Financiamento para o Agro: encontro debate alternativas para garantir o crescimento do setor

Empréstimos bancários, políticas públicas, títulos de crédito. As diversas formas de financiamento para o agronegócio foram discutidas em um evento organizado pela CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Produtores rurais, governo e representantes do mercado participaram dos debates. Para o presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, é preciso buscar fontes alternativas de financiamento, para garantir uma maior inclusão dos produtores. Segundo ele, “é necessário pensar o agro para o futuro, promovendo parcerias que possam alavancar o setor”.

O presidente do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Paulo Rabello de Castro, concordou. “O BNDES é parceiro do SENAR nos Centros de Excelência, que vão oferecer capacitação de qualidade e gratuita em diversos Estados. O Brasil precisa saber que existem instituições que pensem além do dia de amanhã”, disse.

De acordo com os dados apresentados, apenas seis bancos operam 80% do crédito destino ao agro no país. Essa concentração, segundo os participantes, acaba prejudicando o agricultor, pois, com menos opções, o produtor acaba tendo que se submeter às taxas das instituições financeiras. Para Márcio Lopes de Freitas, produtor rural e presidente da Organização das Cooperativas do Brasil, “existe uma dependência de algumas regiões em relação ao crédito rural, especialmente formada por pequenos, médios e demais produtores, com maiores níveis de exposição de risco”. Uma forma de minimizar esse risco, segundo ele, é a instituição de cooperativas, que permitem que os cooperados tenham acesso ao crédito de maneira mais acessível, pois os riscos da operação para as instituições financeiras são menores. “O produtor tem que se organizar, e o modelo de cooperativa é uma das formas mais eficientes para ele buscar tecnologias mais baratas, insumos em condições melhores, informação de mercado. A cooperativa é uma ferramenta essencial para o agricultor contemporâneo, não apenas o pequeno. O médio e o grande também”, afirmou.

O presidente da Comissão de Política Agrícola da CNA, José Mário Schreiner, lembrou que – apesar da concentração dos recursos em apenas algumas instituições – apenas 31% dos recursos para o setor agropecuário vem dos bancos. Segundo ele, a participação do capital próprio como fonte de financiamento do setor agropecuário tem aumentado.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ressaltou que o setor agropecuário é o que mais tem contribuído com a recuperação da economia brasileira, e que por isso, merece atenção especial. De acordo com Maggi, é preciso aplicar com mais eficiência os recursos disponíveis. Por isso, o Governo está dialogando com os produtores para conhecer as áreas prioritárias. “Queria reafirmar que o Plano Safra, que lançaremos em breve, está sendo muito debatido para alocar nos locais certos os poucos recursos que nós temos. Sabemos dos riscos de cada região e cada safra. Precisamos melhorar a renda do nosso produtor”, afirmou ele.

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Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, fala sobre financiamento para o agronegócio em evento da CNA (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)
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