Expo Bio Planet movimenta setor de produtos orgânicos e naturais no DF

da redação do Agricultura e Negócios

Brasília recebe, até o próximo domingo (09/04), a Expo Bio Planet, a maior feira de produtos naturais e orgânicos do Distrito Federal. A estimativa dos organizadores é que mais de 40 mil pessoas visitem o espaço nos quatro dias de evento.

Entre as atrações estão a Praça Verde, reunindo os principais e melhores produtores orgânicos do país, e a Praça Zen, com ambiente destinado ao bem-estar e relaxamento dos visitantes. Além disso, a ideia da exposição é informar e educar, com uma programação de palestras e bate-papos sobre os benefícios dos produtos orgânicos e a biodiversidade.

“Acreditamos que podemos mudar o mundo com uma vida mais leve e com mais qualidade. Com esse evento, podemos ajudar as pessoas a terem uma nova visão de como serem melhores para si mesmas”, reforça Elenice Moreira, organizadora da feira.

Serviço:

Expo Bio Planet

Data: até 09 de abril de 2017

Local: Pátio Brasil Shopping – área externa

Horário: Sábado – das 10h às 20h / Domingo – das 12h às 19h

Informações: www.expobioplanet.com.br

20170407_182413
Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

Ministério da Agricultura cancela registros do SIF e estende auditorias a mais estados

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, apresentou nesta quinta-feira (06/04) novo balanço das auditorias dos 21 estabelecimentos que estavam sob suspeição desde a deflagração da Operação Carne Fraca. Novacki reafirmou que toda a investigação segue sendo feita com transparência e ressaltou a robustez do sistema de fiscalização sanitária do país.

Segundo o secretário, foram recolhidas, pela força-tarefa criada no Mapa, 302 amostras de produtos, de forma preventiva. Desse total, 31 amostras ou 10,2% delas apresentaram problemas de ordem econômica, não necessariamente fraudes, mas a não observância de normas técnicas, como excesso de amido em salsicha ou adição de água, além do permitido, em frango. Das 302, oito amostras (2,6%) tiveram pequenos problemas, mas capazes de afetar a saúde pública. Dessas oito, sete tiveram confirmada a presença de salmonella e uma de estafilococos. Todas as amostras foram enviadas para análise em unidades do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Ministério da Agricultura.

As 31 amostras com problemas de ordem econômica referem-se a embutidos, onde foi encontrado ácido sórbico, conservante proibido em salsichas e linguiças. Esses produtos saíram dos frigoríficos Souza Ramos, no município de Colombo (PR), e já foram recolhidos. Foi comprovado ainda excesso de amido em salsichas produzidas pelo frigorífico Peccin, de Curitiba (PR) e de Jaraguá do Sul (SC).

Também foram encontrados problemas de ordem econômica na produção de frango com excesso de água, processado pela unidade da BRF de Mineiros (GO) e pelo Frango DM.

Das oito análises de produtos que apresentaram possível risco à saúde pública, sete laudos se referem a hambúrgueres contaminados por Salmonella, produzido pelo frigorífico Transmeat (SIF 4644), dono da marca Novilho Nobre. Essa linha de produção da empresa foi fechada e os lotes do produto recolhidos no dia 23 de março. Os produtos serão obrigatoriamente descartados e destruídos, sob supervisão de técnicos do Mapa.

Também foi constatada a presença da bactéria Estafilococus Coagulas Positiva na linguiça cozida produzida pelo Frigorífico FrigoSantos (SIF 2021). “Esta análise só ficou pronta hoje pela manhã, sendo determinado o recolhimento preventivo da linguiça e interdição desta linha de produção”, disse o secretário-executivo.

O Mapa iniciou o procedimento para cancelar o SIF dos frigoríficos Peccin (SIFs 825 e 2155) e do Central de Carnes (SIF 3796). “Outros frigoríficos também poderão ter o registro cassado, na medida em que nossas auditorias avancem. Todos os que erraram terão de pagar pelo erro. Não importa se são grandes ou pequenas empresas”, alertou Novacki.

Por orientação do ministro Blairo Maggi e pelo fato de a força-tarefa haver encerrado os trabalhos antes das três semanas previstas, nos estabelecimentos citados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal, o Mapa vai intensificar a fiscalização e antecipar o calendário de auditorias. Já estão sendo realizadas ações em Pernambuco, Bahia, Tocantins, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. As equipes de fiscalização nesses estados terão rodízio com troca de posições e até possíveis substituições de superintendentes. “Queremos que essas auditorias nos deem a situação real de como estão funcionando os serviços de inspeção em cada estado. Todos os resultados serão divulgados e compartilhados com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal”, garantiu.

“Também por determinação do ministro Blairo Maggi, todos os indícios de crime, seja contra a saúde pública ou de ordem econômica, serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal para devidas providências. Nós, no Mapa, estamos limitados à esfera administrativa, cabendo à Justiça e à Polícia Federal investigar, prender, processar e condenar”, observou Novacki.

Para reconquistar a confiança dos mercados e mostrar a robustez do sistema de fiscalização de produtos de origem animal do Brasil, o secretário-executivo irá viajar, entre os dias 17 e 27 de abril, para se reunir com autoridades dos governos do Irã, Egito e Argélia. Em maio, o ministro Blairo visitará a China, Hong Kong, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Europa para intensificar as negociações com importadores da carne brasileira.

196

VBP da lavoura de soja apresenta melhor perspectiva para o ano

O valor bruto da produção das principais lavouras do país para este ano é de R$ 367,8 bilhões. A estimativa é do Valor Bruto da Produção (VBP) de fevereiro, calculado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

As lavouras de soja são as que apresentam a melhor estimativa, com R$ 124 bilhões de reais, seguidas pelo milho, cana-de-açúcar e café.

O Valor Bruto da Produção, VBP, é elaborado com base nos preços médios recebidos pelos produtores dos 26 principais produtos agropecuários do Brasil e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento rural.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o VBP total da lavoura e da pecuária de fevereiro de 2017 foi estimado em 548 bilhões de reais para este ano, 3,2% superior ao registrado no ano passado.

O Ministério destacou que o desempenho positivo da safra atual, com o aumento da produção de alimentos e outros produtos, culmina no recorde do VBP deste ano, que será o maior dos últimos 30 anos.

soja

Ministério da Agricultura interdita frigoríficos e afasta 33 servidores

Três frigoríficos foram interditados e 33 servidores envolvidos na Operação Carne Fraca destituídos das funções que ocupavam no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), anunciou o secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki. As medidas foram tomadas em função da operação desencadeada nesta sexta-feira (17/03) pela Polícia Federal, que investiga o pagamento de propina para obtenção de licenças sanitárias.

O secretário observou que o corpo técnico do Mapa é altamente qualificado e que o sistema de inspeção federal é robusto, sendo submetido a avaliações constantes, incluindo as de autoridades sanitárias estrangeiras por parte de 150 países importadores de carnes brasileiras. “Não vamos tolerar desvios e atos de corrupção. Estamos tomando medidas enérgicas em relação a servidores e empresas e compartilhando informações com a Polícia Federal e com o Ministério Público”, disse Novacki.

As intervenções do Mapa ocorreram no frigorífico da BRF de Mineiros (GO), de abate de frangos, e nas unidades da Pessin em Jaraguá do Sul (SC) e em Curitiba (PR), que produzem embutidos (mortadela e salsicha). Em relação aos servidores, estão sendo abertos processos administrativos. “Cabe ressaltar que há processos que foram abertos já no passado, em fase de investigação, e que estamos dando todo o suporte à PF”, ressaltou o secretário. “As primeiras denúncias do caso divulgado hoje ocorreram há quase sete anos e, há dois anos, foram iniciadas as investigações culminado com as prisões e conduções coercitivas”, acrescentou.

O secretário enfatizou que o Mapa não admite atos ilícitos e apoia integralmente quaisquer ações que visem coibi-los. Além de desenvolver ações próprias, assinalou, o Ministério da Agricultura tem parcerias com outros órgãos federais para fornecer dados, coletas oficiais de amostras, análises laboratoriais e resultados de ações fiscalizatórias.

Novacki admitiu preocupação com repercussão no exterior, observando que o Brasil é um grande player no mercado internacional do agronegócio. Mas ressaltou que as denúncias se referem a casos isolados e que o produto brasileiro tem reconhecimento no exterior.

994a1dc9-d3c0-464c-b3b2-fbf20bf7c7d5
Foto: Carlos Silva / Mapa / Divulgação

 

 

Vacinação contra a febre aftosa: AM e PA são os primeiros estados a imunizar rebanhos

A partir desta quarta-feira (15/03), começa oficialmente a vacinação contra a febre aftosa no Brasil. Os estados do Amazonas e do Pará são os primeiros do calendário. Nessas áreas, todo o rebanho bovino e bubalino deverá ser imunizado. A estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é de que, no primeiro semestre deste ano, sejam imunizados 1,325 milhão de animais no Amazonas e 20,111 milhões no Pará.

No primeiro semestre de 2016, foram vacinados 985.634 animais no Amazonas. O número de bovinos e de bubalinos no Pará, também no primeiro semestre do ano passado, foi 19,939 milhões de cabeças.

A vacinação no Amazonas compreende duas áreas do estado: a zona não livre e zona livre com vacinação. Na zona não livre, ao longo do Rio Amazonas, o período começa nesta quarta-feira e vai até 30 de abril. Na zona livre com vacinação, no sul de Canutama e Lábrea, o período vai de 15 de abril a 15 de maio, e na Boca do Acre e Guajará, de 1º a 30 de maio.

Em parte do estado do Pará a vacinação vai de 15 de março (hoje) a 30 de maio e, em, Roraima será de 1º de abril a 15 de maio. Rondônia aplica a dose contra a aftosa de 15 de abril a 15 de maio em animais com idade até 24 meses.

Vacinação

Para que a imunização aconteça é preciso seguir as seguintes recomendações:

• Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação

• Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas, lembre-se: só vacine bovinos e búfalos

• Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação

• Compre as vacinas somente em lojas registradas

• Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C

• Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre

• Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml

• O lugar correto de aplicação é a chamada tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou abaixo da pele. Aplique com calma

• Lembre de preencher a declaração de vacinação e de entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas

noticias_1429215337

Curtas

1. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário repassou R$ 8,5 milhões para 6.361 agricultores familiares. A ação acontece através do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA.

2. Publicada Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que fortalece o controle da gripe aviária. As medidas visam evitar que doença – presente em dezenas de países – contamine aviários do país.

3. A Conab realiza na próxima quinta-feira (09/03) o quarto leilão de venda de café do ano. Serão ofertadas 147,47 mil sacas de 60 kg de café arábica, por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização, na modalidade mista. Os grãos estão em armazéns de Minas Gerais.

4. Armazenadores ou depositários de arroz dos estados do RS e SC têm até o dia 17 deste mês para participar da pesquisa de estoques privados de arroz realizada pela Conab. O levantamento, feito anualmente, contribui para o planejamento de políticas públicas de fomento à produção agrícola e de abastecimento alimentar.

gripe-aviaria

Balança comercial do agronegócio: vendas externas em janeiro atingem US$ 5,87 bilhões

As exportações do agronegócio em janeiro somaram US$ 5,87 bilhões, com crescimento de 17,9% em relação aos US$ 4,98 bilhões exportados em janeiro do ano passado. As importações também cresceram, passando de US$ 913,01 milhões para US$ 1,27 bilhão (+39,1%). Como resultado, o superávit do setor subiu de US$ 4,06 bilhões para US$ 4,60 bilhões. Os dados são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O complexo sucroalcooleiro foi o setor com maior expansão nas vendas externas entre os setores exportadores do agronegócio nesse mês de janeiro. O valor das exportações desses produtos subiu 110% em relação a janeiro de 2016, passando de US$ 489,34 milhões para US$ 1,03 bilhão. No setor, o principal produto exportado foi o açúcar (92,9%). Foram US$ 955,40 milhões em açúcar de cana, com elevação de 120,7% no valor embarcado.

O setor de carnes – bovina, suína e de frango – atingiu US$ 1,21 bilhão. O montante representou crescimento de 31,1% em relação aos US$ 926,23 milhões exportados em janeiro de 2016. As vendas externas de carne de frango registraram o maior incremento em valor dentre os três principais tipos de carnes exportadas, subindo 33,6%, em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016, o que gerou US$ 149,16 milhões. A quantidade também foi recorde para janeiro, com 355,1 mil toneladas exportadas.

As exportações do complexo soja tiveram expansão de 54,7%, em janeiro, o que resultou em US$ 961,05 milhões em exportações. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 364,79 milhões (+147,1%).

3309_ext_arquivo
Crescimento se deve, principalmente, ao açúcar, soja em grão e carne de frango (Foto: Divulgação)

Desburocratização do Agro+ é modelo para outros Ministérios

O programa Agro+, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que visa a desburocratização e modernização do setor, está sendo seguido por outros Ministérios, a pedido do presidente Michel Temer. Propostas de ministros de diferentes áreas estão sendo examinadas na Casa Civil, disse o presidente, durante cerimônia, nesta segunda-feira (20/02), em que o governo de São Paulo lançou a versão local do programa em parceria com a Federação da Agricultura estadual (Faesp).

“Depois que o Blairo fez, reuni os ministros para que fizessem o mesmo”, observou em seu discurso, no evento que teve a presença do governador Geraldo Alckmin. Temer destacou a importância do agronegócio para a economia brasileira. “É a força motriz da economia”, enfatizou. Destacou as missões internacionais que Maggi tem realizado, “divulgando a agricultura brasileira” e as ações de sustentabilidade ambiental, “que mantém preservados 61% do território nacional na forma original”. E acrescentou que “o Brasil respeita o meio ambiente e o Acordo do Clima de Paris”.

Prazos

O ministro Blairo Maggi disse esperar que todos os estados implantem o Agro+ local até o fim deste ano, assim como os municípios, informou. São Paulo foi o segundo estado a aderir ao programa, depois do Rio Grande do Sul. O Distrito Federal está com lançamento agendado para a segunda quinzena de maio, durante a feira AgroBrasília . Os estados de Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás, já demonstraram interesse ou estão com seus planos avançados.

“As regras precisam ser ajustadas para estados para que a flexibilização feita pelo governo dê resultado”, enfatizou o ministro, acrescentando que a reprodução do modelo demonstra tratar-se de uma política consistente . É preciso evitar que novas barreiras locais emperrem os negócios, segundo ele. Maggi destacou que, em relação ao crédito rural, o Banco do Brasil já adotou medidas de desburocratização.

O ministro enviou recentemente à Casa Civil da Presidência da República sugestões de mudanças no Riispoa, que facilitarão a vida dos produtores rurais, sendo, muitas das alterações, relativas à carne. O Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal) prevê normas de inspeção industrial e sanitária de recebimento, manipulação, transformação, elaboração e preparo de produtos. Essas mudanças estavam previstas como parte das medidas do Agro+, quando do lançamento do programa, em agosto do ano passado.

Outras medidas que integram o Agro+

  • Transparência e Parcerias

– Lançamento do Sistema de rótulos e produtos de origem animal

– Acordo com a CNA (troca de informações sanitárias, de 2 anos para 3 meses)

– Cooperação com a ABRAFRIGO, ABIEC, ABPA, VIVA LÁCTEOS

– Parcerias com entidades da sociedade civil organizada

  • Melhoria do processo regulatório e normas técnicas

– Alteração da temperatura de congelamento da carne suína

(-18°C para -12°C)

– Isenção de registro para estabelecimentos comerciais de produtos veterinários

  • Facilitação do comércio exterior

– Fim da reinspeção nos portos e carregamentos vindos de unidades com SIF

– Revisão de regras de certificação fitossanitárias

– Aceite de laudos digitais também em espanhol e inglês

– Permitir a utilização de containers para armazenamento de produtos lácteos

– Simplificação de procedimentos da vigilância internacional, em portos e aeroportos, sem abrir mão da qualidade e segurança do serviço.

– Atualização do RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, de 1952)

agro_mais_09_11_2016

Curtas

1. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018. Culturas de soja, milho e cana-de-açúcar serão beneficiadas com o maior detalhamento do grau de risco oferecido pelo clima. As portarias vão ter os períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). A mudança permite que produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o Governo Federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões.

2. A Câmara de Comércio Exterior aprovou a redução de 10% para 2% do imposto de importação para o café robusta (conilon). A medida se aplica a cota de até 1 milhão de sacas de 60 kg (ou 250 mil sacas mensais), entre fevereiro e maio de 2017.

3. Oficinas promovidas pelo Ministério da Integração Nacional incentivam produtores de mel e fortalecem a cadeia produtiva. Apicultores, técnicos e representantes de entidades de apoio se reuniram no Ceará para discutir práticas de produção e traçar um diagnóstico das necessidades locais. A atividade também será realizada em MG, SC, PA e DF. Mais informações no www.mi.gov.br.

4. Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estimula a criação e a formalização de agroindústrias familiares. As regras que orientavam a produção de laticínios, ovos e mel comuns aos médios e grandes produtores foram flexibilizadas para viabilizar os pequenos negócios.

5. Pequenos e médios agricultores do Nordeste podem renegociar dívidas rurais. Uma portaria estabelece novas regras operacionais para a renegociação de dívidas de agricultores em perímetros públicos irrigados sob gestão da Codevasf e do Dnocs. A medida beneficia cerca de 12 mil agricultores atingidos pela seca prolongada em regiões do semiárido.

sfgdfhgjfdjhs

Estudo aponta crescimento das exportações pelos portos do Arco-Norte

O porto de Santos continua sendo o principal canal para escoamento de milho e soja produzida na safra 2016/17, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte. A expectativa é que sejam exportados 19,8 milhões de toneladas de soja e 10,4 milhões de toneladas de milho pela cidade paulista, revela estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre rotas de exportações pelos portos nacionais.

De acordo com o documento, a expectativa é de que sejam exportadas 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17. Deste total, cerca de 75% da produção de milho e soja sairão pelos portos do centro-sul do país.

Em Santos/SP o incremento é pequeno, uma vez que os embarques estão perto da capacidade máxima do porto. A expectativa é de um aumento de 400 mil toneladas nas exportações de soja pelo terminal paulista, na comparação com a safra 2015/16. Pelo mesmo motivo, os embarques em Paranaguá/PR devem se manter mantêm em índices próximos a 13 milhões de toneladas do grão.

Arco Norte – O maior crescimento no fluxo de exportações está previsto para o porto de Itaqui/MA. Pelos dados de movimentações de anos anteriores, o melhor desempenho registrado pelo porto foi em 2015, com a saída de 7,2 milhões de toneladas de soja e milho. Neste ano, a estimativa é de que apenas a soja seja responsável por 6,6 milhões de toneladas exportadas por Itaqui.

Este bom desempenho no porto do Maranhão impulsiona o crescimento das exportações pelo Arco Norte. Cerca de 23,8%  do total exportado de milho e soja devem deixar o país pelos portos fora do eixo centro-sul. Apenas Itaqui representa 37,2% do volume a ser destinado ao mercado externo pelos corredores de escoamento do Arco Norte.

Apesar do aumento da participação do Arco Norte, o porto de Santos ainda é o local que apresenta maior eficiência para escoamento da produção. A carência na infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e os portos que não se situam no centro-sul do país dificultam o escoamento por essa região ao encarecer os custos para o produtor.

“O aumento da atratividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado externo vai depender de um sistema logístico nacional que promova maior agilidade para produtores e fornecedores de forma a propiciar otimização dos custos pelo menos próximos aos observados nos países concorrentes com a exportações nacionais”, avalia o analista de mercado Carlos Eduardo tavares, responsável pelo estudo. O trabalho, chamado “Estimativa do Escoamento das Exportações do Complexo Soja e Milho pelos Portos Nacionais: Safra 2016/17”, faz parte do Compêndio de Estudos da Conab.

Clique aqui para ter acesso a publicação.

97abdd674c9456f9d6abfd721b2e11c7