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Foram 4 dias de muita troca. Troca de experiências, de saberes, de sementes, de técnicas de plantio, de mudas, de artesanato, de angústias, de medos, de expectativas, de esperança. Assim foram os três eventos distintos, mas semelhantes – que aconteceram simultaneamente em Brasília – e que tiveram em comum o tema agroecologia.
O VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, o X Congresso Brasileiro de Agroecologia e o V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno tiveram como tema norteador das discussões a ‘Agroecologia na transformação dos sistemas agroalimentares na América Latina: memórias, saberes e caminhos para o bem viver’.
Cerca de 5 mil pessoas participaram dos eventos. Gente do Chile, da Argentina, da Espanha, da Alemanha, da Índia, do Equador, de Cuba, do México, da Itália, do Peru, da Venezuela, dos Estados Unidos… de 24 países no total. Os participantes puderam acompanhar a apresentação de 2.227 trabalhos de pesquisadores da agroecologia, ciência que integra conhecimentos técnicos e saberes populares.
Representantes de comunidades indígenas e tradicionais, quilombolas, gestores públicos, agricultores, camponeses, integrantes de ONGs e movimentos sociais, estudantes, cientistas, professores e pesquisadores participaram de debates, oficinas, rodas de conversa, palestras, visitas técnicas e atividades culturais. Todos com o objetivo de compartilhar experiências e conhecimento em busca de boas práticas para tornar a agricultura mais justa e sustentável.
Educação no campo
A educação do (e no) campo e a educação em agroecologia foram debatidas pelos participantes dos Congressos. De acordo com a professora da Universidade de Brasília, Mônica Molina, “é imprescindível que a gente avance cada vez mais na articulação da Educação do Campo e da Agroecologia. Já há algum tempo estamos tentando consolidar um paradigma, de que não dá mais para separar a Reforma Agrária, Educação do Campo, a Agroecologia e a Soberania Alimentar das nossas ações esses temas e da nossa produção do conhecimento, da nossa prática e da nossa práxis”.
Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais
Durante o Congresso foi anunciado o lançamento do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais, que vai proporcionar reconhecimento internacional aos sistemas agrícolas tradicionais brasileiros. A premiação chega a 75 mil reais para as práticas vencedoras. Além dos recursos financeiros, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, vai conceder o título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante” (Globally Important Agricultural Heritage System, GIAHS) a Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) brasileiros. Também foi assinado um acordo de cooperação técnica entre as instituições que participaram da elaboração do prêmio: FAO, Embrapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Lançamento de livros
15 livros – impressos e eletrônicos – foram lançados durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia . As publicações refletiram a diversidade do evento, com temas que vão do candomblé a direito ambiental. A Embrapa, o Banco da Amazônia, o Ipea e a Universidade federal rural de Pernambuco foram responsáveis por algumas das publicações lançadas.
Eventos paralelos
Diversas atividades aconteceram paralelamente aos eventos do Congresso, entre elas: a Assembleia da ABA – Associação Brasileira de Agroecologia; a Feira de Troca de Sementes Crioulas; a Reunião Nacional de Permacultores; e a Feira Agroecológica da Sociobiodiversidade.
Sobre a Feira de Troca de Sementes Crioulas, Antonio Barbosa, coordenador do programa de sementes do semiárido da ASA (Articulação do Semiárido), afirmou “Essas são as sementes da resistência. Semente crioula é identidade, cada uma conta a história de um povo”. Josué Faustino de Souza, artesão e agroextrativista da Chapada dos Veadeiros (GO), afirmou não ser contra o desenvolvimento. “Sou contra o desenvolvimento que destrói a vida”, disse Souza.
Congresso de Agroecologia 2017
O Congresso de Agroecologia 2017 (VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno) foi promovido pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA – Agroecologia) e organizado em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília, Emater-DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), IBRAM e ISPN. O evento foi patrocinado pelo BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil.
Movimentos sociais participam da cerimônia de encerramento do Congresso de Agroecologia 2017 (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)
Produtores rurais, criadores, agricultores familiares. Cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições de Alexânia (GO) durante os quatro dias da I Expo Agro. No evento, palestras técnicas, oficinas, provas de montaria, exibição de expositores, cavalgada e shows artísticos.
O instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ricardo Pereira, compartilhou com os visitantes a cultura utilizando a hidroponia, técnica de cultivo de plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da lavoura. “Alface, cebolinha e manjericão são exemplos de cultivos que se adaptam muito bem à hidroponia”, afirmou Pereira.
Reinaldo Silva, produtor rural, visitou a exposição com a família e gostou do que viu. “É importante conhecer novas técnicas que podem ajudar a melhorar a produção”, disse ele.
Na palestra do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre controle financeiro no campo, os presentes aprenderam sobre fluxo de caixa, controle de despesas e a importância de manter os recursos da propriedade organizados.
A I Expo Agro Alexânia foi uma parceria do Sindicato do Produtores Rurais com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Prefeitura de Alexânia. De acordo com Daniel Carrara, presidente do Sindicato, o evento foi um sucesso, e já está confirmado no calendário oficial da cidade.
Allyson Lima, prefeito de Alexânia, afirmou que a II Expo Agro será realizada na primeira semana de setembro de 2018. Segundo o prefeito, “Alexânia é uma referência no agronegócio e, em um evento desses, conseguimos reunir os envolvidos na cadeia produtiva da cidade, o que é muito positivo”. “Ano que vem, vamos fazer um evento melhor para todos”, finalizou o prefeito.
Exemplo de hortaliças cultivadas com a técnica de hidroponia (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)
Após dois anos consecutivos de queda, ocasionados por forte estiagem que atinge a Região, o Nordeste conseguiu retomar patamares estáveis de exportação de mel, alcançando, em 2016, o volume de 5,3 mil toneladas, o que gerou montante de US$ 19,5 milhões em divisas. A informação foi divulgada nos Cadernos Setoriais do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de estudos do Banco do Nordeste.
De acordo com o estudo, o consolidado das exportações em 2016 confirma o ritmo de retomada do setor verificado desde 2014, quando o volume comercializado com o mercado estrangeiro atingiu 5,4 mil toneladas. Esse cenário manteve-se ligeiramente inferior em 2015, ano em que foram exportadas 5 mil toneladas de mel. O triênio de retomada não alcançou, porém, os resultados de 2011, quando o Nordeste chegou a exportar 9,7 mil toneladas, antes das quedas consideráveis em 2012 (4,6 mil toneladas) e 2013 (2,9 mil toneladas).
Segunda a autora do estudo, Maria de Fátima Vidal, engenheira agrônoma e técnica do Etene, a escassez de chuvas ocorrida na Região, a partir de 2012, ocasionou perda de enxames (abandono de colmeias ou morte de abelhas) não somente pela falta de alimentação, mas também por conta das altas temperaturas sem o devido sombreamento. “Essa drástica queda das exportações nordestinas abriu uma janela de oportunidade aproveitada pela Região Sul que, a partir de então, tornou-se a maior produtora e exportadora de mel no país”, explicou.
Ainda assim, o estudo pondera que a Região Sul tem apresentado produção decrescente em 2014 e 2015, especialmente, no estado do Rio Grande do Sul, afetado por grande desaparecimento de abelhas, ocasionado por excesso de chuvas e uso indiscriminado de agrotóxicos. Em contraposição, o semiárido nordestino é considerado a área de maior potencial de produção de mel orgânico no país, já que a principal fonte de néctar e pólen é a vegetação nativa. Vale salientar que o mel orgânico é um produto extremamente valorizado no mercado internacional. “Podemos estar diante de uma nova oportunidade de crescimento das exportações do mel nordestino, uma vez que os Estados Unidos e a Europa tem elevado seus níveis de exigência em relação à qualidade do mel adquirido”, afirmou a pesquisadora.
Participação dos estados
Atualmente, a maior parte da produção de mel do Nordeste (78,4%) é exportada para os Estados Unidos. No comparativo nacional, a Região deteve 21,9% do volume total exportado em 2016. Apesar da melhoria em relação aos anos mais críticos de seca (2012 e 2013), o valor é, mesmo assim, 45% inferior ao alcançado em 2011. A dificuldade de recuperação da produção dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, ainda submetidos à extrema falta de chuva, seria uma explicação para esse fato.
O mercado potiguar, em especial, foi seriamente afetado pela seca, uma vez que o Rio Grande do Norte vinha se consolidando enquanto importante exportador de mel e, em 2016, não conseguiu retomar esse mercado. Por outro lado, o Ceará, que exportava 4,1 mil toneladas em 2011, viu esse volume diminuir para 1,2 mil toneladas ano passado. Por sua vez, o Piauí, também seriamente atingido pela estiagem, conseguiu recuperar os patamares de exportação de 2011.
No âmbito da produção, a quebra da safra ajudou a alavancar a Bahia e o Piauí como os grandes produtores da região. Esse novo cenário também abriu espaço para o Maranhão, que chegou a produzir, em 2015, quase a mesma quantidade de mel que o Ceará. Esse estado, antes considerado o segundo maior produtor de mel da Região, participou com apenas 10% da fatia do mercado em 2015.
1. Exportações brasileiras de vinhos crescem 37% em volume no primeiro semestre. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões. Em agosto, 10 novas vinícolas passaram por qualificação para atuar no mercado internacional, somando 40 empresas integrantes do Wines of Brasil. Paraguai, Estados Unidos, Japão, China e Reino Unido lideram o ranking dos destinos dos rótulos verde-amarelos composto por 31 países.
2. Emater lança concurso de queijos artesanais do Paraná. Serão oito etapas regionais buscando identificar em cada região os locais em que os queijos são feitos. A primeira etapa acontecerá em Pinhão, no dia 18 de outubro.
3. Crédito do BNDES para máquinas e equipamentos sobe 90% em julho. Finame, linha de financiamento para bens de capital, desembolsou R$ 11 bilhões nos sete primeiros meses de 2017, uma alta de 10%. Já a linha de capital de giro BNDES Progeren cresceu 360% e atingiu R$ 4 bilhões liberados este ano.
4. A tecnologia de baixa emissão de carbono na pecuária leiteira foi discutida na última semana durante a Agroleite, que aconteceu na cidade de Castro, no Paraná. A técnica é recomendada no Plano ABC e visa atender compromissos do Brasil com a Conferência do Clima.
5. O Governo Federal liberou R$ 90 milhões para seguro rural do segundo semestre. Os recursos serão usados na subvenção das culturas de inverno e verão, abrangendo grãos e frutas. Do total, R$ 30 milhões serão destinados para frutas, R$ 10 milhões para trigo e R$ 50 milhões para grãos de verão, cujo período de plantio começa em outubro.
6. Amanhã (23/08), a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgará o relatório de perdas e indenizações dos últimos 10 anos de execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O evento, que apresentará dados das indenizações por atividade, região e seguradora, ocorrerá a partir das 14h, no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.
7. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2017 foi atualizado para R$ 535,4 bilhões, 4,5% acima do obtido em 2016 (R$ 512,5 bilhões). O resultado das lavouras corresponde a R$ 367,9 bilhões e o da pecuária a R$ 167,5 bilhões. O crescimento do valor real das lavouras é de 10,2%, enquanto o da pecuária apresenta recuo de 6,3%.
A New Holland é a vencedora do Troféu Agroleite 2017 na categoria Tratores Agrícolas. Esta é a quinta vez consecutiva que a marca recebe a conquista. Concedido pela Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, o prêmio é uma das atrações da Agroleite, feira agropecuária que acontece no município de Castro, na região dos Campos Gerais (PR).
A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada no Memorial da Imigração Holandesa. “O prêmio reconhece as marcas que são referência no segmento, e quem escolhe são os produtores da principal cadeia leiteira do país. São produtores altamente tecnológicos, exigentes, profissionalizados, muitos deles da Castrolanda, uma das maiores cooperativas do Brasil”, afirma o gerente Comercial da New Holland na região Sul, Eduardo Nicz.
Realizada no site oficial do evento, a votação para a definição dos finalistas aconteceu entre os dias 1º de fevereiro a 31 de maio. Ao todo 52 empresas chegaram na final em 18 categorias. As votações são vinculadas ao número de CPF e só permite um voto por cadastro. “O troféu reconhece o produto, o atendimento, o pós-venda e o belíssimo trabalho realizado na concessionária Tratornew na região”, finaliza Nicz.
Trator T7 no campo (Foto: New Holland / Divulgação)
New Holland
A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.
1. No leilão GDT desta terça-feira (15/08), os preços médios dos lácteos comercializados indicaram estabilidade, com pequena queda (de apenas 0,4%) em relação ao último leilão, fechando a US$ 3.339/tonelada. A manteiga recuou 1,3% e fechou com média de US$ 5.735/tonelada e, por outro lado, o queijo cheddar conseguiu leve recuperação em relação ao leilão anterior, fechando em média de US$ 4.005/tonelada (alta de 1,4%).
2. A Conab realizou operações de incentivo ao escoamento de milho do Centro-Oeste. No total, foram negociadas 748 mil toneladas de produtos dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Novas operações de Pepro e PEP ocorrerão na próxima quinta-feira (17/08). Serão 240 mil toneladas de PEP e 578 mil toneladas de Pepro.
3. Estão abertas, até o próximo domingo (20/08), as inscrições para a contratação temporária de 300 veterinários para trabalhar na inspeção nas linhas pré e pós-morte (antes e depois do abate) de frigoríficos. O salário é de R$ 6.710,58. A Escola de Administração Fazendária (Esaf) é a organizadora responsável pela seleção.
4. Associações e grupos de agricultura familiar interessados em vender para a Companhia Nacional de Abastecimento podem se inscrever até o próximo dia 23/08. Mais informações no site da Conab.
5. O Diário Oficial da União publicou uma instrução normativa com a regulamentação do Programa de Regularização Tributária Rural. O programa permite a renegociação dos débitos dos produtores rurais que venceram até 30 de abril e também de quem adquiriu suas produções, como frigoríficos, laticínios e cooperativas. Os interessados devem protocolar a adesão até 29 de setembro.
6. A Receita Federal liberou o programa para quem está obrigado a fazer a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural referente ao exercício 2017. O prazo para entrega é 29 de setembro. A previsão é que sejam entregues 5,4 milhões de declarações. A multa por atraso é de 1% ao mês calendário ou fração sobre o imposto devido. Mais informações no site da Receita Federal.
7. As vendas externas de milho dispararam em julho, com alta de 122%. As exportações totais do setor no mês passado somaram US$ 8,26 bi, com acréscimo de 5,8% em relação ao mesmo mês de 2016. Os principais destinos foram Irã (623 mil t), Egito (359 mil t), Vietnã (306 mil t), Israel (152 mil t), Malásia (150 mil t) e Coreia do Sul (133 mil t).
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2017 está estimado em R$ 535,4 bilhões, 4,5% acima do obtido em 2016 (R$ 512,5 bilhões). O VPB – reajustado com base nas informações de julho – foi divulgado nesta terça-feira (15/08) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O resultado das lavouras corresponde a R$ 367,9 bilhões e o da pecuária a R$ 167,5 bilhões. O crescimento do valor real das lavouras é de 10,2%, enquanto o da pecuária apresenta recuo de 6,3%.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, como o ano agrícola está quase encerrado para a maior parte das lavouras, não deve haver mudanças acentuadas daqui até o fim do ano.
Enquanto no ano passado os preços agrícolas foram decisivos na formação do valor da produção, neste ano o fator mais importante na composição do valor é a produtividade. “Isso acontece em função da safra recorde de grãos, estimada em 238,2 milhões de toneladas pela Conab, e de 242,1 milhões segundo o IBGE”, analisa Gasques. A expansão de área e os preços têm importância menor na composição do valor de 2017.
De uma lista de produtos que têm apresentado resultados mais favoráveis, destacam-se o algodão, com aumento real de 75,6% no valor, cana de açúcar (46,4%), laranja (25,2%), milho (19,3%) e soja (2,3%). O valor da produção de soja, de R$ 115,6 bilhões, corresponde a 31,4% do VBP total, mas, segundo estudo da SPA, houve anos em que a participação foi maior, como em 2015 e 2016. Para o coordenador-geral de Estudos e Análises, pode-se dizer que milho, soja e cana de açúcar têm sustentado o crescimento do faturamento do setor.
Na pecuária, suínos e leite, que têm se beneficiado de aumento de preços ao produtor, são os principais destaques. Mas carne bovina, de frango e ovos têm tido retração de preços, o que resulta em menor faturamento dessas atividades.
Há um grupo de produtos das lavouras que vêm apresentando desempenho menos favorável na comparação com o ano passado. Isso se deve a menores níveis de produção ou de preços. Mas neste ano, para a maior parte do grupo, como banana, batata-inglesa, cacau, cebola, feijão e maçã, a principal razão da retração são preços menores na comparação com 2016. Em alguns, como café e trigo, há uma combinação de preços mais baixos e quantidades também menores.
Os valores da produção regional mostram a liderança do Sul, com o VBP de R$ 141,3 bilhões, seguida pelo Centro-Oeste (R$ 138,6 bilhões), Sudeste (R$ 137,5 bilhões), Nordeste (R$ 50,1 bilhões) e Norte (R$ 32,5 bilhões). Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, representam conjuntamente 70,5% do VBP neste ano.
Com um aumento de 27,7% ou 51,6 milhões de toneladas, a safra de grãos 2016/17 deve chegar a 238,2 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. Os números da 11ª e penúltima estimativa da safra atual foram divulgados nesta quinta-feira (10/08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Foram responsáveis por esta supersafra, além de pequena ampliação de área em 4%, as condições climáticas favoráveis e o aumento da produtividade média de todas as culturas, à frente soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica. A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha. A soma de todas as culturas pode chegar a 60,7 milhões de hectares, um pouco acima dos 58,3 milhões de ha da safra 2015/2016.
Em relação à soja, produção e área permanecem próximas ao do último levantamento. O crescimento da cultura deve ser de 19,5% e chegar a 114 milhões de toneladas, com ampliação de 2% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. Já para o milho total, a produção deve alcançar 97,2 milhões de toneladas, 46,1% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,5 milhões de toneladas para a primeira safra e de 66,7 milhões para a segunda. A área total deve alcançar 17,5 milhões de hectares, com um crescimento de 9,7%. Mais de 88% dos grãos produzidos no país se deve às duas culturas.
No caso do feijão total, a produção deve atingir 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares. O primeira safra, que já está colhido, detém uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,3% superior ao produzido em 2015/2016. Já o da segunda safra, que também está finalizado, deve alcançar 1,22 milhão de toneladas. O feijão terceira safra deve produzir 750 mil toneladas, sendo 665 mil do tipo cores, 77 mil do caupi e 7,9 mil toneladas do preto. Com relação ao algodão pluma, o crescimento é de 18,2%, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas, mesmo com a estimativa de queda de 1,7% na área cultivada.
Culturas de inverno– Está prevista a redução de 13,6% na área de trigo, estimada em 1,83 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha da safra passada. Com isso, a produção deve recuar 22,8% e chegar a 5,2 milhões de toneladas frente às 6,7 milhões de t de 2016. Ao contrário do trigo, a aveia eleva a área em 13,3%, podendo alcançar 330,4 mil hectares, com uma produção estimada em 846,8 mil toneladas.
A pesquisa foi realizada no período de 23 a 29 de julho em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.