Segunda chamada do projeto Rural Sustentável vai até 15 de março

Para incentivar a adoção de tecnologias de baixo carbono em propriedades rurais de 70 municípios brasileiros, localizados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embaixada Britânica lançaram a 2ª Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras . A ação faz parte das atividades do Projeto Rural Sustentável (PRS), que visa melhorar as práticas de uso da terra e de manejo florestal nos principais biomas.

Na primeira chamada foram aprovadas 1.892 propostas e 46 Unidades Demonstrativas. A chamada em curso tem como meta identificar 3.360 unidades multiplicadoras, ou seja, propriedades rurais de pequenos e médios produtores que vão utilizar uma ou mais das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas. As propostas devem ser submetidas em conjunto com agentes de assistência técnica e, caso aprovadas, os produtores receberão até R$ 1,5 mil por hectare de tecnologia implantada e os agentes de assistência técnica, R$ 6 mil por unidade multiplicadora.

Além do apoio financeiro, o produtor poderá receber R$ 1 mil por hectare de área de conservação florestal, ou seja, por fragmento de floresta nativa representativo dos biomas mantidos em sua propriedade.

Podem participar da chamada produtores cujas propriedades estejam localizadas em algum dos municípios ou estados que sejam beneficiários ou elegíveis para crédito rural, com área de quatro a 15 módulos fiscais e renda agropecuária bruta anual de até R$ 1,76 milhão.

As propostas devem ser submetidas à avaliação no portal http://www.ruralsustentavel.org. A parceria com um agente de assistência técnica, além de auxiliar o produtor, acompanhará a implantação de tecnologia. A indicação do agente deve ser feita por entidades de assistência técnica com atuação nos municípios integrantes do projeto.

O Projeto Rural Sustentável é fruto de parceria entre o governo brasileiro, do Reino Unido e BID, com foco nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, incentivando o desenvolvimento rural sustentável e a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo em que contribui para o cumprimento dos objetivos do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC).

Tecnologias apoiadas

• Sistema de integração Lavoura-pecuária-florestas (iLFP), incluindo Sistemas Agroflorestais (SAF)

• Plantio de Florestas Comerciais

• Recuperação de Áreas Degradadas com Pastagem (RAD/P)

• Recuperação de Áreas Degradadas com Floresta (RAD/F)

• Manejo Sustentável de Florestas Nativas

Municípios que podem participar – 70 em 7 estados

Pará – Dom Eliseu, Ipixuna, Marabá, Medicilândia, Paragominas, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé-Açu e Tucumã.

Mato Grosso – Alta Floresta, Brasnorte, Cotriguaçu, Juara, Juína, Marcelândia, Nova Canaã do Norte, Querência, Sinop e Terra Nova do Norte.

Rondônia – Alta Floresta D’Oeste, Ariquemes, Buritis, Cerejeiras, Jorge Teixeira, Machadinho, Parecis, Rolim de Moura, Santa Luzia D’Oeste e Theobroma.

Bahia – Ibirapitanga, Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Camamú, Maraú, Valença, Presidente Tancredo Neves e Taperoá.

Minas Gerais – Setubinha, Malacacheta, Franciscópolis, Poté, Araçuaí, Padre Paraíso, Teófilo Otoni, Itambacuri, Novo Oriente de Minas e Capelinha.

Paraná – Bandeirantes, Primeiro de Maio, Paranavaí, Nova Londrina, Dois Vizinhos, Itapejara D’Oeste, Renascença, Realeza, Francisco Beltrão e Verê.

Rio Grande do Sul – Passo Fundo, Erechim, Ciríaco, Lagoa Vermelha, Frederico Westphalen, Boa Vista das Missões, Vacaria, Machadinho, Barros Cassal e Agudo.

Acesse o edital completo da Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras a partir do dia 28 de julho.

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Produtores de 70 municípios que adotarem tecnologias de baixo carbono receberão apoio financeiro, assistência técnica e capacitação gratuita

Valor da produção agropecuária de 2018 é de R$ 516,6 bilhões

A primeira estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) para 2018 é de R$ 516,6 bilhões, abaixo 4,9% do valor de 2017 (R$ 543,3 bilhões). As lavouras apresentam redução real de 6,2% e a pecuária, de 2,3%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, parte dessa diferença entre as estimativas deve-se ao fato de o ano passado ter sido excepcional, tendo obtido o maior valor desde o início da série dessas informações. Nos levantamentos realizados pela Conab, sempre foram destacadas na produção da safra anterior as condições climáticas muito favoráveis. Outro aspecto, é o fato do mês de janeiro ser ainda quase um início da safra do ano, portanto, com informações ainda incompletas.

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 15% no valor, batata inglesa (11,1%), cacau (44,5%), café (5,8%), tomate ( 36,1%) e trigo (49%). Na pecuária, destaca-se carne bovina com desempenho positivo, depois de registrar durante o ano passado preços em baixa.

O grupo de produtos com redução do valor da produção inclui o amendoim (-7,1%), arroz (-16,4%), banana (-13,1%), cana-de-açúcar (-13,2%), feijão (-22,4%), laranja (-29,4), milho (-13%) e uva (-24,8%). Entre esse grupo, cana, laranja e milho tiveram em 2017 resultados excepcionais, que não estão se repetindo. Como são produtos que têm participação expressiva no VBP, explica Gasques, a redução do valor afeta os resultados deste ano.

Na pecuária, os resultados de suínos, frango, leite e ovos também são inferiores aos de 2017. Para esses, os preços mais baixos no período têm contribuído para um VBP mais baixo.

Entre os diversos produtos analisados, soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e café respondem por 52% do VBP de 2018, devendo gerar R$ 267,7 bilhões.

Os estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul representam 58% do valor da produção, observando que neste ano, Mato Grosso apresenta um VBP maior do que o de São Paulo. Observando os resultados por região do país, a liderança passa a ser ocupada pelo Centro Oeste, seguida pelo Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.

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Produção de 225,6 milhões de toneladas de grãos é a segunda maior da história

De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos da safra 2017/2018 pode chegar a 225,6 milhões de toneladas. Mesmo com recuo de 5,1% em relação à safra passada, que foi a maior de toda a história (237,7 milhões de t), a safra deste ano deve ficar em segundo lugar em relação à série histórica.

Com crescimento de mais de 0,2%, a área total ultrapassou os 61 milhões de hectares. Entre as culturas, a preferência do produtor segue pelo milho e a soja que representam quase 88% dos grãos produzidos no país. No caso da soja, houve queda de 2,2% na produção, ficando em 111,6 milhões de toneladas ante 114,1 milhões/t do último período. Já para o milho total, a expectativa é de redução de 10,1%, passando de 97,8 milhões para 88 milhões de toneladas. A primeira safra pode ficar em 24,7 milhões de t, enquanto a do milho segunda safra revela possível produção de até 63,3 milhões de toneladas.

“A safra ainda é grande e o importante é a área plantada. O dinamismo continua na agricultura e a redução sobre o último levantamento é insignificante. Vamos colher uma safra muito grande, largamente suficiente para abastecer o mercado interno”, comentou o secretário substituto de Política Agrícola do Mapa, Sávio Pereira. Ele acrescentou haver estoques folgados de milho, de arroz. E observou que o país continuará a exportar os recordes de grãos como tem acontecido nos anos anteriores.

O estudo mostra ainda que o cenário mais favorável é o do algodão, com aumento de 17% na produção da pluma, totalizando 1,79 milhão de toneladas e 1,1 milhão de hectares, com elevação de 17,4% na área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a ampliação da área total plantada. Com maior liquidez e possibilidade de melhor rentabilidade frente a outras culturas, a leguminosa tende a elevar-se a uma média de 3,3%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

No quesito produtividade, a soja aponta para queda estimada em de 3.185 kg/hectare ante 3.364 da safra anterior. Uma vez que as culturas estão ainda em fase inicial de colheita, os números divulgados têm como base os rendimentos apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico e espectral realizado pela companhia. A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos no país, entre os dias 21 e 27 de janeiro.

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Soja e milho representam quase 88% do resultado da safra 2017/2018 divulgado pela Conab (Foto: Divulgação)

Curtas: vacina contra aftosa, safra de grãos, desenvolvimento da bioeconomia e abastecimento de água no Maranhão

1. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento definiu que em maio de 2019 começará a ser aplicada a vacina contra a febre aftosa de 2 ml’s. Todo o calendário de vacinação deste ano segue sem mudanças, em maio e em novembro, com a vacina de 5 ml’s. A forma de aplicação do produto, no entanto, deverá ser preferencialmente subcutânea e não intramuscular, já a partir da primeira fase de vacinação, para maior eficiência do produto e para evitar perdas no abate.

2. A Conab realiza, nesta quinta-feira (08/02), coletiva de imprensa para divulgação do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018. O anúncio será no auditório da Companhia, em Brasília, às 9h.

3. O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, visita nesta quinta-feira (08/02) a feira Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). Na ocasião, serão assinados contratos de pré-custeio do Banco do Brasil e um protocolo de intenções para melhoramento genético de tilápia.

4. O edital de chamamento público para a seleção da instituição que irá coordenar os projetos de Pesquisa & Desenvolvimento do Programa Prioritário de Bioeconomia foi um dos temas debatidos na 54ª Reunião Ordinária do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia, realizada na sede da SUFRAMA. O programa consiste no desenvolvimento de soluções para a exploração econômica sustentável da biodiversidade, abrangendo: prospecção de princípios ativos e novos materiais a partir da biodiversidade amazônica; biologia sintética, engenharia metabólica, nanobiotecnologia, biomimética e bioinformática; processos, produtos e serviços destinados aos diversos setores da bioeconomia; tecnologias de suporte aos sistemas produtivos regionais ambientalmente saudáveis; tecnologias de biorremediação, tratamento e reaproveitamento de resíduos; negócios de impacto social e ambiental; e o estabelecimento ou aprimoramento de Incubadoras e Parques de Bioindústrias.

5. Comunidades quilombolas e acampados da reforma agrária do Distrito Federal e entorno receberão, neste mês, da Conab, um total de 3.629 cestas de alimentos para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias. A ação é fruto de uma parceria com Ministério do Desenvolvimento Social, por meio de demandas da Fundação Cultural Palmares e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

6. A Agrinos, líder global em insumos biológicos para a agricultura, obteve investimentos de capital acionário de US$ 15 milhões para estratégia de crescimento. Os recursos serão usados para ampliar as vendas em localidades geográficas essenciais, e também para pesquisa e desenvolvimento, visando aperfeiçoar o fluxo de produtos.

7. A Codevasf inaugurou um Sistema Simplificado de Abastecimento para amenizar o problema de escassez de água em comunidades rurais do Maranhão. Cerca de 30 famílias do Povoado Lagoa, no município de Matões do Norte, foram beneficiadas com a instalação de um poço tubular, casa de bomba, reservatório e ligações domiciliares. Já está autorizado o início das obras de outros sistemas similares em quatro povoados localizados nos municípios de Amarante do Maranhão, Senador La Roque, Barra do Corda e São Domingos do Maranhão.

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Financiamento para o Agro: encontro debate alternativas para garantir o crescimento do setor

Empréstimos bancários, políticas públicas, títulos de crédito. As diversas formas de financiamento para o agronegócio foram discutidas em um evento organizado pela CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Produtores rurais, governo e representantes do mercado participaram dos debates. Para o presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, é preciso buscar fontes alternativas de financiamento, para garantir uma maior inclusão dos produtores. Segundo ele, “é necessário pensar o agro para o futuro, promovendo parcerias que possam alavancar o setor”.

O presidente do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Paulo Rabello de Castro, concordou. “O BNDES é parceiro do SENAR nos Centros de Excelência, que vão oferecer capacitação de qualidade e gratuita em diversos Estados. O Brasil precisa saber que existem instituições que pensem além do dia de amanhã”, disse.

De acordo com os dados apresentados, apenas seis bancos operam 80% do crédito destino ao agro no país. Essa concentração, segundo os participantes, acaba prejudicando o agricultor, pois, com menos opções, o produtor acaba tendo que se submeter às taxas das instituições financeiras. Para Márcio Lopes de Freitas, produtor rural e presidente da Organização das Cooperativas do Brasil, “existe uma dependência de algumas regiões em relação ao crédito rural, especialmente formada por pequenos, médios e demais produtores, com maiores níveis de exposição de risco”. Uma forma de minimizar esse risco, segundo ele, é a instituição de cooperativas, que permitem que os cooperados tenham acesso ao crédito de maneira mais acessível, pois os riscos da operação para as instituições financeiras são menores. “O produtor tem que se organizar, e o modelo de cooperativa é uma das formas mais eficientes para ele buscar tecnologias mais baratas, insumos em condições melhores, informação de mercado. A cooperativa é uma ferramenta essencial para o agricultor contemporâneo, não apenas o pequeno. O médio e o grande também”, afirmou.

O presidente da Comissão de Política Agrícola da CNA, José Mário Schreiner, lembrou que – apesar da concentração dos recursos em apenas algumas instituições – apenas 31% dos recursos para o setor agropecuário vem dos bancos. Segundo ele, a participação do capital próprio como fonte de financiamento do setor agropecuário tem aumentado.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ressaltou que o setor agropecuário é o que mais tem contribuído com a recuperação da economia brasileira, e que por isso, merece atenção especial. De acordo com Maggi, é preciso aplicar com mais eficiência os recursos disponíveis. Por isso, o Governo está dialogando com os produtores para conhecer as áreas prioritárias. “Queria reafirmar que o Plano Safra, que lançaremos em breve, está sendo muito debatido para alocar nos locais certos os poucos recursos que nós temos. Sabemos dos riscos de cada região e cada safra. Precisamos melhorar a renda do nosso produtor”, afirmou ele.

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Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, fala sobre financiamento para o agronegócio em evento da CNA (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

R$ 12,5 bilhões: custeio antecipado para a safra 2018/2019 beneficia produtores

O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira (30/01) a oferta de R$ 12,5 bilhões para contratação de custeio antecipado da safra 2018/2019. Com esse valor, produtores de todo o país poderão financiar insumos e serviços agropecuários com taxas de 7,5% a 8,5% ao ano. Neste ano, o total disponibilizado é 16% maior do que foi disponibilizado em 2017.

Essa antecipação também protege os agricultores contra possíveis elevações na época de maior demanda. Ou seja, com o crédito em mãos, eles podem escolher do melhor momento e o melhor preço para realizar as compras. “É uma oportunidade que nós damos aos produtores de comprarem seus insumos e terem um poder de negociação maior nessa compra”, explicou diretor de agronegócio do banco, Marco Túlio Moraes da Costa.

Segundo o diretor, a verba “agrega valor à toda cadeia produtiva do agronegócio, gerando emprego, gerando renda”. Os recursos ainda geram reflexos diretos e positivos no PIB do setor agropecuário e na economia brasileira. As contratações estão disponíveis nas agências do Banco do Brasil em todo o país.

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Curtas: milho da Conab, alimentação animal, alevinos e proteção de nascentes

1. Mais de 33 mil toneladas de milho serão enviadas pela Conab a municípios da região Norte e Nordeste. O transporte foi negociado por meio de leilão de contratação de frete, e os primeiros lotes devem chegar aos destinos no início de fevereiro. O produto vai para pequenos criadores de animais que participam do Programa de Vendas em Balcão e utilizam o milho na ração animal.

2. Está aberta uma consulta pública sobre procedimentos na produção de alimentação animal. As manifestações devem ser feitas pela internet, em formulário disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo é estabelecer os critérios para utilização de resíduos sólidos provenientes da indústria alimentícia, quando destinados à alimentação animal.

3. A Codevasf realizou um peixamento com 150 mil alevinos em Alagoas e Sergipe. Espécies nativas, como pirá, curimatã pacu, curimatã pioa, matrinxã, piau e piaba, foram utilizadas.

4. A Codevasf e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí firmaram acordos com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí. O objetivo é proteger nascentes e monitorar grandes reservatórios no estado.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Conab: armazéns recebem novos equipamentos e melhorias estruturais

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá investir um total de R$ 3,35 milhões na renovação dos equipamentos e melhoria na estrutura dos armazéns públicos. Os recursos foram alcançados graças ao trabalho da estatal com a realocação de verbas próprias, o que possibilitou a aplicação do orçamento nos projetos e garantiu mais eficiência e controle na guarda dos estoques governamentais.

Parte do capital será destinado à aquisição de equipamentos de transporte e pesagem mais modernos. Estão previstas a compra de 44 balanças eletrônicas de plataforma que serão destinadas a 26 unidades da Conab em 15 estados do país. Além disso, serão adquiridas 75 novas empilhadeiras horizontais inclináveis, designadas a 18 superintendências regionais da Companhia, e ainda 50 carros plataformas que auxiliarão o trabalho em 34 armazéns próprios. As regionais também receberão novos quantitativos de inseticidas e lençóis plásticos para expurgo de grãos, utilizados na conservação fitossanitária dos estoques.

Dentre as medidas adotadas também estão previstas reformas estruturais nas unidades armazenadoras do Paraná, Tocantins, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Bahia. As obras preveem desde a modernização do sistema de termometria da unidade armazenadora situada no município de Rio Formoso (TO) até a reestruturação do sistema de iluminação no armazém em Brasília.

As ações tiveram início no final de 2017 e a expectativa é de que todo o processo de renovação esteja concluído ao final deste ano. As compras de novos produtos e reformas irão beneficiar 79 armazéns da Conab em todo o território nacional.

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Foto: Conab / Divulgação

Método de avaliação corporal ajuda a aumentar a taxa de prenhez em 17%

Pesquisas realizadas pela Embrapa em Rondônia demonstraram que animais com condição nutricional adequada avaliados com a tecnologia Vetscore chegam a obter uma taxa de prenhez 17% maior quando comparada com a taxa média nacional por inseminação artificial por tempo fixo (IATF) que está em 51%. A obtida em vacas selecionadas pelo dispositivo é de 61%. Lançado em 2014, o Vetscore é uma ferramenta simples formada por duas réguas articuladas que, ao serem posicionadas sobre a garupa do animal, indicam sua condição corporal. Isso permite identificar com mais precisão animais que necessitam de suplementação. Como resultado, aqueles em condições corporais inferiores são manejados adequadamente aumentando produção de leite e taxas de penhez.

O trabalho foi conduzido durante quatro anos, em seis fazendas no Estado de Rondônia, com 1.200 vacas da raça Nelore que participaram de programas de IATF. Vacas de leite girolando também foram avaliadas por meio dessa tecnologia durante um ano e as que receberam suplementação para manter o escore da condição corporal (ECC) adequado obtiveram aumento na produção de leite de até 61%, quando comparadas às que não receberam suplementação e se mantiveram em ECC baixo de acordo com a escala Vetscore.

Desenvolvido por especialistas da Embrapa, o Vetscore é único no mercado e ferramenta essencial para produtores obterem informações precisas e com elas selecionarem animais mais adequados em termos de escore de condição corporal, ou seja, de reserva de energia. Com isso se obtém maior ganho em fertilidade e produção de leite.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia Luiz Pfeifer, responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, mantendo as vacas em lactação com condição corporal adequada, é possível obter maior rentabilidade e eficiência reprodutiva tanto nas vacas de corte como de leite. Daí a importância de os produtores fazerem a avaliação da condição corporal dos animais para a busca da máxima eficiência reprodutiva e produtiva do rebanho. “O Vetscore torna-se valioso para o produtor, que pode, de maneira rápida e precisa, avaliar seus animais e fazer as mudanças de manejo necessárias”, afirma Pfeifer.

Outro método muito utilizado de avaliação do escore corporal é o visual considerado subjetivo e pouco preciso. Esse método exige que o avaliador seja treinado para evitar equívocos no momento da avaliação. “A subjetividade do método visual e o limitado acesso ao corpo do animal (especialmente costelas e garupa) fazem a determinação do ECC uma atividade relativamente difícil de ser realizada em vacas que estão contidas no brete”, explica o pesquisador, complementando que isso demanda tempo extra, que deve ser considerado em propriedades com manejo intensivo e com grande número de animais. “Com o uso da régua, de baixo custo, o próprio produtor pode avaliar e monitorar o rebanho”, afirma o especialista.

Em programas de IATF, o Vetscore pode ser utilizado no momento da inserção do dispositivo intravaginal e da aplicação dos hormônios para selecionar animais que vão responder melhor aos protocolos e, consequentemente, terão mais chances de emprenhar. Uma ação rápida e confiável, evitando desperdício de tempo, de sêmen e oferecendo maior ganho ao produtor com a eficiência reprodutiva. “Com o uso do Vetscore a gente consegue identificar os animais que estão com escore corporal melhor e, com isso, melhorar o índice de prenhez. Aqui na fazenda, os animais identificados com melhor escore corporal tiveram prenhez até acima do esperado”, conta o gerente da fazenda Areia Branca, Rogério Calsavara, no Município de Ariquemes (RO).

Auxílio no manejo da pastagem

Segundo o engenheiro-agrônomo Marcos Vinícius Martins, responsável técnico da fazenda Areia Branca, o uso do Vetscore também tem auxiliado no manejo da pastagem. “Com o monitoramento do rebanho com a régua, a gente consegue saber se está acertando ou não no manejo da pastagem, vendo se o gado está ganhando, mantendo ou perdendo escore”, explica. Para os produtores que possuem profissionais especializados para cuidar da nutrição do rebanho, o Vetscore também é útil, pois a avaliação da condição corporal do animal é o primeiro passo para diagnosticar e promover alterações na dieta do rebanho. Assim, o dispositivo pode ser uma ferramenta inicial de análise precisa.

Tanto para o pequeno como para o grande produtor, obter um acompanhamento do escore corporal e atuar em seus resultados significa aumentar a eficiência e reduzir custos. “A nutrição de gado leiteiro é cara e o manejo inadequado pode gerar prejuízos”, alerta o pesquisador.

Pfeifer exemplifica impactos positivos que podem ocorrer com a adoção do uso do Vetscore no monitoramento do rebanho. Em vez de as fêmeas terem um parto a cada 22 meses, média no Estado de Rondônia, podem ter um parto a cada 14 ou 16 meses, se adotadas medidas nutricionais adequadas. Estima-se também que a média de partos por ano por animal pode passar de 0,54 para 0,75. Ao contabilizar apenas esse ganho, somente em Rondônia, pode-se chegar facilmente a um aumento anual de cerca de 200 milhões de litros de leite por ano. Ao fazer as contas com o litro do leite a R$1,00, pode haver um incremento de R$ 200 milhões no agronegócio do leite no estado.

Como funciona o Vetscore

Não há no mercado instrumento similar ao Vetscore para a avaliação da condição nutricional de bovinos de corte e de leite. De baixo custo e simples utilização, o dispositivo oferece resultado imediato e pode ser utilizado pelo próprio produtor para tomadas de decisão, buscando a máxima eficiência produtiva e reprodutiva de seu rebanho.

O Vetscore foi inspirado no goniômetro, instrumento circular com 180° ou 360°, utilizado para medir ou construir ângulos. O mais famoso goniômetro é o transferidor, muito popular no ensino escolar. Essa tecnologia da Embrapa é formada por duas réguas e articuladas de maneira a formar uma angulação. Com a ferramenta é possível avaliar e monitorar a condição nutricional de vacas por meio do ângulo interno da garupa. De acordo com o ângulo formado, o dispositivo fornece uma das seguintes colorações: vermelho (magra), verde (adequado) ou amarelo (obesa).

Para fazer a avaliação com o Vetscore, o animal deve ser recolhido em local onde ele possa ser contido. A régua deve ser posicionada sobre a porção inicial da garupa do animal (entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral), uma haste da régua de cada lado, e ser lentamente fechada até que as superfícies das réguas estejam em maior contato possível com a pele do animal.

Para vacas de leite, é recomendado que o Vetscore seja utilizado no rebanho quinzenalmente, principalmente na primeira metade da lactação. Para vacas de corte, seu uso é recomendado, principalmente, para avaliar e selecionar fêmeas que vão entrar na estação reprodutiva.

Comercialização – onde encontrar

O Vetscore está validado para as raças Nelore, Girolando e Angus. A régua já está disponível no mercado e a comercialização está sob a responsabilidade da empresa Prático de Garça, licenciada pela Embrapa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3406.2718.

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Foto: Rafael Rocha / Divulgação / Vetscore

Ministério da Agricultura autoriza redução da dose da vacina contra aftosa

A Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22/01), autorizou a redução da dose da vacina contra a aftosa de 5 mililitros para 2 mililitros. Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações locais.

Alguns países, como Argentina, Uruguai e Bolívia já adotam essa prática, com resultados satisfatórios, tanto em relação à diminuição às reações, quanto na preservação da potência da vacina. Em que pesem essas experiências, a adequação dos métodos de controle de potência e de tolerância que serão submetidas cada partida de vacina produzida, garantirão a eficácia e a segurança do produto.

O componente oleoso, que tem a finalidade de promover imunidade mais longa, é também um dos principais responsáveis pela indução de reações do tipo alérgica no local da aplicação.

Considerando a não ocorrência de focos da doença no país, desde 2005, e a tendência de suspensão gradativa da vacinação, a área técnica do Mapa concluiu não haver necessidade de utilização de vacinas que induzam resposta rápida, mas que assegurem a manutenção de resposta longa. Dessa forma, também foi alterarada a avaliação da potência de cada partida de vacina de 28 para 56 dias pós-vacinação, para as vacinas já registradas, e a implantação da avaliação aos 168 dias pós-vacinação, além da avaliação aos 56 dias, para vacinas em processo de registro ou de alteração pós registro.

A atualização do teste de estabilidade da emulsão visa melhor avaliar a qualidade da produção da vacina no que refere à consistência do processo de emulsificação para garantir a emulsão água em óleo. Isso, em razão da alteração do volume do conteúdo da vacina nos frascos, gerada pela redução da dose e da mudança na densidade da fase aquosa, em razão da alteração na proporção da massa antigênica dos antígenos “O” e “A”, ocorrida após a recente retirada do vírus “C” da composição da vacina.

O teste de tolerância é realizado por meio da vacinação de um grupo de animais e posterior observação no local da aplicação, de eventual ocorrência de nódulos, os quais devem ser mensurados. A metodologia atual prevê a vacinação pela via intramuscular profunda que, por essa razão não possibilita uma visualização adequada de nódulos, nem permite mensuração de forma adequada. A mudança para a via subcutânea permitirá avaliação mais eficiente.

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