Conab registra a maior alta histórica de preços do tomate

Os consumidores devem se preparar para o reflexo da inflação nas hortaliças, em especial o tomate. Os preços de comercialização desse produto nos principais mercados atacadistas do país nunca estiveram tão altos. No mês passado, a elevação foi registrada em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) pesquisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E a tendência é que os preços continuem aumentando em abril, como aponta o 4º Boletim Prohort, divulgado pela Conab.

A notícia prejudica a preparação das tradicionais ceias de Páscoa em todo o país, principalmente em Goiânia, que registrou a maior alta no atacado, cerca de 90% em março. Nos outros mercados estudados, os acréscimos de cotação também foram significativos, variando na casa de 40% em Fortaleza e no Rio de Janeiro, e acima de 30% em Vitória, São Paulo e Belo Horizonte. Já na primeira quinzena de abril, o produto registra o maior preço praticado desde o início da série histórica.

“A performance dos preços elevados em março é consequência direta das menores quantidades ofertadas do fruto aos mercados, uma vez que as condições climáticas não favoreceram o desenvolvimento nas lavouras”, explica a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Rocha Fraga. “Aliado a isso, os preços pouco atrativos em 2018 fizeram com que os produtores diminuíssem a área plantada, o que significou também menos tomate entrando no mercado”.

De acordo com o Boletim, outra hortaliça de destaque foi a batata. Mas, apesar da ascensão de preços desde outubro de 2018, esse movimento de alta tem perdido força. “Mesmo assim, a hortaliça ainda tem pesado na hora da compra para o consumidor, e essa tendência deve se manter até o final deste mês”, pondera Fraga.

Esse comportamento de alta foi registrado em todos os produtos comercializados no atacado. Em relação às frutas, a menor oferta de banana, laranja e mamão também influenciaram na alta dos preços. Apenas maçã e melancia tiveram desempenho contrário, com queda nas Ceasas pesquisadas. No caso da última, o menor preço ocorreu por conta da grande oferta fornecida pelo município de Teixeira de Freitas/BA, com a entrada da safrinha paulista e devido à queda da demanda pelo clima mais ameno nas regiões consumidoras.

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas pelos grandes mercados atacadistas do país, nos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, GO, PE e CE.

Tomate

Agrohúngaro lança nova plataforma digital para o agronegócio

Aumento de produtividade e racionamento no uso de insumos parecem duas metas distantes. Afinal, a intensificação no uso de insumos, muitas vezes, garante o aumento da produtividade. Para a Agrohúngaro, não é bem assim. Há uma década no mercado, a consultoria lançou recentemente a plataforma Digital Farms, que vem intensificando ainda mais o uso de novas tecnologias nas propriedades rurais.

O diferencial, segundo o engenheiro agrônomo Rafael Húngaro, idealizador da plataforma, é a tecnologia aliada à consultoria. Ele explica que a empresa não apenas oferece a tecnologia como realiza pelo menos seis visitas técnicas por ano, em cada fase importante da lavoura. “Por meio da consultoria prestada no campo, garantimos aos clientes mais rendimento por hectare e economia. Como resultado, geramos faturamento e recompra por parte dos produtores”, afirma.

A plataforma possibilita o acesso diário a mapas de satélite, filtrados por um sistema de inteligência que fornece informações precisas sobre sanidade e uso racional de fertilizantes e defensivos, além de outras informações. Em poucos meses, a Digital Farms já conta com parceiros importantes, como a Universidade de São Paulo (USP) e outras instituições de ensino e pesquisa.

A plataforma foi lançada oficialmente no 1º Cruzeiro Agrotech, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, com produtores rurais do Brasil e da Bolívia. “Dois meses depois, estamos sendo bombardeados por mais fundos e consultores que querem conhecer nossa tecnologia. Já recebemos aporte financeiro de um fundo de investimentos que nos ajudará a aumentar em quatro vezes o nosso número de clientes, já no primeiro ano”, comemora.

O sistema pode ser adquirido diretamente pelos produtores rurais ou por meio de empresas. “Para consultores e grandes grupos empresariais, a Digital Farms possibilita o monitoramento de equipe e fornece acesso a visitas programas e marcadas in loco. Com um laboratório próprio em Goiás, fornecemos a tecnologia a um custo inicial acessível, incluindo ao produtor toda a consultoria, com análise de solo entre outros serviços”, explica Rafael Húngaro.

Há consultores que compram a ferramenta e a executam com sua própria equipe. “Neste caso o custo cai para menos da metade, deixando uma margem boa para o consultor também ganhar e investir em seu próprio negócio”, afirma ele. O sistema pode ser aplicado em lavouras de soja, milho, cana, entre outras, além de pastagens.

 

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Plataforma agrega tecnologia com visitas técnicas, garantindo aumento de produtividade nas lavouras e racionamento no uso de insumos

Egypt ranks 1st among fish producing countries in Africa

“Egypt ranked first among fish producing countries in Africa and seventh in the world in fish farming,” Agriculture Minister Ezz el-Din Abu Steit announced during the plenary session of the House of Representatives. The minister confirmed that the ministry is planning for the development of Manzala Lake in coordination with the Engineering Authority of the Armed Forces to solve the problems of the affected fish farms’ owners.

In light of President Abdel Fatah al-Sisi’s keenness to expand fish farms, which reportedly produce about 75 percent of the total fish production, experts from the Ministry of Agriculture expected that fish production will highly increase during the next few years.

Experts argue that the expected increase will help decrease imports of fish and allow the state to later export part of its fish production. According to reports, Egypt will be able to produce about 2.3 million metric tons of fish in 2020.

Head of Fish Division at Cairo Chamber of Commerce Ahmed Jaafar said that the volume of fish imports decreased to 250,000 tons annually from 400,000 tons.

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Oxitec assina novo Acordo Plurianual de Desenvolvimento para aplicar tecnologia de 2ª geração para controle da lagarta-falsa-medideira

Oxford – Reino Unido – PRNewswire

Oxitec Ltd., uma empresa de biotecnologia com sede no Reino Unido pioneira no uso de insetos geneticamente modificados para controlar mosquitos transmissores de doenças e pragas agrícolas e uma subsidiária integral da Intrexon (NASDAQ: XON), anunciou a assinatura de um novo contrato plurianual com um colaborador para desenvolver uma lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens) autolimitante com o objetivo de suprimir esta praga agrícola encontrada em todas as Américas.

A lagarta-falsa-medideira ameaça principalmente a soja, mas também ataca várias outras culturas como algodão, batata doce, amendoim, alface, ervas, tomate e tabaco, entre outras. Historicamente este tem sido um inseto difícil de controlar devido à sua crescente resistência a inseticidas. Além disso, cada fêmea adulta pode depositar até 700 ovos em sua vida, permitindo que um pequeno número de insetos cresça exponencialmente em um período curto de tempo. A lagarta-falsa-medideira autolimitante da Oxitec aproveitará as vantagens e os benefícios da tecnologia de 2ª geração da Oxitec como parte do compromisso da companhia com o avanço de um novo padrão global para o manejo seguro de pragas-alvo usando insetos autolimitantes.

“A lagarta-falsa-medideira é uma ameaça a diversas culturas nas Américas, especialmente no Brasil e nos EUA, onde as ferramentas de controle atuais estão sob pressão. É necessário implantar rapidamente tecnologias novas, seguras e direcionadas especificamente às espécies alvo”, afirmou Grey Frandsen, CEO da Oxitec. “Nossa abordagem biológica direcionada oferece a oportunidade de suprimir essa importante praga agrícola, evitar perdas generalizadas nas colheitas e, talvez o mais importante, complementar as mais novas gerações de métodos valiosos de controle de pragas.”

À medida que a necessidade de aumento da produtividade agrícola aumenta, aumenta também a necessidade de novas soluções de gerenciamento de pragas. A abordagem da Oxitec tem o potencial de combater insetos que desenvolvem resistência tanto a métodos mais novos quanto aos métodos tradicionais de controle de insetos.

“Os produtores estão enfrentando desafios complexos, que incluem o aumento das populações de pragas, a resistência crescente destas pragas e a demanda por mais eficiência na produção”, disse Kelly Matzen, Ph.D., Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Oxitec. “Prevemos que nossa lagarta-falsa-medideira autolimitante oferecerá aos produtores uma opção nova e eficaz de manejo que ajudará a proteger seus rendimentos, reduzindo as perdas e assegurando que métodos tradicionais e novos de proteção de cultivos permaneçam eficazes.”

A abordagem autolimitante da Oxitec utiliza sua técnica patenteada de genética de precisão para incorporar propriedades autolimitantes a pragas agrícolas, mosquitos e outros insetos, fornecendo aos agricultores ferramentas seguras e eficazes para combater insetos destruidores de colheitas e vetores de doenças. Com a tecnologia de segunda geração, os insetos são projetados para permitir maior escalabilidade e economia para os usuários finais.

Com este anúncio, lagarta-falsa-medideira autolimitante se une a uma linha de insetos que a Oxitec está desenvolvendo globalmente para proteção de culturas agrícolas. A plataforma de tecnologia autolimitante da Oxitec já foi testada em todo o mundo em ensaios de campo contra as principais pragas agrícolas, e demonstrou suprimir as populações de insetos alvo em estudos realizados em colaboração com acadêmicos e outros parceiros. Em alguns casos, como na fruticultura, a qualidade da safra aumentou, o que é promissor para incrementos no rendimento da produção.

 

Oxitec Logo

“مصر” تستضيف اجتماعات اللجنة الاستشارية 53 للمجلس الدولي للزيتون في ابريل المقبل بمشاركة 47 دولة

“مصر” تستضيف اجتماعات اللجنة الاستشارية 53 للمجلس الدولي للزيتون في ابريل المقبل بمشاركة 47 دولة> ندوة عالمية حول فرص الاستثمار في الزيتون في مصر علي هامش الاجتماعات

تستعد وزارة الزراعة واستصلاح الأراضي، لاستضافة اجتماعات اللجنة الاستشارية للمجلس الدولي للزيتون، في ابريل المقبل، والذي يترأسه حالياً الدكتور عز الدين أبوستيت وزير الزراعة واستصلاح الأراضي. وقال وزير الزراعة ان الدورة الحالية والتي تسلمت مصر رئاستها خلال الاحتفالية التي عُقدت في العاصمة الاسبانية مدريد نهاية نوفمبر الماضي، تشهد الذكرى الـ60 لتأسيس المجلس الدولي للزيتون، مؤكدا ان تلك الاجتماعات، تمثل واحدا من الأحداث الدولية الهامة، حيث من المقرر ان يشارك فيها ممثلين من 47 دولة منتجة للزيتون على مستوى العالم، فضلاً عن عدد كبير من الباحثين والخبراء والمنتجين، لافتاً الى ان هذا المجلس يضم في عضويته الدول المسئولة عن 98% من إنتاج الزيتون في العالم. وأشار وزير الزراعة الى ان المجلس يساعد في تشجيع التعاون بين الدول الأعضاء في مشاريع الأبحاث والتدريب ونقل التكنولوجيا، لافتاً الى انه معني أيضاً بوضع الشروط والمعايير المختلفة لتصنيف الزيتون والزيت الناتج منه. وأوضح ان المجلس الدولي للزيتون يدعم الكثير من المشاريع في الدول الأعضاء مالياً وفنياً، لافتاً الى ان عضوية المجلس تساهم بشكل كبير في تسهيل عمليات التصدير للزيتون بين الدول الأعضاء. من جهته قال الدكتور عادل خيرت رئيس المجلس المصري للزيتون، ان اجتماعات اللجنة الاستشارية التي تستضيفها وتترأسها مصر في ابريل المقبل، سيتصدرها اقامة ندوة عالمية حول فرص الاستثمار في قطاع الزيتون في مصر، بمشاركة وزارات الزراعة والاستثمار والتجارة والصناعة، ويحضرها عدد كبير من كبار المستثمرين والعاملين في مجال صناعات الزيتون المتكاملة من ايطاليا، وأسبانيا والبرتغال، بالإضافة الي العديد من المستثمرين من مصر والدول العربية، وكذلك عدد من المؤسسات الدولية المانحة للتسهيلات للمشروعات العملاقة، وشركة الريف المصري الجديد، ومشروع مستقبل مصر، كما أضاف انه من المقرر ايضاً عقد دورة تدريبية حول “زيتون المائدة”، بمشاركة محاضرين وخبراء دوليين وبحضور متدربين من داخل مصر ومن مختلف دول العالم المشاركة في الاجتماع.

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Nota conjunta do MRE e do MAPA sobre a missão ao Brasil do serviço veterinário da Rússia

Nota nº 88

15 de abril de 2019

Nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a missão ao Brasil do serviço veterinário da Federação da Rússia

Os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tomaram nota do adiamento de missão do serviço veterinário da Federação da Rússia, que viria ao Brasil para inspecionar estabelecimentos interessados em exportar proteína animal para aquele país.

A missão ocorreria no âmbito dos trabalhos destinados a concluir os procedimentos necessários para a ampliação do acesso de produtos e subprodutos de origem animal ao mercado russo, após a suspensão das vendas de carnes brasileiras em 2017 e a subsequente normalização, no final de 2018, com número reduzido de estabelecimentos.

Segundo informação oficial das autoridades russas pertinentes, o adiamento deu-se em razão da necessidade de contar com informações técnicas adicionais. Em nenhum momento, autoridades russas atribuíram a suspensão da missão a questões relacionadas à política externa brasileira.

Os questionamentos apresentados pelo lado russo já se encontram em análise pelas áreas competentes do governo brasileiro e serão respondidos em missão àquele país a ser liderada pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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Produção de grãos cresce 3,4% e chega a 235,3 milhões de toneladas

Com uma variação positiva de 3,4% em relação à safra passada e um aumento de 7,7 milhões de toneladas, a produção de grãos no Brasil no período 2018/2019 deve alcançar 235,3 milhões de toneladas. A marca de segunda maior da série histórica pode ocorrer, caso confirme o 7º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Soja, milho, arroz e algodão apresentam-se como as principais culturas produzidas no país, representando 94,5% da safra. O aumento de área dessas culturas, com exceção do arroz, contribuíram para a elevação de 2,1% em relação à safra anterior, chegando à marca de 63 milhões de hectares. Quanto à produção, a soja é estimada em 113,8 milhões de toneladas, podendo alcançar o título de terceira maior safra da série histórica, mesmo com uma redução de 4,6% frente à safra anterior, que foi até agora o maior recorde. A área plantada da soja nesta safra cresceu 1,8%, correspondendo ao plantio de 35 milhões de hectares.

O que também contribuiu muito para o bom desempenho da safra atual foi a melhora da produção de milho na segunda safra. A colheita prevista do milho total em 94 milhões de toneladas representa aumento de 16,5% comparado à última safra, com a ajuda do milho segunda safra, que registra cerca de 68,1 milhões de toneladas.

Para o superintendente de Informações do Agronegócios da Conab, Cleverton Santana, o resultado tem como aliado o aumento de área.“Enquanto o milho primeira safra perdeu espaço para feijão, cana-de-açúcar e pastagens, o outro foi favorecido pela antecipação da colheita da soja e pela possibilidade do aproveitamento integral da janela climática, criando a expectativa de bons rendimentos na lavoura”, enfatiza. “A área do primeira safra sofreu uma redução de 1,3%, mas o da segunda cresceu 6,1% referente ao período anterior”, completa.

Em relação a outras culturas, o algodão em pluma pode alcançar 2,6 milhões de toneladas, com uma elevação de cerca de 32% frente à safra 2017/18, e com acréscimo de 35% na área plantada, chegando a 1,17 milhão de hectares. Já o arroz registrou uma produção de 10,7 milhões de toneladas, com queda de 11,7% na área, que também sofreu redução de 13,5%.

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Wine South America projeta mercado brasileiro de vinhos para o mundo 

Com um reconhecimento crescente do setor mundial de vinhos enquanto país produtor qualificado e como um mercado consumidor bastante promissor, o Brasil se prepara para sediar a segunda edição da Wine South America. De 25 a 27 de setembro, Bento Gonçalves (RS) estará novamente no centro do mapa mundial do vinho, atraindo importadores, distribuidores, profissionais do vinho e apreciadores que poderão conferir os rótulos das principais regiões produtoras nacionais e internacionais.

A segunda edição da Wine South America promete superar o sucesso da “safra” anterior. No ano passado foram 250 marcas expositoras, 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor em 10 mil metros quadrados de área. A participação de vinícolas nacionais será ainda mais representativa esse ano, atraindo expositores de todas as regiões produtoras do Brasil, que apresentarão seus rótulos reconhecidos por mais de 3 mil premiações já conquistadas no Exterior. Cerca de 80% das marcas brasileiras participantes da primeira edição já renovaram seus espaços e outras importantes vinícolas nacionais já confirmaram a estreia em 2019.

Em relação às marcas internacionais, a adesão também tem sido bem-sucedida em razão de o Brasil ser o maior país da América do Sul e com o maior potencial de consumo do continente. Mais de 10 países devem participar da Wine South America 2019, com destaque para Argentina, Chile e Uruguai, reforçando o posicionamento de principal evento do setor no continente latino-americano.

“O Brasil é o quinto maior do Hemisfério Sul e o 13º maior produtor de vinhos do mundo. Os nossos produtos são exportados para 59 países em cinco continentes. O potencial é muito favorável. E a feira tem um papel importante na aproximação dos clientes (compradores) com as vinícolas dentro do nosso próprio território”, salienta o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló.

A exemplo de 2018, a Wine South America contará com masterclasses conduzidas por Master of Wine de renome internacional e degustações orientadas de vinhos brasileiros, em parceria com a seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Na primeira edição, os profissionais da ABS-RS apresentaram um panorama da produção vitivinícola do Brasil e sua diversidade, além de painéis sobre espumantes, vinhos de guarda e a Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos, entre outros temas.  “Tivemos uma ótima repercussão e acolhida com um painel sobre mercado, posicionamento de produtos e novas tendências, que devemos ampliar nesta edição. Também aprofundaremos o conhecimento sobre os vários terroirs brasileiros, com a presença de professores da ABS de outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, além da região Nordeste”, adianta o presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr.

Assim como ocorreu na primeira edição, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) é apoiadora da feira, já que o evento culmina com a Avaliação Nacional de Vinhos, realizada anualmente pela entidade no último sábado de setembro.

“A Wine South America chegou para fortalecer o que produzimos, como canal de ligação com o mercado, aproximando quem aprecia de quem elabora. Nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros e, junto com a feira, esperamos poder levar esta marca para os quatro cantos do mundo”, reforça o enólogo Daniel Salvador, presidente da ABE.

Segundo Marcos Milanez Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, empresa promotora da feira e subsidiária do grupo Veronafiere, além de promover negócios entre produtores nacionais e internacionais com players do mercado brasileiro e mundial, a Wine South America conta com o diferencial de ser realizada na principal região produtora do país, o que fortalece sua importância para o setor e fomenta o enoturismo. “O comprador, além de experimentar os vinhos e espumantes expostos na feira, tem a oportunidade de conhecer as vinícolas da região, o local de elaboração dos produtos, a sua qualidade e vivenciar a emoção atrás do rótulo, transformando o evento em uma experiência única para quem o visita”, observa Milaneze, lembrando que, além de produtos derivados de uva, a feira terá marcas expositoras de azeites e destilados.

Projeto Comprador será 40% maior que o de 2018 

Viabilizado por meio de parceria da Milanez & Milaneze / Veronafiere com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Projeto Comprador trará à Wine South America 140 compradores de todo os estados brasileiros e outros 30 de países dos continentes americano, europeu e asiático, com o objetivo de promover rodadas de negócios com as vinícolas brasileiras. O total de compradores é 40% maior do que o da edição anterior.

Em 2018, cerca de 120 empresas participaram do Projeto Comprador, gerando cerca de R$ 6 milhões em negócios. ”Setembro é o principal mês de compra de vinhos para abastecer os pontos de venda. O desenvolvimento das rodadas de negócio durante a feira traz ótimos resultados, principalmente para as comercializações de fim de ano”, acredita o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

Serviço:

O que: 2ª Wine South America - Feira Internacional do Vinho. 

Quando: 25 – 27/09/2019 (das 14h às 21h) 

Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves – RS (Alameda Fenavinho, 481) 

Ingressos: a partir da segunda quinzena de abril no site do evento

Informações: info@winesa.com.br ou (54) 3455.6711

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Em 2018, a primeira edição da Wine South America recebeu aproximadamente 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor (Foto: Augusto Tomasi/Divulgação)

AgroBrasília adota ações estratégicas de responsabilidade socioambiental

Ser uma referência em sustentabilidade ambiental, no segmento de eventos do Agronegócio, é um dos objetivos da AgroBrasília. Além de incentivar a realização de negócios e promover a agricultura brasileira, a Feira pretende estimular boas práticas e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Para isso, a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), organizadora da Feira, adotou um Plano de Sustentabilidade com ações estratégicas a serem desenvolvidas antes, durante e depois do evento, visando alcançar maior desempenho socioambiental e econômico, e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a humanidade.

Inspirada nesses ideais e para o cumprimento da agenda, a Coopa-DF implantará as iniciativas levando em consideração cinco temas: Planeta – uso racional da água; gerenciamento dos resíduos sólidos; prevenção da poluição do solo, ar e água; Pessoas – saúde e segurança do trabalho; inclusão e acessibilidade; educação de qualidade; Parceria – parcerias com a comunidade; Paz – comunicação e educação; e Prosperidade – fomento da economia local e redução de desigualdades.

Dessa forma, o objetivo da comissão organizadora é, além de contribuir para o fomento do setor, enquadrar-se em diretrizes sustentáveis nos aspectos econômicos, sociais e ambientais, mitigando os impactos negativos e potencializando as oportunidades à toda a comunidade influenciada pela Feira.

A preocupação dos organizadores do evento com o meio ambiente está expressa em alguns cuidados, como, por exemplo, durante a montagem e desmontagem dos estandes, fase esta que acaba gerando um grande volume de resíduos.

O gerenciamento dos resíduos é uma das iniciativas a serem implantadas e que tem como objetivo destinar adequadamente todos os materiais que forem gerados na Feira, buscando adotar os preceitos indicados na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que são baseados na não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos rejeitos.

Com isso, pretende-se adequar a infraestrutura do evento de modo a torná-lo mais sustentável, minimizando ou até eliminando os impactos negativos gerados.

Os participantes com mobilidade reduzida também encontrarão toda uma infraestrutura adequada, que beneficia a locomoção de cadeirantes, com terreno plano e pavimentado, exceto nas áreas que são cobertas com grama. No entanto, nestas últimas áreas citadas serão instalados os estandes dos expositores, os quais geralmente possuem infraestrutura acessível.

Para Kallel Kopp, diretor de Operações da Neutralize, empresa responsável pela elaboração e implantação do Plano de Sustentabilidade da Feira, a AgroBrasília se insere nesse “movimento de vanguarda, de preocupação com o planeta, se alinhando com os principais players e grandes empresas do mercado”.

Segundo Kopp, ao trazer essa pauta de sustentabilidade, a Feira “se posiciona entre os maiores e melhores do mundo, criando um compromisso de que acredita, sim, no desenvolvimento justo e equitativo, e que é possível aliar produção e geração de emprego com o desenvolvimento sustentável”.

De acordo com Ronaldo Triacca, coordenador-geral da Feira, cada vez mais o produtor rural brasileiro está preocupado e consciente quanto à preservação e conservação de seu bem maior que é a terra em que cultiva e gera renda para sua família. “A AgroBrasília inova quanto à sustentabilidade em eventos, pois traz para esta edição um projeto com várias ações de sustentabilidade, caminhando lado a lado com o homem do campo, com o intuito de deixar a terra ainda mais produtiva e ambientalmente correta para as gerações futuras”.

Para Luciano Conceição, diretor-executivo da OrganoGran, fábrica de fertilizante organomineral localizada no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), não existe qualquer segmento hoje em dia que não tenha compromisso com a sustentabilidade. “Os que não o tem, estão sendo omissos”, afirma.

Segundo o empresário, a AgroBrasília sai na frente e dá um exemplo de responsabilidade e compromisso com o meio ambiente, principalmente por ser um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. “Como diretor da OrganoGran, empresa que apoia o Plano de Sustentabilidade, e é parceira neste projeto, me orgulho em participar de um evento que, como nós, cumpre sua responsabilidade ambiental”, finaliza.

Responsabilidade social – A inclusão social é um fator importante na AgroBrasília. Nos últimos anos, o Rotary explora um restaurante no Parque, cuja renda obtida é destinada a entidades de Unaí (MG), no noroeste de Minas Gerais.

Para José Carlos Ferrigolo, produtor de grãos e presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí Ltda. (Coagril), é fundamental a sensibilização dos produtores e de todo o setor para essas demandas sociais. “Essa questão social é muito importante. Esse setor precisa estar sensibilizado e voltar o olhar para essa demanda social. Não é uma obrigação, é mais uma função que esses produtores precisam também cumprir, e a Feira tem sensibilizado os produtores nesse sentido, e isso é muito importante”, avalia.

Serviço:

O que: AgroBrasília

Quando: 14 – 18/05/2019

Onde: Parque Ivaldo Cenci – PAD-DF – BR-251 – Km 5 – Brasília – DF

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Frigoríficos estão entre os ambientes que mais oferecem riscos de acidentes

Os frigoríficos estão entre os ambientes de trabalho que mais oferecem riscos à saúde e segurança do trabalhador devido às atividades relacionadas ao abate, corte e armazenagem dos alimentos. O manuseio de equipamentos pesados e cortantes, o ritmo acelerado de trabalho, a exposição à umidade e a baixas temperaturas e os choques térmicos são fatores que podem aumentar as chances de acidentes e adoecimento, especialmente se não forem adotadas medidas de segurança.

A indústria frigorífica está no topo do ranking de acidentes de trabalho do ramo alimentício. São registradas 54 ocorrências, em média, por dia. Em 2017, foram 20.595 acidentes nos frigoríficos, um aumento de 7,90% em relação ao número de 2016, que totalizaram 19.087. O número, no entanto, poderia ser menor, caso houvesse gestão de riscos ocupacionais, foco da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat) 2019.

Segundo o coordenador da campanha, o auditor-fiscal do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia José Almeida Junior, todos os locais de trabalho precisam de gerenciamento de riscos. “A necessidade é ainda maior naqueles locais onde há atividades que, por sua natureza, condições ou métodos, exponham seus empregados a agentes nocivos à saúde e à segurança. Esses ambientes devem ter uma cuidadosa gestão de riscos ocupacionais, com um controle mais detalhado e uma fiscalização mais eficaz”, explica.

Almeida enfatiza que é responsabilidade dos empregadores garantirem que os funcionários que atuam na indústria frigorífica em atividades que oferecem riscos passem por treinamento inicial e periódico e participem de capacitações específicas. Essas e outras regras estão descritas na Norma Regulamentadora 36 (NR 36), conhecida como a NR dos Frigoríficos, em vigor desde abril de 2013.

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País tem média de 54 ocorrências por dia. Prevenção exige cumprimento de normas, gestão de riscos e fiscalização eficaz. (Foto: Divulgação)