Clientes do Banco do Brasil podem contratar opções agro diretamente pelo aplicativo

Clientes do Banco do Brasil já podem contratar opções agro diretamente pelo aplicativo do BB. O processo, que era realizado exclusivamente por funcionários, foi simplificado e automatizado para conferir maior autonomia e agilidade aos produtores rurais. Até então, só era permitido aos usuários simular o valor das contratações via mobile.

O vice-presidente de Agronegócios do BB, Renato Naegele, destaca a importância de mais uma entrega inovadora que possibilitará o atendimento das demandas de forma imediata, com praticidade, segurança e eficiência. “A iniciativa reforça o compromisso do Banco em melhorar e ampliar o uso de opções de derivativos com linguagem simples e direta, por parte dos clientes, sobretudo os nossos produtores rurais”.

O mercado de opções são investimentos que garantem ao investidor o direito, por um período determinado, de comprar ou vender um ativo por um valor pré-determinado em uma data específica no futuro. Ou seja, o produtor rural ao adquirir uma opção, adquire o direito de comprar ou vender seu produto a um preço pré-determinado em um momento futuro. Assim ele tem maior previsibilidade e segurança em seu custo ou receita.

As Opções Agro BB oferecem proteção contra oscilações de preço na negociação das culturas/commodities, como forma de levar aos clientes previsibilidade de receita na comercialização da safra e estabilidade de renda, aprimorando o processo de tomada de decisão. Para o Banco, o produto contribui para a melhora da qualidade da carteira de crédito, como um robusto instrumento de hedge diante das variações de mercado.

O produtor rural Donizete Pafer, de Itapetininga (SP), que contratou o produto na fase piloto, diretamente de sua fazenda, considera a ferramenta “revolucionária” para o agronegócio brasileiro. “Levou apenas um minuto para fazer tudo pelo aplicativo, desde escolher a melhor opção, de acordo com o custo-benefício, até finalizar a operação. Foi tudo muito simples e fácil. Eu vejo nessa ferramenta uma revolução”, completa.

Como contratar

Na “palma da mão”, a solução pode ser acessada a qualquer momento e em qualquer lugar, com poucos cliques pelo APP, no menu Agro (Simulador/Contratação de Opções Agro). Ao escolher a commodity, são apresentados todos os vencimentos e strikes (preços garantidos) disponíveis para que o cliente escolha a opção mais adequada à sua necessidade. Ao final, basta confirmar a operação com a senha de segurança, de seis dígitos.

Produção de café da América do Sul representa 46% da safra mundial

A produção de café na América do Sul foi estimada em 77,47 milhões de sacas de 60kg, volume que representa 46% da safra mundial do ano-cafeeiro 2021-2022. Os cinco maiores países produtores de café da América do Sul são: Brasil, cuja produção anual representa em média 76% da safra dessa região; seguido pela Colômbia, 17%; em terceiro, Peru com 5%; na quarta posição, vem a Venezuela com 1%; e, em quinto, o Equador (1%). Os demais países da América do Sul correspondem a menos de 1% da produção de café da região.

Em relação às exportações de café da América do Sul, no acumulado de cinco meses seguidos, no período de outubro de 2021 a fevereiro de 2022, as vendas aos países importadores totalizaram 24,99 milhões de sacas, volume que registrou uma queda significativa de 14,5% em relação ao mesmo período anterior, que foi de aproximadamente 28,61 milhões de sacas.

Neste contexto, vale destacar que as exportações do Brasil e da Colômbia tiveram redução expressiva no período desta análise. Nesse caso, as exportações dos Cafés do Brasil diminuíram 20,3%, ao atingirem o total de 16,98 milhões de sacas, haja vista que no mesmo período anterior foram exportadas 21,31 milhões de sacas. E as exportações da Colômbia também foram reduzidas nessa mesma base comparativa em 10,5%, com a venda de 5,34 milhões de sacas. Assim, verifica-se que a exportação desses dois países, que são os maiores produtores da América do Sul, representou em torno de 90% das vendas da região.

Os dados e números desta análise foram obtidos do Relatório sobre o mercado de Café março 2022, da Organização Internacional do Café – OIC.

Febre aftosa: campanha nacional de vacinação 2022

No dia 1º de maio começou a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2022. Nesta fase, deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades, para a maioria dos estados, conforme o calendário nacional de vacinação. A exceção fica apenas para 11 unidades da Federação – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. Ana Carla Vidor, chefe da Divisão de Febre Aftosa e Outras Doenças Vesiculares da SDA/Mapa, falou sobre a vacinação.

A revisão dos contratos de produtos agrícolas em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia: possibilidade de aplicação da teoria da impressão ao caso

por Rafael Guimarães*

É sabido que os agricultores brasileiros têm se questionado sobre o ônus com relação aos prejuízos de uma venda de grãos com preço pré-determinado, e isso tem tomado proporções econômicas e jurídicas quando incidem alguns fatores como a alta do dólar ou mesmo a pandemia mundial que ainda perdura. Um exemplo bem ilustrativo acontece justamente nos contratos de venda de soja a cooperativas e tradings. O agricultor, tendo em vista o preço da saca de soja na data da assinatura do contrato, se compromete a entregar determinada quantidade de sacas dentro de alguns meses, com um pequeno acréscimo ao preço da época da assinatura do contrato. A situação ganha contornos preocupantes quando algum fenômeno inesperado ocorre durante a vigência do tratado, ou seja, no período compreendido entre o acordo e a data marcada para a entrega, fenômeno este que implica em um aumento do custo do agricultor, que tem o dever de entregar o produto com preço pré-fixado e, por consequência, pode ficar sujeito a grandes prejuízos em um negócio que parecia vantajoso.

Pois bem, nossa jurisprudência já havia se posicionado no sentido de que a alta do dólar, ou mesmo a pandemia mundial, não seriam fatores que pudessem minimizar os prejuízos do agricultor, ou mesmo fazê-lo dividir esses prejuízos com as empresas contratantes. Preceitua nosso Judiciário que os exemplos aqui mencionados são fatores classificados como esperados e que estariam abarcados pelo risco do agronegócio. Portanto, ainda nos exemplos mencionados, não haveria espaço para a aplicação da teoria da imprevisão, qual seja, o contido nos artigos 317, 478, 479 e 480 do Código Civil, pois, dentre outros fatores, os referidos eventos não se enquadram como caso fortuito ou força maior para efeitos do art. 393 do Código Civil. Tais dispositivos legais, em resumo, preceituam que, quando um evento inesperado implica em uma onerosidade excessiva para uma das partes contratantes, o magistrado pode resolver equitativamente a questão, sem determinar a aplicação específica como anteriormente avançado pelas partes. Com relação à pandemia mundial, nosso ordenamento já previa no art. 7.º da Lei 14.010/2020, a inaplicabilidade da teoria da imprevisão e, como dito, nossa jurisprudência avaliza tal entendimento e, também, veda a aplicação de tal teoria a situações como alteração cambial.

Ocorre que, quando ainda estudantes, os acadêmicos de direito, segundo parte da doutrina, estudam a força maior como expressão reservada aos fenômenos naturais inevitáveis, tais como raios, tempestades e outras catástrofes naturais, e o caso fortuito como o ato ou o fato estranho à vontade das partes, imprevisível, tais como greves, revoluções internas e, curiosamente, as guerras! Não bastasse a guerra hodierna que envolve Rússia e Ucrânia, dois dos maiores produtores de grãos do mundo, sendo a primeira a principal produtora de fertilizante, insumo vital para a produção de grãos que, embora o governo brasileiro tenha despendido esforços para manter a importação de tal produto russo, o insumo vem sofrendo uma disparada no preço no mercado mundial com a guerra . Ou seja, a grosso modo, estamos diante de um evento inesperado que pode causar onerosidade excessiva a uma das partes contratantes? A resposta parece ser positiva. Trata-se um evento inesperado e com grandes consequências para as negociações agrícolas, não bastasse ser o exemplo típico de caso fortuito das faculdades de Direito.

Foto: Russian Defence Ministry / TASS

A grande questão ficará para o destinatário do prejuízo. Ou seja, quem arca com os prejuízos em um contrato agrícola de venda futura que foi substancialmente afetado em virtude da guerra? A resposta parece estar na interpretação dos art. 478 a 480 do Código Civil, que preceituam por uma resolução equitativa. No exemplo mencionado, no caso de um aumento abrupto do produto no momento da entrega, poderá o magistrado, analisando casuisticamente, aumentar também o preço no momento da entrega para o contrato, calibrando o prejuízo entre as partes contratantes, não permitindo que somente uma delas arque com os prejuízos decorrentes do conflito.

Sendo assim, segundo nosso sentir, a guerra que ora acontece entre Rússia e Ucrânia, que ocasione uma alteração excessiva no preço do grão a ser entregue, pode ser classificado como caso fortuito e ser utilizado como fundamento pelo magistrado para que ambas as partes contratantes de contrato agrícola arquem com os prejuízos decorrentes deste conflito de âmbito mundial.

*Sócio fundador do Medina Guimarães Advogados.  Cursa pós-doutorado pela Universidade de Bolonha-Itália. É Doutor em Direito pela PUC-SP. Especialista em Direito Ambiental e Mudanças Climáticas pela PUC-SP e Professor na pós-graduação na Universidade Paranaense – UNIPAR.

Rede UMA comemora dois anos com programação especial na Agrishow

Fortalecer a atuação das mulheres, proporcionar capacitação e parcerias, além de incentivar o empreendedorismo. Essa é a missão da Rede UMA – União das Mulheres do Agro, que completa dois anos de atuação neste mês de abril e terá uma comemoração em grande estilo na Agrishow, em Ribeirão Preto, interior paulista, no estande da John Deere.

No dia 26 de abril, das 15h às 17h, a Rede UMA promoverá um encontro especial que irá falar sobre grandes temas do agronegócio com produtoras rurais e representantes do setor dentro e fora da porteira. A roda de conversa será comandada pelas irmãs Cristiane Steinmetz e Adriane Steinmetz, que são produtoras rurais em Mineiros (GO), influenciadoras digitais e têm colhido grandes resultados desde que iniciaram a Rede UMA juntamente com a mãe, Clélia Steinmetz.

Já estão confirmadas para o evento a Presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teka Vendramini; a produtora e dirigente sucroenergética Maria Christina Pacheco; a pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Cáceres, em Mato Grosso, Ida Beatriz Machado; a produtora rural de Goiás e ganhadora do Prêmio Mulheres do Agro Bayer Abag, Sônia Bonato; a pecuarista do Mato Grosso do Sul e influencer Andressa Biata; a produtora rural do Paraná e ganhadora do Prêmio Mulheres do Agro Bayer Abag Carla Rossato; além de Isabela Aranovich, Gerente de Estratégia e Sustentabilidade da John Deere; Rosineide Alves de Campos, Gerente Geral de Negócios da Ciarama Máquinas Ltda; e Giovana Teixeira, CEO da Agrinorte. “Quisemos trazer mulheres que representam vários Estados brasileiros e várias culturas, para falarmos sobre os desafios do agronegócio, as tendências e o nosso papel como mulheres e profissionais do agro. Será enriquecedor”, afirma Cristiane Steinmetz, formada em Direito e pós-graduada em Liderança Executiva e Gestão Empresarial.

Nesses dois últimos anos, milhares de mulheres já foram impactadas pela Rede UMA, seja por meio de treinamentos, parcerias e benefícios exclusivos ou através do relacionamento proporcionado por grupos em redes sociais. Além de incentivar o empreendedorismo entre as mulheres do agro, a Rede UMA lançou, nesse período, duas marcas que fazem grande sucesso, a Coleção Joias do Agro e o Projeto PerfUMA, ambos que tratam da feminilidade e dos cuidados de cada mulher consigo mesma.

“Nós proporcionamos o desenvolvimento das mulheres em todos os sentidos, como profissionais do agro e como mulheres. Sempre recebemos mensagens de que a Rede UMA foi um divisor de águas na vida de muitas delas. Queremos cada vez mais trabalhar o conceito de ser mulher, nossa postura, posicionamento, reconhecimento e aceitação da forma como somos. E, assim, continuar fazendo a diferença na vida de milhares de mulheres”, afirma Adriane Steinmetz, que também é jornalista, pós-graduada em neurociência e comportamento e palestrante.

Alguns números sobre a Rede UMA

  • de 8 mil seguidores no instagram
  • 76 mil visualizações no site
  • de 10 grupos de mulheres do agro espalhados pelo Brasil
  • integrantes de 6 países
  • milhares de mulheres conectadas pela Rede
  • parcerias exclusivas com grandes empresas do agro
  • de 10 bolsas em cursos via sorteio solidário
  • de 80 mulheres inscritas e cursando Programa de Capacitação
  • de 500 famílias beneficiadas por ações sociais com apoio da Rede UMA
  • de 120 artigos publicados sobre mulheres do agro
  • de 10 palestras gratuitas exclusivas no site

Para mais informações, acesse o site http://www.umaportodas.com.brwww.umaportodas.com.br

Evento na Agrishow – Especial dois anos Rede UMA
Data: 26/04/2022
Horário: das 15h às 17h
Local: Estande da John Deere – Agrishow

Agrishow – De 25 a 29 de abril
Local: Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, km 321
Ribeirão Preto/SP

Valor da Produção Agropecuária de 2022 deve chegar a R$ 1,227 trilhão

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deve alcançar R$ 1,227 trilhão, 2,4% acima do obtido em 2021, que foi de R$ 1,199 trilhão, conforme dados de março.

A estimativa de janeiro indicou um crescimento real do VBP de 4,3%, quase o dobro do crescimento observado em março. A estiagem no Sul do país durante os meses de plantio foi o que mais impactou os resultados.

O valor das lavouras cresceu 7,5%, e o da pecuária, sofreu uma retração de -8,5%.

Os produtos com bom desempenho do VBP são: algodão em pluma, aumento real de 42,2%; banana, 17,7%; batata inglesa, 11,4%; café, 55,7% (conillon e arábica); cana-de -açúcar, 28,4%; feijão, 8,7%; laranja, 10%; milho, 24,1%; tomate, 32,6%; e trigo, 4,8%.

“Esses resultados podem ser atribuídos, em geral, aos aumentos de produção e aos preços. Nesse grupo, destacamos a contribuição de produtos relevantes, como cana-de-açúcar, café, algodão e laranja, que deram grande impulso ao VBP. Entre os produtos que têm apresentado pior desempenho estão soja e arroz, afetados por redução de preços e por menor produção”, informa nota da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em relação à pecuária, houve retração, motivada pela queda de preço, redução das exportações (quantidade) no primeiro trimestre e os preços dos insumos para as rações, especialmente para suínos e frangos, e leite. “Além da redução da quantidade exportada de carne de frango, houve redução de 42,6% nas exportações de carne suína em relação ao trimestre de 2021, e redução de 18,0% na quantidade de carne bovina”.

 Já a Região Sul foi a mais afetada pela seca, apesar de todo o impacto ainda não ter sido registrado. “Produtos importantes ainda encontram-se em campo, como o milho de segunda safra, e o trigo cujo plantio ainda está iniciando. A retração da produção de soja e milho foi acentuada, como mostraram os levantamentos divulgados em março pelo IBGE e Conab”.

A quebra na safra de soja no Rio Grande do Sul é estimada em 50,8%; a do milho, 32%, e a do arroz irrigado, 11,1%. Para toda região, a perda de safra de soja foi de 44,2%, equivalente a 19 milhões de toneladas de grãos.

Cibersegurança: os desafios para a implementação do 5G no agronegócio

por Jeferson D’Addario*

Segundo a IDC Brasil (International Data Corporation), o 5G deve gerar investimentos de US$ 25,5 bilhões até 2025 no mercado brasileiro. Inteligência artificial, internet das coisas (IoT), computação em nuvem (cloud), big data e cibersegurança estão entre as áreas que serão beneficiadas com a chegada do 5G no Brasil. De acordo com o estudo, as companhias brasileiras investirão cerca de US$ 1,6 bilhão somente em serviços de cibersegurança, alta de 17,6% em relação a 2021. Porém, não é tão simples assim! Para a implementação efetiva do 5G, é necessário mais tempo do que se imagina.

No Brasil, existem muitas questões burocráticas de autorizações, impostos excessivos e um grande problema de infraestrutura. Sem falar da falta de mão de obra qualificada para implementar, ensinar ou proteger, já que temos uma desigualdade educacional e um país continental.

O 5G é a melhor solução para o agronegócio brasileiro?

Na década de 80 e 90, os negócios precisaram ser transformados com o uso em redes de computadores e começamos a diminuir as fronteiras sociais e comerciais com as BBS e provedores de internet. O agronegócio brasileiro, que é referência, não ficou para trás, e logo se transformou acompanhando aquele momento mundial.

Prometendo uma velocidade de rede 100 vezes maior, a tecnologia 5G traz inúmeras oportunidades para diversas áreas. O relatório publicado em 2020, pelo Fórum Econômico Mundial, com o nome de Future Series: Cybersecurity, emerging technology and systemic risk – INSIGHT REPORT, em parceria com a Universidade de Oxford, apresentou dados e informações que estimam em US$ 13,2 trilhões o potencial econômico do 5G até 2035.

Com a chegada da tecnologia, o agronegócio brasileiro, imprescindível para o PIB brasileiro, ajudará a aumentar a competitividade em relação a outros países mais desenvolvidos e reduzir custos operacionais, podendo ser um dos mais beneficiados. O 5G e uma infraestrutura segura permitirão mais tecnologia e produtividade para os grandes produtores e empresas do setor.

Esta infraestrutura tecnológica permitirá o avanço no uso de dispositivos inovadores, como por exemplo: drones, automação de veículos e propriedades, novas telemetrias e monitoramentos. Além disso, poderemos ter startups explorando o 5G com geomapeamento de terras com IoT, inteligência artificial e robôs numa escala jamais vista. Portanto, o agro brasileiro, que já é uma referência no mundo, poderá escalar e melhorar a competitividade em vários fatores, possibilitando também aos pesquisadores, agrônomos e institutos um melhor aproveitamento e conhecimento.

Vale ressaltar ainda que o 5G é um recurso de infraestrutura tecnológica e de comunicação que possibilitará um avanço na transformação digital para o agro. Acredito que ajudará no controle da qualidade e produtividade do setor. A tecnologia associada a ciência e pesquisa, poderá auxiliar no desenvolvimento de negócios e startups do segmento nos próximos anos.

Destaco ainda que tecnologias como 5G, internet das coisas, inteligência artificial e robotização terão um grande apelo de sustentabilidade, o que é importante para fundos de investimento que levam em conta o ESG (Environmental, Social and Governance), e isto para o agronegócio brasileiro, pode ser diferencial competitivo e mais lucro a médio e longo prazo.

5G, cibersegurança e agronegócio

Mas devemos ter um ponto de atenção: os alvos clássicos dos cibercriminosos em todos os países são as infraestruturas críticas, ou seja, setores de telecomunicações, financeiro, saúde, transporte, produção de alimentos, energia e governo. É possível notar que qualquer nova tecnologia com potencial de negócios, na casa de bilhões de dólares, é tão atraente para os empresários como é para os cibercriminosos. O 5G é uma novidade e, como acontece com toda nova tecnologia, hackers trabalham para criar golpes e obterem informações e dados. Como já dizia Clive Humby: “dados são o novo petróleo”.

Com isso, o agronegócio e tudo relacionado a ele são potencial alvos para cibercriminosos, e quanto antes começarem a investir em cibersegurança e gestão de segurança da informação e da privacidade, melhor preparados estarão para implementação do 5G. Atualmente, os investimentos ainda são pequenos comparados com a riqueza gerada por este segmento no Brasil. Nesse sentido, a área de cibersegurança precisará de mais recursos para contribuir com a segurança digital do agronegócio.

*CEO do Grupo DARYUS, professor coordenador do MBA em Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação (GTSI), do MBA em Gestão de Risco e Continuidade de Negócios (GRCN) do Instituto DARYUS de Ensino Superior Paulista (IDESP) e consultor sênior em Continuidade de Negócios e Gestão de Riscos.

Consumo nos lares brasileiros cresce 2,26% no primeiro bimestre

com informações da Agência Brasil

O consumo nos lares brasileiros cresceu 2,26% no primeiro bimestre de 2022 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (AbrasMercado).

Na comparação com fevereiro de 2021, o crescimento foi de 3,98%. Em relação a janeiro, o indicador recuou 0,90%. De acordo com a Abras, a queda é explicada pelo efeito calendário, ou seja, um menor número de dias em fevereiro quando comparado ao mês anterior.

Segundo a Abras, após o início do ano com crescimento positivo, mas em ritmo moderado, o indicador de consumo das famílias corresponde a estimativa do setor supermercadista, que prevê alta de 2,80% para 2022. “O consumo nos lares foi positivo neste primeiro bimestre, ainda que diante de uma inflação elevada e da alta taxa de desemprego”, destacou o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.

Um dos fatores que, segundo Milan, tem contribuído para a manutenção do consumo das famílias é a consolidação de transferência de renda via programas sociais, como o Auxílio Brasil. Ele lembrou que o cenário no primeiro bimestre do ano passado era instável e o consumidor vivia na incerteza do recebimento do auxílio emergencial, com o fim do pagamento do benefício decretado em dezembro de 2020 e a retomada somente a partir de abril de 2021.

“Neste ano, desde fevereiro, o pagamento benefício extraordinário, o Auxílio Brasil, é certo para ao menos 18 milhões de famílias em todo o país até o final do ano. Esse dinheiro em mão traz certa segurança para o consumidor”, analisou.

A Abras estima que o Saque Extraordinário do Fundo de Garantia (FGTS), cuja previsão é a de liberação de R$ 30 bilhões para 42 milhões de pessoas pode contribuir para o aumento de consumo.

AbrasMercado

O AbrasMercado (cesta de 35 produtos de largo consumo) registrou alta de 1,33% em fevereiro na comparação com o mês anterior. Assim, o preço na média nacional passou de R$ 709,63 em janeiro para R$ 719,06 em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a cesta nacional registra alta de 13,53%.

Segundo a Abras, as maiores altas em fevereiro foram puxadas pela batata (23,49%), feijão (4,77%), cebola (3,26%), ovo (2,79%) e farinha de trigo (2,76%). No sentido contrário, apresentaram queda o pernil (-3,01%), o frango congelado (-2,29%), o queijo prato (-0,15%), o sabão em pó (-0,14%), o leite em pó integral (-0,05%) e o refrigerante pet (-0,05%).

A Região Sudeste teve a maior variação no preço médio da cesta, com alta de 1,58%, passando de R$ 689,11 em janeiro para R$ 700,00 em fevereiro. A segunda maior variação ocorreu na Região Centro-Oeste, de 1,57%, passando de R$ 651,78 em janeiro para R$ 661,99 em fevereiro. Nas outras regiões, as maiores variações mensais no preço da cesta foram respectivamente: Sul (1,21%), Nordeste (1,18%), Norte (1,15%).

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Agricultura e Negócios: site concorre ao Prêmio iBest pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo, o site Agricultura e Negócios concorre ao prêmio iBest 2022. O portal de notícias disputa a indicação para a fase final na categoria Economia e Negócios. Jayme Vasconcellos, editor de conteúdo do site, também está concorrendo na categoria Influenciador do Ano – Brasília e Influenciador LinkedIn.

E como a votação popular é fundamental, pedimos sua participação. Basta clicar no link da premiação, fazer um rápido cadastro, e votar. É importante lembrar que é possível votar a cada 24 horas. Ou seja, se você gosta de nosso conteúdo, vote, vote novamente e continue votando!

Prêmio iBest

Com sua primeira edição em 1995, o prêmio iBest é considerado por especialistas como a premiação mais importante da internet do Brasil. Chamado até de “Oscar”, é uma das principais referências de qualidade dos empreendimentos ligados ao setor da internet e da tecnologia da informação no país.

IBGE: Brasil deve ter safra recorde de grãos

com informações da Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu sua estimativa para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado em março, a estimativa é que o país feche 2022 com uma safra de 258,9 milhões de toneladas, 1% abaixo (ou 2,7 milhões de toneladas a menos) que o volume previsto na pesquisa de fevereiro.

Mesmo com a redução da previsão de um mês para outro, o Brasil ainda deve ter safra recorde este ano, com uma produção 2,3% acima (ou 5,7 milhões de toneladas a mais) que no ano passado, de acordo com o IBGE.

O recorde anterior havia ocorrido em 2020, quando foram produzidos 255,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Estimativas

A redução da previsão de fevereiro para março foi puxada pelas quedas nas estimativas de produção da soja (-5,6%), da primeira safra de milho (-3,8%), da uva (-9,5%) e do tomate (-1,9%).

Apesar disso, nesse período houve melhoras nas estimativas de safra da segunda safra do milho (4,9%), algodão herbáceo (3,7%), feijão (3%), aveia (3,3%), sorgo (0,5%) e trigo (9,6%). O arroz teve uma leve variação de -0,1%.

A área a ser colhida em 2022 deve chegar a 71,8 milhões de hectares, segundo a pesquisa de março, 0,8% acima da prevista em fevereiro e 4,7% acima da registrada no ano passado.