IBGE prevê safra de grãos 9,2% menor em 2018

O segundo prognóstico para a safra 2018 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 219,5 milhões de toneladas, 9,2% abaixo da safra de 2017. Esta redução deve-se às menores produções previstas para o milho (15,9 milhões de toneladas) e para a soja (6,8 milhões de toneladas). Já a 11ª estimativa para a safra de 2017 totalizou 241,9 milhões de toneladas, com aumento de 56,1 milhões de toneladas (30,2%) em relação a 2016 (185,8 milhões de toneladas). A área a ser colhida (61,2 milhões de hectares) foi 7,2% maior que a de 2016. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, e, somados, representam 93,9% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve aumento de 2,2% na área da soja, de 19,2% na área do milho e de 4,6% na área de arroz. Quanto à produção, ocorreram aumentos de 17,4% para o arroz, 19,4% para a soja e 55,2% para o milho.

Estimativa de NOVEMBRO para 2017: 241,9 milhões de toneladas

Variação novembro 2017 / outubro 2017: 0,1% (280,7 mil toneladas)

Variação safra 2017 / safra 2016: 30,2% (56,1 milhões toneladas)

Estimativa de NOVEMBRO para 2018: 219,5 milhões de toneladas

Variação safra 2018 / safra 2017: -9,2% (-22,4 milhões toneladas)

Regionalmente, a estimativa de novembro para a safra de 2017 aponta produção de cereais, leguminosas e oleaginosas com a seguinte distribuição, em toneladas: Centro-Oeste (106,0 milhões); Sul (85,2 milhões); Sudeste (24,0 milhões); Nordeste (17,9 milhões) e Norte (8,8 milhões). Em relação à safra passada, foram constatados aumentos em todas as regiões: Sudeste (16,4%), Norte (25,1%), Nordeste (86,2%), Centro-Oeste (41,0%) e Sul (16,1%). Nessa avaliação para 2017, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,2%, seguido pelo Paraná (17,2%) e Rio Grande do Sul (15,1%), que, somados, representaram 58,5% do total nacional previsto.

Para 2018, segundo prognóstico estima safra 9,2% menor que a de 2017

Neste segundo prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2018 foi estimada em 219,5 milhões de toneladas, 9,2% inferior ao total obtido na safra de 2017. Esta redução deve-se às menores produções previstas para o milho (15,9 milhões de toneladas) e para a soja (6,8 milhões de toneladas).

Entre os cinco principais produtos para a próxima safra, três devem apresentar quedas na produção: arroz em casca (-8,0%), milho em grão (-15,9%) e soja em grão (-5,9%). São esperadas altas na produção de algodão herbáceo (4,5%) e de feijão em grão (4,1%).

Neste prognóstico, as informações de campo representam 93,8% da produção nacional prevista, enquanto as projeções respondem por 6,2% do total estimado.

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – Com melhores expectativas quanto ao clima, o segundo prognóstico da produção do algodão é de 4,0 milhões de toneladas, aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram em 3,7% e o rendimento médio aumentou 2,4%. Ao todo, deve ser plantada uma área de 1.023,2 mil hectares. No Mato Grosso, maior produtor do país, a estimativa da produção alcança 2,7 milhões de toneladas, representando 66,3% do total a ser colhido em 2018 pelo país e crescimento de 4,5% em relação a 2017. A área plantada e a área a ser colhida cresceram 10,2%, enquanto o rendimento médio estimado teve retração de 5,2%. A Bahia, segundo maior produtor do País, deve participar com 22,8% do total a ser colhido em 2018. O estado deve colher uma safra de 914,8 mil toneladas, aumento de 31,8% em relação ao mês anterior.

ARROZ (em casca) – O segundo prognóstico da produção de arroz para 2018 é de 11,5 milhões de toneladas (-0,1% em relação a outubro e -8,0% em relação a 2017). O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, deve participar com 70,9% do total a ser colhido em 2018, com produção estimada em 8,1 milhões de toneladas (-6,9% em relação a 2017). Santa Catarina, segundo produtor nacional, estima 1,1 milhão de toneladas e um rendimento médio esperado de 7305 kg/ha (-4,9% em relação à safra de 2017). O Tocantins estimou uma produção de 582,7 mil toneladas (-14,0% em relação a 2017). No Maranhão e no Mato Grosso as produções estimadas estão caindo 5,9% e 21,7%, respectivamente.

FEIJÃO (em grão) – A segunda estimativa da produção de feijão para a safra 2018 é de 3,4 milhões de toneladas, aumento de 4,1% em relação à safra colhida em 2017. A 1ª safra deve produzir 1,7 milhão de toneladas; a 2ª safra uma produção de 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 520 mil toneladas. Em relação ao 1º prognóstico ocorreu um crescimento de 4,6% nas estimativas de produção do feijão 1ª safra, com aumentos de 2,2% na área a ser colhida e 2,4% no rendimento médio. Há expectativas de melhores produtividades na Paraíba (134,1%), na Bahia (18,6%), no Rio Grande do Norte (17,6%), em Rondônia (11,5%), em Minas Gerais (4,7%) e no Mato Grosso do Sul (12,1%).

A área a ser plantada na safra de verão (1ª safra) é de 1,8 milhão de hectares, 2,0% menor que a de 2017. Já na área a ser colhida deve crescer 2,0%. Os maiores aumentos de produção, em termos percentuais, para essa safra, estão sendo informados por Ceará (62,2%), Rio Grande do Norte (78,2%), Paraíba (82,3%), Bahia (21,7%) e Minas Gerais (11,2%). Em termos de volume de produção, destacam-se o Ceará (84,6 mil toneladas), Bahia (30,6 mil toneladas), Paraná (11,5 mil toneladas) e Paraíba (12,3 mil toneladas).

MILHO (em grão) – O segundo prognóstico de milho em grão estima uma produção de 83,7 milhões de toneladas em 2018 (-15,9% em relação a 2017). Os prognósticos de campo neste mês representam a quase totalidade da estimativa da primeira safra (99,8%), enquanto a estimativa da segunda safra ainda é composta por projeções em 15,8%. A safra 2017 foi recorde, alcançando 99,6 milhões de toneladas, o que eleva a base de comparação para a produção no próximo ano. Seguindo a tendência dos últimos anos, a 2ª safra deve apresentar o maior volume colhido no país, com 69,2% da produção nacional em 2018, totalizando 57,9 milhões de toneladas (-15,5% no comparativo com 2017).

Já a 1ª safra de milho deve alcançar 25,8 milhões de toneladas (-17,0% no comparativo com o período anterior). Quando comparada com o 1º prognóstico, a queda na estimativa de produção foi de 1,2%, devido principalmente aos estados da Bahia (-15,1%) e Minas Gerais (-9,9%). Mesmo com previsão de menor custo de produção, em relação à safra anterior, estima-se redução de área plantada de milho, em virtude dos baixos preços de comercialização do produto observados durante todo o ano de 2017, o que estimulou os produtores a substituir as áreas de milho 1ª safra por soja. A redução da área plantada na 1ª safra deve alcançar 7,3%, sendo estimada em 5,3 milhões de hectares.

Porém, o maior impacto no decréscimo do prognóstico fica por conta do rendimento médio, que deve apresentar queda de 12,2% em relação ao mesmo período de 2017, quando o resultado de produção foi considerado excepcional. O atraso do início do plantio da soja nos principais estados produtores, em razão dos baixos índices pluviométricos em agosto e setembro, também deve contribuir para o decréscimo nas áreas de milho 2ª safra.

SOJA (em grão) – A segunda estimativa de produção para 2018 totalizou 108,1 milhões de toneladas, redução de 5,9% em relação à safra de 2017. A área a ser plantada com a leguminosa é de 34,1 milhões de hectares, aumento de 0,5%. O rendimento médio estimado é de 3.170 kg/ha, retração de 6,6%, em decorrência das incertezas quanto ao clima durante o ciclo da cultura. Considerando o recorde histórico de produção de soja em 2017, a base de comparação é relativamente elevada.

A tendência de preços mais vantajosos, em comparação ao milho, deve estimular o plantio da soja, que tem uma participação prevista em 49,3% da safra total de grãos do país. Mato Grosso, o maior produtor nacional, deve contribuir com 30,4 milhões de toneladas, 28,1% do total a ser produzido pelo País (-0,2% em relação a 2017, apesar de aumento de 1,0% na área a ser plantada). O Paraná, segundo maior produtor e responsável por 18,1% do total nacional, estima produzir 19,6 milhões de toneladas (-1,1%, apesar do crescimento de 5,5% na área a ser plantada). O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 14,7 milhões de toneladas (-21,7% em relação a 2017).

Em relação ao 1º prognóstico, divulgado no mês anterior, há um aumento de 0,4% na produção, refletindo, principalmente, os aumentos na Bahia (12,6%) e Mato Grosso do Sul (4,3%). Alguns estados ajustaram negativamente suas estimativas, como Rondônia (-8,9%) e Minas Gerais (-6,1%).

Destaques na estimativa de novembro de 2017 em relação a outubro

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro em relação a outubro destacaram-se as variações nas estimativas de produção de: cevada (2,6%), arroz (1,1%), cebola (1,1%), batata-inglesa 2ª safra (0,9%), aveia (-0,5%), trigo (-0,7%) e feijão 2ª safra (-1,2%).

ARROZ (em casca) – A produção de arroz foi de 12,5 milhões de toneladas, 1,1% maior que a estimativa do mês anterior. A área plantada e o rendimento médio foram revistos em 0,7% e 0,4% respectivamente, em decorrência das informações do Tocantins. A produção desse estado cresceu 26,4% em relação ao mês anterior, devendo alcançar 677,6 mil toneladas, incremento de 141,5 mil toneladas. A área plantada e a área a ser colhida cresceram 13,3%, enquanto o rendimento médio cresceu 11,6%. A utilização de novas variedades de arroz para cultivo irrigado tem aumentado o rendimento médio das lavouras.

BATATA-INGLESA – Ao todo, o país deve produzir 4,2 milhões de toneladas em 2017, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior. Houve pequeno reajuste na área colhida (0,2%) e no rendimento médio (0,1%). A estimativa da produção para a 1ª safra não variou em relação ao mês anterior, mantendo-se em 2,0 milhões de toneladas. A estimativa da produção da 2ª safra foi de 1,2 milhão de toneladas, aumento de 0,9% em relação ao mês anterior. Os dados foram influenciados pelo Distrito Federal, que nesse mês atualizou seus dados de produção, com nova estimativa de 10,8 mil toneladas. Para a 3ª safra foi estimada uma produção de 1,0 milhão de toneladas, aumento de 0,4% em relação a outubro.

CEBOLA – A produção nacional de cebola é de 1,7 milhão de toneladas, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. Houve acréscimo de 0,6% na estimativa da área colhida e aumento de 0,5% no rendimento médio, que deve alcançar 29.645 kg/ha. Os dados foram influenciados pelo Distrito Federal, onde a área plantada e a área colhida aumentaram 184,2%, enquanto o rendimento médio cresceu 28,2%. O incremento de área deve-se aos investimentos de grandes empresas que atuam na produção e comercialização de frutas e hortaliças, com lavouras irrigadas e de tecnologia intensiva, o que justifica o elevado rendimento médio de 50.000 kg/ha.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – As culturas de inverno encontram-se em plena colheita. O principal cereal de inverno produzido pelo país é o trigo. A estimativa de produção é de 5,1 milhões de toneladas (-0,7% em relação a outubro). O rendimento médio diminuiu nesse mesmo percentual, sendo estimado em 2.673 kg/ha. Paraná e Rio Grande do Sul são os maiores produtores de trigo, devendo participar com 84,0% da produção do país. Para a aveia, a produção estimada é de 873,2 mil toneladas (-0,5% em relação a outubro). Os dados foram influenciados pelo Paraná, que reduziu a produtividade das lavouras em 5,8%. Quanto à cevada, a produção deve alcançar 376,9 mil toneladas, aumento de 2,6% em relação ao mês anterior. O rendimento médio apresentou um crescimento de 3,4%, enquanto a área colhida, uma redução de 0,8%. A estimativa da produção do Paraná aumentou de 156,3 mil toneladas, em outubro, para 165,7 mil toneladas em novembro, aumento de 9,4 mil toneladas (6,0%). O rendimento médio cresceu 8,0%.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção é de 3,3 milhões de toneladas, queda de 0,7% em relação a outubro. Os dados que mais influenciaram nesse decréscimo da produção foram os do Ceará (-7,5% na estimativa da produção) e os de Pernambuco (-17,5%) em relação a outubro. O rendimento médio, nesses estados, foi revisto com quedas de 6,8% e 15,4%, respectivamente. Em novembro, ocorreram reduções em todas as safras de feijão, sendo de 0,4% na estimativa da produção do feijão 1ª safra, 1,2% no feijão 2ª safra e 0,9% no feijão 3ª safra. A produção informada pelo Ceará foi 7,4% menor para a primeira safra, enquanto em Pernambuco foi 26,8% menor para a segunda safra, em decorrência dos efeitos do clima, notadamente a falta de chuvas. Com relação à 3ª safra, o Distrito Federal informou retração de 45,9% na produção, atribuída aos problemas de racionamento de água, que impossibilitou o uso na irrigação das lavouras.

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, com informações municipais e/ou regionais consolidadas, em nível nacional pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Os levantamentos para cereais (arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo e triticale), leguminosas (amendoim e feijão) e oleaginosas (caroço de algodão, mamona, soja e girassol) foram realizados em colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas iniciado em março de 2007.

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Conab: produção de grãos deve passar de 226 milhões de toneladas

A safra de grãos 2017/2018 está estimada em 226,5 milhões de toneladas. Os  números representam um recuo de 4,7% em relação à safra passada, de 237,7 milhões de t., considerada um feito excepcional do setor agrícola brasileiro. Mas a expectativa é de comportamento semelhante ao de ciclos anteriores, tendo como aliado o clima que favorece o bom desenvolvimento dos cultivos. A previsão está no 3º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O plantio das principais culturas já terminou. Soja e milho continuam com a preferência do produtor, e respondem por cerca de 89% dos grãos produzidos do país. A soja deve alcançar 109,2 milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. Já a expectativa para o milho total é de 92,2 milhões, contra 97,8 milhões/t distribuídos entre primeira e segunda safras no período 2016/2017. A primeira safra pode alcançar números menores no ciclo atual e ficar em 25 milhões de t, enquanto que a segunda safra pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, quase igualando ao registro da produção passada de 67,4 milhões/t. Por outro lado, o algodão em pluma deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, com aumento de 10,5% na produção e de 11% na área, marcando números próximos a mil hectares.

No caso da área total plantada, favorecida pelo aumento do plantio de algodão e principalmente da soja, estima-se um aumento de 0,9%, podendo chegar a 61,5 milhões de hectares. A soja, graças à maior liquidez e a possibilidade de melhor rentabilidade em relação a outras culturas, deve ter uma elevação média de 3,1%, podendo alcançar 35 milhões de hectares – aumento de 1 milhão de hectares frente a 2016/2017.  Já a área do milho primeira safra deve diminuir 9,6%, o que vai refletir na área total da cultura, estimada  em uma redução de 528 mil hectares.

Quanto à produtividade, os números se baseiam em análises de séries históricas, levando-se em conta que a safra ainda está em fase de plantio. Apenas a soja conta com informações colhidas em campo, que  apontam para uma produtividade de 3.123 kg/hectares contra 3.364 da safra anterior.

A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, do dia 14 a 25 de novembro.

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Soja em grãos bate recorde de volume exportado em novembro

Soja em grãos, milho, algodão e carne bovina in natura foram destaques das exportações do agronegócio, em novembro, de acordo com a nota da Balança Comercial do Agronegócio divulgada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os dados mostram que as vendas externas do setor em novembro somaram US$ 7,08 bilhões.

Para o secretário da SRI, Odilson Ribeiro e Silva, “o desempenho das vendas externas do agronegócio no mês passado representaram 42,4% do valor total embarcado pelo país, alavancando positivamente o superavit do agronegócio, que totalizou quase US$ 6 bilhões. Mais uma vez, o agro mostra sua contribuição para a economia brasileira”.

Os embarques de soja em grãos alcançaram volume recorde para os meses de novembro, com 2,1 milhões de toneladas, ou 581% de aumento em relação ao mês do ano passado. Esse volume gerou receita de US$ 815 milhões (+530%).

O milho também foi destaque nas vendas externas em novembro, em quantidade e valor embarcado, totalizando 3,5 milhões de toneladas (+266%), com divisas de US$ 537 milhões (+243,5%).

Outro produto relevante no setor das fibras e produtos têxteis foi o algodão com vendas de 156 mil toneladas, incremento de 69%. O valor embarcado ficou em US$ 252 milhões (+75%).

Já a carne bovina in natura somou 116 mil toneladas (53,2%) nas exportações do mês, representando o recorde mensal de US$ 495 milhões (47,4%), de acordo a SRI.

Entre os principais blocos econômicos e regiões geográficas de destino das exportações brasileiras do agronegócio, a Ásia se destacou em novembro. Foram exportados para a região US$ 2,66 bilhões, alta de 40,5%.

A China se manteve como principal país de destino das exportações brasileiras de produtos agropecuários, alcançando US$ 1,3 bilhão, incremento de 79%. A soja foi o principal produto agrícola exportado para a China, com US$ 694,1 milhões exportados.

Acumulado do ano (jan. – nov.)

As exportações do agronegócio atingiram US$ 89,08 bilhões de janeiro a novembro deste ano, valor 13% superior ao registrado em 11 meses do ano passado. Este resultado é recorde para o período, sobretudo, pelos embarques, em quantidade e valor, da soja em grãos e da celulose. Foram comercializadas 65,8 milhões de toneladas de soja em grãos (+29%), trazendo divisas de US$ 24,8 bilhões. Já a celulose totalizou exportações de 12,6 milhões de toneladas (+3,2%) e US$ 5,7 bilhões.

De acordo com a SRI, o volume exportado do milho também teve vendas recordes de 25,2 milhões de toneladas (+21,2%), com quase US$ 4 bilhões de divisas.

O agronegócio contribuiu com 44,5% da balança comercial brasileira nos primeiros onze meses deste ano.

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Vendas externas do setor do agronegócio somaram US$ 7 bilhões no mês (Foto: Divulgação)

Trator New Holland ganha prêmio ‘Máquina do Ano 2018’

O trator T6.175 Dynamic Command da New Holland Agriculture foi eleito ‘Máquina do Ano 2018’, na categoria Trator de Gama Média, eleito por um júri formado por jornalistas das principais publicações agrícolas europeias. A máquina recebeu o prêmio pela sua inovação técnica e pelos benefícios que traz aos clientes, como funcionalidades inovadoras, desempenho, produtividade, custo operacional, facilidade de utilização e conforto do operador.

“Este prêmio é uma prova da liderança da New Holland nos mais variados camos da agricultura. Trata-se de um reconhecimento merecido pelo trabalho árduo e dedicação de todos os envolvidos no desenvolvimento do T6.175 Dynamic Command, desde a nossa engenharia a toda a equipe das instalações de Basildon, na Inglaterra, que criaram um trator à medida das exigências dos nossos clientes”, afirma o presidente mundial da New Holland, Carlo Lambro.

A marca aumentou a oferta da gama T6 com o novo T6 Dynamic Command, um trator multifunções. Os novos T6.145, T6.155, T6.165 e T6.175 são os únicos modelos no segmento no mercado a apresentar uma nova transmissão semi-powershift de oito marchas. São tratores versáteis que somarão às frotas de agricultores, criadores de gado, produtores de leite, prestadores de serviço e operações de feno e forragem.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.

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Inovação técnica do T6 foi relevante para a escolha dos jurados (Foto: New Holland / Divulgação)

Projeto internacional sobre biodiversidade apresenta ‘espécies do futuro’ nativas do Brasil

Realizado nos dias 27 e 28 de novembro em Brasília, o Simpósio Internacional Biodiversidade para Alimentação e Nutrição apresentou os resultados do projeto Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade para a Melhoria da Nutrição e do Bem-estar Humano, conhecido como Biodiversidade para Alimentação e Nutrição ou BFN (sigla para Biodiversity for Food and Nutrition). Unindo quatro países (Brasil, Quênia, Sri Lanka e Turquia), a iniciativa tem o objetivo de despertar a sociedade para os benefícios do uso sustentável da biodiversidade na alimentação, com implicações tanto na nutrição humana quanto no futuro das espécies.

Por ocasião do Simpósio, foram apresentadas publicações e outras ferramentas de capacitação e de pesquisa. O propósito dos pesquisadores é sensibilizar produtores, indústria, profissionais de saúde e de educação, governos e sociedade sobre as informações apuradas. Foram apresentados o Banco de Dados de Composição Nutricional da Biodiversidade; a coleção de publicações Plantas para o Futuro; o livro de receitas Biodiversidade do Brasil: sabores e aromas; e um curso online: Biodiversidade para Alimentação e Nutrição, que será aberto a todos os interessados.

Entre os participantes do Simpósio, além dos integrantes do Projeto BFN nos quatro países, estiveram presentes: o coordenador internacional do Projeto, Danny Hunter; a representante da ONU Meio Ambiente (antigo PNUMA), Marieta Sakalian; a representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Florence Tartanac; o presidente da Embrapa, Maurício Lopes; o ex-Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio Dias; e a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) Elisabetta Recine.

Em uma das sessões do simpósio, cinco chefs de cozinha prepararam receitas e apresentaram seus preparos a partir de ingredientes de espécies nativas selecionadas pelo projeto.

Espécies prioritárias – Apesar de o Brasil abrigar a maior biodiversidade do planeta (mais de 20% do total mundial), grande parte de nossas atividades agrícolas está baseada em espécies exóticas. “Estamos deixando de consumir espécies de alto valor nutricional para comer a mesma coisa em Brasília e em Hong Kong. Isso tem consequências na biodiversidade do planeta, na nossa nutrição, na alimentação de gerações futuras e até no processo de uso da água”, afirmou o diretor nacional do Projeto BFN, Lidio Coradin. Vale frisar que desde 1900 cerca de 75% da diversidade genética das plantas já foi perdida, de acordo com estimativas da FAO.

Em uma pesquisa envolvendo pesquisadores de universidades federais (UFRGS, UNIFESP, UFG, UFC e UFPA), estaduais (UECE e USP), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Projeto BFN compilou e gerou em laboratório dados da composição de alimentos nativos, a fim de promover o consumo daquelas com maior teor de nutrientes, como fibra alimentar, cálcio, ferro, magnésio, vitaminas A e C, entre outros.

Foram priorizadas 70 espécies frutíferas e hortaliças não convencionais, com valor alimentício regional, de potencial econômico e de importância social. O valor nutricional das espécies nativas foi comparado com o das espécies mais consumidas no Brasil: banana, laranja, maçã, mamão e melancia (de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009, do IBGE). Tornou-se evidente que as frutas brasileiras são tão ou mais ricas em nutrientes: o teor de vitamina C, por exemplo, em 100g da polpa de quatro frutos nativos – camu-camu (1888 mg), mangaba (332 mg), caju-do-cerrado (294 mg) e jabuticaba (238 mg) – é, pelo menos, três vezes a quantidade contida em 100 gramas de variedades comuns de laranja (53mg), banana (21,6mg) e mamão (82,9mg).

Promover uma maior utilização dessas 70 espécies é uma oportunidade que pode resultar em impactos nutricionais, comerciais e ambientais bastante positivos. Com esse objetivo, foi desenvolvido pelo projeto o Banco de Dados de Composição Nutricional da Biodiversidade, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a partir dos dados gerados pelas universidades e institutos de pesquisa participantes do projeto. A ferramenta deve se tornar uma referência para a composição de alimentos derivados da flora brasileira e um poderoso instrumento de pesquisa e desenvolvimento, servindo ainda de embasamento para políticas públicas.

Plantas para o Futuro – O Banco de Dados de Composição Nutricional da Biodiversidade disponibilizará informações nutricionais sobre as 70 plantas frutíferas e hortaliças selecionadas pelo Projeto BFN, a partir das espécies priorizadas pela iniciativa Plantas para o Futuro. Essa ação identificou as espécies nativas levando em conta seu potencial econômico, a fim de ampliar o conhecimento sobre cada uma delas e despertar a preocupação pública sobre as questões relacionadas à conservação da flora – a qual está diretamente ligada às mudanças climáticas e aos seus respectivos impactos na produção de alimentos.

Outro fruto do projeto lançado é o livro ‘Plantas para o Futuro – Região Centro-Oeste’. A série contará com cinco títulos que compõem um inventário de espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou de uso potencial, com ênfase em seus possíveis benefícios sociais, ambientais e culturais. Os volumes Região Sul e Região Centro-Oeste (com prefácio do chef Alex Atala) já estão disponíveis para download no site do Ministério do Meio Ambiente. “A coleção visa incluir essas espécies na alimentação do brasileiro e também fomentar a sua produção para os mercados interno e externo”, explicou Camila Oliveira, analista ambiental do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

Para aproximar a flora subaproveitada do cotidiano da população, também foram desenvolvidas receitas com os frutos estudados. Elas estão no livro ‘Biodiversidade do Brasil: sabores e aromas’, contendo pratos com ingredientes das cinco regiões do Brasil.

A difusão do conhecimento sobre a importância da biodiversidade na alimentação humana também foi compartilhada por meio de um curso online. Seu conteúdo aborda a relação entre manutenção das espécies, produção sustentável de alimentos, qualidade de vida da população, geração de renda e melhoria da nutrição e saúde humanas. Além disso, oferece recursos adicionais para facilitar a integração da biodiversidade em programas e iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional. Interessados poderão participar do curso online a partir de 27 de novembro, quando as três primeiras lições já estarão disponíveis, por meio do site global do Projeto BFN.

Conquista fundamental – Financiado pelo Global Environment Facility (GEF), o projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN) tem como um de seus principais objetivos a conservação e revitalização de plantas nativas com alto valor nutritivo. Pretende, também, divulgar a forte ligação existente entre a biodiversidade, a alimentação e a nutrição, e, no Brasil, desenvolve atividades em âmbito nacional, envolvendo parcerias com uma série de iniciativas. Suas ações incluem concessão de bolsas de estudo e pesquisa, elaboração de materiais educativos, ferramentas e recursos, apoio a seminários, congressos e outros eventos. Além disso, o projeto trabalha em conjunto com diversos Ministérios parceiros para inserir a biodiversidade em políticas e programas voltados à segurança alimentar e nutricional da população.

Todos esses esforços já culminaram na criação da Portaria Interministerial Nº 163, de 11 de maio de 2016, que lista, com base em espécies nativas da flora brasileira, as plantas consideradas da sociobiodiversidade, para fins de comercialização in natura ou de seus produtos derivados, no âmbito das operações realizadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos – PAA nas suas diversas modalidades, pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade – PGPMBio e pelo Programa Nacional para Alimentação Escolar – PNAE.

A portaria significa um avanço e vai contribuir para a ampliação do conhecimento e a promoção do uso sustentável das espécies listadas e sua consequente conservação. “A expectativa é de que essas espécies possam ter maior reconhecimento não apenas das instituições federais parceiras do Projeto BFN, mas de toda a população”, explicou Daniela Moura de Oliveira Beltrame, coordenadora do Projeto no Brasil.

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Especialistas do Projeto BFN relacionaram aspectos nutricionais e econômicos de alimentos nativos que promovem a produção sustentável e a alimentação mais saudável e nutritiva (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)

Conab: famílias indígenas receberão alimentos

No dia 07/12, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) contratará transporte para remover 463 toneladas de alimentos de diversas regiões para distribuição a comunidades indígenas em quase todo o país. O frete será negociado por meio de leilão eletrônico e as primeiras entregas deverão ocorrer a partir de janeiro.

A operação vai beneficiar, com cestas de alimentos, mais de 8 mil famílias indígenas em situação de insegurança alimentar e nutricional em 16 estados. A distribuição será feita com a participação da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Fundação Cultural Palmares e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que também definiram os locais para envio dos alimentos. A operação será realizada com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Serão contempladas comunidades indígenas dos municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rio Branco (Acre); Humaitá (Amazonas); Aracruz e Vitória (Espírito Santo); São Luís (Maranhão); Amabaí, Antônio João, Aral Moreira, Batagassu, Caarapó, Coronel Sapucaia, Douradina, Dourados, Iguatemi, Jardim, Bonito, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Paranhos, Rio Brilhante, Tacuru e Vicentina (Mato Grosso do Sul); Cuiabá, Juína, Peixoto Azevedo e Porto Alegre do Norte (Mato Grosso); Teófilo Otoni e Machacalis (Minas Gerais); Belém, Capitão Poço, Marabá, Paragominas, Tomé Açu e Tucuruí (Pará); Baía da Traição, João Pessoa, Marcação e Rio Tinto (Paraíba); Assú, Baía Formosa, Goianinha, João Câmara e Macaíba (Rio Grande do Norte); Paraty (Rio de Janeiro); Alta Floresta D’Oeste, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná, Porto Velho e Vilhena (Rondônia); Boa Vista (Roraima); Porto da Folha (Sergipe); Bauru, Itanhaém, Registro, São Paulo, São Sebastião e Tupã (São Paulo); Araguaína, Formoso do Araguaia, Itacajá, Tocantínia e Tocantinópolis (Tocantins).

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Foto: Funai / Divulgação

Municípios com até 50 mil habitantes receberão equipamento capaz de tratar de água

Moradores de cidades com até 50 mil habitantes terão acesso a um equipamento que transforma a água em potável, ou seja, apta para o consumo. A máquina, chamada de Salta Z, é um tipo de filtro com tecnologia totalmente brasileira e está sendo considerada uma solução inovadora, simples e de baixo custo. Foram adquiridos pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) 452 equipamentos, que custam, em média, R$ 17 mil. O anúncio foi feito durante I Congresso Internacional de Engenharia de Saúde Pública e de Saúde Ambiental da Funasa (CIESA), que acontece em Belém (PA).

O evento reúne mais de 900 representantes da saúde ambiental do mundo para promover trocas de experiências e tecnologias inovadoras na área da saúde. Ao participar do Congresso, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, homenageou Eladio Braga de Carvalho, João Nunes Monteiro e Leila Costa Rosal, servidores da Funasa responsáveis pelo projeto que resultou no equipamento inovador Salta Z. “Conhecemos hoje uma solução simples, inovadora, de baixo custo, capaz fornecer água própria para o consumo e, desta forma, evitar, por exemplo, doenças transmitidas pela água contaminada”, ressaltou o ministro.

Entre as principais temáticas do evento, estão às mudanças climáticas e objetivos do desenvolvimento sustentável, ações de saneamento e saúde ambiental, controle Social e o desenvolvimento tecnológico e inovações. O Ministério da Saúde tem destinado recursos crescentes para implantação de abastecimento de água e esgotamento sanitário em municípios com população inferior a 50 mil habitantes, responsabilidade da Funasa. Em 2016, o orçamento destinado ao órgão foi de R$ 497,5 milhões. Já em 2017, passou para R$ 940 milhões, aumento de 89% em relação à proposta aprovada em 2016.

“Nós temos aqui reunidos pessoas de todo o mundo, aprendendo e ensinando. É uma oportunidade sinaliza claramente a prioridade do governo brasileiro ao saneamento. Investir nessa área, além de prevenir doenças, também é economizar recursos para a saúde, já que cada real investido em saneamento economizamos quase nove reais para a saúde”, ressaltou o ministro.

Durante o evento também foram premiadas fotografias que mostram diversas realidades e experiências vividas em territórios urbanos e rurais com foco em saneamento e saúde ambiental. Além disso, o congresso contou com uma Feira institucional com exposições de trabalhos e exitosos em engenharia de saúde pública e saúde ambiental desenvolvidos nas comunidades tradicionais, área rurais e urbanas sobre questões relacionadas ao “Saneamento e Saúde Ambiental: Globais para o Desenvolvimento Sustentável”. Entre os projetos selecionados estão a implantação do Modelo Integral de Saneamento Básico Rural (SABA), da Agência Suíça de Desenvolvimento e Cooperação (COSUDE) e a proposta de redução de perdas de água, projeto em parceria da Funasa e o Instituto Politécnico de Milão.

FUNASA – A Fundação tem como responsabilidade promover ações de saneamento para prevenção e controle de doenças, além de formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde. Entre as principais ações da instituição estão os Programa Institucionais de Engenharia de Saúde Pública, Saneamento para Promoção da Saúde, Sistema de Abastecimento de Água, Sistema de Esgotamento Sanitário, Melhorias Sanitárias Domiciliares, Melhorias Habitacionais para o Controle da Doença de Chagas, Resíduos Sólidos e Saneamento Rural.

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Curtas

1. As Filipinas reabriram o mercado para as carnes do Brasil. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Proteína Animal, entidade que representa a indústria de carne suína e de frango.

2. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária e o Sindicato Rural, vão realizar no dia 09/12/17, na Fazenda São José, em Bela Vista de Goiás, o Dia de Campo Senar Mais Leite. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pela internet.

3. Cientistas e pesquisadores discutem, em Teresina – PI, saídas para frear a degradação do solo no Nordeste. O Plano Nacional de Combate à Desertificação considera que a maioria das terras suscetíveis à desertificação se encontra em áreas semiáridas e sub-úmidas da região. Soluções estão sendo discutidas durante a IV Reunião Nordestina de Ciência do Solo, que acontece paralelamente ao I Simpósio Piauiense de Ciência do Solo. O tema da reunião é o Uso Sustentável do Solo para Segurança Alimentar no Nordeste Brasileiro.

4. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprará mais de 150 mil quilos de sementes de milho e feijão de agricultores familiares do Ceará. A operação será feita pela Superintendência Regional da Companhia, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. As propostas de venda deverão ser apresentadas por associações e cooperativas interessadas até o dia 06/12. A versão completa da Chamada Pública, com todas as regras, está disponível em nas unidades da Conab no estado e na página da Companhia na internet.

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Foto: Reuters / Divulgação

Conab: baixa oferta faz subir preço de hortaliças, enquanto frutas ficam mais baratas

O comportamento dos preços de frutas e hortaliças sofreu uma inversão em outubro, conforme análise do 11º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (21/11). Ao contrário do mês anterior, as hortaliças estão agora com preços mais elevados nas principais centrais de abastecimento do país, com destaque para batata e cenoura.

A batata, que registrou a maior queda nas cotações de setembro, apresentou aumento acima de 90% em outubro nos estados de Goiás e Paraná. A leguminosa também ficou mais cara no Distrito Federal (67%), no Rio de Janeiro (58%), no Espírito Santo (54%) e em São Paulo (42%). Com relação à cenoura, os aumentos não foram tão grandes mas chegaram a 49% no Espírito Santo, seguido por aumentos de 23% a 26% no Distrito Federal, no Paraná e em Goiás. Para os dois produtos, a explicação de alta foi a diminuição na oferta da safra de inverno.

Frutas – Apesar do aumento verificado no levantamento anterior, as frutas deram uma equilibrada para os consumidores nos preços em outubro e ficaram mais baratas na maioria das Ceasas analisadas. O mamão, que tinha sido o grande vilão de setembro, voltou a patamares menores, com recuo de preço de 44% em Goiás e 23% em Minas Gerais. A oferta foi maior das espécies de mamão papaya mineiro, baiano e capixaba.

A banana também ficou mais barata nos mercados atacadistas, após os meses de agosto e setembro terem sido de cotações estáveis. Isso porque a oferta do produto aumentou na maioria das Ceasas, principalmente do tipo prata. Na Ceasa Minas, a fruta ficou 17% mais barata, seguida pelas quedas de 14% em Pernambuco, 13% em Goiás e 12% no Espírito Santo.

Outra boa notícia é que o preço de algumas frutas natalinas já começou a cair, com destaque para o pêssego, 54% mais barato, além da ameixa (20%) e damasco (3%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de outubro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, RJ, MG, ES, PR, CE, PE, GO e DF.

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Foto: Ceasa – DF / Divulgação

Calendário de Eventos

VI Seminário de Agricultura de Precisão

Data: 24/11/2017

Local: Piracicaba – SP

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

I Simpósio Desafios da Tomaticultura: pragas e doenças

Data: 25/11/2017

Local: Campinas – SP

Informações: http://cursosfundag.com.br/

Simpósio Ambiental – Estratégias ambientais: impactos, desafios e mercado de trabalho

Data: 27/11 – 01/12/2017

Local: Uberlândia – MG

Informações: http://simposio2017ufu.blogspot.com.br/p/inscricao.html

II Encontro Nacional da Cultura do Milho

Data: 14 – 15/12/2017

Local: Uberlândia – MG

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

InterLeite Sul

Data: 09 – 10/05/2018

Local: Chapecó – SC

Informações: https://www.milkpoint.com.br/isul-2017-lp/

III Simpósio Desafios da Fertilidade do Solo na Região do Cerrado

Data: 05 – 06/09/2018

Local: Goiânia – GO

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

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