CTNBio aprova cana-de-açúcar transgênica e Brasil será primeiro país do mundo a iniciar a produção

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, nesta quinta-feira (08/06), a liberação comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada. Com isso, o Brasil vai ser o primeiro país do mundo a produzir esse tipo de cana. A CTNBio também aprovou a liberação comercial de uma vacina viva recombinante contra a influenza de equinos, denominada Proteqflu.

“Desde os tempos coloniais, a cana-de-açúcar tem um papel importante para a economia brasileira. O fato é que o Brasil desenvolveu e vai ser o primeiro país do mundo a aplicar a biotecnologia em cana. Com isso, a produtividade e a qualidade do produto devem aumentar”, avaliou um dos relatores do pedido, o professor Jesus Aparecido Ferro, do Departamento de Tecnologias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ele ressaltou que a decisão da CTNBio é baseada na segurança dos estudos comprovados. “Da maneira que está sendo produzida, não oferece nenhum risco”, ressaltou.

O pedido de liberação foi feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que desenvolveu uma variedade da planta resistente à broca do colmo, praga comum nos canaviais do centro-sul do país.

Segundo o presidente da CTNBio, Edivaldo Velini, em duas décadas de existência, a comissão elaborou relatórios acerca de 74 pleitos de Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) de cana-de-açúcar transgênica. “A liberação da cana, decisão tomada hoje pela maioria dos membros da CTNBio, é, certamente, uma tecnologia que será importante para o futuro do Brasil”, afirmou.

Indústria nacional

De acordo com o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, as 360 usinas sucroalcooleiras do Brasil movimentam, anualmente, R$ 100 bilhões de valor bruto por toda a cadeia. Além disso, geram cerca de 1 milhão de empregos formais diretos e mobilizam 70 mil produtores independentes. “Somos o terceiro segmento na pauta de exportação do agronegócio do Brasil, principalmente no mercado de açúcar, com R$ 14 bilhões em divisas”, disse. “Há impacto em mais de mil municípios.”

Na visão de Sousa, o investimento em tecnologia canavieira costuma ter baixo retorno financeiro, porque predomina em países emergentes, diferentemente de culturas como beterraba e milho, presentes nos Estados Unidos e na Europa. “Muito disso é explicado pelo fato de não haver tanto interesse de grandes multinacionais em cana-de-açúcar”, ponderou. “São as empresas nacionais que colocam recursos, em busca de avançar em produtividade.”

Histórico

O CTC protocolou em 27 de dezembro de 2015 o pedido de liberação comercial que motivou uma audiência pública realizada em outubro passado, em Brasília. O processo de liberação da cana-de-açúcar resistente à broca do colmo aguardava deliberação das subcomissões setoriais ambiental, animal, vegetal e de saúde humana da CTNBio.

A CTNBio é uma instância colegiada multidisciplinar ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Sua finalidade é prestar apoio técnico-consultivo e assessoramento ao governo federal para formular, atualizar e implementar a Política Nacional de Biossegurança. Agora, a liberação da cana de açúcar segue para registro e avaliação do Ministério da Agricultura.

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Foto: Rural Pecuária / Divulgação

 

Governo Federal anuncia R$ 190,25 bilhões com juros menores para financiar agricultura

O presidente Michel Temer e o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciaram, nesta quarta-feira (07/06), no Palácio do Planalto, o maior volume de recursos da história para financiar a agricultura brasileira. São R$ 190,25 bilhões destinados ao Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, por meio do qual médios e grandes produtores poderão acessar o crédito rural, entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2018. O governo federal também reduziu, entre um e dois pontos percentuais, os juros das operações.

O presidente Michel Temer destacou o crescimento de 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário no primeiro trimestre deste ano, que, segundo ele, sustentou a economia no período. E destacou que a destinação de mais de R$ 190 bilhões para o setor não permite ser pessimista ao comportamento da atividade econômica. “O otimismo permeia esta solenidade”, frisou, lembrando que, na semana anterior, já foram anunciados mais de R$ 30 bilhões somente para a agricultura familiar. Temer destacou ainda que o ministro Blairo Maggi adotou medidas de desburocratização desde que assumiu o Mapa e tem viajado ao exterior para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.

O montante dos recursos destinados ao Plano Agrícola e Pecuário reforça a prioridade dada pelo governo federal ao agronegócio e à geração de emprego e renda. Mesmo com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de 2016, que limitou os gastos públicos, o entendimento no Palácio do Planalto é de que é fundamental ampliar os valores para o crédito rural em um momento de incentivo à retomada do crescimento econômico.

Maggi falou com entusiasmo sobre a previsão da colheita de 232 milhões de toneladas de grãos neste ano, mas acrescentou que, incluindo toda a produção agrícola e pecuária, o resultado anual supera 1,2 bilhão de toneladas. O ministro enfatizou a importância da pesquisa, da tecnologia para a posição que o Brasil ocupa no mercado mundial do agronegócio (com 6,9% de participação) . E frisou que o crescimento da produção tem sido alcançado preservando 61% do território nacional. “Isso não acontece em nenhum outro país do mundo”, afirmou.

O plano repercute em criação de vagas em toda a cadeia produtiva, na geração de divisas com exportação de produtos agropecuários, além de proporcionar alimentação mais barata e inflação menor, beneficiando as famílias. O agronegócio impacta a economia não apenas do campo, mas também a da cidade, movimentando lavouras e a agroindústria de alimento, além de setores como de máquinas e equipamentos, de vestuário e transporte de carga. O setor é responsável por metade das exportações e por 21% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 34 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). O montante para investimento saltou de R$ 34,05 bilhões para R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12%. Apoio à comercialização terá 1,4 bilhão.

Juros

Quanto aos juros, houve redução de um ponto percentual ao ano nas linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano nos programas prioritários voltados à armazenagem (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns/PCA – 6,5% a.a.) e à inovação tecnológica na agricultura (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária/Inovagro – 6,5% a.a.).

No custeio, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. O mesmo aconteceu para os programas de investimento, à exceção do PCA e Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano.

Para acompanhar o crescimento da produção agrícola, que deve se situar em 232 milhões de toneladas de grãos, com aumento de 24,3% em relação à safra 2016/2017, com perspectivas de superar tal recorde em 2017/18, o governo federal garante recursos para investimento em armazenagem, de R$ 1,6 bilhão. Nessa temporada, os cerealistas também serão beneficiados no plano.

Os recursos para armazenagem, de acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, vão ajudar o produtor a suprir a necessidade de logística, beneficiando cerealistas e cooperativas, que terão prazo de amortização do crédito em até 15 anos.

O Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) terá juros de 7,5% ao ano e contará com R$ 21,7 bilhões, com alta de 12%. Os médios produtores rurais terão à disposição R$ 18 bilhões em custeio e R$ 3,7 bilhões em investimentos.

O programa de Inovação Tecnológica (Inovagro) tem uma linha de crédito para apoiar o uso da conectividade no campo. Isso contribuirá para melhorar ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet. A inovação tecnológica é um dos principais fatores para alavancar a produtividade agrícola.

O Inovagro contará, neste ano agrícola, com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor. O programa financia, por exemplo, equipamentos de agricultura de precisão.

Entre as novidades do plano está a retomada da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para renovação de canaviais (Prorenova Rural), com recursos de R$ 1,5 bilhão, em condições favorecidas.

Moderfrota

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) passa a contar com R$ 9,2 bilhões, com incremento de 82,2%. A compra de máquinas e implementos agrícolas terá o limite de financiamento de 90% do valor financiado, com prazo de pagamento de 7 anos.

O limite de financiamento de custeio é de R$ 3 milhões por produtor, por ano-agrícola. Para o médio produtor, o limite é de R$ 1,5 milhão. O prazo de pagamento é de 14 meses para produtores de grãos.

O governo elevou a abrangência de finalidades financiadas com a fonte LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e espera atingir o montante de R$ 27,3 bilhões, dessa fonte, no financiamento da cadeia do agronegócio.

Em 2018, o produtor poderá contar com R$ 550 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com aumento de 37,5%. O PSR oferece ao agricultor a oportunidade de proteger sua produção agrícola com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

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Recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 contribuem para a retomada do crescimento econômico (Foto: Divulgação)

Plano Safra da Agricultura Familiar é apresentado no Palácio do Planalto

Um ano após assumir o compromisso de manter as ações voltadas para a agricultura familiar, o Governo Federal reafirma tal objetivo com o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017-2020. Principal fonte de incentivo ao produtor rural brasileiro, o programa foi lançado nesta quarta-feira (31), aliado a outras medidas em prol do crescimento agrícola no país. Os juros mais baixos, principal pleito do segmento, foram mantidos, além do montante disponibilizado para o crédito, que é R$ 30 bilhões. Em um novo modelo, agora plurianual, o Plano Safra abrange e assegura a atuação do governo em grandes eixos, como regularização fundiária, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), comercialização e agroecologia, pelos próximos três anos.

Anualmente, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) lança o Plano Safra da Agricultura Familiar com vigência de julho a junho do ano seguinte. O mês de divulgação é escolhido estrategicamente para se adequar ao início do calendário da safra agrícola brasileira. Este ano, o Plano Safra vai além do crédito rural e traz 10 eixos principais. São eles: crédito e seguros da produção; Novo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF); titulação de terras; regulamentação da Lei da Agricultura Familiar; agroecologia; apoio à modernização produtiva da agricultura familiar; comercialização dos produtos da agricultura familiar; Ater; agricultura urbana e periurbana e ações integradas no Semiárido.

Segundo o secretário da Sead, José Ricardo Roseno, as ações criam mecanismos para o agricultor produzir cada vez mais e melhor. O eixo regularização fundiária, por exemplo, visa oferecer segurança jurídica, com a titulação. “Não basta apenas crédito. É preciso ir além, é necessário um conjunto de ações para fortalecer o setor”, explicou Roseno durante o evento.

Ao detalhar o Plano, Roseno explicou que para o ano agrícola 2017/2018, serão disponibilizados R$ 30 bilhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Para produtos da cesta básica e que compõem os índices de inflação, a taxa será de 2,5%. Roseno afirmou também que a produção do agricultor ficará mais protegida com o aperfeiçoamento do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF). O valor segurado poderá chegar a R$ 10 bilhões. “O seguro prevê garantia de renda de até 80% da receita bruta esperada da lavoura. A cobertura de renda líquida será de até R$ 40 mil para lavouras permanentes e olerícolas e R$ 22 mil para demais”, frisou.

A cerimônia de lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar aconteceu no Palácio do Planalto e reuniu o presidente da República, Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, além de presidentes de diversas entidades do segmento, ministros, parlamentares, representantes de movimentos sociais e agricultores familiares.

Durante o evento, o presidente Michel Temer assinou dois decretos: o de regulamentação de créditos para a reforma agrária e de regulamentação da Lei da Agricultura Familiar, que institui o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) com o objetivo de identificar os agricultores que podem acessar as políticas de incentivo à produção agrícola familiar. “Muitos alimentos que vão para a mesa do brasileiro ou para a lancheira das crianças são produzidos pelas mãos dos agricultores familiares. Eles são a força motriz do desenvolvimento do país”, declarou Michel Temer.

O ministro Eliseu Padilha trouxe números que comprovam a importância da agricultura familiar para a economia do país e em seguida frisou os objetivos da política. “O Plano se alicerça em tecnologia, em Ater, em regularização fundiária e em políticas específicas para água. São R$ 30 bilhões para este ano, mas seguramente teremos um aumento desses valores para os próximos anos, devido a importância do setor”, adiantou Padilha.

Regularização fundiária

Figura chave do Plano, o agricultor familiar foi representado por um grupo de produtores rurais do Distrito Federal (DF) e do Entorno. Eles comemoraram a inclusão da regularização fundiária no novo modelo do Plano Safra. Dentro da regularização fundiária proposta, o destaque recai sobre a Medida Provisória (MP) 759, compreendida como estratégia pacificadora para o acesso ao título de terra. Durante o evento, o presidente Michel Temer pediu celeridade na votação da MP no Senado Federal.

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Máquinas de construção ganham cada vez mais espaço no agronegócio

A Case Construction Equipment e sua concessionária na Bahia, a Technico, participam da Bahia Farm Show, feira que acontece de 30 de maio a 3 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, mostrando a diversidade do uso das máquinas de construção no agronegócio. Será exposta uma pá-carregadeira W20E no estande da concessionária Maxum, da marca de máquinas agrícolas Case IH.

Todas as máquinas de construção têm algum tipo de aplicação no segmento agrícola. A minicarregadeira, por exemplo, faz movimentação de materiais em pequenas propriedades; com a retroescavadeiras faz-se tanques, valas para preparo do plantio e movimentação de materiais; as pás-carregadeiras, como a W20E, que estará em exposição na feira, fazem limpeza de áreas, tanques e movimentação de materiais, por exemplo; as escavadeiras hidráulicas cavam tanques em fazendas; as motoniveladoras são usadas para abertura e manutenção das estradas vicinais; e os tratores de esteiras, na limpeza de áreas e abertura de tanques.

O agronegócio está entre os principais segmentos consumidores de máquinas CASE na Bahia, ao lado do de locação, construção, indústria, cerâmica e fertilizante, informa o gerente Comercial de Máquinas da Technico, João Freire.

Case Construction Equipment – comercializa e dá suporte a uma linha completa de equipamentos de construção ao redor do mundo, incluindo a primeira retroescavadeira fabricada, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás-carregadeiras, tratores de esteira e minicarregadeiras. Por meio dos revendedores CASE, os clientes têm acesso a um verdadeiro parceiro profissional com equipamentos de classe mundial e suporte de pós-venda, garantias líderes de mercado e financiamento flexível. A CASE é uma marca da CNH industrial NV, líder mundial em bens de capital listada na New York Stock Exchange (NYSE: CNHI) e no Mercato Telematico Azionario da Borsa Italiana (MI: CNHI). Mais informações sobre a CNH industrial podem ser encontradas online em www.cnhind.com.

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Pá-carregadeira W20E exposta na Bahia Farm Show (Foto: Divulgação)

Curtas

1. No próximo dia 01/06, o movimento #bebamaisleite promove uma palestra com o educador físico Marcio Atalla. O evento acontece em Belo Horizonte, e faz parte das comemorações do Dia Mundial do Leite.

2. O Brasil lidera a produtividade agropecuária mundial. Entre 2006 e 2010, o rendimento da atividade rural foi de 4,28% ao ano, seguido pela China (3,25%) e pelo Chile (3,08%). A soja está entre as culturas com melhor desempenho.

3. O Cadastro Ambiental Rural já alcança 76% do meio rural do Distrito Federal. O registro online é obrigatório para todos os imóveis rurais. O prazo para adesão vai até 31 de dezembro.

4. Quatro estados concentram quase 70% da produção de grãos do país: Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. Segundo a Conab, os estados respondem por 67% da safra nacional de grãos. A alta tecnologia e a disponibilidade de terras seriam fatores importantes para o bom desempenho na produção.

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Produção de alta genética rural e de sêmen terão isenção de imposto

com informações da Agência Brasília

Produtores rurais de alta genética e criadores de gado para produção de sêmen foram incluídos na lista de convênio para fins de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, visitou a Feira Internacional de Cerrados, AgroBrasília, e assinou a medida, que busca fortalecer o avanço tecnológico e a produtividade no campo. “O projeto de lei, que retira o ICMS de todo o material genético de embriões de gado registrado, será muito importante para fortalecer Brasília como polo de pecuária de alta qualidade”, ressaltou Rollemberg.

O governador aproveitou o evento para falar sobre as obras do anel viário de Brasília, que desafogará áreas urbanas e trará benefícios também para a zona rural.

Ele disse que já estão contratados projetos num total de 320 quilômetros, entre implantação de malhas e duplicação das já existentes. “Neste momento, estamos contratando a criação dos projetos. Depois vamos atrás dos recursos para poder licitar.”

PAD-DF, uma história que superou o sonho

Maior evento de agronegócio do Centro-Oeste, a abertura da feira contou com o lançamento do livro PAD-DF – uma história que superou o sonho, sobre a experiência vitoriosa do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF).

A primeira cópia do livro foi entregue ao agricultor mais antigo do programa. Ruben Landenberger, de 59 anos, filho do primeiro produtor instalado na região, sentiu-se honrado com a homenagem. O governador Rollemberg também recebeu um exemplar.

Além do lançamento do livro, uma exposição sobre a história do PAD-DF foi montada no estande da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF).

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Previsão de safra de grãos tem novo recorde histórico: 232 milhões de toneladas

A produção de grãos prevista para a safra 2016/17 atinge novo recorde e chega a 232 milhões de toneladas, com um aumento de 24,3% ou 45,4 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A 8º estimativa da safra atual foi divulgada nesta quinta-feira (11/05) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A super safra se deve ao crescimento de área e às boas produtividades médias. A previsão é de ampliação de 3,5% na área total, podendo chegar a 60,4 milhões de hectares, incluídas as culturas de segunda e terceira safras.

A soja deve ter um crescimento de 18,4% na produção, devendo atingir 113 milhões de toneladas, com ampliação de 1,8% na área plantada, que pode chegar a 33,9 milhões de hectares. Já o milho total deve alcançar 92,8 milhões de toneladas, 39,5% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,2 milhões de toneladas para a primeira safra e de 62,7 milhões para a segunda. A área total de milho deve ser de 17,2 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 8,3%. Milho e soja correspondem a quase 90% dos grãos produzidos no país.

A produção do feijão primeira safra deve alcançar 1,38 milhão de toneladas, resultado 33,5% superior ao ciclo 2015/2016. Já a segunda safra deve produzir 1,26 milhão de toneladas, sendo 624 mil do grão cores, 219,1 mil do preto e 415,4 mil do feijão caupi. O feijão total teve atingir uma produção de 3,3 milhões de toneladas, com área de 3,1 milhões de hectares. No caso do algodão pluma, o crescimento é de 15,5%, podendo chegar a 1,5 milhão de toneladas, apesar da estimativa de redução de 1,6% na área cultivada.

Culturas de inverno – As projeções para esses cultivos indicam queda de 7,8% na área de trigo. A previsão é de que seja plantado 1,95 milhão de hectares, contra 2,1 milhões de ha na safra passada. Com isso, a produção deve chegar a 5,2 milhões de toneladas, uma redução de 22.3% frente às 6,7 milhões de t de 2016. As outras culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) também sofrem perda na produção, mesmo com alguns aumentos de área, como no caso da aveia e da cevada.

A pesquisa foi realizada no período de 23 a 29 de abril em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.

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Índices do custo de produção de suínos e frangos de corte recuam a valores de 2015

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos divulgados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (www.embrapa.br/suinos-e-aves/cias), registraram em março mais um mês de queda.

O ICPFrango/Embrapa fechou março com 187,20 pontos, baixa de 4,39% em relação ao mês anterior. A última vez que o índice da Embrapa para a produção de frangos de corte havia registrado pontuação semelhante havia sido em setembro de 2015 (quando chegou aos 191,98 pontos).

O custo de produção no Paraná, maior produtor nacional e usado como referência, foi de R$ 2,42 por kg de frango vivo (R$ 0,11 a menos que em fevereiro e R$ 0,19 a menos que em janeiro). No ano, o ICPFrango acumula baixa de 11,13%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de -12,90%.

Já o ICPSuíno/Embrapa oscilou -4,30%, caindo para 192,73 pontos, fechando abaixo dos 200 pontos pela primeira vez desde setembro de 2015. O custo de produção do kg de suíno vivo em ciclo completo em Santa Catarina, maior produtor nacional e usado como referência no índice, ficou em R$ 3,37 em março, 15 centavos a menos que em fevereiro.

Principal item na composição do ICPSuíno (73,28% do preço), a nutrição dos animais recuou 4,21% em março, representando R$ 2,47 do total do custo de produção. Em 2017, o ICPSuíno acumula queda de 12,80%, e chega a -11,28% nos últimos 12 meses.

ICP/Embrapa – Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. O ICPFrango/Embrapa refere-se aos custos de produção no Paraná para aviário tipo climatizado em pressão positiva, modelo referencial de produção. Já o ICPSuíno/Embrapa é obtido a partir de resultados de custos da produção de suínos em sistema ciclo completo em Santa Catarina.

Aplicativo Custo Fácil – Disponível para download gratuito, o Custo Fácil auxilia o produtor integrado e a assistência técnica a organizar as informações necessárias para estimar o custo de produção e obter relatórios úteis para a gestão da granja. O aplicativo é indicado para integrados com contratos de parceria e de comodato para os sistemas de produção de suínos em creche e terminação, produção de leitões e frango de corte. O aplicativo pode ser baixado em telefone celular ou tablet com sistema Android clicando no ícone da Play Store e fazendo a busca por “Custo Fácil” ou “Embrapa”.

Planilha de cálculo do custo de produção do integrado – A Embrapa Suínos e Aves disponibiliza gratuitamente no site da CIAS uma planilha eletrônica que ajuda produtores integrados de suínos e de frango de corte na gestão da granja. A planilha permite ao produtor integrado e à assistência técnica inserir os coeficientes técnicos bem como o valor dos investimentos em instalações e equipamentos e despesas operacionais, gerando resultados de custos de modo fácil e uma estimativa da Taxa Interna de Retorno (TIR) do investimento realizado.

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Foto: Embrapa / Divulgação

Recorde histórico da safra de grãos agora é de 227,9 milhões de toneladas

A safra 2016/17 de grãos deve chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um aumento de 22,1% ou 41,3 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A previsão está no 7º Levantamento da safra atual, divulgado nesta terça-feira (11/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A elevação comparada à safra 2015/2016 se deve ao aumento de área e às boas produtividades médias da atual safra, que não sofre a influência das más condições climáticas do ano passado. A previsão é de aumento de 3% na área total em relação à safra anterior, podendo chegar a 60,1 milhões de hectares. Estão incluídas neste prognóstico as culturas de segunda e terceira safras.

Para a soja, a expectativa é de um crescimento de 15,4% na produção, devendo atingir 110,2 milhões de toneladas, com aumento de 14,7 milhões de t em relação à safra anterior e ampliação de 1,4% na área, que deve chegar a 33,7 milhões de hectares.

No caso do milho total, deve alcançar 91,5 milhões de toneladas (37,5% de crescimento), com 29,9 milhões de toneladas para a primeira safra e 61,6 milhões para a segunda. A área total do milho deve alcançar 17,1 milhões de hectares (ampliação de 7,3%). No total, milho e soja representam quase 90% dos grãos produzidos no país.

O feijão primeira safra deve chegar a uma produção de 1,38 milhão de toneladas, resultado 33,4% superior ao estudo de 2015/2016. O feijão segunda safra deve produzir 1,22 milhão de toneladas, sendo 607,1 mil do grão em cores, 216,1 mil do preto e 393,6 mil do feijão caupi. A produção de feijão total pode chegar a 3,29 milhões de toneladas, com área total de 3,1 milhões de hectares. Já o algodão pluma deve crescer 14,3% e chegar a 1,47 milhão de toneladas, mesmo com uma redução de 2,6% na área cultivada.

Cadeia agroindustrial do feijão – O estudo atual traz também informações sobre a produção regional desta cultura e a preferência do brasileiro para alguns tipos mais presentes na sua mesa: feijão comum cores (com destaque para o carioca), comum preto e feijão caupi. O primeiro, de maior consumo no país, tem cerca de 80% de sua produção cultivada nos estados da Região Centro-Sul. Já o comum preto, de consumo em alguns estados, é produzido basicamente no Sul do país, enquanto que o caupi, de consumo tipicamente nordestino, tem produção de 60% em alguns estados do Nordeste.

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