo as duas últimas dentro da área da Zona Franca de Manaus. “O que determina o início das obras são as obtenções das licenças. Estamos trabalhando em todas simultaneamente, mas é um processo que varia de estado para estado, além do fator climático, com o período de chuvas, que vão afetar o cronograma das obras”, explicou Rozendo.

O superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, afirmou que o anúncio da Millenium vai ao encontro do trabalho que vem sendo desenvolvido em sua gestão, de fomentar os diferentes segmentos, atraindo novos negócios não apenas para Manaus, mas para toda a área de abrangência da Suframa. “Precisamos divulgar cada vez mais os incentivos fiscais que aqui existem para que outras empresas possam vir se instalar em nossa região. Que a Millennium seja o início dessa nova fase da Suframa”, afirmou, confirmando presença no evento de lançamento da pedra fundamental, em Bonfim.

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SC: todos os cultivos de moluscos estão liberados para comercialização e consumo

O litoral catarinense está livre da toxina diarreica. A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou as últimas localidades que seguiam interditadas. A partir de agora, está liberada a coleta, cultivo, comercialização e consumo de ostras, mexilhões, berbigões, vieiras e seus produtos, tanto nos costões, quanto em beira de praia em todos os cultivos de Santa Catarina.

As últimas localidades liberadas foram Calheiros, Ganchos de Fora e Canto dos Ganchos, em Governador Celso Ramos.

A desinterdição dos cultivos acontece após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarreica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos, executado pela CIDASC, é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

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China habilita frigoríficos de SC para exportação de miúdos de suínos

A China habilitou sete estabelecimentos de Santa Catarina para exportação de miúdos suínos. As plantas frigoríficas brasileiras foram habilitadas para comercializarem seis tipos de miúdos de suínos: pés, língua, focinho, máscara, orelha e rabo.

Os estabelecimentos são BRF (Campos Novos), Pamplona Alimentos (unidades de Presidente Getúlio e Rio do Sul), Cooperativa Central Aurora Alimentos (unidades de Joaçaba e Chapecó) e Seara Alimentos (unidades de São Miguel do Oeste e Itapiranga).

De acordo com estimativa preliminar da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a abertura de mercado para esses produtos pode movimentar no próximo ano US$ 2 bilhões.

A China enfrenta uma crise no setor por causa da peste suína africana. Com a doença, mais de 6,9 milhões de animais foram sacrificados, conforme dados da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina.

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ICMBio lança guia para manejo florestal comunitário

com informações do ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou o Guia para o Manejo Florestal Comunitário em Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia.

O guia, elaborado pela equipe da Coordenação Geral de Populações Tradicionais, pertencente à Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CGPT/DISAT), orienta a elaboração participativa de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) Comunitário em Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia (Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Florestas Nacionais) de forma a unir o conhecimento tradicional, técnico e científico com as normas estabelecidas para o manejo sustentável da floresta.

A publicação apresenta informações necessárias sobre o assunto, normativas, planejamento, técnicas adequadas para uso sustentável da floresta aliado aos princípios de conservação e comercialização dos produtos florestais.

“A venda da madeira de forma legalizada é geração de renda para as populações tradicionais e uma forma de dar dinamismo econômico para a região”, analisa o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira.

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Flona de Carajás (Foto: João Marcos Rosa / Divulgação)

Piauí terá 39 municípios incluídos no Plano AgroNordeste

O comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste foi instalado em Teresina (PI). No Estado, o AgroNordeste focará suas ações no território do Alto Médio Canindé, abrangendo 39 municípios com população rural de 157 mil pessoas. Serão priorizadas as cadeias produtivas de apicultura, caju e ovinocaprinocultura, e as cidades polo serão Jaicós e São João do Piauí.

O Plano AgroNordeste está sendo implantado em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas. O público-alvo são os pequenos e médios produtores que já comercializam parte de sua produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir os seus negócios e gerar mais renda e emprego na região onde vivem.

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Conab divulga resultado de pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem de grãos

O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os índices incluem também a perda em armazenagem.

As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui o levantamento.

O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.

Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.

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AgroNordeste: objetivo do plano é alavancar desenvolvimento da agropecuária na região

O AgroNordeste – plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região – foi lançado pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em cerimônia no Palácio do Planalto. O programa será implantado no biênio 2019/2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O plano se junta a outras ações já executadas pelo ministério na região, como Programa de Aquisição de Alimentos, regularização fundiária, Selo Arte, promoção da irrigação, indicação geográfica, equivalência de sistemas de inspeção de produtos de origem animal (Sisbi) e combate a doenças e pragas (febre aftosa, peste suína clássica e mosca das frutas).

O AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Entre os objetivos do plano estão aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.

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Liderado pelo Ministério da Agricultura, o AgroNordeste será desenvolvido em parceria com órgãos vinculados à pasta e instituições como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar),  o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil.

O programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região, identificando os entraves para o seu desenvolvimento e as soluções possíveis. Os territórios foram definidos com base nessas cadeias produtivas e no nível de vulnerabilidade da área. Até 2021, o programa deverá chegar a 30 territórios.

A escolha dos territórios levou em conta clima, solo, recursos naturais, situação agrária, agropecuária, de infraestrutura e socioeconômica das localidades. Os municípios têm população de até 1% do estado. Também foram considerados os resultados de ações anteriores ou em curso do Ministério da Agricultura ou dos parceiros e o potencial de resposta dos produtores rurais às intervenções.

Os 12 territórios abrangem 410 mil estabelecimentos. Foram identificadas cadeias produtivas com potencial de crescimento, entre elas arroz, leite, mel, frutas, ovinos, crustáceos, caprinos, mandioca, feijão, tomate, cebola e cachaça.

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A meta do programa é incrementar a renda dos produtores entre 20% e 50% no médio prazo. Cada território terá pelo menos um município-polo, que será definido em função do melhor local para execução do projeto. No polo será implantado o Escritório Local de Operações (ELO), que reunirá representantes do Ministério da Agricultura e das entidades parceiras na execução do AgroNordeste.

Os 12 territórios da etapa 2019/2020 são: Médio Mearim (MA), Alto Médio Canindé (PI), Sertões do Crateús e Inhamuns (CE), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN), Cariri Paraíba (PB) e Moxotó (PE), Araripina (PE), Batalha (AL), Sergipana do São Francisco (SE), Irecê e Jacobina (BA), Januária (MG) e Salinas (MG).

As ações concentradas do AgroNordeste tiveram início de forma experimental há dois meses, no território do Cariri Paraibano e Moxotó Pernambucano, que abrange 39 municípios nos dois estados. A principal atividade produtiva da região é a ovinocaprinocultura.

Nesse período, a equipe técnica de todos os parceiros conversou com criadores para saber quais eram os principais desafios a serem enfrentados para alavancar a produção local e gerar mais renda.

O diagnóstico apontou para dificuldade de acesso a crédito (em razão da falta de titulação da terra, Cadastro Ambiental Rural e Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), déficit de assistência técnica, dependência de programas governamentais para venda da produção e dificuldades na comercialização (em decorrência da ausência de regularidade, qualidade e certificação dos produtos).

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Criação em Cariri (PB) e Moxotó (PE), um dos 12 territórios mapeados pelo AgroNordeste (Foto: Divulgação / Mapa)

Os técnicos também identificaram que o leite de cabra é o principal produto comercializado, enquanto o queijo de cabra, que tem maior valor agregado (gera mais renda), representa em torno de 5% das vendas.

A partir das informações, os produtores, junto com as cooperativas, técnicos e demais parceiros, já apontaram pelo menos três projetos prioritários para a região: qualificação de um curtume, instalação de um frigorífico e regularização das cooperativas locais de produção de leite de cabra. Essa é uma das características do plano: os projetos serão elaborados pelos produtores e parceiros.

O trabalho no Cariri e Moxotó foi importante para mostrar como será o fluxo de operação das ações concentradas nos demais territórios.

Cerveja Sour: conheça as cervejas ácidas

O consumo de cerveja aumentou, de acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel. O estudo aponta que a quantidade domicílios brasileiros que consomem cerveja aumenta mais de 1% a cada ano. Fazendo parte do universo cervejeiro, a sour chegou para conquistar o paladar dos brasileiros com seu gosto azedinho e único.

De acordo com o sommelier de cervejas Eduardo Meira, à frente do Beer Club, em Brasília, cervejas sour são ótimas para enfrentar no calor. “As sour são refrescantes por conta do seu teor cítrico. São centenas de opções de combinações e sabores. As mais comuns são as sour com goiaba e maracujá, que causam uma explosão de sabores na boca. Existem algumas que exploram mais o sabor adocicado, como é o caso das com manga, mas que não perdem sua essência cítrica”, explica Eduardo.

Segundo o especialista, o processo de fabricação é complicado. “Todas as sour são produzidas com leveduras selvagens e o processo de fabricação não é barato. Essas cervejas demoram mais para fermentar e isso torna o processo mais longo. Há cervejas sour fermentadas naturalmente e artificialmente, mas eu prefiro as naturais”, diz o sommelier.

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Alguns estilos são mais famosos no mundo das sour. “Lambic é o estilo mais famoso entre as sour. Ele se caracteriza pela fermentação natural e permanecem de 2 a 3 anos maturando no barril de carvalho. Essas cervejas não produzem espuma por não serem carbonatadas. As colorações das Lambic podem variar do amarelo claro ao dourado fechado e seu sabor é bem cítrico”, fala Meira.

Outro estilo famoso é o Berliner Weisse. “Estilo tradicional de Berlim, a Berliner Weisse possui ¼ de trigo e sua coloração é amarelo esbranquiçada. Essa cerveja não é filtrada e possui amargor quase zero. Seus sabores podem variar, mas são preferencialmente frutadas e podem ser servidas com suco limão e xarope de framboesa”, conclui Edu.

Serviço:

Beer Club

Endereço: CLS 403 – Bloco D – Loja 28 – Brasília – DF

Telefone: + 55 61 3254.6222

Instagram: @beerclubbrasilia

Crédito rural: R$ 39 bilhões liberados nos dois primeiros meses de safra

Nos dois primeiros meses da safra 2019/2020 o valor das contratações de operações de crédito rural somou R$ 38,9 bilhões. Houve crescimento nas operações de custeio (2%), de investimento (14%) e de industrialização (40%). Os dados são da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário Safra 2019/2020.

Segundo o diretor de Financiamento e Informações do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo, os números refletem a política de atendimento preferencial aos pequenos e médios produtores e em programas de investimentos prioritários na Safra 2019/2020.

“O crescimento foi grande no custeio e investimento. O crédito para o médio produtor cresceu 28%. Para o pequeno produtor, que está enquadrado no Pronaf, cresceu 16%. Já nos investimentos, foi registrado crescimento em todos os segmentos: pequeno, médio e grande produtor. O que está acontecendo está retratando exatamente o que foi preconizado e priorizado no plano safra”, destacou Wilson Araujo.

Na propriedade do produtor rural Leomar Cenci, no Distrito Federal, o plantio neste ano vai contar com maquinário moderno e um novo armazém de grãos. O investimento, cerca de R$ 2 milhões, veio do crédito rural. Sem ele, seria inviável ampliar os negócios, explicou.

“São raros, ou poucos, os produtores que conseguem conduzir a lavoura com recurso próprio. O investimento que se faz no plantio é muito alto. Tem o risco. Aliás, o produtor tem um certo subsídio no seguro agrícola que vem do governo e é extremamente importante”, enfatizou.

O programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária, a que Leomar teve acesso, foi um dos que mais cresceu nesta safra, 109%. Outros programas também tiveram crescimento, como o Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e Moderinfra (financiamento para o desenvolvimento da agropecuária irrigada sustentável). O crescimento corresponde a 55% e 45% respectivamente.

Para o diretor do Mapa, os programas inovam o setor. “A motivação e criação destes programas foi incorporar as tecnologias, portanto máquinas e equipamentos, no processo produtivo que, no médio prazo, resulte em um salto de produtividade. Ganhos expressivos de produtividade. O programa tem modernização de plantas de estruturas destinadas à criação de avicultura e suinocultura, por exemplo”, e acrescentou. “Também contempla agricultura de precisão e energias alternativas, energias limpas e estimula a conectividade no campo”, destacou.

O agronegócio brasileiro é uma potência mundial na produção de alimentos e também em tecnologias eficientes de produção. As inovações no campo têm ampliado a produção no setor sem aumentar a área produtiva através de máquinas modernas, sementes resistentes a pragas e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Preservação e financiamentos

Wilson Araújo explicou que todos os programas de investimentos disponíveis para os produtores rurais no Brasil não são indutores do desmatamento e previu que, com a economia estável, novas fontes de financiamento privado podem chegar ao mercado.

“Estamos com a economia relativamente estabilizada e com sinais de permanência deste nível de estabilização – seja de taxas de juros, índice de inflação e taxa de câmbio, que deverá se acomodar em algum momento. Portanto, diante deste ambiente de estabilidade econômica em patamares de taxas de juros bastante reduzidas, tem o ambiente para viabilizar fontes privadas de financiamentos, alternativas ao crédito rural subsidiado que o governo tem possibilitado. Gradativamente, estas fontes privadas, e estamos trabalhando para isto, alcancem cada vez mais participação no financiamento do setor agropecuário e agroindustrial”, disse.

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Ministério da Agricultura suspende venda de 33 marcas de azeite de oliva

Trinta e três marcas de azeites de oliva tiveram a comercialização suspensa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por terem sido adulteradas. Nesta etapa, foram identificados 59 lotes com irregularidades. A maior parte das fraudes foi feita com a mistura com óleo de soja e óleos de origem desconhecida. Houve redução na comparação com a ação divulgada em abril de 2018, quando a fraude envolveu 46 marcas.

As marcas que praticaram fraudes foram: Aldeia da Serra, Barcelona, Casa Medeiros, Casalberto, Conde de Torres, Dom Gamiero, Donana (premium), Flor de Espanha, Galo de Barcelos, Imperador, La Valenciana, Lisboa, Malaguenza, Olivaz, Oliveiras do Conde, Olivenza, One, Paschoeto, Porto Real, Porto Valencia, Pramesa, Quinta da Boa Vista, Rioliva, San Domingos, Serra das Oliveiras, Serra de Montejunto, Temperatta, Torezani (premium), Tradição, Tradição Brasileira, Três Pastores, Vale do Madero e Vale Fértil.

As fiscalizações que detectaram as 33 marcas irregulares são resultantes da Operação Isis, iniciada em 2016. No entanto essas marcas referem-se a coletas realizadas em 2017 e 2018. O processo é lento pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (podem apresentar dois recursos) e julgamentos desses recursos em duas instâncias administrativas. O nome da operação é uma referência à deusa do antigo Egito que detinha o conhecimento sobre a produção das oliveiras.

Segundo o Coordenador de Fiscalização de Produtos Vegetais do Mapa, Cid Rozo, praticamente não existe mais estoque no mercado desses lotes que foram reprovados, pois os remanescentes foram destruídos após o julgamento dos processos administrativos. No entanto, é possível que os consumidores encontrem ainda outros lotes das mesmas marcas. Embora os supermercados tenham sido alertados quanto às marcas que sistematicamente produzem azeite fraudado, muitos comerciantes ainda insistem em vender esse tipo de produto em razão do baixo preço.

Segundo Rozo, a tendência é de diminuição destas fraudes. “Passaremos a responsabilizar os estabelecimentos que comercializam os produtos fraudados”, diz. O coordenador alerta também que os comerciantes devem verificar a procedência do azeite antes de formarem os estoques que serão colocados à venda, verificando se não estão comprando lotes de marcas que cometeram as fraudes apuradas pelo Ministério. “Se os supermercados adquirirem e ofertarem os produtos com irregularidades, serão penalizados”, alerta.

O Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, explica que se for verificado algum indício de fraude durante a fiscalização nos estabelecimentos de distribuição, o Ministério já determina a suspensão da comercialização no varejo até que sejam realizados exames laboratoriais. Se confirmada a irregularidade, o comerciante, embalador, importador ou produtor podem ser autuados por comercializar produto irregular.

Usualmente, os fraudadores não têm endereço conhecido. Por isso, o Mapa passou a autuar os supermercados e com essa medida espera-se que seja reduzida a oferta de produtos fraudados. “Estava cômodo para os supermercados justificarem que compraram o produto de um distribuidor e por isso não tinham responsabilidade”, explica Caruso.

Modernização

Em 2020, a fiscalização vai se tornar ainda mais rigorosa, pois o Mapa estuda a utilização de aparelhos portáteis, que fazem análise preliminar bastante precisa, no momento da fiscalização, sem a necessidade de aguardar os resultados laboratoriais que em geral demoram mais de 30 dias entre a coleta e o recebimento do laudo.

“O uso desses equipamentos deverá  tornar a fiscalização mais ágil e eficiente, cumprindo com o principal objetivo da nossa atividade, que é assegurar a oferta de produtos seguros e conformes à sociedade”, diz Caruso.

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