Estratégia de gestão é tema de encontro da New Holland

Com o objetivo de discutir estratégias e trocar experiências, a New Holland promoveu o 4° Encontro Nacional de Gerentes Comerciais. Nos últimos dois dias, cerca de 150 pessoas – sendo 104 profissionais de concessionárias espalhadas por todo o Brasil – participaram do evento em Sorocaba (SP), que teve como tema “Estratégias de Gestão”.

“Este é um momento único em que as melhores ideias desenvolvidas pelos concessionários são apresentadas e discutidas com os presentes. Muitas vezes, uma estratégia comercial de determinada região pode ser aplicada em todo o país tamanha a eficiência dela”, explicou o diretor Comercial da New Holland, Alexandre Blasi.

O encontro também apresentou detalhes sobre lançamentos e familiarizou os concessionários com produtos, parceiros e suportes internos, como o Banco CNH Industrial e o Consórcio da marca. Os gerentes que compareceram ao evento também fizeram uma visita à fábrica localizada em Sorocaba, uma das mais completas do mundo.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite www.cnhpress.com e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

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Alexandre Blasi, diretor comercial da New Holland, destacou a possibilidade de replicar uma estratégia na rede. (Foto: PG1Com / Divulgação)

COP22: Brasil mostra produção agrícola com preservação e redução de CO2

Aumentar a produção agrícola mantendo a qualidade dos produtos, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) na agropecuária e, ao mesmo tempo, preservar a maior biodiversidade do planeta. Esse panorama foi apresentado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, na Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP22), que se realiza nesta semana em Marrakesh, Marrocos, para debater a aplicação do Acordo de Paris. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, também faz parte da comitiva brasileira na COP22.

Maggi acredita que o Brasil é capaz de responder a grandes desafios mundiais apresentados pela ONU, como o aumento da produção de alimentos para uma população mundial crescente, a adaptação de sistemas produtivos e a redução dos gases de efeito estufa. O Ministério da Agricultura prevê que o setor agropecuário nacional deverá alcançar a redução de emissões de CO2 em 0,9 gigatoneladas, entre de 2005 e 2030.

Os resultados ambientais do setor agropecuário nacional se devem, especialmente, ao Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC). Coordenado pelo Mapa, o plano visa práticas sustentáveis que reduzem emissões e retêm carbono por meio da recuperação de pastagens degradadas, do plantio direto na palha, do plantio de florestas e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

As áreas produtivas com sistema integrado somam 11,5 milhões de hectares no país, de acordo com pesquisa patrocinada pela Rede de Fomento de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e realizada pelo Kleffmann Group com acompanhamento técnico da Embrapa Meio Ambiente (SP).

Preferência para produtos brasileiros

A comitiva brasileira frisou que as áreas de preservação em propriedades rurais brasileiras correspondem aos territórios da França e da Noruega juntos. Por conta do cumprimento de regras ambientais rigorosas, o ministro da Agricultura defendeu que os produtos agrícolas brasileiros tenham preferência no mercado global.

Entre as metas assumidas pelo Brasil na COP21 até o ano de 2030, o setor agrícola se propôs a contribuir com a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens, aumentar em 5 milhões de hectares os sistemas de produção integrada e fornecer matérias-primas para biocombustíveis como etanol e biodiesel, que deverão responder por 18% do consumo energético nacional em 2030. O país tem se colocado na conferência como ator-chave na produção sustentável de alimentos e em produção de serviços ambientais.

“Somando-se as metas voluntárias assumidas anteriormente com o compromisso ratificado pelo país por meio da NDC (Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada), o Brasil se compromete a trabalhar 55,5 milhões de hectares e mais 12 milhões para recuperação e recomposição de florestas, o que representa mais de um quarto de todas as terras usadas pela agropecuária. Nenhum outro país assumiu proposta tão audaciosa”, ressaltou o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto, coordenador da Plataforma ABC, iniciativa multiinstitucional para monitorar a adoção de tecnologias de Baixa Emissão de Carbono na agropecuária.

Para Manzatto, a Plataforma é uma valiosa iniciativa, tanto para validar os resultados alcançados e gerar dados para certificação de produtos agropecuários sustentáveis quanto como ferramenta para disseminar essas tecnologias. Para o presidente da Embrapa, o Brasil concentra todas as condições para se tornar líder mundial em intensificação baseada em tecnologias “poupa-recursos”, de baixa emissão de carbono e em ganhos na produtividade da terra. De acordo com Maurício Lopes, o país é um dos poucos do mundo com grandes extensões de terra com aptidão para uso sustentável.

Marco legal

A discussão mundial sobre mudanças climáticas teve seu marco legal na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, em 1992, também conhecida como Eco-92, quando foi elaborado o tratado internacional conhecido como Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Os princípios fundamentais que trariam as diretrizes a serem seguidas por diversos países do globo na tentativa de mitigar os efeitos dessa mudança começaram naquela ocasião e passaram a ser debatidos e negociados, anualmente, em reuniões do foro internacional denominadas Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP).

Dos diferentes aspectos discutidos a cada ano, a agricultura é, sem dúvida, uma das vertentes mais importantes para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Em termos governamentais, é tratada oficialmente na COP pelo Mapa, que conta com o apoio da Embrapa, por meio de sua base de pesquisas e soluções tecnológicas.

A partir do Acordo de Paris, assinado na COP21, foram institucionalizados os compromissos de contribuição brasileiros, chamados Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC, sigla em inglês). Após a assinatura, o acordo passou a ser chamado de NDC Brasil e inclui, entre suas contribuições, ações de mitigação, adaptação e meios de implementação para alcance dos objetivos.

O Plano Nacional de Adaptação deve complementar as ações realizadas no âmbito do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que tem mostrado resultados por meio do Plano ABC, como a disseminação de tecnologias economicamente atraentes e ambientalmente sustentáveis. Tecnologias decorrentes de pesquisas da Embrapa e que promovem ganhos para os sistemas produtivos em termos de resiliência às intempéries do clima e ainda reduzem a intensidade de emissões de gases do setor agrícola.

As discussões

A primeira meta que deu base ao estabelecimento de ações para mitigação de efeitos das mudanças climáticas foi definida ainda na COP3, em 1997, no Japão, na forma do Protocolo de Quioto. No tratado, com mais de 170 países signatários, foi proposto um calendário no qual tais países teriam a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.

Desde a COP15, realizada em 2009, em Copenhagen, surgiram as Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas (NAMAS), compromissos brasileiros, acordados de forma voluntária pelo país e registrados durante a COP 15. As NAMAs antecederam os compromissos acordados depois na NDC.

O país foi pioneiro ao tratar da importância de ações de adaptação aos efeitos da mudança do clima para o setor agrícola nas negociações internacionais, lembrou o pesquisador do ministério da Agricultura, Gustavo Mozzer. “Durante a construção do Plano ABC, entre 2009 e 2010, houve um capítulo dedicado ao tema de adaptação, sendo o plano brasileiro o único para o setor que contemplou esse tema”, comentou.

Na COP 22, que começou no último dia 7 de novembro, a discussão continua na busca por definir ações que visem o “dimensionamento de impactos, o fomento de políticas públicas e o avanço no conhecimento de antever e mitigar riscos”, diz o pesquisador.

A Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas é uma cúpula internacional, formada por representantes de mais de 190 países, que discutem as bases das negociações para o estabelecimento um acordo internacional.

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Produção de grãos 2016/2017 está entre 210,9 e 215,1 milhões de toneladas

A estimativa da safra 2016/17 de grãos pode variar de 210,9 a 215,1 milhões de toneladas, de acordo com o 2º levantamento da safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento da produção poderá ser de até 15,6% em relação à safra anterior, que foi de 186,1 milhões.

Também há previsão de ampliação da área total plantada, que deve se situar entre 58,5 e 59,7 milhões de hectares, o que representa um crescimento de até 2,3%, se comparada com a safra 2015/16. Com exceção do algodão e do amendoim primeira safra, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

O milho primeira safra deverá ter uma produção de 4,7 a 10,4% superior à passada, alcançando de 27,1 a 28,6 milhões de toneladas. Já o arroz, com a retomada de áreas não cultivadas, registra uma perspectiva de produção entre 11,5 e 12,1 milhões de toneladas, superior à safra passada entre 8,4 e 13,9% , enquanto o feijão primeira safra, também com incremento de área, poderá ficar entre 1,2 a 1,3 milhão de toneladas. A produção é também superior entre 17,3 e 24,4% em relação à última safra.

A projeção para a soja é de crescimento de 6,5 a 8,5% na produção, podendo atingir 103,5 milhões de toneladas. Já a produção de algodão pluma deve crescer de 8,1 a 14,8% e pode chegar a 1,5 milhão de toneladas, apesar da redução entre 6,9 e 1% na área cultivada.

Safra de inverno 2016 – Para a safra de inverno 2016, o trigo é o destaque e a produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será de 331 mil toneladas, com a recuperação da produtividade. A canola e o triticale também apresentaram aumento de área e produtividade. A primeira deve produzir 75 mil toneladas e o segundo, 65,7 mil toneladas.

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Começa hoje (01/11) a 2ª etapa da campanha contra a aftosa em 22 estados e no DF

Produtores de 22 estados e do DF devem vacinar bovinos e bubalinos contra a febre aftosa até o final deste mês. A segunda etapa da campanha, coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), começou nesta terça-feira (1º) e vai até 30 de novembro. A estimativa do Departamento de Saúde Animal do Mapa é que 150 milhões de animais sejam imunizados contra a doença.

A vacinação é obrigatória para os animais de todas as idades no AC, AL, AM, CE, ES, MA, MT, PA, PB, PR, PE, PI, RN e SP. Já em MG, RJ, MS (exceto Pantanal), BA, GO, RS, SE, TO e DF apenas os animais até 24 meses de idade devem ser imunizados.

O produtor é responsável tanto pela compra da vacina quanto pela aplicação da dose. Quem não imunizar o rebanho está sujeito a multa. O valor varia de acordo com a unidade da Federação. Em Minas Gerais, a multa por animal não vacinado é de R$ 75,25. O criador que aplicou a vacina e não fez a declaração ao órgão estadual de defesa agropecuária também pode ser multado. Em Minas, o valor hoje é de R$ 15,05 por animal.

A vacinação faz parte do Plano Nacional de Prevenção e Erradicação de Febre Aftosa, coordenado pelo Mapa, que tem como estratégia principal a implantação progressiva e a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Santa Catarina é área livre da doença sem vacinação. Já os estados reconhecidos como livres de aftosa com vacinação são AL, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE, TO, RS, PR, RO, AC, ES, MG, RJ, SP, MS, GO, DF, BA, MT e região norte do PA. No Amazonas, apenas os municípios de Guajará, Boca do Acre e parte de Lábrea e Canutama têm o mesmo status. O restante do Amazonas, Roraima e Amapá não são zonas livres da doença, mas estão desenvolvendo ações para mudar a condição sanitária.

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Bovinos e bubalinos devem ser imunizados até o dia 30 deste mês, alerta o Ministério da Agricultura (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

 

Nota de Esclarecimento

Em atenção à imprensa e à sociedade, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarece que, em virtude de notícias veiculadas nas redes sociais, por intermédio de mensagens eletrônicas e também por meio de conversas em grupos no aplicativo WhatsApp de celular, que a informação sobre contaminação da safra de arroz referente ao mês de outubro não é verídica.

Caso receba quaisquer informações sobre a agricultura brasileira, assim como qualquer alerta sobre contaminação ou produção agropecuária do Brasil, entre em contato com Mapa.

Central de Relacionamento: 0800 704 1995

Horário de atendimento ao público: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (art. 2º da portaria 700/2012)

ouvidoria@agricultura.gov.br

sic.mapa@agricultura.gov.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Esplanada dos Ministérios – Bloco D – CEP: 70.043-900 – Brasília – DF

Missão de Cuba está no Brasil para inspecionar frigoríficos de carne de aves e suínos

Uma missão Veterinária de Cuba está fazendo inspeções sanitárias em frigoríficos de carnes de aves e suínos no Brasil. Eles irão percorrer dez estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e Bahia. São dez auditores, divididos em cinco grupos.

Os técnicos cubanos devem renovar a habilitação e autorizar novas plantas frigoríficas. Os veterinários ficam no país até o dia 18 de novembro. As informações são do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na próxima segunda-feira (24/10), está prevista a chegada de técnicos da República Dominicana para avaliar abatedouros de carne de frango in natura. Segundo o auditor fiscal federal agropecuário da Divisão de Auditoria Internacional do Mapa, Lucio Aki Kikuchi, esta poderá ser a primeira vez que o Brasil venderá o produto ao país. A visita se estende até o dia 1º de novembro.

Entre 21 de novembro e 2 de dezembro, será a vez da Bolívia fazer inspeções no Brasil em estabelecimentos de carnes bovina, suína e de aves. Não deverá haver a habilitação de novos abatedouros, apenas a renovação dos que já exportam. As unidades ficam em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Até o fim deste ano, estão previstas missões da Coreia do Sul (carne suína em Santa Catarina, a partir de 16 de novembro), Peru (carnes bovina e de aves) e México (farinhas de aves e pescado). Os roteiros ainda serão definidos.

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Curtas

  • O preço da tonelada de cana-de-açúcar aumentou 35% em São Paulo, devido à quebra de até 10% na safra. A recuperação vem após 3 anos de preço baixo.
  • Após 7 meses consecutivos de alta, o preço do litro do leite ao produtor caiu 3,2% em setembro, fechando o mês a R$ 1,5257. Os dados são do Indicador Cepea.
  • A soja e o milho foram as lavouras que mais impulsionaram a agricultura em 2015. No ano passado, a área plantada com lavouras temporárias e permanentes foi de 76,8 milhões de hectares, um aumento de 567 mil hectares em relação ao ano de 2014. As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • De acordo com o IBGE, a produção de tilápia aumentou 9,7% em 2015, chegando a 219 mil toneladas. O peixe é o mais criado e corresponde a 45,4% de toda a produção da psicultura nacional.
  • A exportação de carne de frango cresceu 5,7% em setembro, atingindo 387,5 mil toneladas. Os números se referem a carne in natura e processada. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Brasil deve colher entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas para Safra 2016/2017

A estimativa da produção de grãos para a safra 2016/17 poderá ficar entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º levantamento da safra para este período, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com isso, o crescimento poderá ser de até 15,3% em relação à safra anterior 2015/2016, que foi de 186,4 milhões.

O arroz apresenta retomada nas áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Com relação ao feijão primeira safra, o forte incremento de área poderá refletir numa produção de 11,9 a 18,7% superior à safra passada. Já o milho, também primeira safra, deverá ter produção superior à anterior, após três anos consecutivos de queda. A projeção para a soja é de crescimento de até 6,7 a 9% na produção, podendo atingir de 101,8 a 104 milhões de toneladas. O amendoim deve ter uma produção de 408,8 a 421 mil toneladas, incrementada pelo ganho de área e produtividade. O levantamento também indica um aumento na produção de algodão.

Safra de inverno 2016 – No caso da safra de inverno 2016, o grande destaque é para o trigo, cuja produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada, mesmo tendo sofrido redução de área. A aveia e o centeio apresentam um aumento significativo de área e produtividade. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será superior a 26,1% em relação à safra anterior devido à recuperação da produtividade. Finalmente, a canola e o triticale também apontam um aumento de área e produtividade, o que resulta em um aumento de 39,7 e 14,1% em relação à safra passada, respectivamente.

Área – A área plantada está prevista se situar entre 58,5 e 59,7 milhões de hectares. O crescimento previsto poderá ser de até 2,3% se comparada com a safra 2015/16, que teve 58,3 milhões de hectares. Com exceção do algodão, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

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Limite de cobertura do Seguro da Agricultura Familiar é ampliado

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a elevação do limite de cobertura do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que opera no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) – o Proagro Mais.  Para lavouras permanentes e olerícolas (como café, verduras, legumes e fruticultura), o valor da Receita Líquida Segurável (RLS) passa de R$ 20 mil para R$ 40 mil. Já para as demais culturas, o limite passa de R$ 20 mil para R$ 22 mil. A medida vale a partir de 1° de janeiro de 2017.

A decisão atende uma solicitação da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). O SEAF é destinado aos agricultores familiares que acessam o financiamento de custeio agrícola do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). O objetivo é oferecer proteção contra eventos climáticos que geram perdas e prejuízos no campo, para que o agricultor possa desenvolver sua lavoura com segurança.

“A elevação do limite atende uma antiga reivindicação dos agricultores familiares e entidades representativas. O SEAF é uma importante política pública do Governo Federal que chega ao rural brasileiro com o objetivo de mitigar prejuízos que os efeitos climáticos causam na renda dos agricultores. A agricultura familiar tem um papel social e econômico muito importante e necessita de cobertura”, destaca o secretário especial da Sead, José Ricardo Ramos Roseno.

seg_rural_coberturas_quais_as_coberturas_istock_000014666228xsmallDe acordo com o diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Sead, José Carlos Zukowski, a medida tem caráter técnico e visa proporcionar cobertura adequada para as lavouras. “A alteração possibilita que o seguro efetivamente cumpra seus objetivos de proteção contra perdas climáticas. Dentre os diversos prejuízos causados pelo limite anterior, podemos destacar ocorrências no estado do Espírito Santo que vem sofrendo com fortes estiagens. A região possui uma atividade rural em grande parte relacionada a lavouras permanentes e olerícolas e o valor assegurado era muito baixo. Também houve ocorrências similares em Minas Gerais, na uva no Sul e em diversas lavouras em todo o país”, explica.

Com o antigo limite de R$ 20 mil para a RLS, em muitos casos o percentual segurado era baixo e o valor correspondia a menos de 60% da receita esperada da lavoura.  “A lavoura tinha perdas, mas o seguro reembolsava um baixo valor. Em um caso onde o percentual segurado é de 52%, se o agricultor tivesse 48% de perda não receberia nenhuma indenização do Seguro”, ressalta Zukowski.

SEAF 2015/2016

Aproximadamente 12 mil agricultores já foram amparados pelo Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) devido às perdas que tiveram na lavoura no período 2015/2016. Ao todo, R$ 237 milhões já foram pagos pelo seguro a esses agricultores. Outros 15 mil laudos de perdas estão em fase de análise e se, comprovado o prejuízo, esses agricultores também devem receber o seguro até o fim do ano.  Ao todo, mais de 340 mil agricultores estão assegurados na safra 2015/2016. O valor total segurando nessa safra é de R$ 9,4 bilhões.

Como funciona o SEAF

A adesão ao SEAF é feita no financiamento de custeio agrícola do Pronaf. É formalizada após o pagamento de uma taxa sobre o valor segurado, a qual corresponde a uma parte do prêmio de seguro – a outra parte é coberta pelo Governo Federal. O Seguro oferece uma cobertura padrão e uma cobertura adicional. Ambas cobrem a renda da lavoura segurada.

A cobertura adicional foi criada para auxiliar no pagamento de prestações de operações do Pronaf Investimento e do Crédito Fundiário, visando apoiar o agricultor familiar na realização de investimentos para modernização e aumento da produção de alimentos.

O SEAF cobre eventos climáticos adversos como chuva excessiva, seca, geada, granizo, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, ventos frios e doença ou praga sem método difundido de combate, controle ou profilaxia, técnica e economicamente exequível.

Ocorrendo algum desses eventos, ao ponto de comprometer mais de 30% da receita bruta esperada no empreendimento agrícola, o agricultor familiar poderá solicitar a cobertura do seguro, efetuando a Comunicação de Ocorrência de Perdas (COP) junto ao agente financeiro. O agricultor deve aguardar a visita do técnico que efetuará a vistoria de comprovação de perdas.  Somente após a liberação da área, poderá ser iniciada a colheita.