Banco do Nordeste regulariza R$ 4,5 bilhões de dívidas com produtores rurais

Toda a rede de agências do Banco do Nordeste está mobilizada no atendimento aos produtores rurais que podem ser beneficiados pela Lei 13.340, contemplando operações contratadas até 2011, e a Resolução 4.591, que engloba financiamentos realizados de 2012 a 2016. Ambas estão vigentes até dezembro de 2017.

A procura de produtores rurais junto ao Banco do Nordeste para fazer a adesão à lei vem aumentando a cada dia. Nesse contexto, já foram regularizadas mais de 125 mil operações de produtores rurais, o que corresponde a cerca de R$ 4,5 bilhões entre liquidações e repactuações, referentes a financiamentos contratados até dezembro de 2016.

Os clientes beneficiados pela Lei 13.340 contam com vantagens como descontos de até 95% para liquidação, podendo renegociar suas operações para pagamento até o ano de 2030.

Já os produtores com operações enquadradas pela Resolução 4.591, poderão também renegociar suas dívidas com prazo de carência bastante favorável, sendo que a primeira parcela da operação repactuada somente será paga em 2021.

A liquidação dessas dívidas, possibilita que os produtores regularizem seus financiamentos com os bancos e possam voltar a produzir e obter novos créditos.

Para obter mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com o Banco do Nordeste, os clientes podem buscar a rede de agências ou realizar contato por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800 728 3030.

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Curtas

1. A Companhia Nacional de Abastecimento divulga, nesta terça-feira (10/10), o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018. O anúncio será no auditório da Conab, em Brasília, às 9 horas. A apresentação será transmitida em tempo real pela página da Conab no Facebook.

2. O plantio de soja no Brasil atingiu 5% da área prevista para a safra 2017/18. Os dados são de um levantamento da consultoria AgRural. Segundo o estudo, as chuvas melhoraram a umidade do solo em diversas regiões produtoras e permitiram um avanço significativo no plantio

3. Médios e grandes agricultores contrataram R$ 25 bilhões em crédito bancário nos dois primeiros meses da safra agrícola 2017/2018. Isso significa que foram aplicados, entre julho e agosto, 13% dos recursos disponibilizados para o financiamento agropecuário de R$ 188,4 bilhões. O valor é 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

4. As inscrições para o Desafio Agro Startup nos municípios de Urutaí e Luziânia, em Goiás, terminam nesta terça-feira (10/10). A proposta do projeto é oferecer, sob a forma de competição de modelos de negócios inovadores, capacitações e mentorias para concepção de negócios voltados para o agronegócio, estimulando assim o empreendedorismo e o desenvolvimento do setor. Mais informações no site www.senargo.org.br.

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Brasil volta a vender carne bovina para a Argentina

O mercado argentino foi reaberto à carne bovina in natura brasileira, após cinco anos de negociações entre as autoridades sanitárias dos dois países. “Mais do que o tamanho do mercado importador argentino, o ativo fundamental dessa reabertura é a sinalização dada a terceiros países de que o nosso produto tem livre circulação no Mercosul, também do ponto de vista sanitário”, diz o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

De acordo com ele, a medida tomada pela Argentina deve ter impacto direto nas negociações em andamento entre o Mercosul e a União Europeia para estabelecer um acordo de livre comércio.

As exportações de carne bovina in natura brasileira estavam embargadas para a Argentina desde 2012, quando o Brasil notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um caso suspeito de EEB (encefalopatia espongiforme bovina), conhecida como doença da vaca louca.

Embora a OIE tenha informado, em dezembro daquele ano, que o Brasil apresentava risco insignificante para a enfermidade, apenas agora a Argentina chegou a acordo para um novo certificado sanitário.

Na semana passada, após meses de intensa negociação entre as autoridades sanitárias de Brasil e Argentina, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentaria (Senasa) da Argentina autorizou a volta da operação do mercado de carne bovina in natura, por meio do certificado sanitário acordado entre os dois países.

Segunda a adida agrícola do Mapa em Buenos Aires, Eliana Valéria Covolan Figueiredo, a carne bovina argentina é conhecida mundialmente por sua qualidade e histórico de produção e o país importa quantidades muito pequenas do produto. Nos últimos três anos, a média de importação total anual foi de apenas 140 toneladas, segundo dados do Aliceweb Mercosul.

“A carne brasileira, por seu preço competitivo, encontrará espaço no mercado argentino, tanto pelos cortes diferentes dos locais, quanto pela matéria-prima para indústrias processadoras de embutidos e hambúrgueres”, salienta a adida agrícola.

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Fundo investe até R$ 5 milhões em empresas que adotam tecnologia da Embrapa       

Empresas privadas e startups que adotem tecnologia da Embrapa ou têm planos de expansão por meio de tecnologia gerada por ela podem receber até R$ 5 milhões para expandir suas atividades. A chamada “Pontes para Inovação”, lançada pela Embrapa e pela Cedro Capital, busca ampliar o uso de tecnologia no mercado. As inscrições podem ser feitas até 24 de outubro pelo hotsite www.pontesparainovacao.com.br.

Pode se candidatar quem já utiliza tecnologia da Embrapa ou quem está em processo de adoção e atua na região central do Brasil, incluindo DF, GO, MS, TO e MG. A empresa pode ter sua sede nesses locais, relevância de clientes na região ou intenção de expandir suas operações para essas áreas.

O objetivo é aproximar investidores e empresas nascentes ou consolidadas que usem tecnologias inovadoras e com alto potencial de impacto e viabilizar oportunidades no setor, especialmente das chamadas agritechs, com foco em tecnologia digital para aplicação na agropecuária.

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Lavouras voltam a crescer e lideram valor bruto da produção

Depois de ter seu crescimento interrompido pela forte seca de 2016, as lavouras voltaram a se destacar no Valor Bruto da Produto (VBP), índice apurado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em agosto, os destaques do VBP foram o algodão, com aumento de 75,6%, amendoim (31,2%), cana-de-açúcar (45,8%), laranja (20,9%), mandioca (70,5%) e uva (51,9%).

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) para este ano se manteve, na atualização de agosto, em R$ 535,4 bilhões. As lavouras contribuíram com R$ 367,2 bilhões e a pecuária, R$ 168,2 bilhões. O resultado de 2017 é 4,1% acima do obtido em 2016 (R$ 514,2 bilhões).

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, outros destaques da agricultura são o arroz, a cebola, o milho e o tomate. Com exceção da mamona e da mandioca, que tiveram redução de produção, todos os demais produtos apresentam neste ano aumento de produção em relação ao ano passado.

Para a maior parte dos produtos os preços recebidos pelos produtores estão abaixo do que no ano passado, salienta Gasques. Deste modo, para milho, soja e outros a maior safra neste ano evita redução no valor da produção das culturas. Milho, soja, banana, batata-inglesa, feijão tiveram forte queda de preços.

De acordo com o estudo do VBP, o aumento de produtividade das lavouras de verão, de 24,1%, é outro destaque neste ano. As plantações de inverno sofreram forte queda, de 15,1%. A redução de produtividade na aveia, canola e trigo foi de 14%. Na pecuária, os melhores resultados vêm sendo obtidos em suínos e leite.

Alguns produtos têm apresentado desempenho desfavorável neste ano. São eles banana (-22,8%), batata-inglesa (-52,8%), cacau (-24%), café (-10,7%), feijão (-7,8%), trigo (-32,8%) e maçã (-21,2%).

Os dados regionais indicam a liderança de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. A cana-de-açúcar responde por 58% do valor em São Paulo e a soja, por 52% em Mato Grosso. No Paraná, a soja e frango representam por 54% do valor gerado.

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Calendário de eventos

I Feira Quilombola do Território de Irecê

Data: 25 – 26/09/2017

Local: Irecê – BA

Informações: irece.ba.gov.br

6˚ Encontro de Bovinocultura de Corte

Data: 28 – 29/09/2017

Local: Uberaba – MG

Informações: fealq.org.br

II Encontro Estadual dos Empreendedores do Leite

Data: 05/10/2017

Local: Goiânia – GO

Informações: sistemafaeg.com.br

2˚ Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio: liderança globalizada, empreendedora e integrada

Data: 17 – 18/10/2017

Local: São Paulo – SP

Informações: www.mulheresdoagro.com.br

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Congresso de Agroecologia 2017

Foram 4 dias de muita troca. Troca de experiências, de saberes, de sementes, de técnicas de plantio, de mudas, de artesanato, de angústias, de medos, de expectativas, de esperança. Assim foram os três eventos distintos, mas semelhantes – que aconteceram simultaneamente em Brasília – e que tiveram em comum o tema agroecologia.

O VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, o X Congresso Brasileiro de Agroecologia e o V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno tiveram como tema norteador das discussões a ‘Agroecologia na transformação dos sistemas agroalimentares na América Latina: memórias, saberes e caminhos para o bem viver’.

Cerca de 5 mil pessoas participaram dos eventos. Gente do Chile, da Argentina, da Espanha, da Alemanha, da Índia, do Equador, de Cuba, do México, da Itália, do Peru, da Venezuela, dos Estados Unidos… de 24 países no total. Os participantes puderam acompanhar a apresentação de 2.227 trabalhos de pesquisadores da agroecologia, ciência que integra conhecimentos técnicos e saberes populares.

Representantes de comunidades indígenas e tradicionais, quilombolas, gestores públicos, agricultores, camponeses, integrantes de ONGs e movimentos sociais, estudantes, cientistas, professores e pesquisadores participaram de debates, oficinas, rodas de conversa, palestras, visitas técnicas e atividades culturais. Todos com o objetivo de compartilhar experiências e conhecimento em busca de boas práticas para tornar a agricultura mais justa e sustentável.

Educação no campo

A educação do (e no) campo e a educação em agroecologia foram debatidas pelos participantes dos Congressos. De acordo com a professora da Universidade de Brasília, Mônica Molina, “é imprescindível que a gente avance cada vez mais na articulação da Educação do Campo e da Agroecologia. Já há algum tempo estamos tentando consolidar um paradigma, de que não dá mais para separar a Reforma Agrária, Educação do Campo, a Agroecologia e a Soberania Alimentar das nossas ações esses temas e da nossa produção do conhecimento, da nossa prática e da nossa práxis”.

Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais

Durante o Congresso foi anunciado o lançamento do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais, que vai proporcionar reconhecimento internacional aos sistemas agrícolas tradicionais brasileiros. A premiação chega a 75 mil reais para as práticas vencedoras. Além dos recursos financeiros, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, vai conceder o título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante” (Globally Important Agricultural Heritage System, GIAHS) a Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) brasileiros. Também foi assinado um acordo de cooperação técnica entre as instituições que participaram da elaboração do prêmio: FAO, Embrapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Lançamento de livros

15 livros – impressos e eletrônicos – foram lançados durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia . As publicações refletiram a diversidade do evento, com temas que vão do candomblé a direito ambiental. A Embrapa, o Banco da Amazônia, o Ipea e a Universidade federal rural de Pernambuco foram responsáveis por algumas das publicações lançadas.

Eventos paralelos

Diversas atividades aconteceram paralelamente aos eventos do Congresso, entre elas: a Assembleia da ABA – Associação Brasileira de Agroecologia; a Feira de Troca de Sementes Crioulas; a Reunião Nacional de Permacultores; e a Feira Agroecológica da Sociobiodiversidade.

Sobre a Feira de Troca de Sementes Crioulas, Antonio Barbosa, coordenador do programa de sementes do semiárido da ASA (Articulação do Semiárido), afirmou “Essas são as sementes da resistência. Semente crioula é identidade, cada uma conta a história de um povo”. Josué Faustino de Souza, artesão e agroextrativista da Chapada dos Veadeiros (GO), afirmou não ser contra o desenvolvimento. “Sou contra o desenvolvimento que destrói a vida”, disse Souza.

Congresso de Agroecologia 2017

O Congresso de Agroecologia 2017 (VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno) foi promovido pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA – Agroecologia) e organizado em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília, Emater-DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), IBRAM e ISPN. O evento foi patrocinado pelo BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil.

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Movimentos sociais participam da cerimônia de encerramento do Congresso de Agroecologia 2017 (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

I Expo Agro Alexânia: evento reúne produtores rurais e criadores da região

Produtores rurais, criadores, agricultores familiares. Cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições de Alexânia (GO) durante os quatro dias da I Expo Agro. No evento, palestras técnicas, oficinas, provas de montaria, exibição de expositores, cavalgada e shows artísticos.

O instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ricardo Pereira, compartilhou com os visitantes a cultura utilizando a hidroponia, técnica de cultivo de plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da lavoura. “Alface, cebolinha e manjericão são exemplos de cultivos que se adaptam muito bem à hidroponia”, afirmou Pereira.

Reinaldo Silva, produtor rural, visitou a exposição com a família e gostou do que viu. “É importante conhecer novas técnicas que podem ajudar a melhorar a produção”, disse ele.

Na palestra do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre controle financeiro no campo, os presentes aprenderam sobre fluxo de caixa, controle de despesas e a importância de manter os recursos da propriedade organizados.

A I Expo Agro Alexânia foi uma parceria do Sindicato do Produtores Rurais com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Prefeitura de Alexânia. De acordo com Daniel Carrara, presidente do Sindicato, o evento foi um sucesso, e já está confirmado no calendário oficial da cidade.

Allyson Lima, prefeito de Alexânia, afirmou que a II Expo Agro será realizada na primeira semana de setembro de 2018. Segundo o prefeito, “Alexânia é uma referência no agronegócio e, em um evento desses, conseguimos reunir os envolvidos na cadeia produtiva da cidade, o que é muito positivo”. “Ano que vem, vamos fazer um evento melhor para todos”, finalizou o prefeito.

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Exemplo de hortaliças cultivadas com a técnica de hidroponia (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Calendário de eventos

Agrinordeste 2017

Data: 23 – 25/08

Local: Recife – PE – Brasil

Informações: https://www.agrinordeste.com.br/

40ª Expointer

Data: 26/08 – 03/09

Local: Esteio – RS – Brasil

Informações: http://www.expointer.rs.gov.br/inicial

11º Congresso Brasileiro de Algodão

Data: 29/08 – 01/09

Local: Maceió – AL – Brasil

Informações: www.congressodoalgodao.com.br

I Expo Agro Alexânia

Data: 07 – 10/09

Local: Alexânia – GO – Brasil

Informações: + 55 62 3336.3926

1ª Corrida Trigo é Saúde

Data: 15/10

Local: São Paulo – SP – Brasil

Informações: http://www.yescom.com.br/corridadotrigo/2017/index.asp

XIV Seminário Nacional Milho Safrinha

Data: 21 – 23/11

Local: Cuiabá – MT – Brasil

Informações: www.snms2017.fundacaomt.com.br

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Exportações nordestinas de mel alcançam a marca de 5,3 mil toneladas e geram US$ 19,5 milhões em divisas

Após dois anos consecutivos de queda, ocasionados por forte estiagem que atinge a Região, o Nordeste conseguiu retomar patamares estáveis de exportação de mel, alcançando, em 2016, o volume de 5,3 mil toneladas, o que gerou montante de US$ 19,5 milhões em divisas. A informação foi divulgada nos Cadernos Setoriais do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de estudos do Banco do Nordeste.

De acordo com o estudo, o consolidado das exportações em 2016 confirma o ritmo de retomada do setor verificado desde 2014, quando o volume comercializado com o mercado estrangeiro atingiu 5,4 mil toneladas. Esse cenário manteve-se ligeiramente inferior em 2015, ano em que foram exportadas 5 mil toneladas de mel. O triênio de retomada não alcançou, porém, os resultados de 2011, quando o Nordeste chegou a exportar 9,7 mil toneladas, antes das quedas consideráveis em 2012 (4,6 mil toneladas) e 2013 (2,9 mil toneladas).

Segunda a autora do estudo, Maria de Fátima Vidal, engenheira agrônoma e técnica do Etene, a escassez de chuvas ocorrida na Região, a partir de 2012, ocasionou perda de enxames (abandono de colmeias ou morte de abelhas) não somente pela falta de alimentação, mas também por conta das altas temperaturas sem o devido sombreamento. “Essa drástica queda das exportações nordestinas abriu uma janela de oportunidade aproveitada pela Região Sul que, a partir de então, tornou-se a maior produtora e exportadora de mel no país”, explicou.

Ainda assim, o estudo pondera que a Região Sul tem apresentado produção decrescente em 2014 e 2015, especialmente, no estado do Rio Grande do Sul, afetado por grande desaparecimento de abelhas, ocasionado por excesso de chuvas e uso indiscriminado de agrotóxicos. Em contraposição, o semiárido nordestino é considerado a área de maior potencial de produção de mel orgânico no país, já que a principal fonte de néctar e pólen é a vegetação nativa. Vale salientar que o mel orgânico é um produto extremamente valorizado no mercado internacional. “Podemos estar diante de uma nova oportunidade de crescimento das exportações do mel nordestino, uma vez que os Estados Unidos e a Europa tem elevado seus níveis de exigência em relação à qualidade do mel adquirido”, afirmou a pesquisadora.

Participação dos estados

Atualmente, a maior parte da produção de mel do Nordeste (78,4%) é exportada para os Estados Unidos. No comparativo nacional, a Região deteve 21,9% do volume total exportado em 2016. Apesar da melhoria em relação aos anos mais críticos de seca (2012 e 2013), o valor é, mesmo assim, 45% inferior ao alcançado em 2011. A dificuldade de recuperação da produção dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, ainda submetidos à extrema falta de chuva, seria uma explicação para esse fato.

O mercado potiguar, em especial, foi seriamente afetado pela seca, uma vez que o Rio Grande do Norte vinha se consolidando enquanto importante exportador de mel e, em 2016, não conseguiu retomar esse mercado. Por outro lado, o Ceará, que exportava 4,1 mil toneladas em 2011, viu esse volume diminuir para 1,2 mil toneladas ano passado. Por sua vez, o Piauí, também seriamente atingido pela estiagem, conseguiu recuperar os patamares de exportação de 2011.

No âmbito da produção, a quebra da safra ajudou a alavancar a Bahia e o Piauí como os grandes produtores da região. Esse novo cenário também abriu espaço para o Maranhão, que chegou a produzir, em 2015, quase a mesma quantidade de mel que o Ceará. Esse estado, antes considerado o segundo maior produtor de mel da Região, participou com apenas 10% da fatia do mercado em 2015.

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Foto: Aires Mariga/ Epagri / Divulgação