O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, destacou a importância do Projeto Campo Futuro na geração de inteligência e previsibilidade de custos para os produtores rurais. A declaração ocorreu na abertura do evento “Benchmark Agro – Custos Agropecuários 2025”, que marcou o encerramento do ciclo da iniciativa.
O evento reuniu especialistas e lideranças do setor para debater a competitividade, desafios estratégicos e tendências globais do agro, como a colheita de grãos, biocombustíveis e gestão de custos.
Em um balanço do Campo Futuro em 2025, João Martins informou que o projeto alcançou mais de 1.500 produtores, realizando 147 levantamentos de custos de produção em 134 municípios, abrangendo 40 atividades agropecuárias em 21 Estados. “Números que mostram nosso esforço para entender as realidades regionais e apontar caminhos para maior eficiência técnica e financeira”, afirmou.
Safra, custos e pecuária
Ao analisar o cenário produtivo, João Martins apresentou perspectivas mistas: enquanto a safra de grãos 2024/2025 registrou uma produtividade recorde de 350,2 milhões de toneladas, favorecida por melhores condições climáticas, as primeiras estimativas para a safra 2025/2026 sinalizam um cenário de alerta para a soja, com uma redução projetada de 15% na margem bruta, principalmente devido ao aumento no preço dos insumos e a projeções climáticas menos favoráveis.
Em contrapartida, o mercado pecuário apresenta um panorama mais positivo, onde o aumento no abate de fêmeas, associado à forte demanda aquecida, tem sido suficiente para sustentar os preços da arroba do boi gordo, favorecendo, assim, os resultados econômicos dessa atividade.
O presidente da CNA enfatizou que o Sistema CNA/Senar concentra seus esforços em levar conhecimento, capacitação e gestão ao produtor, visando transformar produtividade em rentabilidade. Segundo ele, a evolução contínua do Campo Futuro, com análises detalhadas de custos e perspectivas de mercado, é uma ferramenta estratégica para o planejamento. “No mundo dinâmico e competitivo do agronegócio, prever cenários e tendências é crucial para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade no longo prazo”, concluiu Martins, reafirmando o compromisso da CNA com um setor mais preparado, inovador e resiliente.









