CR7+Arrozeira: New Holland é vencedora do Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2025

A New Holland, marca da CNH, foi eleita pelo júri da 36ª edição do Prêmio Gerdau Melhores da Terra como a vencedora na categoria “Novidade Expointer Agricultura de Escala”, com a colheitadeira CR7+Arrozeira. A máquina está sendo apresentada ao público pela primeira vez na Expointer deste ano, que ocorre até o próximo dia 7 de setembro em Esteio (RS).

A premiação reconhece os destaques do setor presentes no evento, entre fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas e empresas de software focadas no segmento agro. A escolha dos vencedores foi feita por uma comissão formada por professores e pesquisadores. “Estamos muito orgulhosos dessa premiação. A New Holland, que está comemorando 50 anos de Brasil em 2025, segue como uma marca inovadora, buscando ampliar o seu portfólio com soluções completas para todos os perfis de clientes, do pequeno ao grande. Essa vitória no Prêmio Gerdau mostra que estamos no caminho certo, desenvolvendo produtos que fazem a diferença no dia a dia do agricultor, reduzindo custos e aumentando a produtividade”, afirma Márcio Contreras, diretor de Marketing Comercial da New Holland para a América Latina.

Nova linha CR

A nova CR7+Arrozeira, que possui uma configuração especial para a colheita do cereal, mas que também pode colher outros grãos, como soja e milho, integra a renovada linha de colheitadeiras CR, da New Holland. Com um novo design, o Natural Flow, que traz ondulações nas laterais das máquinas, a linha CR é representada ainda pelos modelos CR6, CR7, CR7+, CR8, CR9, CR10 e CR11.

O que chama atenção nessas máquinas é o sistema de automação IntelliSense, que agora é opcional para mais modelos desta família, com exceção da CR5.85. Os modelos CR9, CR10 e CR11 já vêm com o sistema embarcado de fábrica.

As novidades da nova geração do IntelliSense são muitas, com mais culturas suportadas, entre elas arroz (CR7+Arrozeira), feijão, aveia e sorgo, além das outras já suportadas, tais como soja, milho, trigo, cevada e canola.

O IntelliSense da CR ajusta automaticamente a máquina para garantir máxima performance, mínimas perdas e alta qualidade de grãos. A inteligência artificial busca a melhor configuração para cada momento da colheita e a cada 20 segundos ou antes, faz os ajustes se necessário.

O funcionamento é com base na câmera de grãos (GrainCam) que tira várias fotos por segundo para verificar grãos quebrados ou grãos sujos, além de reunir outras informações instantâneas dos demais sensores como, por exemplo, o sensor de pressão (patenteado) da peneira para medir a quantidade de material sobre ela, além de todos os outros sensores conhecidos como os de perdas (peneira e rotores), retrilha, rotações, posições ou carga dos sistemas. Todos esses sensores permitem mais leituras e trazem mais velocidade e precisão nos ajustes inteligentes.

Nova CR7+Arrozeira, da New Holland, que também colhe grãos como soja e milho, além do arroz (Foto: Divulgação / New Holland)

Conforme a condição da lavoura muda, a automação da máquina seleciona a melhor configuração entre 280 milhões de possibilidades, além de ter a predição de solo para deixar a automação ainda mais veloz usando a passada anterior como referência, memorizando as configurações do sistema de limpeza feitos em cada ponto do talhão para, desta forma, prever os ajustes da colheita ao passar do lado onde já colheu ou então na próxima colheita, pois as informações são armazenadas por um ano.

IntelliCruise

Outro destaque das novas CRs é o IntelliCruise, sistema que controla automaticamente a velocidade da máquina para que opere sempre na capacidade máxima e com a melhor alimentação. Ele acelera ou reduz a velocidade da colheitadeira conforme a variação de produtividade da lavoura, sem necessidade de interferência manual, apenas analisando a quantidade de material que entra na máquina em tempo real.

Com o IntelliSense e o IntelliCruise, a nova CR pode mudar automaticamente a velocidade de deslocamento, do ventilador e dos rotores, e mudar o fluxo do início ao fim dos rotores com ajustes automáticos das aletas, e pode ainda abrir ou fechar todas as peneiras (pré-peneira, superior e inferior. É automação inteligente e assertiva em tempo real, garantindo máxima performance, baixos índices de perdas e uma excelente qualidade de grão, além de oferecer mais autonomia na tomada de decisão, de acordo com o que for melhor para a colheita.

A conectividade incluída também é padrão na linha CR, garantindo que as máquinas suportem todos os recursos de conectividade. Os clientes poderão transferir dados, usar o suporte remoto, processar dados agronômicos e se conectar ao FieldOps, o aplicativo de gestão agrícola da New Holland, sem nenhum custo recorrente para eles.

Novas plataformas para arroz

Outras novidades que a New Holland apresenta na Expointer 2025 são as plataformas para arroz da linha 7300, que tem os modelos 7320 Rice, de 20 pés (para colheitadeiras modelo TC4.90 e TX4.90), e 7325 Rice, 25 pés (para colheitadeiras TX5.90, CR7.90 e CR7+Arrozeira). Entre as melhorias estão: novo chassi, molinetes reforçados, barra de corte otimizada para áreas irrigadas, piso em aço inoxidável sob o sem-fim e novos dedos de aço para levantar colheita acamada.

Com design renovado e aprimoramentos mecânicos de ponta, a linha 7300 reforça o compromisso da New Holland em entregar soluções que acompanham a evolução da agricultura, oferecendo equipamentos mais robustos, eficientes e adaptados às necessidades específicas do produtor de arroz.

O poder do 5G: como a conectividade avançada está revolucionando a IoT, a IA e a robótica

A conectividade 5G é fundamental no contexto atual de IoT, IA e robótica, oferecendo várias vantagens essenciais para o desenvolvimento dessas tecnologias. Com sua velocidade de transmissão até 100 vezes mais rápida que o 4G, o 5G permite a comunicação em tempo real entre dispositivos IoT, crucial para aplicações que exigem respostas rápidas, como veículos autônomos e sistemas de saúde.

Além disso, a latência do 5G é reduzida para cerca de 1 milissegundo, praticamente eliminando o atraso na comunicação, o que é vital para aplicações críticas que exigem precisão e sincronização, como cirurgias robóticas e controle industrial. O 5G também suporta uma densidade muito maior de dispositivos conectados por unidade de área, tornando-o ideal para ambientes com alta densidade de dispositivos IoT, como cidades inteligentes e fábricas automatizadas.

Outra vantagem importante do 5G é sua eficiência energética, projetada para ser mais eficiente em termos de consumo de energia, prolongando a vida útil das baterias dos dispositivos conectados e tornando viável a operação de sensores em locais remotos por longos períodos. Além disso, a arquitetura do 5G inclui avanços significativos em criptografia e autenticação, proporcionando uma camada adicional de proteção contra ataques cibernéticos.

Essas características tornam o 5G essencial para diversas aplicações, incluindo cidades inteligentes, com gerenciamento de tráfego em tempo real, iluminação pública inteligente, monitoramento ambiental e serviços de segurança mais eficazes.

Saúde – Na saúde conectada, o 5G permite monitoramento remoto de pacientes, diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados.

Agricultura – Na agricultura inteligente, o 5G possibilita monitoramento do solo, condições climáticas, saúde das plantações e consumo de água, permitindo decisões informadas e aumento da produtividade.

Indústria – No contexto da Indústria 4.0, o 5G permite automação e digitalização da manufatura, com máquinas e sistemas se comunicando e operando de forma autônoma. Além disso, o 5G melhora a segurança nas estradas e otimiza o fluxo de tráfego com comunicação em tempo real entre veículos e infraestrutura. Na robótica, o 5G permite a comunicação em tempo real entre robôs e sistemas de controle, tornando possível a realização de tarefas complexas e precisas em diversas indústrias.

Com o 5G, estamos entrando em uma nova era de conectividade avançada, que está revolucionando a forma como vivemos e trabalhamos. É emocionante pensar no que o futuro reserva com essa tecnologia em constante evolução.

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Prêmio Inova 2025: software que analisa a fertilidade do solo é um dos vencedores

Quatro projetos de institutos federais de educação do Brasil foram premiados durante o Painel Telebrasil, principal evento de telecomunicações do país. Eles receberam o Prêmio Inova, promovido pela Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação e pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com o apoio da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), entidade que congrega operadores e fornecedores de bens e serviços do setor de telecomunicações.
 
Os projetos revelam a importância da conectividade e dos institutos federais de educação para o desenvolvimento da inovação e pesquisa. Em Pernambuco, um dispositivo auxilia pessoas cegas a se deslocarem com segurança; em Mato Grosso, um software capaz de analisar a fertilidade do solo está revolucionando a vida de agricultores em assentamentos rurais; em São Paulo, TV boxes que seriam descartadas foram transformadas em um sistema de combate à evasão escolar; e no Rio de Janeiro, um software promete acelerar a análise de notas de empenho no Tribunal de Contas do Estado.
 
Os projetos foram selecionados entre mais de 40 propostas inscritas, todas de institutos federais de educação. “O Prêmio Inova é uma demonstração de como a inovação e a conectividade podem transformar realidades em todo o Brasil. Esses projetos mostram o impacto que a pesquisa aplicada pode ter na vida das pessoas — seja promovendo inclusão, aumentando a produtividade no campo, combatendo a evasão escolar ou modernizando a gestão pública”, comenta Marcos Ferrari, presidente-executivo da Telebrasil e da Conexis Brasil Digital, entidade que organiza o Painel Telebrasil.
 
Conheça os projetos premiados: 

SolIF – Pesquisadores e graduandos do campus de Juína do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) desenvolveram um software capaz de analisar a fertilidade do solo e fornecer orientações para o correto manejo da terra e aumento da produtividade. Chamado SolIF, o software analisa amostras de solo e gera relatórios automatizados com todas as informações necessárias para o desenvolvimento de culturas. De acordo com o Ministério da Educação, a ferramenta atende 696 famílias de assentamentos rurais por meio do programa Solo Vivo, do Ministério da Agricultura e Pecuária, promovendo o uso racional de insumos, a valorização da assistência técnica e a democratização do conhecimento científico.
 

Alunos do IFMT apresentam o SolIF durante o Painel Telebrasil 2025 (Foto: Jayme Vasconcellos / Vasconcellos & Associados)

NEMESIS – Uma equipe de professores e alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) desenvolveu um software de busca semântica que automatiza a análise de notas de empenho pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, aumentando a capacidade de fiscalização e promovendo a transparência e a eficiência no uso dos recursos públicos. Atualmente, as notas de empenho são analisadas manualmente ou por amostragem. O software, chamado NEMESIS, identifica padrões, compara preços e condições de aquisição. O projeto envolveu dois professores e oito alunos de graduação e pós-graduação e está em fase de desenvolvimento e validação.
 
TVs boxes – Com o objetivo de combater a evasão escolar, um professor e um grupo de alunos do campus Salto do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) desenvolveram uma ferramenta para monitorar a frequência dos estudantes utilizando biometria. Eles transformaram TVs boxes que seriam descartadas pela Receita Federal em um sistema pelo qual cada aluno registra sua entrada no sensor. Esse módulo é integrado ao Sistema Unificado da Administração Pública do Instituto, que centraliza todos os processos administrativos da faculdade. A inspiração do projeto foram duas auditorias do Tribunal de Contas da União na rede federal de ensino, que apontaram a falta de dados confiáveis sobre a presença de estudantes e uma evasão de 41% nos cursos técnicos e 51% nos cursos de graduação em 2022.

Synesthesia Vision (prêmio especial de acessibilidade)

Um grupo de cinco professores e 25 alunos do campus Recife do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) criou um dispositivo acoplável a óculos para ser usado de maneira complementar à bengala, auxiliando pessoas com deficiência visual a se deslocarem de forma segura. O projeto deu origem à startup Synesthesia Vision e, após dez anos de pesquisa, o dispositivo está pronto para ser comercializado. Utilizando sensores infravermelhos e ultrassônicos, ele é capaz de detectar obstáculos e emitir sinais sonoros e vibrações que orientam o caminho.
 
Painel Telebrasil 2025

Com a presença de CEOs de grandes empresas, autoridades e lideranças empresariais, o Painel Telebrasil acontece até amanhã (03/09), em Brasília. Na pauta de discussão estão temas como Inteligência Artificial, inclusão digital, 5G e expansão da conectividade. O encontro, que acontece anualmente, debate também temas como o papel das instituições na era digital, tecnologias para a transformação econômica e social, conectividade e sustentabilidade.

Cobertura de 5G no Brasil já supera meta prevista para 2027

O Brasil está acelerando a transformação digital. A cobertura do 5G já atinge 63,61% do país, ultrapassando a meta de 57,67% estabelecida pela Anatel para 2027, mais de três anos antes do previsto. Os dados constam em relatório trimestral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações.

“A expansão do 5G representa mais do que avanço tecnológico: é inclusão, desenvolvimento e oportunidade. Nosso compromisso é garantir que essa transformação chegue a todos”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Entre as ações decisivas, está a liberação antecipada da faixa de 3,5 GHz, realizada 14 meses antes do prazo previsto, que permitiu que os 5.570 municípios brasileiros ficassem aptos a receber o 5G standalone. Isso possibilitou às operadoras iniciar a implementação de acordo com seus cronogramas. O ministro adiantou que o governo busca acelerar ainda mais. “Hoje existe um cronograma até 2050, mas estamos em diálogo com as operadoras para antecipar esse prazo”, afirmou.

Outro impulso vem do apoio financeiro oferecido pelo MCom, com linhas de crédito do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para ampliar a infraestrutura necessária ao 5G.

O relatório da Anatel também apontou aumento no percentual de usuários de internet, que passou de 81,34% para 84,46%. A meta para 2027 é chegar a 95%. A satisfação do usuário de banda larga fixa também cresceu, passando de 6,9 para 7,4.

Pátio de antenas da Empresa Brasil de Comunicação (Foto: Jayme Vasconcellos / Vasconcellos & Associados)

Setor de telecom investe R$ 16,5 bilhões no primeiro semestre de 2025

O setor de telecomunicações investiu R$ 16,5 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo dados divulgados pela Conexis Brasil Digital, entidade que representa as maiores operadoras de telecomunicações do país. O montante representa um aumento nominal de 4,8% em relação ao mesmo período de 2024.

O presidente-executivo da Conexis, Marcos Ferrari, destaca que telecom é o segundo setor de infraestrutura que mais investe no país com recursos privados. “Os dados mostram que o setor tem mantido os altos investimentos e, após uma estabilidade em 2024, voltamos a aumentar os investimentos em 2025”, afirmou.
 
Os resultados desses aportes podem ser comprovados no crescimento do acesso aos serviços de conectividade, com destaque para o 5G. No primeiro semestre de 2025 a nova tecnologia chegou em 256 novos municípios, alcançando 1.068 cidades atendidas. Nos seis primeiros meses do ano, o número de antenas 5G passou de 37.639 para 47.016, um aumento de 25%.

O usuário tem respondido à oferta da nova tecnologia. Nos seis primeiros meses do ano o número de acessos 5G passou de 40 milhões para 48,9 milhões, são 1,5 milhão de novos usuários de 5G por mês, o que equivale a 50 mil novas ativações por dia.

Receita

A receita bruta alcançou R$ 161,5 bilhões no primeiro semestre de 2025. O valor representa um crescimento nominal de 4,9% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação real, descontados os efeitos da inflação, a receita ficou estável, mantendo a média do primeiro semestre dos últimos cinco anos.

Painel Telebrasil 2025

Os investimentos para o avanço do 5G e outros temas ligados ao setor de telecomunicações, como Inteligência Artificial, inclusão digital e sustentabilidade, estão na pauta de discussões do Painel Telebrasil 2025, que acontece hoje e amanhã, em Brasília. O encontro reúne, além de autoridades, CEOs das maiores operadoras do país e de grandes empresas de tecnologia e inovação. 

Cerimônia de abertura do Painel Telebrasil 2025 (Foto: Jayme Vasconcellos / Vasconcellos & Associados)


 

Imposto Territorial Rural 2025: prazo para entrega termina em 30 de setembro

Produtores rurais de todo o Brasil devem enviar a Declaração de Imposto Territorial Rural (ITR) 2025 até o dia 30 de setembro. A Receita Federal trouxe algumas novidades para este ano que tornam o preenchimento correto ainda mais relevante, especialmente para aqueles que adquiriram imóveis rurais recentemente. O ITR é obrigatório para todos que possuem propriedade ou posse de imóveis rurais, independentemente do tamanho da propriedade e serve não apenas para cálculo de tributos, mas também como documento de referência para futuras operações, incluindo venda de imóveis e apuração de ganho de capital.

Entre as mudanças, destaca-se a possibilidade de envio digital da declaração diretamente pelo site da Receita Federal, permitindo maior praticidade e rapidez para produtores e empresas. Para pessoas jurídicas proprietárias de imóveis rurais, o envio exige certificado digital, garantindo maior segurança e autenticidade no processo. Outra questão que merece atenção é o valor da terra nua, que deve ser lançado conforme a tabela de cada prefeitura, que define três faixas de valores. A Receita Federal fiscaliza esses valores em parceria com os municípios e erros ou divergências podem gerar multas e ajustes futuros.

Para imóveis que já possuem registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR), as áreas de reserva legal são automaticamente consideradas, o que dispensa o lançamento do recibo do ADA, o Ato Declaratório Ambiental. Essa atualização simplifica o preenchimento e reduz a burocracia para quem já cumpre a obrigatoriedade do CAR. Além disso, o ITR continua dividido em duas seções principais: a primeira é o cadastro do imóvel, com informações sobre endereço, área, registro e proprietário, e a segunda é o cálculo do imposto, que engloba os valores de tributo a pagar, aplicação de deduções e eventuais compensações. “O preenchimento correto evita problemas futuros e garante o aproveitamento de benefícios fiscais”, afirma Viviane Morales, advogada e diretora administrativa da Lastro  Agronegócios, empresa especializada em consultoria tributária. Ela reforça que uma atenção especial deve ser dada aos dados cadastrais do imóvel, à classificação das áreas e aos valores lançados, pois inconsistências podem gerar questionamentos da Receita Federal.

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Um ponto estratégico do ITR diz respeito à utilização do valor declarado para fins de ganho de capital em futuras vendas de imóveis rurais. Produtores que adquiriram imóveis em 2025 e realizarem a declaração corretamente poderão utilizar o valor informado como base de cálculo, evitando tributação elevada no momento da venda. Essa prática é fundamental para o planejamento tributário de quem mantém propriedades por longos períodos. Além disso, o ITR permite que produtores rurais aproveitem outros benefícios, como descontos e deduções vinculadas a áreas de preservação e reserva legal, caso estejam devidamente cadastradas no CAR e facilita o acesso a programas governamentais de incentivo à agricultura sustentável. “Para quem comprou imóvel este ano, o ITR é uma ferramenta essencial de planejamento tributário e gestão de patrimônio”, acrescenta Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro.

A recomendação para produtores é não deixar a entrega para os últimos dias, garantindo tempo suficiente para revisar informações, conferir documentos e evitar erros que possam gerar multas ou questionamentos futuros. Produtores podem acessar o site da Receita Federal para enviar a declaração, consultar formulários, verificar orientações detalhadas e acompanhar mudanças específicas para o ano de 2025.

Manejo eficiente no embarque e transporte contribui para a qualidade da carne

O embarque de animais para o transporte até o frigorífico exige planejamento cuidadoso para que a qualidade da carne não seja comprometida. Ambiente tranquilo, equipe treinada, veículo adequado e condução correta são fatores que contribuem tanto para um produto final de melhor padrão quanto para a manutenção da rentabilidade da fazenda.

A Instrução Normativa n°56/2008, do Ministério da Agricultura e Pecuária, estabelece que o bem-estar dos animais de produção deve ser preservado em todas as etapas da vida. No transporte, isso significa reduzir o estresse e evitar contusões ou sofrimentos desnecessários.

“O manejo inadequado no embarque pode impactar negativamente a carne. O estresse, por exemplo, reduz o glicogênio muscular, altera o rigor mortis e resulta em cortes mais escuros, duros e secos”, explica o zootecnista e diretor técnico comercial da Connan, Bruno Marson.

A preparação começa dias antes do carregamento. Nesse período, recomenda-se que os animais sejam mantidos tranquilos, acostumando-se ao contato humano e à movimentação. Dessa forma, no dia do embarque, entram espontaneamente no caminhão, sem necessidade de força, correria ou gritos — situações que aumentam o risco de hematomas, escoriações e acidentes. Estudos mostram que lesões sofridas até dez dias antes do abate ainda estarão presentes na carcaça, exigindo cortes e reduzindo o aproveitamento.

Foto: Divulgação / Connan

Entre as boas práticas, estão a condução calma, o uso de tábuas adequadas, rampas com no máximo 20° de inclinação e piso antiderrapante, fatores que reduzem quedas e machucados. “O ideal é evitar longas caminhadas até o ponto de embarque, já que isso pode esgotar as reservas de glicogênio e prejudicar a carne. O bem-estar deve ser mantido do início ao fim do processo”, reforça Marson.

Outro ponto é a organização dos lotes. Misturar animais de diferentes grupos pode estimular brigas e aumentar o estresse. Quando inevitável, recomenda-se reunir os animais pelo menos uma semana antes em áreas amplas, para que se adaptem e reduzam interações agressivas.

Reflexos no produto final

Segundo Marson, os cuidados no embarque favorecem a qualidade da carne, melhorando atributos como cor, textura e suculência. Além disso, evitam perdas por contusões e carcaças descartadas, assegurando maior rentabilidade ao produtor.

“Além dos benefícios econômicos e para os animais, o manejo adequado atende às exigências dos consumidores, que estão cada vez mais atentos ao bem-estar animal e à qualidade dos alimentos que chegam à mesa”, conclui.

Brasil e China terão nova rota marítima comercial

com informações da Agência Brasil

Brasil e China terão, a partir deste sábado (30/08), uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28/08) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong ‑ Hong Kong ‑ Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do comércio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro-Oeste brasileiro. “As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.

A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país. “Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.

O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.

Brasil avalia Lei da Reciprocidade contra tarifas dos EUA

O governo brasileiro autorizou o Ministério das Relações Exteriores a iniciar o processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A medida seria uma resposta à decisão do governo de Donald Trump de impor tarifas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor em 6 de agosto.

O Itamaraty encaminhou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) o pedido de análise, que deve durar 30 dias.

Em viagem ao México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB) comentou o assunto e disse esperar que o diálogo possa resolver os impasses. “O que espero é que isso ajude a acelerar o diálogo e a negociação. O presidente Lula tem nos orientado, primeiro: soberania nacional, o País não abre mão da sua soberania. Num Estado democrático os poderes são separados, Executivo, Legislativo e Judiciário e, de outro lado, o diálogo e negociação. Essa é a disposição do Brasil e espero que isso até possa ajudar que a gente acelere o diálogo e a negociação”, afirmou Alckmin.

Lei da Reciprocidade

A legislação estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

Planilha calcula custo de produção e tratamento da madeira na propriedade rural

A madeira tratada pode ter inúmeros usos no estabelecimento rural e, pensando nisso, a Embrapa Pecuária Sul (RS) e a Universidade Federal de Pelotas) disponibilizam ao produtor uma planilha exclusiva para o cálculo do custo de produção e do tratamento dessa matéria-prima. O objetivo é aprimorar o planejamento e a gestão do recurso nas propriedades.

A planilha auxilia no cálculo do volume de madeira a ser tratada, na obtenção da quantidade de insumos necessários, na inclusão de todos os custos envolvidos no tratamento e na obtenção do seu custo por peça tratada. Caso o produtor tenha um plantio florestal na propriedade, a tecnologia também calcula o custo de produção com a opção de adicioná-lo ao custo envolvido no tratamento da madeira.

Um dos tratamentos recomendados pela Embrapa é o de substituição de seiva, considerado um procedimento simples para ser feito pelo produtor (veja Comunicado Técnico). Para isso, é preciso dimensionar o volume da madeira a ser tratada e a quantidade de água e de produtos hidrossolúveis usados no processo. Com a tecnologia, é possível fazer os cálculos automaticamente. “A planilha é um facilitador para o produtor rural calcular a quantidade de produto hidrossolúvel que será usado na sua solução preservativa. Em vez de estar fazendo uma série de cálculos, ele só vai inserir algumas informações na planilha e já vai ter automaticamente os resultados”, destaca o professor da UFPel e um dos responsáveis pela planilha, Leonardo Oliveira.

Conforme o pesquisador da Embrapa Hélio Tonini, também da equipe que desenvolveu a ferramenta, fazer esse tipo de tratamento na propriedade pode ser vantajoso, principalmente para produtores detentores de pequenas áreas florestais em monocultivos ou sistemas silvipastoris que necessitam de madeira tratada para a manutenção de cercas e demais construções rurais, reduzindo os custos com a compra de madeira e o frete até a propriedade.

Foto: Chaabani Mohamed Dhia / Pexels.com

Tonini conta que, décadas atrás, as tramas, mourões, palanques, postes etc. utilizados nas cercas das propriedades eram provenientes de espécies nativas, geralmente disponíveis no local, como o angico vermelho e a guajuvira, consideradas de alta durabilidade natural. “A durabilidade era um fator determinante para a escolha do material utilizado, já que essas peças de madeira têm contato direto com o solo e são expostas às intempéries e a ação de fungos e insetos”, lembra o pesquisador. “Com a escassez de madeiras nativas de alta durabilidade natural, passou-se a confeccionar essas peças a partir da madeira de eucalipto, normalmente de plantios mais jovens e mais suscetíveis à degradação por agentes decompositores e que necessitam de tratamento com substâncias químicas, capazes de protegê-la da biodegradação e de prolongar sua vida útil”, explica.

Com o tratamento, a madeira tem durabilidade, no mínimo, cinco vezes maior. “Por exemplo, se nós colocarmos em contato com o solo, uma cerca com madeira de eucalipto sem nenhum tratamento vai durar de dois a três anos, no máximo, e vai se degradar. Entretanto, se fizermos o tratamento dessa peça, ela vai durar 15 anos ou mais. Portanto, a gente prolonga o uso e estende a vida útil desse material, e o produtor vai ter madeira com maior durabilidade dentro da sua propriedade” explica.