Condições climáticas favoráveis elevam alerta para monitoramento da ferrugem em MS, PR e RS

O Consórcio Antiferrugem publicou um comunicado alertando produtores e técnicos para as condições climáticas favoráveis ao aparecimento de ferrugem asiática da soja. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Rafael Soares, o clima tem sido favorável à ferrugem nas lavouras de soja no sul do MS, PR e RS. “Isto serve de alerta para os produtores em relação a aplicação de fungicidas, principalmente nas lavouras que estão em fase de fechamento entrelinhas (quando as plantas de soja de uma linha de plantio encostam nas de outra linha) e ainda não fizeram aplicações. Nesse caso, se o clima estiver favorável (alta umidade) e houver relato de ocorrência da doença na região, aplicações de fungicidas recomendados deverão ser feitas”, explicou o pesquisador.

De acordo com as informações divulgadas pelo consórcio, este ano, a predominância do fenômeno climático “La Niña” de fraca intensidade, vem trazendo, de forma geral, maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas do que se esperaria para essa época do ano. Especificamente na região Sul, onde poderia se esperar volume de chuvas mais próximos da média histórica ou abaixo dela, até agora a chuva tem caído em abundância e não há previsão de seca. Dessa forma, o clima tem sido favorável ao aparecimento da ferrugem-asiática o que requer maior atenção de técnicos e produtores. O site do Consórcio mantém o acompanhamento permanente da evolução da doença no Brasil.

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Folha de soja com sintoma da ferrugem (Foto: Maurício Meyer)

 

Produção de café bate recorde e supera 51 milhões de sacas

A produção brasileira de café chegou a 51,37 milhões de sacas de 60 quilos em 2016, somados o café arábica e conillon, um acréscimo de 18,8% em relação ao ciclo anterior, quando foram obtidas 43,24 milhões de sacas. O volume representa um recorde histórica no safra.

A maior safra até hoje havia sido registrada em 2014, com 50,8 milhões de sacas. Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu último levantamento da safra atual.

A área total plantada no país teve redução de 1,1% em relação à 2015, totalizando 2,22 milhões de hectares. No entanto, houve ganho de produtividade. A média de 26,33 sc/ha é 17,1% superior à da safra passada.

As condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras de arábica, aliadas ao ciclo de bienalidade positiva, favoreceram as lavouras e justificam aumento da produtividade na maioria dos estados.

Os maiores ganhos são observados em São Paulo, com 46,7%; Mato Grosso, com 39,4%; e Minas Gerais, com 32,2%.

Café arábica e conillon

O café arábica ainda domina as lavouras de café no país, representando 84,4% da produção total do grão, isto é, 43,38 milhões sacas. O número é 35,4% maior em relação à safra anterior.

O resultado se justifica pelo aumento de 46 mil hectares da área em produção, incluindo a incorporação de novas áreas que se encontravam em formação e renovação, além de condições climáticas mais favoráveis.

A produção do conillon representa 15,6% do total de café do brasileiro, estimada em 7,98 milhões de sacas – redução de 28,6% na comparação com a safra passada.

Houve diminuição de 4% na área em produção e problemas climáticos pontuais, como seca e má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos no Espírito Santo, maior produtor de café conilon no país.

Em Rondônia e na Bahia, também produtores da espécie, ocorreu estiagem nas fases críticas das lavouras. Em Rondônia, porém, a quebra de produtividade foi amenizada pela entrada de novas áreas de café clonal, cuja produtividade é superior às tradicionais.

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Volume representa alta de 18,8% na safra, em comparação com a produção de 43,24 milhões de sacas no ciclo anterior (Foto: Divulgação)

Safra de cana-de-açúcar deve aumentar 4,4%

A produção de cana-de-açúcar deverá aumentar 4,4% e chegar a 694,54 milhões de toneladas na Safra 2016/2017, de acordo com o terceiro levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na safra anterior foram colhidas 665,59 milhões de toneladas. A área plantada também está maior, sendo estimada em 9,1 milhões hectares, 5,3% a mais do que na Safra 2015/16, que foi de 8,6 milhões de hectares.

A maior rentabilidade proporcionada pelo açúcar irá repercutir em aumento de 18,9% na produção, devendo alcançar 39,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve recuar 8,5%, ficando em 27,9 bilhões de litros.

No caso do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, a produção deverá aumentar 1,5%, alcançando 11,4 bilhões de litros, impulsionado pelo aumento do consumo de gasolina em detrimento do etanol hidratado. Na safra anterior, foram 11,2 bilhões de litros.

O etanol hidratado deverá atingir 6,5 bilhões de litros, com redução de 14,3% ou de 2,8 bilhões de litros, na comparação com a última safra, que chegou a 19,2 bilhões de litros. A redução é explicada pela queda de consumo do combustível.

No Sudeste, é estimado aumento da área plantada. As chuvas atrasaram a colheita da safra anterior ocasionando aumento da quantidade de cana bisada em 7,1% na participação do total da produção. A produtividade foi excelente, na safra anterior, e as expectativas também são boas nesta nova safra.

O Centro-Oeste também deverá apresentar aumento da área. Nessa região, onde a produtividade foi muito positiva na safra anterior, nesta safra, a diminuição da chuva, deve impactar em menor produtividade, na ordem de 9,5%, e em recuo de 3,9%, na produção.

No Nordeste, deve haver diminuição da área de colheita e aumento de produtividade, o que se deve, entre outras coisas, à recuperação em relação ao deficit hídrico da última safra.

A Região Sul apresenta o maior aumento percentual de área plantada. O Paraná deve colher a cana bisada. E a Região Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento da área cultivada, o que tem acontecido de uns anos para cá. Mas a produtividade tende a cair, em função das condições climáticas.

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Valor Bruto da Produção de 2016 é de R$ 523,6 bilhões

O faturamento da agropecuária é de R$ 523,62 bilhões em 2016. As lavouras tiveram um valor bruto da produção de R$ 340,6 bilhões, e a pecuária, R$ 183 bilhões. Na série iniciada em 1990, o resultado do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2016 é o segundo maior, ficando atrás apenas do ano passado, quando chegou a R$ 533,1 bilhões. O número, referente ao mês de novembro, foi divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A seca é a principal variável, afetando o valor deste ano”, assinala o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

O melhor desempenho neste ano é apresentado pela banana, com aumento real de 48,2%. Depois, aparecem o feijão (25,6%), o trigo (25,5%), a batata-inglesa (24,9%), o café (15,9%), a maçã (12,6%) e a soja (1,2%). Na pecuária, destacam-se pelo bom resultado a carne de frango, que teve aumento de valor de 3,4%, e ovos, 3%.

Os produtos que mais tiveram perdas de valor foram o tomate (-49%), mamona, (-41,4%), fumo (- 29%), cacau (-14,5%) uva (-14,2%) amendoim (-13,4%), algodão (-12%), arroz (11,8%), laranja (-11,4%), cebola (-9,2%), mandioca (-7,2%) e milho (- 5,5%). Na pecuária, as quedas ocorreram em carne suína (-11,6%), bovina (-4,7%) e leite (-8,1%).

Apesar de 2016 ter sido bastante afetado por problemas climáticos, os preços agrícolas recebidos pelos agricultores foram para a maioria dos produtos pesquisados mais elevados do que no ano passado. Isso evitou que houvesse redução maior do valor da produção do ano.

Os resultados regionais mostram tendência ocorrida durante o ano, em que o Sul e Centro-Oeste lideram o faturamento da agropecuária no país, com R$ 154,9 bilhões e R$ 143,9 bilhões, respectivamente. A seguir, Sudeste, R$ 142,9 bilhões, Nordeste, R$ 43,2 bilhões e Norte, R$ 31,4 bilhões.

Prognóstico para 2017

“Parece que 2017 será melhor do que este ano”, avalia Gasques. Os resultados de produção divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam safras mais elevadas para o próximo ano. O aumento deve ocorrer especialmente pelos ganhos de produtividade, que estarão em torno de 13%, ressalta o coordenador.

O valor da produção previsto com base nas informações preliminares é de R$ 552, 56 bilhões, 5,5% acima do valor deste ano. As lavouras devem representar R$ 365 bilhões, com destaque para a soja (R$ 118 bilhões) e a pecuária, R$ 187,5 bilhões. Ambas com aumento real expressivo em relação a 2016, conclui Gasques.

Veja aqui e aqui os VPB nacional e regional.

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Ministério da Agricultura emite alerta sanitário de prevenção à gripe aviária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitiu nesta sexta-feira (09/12) alerta sanitário, por tempo indeterminado, para intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da gripe aviária no país. Não é a primeira vez que o Mapa emite este tipo de alerta, porque a doença é uma ameaça permanente no mundo. Por ser livre da gripe aviária, o Brasil precisa redobrar seus esforços para proteger a sanidade de seus planteis de aves.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, os setores público e privado deverão aplicar medidas mais rígidas de controle dos plantéis. “Nossa maior preocupação são as aves migratórias, que vêm ao país para fugir do inverno no Hemisfério Norte. A produção comercial já tem controles sanitários muito rígidos.”

“Todos os integrantes da cadeia produtiva devem estar conscientes do risco e preparados para enfrentá-lo. Qualquer mortalidade alta de aves deve ser imediatamente informada ao serviço veterinário oficial, a fim de que os veterinários possam estar na propriedade num prazo de até 12 horas para começar a investigação”, alerta Guilherme Marques.

Segundo Marques, o Brasil vem fazendo trabalho contínuo de prevenção à gripe aviária, que também oferece risco à saúde humana. Com o alerta, o acesso às granjas (pessoas, animais e veículos) ficará mais rigoroso. Além disso, será intensificado o treinamento das equipes de veterinários. O Mapa também já comprou materiais e equipamentos para situações de emergência e revisou os planos de contenção da doença.

O território brasileiro tem 20 sítios (locais) de monitoramento da entrada das aves migratórias, com vigilância ativa para influenza aviária e doença de Newcastle em aves domésticas residentes ao redor de 10 km desses locais. Nesses lugares também há vigilância passiva para as aves migratórias/silvestres.

Pelo menos 197 espécies de aves podem migrar. Desse total, 53% (104 espécies) se reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) têm sítios de reprodução em outros países.

Abaixo, a íntegra do ofício enviado pelo Mapa às entidades do setor produtivo:

Ofício nº 245/2016/DSA-SDA – MAPA

Brasília, 09 de dezembro de 2016.

ABPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos do MAPA

Conferação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA

Prezados Senhores,

Conforme registro no Sistema Mundial de Informações de Saúde Animal-WAHIS da OIE observa-se, de forma contínua e persistente, a ocorrência de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – IAAP em diversos países do mundo.

Particularmente quanto à situação na Europa, destaca-se a ocorrência do vírus cepa H5N8 em aves silvestres e também em alguns plantéis comerciais e de subsistência.

Neste sentido, solicitamos adoção de medidas para reforçar as ações de vigilância, bem como a manutenção adequada dos sistemas de biosseguridade já implantados.

As principais fontes de infecção dos focos notificados à OIE em aves comerciais ou de subsistência têm sido por contato com aves silvestres infectadas. Dessa forma, faz-se necessário uma maior atenção quanto ao isolamento dos plantéis em conformidade com o disposto na Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007.

VALERIA BURMEISTER MARTINS, Diretor (a) do Departamento de Saúde Animal – Substituto

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PIB do agronegócio cresceu 3,43% nos primeiros 8 meses de 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,43% nos primeiros oito meses de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

No levantamento, tanto o setor agrícola quanto o pecuário tiveram valorização real dos preços, fator que tem sido fundamental para o desempenho positivo do agronegócio este ano.

No mês de agosto, especificamente, o setor agrícola cresceu 0,69% e o pecuário 0,72%, fazendo com que o agronegócio tivesse crescimento de 0,7% no período.

De janeiro a agosto de 2016, em comparação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi positivo em todas as áreas avaliadas pelo estudo. No caso da pecuária, o setor de insumos cresceu 1,03%, o primário 0,83%, serviços 0,55% e a indústria 0,37%.

Confira a análise completa no Boletim PIB.

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Estudo mostra que setores agrícola e pecuário tiveram valorização real dos preços (Foto: Abag / Divulgação)

Conectividade no campo pode gerar economia de 345 milhões de dólares ao ano no Paraná

A falta de sinal de internet e de telefone nas pequenas cidades dificulta não só a vida dos jovens, mas também o trabalho de produtores rurais no Estado. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), Celso Daniel Seratto, o potencial de economia do setor no Estado pode chegar a 345 milhões de dólares, caso pelo menos metade das propriedades façam uso de ferramentas envolvendo as Tecnologias da Informação e Comunicação. Atualmente, o percentual que utiliza chega a apenas 10%.

A tecnologia na agricultura foi dos temas tratados por gestores, nesta quinta e sexta-feira, dias 24 e 25, em Maringá, durante o 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura Municipal.

Seratto explica que a entidade auxilia diariamente no monitoramento de pragas e doenças em mais de 200 propriedades, em 120 municípios no Estado. Dessas, 64 são acompanhadas regularmente, e que auxiliam a tomada de decisão dos produtores conectados pela web.

Eles recebem boletins e informações em tempo real pelo celular, e-mail e acesso ao site. “Permite a economia de quatro a oito sacas por hectare em relação aos produtores que não adotam as tecnologias. É um dinheiro que deixa de ser exportado”, observa ele sobre o universo de 5,2 milhões de hectares de terras em produtividade no Paraná. “O produtor de 10 mil alqueires consegue economizar até R$7 mil por safra. O processo de trabalho nos municípios existe em grupos aonde a gente utiliza principalmente o WhatsApp”, conta o engenheiro.

Além da zona rural, inovações para dar agilidade e desburocratizar os serviços públicos foram abordados nos dois dias do 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizado na Unicesumar, e que reuniu representantes de mais de 100 municípios. “São problemas nos quais a tecnologia é estratégica para solucioná-los e precisam de tomada de decisão, com um planejamento que atenda às necessidades de cada localidade a curto, médio e longo prazo”, observa o diretor da RCD, José Marinho.

Nesta sexta, destaque para o uso de tecnologia na Educação e os exemplos de municípios como Passo Fundo e Caxias do Sul (RS). O conjunto de tecnologias para agregar inteligência no serviço público foi outro ponto importante trazido no Congresso para as novas gestões, na avaliação do diretor da RCD. “São aplicações utilizando sistemas e uma enorme base de dados que irão aprimorar a qualidade dos serviços públicos, reduzir custos e, principalmente, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, completa.

A iniciativa teve o patrocínio master da ENW e SAJ Procuradorias; ouro da Exati Tecnologia, Smart Matrix, W3 Informática e Senografia Desenvolvimento e Soluções; prata da Digistar Telecomunicações, Paliari, DRZ, Sinax, Rang Tecnologia, Gauss Geotecnologia e Smartconn Telecomunicações; bronze da UniCesumar. O Congresso também contou com o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Associação de Municípios do Paraná (AMP), das associações de municípios AMCG, AMSOP, AMUNOP, ASSOMEC, CANTU, AMCESPAR, AMEPAR, AMERIOS, AMUNORPI, AMUSEP, COMCAM, AMUVI e AMUNPAR, além da ABRANET, ABEPREST, Assespro-PR, ABINC, ACIM, Terra Roxa Investimentos, União dos Vereadores do Paraná (UVEPAR) e Redetelesul.

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Hortaliças e frutas ficam mais baratas no atacado

Os preços da alface, do tomate, da cebola e da cenoura tiveram queda no mês de outubro nas principais centrais de abastecimento do país. Os dados fazem parte do 11º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os valores da cenoura variaram entre R$ 0,70/quilo na Ceasa Campinas (SP) e R$ 1,50/quilo em Recife (PE). Em Brasília, mesmo com alta de 7,64%, a hortaliça foi vendida a R$ 0,81/quilo. Situação semelhante ocorreu com a cebola em Curitiba: apesar do aumento de 9,58%, o produto continua com um dos menores preços entre os estados analisados: R$ 1,07 o quilo.

A alface ficou 46,29% mais barata em Campinas, comercializada a R$ 2,39/quilo. Em Brasília, o preço foi ainda menor, R$ 2,29/quilo, apesar do aumento de 37,58% em relação a setembro. Já o quilo do tomate ficou em R$ 2,00 em São Paulo, queda de 32,52%, e em R$ 2,94 em Brasília, aumento de 3,95%. Essa tendência diversificada é explicada pelo fato de a produção de ambas hortaliças ser influenciada pelas condições climáticas locais de cada região produtora.

A batata foi a única hortaliça que teve aumento de preços nas nove centrais de abastecimento analisadas devido à entressafra, quando há redução na oferta. A cotação ficou entre R$ 1,47 o quilo em Belo Horizonte e R$ 2,54/quilo em Recife.

Entre as hortaliças, houve ainda queda nos preços médios do espinafre (60%), alcachofra (50%), vagem (385), chuchu (27%), pepino (23%) e jiló (18%).

Preços

Mamão e melancia ficaram mais baratas em oito das nove centrais de abastecimento analisadas. O preço da melancia variou de R$ 0,80/quilo em Recife a R$ 1,43/quilo no Rio de Janeiro. No caso do mamão, o menor preço praticado foi observado em Belo Horizonte (R$ 1,61/ quilo) e o maior, em Brasília (R$ 2,99/ quilo), com quedas de 7,86% e 22,37%, respectivamente.

O preço da banana também caiu em seis das nove Ceasas. A maior redução ocorreu em Vitória (8,74%), mas o menor preço foi registrado em Recife. Na capital pernambucana, a fruta foi vendida por R$ 0,98/ quilo.

Outras frutas que registraram importante quedas nos preços foram nectarina (63%), ameixa (59%), pêssego (58%), melão (40%), jabuticaba (34%) e caqui (23%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas por grandes mercados atacadistas no país. Para a análise do comportamento dos preços de outubro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, CE, PE e DF.

Clique aqui para acessar a íntegra do boletim.

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Levantamento mensal é feito nas principais centrais de abastecimento do país (Foto: Ceasa – DF / Divulgação)

Troca de café por máquinas agrícolas é alternativa de crédito

A New Holland foi a pioneira, em 2015, a negociar máquinas agrícolas na modalidade barter (troca, em Inglês), aceitando parte ou o total do financiamento em sacas de soja. Agora, como alternativa de crédito, a marca passou a adotar o barter com café. Com isso, o produtor ganha acesso à alta tecnologia, visibilidade do investimento em sua moeda (sacas) e direciona esforços para aumentar a produtividade na lavoura.

Para Jefferson Kohler, gerente de Marketing da New Holland, as operações de barter sempre tiveram importância como uma forma de financiar o produtor. “Para a marca este é um modelo ágil e seguro. O barter tem sido uma ferramenta alternativa para financiamento de máquinas em um momento de escassez de crédito e pode ganhar uma representatividade maior no segmento de máquinas agrícolas”, destaca.

Comum entre os produtores rurais para a aquisição de sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes, a operação consiste na negociação de máquinas agrícolas por sacas de café. “Para a New Holland, as transações com café são incipientes, porém com um potencial muito positivo para o próximo ano”, explica Kohler.

A New Holland priorizou os estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais, principais produtores de café, para dar início a essa modalidade de financiamento. A primeira negociação ocorreu no município de Varginha (MG) com um trator TT3880F. O produtor pode optar entre pagar o valor integral da máquina ou uma parte dele, e o restante financiar nas linhas agrícolas tradicionais.

Para cada commodity existem regras específicas com relação a prazos e formas de negociação. Marcelo Pavão, gerente da concessionária Igarapé, em Varginha, responsável pela primeira negociação de barter com café da New Holland, afirma que, agora, o cliente tem mais uma forma de adquirir os produtos da marca. “A minha região produz muito mais café do que soja e os produtores têm essa opção para negociar e investir em maquinário e tecnologia para a lavoura”, disse Pavão.

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Trator modelo TT foi o primeiro a ser negociado com barter de café pela New Holland (Foto: Divulgação)

Frango Certified Humane® chega a supermercados de Hong Kong

com informações da PRNewswire

A Humane Farm Animal Care (HFAC), ONG criadora do principal programa de certificação internacional que busca a melhoria da vida de milhões de animais de produção, anunciou que a Korin Agropecuária, principal produtora de frangos orgânicos do Brasil e a primeira empresa brasileira a conquistar o selo Certified Humane® em 2009, irá exportar partes congeladas de frango com a marca Earth and Barrow e o selo Certified Humane® para mais de 80 supermercados PARKnSHOP inicialmente em Hong Kong e em seguida para Cingapura e Macau.

“Hong Kong é um mercado muito exigente, com forte interesse em novas tendências para o consumo de alimentos,” diz Luiz Demattê, diretor industrial da Korin Agropecuária. “A certificação de bem-estar animal é um forte argumento de vendas para o nosso mercado em expansão. Não era assim há alguns anos atrás, por isso estamos orgulhosos em poder levar este conceito a mais países. Nosso objetivo é educar os consumidores sobre o selo Certified Humane® e a importância de criar os animais de forma mais humanitária”.

O selo Certified Humane® da HFAC garante aos consumidores que as carnes, frangos, ovos ou laticínios que adquirem foram produzidos por fazendas ou granjas de acordo com as rígidas normas de cuidado animal da HFAC. Os animais de produção do programa Certified Humane Raised and Handled® devem ser alimentados com uma dieta nutritiva, livre de antibióticos, hormônios ou derivados de animais. Também devem receber abrigo, ter áreas de descanso e espaço suficiente para poder expressar o comportamento natural da espécie, como por exemplo, bater as asas.

Um comitê científico composto por 40 veterinários e cientistas de diversos países especializados em bem-estar de animais de produção desenvolveu os Referenciais da HFAC de Cuidado Animal para assegurar o tratamento mais humanitário possível a estes animais.

“Os consumidores finalmente estão se tornando mais conscientes de como a sua comida é produzida e exigindo alimentos provenientes de produções mais humanitárias,” diz Adele Douglass, diretora executiva da HFAC. “Os animais de produção não têm que sofrer sendo maltratados ou confinados. Estamos muito entusiasmados com esse despertar global e que Hong Kong e Cingapura serão agora os próximos mercados a ter acesso a produtos Certified Humane®.”

Desde 2003, mais de 514 milhões de animais de produção foram criados sob as regras Certified Humane nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Peru e Chile.

Os consumidores podem baixar o aplicativo Certified Humane® para celulares em inglês, francês, espanhol ou português para encontrar pontos de venda próximos que vendem produtos Certified Humane®. Para maiores informações sobre o selo Certified Humane®, visite www.certifiedhumanebrasil.org.

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