Banco do Brasil prorroga operações rurais em Brumadinho

O Banco do Brasil aprovou medida emergencial que permite prorrogar por um ano o vencimento de operações de crédito rural dos produtores de Brumadinho (MG). Foram contemplados produtores e cooperativas com empreendimentos na cidade que possuam operações vencidas ou a vencer entre 25 de janeiro e 31 de dezembro deste ano.

Para as operações de custeio, além da carência de doze meses, os produtores poderão dividir o saldo em três parcelas anuais.

Os produtores interessados em prorrogar o vencimento das operações devem procurar as agências do Banco do Brasil nos próximos 90 dias. Neste período as dívidas não serão consideradas vencidas.

A carteira de crédito rural do Banco do Brasil no município de Brumadinho é composta, em sua maioria, por agricultores familiares. São 174 clientes que mantém R$ 5,3 milhões em operações de crédito.

Reforço no atendimento aos clientes

O Banco do Brasil reforçou o atendimento local em Brumadinho, com envio de uma agência móvel que complementa o atendimento de sua unidade no município.

A equipe também foi reforçada com mais cinco funcionários para atendimento, além de consultor de seguros e analista técnico rural, que prestam orientações aos clientes e avaliam, a cada caso, a concessão de novas condições negociais em produtos e serviços. O objetivo é apoiar a população local e minimizar os prejuízos causados pelo rompimento da barragem.

BB Seguros

A BB Seguros reduziu o tempo de resgate dos planos de previdência para o mínimo legal. No caso dos títulos de capitalização, permitiu aos clientes da área afetada o resgate antecipado com devolução integral do valor pago.

Conta SOS Brumadinho arrecada R$ 3 milhões

Até a última terça-feira, 12/02, a conta corrente SOS Brumadinho recebeu 78 mil doações, com arrecadação de mais de R$ 3 milhões. Os recursos serão utilizados pela prefeitura de Brumadinho em ações emergenciais, com acompanhamento do Ministério Público.

A conta corrente segue aberta para recebimento das doações: agência 1669-1, conta 200-3 (SOS Brumadinho), CNPJ 18.363.929/0001-40.

Michael Melo/Metrópoles

Movimentação portuária cresce 2,7% em 2018

O setor portuário nacional (portos organizados + terminais privados) movimentou 1,117 bilhão de toneladas em 2018, o que representa um crescimento de 2,7% em relação a 2017. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ. A Agência destaca que entre 2010 e 2018 registrou-se um incremento de 33% na movimentação de cargas no país.

Conforme as estatísticas, os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017 (365 milhões de toneladas). Os terminais privados movimentaram 743 milhões de toneladas no ano passado, um crescimento de 2,8% em relação a 2017 (723 milhões de toneladas).

Em um ranking de movimentação nos portos públicos, Santos (SP) aparece na primeira posição, com 107,5 milhões de toneladas. Em segundo, está Itaguaí (RJ): 56,6 milhões de toneladas. No terceiro lugar, Paranaguá (PR): 48,5 milhões de toneladas. Depois aparecem Rio Grande (RS), com 27,2 milhões de toneladas movimentadas, e Suape (PE), que movimentou 23,4 milhões de toneladas.

Analisando os terminais privados, Ponta da Madeira (MA) liderou a movimentação em 2018, com 198,1 milhões de toneladas. Depois vem Tubarão (ES), com 103,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem Tebar (SP): 44,1 milhões de toneladas; Tebig (RJ): 42,9 milhões de toneladas; e Ilha Guaíba (RJ): 41,2 milhões de toneladas.

Em relação ao perfil de carga, portos e terminais movimentaram 712,8 milhões de toneladas de granel sólido, 2,4% a mais que em 2017; 235,1 milhões de toneladas de granel líquido (+1,9%); 112,8 milhões de toneladas de contêineres (+4,8%); e 56,7 milhões de toneladas de carga geral solta (+6,1%).

Entre as principais mercadorias movimentadas, destaque para o minério de ferro. O setor portuário movimentou 407 milhões de toneladas dessa carga em 2018. O minério de ferro, conforme os dados da ANTAQ, representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país. Em seguida, aparecem os combustíveis, com 203 milhões de toneladas (18,2%). Na terceira posição, contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas (10,1%). Outro destaque é a soja: 102 milhões de toneladas (9,1%).

Contêineres (TEUs)

Conforme o levantamento da ANTAQ em relação aos contêineres, foram movimentados 10,041 milhões de TEUs em 2018, 7,2% a mais que em 2017. Apenas a Região Sudeste movimentou 4,7 milhões de TEUs. A Região Sul movimentou 3,4 milhões de TEUs. A Nordeste, 1,2 milhão de TEUs; e a Norte, com 0,8 milhão.

Navegação

Os dados mostram também a movimentação de cargas por navegação no Brasil. A navegação de longo curso transportou 823 milhões de toneladas, um crescimento de 32% entre 2010-2018. A cabotagem transportou 229 milhões de toneladas (+26%, no mesmo período). A navegação interior transportou 61 milhões de toneladas, crescimento de 105% (2010-2018).

2019

A Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ também apresentou a projeção de movimentação portuária para 2019. Conforme a agência, a expectativa é que portos e terminais movimentem 1,156 bilhão de toneladas, crescimento de 3,5%.

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Safra de grãos mantém aumento de área e produção está em 234 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos do período 2018/2019, segundo o 5º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve alcançar 234,1 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 6,5 milhões de t, o que representa um volume 2,8% superior. O incremento de 910,5 mil hectares, ou 1,5% a mais em relação com a safra 2017/18, também contribuiu para os 62,6 milhões de hectares estimados para a área plantada.

Segundo o levantamento, a produtividade supera a marca positiva anterior, mesmo em meio à falta ou ocorrência de chuvas pontuais, além da incidência de temperaturas elevadas em algumas regiões de maior produção. O grau de eficiência produtiva média do país deve passar dos 3.692 para 3.738 kg/ha.

O maior destaque do estudo, no entanto, é o algodão que registrou grande concentração de plantio em janeiro, em função do bom desempenho das cotações da pluma. Também novas áreas foram incorporadas ao processo produtivo em detrimento de outras culturas. A estimativa é de aumento de 27,9% na produção e 33% na área. Com isso, os números estão em 3,8 milhões toneladas e 1,6 milhão de hectares, respectivamente.

Já a soja, o milho primeira safra, o arroz e o feijão não tiveram o mesmo desempenho. A leguminosa deve reduzir 3,3%, atingindo 115,3 milhões de toneladas, mas com aumento na área de 1,9%. O fator responsável é a redução da produtividade, ocasionada por adversidades climáticas em alguns estados. O milho primeira safra também perde em produção, atingindo 26,5 milhões de toneladas e a área cultivada reduz 1,2%. Mas, se acrescida da segunda safra, a produção total poderá alcançar 91,7 milhões de toneladas, 13,6% a mais que em 2017/18.

O arroz, com concentração maior no Sul do país, esteve mal situado no mês passado e também neste levantamento apresentou um percentual de 11,3% de perdas frente à safra anterior, ficando em 10,7 milhões de toneladas. O feijão primeira safra sofreu igualmente, com registro de 10,6% a menos, refletindo numa produção de 1 milhão de toneladas.

Safra de inverno

O início de plantio para os cultivos de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale é a partir do mês de abril. O estudo deste mês estima uma produção dessas culturas superior em cerca de 6,9% à de 2018, podendo alcançar 6,9 milhões de toneladas.

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Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano.

De acordo José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção.

Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros.

O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade.

Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital, formado por tratores, fertilizantes e defensivos. Para Gasques, o resultado do estudo reflete que a qualificação do pessoal ocupado na agricultura ocorre de forma lenta. Mas a dotação de equipamentos para o trabalho, como o uso de tratores e colheitadeiras, foi decisivo para o desempenho observado.

O estudo teve a colaboração de servidores da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

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Redução da dose da vacina contra aftosa valerá a partir de maio

A vacina contra a febre aftosa vai ter sua dose reduzida de 5 ml para 2 ml na primeira etapa de vacinação de bovinos e bubalinos, que será realizada a partir de maio, na maioria dos estados brasileiros. Diego Viali dos Santos, chefe da Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lembra que nessa primeira etapa de vacinação do ano, a maior parte do país vai imunizar todo o rebanho, conforme calendário de vacinação disponível no site do Mapa.

Apenas no Acre, Espírito Santo e Paraná a dose será aplicada apenas em animais jovens (de até 24 meses de idade). O estado do Amapá, devidos a suas condições peculiares, realiza a vacinação anualmente somente no segundo semestre. A mudança da dose está prevista no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que deverá culminar com a retirada total da vacinação no país prevista até 2021.

A expectativa de Diego Viali dos Santos é de que com a redução da dosagem, ocorram menos reações nos animais (caroços, inchaço). Além disso, com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração. “Os laboratórios produtores possuem estoque suficiente do novo produto para atender à demanda dos criadores”, afirmou.

O ministério preparou um manual para fiscalização do comércio de vacinas contra a febre aftosa, atualizando a publicação de 2005. A versão digital, contendo orientações aos Serviços Veterinários Estaduais e aos distribuidores sobre a qualidade exigida ao produto deverá ser disponibilizada nesta semana.

Cuidados com as vacinas

Compre as vacinas somente em lojas registradas.

Verifique se estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.

Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.

Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.

Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação.

Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.

O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.

Lembre de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado juntamente com a nota fiscal de compra das vacinas.

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Com a mudança de 5 ml para 2 ml, a expectativa é de que diminua a ocorrência de reação nos animais. (Foto: Divulgação)

Conab publica edital para credenciamento de armazéns

Os interessados em armazenar estoques públicos e trabalhar com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já podem solicitar o credenciamento. Está disponível na página da Companhia na internet o edital para realizar a habilitação das unidades a fim de prestar serviço de armazenagem para guarda e conservação de produtos da propriedade da União, da Conab ou ainda vinculados a programas governamentais.

Para estar apto a receber produtos agrícolas, inclusive estoques públicos, o armazém deve respeitar as condições técnicas e adequadas ao Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras (SNCUA), além de estar em situação regular junto à Administração Pública, estar isento de irregularidades no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), Sistema de Cadastramento de Fornecedores (Sicaf), entre outros.

O credenciamento é válido por um ano e conta a partir da assinatura do Contrato de Depósito e publicação do respectivo Extrato do Contrato no Diário Oficial da União – DOU, podendo ser prorrogado por 60 meses. Os pedidos devem ser realizados de segunda a sexta-feira, em horário comercial, em uma das Superintendências Regionais da Companhia localizadas nas capitais de todos os estados brasileiros.

Contrato de depósito – O modelo de Contrato de Depósito também pode ser encontrado no site da Companhia. O documento foi atualizado para se adequar à nova legislação vigente, a Lei número 13.303 publicada em 2016, também conhecida como Lei das Estatais.

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Banco do Nordeste: contratações com mini e pequenos produtores rurais crescem 16% em 2018

Os mini e pequenos produtores rurais fecharam 2018 com crescimento de 16% no volume de contratações com o Banco do Nordeste. Ao todo, foi aplicado R$ 1,3 bilhão para o segmento em 2018, valor superior ao montante de R$ 1,1 bilhão financiado em 2017. Os recursos são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste.

Mais de seis mil contratos foram formalizados no período. O crédito contemplou empreendimentos rurais de pequeno porte, em todos os estados do Nordeste, norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ao todo, 53% das contratações foram destinadas a propriedades localizadas na região do Semiárido.

Entre as operações realizadas, o custeio representou 52% do valor total contratado, atendendo aos setores agrícola e pecuário. Os financiamentos incluíram itens como compra de vacinas, plantio, aquisição de ração, pagamento de mão de obra, entre outros.

Já as operações de investimento e comercialização responderam por 48% do montante aplicado. O crédito de longo prazo é utilizado na ampliação da produção e comercialização, compra de máquinas e equipamentos, reposição de peças e serviços de manutenção, expansão, modernização ou realocação de empreendimentos do seu agronegócio.

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Conab: retorno de investimento para os produtores de soja, algodão e amendoim

Um novo estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a receita líquida para os produtores de soja no país para a safra 2017/18 chegou a R$ 45,4 bilhões. Este foi resultado obtido a partir da diferença entre a receita bruta da produção, de R$ 137,1 bilhões, e o custo operacional investido, de aproximadamente R$ 91,7 bilhões. Com isso, a rentabilidade no cultivo do grão geram retorno de 49,57% para o produtor.

A oleaginosa é um dos três itens analisados na publicação Receita Bruta e Líquida Operacional dos Produtores de Algodão, Amendoim e Soja, divulgada pela Companhia. Segundo o estudo, o bom resultado deste último pode ser explicado em parte pelo valor de comercialização do grão, comparado com a gestão dos custos. Se por um lado o produtor encarou um aumento na hora dos gastos com o plantio, por outro o preço da oleaginosa no mercado também esteve em patamares maiores. Assim, as despesas iniciais foram superadas pelos valores obtidos na hora da comercialização.

Com relação à colheita de algodão e amendoim na safra passada, os técnicos da Conab avaliaram que os resultados obtidos pelos agricultores, nos dois casos, também é positivo. O amendoim teve ainda uma rentabilidade um pouco melhor, com retorno de aproximadamente 42% do investimento inicial e uma receita líquida de R$ 226,3 mil, o que representa 29,52% da receita bruta.

O algodão, que tem apresentado números de safra cada vez maiores, apresenta um retorno baseado no investimento no plantio da pluma em tono de 38,7%, o que para o estudo ainda é considerado uma margem boa de rentabilidade. No entanto, o custo de produção é mais elevado, devido à alta tecnologia utilizada. Com isso, a receita líquida operacional deste cultivo fica em torno de R$ 3,9 bilhões, o que representa cerca de 27,9% do volume da receita bruta obtida, que é de R$ 14 bilhões.

A Conab publica todo ano as informações relativas à Receita Bruta dos Produtores Rurais Brasileiros desde a safra 2008/2009. Neste ano, foram implementadas duas novidades: a inclusão das informações sobre a receita líquida operacional dos cultivos e a divisão das culturas em grupos, abarcando alguns produtos selecionados para análise aos invés de todos em um mesmo estudo. Essa última inovação, visa trazer mais agilidade e transparência na divulgação das informações.

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Curtas: preço da uva, segurança hídrica, material genético, valor da produção e investimentos no Maranhão

1. Preço mínimo da uva terá reajuste de 12% na safra 2019. O valor pago para Isabel, utilizada como variedade referência, será de R$ 1,03. O índice tem vigência para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste e é válido até 31 de dezembro de 2019.

2. Plano Nacional de Segurança Hídrica vai priorizar 114 obras para oferta de água. O Ministério do Desenvolvimento Regional prevê investimentos de R$ 25 bilhões em obras estruturantes para ampliar o abastecimento de água. Do total de projetos, 66 estão na região Nordeste, área que mais sofre com a seca.

3. Brasil vai exportar material genético bovino e bubalino para o Suriname. A confirmação foi feita após a aprovação, por parte do Suriname, do Certificado de Saúde Animal para exportação de sêmen e embriões bovinos e bubalinos in vivo e in vitro.

4. Valor Bruto da Produção fecha 2018 em R$ 569,8 bilhões. Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

5. Codevasf amplia fortalecimento de atividades produtivas em áreas rurais do Maranhão. Os investimentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba somam mais de R$110 milhões. Famílias de aproximadamente 40 municípios da região foram beneficiadas em 2018, com a autorização de doações de equipamentos, cuja quantia ultrapassa R$7,3 milhões. Ainda em 2018, o valor destinado a aquisições, arrecadado pela Codevasf, por meio de emendas parlamentares, foi maior que R$65 milhões.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Exportações do agro em alta de quase 6% ultrapassam US$ 100 bilhões

As exportações do agronegócio atingiram o valor recorde nominal de US$ 101,69 bilhões em 2018, com crescimento de 5,9% em relação aos US$ 96,01 bilhões exportados em 2017. O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou US$ 99,93 bilhões em produtos do setor.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas para a China explicam o comportamento da balança do agro. As exportações para o país aumentaram US$ 9 bilhões. O valor supera o aumento US$ 5,67 bilhões registrado no mercado externo de alimentos como um todo.

No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas. Segundo o boletim da Secretaria, o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa. O consumo chinês cresceu de 53,8 milhões de toneladas, em 2017, para 68,8 milhões de toneladas, em 2018, com aumento de 15 milhões de toneladas de soja em grãos.

Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2%). Foram vendidas para a China 322,3 mil toneladas com acréscimo de 111,1 mil toneladas em relação a 2017.

Outro produto que teve desempenho favorável, nos últimos 12 meses, foi a celulose, dentro do segmento de produtos florestais. A celulose obteve valor recorde de US$ 8,35 bilhões (+31,5%), também, em quantidade, chegando a 15,3 milhões de toneladas (+10,6%). Também a demanda chinesa explica em grande parte esse incremento. O país asiático aumentou as aquisições para 6,5 milhões de toneladas de celulose em 2018 (+20%).

A participação do Agronegócio representou 42,4% do total das vendas externas brasileiras no ano. As importações do agro registraram retração de 0,8%, somando US$ 14 bilhões. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 87,6 bilhões (+7,1%).

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O valor é recorde, com destaque para as compras chinesas de soja em grão, carne bovina in natura e celulose. O recorde anual anterior ocorreu em 2013.