As chuvas voltaram com regularidade no Brasil. No Centro-Oeste, o clima favoreceu as pastagens e as lavouras de milho. Um alívio para quem teve uma safra verão conturbada, com preços em queda, “replantio” e ciclo pecuário em baixa.
No entanto, houve um período de seca forte, no final de março, em algumas regiões importantes para a agricultura, como Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Segundo avaliação da Consultoria Agromove, já é possível prever um potencial impacto negativo na produtividade das culturas. Apesar dessa perspectiva, o segundo semestre mostra mudanças em diversos segmentos no setor agropecuário – os novos rumos do mercado.
Apesar do milho no mercado físico estar apresentando queda nas cotações, os mapas climáticos apontam risco de falta de chuvas no Centro Oeste durante a fase de florescimento das lavouras. Esta é a fase de maior risco para a produção, pois é onde há a formação dos grãos nas espigas. Uma falta de chuvas nesta fase atingindo a maior região produtora da safrinha no país, pode trazer quebras significativas de produtividade.
“As estimativas de produção e estoques globais de soja e milho ainda estão em níveis elevados. No entanto, a redução na produção brasileira de milho e os riscos climáticos podem gerar estresse adicional no mercado. Algumas estratégias adotadas como compra de futuros para aproveitar possíveis movimentos de alta nos preços, especialmente considerando a incerteza em relação ao clima, são importantes nesse momento”, pontua o engenheiro agrônomo Alberto Pessina, da Consultoria Agromove,
Para a soja temos um mercado ofertado e uma estimativa de aumento na área de soja plantada nos EUA. No entanto, as cotações têm apresentado ligeira alta nas últimas semanas, devido a alguns fatores como: redução na produção de óleo de dendê que é um substituto do óleo de soja, auxiliando na correção dos preços; maior volatilidade cambial causada por aumento nos riscos geopolíticos, uma expectativa mais lenta para a queda nas taxas de juros americanos e riscos de não cumprimento das metas fiscais pelo atual governo. “Este aumento de volatilidade cambial, traz oportunidades para fixar um câmbio elevado para quem irá vender a soja em dólar em 2025”, alerta Pessina.
حليب النوق والوجبات الخفيفة والتمور: العارضون العرب يجددون ثقتهم في معرض أباس، وهو حدث يقام في البرازيل
A delegação de expositores árabes participantes da feira supermercadista Apas Show 2024, em São Paulo, no Expo Center Norte, a partir do próximo dia 13 de maio, terá representantes de dezesseis empresas do Líbano, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Tunísia e Egito.
Presentes na feira desde 2016, a missão organizada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade dedicada à promoção do comércio entre o Brasil e os países da Liga Árabe, é composta por empresas de perfil variado, com fabricantes e exportadores de alimentos básicos, processados e até derivados de leite de camela.
“A maioria das empresas é de organizações que já conhecem a feira e mantêm negócios recorrentes com importadores brasileiros”, descreve Karen Mizuta, head de consultoria internacional da Câmara Árabe. “São empresas que estão renovando a confiança no mercado brasileiro e veem na feira um ambiente seguro para fortalecer a relação com atuais clientes e prospectar novas parcerias no varejo nacional”, prossegue.
As empresas são a distribuidora libanesa Taybe (atuante com geleias, pimentas, tâmaras, doces, derivados de leite de camela e alimentos pré-prontos), a iraquiana Great Foods (snacks), a emirática Agthia Company-Al Foah (derivados de tâmaras), as tunisianas Golden Export, CBF, Nouri, Al Jazira, I3C+ e Fit (tâmaras, azeite e tomate seco) e as egípcias Oriental Fruits, Frosty Foods, Mima Foods, EGCT Frozen, Delta, ElSwedy e Dalsa (todas elas com frutas e vegetais, frescos e congelados).
Além da participação na feira, a Câmara Árabe também está programando visitas a supermercados para que os executivos das empresas conheçam um pouco da realidade do varejo brasileiro e possam estudar o comportamento do consumidor. Os expositores árabes também terão reuniões com importadores e varejistas pré-mapeados pela Câmara Árabe. A expectativa é que as reuniões possam gerar negócios no decorrer da feira, favorecendo a inserção de novos produtos árabes no varejo alimentar brasileiro.
Foto: Divulgação / Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
O atraso na safra de grãos e o comportamento de recuo no preço do litro do diesel estão entre os principais fatores da baixa no preço médio do frete por quilômetro rodado em março, de acordo com dados da mais recente análise do Índice de Frete Edenred Repom (IFR). A média nacional foi de R$ 6,20 em redução de 1,4% ante fevereiro.
“Fechamos o primeiro trimestre de 2024 com uma queda acumulada de 2,5% no preço médio do frete por quilômetro rodado. Já no comparativo com março de 2023, quando o valor estava a R$ 7,97, a redução no preço chega a 22%”, destaca Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom.
De acordo com pesquisa realizada no início de abril pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), há uma projeção de que poucos produtores de soja do estado consigam cobrir os custos com a lavoura. O Centro-Oeste foi a região brasileira mais afetada pelas altas temperaturas e estiagem, que impactou diretamente o setor agro.
O preço do diesel, item que compõe uma grande fatia do preço do frete, também segue tendência de redução no País. Segundo a análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o tipo comum fechou março a R$ 5,96 e o S-10 a R$ 6,07, ambos com redução de 1%, em relação a fevereiro. Já no acumulado do trimestre, o comportamento de preço do combustível registrou pequenas oscilações percentuais, entre recuos e altas.
“Nos próximos meses, as variações no valor do frete devem continuar refletindo o desempenho de determinados setores da economia, principalmente o agronegócio, além de fatores como preço do combustível, que segue em defasagem com o mercado internacional”, reforça Fernandes.
O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição, levantado com base nas 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom. A Edenred Repom, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, há 30 anos é especializada na gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga, líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio com 8 milhões de transações anuais e mais de 1 milhão de caminhoneiros atendidos em todo o Brasil.
A adoção de agentes virtuais criados a partir de Inteligência Artificial – como o ChatGPT, YouChat, Jasper, Gemini, etc – tem sido cada vez mais frequente em diversos setores visando otimização de tarefas e atualização dos processos. As aplicações não estão sendo benéficas somente para as indústrias, mas também para o mercado, que está aquecido com as movimentações que a IA tem gerado.
Segundo relatório da Bloomberg Intelligence, apenas entre 2023 e 2022, as aplicações de inteligência artificial voltadas para o usuário final movimentaram US$ 40 bilhões. A expectativa é que até 2032 a IA alcance US$ 1.3 trilhões com as movimentações de mercado. O estudo ainda aponta que a taxa de crescimento de IA na próxima década deve ser de 42% ao ano – quase dobrando seu alcance anualmente.
O impacto econômico positivo com o uso de IA é exemplificado na automação de tarefas, criação de novos modelos de negócios, redução de custos operacionais, melhoria na experiência do cliente e inovação na indústria. A tendência é que, aplicada no mercado de trabalho, a tecnologia movimente a economia.
“O mercado já entende a força que a tecnologia tem em movimentar a economia, gerar mais rentabilidade e auxiliar no dia a dia para que as demandas sejam entregues com cada vez mais rapidez e assertividade. A aplicação de agentes inteligentes no mercado de trabalho não é mais uma tendência, é uma necessidade e essa evolução não volta atrás”, aponta Thiago Oliveira, CEO e fundador da Monest, empresa de recuperação de ativos através da cobrança de débitos por uma agente virtual conectada por inteligência artificial.
A Monest opera aplicações de IA em um dos setores que a tecnologia tem se mostrado mais promissora – o setor de pagamentos e cobranças de débito, no qual é necessário um constante contato com o público. Os impulsos para crescimento do setor vêm principalmente da demanda por mais agilidade nos processos e assertividade nos resultados. Com as inserções de IA, a empresa apresenta pelo menos 30% de economia nas operações, além do aumento na qualidade de atendimento e padronização do relacionamento com os clientes, resultando em mais assertividade e resultados positivos.
A tendência é que em 2024 surjam outras áreas de aplicação de forma a ramificar o uso de IA, como: IA conversacional para atendimento ao cliente, proporcionando experiências mais gratificantes e eficazes, reduzindo o tempo de espera e resolvendo consultas de maneira precisa; deep learning, ou aprendizado aprofundado, uma técnica de IA que permite aos computadores aprenderem tarefas complexas sem programação explícita, apenas através de comparação de dados; aumento da cibersegurança, IA está emergindo como uma ferramenta crucial para combater ameaças cibernéticas; entre outras evoluções.
“Com certeza essa é uma tecnologia que vai auxiliar em todos os setores – pagamentos, medicina, comunicação, indústria… todos aqueles que entendem a eficácia de se ter um agente virtual como auxiliador do dia a dia a um clique, terão com certeza mais sucesso, e isso vale tanto para as empresas quanto para o consumidor final”, finaliza Oliveira.
A partir de maio de 2024, a utilização do Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) se tornará obrigatória para as empresas. Empresas e entidades pertencentes aos grupos 1 (faturamento anual superior a R$ 78 milhões) e 2 (faturamento no ano de 2016, de até R$ 78 milhões, e que não sejam optantes do Simples Nacional) do e-Social estão obrigadas, desde de 1º de março de 2024, a aderir e utilizar o DET, como instrumento oficial de comunicação e de prestação de serviços digitais pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Para as empresas e entidades pertencentes aos grupos 3 (empregadores pessoa física, exceto doméstico; produtor rural pessoa física) e 4 (órgãos públicos e organizações públicas) do e-Social, bem como os empregadores domésticos, a utilização do DET passará a ser obrigatória a partir de 1º de maio de 2024.
Segundo João Guilherme Walski de Almeida, advogado do departamento trabalhista da Andersen Ballão Advocacia, o DET é um sistema do Governo Federal criado para cientificar o empregador de quaisquer atos administrativos, procedimentos fiscais, intimações, notificações, decisões proferidas em processos administrativos; para receber do empregador a documentação eletrônica exigida no curso das ações de fiscalização trabalhistas; e para o empregador apresentar defesas e recursos no âmbito de processos administrativos do Ministério do Trabalho.
Esse sistema, de acordo com o advogado, pode trazer benefícios, mas es empresas devem permanecer atentas: “Para as empresas, o Domicílio Eletrônica Trabalhista facilitará o recebimento de comunicações e intimações do Ministério do Trabalho, bem como facilitará o envio da documentação eventualmente exigida pela Auditoria Fiscal do Trabalho. Para os empregados, o benefício está numa fiscalização mais rápida e eficaz por parte da Auditoria Fiscal do Trabalho, o que pode corrigir eventuais erros de natureza trabalhista do empregador, caso a empresa esteja em desacordo com a legislação. No entanto, é necessário que as empresas ajustem as suas rotinas, para verificar seu Domicílio Eletrônico Trabalhista, e atentar para a existência de novos procedimentos administrativas, intimações ou avisos do Ministério do Trabalho, ” afirma Walski
A orientação nesse momento é que as empresas se cadastrem no DET no prazo legal, que monitorem constantemente o sistema e que informem aos seus advogados quaisquer notificações e intimações recebidas.
Vale ressaltar que o DET não se confunde com o Domicílio Judicial Eletrônico (DJE), plataforma que promoverá, de forma eletrônica e unificada, as notificações, intimações e citações expedidas pelos tribunais brasileiros em processos judiciais, inclusive trabalhistas.
O mercado brasileiro de exportação está em crescimento. De janeiro a dezembro de 2023, o país registrou um recorde de exportações no valor de US$ 339,7 bilhões, ou seja, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior.
De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, o Brasil tem cerca de 28.500 empresas exportadoras. “Elas contribuem para o crescimento econômico ao gerar divisas estrangeiras e impulsionar a produção e o emprego local”, explica.
Confira os dez principais produtos exportados pelo Brasil:
1) Soja – Como o maior produtor mundial de soja, o país exporta para mercados como a China (destino de 73% das exportações) e a Argentina (com participação equivalente a 3,8%). Em 2023, entre janeiro e dezembro, foram exportados US$ 53,2 bilhões deste grão.
2) Óleos brutos de petróleo – Entre janeiro e dezembro de 2023, o insumo totalizou US$ 42,5 bilhões em vendas para o exterior. No mercado internacional o Brasil se destaca com o petróleo, representando 3% do mercado global.
3) Minério de ferro e seus concentrados – O produto tem grande importância para a economia brasileira, tendo sido exportados US$ 30,5 bilhões do insumo em 2023. Cerca de 57,9% das exportações são destinadas à China.
4) Açúcares e melaços – O açúcar é o principal produto exportado no setor sucroalcooleiro. São considerados como outros açúcares lactose, maltose, glicose e frutose. De janeiro a dezembro de 2023, o país exportou 27 milhões de toneladas destes açúcares.
5) Milho não moído, exceto milho doce – Foram US$ 13,6 bilhões exportados para destinos como China, Japão e Vietnã. Atualmente o Brasil é o 3º maior produtor da commodity.
6) Farelos de soja e outros alimentos para animais – A produção do insumo ocorre a partir da moagem de flocos de soja descascada e desengordurada. Até dezembro de 2023 haviam sido exportados aproximadamente US$12,2 bilhões desse produto.
7) Óleos combustíveis de petróleo – Totalizando US$ 11,3 bilhões em exportações, têm como destinos países como Singapura, Estados Unidos e Países Baixos.
8) Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada – O Brasil lidera como principal exportador de carne bovina no cenário mundial, tendo exportado 286,64 mil toneladas de carne in natura só no primeiro trimestre de 2023. A China segue como o principal destino das exportações, seguida pelo Chile e pelos Estados Unidos.
9) Carnes de aves – Até dezembro de 2023, as exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas haviam totalizado aproximadamente US$ 9 bilhões.
10) Demais produtos — indústria de transformação – Os produtos da indústria da transformação — produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – acumulou o valor de de US$ 9 bilhões exportados, fazendo parte da lista dos principais produtos exportados pelo Brasil.
A Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, é um palco para a apresentação de tecnologias disruptivas com potencial para transformar diversos setores, incluindo a agricultura e a pecuária. Abaixo, exploraremos como algumas das tecnologias presentes na Campus Party 2024 podem ser utilizadas para impulsionar esses setores:
1. Inteligência Artificial (IA):
Análise de imagens: A IA pode analisar imagens de plantações e animais para identificar problemas como doenças, pragas e deficiências nutricionais, permitindo ações corretivas precisas e oportunas.
Otimização da produção: A IA pode analisar dados de sensores, clima e solo para recomendar ações que otimizem o uso de recursos, como água e fertilizantes, e maximizem a produtividade.
Previsão de demanda: A IA pode analisar dados de mercado para prever a demanda por produtos agrícolas e pecuários, ajudando os produtores a planejar a produção e os preços de forma mais eficiente.
2. Internet das Coisas (IoT):
Monitoramento de animais: Sensores IoT podem monitorar a saúde, localização e comportamento dos animais em tempo real, permitindo a detecção precoce de problemas e a otimização da gestão do rebanho.
Automação de tarefas: A IoT pode automatizar tarefas repetitivas, como irrigação, alimentação e ordenha, liberando tempo para que os produtores se concentrem em atividades mais estratégicas.
Rastreabilidade de produtos: A IoT pode rastrear a origem e o histórico de produtos agrícolas e pecuários, garantindo a qualidade e segurança alimentar.
3. Blockchain:
Rastreabilidade de produtos: O blockchain pode garantir a rastreabilidade e autenticidade de produtos agrícolas e pecuários, combatendo a falsificação e o contrabando.
Pagamentos seguros: O blockchain pode ser utilizado para realizar pagamentos seguros e transparentes entre produtores, distribuidores e consumidores.
Gestão da cadeia de suprimentos: O blockchain pode ser usado para otimizar a gestão da cadeia de suprimentos, reduzindo custos e aumentando a eficiência.
4. Drones:
Monitoramento de plantações: Drones podem ser utilizados para monitorar a saúde das plantações, identificar problemas e realizar pulverizações precisas de defensivos agrícolas.
Mapeamento de áreas: Drones podem mapear áreas agrícolas com alta precisão, facilitando o planejamento da produção e a gestão da propriedade.
Semeadura e fertilização: Drones podem ser utilizados para realizar a semeadura e fertilização de áreas agrícolas de forma rápida e eficiente.
5. Robótica:
Colheita: Robôs podem ser utilizados para realizar a colheita de produtos agrícolas de forma automatizada, reduzindo custos e mão de obra.
Descarte de resíduos: Robôs podem ser utilizados para descartar resíduos agrícolas de forma eficiente e ambientalmente correta.
Ordenha: Robôs podem ser utilizados para realizar a ordenha de vacas de forma automatizada, aumentando a produtividade e a qualidade do leite.
6. Biotecnologia:
Desenvolvimento de novas variedades: A biotecnologia pode ser utilizada para desenvolver novas variedades de plantas e animais mais resistentes a doenças, pragas e condições climáticas adversas.
Produção de biocombustíveis: A biotecnologia pode ser utilizada para produzir biocombustíveis a partir de biomassa vegetal e animal, contribuindo para a sustentabilidade da produção.
Desenvolvimento de novos medicamentos: A biotecnologia pode ser utilizada para desenvolver novos medicamentos para tratar doenças animais e vegetais.
7. Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR):
Treinamento de profissionais: A VR e a AR podem ser utilizadas para treinar profissionais em técnicas agrícolas e pecuárias de forma segura e imersiva.
Visualização de dados: A VR e a AR podem ser utilizadas para visualizar dados de produção, como temperatura, umidade e pH do solo, de forma mais intuitiva e interativa.
Marketing e vendas: A VR e a AR podem ser utilizadas para promover produtos agrícolas e pecuários de forma inovadora e atraente.
8. Impressão 3D:
Produção de ferramentas e peças: A impressão 3D pode ser utilizada para produzir ferramentas e peças para uso em agricultura e pecuária, reduzindo custos e tempo de espera.
Prototipagem de produtos: A impressão 3D pode ser utilizada para prototipar novos produtos agrícolas e pecuários de forma rápida e barata.
Construção de estruturas: A impressão 3D pode ser utilizada para construir estruturas como casas de vegetação e bebedouros para animais.
Campus Party: A Campus Party é a maior experiência tecnológica em IoT (internet das coisas), blockchain, cultura maker, educação e empreendedorismo do planeta. O evento conta com campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Brasil, Holanda, México, Alemanha, Reino Unido, Canada, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador.
Campus Party Brasília: O maior festival mundial sobre tecnologia, disrupção, empreendedorismo e STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), a Campus Party, realiza a sua 6ª edição em Brasília. Ao longo dos cinco dias do evento, a expectativa é receber um público de mais de 100 mil visitantes, incluindo 10 mil campuseiros, que terão acesso a mais de 500 palestrantes e atividades ocorrendo 24 horas por dia.
Serviço: #CPBSB6 – Campus Party Brasília – 6ª edição
Preços instáveis e altos custos de ração são uma combinação perfeita para sabotar quem está desprevenido. Esse cenário provocou prejuízos para muitos confinamentos, especialmente aqueles que não protegem os preços. Agora, em 2024, estamos acompanhando um aumento na produção de carne no Brasil, o que teve impacto direto no setor de confinamento.
“A intensificação é conhecida como um ajuste rápido. Numa estratégia de comercialização não pode errar na venda. Tem muitos pecuaristas que amargam prejuízos grandes em função das oscilações de preço e custos com a ração. Por isso, trabalhar com ferramentas de confinamento hoje, sem ter uma estratégia de proteção, realmente é muito complicado”, avalia Alberto Pessina, CEO da Agromove.
Com o fim da estação das águas, que sofreu forte influência do El Niño, o pecuarista busca no pasto uma forma de segurar o rebanho para conseguir um melhor preço no frigorífico. Algo que ainda está desafiando as contas do produtor. “Desde dezembro, a gente vem adotando estratégias de proteção para evitar perdas no primeiro giro. No segundo semestre do ano passado, sentimos os efeitos do ciclo pecuário com muita oferta de carne chegando ao mercado. Por isso, quem protegeu o mercado em dezembro conseguiu comercializar entre R$ 240@ e R$ 244@ em maio. Hoje, já caiu, a negociação está entre R$225@ e R$222@. Ou seja, são pelo menos R$ 20 da receita que estão indo embora simplesmente por não proteger esse mercado”, explica Pessina.
Ainda que o primeiro trimestre seja desafiador à alta oferta de gado, estudos mostram um segundo semestre com estabilidade e, possivelmente, aumento nos preços da carne. Mas para aproveitar essa melhora, o pecuarista precisa de profissionalismo e estratégias de gestão eficazes no confinamento, especialmente dado o contexto de preços voláteis e alta competição.
“Acredito num primeiro semestre mais ofertado, algo até julho pelo menos. Então, começa a estabilizar a disponibilidade de gado pronto para abate, e certamente a demanda pode sustentar os preços. Além disso, a abertura de novos mercados e a habilitação histórica de plantas frigoríficas brasileiras que podem exportar ao mercado chinês, pode ajudar no escoamento da produção. Podemos pensar num preço acima de R$250@ para o final do ano. Por isso, os confinamentos precisam adotar uma abordagem proativa para garantir a sustentabilidade de seus negócios”, avalia o CEO da Agromove.
Nesta quarta-feira, dia 20 de março, é comemorado o Dia Mundial da Agricultura. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), até 2050 será necessário um aumento de 60% na produção agrícola para suprir as necessidades das 10 bilhões de pessoas que deverão habitar o planeta.
O Brasil, como um dos principais países produtores agrícolas do mundo, terá um papel fundamental no aumento dessa demanda, e alguns dos grandes desafios para alcançarmos esse aumento serão a pauta ambiental, a conciliação da sustentabilidade com a produção de alimentos e a garantia de alimentos de qualidade para os consumidores e bons negócios para os produtores. Neste sentindo, novas práticas vêm sendo desenvolvidas e aplicadas no campo. Uma delas é a agricultura regenerativa.
Agricultura regenerativa é um termo que surgiu na década de 1980 que, com o avançar dos anos e com a pauta e causas das mudanças climáticas em evidência, passou a ser mais estudada e aplicada na atualidade.
A essência da agricultura regenerativa está em proteger a saúde do solo, garantindo a vida útil e a manutenção de todo o sistema de produção agrícola. A agricultura regenerativa tem sua base na agricultura orgânica, e erroneamente os dois termos são dados como equivalentes.
Enquanto a agricultura orgânica é estruturada na utilização de insumos orgânicos, podendo gastar muitos recursos naturais, energia e alta emissão de carbono na produção de alimentos, a agricultura regenerativa aprimora os princípios da agricultura orgânica e amplifica as práticas conservacionistas. Com isso, a agricultura regenerativa lança um olhar sistêmico sob a produção agrícola, priorizando as boas práticas que mantém a saúde do solo e a boa gestão de insumos, combatendo e mitigando a degradação do sistema e as mudanças climáticas, sendo capaz de produzir alimentos ao mesmo tempo que propicia condições sustentáveis.
Foto: Syngenta / Divulgação
Algumas práticas regenerativas já são empregadas na agricultura moderna, entre elas: rotação de culturas; adoção de plantas de cobertura; redução do tratamento mecânico do solo; integração Lavoura-Pecuária-Floresta; uso consciente de fertilizantes e defensivos; bem-estar animal; práticas justas de trabalho para os agricultores e compostagem.
Como uma referência global na produção agrícola, o Brasil vem adotando diferentes práticas para estimular a agenda da agricultura regenerativa, dentre elas se evidenciam o lançamento do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) na década passada, a assinatura de acordos internacionais como o Acordo de Paris que visa o desenvolvimento sustentável e redução da emissão de gases do efeito estufa (GEEs), o manejo integrado de pragas (MIP), ampla difusão e prática do plantio direto, outorga de água para o uso justo e equilibrado do recurso e outros.
A agricultura regenerativa é um sistema inteligente e adaptável para diferentes realidades, restaurando o solo e mantendo sua fertilidade, mitigando as mudanças climáticas e a emissão dos GEEs, preservando a biodiversidade e garantindo a segurança alimentar e a sustentabilidade do sistema.
Com o crescimento exponencial do agronegócio no Brasil e à medida que a demanda nacional e global por alimentos aumenta e as pressões ambientais se intensificam, as soluções tecnológicas estão se tornando essenciais para impulsionar a eficiência, sustentabilidade e produtividade no setor.
Segundo dados do Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), no período de 1985 a 2022, a área dedicada à agropecuária no país experimentou um aumento de 50%, abrangendo 282,5 milhões de hectares. Essa área equivale aos estados do Pará e Amazonas juntos.
Em busca de se tornar o principal ecossistema de inteligência digital e inventários de emissões de carbono para a agricultura tropical, a Salva – empresa especializada em inteligência e análise de dados ambientais e climáticos, que busca viabilizar o acesso dos produtores rurais à sustentabilidade e à descarbonização – aplica metodologias científicas e tecnologia em programação para extrair inteligência de dados e métricas ambientais que ajudam a direcionar a estratégia ambiental das empresas, cooperativas, agroindústria e agricultores.
Para produtores rurais que queiram reduzir as emissões, a empresa mostra onde é possível descarbonizar, seja por talhão ou operação agrícola. Já para aqueles que removem carbono da atmosfera em seus ciclos produtivos, há a entrega de relatórios e números para que possam acessar linhas de crédito diferenciadas e tentar agregar valor na venda de seus produtos.
Abaixo, Mariana Caetano, CEO da climate tech, destaca 6 tendências tecnológicas que devem movimentar o setor agrícola neste ano, confira:
1 – Resultados mais rápidos, simples e diretos: tecnologias que deixem a operação mais eficiente como a telemetria e que façam as entregas das soluções de maneiras mais consolidadas e rápidas de serem interpretadas pelo produtor;
2 – Tecnologia na agricultura de baixo carbono: a tecnologia ajuda principalmente a entregar dados confiáveis em relação às práticas agrícolas adotadas, trazendo maior confiança à cadeia produtiva e aos consumidores de alimentos. O ganho de eficiência promovido pela telemetria, combustíveis renováveis e uso de insumos biológicos, também ajudam a reduzir emissões, assim como a incorporação de práticas de baixo carbono como a cobertura vegetal, sistemas de plantio direto e recuperação de nascentes e áreas de preservação permanente
3 – Aplicação da Inteligência Artificial: a IA deve melhorar as ferramentas por trazer como resultados, a combinação de inúmeras outras variáveis que os deixam mais assertivos;
4 – Agricultura de precisão: contribui para o uso mais eficiente de insumos e combustíveis, além da redução de perdas na produtividade graças a apontamentos mais ágeis e localizados de pragas e doenças;
5 – Inovações em agricultura regenerativa: a expansão do uso de insumos biológicos já têm ajudado e vai ajudar a ampliar as práticas regenerativas, a saúde do solo e o aumento da biodiversidade, o que ajuda muito a mitigar os efeitos das intempéries climáticas. A mecanização para a implantação em escala dos sistemas conservacionistas ainda é um desafio;
6 – Biotecnologia e genética: devem vir à tona, à medida que mais agricultores buscam novas fontes de insumos e variedades que sejam mais resilientes às altas temperaturas e estiagem.
Essas tendências refletem a constante evolução do setor agrícola em direção a práticas mais sustentáveis, tecnologicamente avançadas e resilientes.
Sobre a Salva: A Salva é uma startup que aplica inteligência de dados para entregar métricas científicas ambientais e de biodiversidade para capacitar empresas a investirem em planos de sustentabilidade mais eficazes e promover a transição para uma agricultura de baixo carbono, com o objetivo de trazer maior transparência para os processos sustentáveis das agroindústrias.