Curtas

1. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018. Culturas de soja, milho e cana-de-açúcar serão beneficiadas com o maior detalhamento do grau de risco oferecido pelo clima. As portarias vão ter os períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). A mudança permite que produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o Governo Federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões.

2. A Câmara de Comércio Exterior aprovou a redução de 10% para 2% do imposto de importação para o café robusta (conilon). A medida se aplica a cota de até 1 milhão de sacas de 60 kg (ou 250 mil sacas mensais), entre fevereiro e maio de 2017.

3. Oficinas promovidas pelo Ministério da Integração Nacional incentivam produtores de mel e fortalecem a cadeia produtiva. Apicultores, técnicos e representantes de entidades de apoio se reuniram no Ceará para discutir práticas de produção e traçar um diagnóstico das necessidades locais. A atividade também será realizada em MG, SC, PA e DF. Mais informações no www.mi.gov.br.

4. Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estimula a criação e a formalização de agroindústrias familiares. As regras que orientavam a produção de laticínios, ovos e mel comuns aos médios e grandes produtores foram flexibilizadas para viabilizar os pequenos negócios.

5. Pequenos e médios agricultores do Nordeste podem renegociar dívidas rurais. Uma portaria estabelece novas regras operacionais para a renegociação de dívidas de agricultores em perímetros públicos irrigados sob gestão da Codevasf e do Dnocs. A medida beneficia cerca de 12 mil agricultores atingidos pela seca prolongada em regiões do semiárido.

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Estudo aponta crescimento das exportações pelos portos do Arco-Norte

O porto de Santos continua sendo o principal canal para escoamento de milho e soja produzida na safra 2016/17, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte. A expectativa é que sejam exportados 19,8 milhões de toneladas de soja e 10,4 milhões de toneladas de milho pela cidade paulista, revela estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre rotas de exportações pelos portos nacionais.

De acordo com o documento, a expectativa é de que sejam exportadas 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17. Deste total, cerca de 75% da produção de milho e soja sairão pelos portos do centro-sul do país.

Em Santos/SP o incremento é pequeno, uma vez que os embarques estão perto da capacidade máxima do porto. A expectativa é de um aumento de 400 mil toneladas nas exportações de soja pelo terminal paulista, na comparação com a safra 2015/16. Pelo mesmo motivo, os embarques em Paranaguá/PR devem se manter mantêm em índices próximos a 13 milhões de toneladas do grão.

Arco Norte – O maior crescimento no fluxo de exportações está previsto para o porto de Itaqui/MA. Pelos dados de movimentações de anos anteriores, o melhor desempenho registrado pelo porto foi em 2015, com a saída de 7,2 milhões de toneladas de soja e milho. Neste ano, a estimativa é de que apenas a soja seja responsável por 6,6 milhões de toneladas exportadas por Itaqui.

Este bom desempenho no porto do Maranhão impulsiona o crescimento das exportações pelo Arco Norte. Cerca de 23,8%  do total exportado de milho e soja devem deixar o país pelos portos fora do eixo centro-sul. Apenas Itaqui representa 37,2% do volume a ser destinado ao mercado externo pelos corredores de escoamento do Arco Norte.

Apesar do aumento da participação do Arco Norte, o porto de Santos ainda é o local que apresenta maior eficiência para escoamento da produção. A carência na infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e os portos que não se situam no centro-sul do país dificultam o escoamento por essa região ao encarecer os custos para o produtor.

“O aumento da atratividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado externo vai depender de um sistema logístico nacional que promova maior agilidade para produtores e fornecedores de forma a propiciar otimização dos custos pelo menos próximos aos observados nos países concorrentes com a exportações nacionais”, avalia o analista de mercado Carlos Eduardo tavares, responsável pelo estudo. O trabalho, chamado “Estimativa do Escoamento das Exportações do Complexo Soja e Milho pelos Portos Nacionais: Safra 2016/17”, faz parte do Compêndio de Estudos da Conab.

Clique aqui para ter acesso a publicação.

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Curtas

1. Médios e grandes produtores rurais contrataram R$ 79,45 bilhões no período de julho de 2016 a janeiro deste ano do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017. O valor representa 43% dos recursos programados de R$ 183,85 bilhões.

2. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou portaria que aprova o Plano de Ação “Pescador Legal” e institui o Comitê Revisor do Cadastro de Pescadores Profissionais Artesanais. O objetivo é construir e incorporar um novo cadastro dos pescadores profissionais artesanais no Registro Geral de Pesca, que deverá entrar em operação em maio/2017.

3. Ação da Codevasf garante água para agricultores familiares em projetos do semiárido de Sergipe. Três novos sistemas de captação vão ampliar capacidade de bombeamento em 4.400 m³/h. Com a colheita da safra de arroz em andamento, os equipamentos ficarão à disposição dos irrigantes para ações emergenciais e também para garantir o fornecimento de água aos projetos irrigados caso haja, no futuro, uma nova redução da vazão do rio São Francisco.

4. Mais de 10.300 mil produtores rurais já renegociaram suas dívidas com o Banco do Nordeste, aproveitando as condições estabelecidas pela Lei 13.340, de 28/09/16. São 12,6 mil operações regularizadas, correspondentes a R$ 383,6 milhões entre liquidações e repactuações, referentes a financiamentos contratados até dezembro de 2011. Mais informações sobre as condições de renegociação ou quitação de dívidas com o Banco do Nordeste, na rede de agências ou por meio do SAC: 0800 728 3030.

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Frutas cultivadas em projetos da Codevasf serão expostas na Alemanha

Frutas cultivadas no Norte de Minas Gerais, nos perímetros públicos irrigados Jaíba, Gorutuba e Lagoa Grande, geridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), serão expostas na Fruit Logistic, feira mundial de fruticultura que acontece de 8 a 10 de fevereiro, em Berlim, Alemanha. Desde 2008, a fruticultura regional tem marcado presença no evento considerado um dos maiores do setor.

A ida da delegação norte mineira é viabilizada pela Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). Além da participação no evento, pelo segundo ano consecutivo, as frutas também serão expostas na maior loja de departamento da Alemanha – a KaDeWe, que conta com uma ampla área de produtos gourmet de todo o mundo.

As frutas que serão expostas fazem parte da marca coletiva da Região do Jaíba, composta pelos municípios de Itacarambi, Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Nova Porteirinha, Porteirinha, Verdelândia, Capitão Enéas, Montes Claros, São Francisco, Januária, Pedras de Maria da Cruz e Manga – onde estão localizados os projetos Jaíba, Gorutuba e Lagoa Grande.

“A Região do Jaíba produz frutas com qualidade e origem certificadas, com destaque para a banana prata, lima tahiti, manga palmer e mamão formosa. Por isso elas foram selecionadas. Elas se destacam na feira por terem um sabor mais acentuado, diferente das frutas produzidas na Europa”, explica Fernanda Silva, assessora de Comunicação da Abanorte.

A região ocupa uma área de 17.594 km² que recebe insolação média de 7h40 por dia, com temperatura variando entre mínima de 18 graus e máxima de 32 graus e conta ainda, com pluviosidade média anual de 940 mm. Estas condições formam combinações climáticas perfeitas para a produção de frutas tropicais (banana, manga, limão e mamão), permitindo o abastecimento dos mercados consumidores praticamente o ano inteiro. A região concentra atualmente uma produção de 600 mil toneladas de frutas, segundo a Abanorte.

De acordo com dados da Gerência Regional de Irrigação da Codevasf em Montes Claros, a banana – dos tipos prata e nanica – é o destaque nos perímetros irrigados da Companhia na Região do Jaíba. Os números mostram que a produção nesses perímetros irrigados, em 2015, chegou a cerca de 107 mil toneladas no período. Nos projetos, destacam-se também o limão (37,2 mil toneladas), a manga (28 mil toneladas) e o mamão (17,2 mil toneladas).

Vitrine para o mundo

“A participação dos produtores e o papel institucional realizado pela Abanorte neste ambiente de feira de negócios vêm trazendo uma nova dinâmica para a região, com o fortalecimento das exportações que se tornaram recorrentes de manga e limão ao longo do tempo. A banana prata e o mamão formosa também estão no rol das frutas promovidas nesta feira”, ressalta Saulo Bresisnki, presidente da Abanorte.

De acordo com a entidade, a região produz anualmente 270 mil toneladas de banana; 100 mil toneladas de manga; 41,4 mil de limão e 40 mil de mamão. Destes, são exportados 40% da produção de limão e 7% da manga. A banana e mamão atendem, atualmente, ao mercado interno, mas existem demandas para exportação que, em médio prazo, poderão ser atendidas.

Promovendo a marca Jaíba

Assim como no ano passado, as frutas da Região do Jaíba também serão expostas nas gôndolas da loja de departamento alemã KaDeWe. Haverá uma ilha exclusiva para apresentar as frutas com conceito diferenciado, onde o consumidor acessará, através de um QR Code, a história dos seus produtores e da forma de produção das frutas (banana, manga, limão e mamão), seguindo o mesmo conceito de promoção utilizado em 2016. A ação promocional começou no início deste mês de fevereiro e ocorre até dia 10, paralelamente à Fruit Logística.

A feira acontece anualmente. É a maior e mais importante com foco em frutas e legumes do mundo. Segundo dado da organização do evento, em 2016, foram mais de 2.884 expositores representando 83 países e mais de 70.000 visitantes de 138 países, contando com espaço de aproximadamente 117 mil m².

A participação da Região do Jaíba na feira conta com a coordenação da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas) que organiza o estande do Brasil na feira.

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Manga, banana, lima e mamão da região do Jaíba (MG) marcam presença na Fruit Logistic 2017, feira mundial de fruticultura na Alemanha (Foto: Codevasf / Divulgação)

Programa de compra de máquinas poderá ter mais recursos ainda no atual Plano Agrícola

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) poderá receber, até o fim da vigência do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017, em 30 de junho deste ano, mais recursos adicionais, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller. O montante inicial destinado pelo Mapa ao Moderfrota foi de R$ 5 bilhões. Como houve uma grande procura pelo programa, o Governo Federal liberou mais R$ 2,5 bilhões, totalizando R$ 7,5 bi. “Se houver demanda do setor produtivo, esse volume poderá aumentar ainda mais”, diz Geller.

A possibilidade de destinar mais recursos ao Moderfrota foi analisada pelo secretário de Política Agrícola durante reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo.

No encontro, Geller também debateu com os dirigentes das duas entidades o PAP 2017/2018, que será lançado neste primeiro semestre. “Estamos recebendo sugestões do setor produtivo para o próximo Plano Agrícola e Pecuário”, assinala.

O novo PAP deverá ter uma linha de crédito para apoiar a ampliação do uso da conectividade no campo, adianta o secretário de Política Agrícola. Isso, acrescenta, contribuirá para melhor ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet. “A inovação tecnológica é um dos fatores para alavancar mais a produtividade agrícola”, disse ele.

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Lançada oficialmente a colheita da safra de soja que pode superar a expectativa da Conab

com informações da Agro Agência Assessoria

Na quinta posição do ranking de produção de soja e na terceira colocação na exportação, Mato Grosso do Sul foi o palco do lançamento nacional da colheita do grão nesta quinta-feira (26/01). Com a presença do ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, o evento em Ponta Porã recebeu agricultores de todas as regiões brasileiras, que estão otimistas com os números da produção, que devem superar as 103 milhões de toneladas, estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O conselheiro da Associação dos Produtores de Soja de MS e produtor rural, Almir Dalpasquale, espera que neste ciclo a safra nacional ultrapasse a produtividade em 50 sacas por hectare, podendo algumas regiões atingirem até 60 sacas de média. “Vamos com certeza ultrapassar o volume esperado pela Conab. Parte desses números serão elevados pela região de Matopiba, onde são encontradas lavouras de alta qualidade e rendimento”, afirma Dalpasquale.

Para o presidente do Movimento Nacional dos Produtores, Rafael Nunes Gratão, a vantagem de uma produtividade mais alta será refletida na pecuária. “Estamos entrando no quarto mês seguido de queda na arroba do boi, desenhando um cenário de baixa capitalização do pecuarista devo a baixa no consumo de carnes. O volume de grãos, maior que o esperado, contribui com a queda dos custos no processo de engorda”, defende Gratão, também diretor do Sindicato Rural de Campo Grande.

Segundo o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) a média brasileira na produtividade da soja, estagnado há mais de 10 anos, na casa das 50 sacas por hectare, precisa ser alterada com urgência. “Entre os inscritos no Desafio de Produtividade do Comitê, com produtividade abaixo de abaixo de 60 sacas, verificamos que a problemática está no solo. Compactação, excesso de alumínio e falta de cálcio são os principais causadores das baixas produtividades”, pontua o diretor do CESB, José Erasmo Soares.

O agrônomo de Ponta Porã, Antônio Cavicchioli, viabilizou na safra passada, na Fazenda Jaguarundy, 127 sacas por hectare, maior registro de produtividade já registrado em MS pelo CESB, média que não deve se repetir no ciclo 2016/17, devido às chuvas espaçadas e desuniformes. “Em novembro enfrentamos 30 dias sem chuvas em Ponta Porã, um veranico que não esperávamos. Esse fenômeno cortou nossa expectativa de produtividade pela metade”, lamenta.

Segundo o diretor do CESB a solução para elevar a produtividade da safra, não está vinculada ao aumento dos custos, mas no melhor filtro de informação. “Uma simples adubação e correções com calcário, já elevariam nossas produtividades em 10 sacas por hectare, pelo menos”, estima o diretor.

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Foto: Diego Silva / Agro Agência Assessoria

Captura do caranguejo-uçá está proibida em dez estados

Instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente, publicada no Diário Oficial da União, proíbe a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e da Bahia durante os seguintes períodos de 2017:

– 1° período: de 13 a 18 de janeiro e de 28 de janeiro a 02 de fevereiro;

– 2° período: de 11 a 16 de fevereiro e de 27 de fevereiro a 04 de março;

– 3° período: de 13 a 18 de março e de 28 de março a 02 de abril.

No ano de 2018, a proibição vale para as seguintes datas:

– 1° período: 2 a 7 de janeiro e de 17 a 22 de janeiro;

– 2° período: 1º a 6 de fevereiro e de 16 a 21 de fevereiro;

– 3° período: 2 a 7 de março e de 18 a 23 de março.

Em 2019, os seguintes períodos foram selecionados:

– 1° período: 6 a 11 de janeiro e de 22 a 27 de janeiro;

– 2° período: 5 a 10 de fevereiro e de 20 a 25 de fevereiro;

– 3° período: 7 a 12 de março e de 21 a 26 de março.

As datas, de acordo com a publicação, correspondem à “andada”, período reprodutivo em que os caranguejos machos e fêmeas saem de suas galerias (tocas) e andam pelo manguezal, para acasalamento e liberação de ovos.

Ainda segundo a instrução normativa, pessoas físicas ou jurídicas que atuam na manutenção em cativeiro, na conservação, no beneficiamento, na industrialização ou na comercialização da espécie poderão realizar as atividades durante a andada apenas quando fornecerem, até o último dia útil que antecede cada período, a relação detalhada dos estoques de animais vivos, congelados, pré-cozidos, inteiros ou em partes.

O documento deve ser entregue à unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em cada estado e/ou no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

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Ministério da Agricultura alerta estados para necessidade de adotar ações de prevenção à gripe aviária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) solicitou aos órgãos estaduais de defesa sanitária animal que aumentem a vigilância em estabelecimentos avícolas para prevenir a entrada da Influenza Aviária (gripe aviária) no Brasil. O Mapa emitiu nota técnica detalhando as providências já adotadas para evitar casos da doença no país.

O Mapa também alertou para a necessidade de ser feita vigilância epidemiológica em todos os sítios de aves migratórias reconhecidos pelo Departamento de Saúde Animal (DSA). Existem 20 sítios (locais) de monitoramento da entrada das aves migratórias no território brasileiro. Eles estão localizados na Bahia, no Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e São Paulo.

A fiscalização também será intensificada em todo os portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas.

Pelo menos 197 espécies de aves podem migrar. Desse total, 53% (104 espécies) se reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) possuem seus sítios de reprodução em outros países.

Veja aqui a íntegra da nota técnica.

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Governo anuncia recursos para o pré-custeio da safra

O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 12 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018, 20% a mais do que o valor destinado no ano anterior à aquisição antecipada de insumos.

O volume de crédito ofertado pelo Banco do Brasil é oriundo de captações próprias da Poupança Rural e de Depósitos à Vista. Os recursos estão disponíveis a médios produtores por meio do Pronamp, o Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais, com taxas de 8,5% ao ano e teto até R$ 780 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 9,5% ao ano até o teto de R$ 1,32 milhão por beneficiário.

A antecipação dos financiamentos de custeio se destina a culturas da safra de verão 2017/2018, como soja, milho, arroz e café, e permite melhores condições aos produtores para o planejamento de suas compras junto aos fornecedores. Além disso, contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos.

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Safra de café 2017 pode chegar a 47 milhões de sacas

Em 2017, a safra de café deve atingir entre 43,65 e 47,51 milhões de sacas de 60 kg do produto. A estimativa, que tem como base a soma das espécies arábica e conilon, consta no primeiro levantamento da safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O estudo prevê uma redução entre 15 e 7,5%, em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou a produção de 51,37 milhões de sacas.

O café do tipo arábica – que domina o plantio das lavouras no país, com 80% do total produzido – deve encolher entre 19,3 e 12,7%. Estima-se que sejam colhidas entre 35,01 e 37,88 milhões sacas. Isso se deve ao ciclo de bienalidade negativa do grão.

Já a produção de conilon, 20%% do volume total de café no país, está estimada entre 8,64 e 9,63 milhões de sacas. Esse registro apresenta crescimento de 8,1 a 20,5% na comparação com a safra de 2016.

Os números se devem à recuperação da produtividade nos estados da Bahia e de Rondônia, bem como ao processo de maior utilização de tecnologia do café clonal e mais investimentos nas lavouras.

Plantio – A área total plantada no país tem expectativa de aumento de 0,2% em relação a 2016, devendo chegar a 2,23 milhões de hectares. No entanto, prevê-se uma redução de produtividade em termos gerais entre 12,6 e 4,9%, podendo situar-se entre 23,02 e 25,05 sacas por hectare. O arábica, que mais sofre a influência do ciclo atual de baixa bienalidade, deve ter produtividade entre 23,48 e 25,40 sacas por hectare.

No caso do conilon, espécie mais rústica e tolerante às pragas, deve recuperar parte do potencial de produtividade, variando de 21,33 e 23,78 sacas por hectare, com ganhos entre 13,4 e 26,5%. Por outro lado, há previsão de uma diminuição de 4,7% na área em produção por problemas climáticos pontuais, como seca e má distribuição de chuvas por três anos consecutivos no Espírito Santo, maior produtor da espécie no país.

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