Missão de Cuba está no Brasil para inspecionar frigoríficos de carne de aves e suínos

Uma missão Veterinária de Cuba está fazendo inspeções sanitárias em frigoríficos de carnes de aves e suínos no Brasil. Eles irão percorrer dez estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e Bahia. São dez auditores, divididos em cinco grupos.

Os técnicos cubanos devem renovar a habilitação e autorizar novas plantas frigoríficas. Os veterinários ficam no país até o dia 18 de novembro. As informações são do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na próxima segunda-feira (24/10), está prevista a chegada de técnicos da República Dominicana para avaliar abatedouros de carne de frango in natura. Segundo o auditor fiscal federal agropecuário da Divisão de Auditoria Internacional do Mapa, Lucio Aki Kikuchi, esta poderá ser a primeira vez que o Brasil venderá o produto ao país. A visita se estende até o dia 1º de novembro.

Entre 21 de novembro e 2 de dezembro, será a vez da Bolívia fazer inspeções no Brasil em estabelecimentos de carnes bovina, suína e de aves. Não deverá haver a habilitação de novos abatedouros, apenas a renovação dos que já exportam. As unidades ficam em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Até o fim deste ano, estão previstas missões da Coreia do Sul (carne suína em Santa Catarina, a partir de 16 de novembro), Peru (carnes bovina e de aves) e México (farinhas de aves e pescado). Os roteiros ainda serão definidos.

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Curtas

  • O preço da tonelada de cana-de-açúcar aumentou 35% em São Paulo, devido à quebra de até 10% na safra. A recuperação vem após 3 anos de preço baixo.
  • Após 7 meses consecutivos de alta, o preço do litro do leite ao produtor caiu 3,2% em setembro, fechando o mês a R$ 1,5257. Os dados são do Indicador Cepea.
  • A soja e o milho foram as lavouras que mais impulsionaram a agricultura em 2015. No ano passado, a área plantada com lavouras temporárias e permanentes foi de 76,8 milhões de hectares, um aumento de 567 mil hectares em relação ao ano de 2014. As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • De acordo com o IBGE, a produção de tilápia aumentou 9,7% em 2015, chegando a 219 mil toneladas. O peixe é o mais criado e corresponde a 45,4% de toda a produção da psicultura nacional.
  • A exportação de carne de frango cresceu 5,7% em setembro, atingindo 387,5 mil toneladas. Os números se referem a carne in natura e processada. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Brasil deve colher entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas para Safra 2016/2017

A estimativa da produção de grãos para a safra 2016/17 poderá ficar entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º levantamento da safra para este período, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com isso, o crescimento poderá ser de até 15,3% em relação à safra anterior 2015/2016, que foi de 186,4 milhões.

O arroz apresenta retomada nas áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Com relação ao feijão primeira safra, o forte incremento de área poderá refletir numa produção de 11,9 a 18,7% superior à safra passada. Já o milho, também primeira safra, deverá ter produção superior à anterior, após três anos consecutivos de queda. A projeção para a soja é de crescimento de até 6,7 a 9% na produção, podendo atingir de 101,8 a 104 milhões de toneladas. O amendoim deve ter uma produção de 408,8 a 421 mil toneladas, incrementada pelo ganho de área e produtividade. O levantamento também indica um aumento na produção de algodão.

Safra de inverno 2016 – No caso da safra de inverno 2016, o grande destaque é para o trigo, cuja produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada, mesmo tendo sofrido redução de área. A aveia e o centeio apresentam um aumento significativo de área e produtividade. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será superior a 26,1% em relação à safra anterior devido à recuperação da produtividade. Finalmente, a canola e o triticale também apontam um aumento de área e produtividade, o que resulta em um aumento de 39,7 e 14,1% em relação à safra passada, respectivamente.

Área – A área plantada está prevista se situar entre 58,5 e 59,7 milhões de hectares. O crescimento previsto poderá ser de até 2,3% se comparada com a safra 2015/16, que teve 58,3 milhões de hectares. Com exceção do algodão, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

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Limite de cobertura do Seguro da Agricultura Familiar é ampliado

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a elevação do limite de cobertura do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que opera no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) – o Proagro Mais.  Para lavouras permanentes e olerícolas (como café, verduras, legumes e fruticultura), o valor da Receita Líquida Segurável (RLS) passa de R$ 20 mil para R$ 40 mil. Já para as demais culturas, o limite passa de R$ 20 mil para R$ 22 mil. A medida vale a partir de 1° de janeiro de 2017.

A decisão atende uma solicitação da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). O SEAF é destinado aos agricultores familiares que acessam o financiamento de custeio agrícola do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). O objetivo é oferecer proteção contra eventos climáticos que geram perdas e prejuízos no campo, para que o agricultor possa desenvolver sua lavoura com segurança.

“A elevação do limite atende uma antiga reivindicação dos agricultores familiares e entidades representativas. O SEAF é uma importante política pública do Governo Federal que chega ao rural brasileiro com o objetivo de mitigar prejuízos que os efeitos climáticos causam na renda dos agricultores. A agricultura familiar tem um papel social e econômico muito importante e necessita de cobertura”, destaca o secretário especial da Sead, José Ricardo Ramos Roseno.

seg_rural_coberturas_quais_as_coberturas_istock_000014666228xsmallDe acordo com o diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Sead, José Carlos Zukowski, a medida tem caráter técnico e visa proporcionar cobertura adequada para as lavouras. “A alteração possibilita que o seguro efetivamente cumpra seus objetivos de proteção contra perdas climáticas. Dentre os diversos prejuízos causados pelo limite anterior, podemos destacar ocorrências no estado do Espírito Santo que vem sofrendo com fortes estiagens. A região possui uma atividade rural em grande parte relacionada a lavouras permanentes e olerícolas e o valor assegurado era muito baixo. Também houve ocorrências similares em Minas Gerais, na uva no Sul e em diversas lavouras em todo o país”, explica.

Com o antigo limite de R$ 20 mil para a RLS, em muitos casos o percentual segurado era baixo e o valor correspondia a menos de 60% da receita esperada da lavoura.  “A lavoura tinha perdas, mas o seguro reembolsava um baixo valor. Em um caso onde o percentual segurado é de 52%, se o agricultor tivesse 48% de perda não receberia nenhuma indenização do Seguro”, ressalta Zukowski.

SEAF 2015/2016

Aproximadamente 12 mil agricultores já foram amparados pelo Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) devido às perdas que tiveram na lavoura no período 2015/2016. Ao todo, R$ 237 milhões já foram pagos pelo seguro a esses agricultores. Outros 15 mil laudos de perdas estão em fase de análise e se, comprovado o prejuízo, esses agricultores também devem receber o seguro até o fim do ano.  Ao todo, mais de 340 mil agricultores estão assegurados na safra 2015/2016. O valor total segurando nessa safra é de R$ 9,4 bilhões.

Como funciona o SEAF

A adesão ao SEAF é feita no financiamento de custeio agrícola do Pronaf. É formalizada após o pagamento de uma taxa sobre o valor segurado, a qual corresponde a uma parte do prêmio de seguro – a outra parte é coberta pelo Governo Federal. O Seguro oferece uma cobertura padrão e uma cobertura adicional. Ambas cobrem a renda da lavoura segurada.

A cobertura adicional foi criada para auxiliar no pagamento de prestações de operações do Pronaf Investimento e do Crédito Fundiário, visando apoiar o agricultor familiar na realização de investimentos para modernização e aumento da produção de alimentos.

O SEAF cobre eventos climáticos adversos como chuva excessiva, seca, geada, granizo, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, ventos frios e doença ou praga sem método difundido de combate, controle ou profilaxia, técnica e economicamente exequível.

Ocorrendo algum desses eventos, ao ponto de comprometer mais de 30% da receita bruta esperada no empreendimento agrícola, o agricultor familiar poderá solicitar a cobertura do seguro, efetuando a Comunicação de Ocorrência de Perdas (COP) junto ao agente financeiro. O agricultor deve aguardar a visita do técnico que efetuará a vistoria de comprovação de perdas.  Somente após a liberação da área, poderá ser iniciada a colheita.

Empresa indiana vai investir R$ 1 bilhão no Brasil

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) assinou um acordo nesta quinta-feira (22/09), com a empresa indiana UPL para a instalação de uma fábrica de agroquímicos no Brasil. O investimento previsto para a construção da unidade é de R$ 1 bilhão. O local ainda será definido. “Um investimento como esse vai trazer mais renda e empregos para o nosso país”, afirmou o ministro.

A UPL é uma das maiores empresas do mundo no segmento de agroquímicos com 28 fábricas e cinco centros de pesquisa. Uma das unidades já funciona em Ituverava, São Paulo. Produz defensivos agrícolas para produtos como soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e arroz.

Na viagem à Índia, Blairo Maggi também se reuniu com o ministro do Petróleo, Dharmedra Pradhan. Eles conversaram sobre etanol. “Os indianos querem conhecer mais a tecnologia brasileira de produção e distribuição do produto”, disse Blairo.

A Índia é o sétimo país visitado pelo ministro da Agricultura este mês. Em sua missão oficial à Ásia, ele já passou pela China, Coreia do Sul, Tailândia, Myanmar, Vietnã e Malásia.

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Conab divulga perspectivas para a agropecuária em 2017

O setor agropecuário brasileiro deve seguir em alta na próxima safra. A projeção é do estudo “Perspectivas para a Agropecuária, safra 2016/2017”, realizado por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa aponta que, apesar do arrefecimento da economia, a atividade seguiu em trajetória distinta à queda do PIB e subiu 1,8% em 2015 (clique aqui para fazer download do documento).

A análise completa foi realizada para produtos como algodão, arroz, carnes, lácteos, milho, soja e sorgo. No caso do milho e da soja, por exemplo, o cenário atual mostra que os preços elevados tendem a incentivar a produção dos cereais. O cultivo do feijão deve ser  incrementado pelo preço recebido pelos produtores – que em termos reais foi um dos maiores da história – e beneficiado pelo clima. A previsão dos meteorologistas é de que o próximo ano será regido pelo fenômeno La Niña, que deverá contribuir para a redução dos riscos de excesso de chuvas durante as colheitas.

De acordo com a Superintendência de Gestão da Oferta da Conab, responsável pelo estudo, o objetivo do trabalho é oferecer ao setor produtivo um panorama do que esperar para a safra seguinte, em termos de mercado, e auxiliar o produtor na decisão sobre o que plantar e em qual proporção.

As perspectivas, feitas anualmente, são elaboradas a partir de ferramentas estatísticas, observando aspectos econômicos, tecnológicos e produtivos, além dos cenários interno e externo, preços e condições da oferta e demanda. Nesta edição, o estudo aponta para uma tendência de mercado favorável para os produtos, com rentabilidade positiva e recuperação de margens, o que poderá contribuir para a recuperação da produção brasileira de grãos.

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CMN aprova renegociação das dívidas de produtores de soja afetados pela seca

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quarta-feira (14/09), em reunião extraordinária, a renegociação de dívidas rurais de produtores de soja em municípios dos estados do Espírito Santo, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins, e da região Centro Oeste.

Veja a íntegra da medida:

Em função das adversidades climáticas ocorridas em municípios dos estados Espírito Santo, Bahia, Piauí, Maranhão, e Tocantins, e da região Centro-Oeste que provocaram consideráveis danos em muitas lavouras, o CMN autorizou a prorrogação de operações de crédito rural de custeio com vencimento em 2016, e parcelas vencidas ou vincendas em 2016, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do CMN, das operações de:

  1. a)      custeio e investimento em municípios abrangidos pelo Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba (Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins) e do estado do Espírito Santo;

  1. b)      investimento, em municípios da região Centro-Oeste;

O prazo de reembolso será em até 5 anos, para custeio, e em até 1 ano após o vencimento final do contrato de financiamento para custeio prorrogado e investimento;

A renegociação se aplica às operações de crédito rural contratadas nos municípios onde tenha sido decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência de seca ou estiagem a partir de 01.01.2015 no estado do Espírito Santo e a partir de 01.10.2015 nos demais estados, com reconhecimento pelo Ministério da Integração Nacional, e poderá ser formalizada até 31.12.2016.

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IBGE registra queda no preço do feijão

feijao_carioca-mediumDepois de dez meses em alta, o feijão-carioca registrou queda de preços. A redução colaborou para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, divulgado pelo IBGE.

De acordo com a pesquisa, o produto ficou 5,6% mais barato na passagem de julho para agosto.

A melhora do preço do feijão, entre outros fatores, pode ter sido determinada pela recuperação da produção e pelo aumento das importações.

Governo do DF lança Plano Safra 2016/2017

Agricultores, produtores rurais e entidades do setor acompanharam o lançamento do Plano Safra Brasília 2016/2017. No total, 352,5 milhões de reais serão disponibilizados para o desenvolvimento rural da região.

O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Distrito Federal, Adaildo Porfírio, afirmou que os recursos são fundamentais para os trabalhadores rurais. Opinião compartilhada por Lúcio Pereira, presidente da Cooperativa Agropecuária de São Sebastião, região administrativa de Brasília. Pereira, que assumiu recentemente a entidade após o afastamento do antigo presidente, afirma que sem o incentivo de crédito, a existência da cooperativa está ameaçada.

267,7 milhões de reais estão destinados ao crédito rural. Do Governo Federal, 249,6 milhões serão para pequenos e médios produtores e para a agricultura empresarial, e 9,2 milhões serão para a agricultura familiar. Do Governo do Distrito Federal, 8,9 milhões vão para o crédito e microcrédito. Outros 84,8 milhões vão para o desenvolvimento rural, para áreas como fomento, infra-estrutura, assistência técnica, abastecimento e comercialização.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal, Emater/DF, lançou – durante a cerimônia – o programa Jovem Empreendedor Rural, que busca fomentar perspectivas de geração de renda aos moradores do campo que têm entre 15 e 29 anos. O programa ‘Associar e Cooperar’, gerenciado também pela Emater/DF, também foi lançado durante o evento. A iniciativa busca promover o fortalecimento de aspectos do cooperativismo e associativismo em 4 associações de produtores rurais selecionadas pelo governo.

Também foi anunciado o envio à Câmara Legislativa de um Projeto de Lei que busca efetivar a regularização fundiária das terras públicas utilizadas por produtores rurais em todo o Distrito Federal. Segundo o governador Rodrigo Rollemberg, esse PL – se aprovado – dará segurança jurídica aos produtores, permitindo que eles continuem “alimentando o campo e a cidade”.

Curtas

  • Os preços internacionais dos principais produtos alimentares apresentaram ligeiro declínio em julho, após cinco meses consecutivos de aumento. O índice de preços de alimentos da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, ficou em 161,9 pontos no último mês, uma queda de 0,8% (1,3 ponto) em relação a junho e 1,4% menos que no mesmo mês de 2015.
  • O estoque de suco de laranja pode atingir os níveis mais baixos da história, por baixa oferta de matéria-prima. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, em 30 de junho, haviam 351,56 mil toneladas de reservas do produto para a transição entre as safras 2015/2016 e 2016/2017, um volume 31% menor que as 510,39 mil toneladas do ciclo anterior. Caso a demanda seja mantida, as reservas podem chegar em junho de 2017 com 2,06 mil toneladas, uma retração de 99%.
  • A exportação de carne bovina in natura e processada registrou queda de 6% em julho em comparação com o mesmo mês de 2015. Foram 105.041 toneladas embarcadas em 2016, e 111.835 em 2015. A Associação Brasileira de Frigoríficos afirmou que o “mercado externo preocupa”.