Balança comercial: superávit de US$ 81,86 bilhões do agronegócio foi o segundo maior da história

Em 2017, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões, registrando crescimento de 13% em relação a 2016. No período, o setor foi responsável por 44,1% do total das vendas externas do Brasil. Com o crescimento do valor exportado sobre o das importações, o saldo da balança do setor foi superavitário em US$ 81,86 bilhões, ante os US$ 71,31 bilhões do ano anterior. Foi o segundo maior saldo da balança do agronegócio da história, inferior apenas ao registrado em 2013 (R$ 82,91 bilhões).

Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o complexo soja (+US$ 6,30 bilhões), produtos florestais (+US$ 1,30 bilhão), carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais, farinhas e preparações (+US$ 953,86 milhões) e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milhões).

A alta do saldo comercial deveu-se em parte ao início da recuperação de preços no mercado internacional, mas, especialmente, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo soja também ocupou a primeira posição, somando US$ 31,72 bilhões. As vendas de grãos foram recordes, tanto em valor (US$ 25,71 bilhões) quanto em quantidade (68,15 milhões de toneladas). O preço médio de exportação do produto registrou pequena variação positiva – +0,7% (de US$ 374,73 para US$ 377,30 por tonelada).

Carnes ficaram em segundo lugar, na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango, principal produto do setor, representou quase metade desse montante (46,1%). Foram exportados US$ 7,14 bilhões do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior.

O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posição entre os segmentos do agronegócio, com US$ 12,23 bilhões. As vendas de açúcar foram responsáveis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilhões). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, quando foram exportados US$ 10,44 bilhões de açúcar brasileiro.

97abdd674c9456f9d6abfd721b2e11c7As exportações de produtos florestais registraram US$ 11,53 bilhões, em 2017, dos quais 55,1% foram representados pela celulose. O produto alcançou recorde em 2017, tanto em valor quanto em quantidade, com US$ 6,35 bilhões e 13,84 milhões de toneladas, respectivamente. As vendas de café somaram US$ 5,27 bilhões.

Esses cinco setores somaram US$ 76,22 bilhões, ou 79% das exportações do agronegócio em 2017. Apesar do milho não estar entre os cinco principais setores de exportação, houve recorde histórico de vendas: US$ 4,57 bilhões (+24,9% ante 2016) com 29,25 milhões de toneladas

Outros produtos que bateram recordes em exportações no ano de 2017 foram pimenta piper seca (59,50 mil toneladas); painéis de fibras ou de partículas de madeira (US$ 326,38 milhões e 1,03 milhão de tonelada); gelatinas (50,97 mil toneladas); óleo essencial de laranja (US$ 242,16 milhões); mangas (US$ 205,11 milhões e 179,60 mil toneladas); amendoim em grãos (US$ 194,86 milhões e 153,32 mil toneladas); e melões (US$ 162,92 milhões e 233,65 mil toneladas).

As importações de produtos agropecuários alcançaram a cifra de US$ 14,15 bilhões, em 2017, 3,9% acima do montante registado em 2016, que foi de US$ 13,63 bilhões.

Países compradores

Ásia é o principal destino das exportações brasileiras – US$ 44,17 bilhões, crescimento de 18,1%. Soja em grãos, carne bovina e celulose foram os principais produtos. A China encerra o ano de 2017 na liderança entre os mercados do agronegócio brasileiro, ampliando sua participação de 24,5% para 27,7%. Em 2017, as exportações ao país somaram US$ 26,58 bilhões, superando em 27,6% o valor do ano anterior.

As exportações para os Estados Unidos, o segundo maior comprador, somaram US$ 6,72 bilhões em 2017, crescimento de 7,3% sobre o ano anterior. Os principais aumentos foram anotados nas vendas de álcool etílico (+US$ 156,43 milhões) e celulose (+108,09 milhões).

Carnes lideraram em dezembro

No mês de dezembro de 2017 houve superavit de US$ 5,76 bilhões na balança comercial do agronegócio brasileiro, montante que superou ao de dezembro de 2016, de US$ 4,75 bilhões. Foi o terceiro maior saldo comercial para meses de dezembro, ficando abaixo apenas ao de dezembro de 2015 (US$ 5,97 bilhões) e de 2012 (US$ 5,85 bilhões).

O resultado positivo foi consequência de exportações de US$ 6,94 bilhões e importações de US$ 1,18 bilhão. Nas exportações, contabilizou-se incremento de 13,6% em comparação com dezembro de 2016, quando se alcançou US$ 6,11 bilhões. Movimento inverso foi apontado nas importações, que recuaram 13,4% diante da cifra de US$ 1,36 bilhão em dezembro de 2016.

Na liderança da pauta de dezembro de 2017, as vendas do setor de carnes foram influenciadas pelas exportações de carne bovina, que atingiram US$ 557,41 milhões (acréscimo de 26,9% sobre dezembro de 2016). O produto in natura somou US$ 466,85 milhões, com aumento de 27,6% no período (+24,4% em quantidade e +2,5% no preço médio). A carne de frango foi o segundo item mais comercializado do setor, com vendas de US$ 514,68 milhões.

Ásia foi o principal destino dos produtos brasileiros, com a soma de US$ 2,78 bilhões. O crescimento de 37% em relação ao mesmo mês do ano anterior. China foi o maior comprador com US$ 1,5 bilhão. Em comparação com o ano anterior, houve expansão de 67,7% no valor exportado, e crescimento da participação chinesa de 14,6% para 21,6%.

O segundo principal destino das exportações brasileiras em dezembro de 2017, a União Europeia, teve participação de 19,9%.

 

Banco do Nordeste intensifica ações para regularizar dívidas com produtores rurais

Produtores rurais de todo Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo terão novo prazo para regularizar suas dívidas com o Banco do Nordeste e usufruir dos benefícios oferecidos pela Lei 13.340, que engloba operações contratadas até 2011. Toda a rede de agências do BNB está mobilizada no atendimento aos clientes cujos financiamentos são enquadráveis.

O Governo Federal prorrogou o prazo de vigência dos benefícios, que venceriam em 31 de dezembro de 2017 para até 27 de dezembro de 2018. Ano passado, foram regularizadas pelo Banco mais de 217 mil operações, o que corresponde a R$ 7,1 bilhões entre liquidações e repactuações. Os clientes beneficiados pela Lei 13.340 contam com vantagens como descontos de até 95% para liquidação ou podem renegociar pagamento até 2030.

“O Banco tem empreendido ações com vistas à racionalização dos processos para garantir celeridade aos clientes que buscam se beneficiar com os descontos e facilidades de pagamento assegurados pelos mecanismos legais”, destaca o presidente do BNB, Romildo Rolim.

Para levar informação ao conhecimento dos produtores rurais, o Banco do Nordeste investe em ações de comunicação (campanha publicitária, envio de SMS, divulgação em mídias sociais e demais meios de comunicação) e ações negociais, com realização de agências itinerantes e parcerias com entidades classistas, a exemplo da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Federações e Sindicatos Rurais.

A liquidação dessas dívidas possibilita que os produtores regularizem seus financiamentos e voltem a obter novos créditos. Para mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com o Banco do Nordeste, os clientes podem buscar a rede de agências ou realizar contato por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente, via telefone: 0800 728 3030.

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Safra de grãos chega a 228 milhões de toneladas com crescimento de área

A produção de grãos da safra 2017/2018 pode chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um recuo de 4,1% em relação à safra passada dos 237,7 milhões de t., mas a área total registra um crescimento de mais de 1%, ultrapassando os 61 milhões de hectares. O estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está no 4º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta quinta-feira (11/01).

Com o plantio das principais culturas já encerrado, soja e milho seguem atraindo a preferência do produtor, respondendo por quase 90% dos grãos produzidos no país. Para a soja, com queda de 3,2%, estão previstas 110,4 milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. No caso do milho total, a expectativa de redução de 5,6% muda de 97,8 milhões de toneladas para 92,3 milhões/t atuais. A primeira safra, com números menores nesta fase, pode ficar em 25,2 milhões de t, enquanto a segunda pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, registro próximo da produção passada de 67,4 milhões/t.

De acordo com o estudo, o algodão apresentou melhor cenário, com aumento de 11,4% na produção da pluma, totalizando 1,7 milhão de toneladas e elevação de 11,9% de área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a ampliação da área total plantada. O algodão marca números acima de 1 milhão de hectares, enquanto que a soja, com maior liquidez e possibilidade de melhor rentabilidade frente a outras culturas, tende a uma elevação média de 3,2%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

Na produtividade, levando em conta que algumas culturas ainda estão na fase de plantio, os números têm como base a sobreposição dos rendimentos apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico e espectral realizado pela Companhia. A soja aponta para uma produtividade de 3.156 kg/hectare contra 3.364 da safra anterior. A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, do dia 17 a 23 de dezembro.

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Foto: Divulgação

Curtas

1. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 67 bilhões em 2017. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em todo ano passado, as exportações somaram US$ 217,74 bilhões. Já as importações somaram US$ 150,74 bilhões. Cresceram, no último ano, as vendas ao exterior de produtos básicos (+28,7%), de manufaturados (+9,4%), e também as exportações de produtos semimanufaturados (+13,3%).

2. A agropecuária foi um dos destaques da balança comercial. Um balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura mostra que a safra de grãos em 2017 foi de 238 milhões de toneladas. O valor disponibilizado para o crédito rural na safra 2017-2018 foi de R$ 188 bilhões. Já o Programa de Modernização da Frota de Tratores e Máquinas Agrícolas passou a contar com mais de R$ 9 bilhões, aumento superior a 80% em relação à safra anterior.

3. A Codevasf, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, forneceu em dezembro de 2017, cerca de 100 tratores, 60 ensiladeiras e 6 microtratores para prefeituras, associações de agricultores e pequenos produtores de diversos municípios de Pernambuco. No início de 2018, a Codevasf também vai promover a pavimentação de vias em comunidades rurais de Petrolina e de Bodocó. A ação vai melhorar a circulação dos moradores e o escoamento da produção agropecuária.

4. Cooperativas e associações da agricultura familiar da cadeia do leite estão recebendo apoio de R$ 15 milhões do Governo Federal na comercialização de sua produção. Os recursos estão sendo aplicados pela Conab na compra de 1,08 mil toneladas de leite em pó, por meio do Programa Aquisição de Alimentos. Ao todo, serão contempladas 34 cooperativas, beneficiando 1.916 agricultores familiares do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Alagoas. O produto adquirido será doado a pessoas em condições de insegurança alimentar e nutricional.

5. A suspensão temporária da exportação de pescado, determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entra em vigor amanhã (03/01), e será acompanhada de um Plano de Ação para responder aos questionamentos da União Europeia apresentados por ocasião da missão de auditoria ocorrida em setembro de 2017. A decisão pode evitar a possível suspensão unilateral pela União Europeia. Ao mesmo tempo, o Ministério está buscando formas de implementar a colaboração com outros órgãos públicos para inspeção sanitária nas embarcações, item bastante criticado pelos europeus.

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Foto: Marcelo Camargo / Arquivo / Agência Brasil

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 539 bilhões em 2017

Com base nas informações de novembro e o ano praticamente encerrado, o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 539 bilhões para 2017, situando-se 1,87% acima do valor de 2016, de R$ 529,2 bilhões. As lavouras alcançaram R$ 364,7 bilhões e a pecuária, R$ 174,4 bilhões. Enquanto as principais lavouras tiveram aumento de 4,97% no valor, devido ao bom resultado da safra de 2017, a pecuária teve redução de 4,1% no faturamento.

O resultado se deve principalmente ao desempenho desfavorável das carnes bovina e de frango, cujos preços ficaram abaixo do ano anterior, observa o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. “A redução do preço da carne bovina foi forte, pasando de R$ 147,3 por arroba, em 2016, para R$138,2, em 2017. Na carne de frango o preço do quilo caiu de R$ 4,10 para R$ 3,64”, disse Gasques.

Os principais fatores de destaque neste ano foram os bons resultados da safra de grãos e os preços que se mantiveram abaixo do ano passado na maior parte dos produtos analisados. Tiveram melhores resultados o algodão, cujo valor da produção aumentou 72,9%, a cana de açúcar (28,4%), mandioca (87,9%) e uva (52,2%). Também apresentaram bom desempenho o milho, soja, laranja e arroz. Na pecuária, suínos e leite também tiveram ganho real de 9,7% e 9,9%, respectivamente.

Um conjunto de produtos apresenta neste ano forte redução no faturamento. Destacam-se a banana (-25,9%), batata inglesa (-48%), cacau (-27,9%), café (-14%), cebola (-48%), feijão (-24,7%), mamona (-40,1%), trigo (-37,5%) e maçã (-22,1%). A redução de preços de alguns produtos teve impacto na redução da taxa de inflação de 2017, pois classificam-se no grupo de cereais leguminosas e oleaginosas que têm destacada participação no grupo alimentação.

O resultado do VBP regional mostra, como em relatórios anteriores, que o maior valor continua sendo obtido no Sul (R$ 142,5 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$ 139,9 bilhões), Sudeste (R$ 137,1 bilhões), Nordeste (R$ 50,3 bilhões) e Norte (R$ 32,9 bilhões).

Prognóstico para 2018

Prognósticos para a próxima safra de grãos, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ibge, dos últimos meses, indicam que a safra 2018 deverá ser menor do que a deste ano. A Conab indica redução de 4,7% e, o IBGE, de 9,2%. O declínio, deve-se principalmente a menor produção de milho e soja. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises, as estimativas do VBP para 2018 também indicam redução de 6,9%, em relação a 2017. “Redução forte do valor está previsto nas lavouras (-10,8%) e de – 1,4% na pecuária”, afirmou ele. Nesse setor da pecuária, observa Gasques, há previsões mais otimistas para carne bovina e frango.

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O melhor desempenho foi obtido pela colheita recorde de grãos e pelo preço de produtos como o algodão e a cana-de-açúcar (Foto: Divulgação)

 

Curtas

1. Conab assina novos contratos com 19 associações de agricultores familiares do Espírito Santo. Os recursos – R$ 870 mil – serão investidos na compra da produção de 130 agricultores familiares, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. A operação é realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.

2. Embrapa e Unicamp criam centro de pesquisa em mudanças climáticas com apoio da Fapesp. O contrato assinado prevê investimentos no valor de R$ 102,8 milhões ao longo de dez anos. O Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas tem como missão desenvolver soluções biotecnológicas com o uso de técnicas de genômica, genética e biologia molecular para a adaptação de culturas agrícolas a altas temperaturas e deficiência hídrica.

3. Selo Agro Mais Integridade é lançado em Brasília. Objetivo é incentivar e premiar a conduta ética e a responsabilidade social e ambiental do agronegócio. Inscrições para obter o selo serão abertas a partir de 1º de fevereiro de 2018. As empresas premiadas poderão usar o Selo Agro Mais Integridade, anualmente, nos seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações.

4. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural fechou parceria com a Controladoria-Geral da União e o Instituto Cultural Maurício de Sousa para desenvolver o projeto “Um por Todos e Todos por Um! Pela Ética e Cidadania”. O projeto tem caráter artístico-pedagógico e busca levar conhecimento sobre ética e cidadania de forma lúdica e interativa aos estudantes do Ensino Fundamental I, às suas famílias, professores e funcionários de escolas públicas e privadas.

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Diretor-geral do SENAR, Daniel Carrara, ao centro, com representantes da CGU e o cartunista Maurício de Sousa (Foto: SENAR / Divulgação)

 

IBGE prevê safra de grãos 9,2% menor em 2018

O segundo prognóstico para a safra 2018 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 219,5 milhões de toneladas, 9,2% abaixo da safra de 2017. Esta redução deve-se às menores produções previstas para o milho (15,9 milhões de toneladas) e para a soja (6,8 milhões de toneladas). Já a 11ª estimativa para a safra de 2017 totalizou 241,9 milhões de toneladas, com aumento de 56,1 milhões de toneladas (30,2%) em relação a 2016 (185,8 milhões de toneladas). A área a ser colhida (61,2 milhões de hectares) foi 7,2% maior que a de 2016. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, e, somados, representam 93,9% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve aumento de 2,2% na área da soja, de 19,2% na área do milho e de 4,6% na área de arroz. Quanto à produção, ocorreram aumentos de 17,4% para o arroz, 19,4% para a soja e 55,2% para o milho.

Estimativa de NOVEMBRO para 2017: 241,9 milhões de toneladas

Variação novembro 2017 / outubro 2017: 0,1% (280,7 mil toneladas)

Variação safra 2017 / safra 2016: 30,2% (56,1 milhões toneladas)

Estimativa de NOVEMBRO para 2018: 219,5 milhões de toneladas

Variação safra 2018 / safra 2017: -9,2% (-22,4 milhões toneladas)

Regionalmente, a estimativa de novembro para a safra de 2017 aponta produção de cereais, leguminosas e oleaginosas com a seguinte distribuição, em toneladas: Centro-Oeste (106,0 milhões); Sul (85,2 milhões); Sudeste (24,0 milhões); Nordeste (17,9 milhões) e Norte (8,8 milhões). Em relação à safra passada, foram constatados aumentos em todas as regiões: Sudeste (16,4%), Norte (25,1%), Nordeste (86,2%), Centro-Oeste (41,0%) e Sul (16,1%). Nessa avaliação para 2017, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,2%, seguido pelo Paraná (17,2%) e Rio Grande do Sul (15,1%), que, somados, representaram 58,5% do total nacional previsto.

Para 2018, segundo prognóstico estima safra 9,2% menor que a de 2017

Neste segundo prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2018 foi estimada em 219,5 milhões de toneladas, 9,2% inferior ao total obtido na safra de 2017. Esta redução deve-se às menores produções previstas para o milho (15,9 milhões de toneladas) e para a soja (6,8 milhões de toneladas).

Entre os cinco principais produtos para a próxima safra, três devem apresentar quedas na produção: arroz em casca (-8,0%), milho em grão (-15,9%) e soja em grão (-5,9%). São esperadas altas na produção de algodão herbáceo (4,5%) e de feijão em grão (4,1%).

Neste prognóstico, as informações de campo representam 93,8% da produção nacional prevista, enquanto as projeções respondem por 6,2% do total estimado.

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – Com melhores expectativas quanto ao clima, o segundo prognóstico da produção do algodão é de 4,0 milhões de toneladas, aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram em 3,7% e o rendimento médio aumentou 2,4%. Ao todo, deve ser plantada uma área de 1.023,2 mil hectares. No Mato Grosso, maior produtor do país, a estimativa da produção alcança 2,7 milhões de toneladas, representando 66,3% do total a ser colhido em 2018 pelo país e crescimento de 4,5% em relação a 2017. A área plantada e a área a ser colhida cresceram 10,2%, enquanto o rendimento médio estimado teve retração de 5,2%. A Bahia, segundo maior produtor do País, deve participar com 22,8% do total a ser colhido em 2018. O estado deve colher uma safra de 914,8 mil toneladas, aumento de 31,8% em relação ao mês anterior.

ARROZ (em casca) – O segundo prognóstico da produção de arroz para 2018 é de 11,5 milhões de toneladas (-0,1% em relação a outubro e -8,0% em relação a 2017). O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, deve participar com 70,9% do total a ser colhido em 2018, com produção estimada em 8,1 milhões de toneladas (-6,9% em relação a 2017). Santa Catarina, segundo produtor nacional, estima 1,1 milhão de toneladas e um rendimento médio esperado de 7305 kg/ha (-4,9% em relação à safra de 2017). O Tocantins estimou uma produção de 582,7 mil toneladas (-14,0% em relação a 2017). No Maranhão e no Mato Grosso as produções estimadas estão caindo 5,9% e 21,7%, respectivamente.

FEIJÃO (em grão) – A segunda estimativa da produção de feijão para a safra 2018 é de 3,4 milhões de toneladas, aumento de 4,1% em relação à safra colhida em 2017. A 1ª safra deve produzir 1,7 milhão de toneladas; a 2ª safra uma produção de 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 520 mil toneladas. Em relação ao 1º prognóstico ocorreu um crescimento de 4,6% nas estimativas de produção do feijão 1ª safra, com aumentos de 2,2% na área a ser colhida e 2,4% no rendimento médio. Há expectativas de melhores produtividades na Paraíba (134,1%), na Bahia (18,6%), no Rio Grande do Norte (17,6%), em Rondônia (11,5%), em Minas Gerais (4,7%) e no Mato Grosso do Sul (12,1%).

A área a ser plantada na safra de verão (1ª safra) é de 1,8 milhão de hectares, 2,0% menor que a de 2017. Já na área a ser colhida deve crescer 2,0%. Os maiores aumentos de produção, em termos percentuais, para essa safra, estão sendo informados por Ceará (62,2%), Rio Grande do Norte (78,2%), Paraíba (82,3%), Bahia (21,7%) e Minas Gerais (11,2%). Em termos de volume de produção, destacam-se o Ceará (84,6 mil toneladas), Bahia (30,6 mil toneladas), Paraná (11,5 mil toneladas) e Paraíba (12,3 mil toneladas).

MILHO (em grão) – O segundo prognóstico de milho em grão estima uma produção de 83,7 milhões de toneladas em 2018 (-15,9% em relação a 2017). Os prognósticos de campo neste mês representam a quase totalidade da estimativa da primeira safra (99,8%), enquanto a estimativa da segunda safra ainda é composta por projeções em 15,8%. A safra 2017 foi recorde, alcançando 99,6 milhões de toneladas, o que eleva a base de comparação para a produção no próximo ano. Seguindo a tendência dos últimos anos, a 2ª safra deve apresentar o maior volume colhido no país, com 69,2% da produção nacional em 2018, totalizando 57,9 milhões de toneladas (-15,5% no comparativo com 2017).

Já a 1ª safra de milho deve alcançar 25,8 milhões de toneladas (-17,0% no comparativo com o período anterior). Quando comparada com o 1º prognóstico, a queda na estimativa de produção foi de 1,2%, devido principalmente aos estados da Bahia (-15,1%) e Minas Gerais (-9,9%). Mesmo com previsão de menor custo de produção, em relação à safra anterior, estima-se redução de área plantada de milho, em virtude dos baixos preços de comercialização do produto observados durante todo o ano de 2017, o que estimulou os produtores a substituir as áreas de milho 1ª safra por soja. A redução da área plantada na 1ª safra deve alcançar 7,3%, sendo estimada em 5,3 milhões de hectares.

Porém, o maior impacto no decréscimo do prognóstico fica por conta do rendimento médio, que deve apresentar queda de 12,2% em relação ao mesmo período de 2017, quando o resultado de produção foi considerado excepcional. O atraso do início do plantio da soja nos principais estados produtores, em razão dos baixos índices pluviométricos em agosto e setembro, também deve contribuir para o decréscimo nas áreas de milho 2ª safra.

SOJA (em grão) – A segunda estimativa de produção para 2018 totalizou 108,1 milhões de toneladas, redução de 5,9% em relação à safra de 2017. A área a ser plantada com a leguminosa é de 34,1 milhões de hectares, aumento de 0,5%. O rendimento médio estimado é de 3.170 kg/ha, retração de 6,6%, em decorrência das incertezas quanto ao clima durante o ciclo da cultura. Considerando o recorde histórico de produção de soja em 2017, a base de comparação é relativamente elevada.

A tendência de preços mais vantajosos, em comparação ao milho, deve estimular o plantio da soja, que tem uma participação prevista em 49,3% da safra total de grãos do país. Mato Grosso, o maior produtor nacional, deve contribuir com 30,4 milhões de toneladas, 28,1% do total a ser produzido pelo País (-0,2% em relação a 2017, apesar de aumento de 1,0% na área a ser plantada). O Paraná, segundo maior produtor e responsável por 18,1% do total nacional, estima produzir 19,6 milhões de toneladas (-1,1%, apesar do crescimento de 5,5% na área a ser plantada). O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 14,7 milhões de toneladas (-21,7% em relação a 2017).

Em relação ao 1º prognóstico, divulgado no mês anterior, há um aumento de 0,4% na produção, refletindo, principalmente, os aumentos na Bahia (12,6%) e Mato Grosso do Sul (4,3%). Alguns estados ajustaram negativamente suas estimativas, como Rondônia (-8,9%) e Minas Gerais (-6,1%).

Destaques na estimativa de novembro de 2017 em relação a outubro

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro em relação a outubro destacaram-se as variações nas estimativas de produção de: cevada (2,6%), arroz (1,1%), cebola (1,1%), batata-inglesa 2ª safra (0,9%), aveia (-0,5%), trigo (-0,7%) e feijão 2ª safra (-1,2%).

ARROZ (em casca) – A produção de arroz foi de 12,5 milhões de toneladas, 1,1% maior que a estimativa do mês anterior. A área plantada e o rendimento médio foram revistos em 0,7% e 0,4% respectivamente, em decorrência das informações do Tocantins. A produção desse estado cresceu 26,4% em relação ao mês anterior, devendo alcançar 677,6 mil toneladas, incremento de 141,5 mil toneladas. A área plantada e a área a ser colhida cresceram 13,3%, enquanto o rendimento médio cresceu 11,6%. A utilização de novas variedades de arroz para cultivo irrigado tem aumentado o rendimento médio das lavouras.

BATATA-INGLESA – Ao todo, o país deve produzir 4,2 milhões de toneladas em 2017, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior. Houve pequeno reajuste na área colhida (0,2%) e no rendimento médio (0,1%). A estimativa da produção para a 1ª safra não variou em relação ao mês anterior, mantendo-se em 2,0 milhões de toneladas. A estimativa da produção da 2ª safra foi de 1,2 milhão de toneladas, aumento de 0,9% em relação ao mês anterior. Os dados foram influenciados pelo Distrito Federal, que nesse mês atualizou seus dados de produção, com nova estimativa de 10,8 mil toneladas. Para a 3ª safra foi estimada uma produção de 1,0 milhão de toneladas, aumento de 0,4% em relação a outubro.

CEBOLA – A produção nacional de cebola é de 1,7 milhão de toneladas, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. Houve acréscimo de 0,6% na estimativa da área colhida e aumento de 0,5% no rendimento médio, que deve alcançar 29.645 kg/ha. Os dados foram influenciados pelo Distrito Federal, onde a área plantada e a área colhida aumentaram 184,2%, enquanto o rendimento médio cresceu 28,2%. O incremento de área deve-se aos investimentos de grandes empresas que atuam na produção e comercialização de frutas e hortaliças, com lavouras irrigadas e de tecnologia intensiva, o que justifica o elevado rendimento médio de 50.000 kg/ha.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – As culturas de inverno encontram-se em plena colheita. O principal cereal de inverno produzido pelo país é o trigo. A estimativa de produção é de 5,1 milhões de toneladas (-0,7% em relação a outubro). O rendimento médio diminuiu nesse mesmo percentual, sendo estimado em 2.673 kg/ha. Paraná e Rio Grande do Sul são os maiores produtores de trigo, devendo participar com 84,0% da produção do país. Para a aveia, a produção estimada é de 873,2 mil toneladas (-0,5% em relação a outubro). Os dados foram influenciados pelo Paraná, que reduziu a produtividade das lavouras em 5,8%. Quanto à cevada, a produção deve alcançar 376,9 mil toneladas, aumento de 2,6% em relação ao mês anterior. O rendimento médio apresentou um crescimento de 3,4%, enquanto a área colhida, uma redução de 0,8%. A estimativa da produção do Paraná aumentou de 156,3 mil toneladas, em outubro, para 165,7 mil toneladas em novembro, aumento de 9,4 mil toneladas (6,0%). O rendimento médio cresceu 8,0%.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção é de 3,3 milhões de toneladas, queda de 0,7% em relação a outubro. Os dados que mais influenciaram nesse decréscimo da produção foram os do Ceará (-7,5% na estimativa da produção) e os de Pernambuco (-17,5%) em relação a outubro. O rendimento médio, nesses estados, foi revisto com quedas de 6,8% e 15,4%, respectivamente. Em novembro, ocorreram reduções em todas as safras de feijão, sendo de 0,4% na estimativa da produção do feijão 1ª safra, 1,2% no feijão 2ª safra e 0,9% no feijão 3ª safra. A produção informada pelo Ceará foi 7,4% menor para a primeira safra, enquanto em Pernambuco foi 26,8% menor para a segunda safra, em decorrência dos efeitos do clima, notadamente a falta de chuvas. Com relação à 3ª safra, o Distrito Federal informou retração de 45,9% na produção, atribuída aos problemas de racionamento de água, que impossibilitou o uso na irrigação das lavouras.

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, com informações municipais e/ou regionais consolidadas, em nível nacional pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Os levantamentos para cereais (arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo e triticale), leguminosas (amendoim e feijão) e oleaginosas (caroço de algodão, mamona, soja e girassol) foram realizados em colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas iniciado em março de 2007.

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Conab: produção de grãos deve passar de 226 milhões de toneladas

A safra de grãos 2017/2018 está estimada em 226,5 milhões de toneladas. Os  números representam um recuo de 4,7% em relação à safra passada, de 237,7 milhões de t., considerada um feito excepcional do setor agrícola brasileiro. Mas a expectativa é de comportamento semelhante ao de ciclos anteriores, tendo como aliado o clima que favorece o bom desenvolvimento dos cultivos. A previsão está no 3º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O plantio das principais culturas já terminou. Soja e milho continuam com a preferência do produtor, e respondem por cerca de 89% dos grãos produzidos do país. A soja deve alcançar 109,2 milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. Já a expectativa para o milho total é de 92,2 milhões, contra 97,8 milhões/t distribuídos entre primeira e segunda safras no período 2016/2017. A primeira safra pode alcançar números menores no ciclo atual e ficar em 25 milhões de t, enquanto que a segunda safra pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, quase igualando ao registro da produção passada de 67,4 milhões/t. Por outro lado, o algodão em pluma deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, com aumento de 10,5% na produção e de 11% na área, marcando números próximos a mil hectares.

No caso da área total plantada, favorecida pelo aumento do plantio de algodão e principalmente da soja, estima-se um aumento de 0,9%, podendo chegar a 61,5 milhões de hectares. A soja, graças à maior liquidez e a possibilidade de melhor rentabilidade em relação a outras culturas, deve ter uma elevação média de 3,1%, podendo alcançar 35 milhões de hectares – aumento de 1 milhão de hectares frente a 2016/2017.  Já a área do milho primeira safra deve diminuir 9,6%, o que vai refletir na área total da cultura, estimada  em uma redução de 528 mil hectares.

Quanto à produtividade, os números se baseiam em análises de séries históricas, levando-se em conta que a safra ainda está em fase de plantio. Apenas a soja conta com informações colhidas em campo, que  apontam para uma produtividade de 3.123 kg/hectares contra 3.364 da safra anterior.

A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, do dia 14 a 25 de novembro.

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Soja em grãos bate recorde de volume exportado em novembro

Soja em grãos, milho, algodão e carne bovina in natura foram destaques das exportações do agronegócio, em novembro, de acordo com a nota da Balança Comercial do Agronegócio divulgada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os dados mostram que as vendas externas do setor em novembro somaram US$ 7,08 bilhões.

Para o secretário da SRI, Odilson Ribeiro e Silva, “o desempenho das vendas externas do agronegócio no mês passado representaram 42,4% do valor total embarcado pelo país, alavancando positivamente o superavit do agronegócio, que totalizou quase US$ 6 bilhões. Mais uma vez, o agro mostra sua contribuição para a economia brasileira”.

Os embarques de soja em grãos alcançaram volume recorde para os meses de novembro, com 2,1 milhões de toneladas, ou 581% de aumento em relação ao mês do ano passado. Esse volume gerou receita de US$ 815 milhões (+530%).

O milho também foi destaque nas vendas externas em novembro, em quantidade e valor embarcado, totalizando 3,5 milhões de toneladas (+266%), com divisas de US$ 537 milhões (+243,5%).

Outro produto relevante no setor das fibras e produtos têxteis foi o algodão com vendas de 156 mil toneladas, incremento de 69%. O valor embarcado ficou em US$ 252 milhões (+75%).

Já a carne bovina in natura somou 116 mil toneladas (53,2%) nas exportações do mês, representando o recorde mensal de US$ 495 milhões (47,4%), de acordo a SRI.

Entre os principais blocos econômicos e regiões geográficas de destino das exportações brasileiras do agronegócio, a Ásia se destacou em novembro. Foram exportados para a região US$ 2,66 bilhões, alta de 40,5%.

A China se manteve como principal país de destino das exportações brasileiras de produtos agropecuários, alcançando US$ 1,3 bilhão, incremento de 79%. A soja foi o principal produto agrícola exportado para a China, com US$ 694,1 milhões exportados.

Acumulado do ano (jan. – nov.)

As exportações do agronegócio atingiram US$ 89,08 bilhões de janeiro a novembro deste ano, valor 13% superior ao registrado em 11 meses do ano passado. Este resultado é recorde para o período, sobretudo, pelos embarques, em quantidade e valor, da soja em grãos e da celulose. Foram comercializadas 65,8 milhões de toneladas de soja em grãos (+29%), trazendo divisas de US$ 24,8 bilhões. Já a celulose totalizou exportações de 12,6 milhões de toneladas (+3,2%) e US$ 5,7 bilhões.

De acordo com a SRI, o volume exportado do milho também teve vendas recordes de 25,2 milhões de toneladas (+21,2%), com quase US$ 4 bilhões de divisas.

O agronegócio contribuiu com 44,5% da balança comercial brasileira nos primeiros onze meses deste ano.

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Vendas externas do setor do agronegócio somaram US$ 7 bilhões no mês (Foto: Divulgação)

Trator New Holland ganha prêmio ‘Máquina do Ano 2018’

O trator T6.175 Dynamic Command da New Holland Agriculture foi eleito ‘Máquina do Ano 2018’, na categoria Trator de Gama Média, eleito por um júri formado por jornalistas das principais publicações agrícolas europeias. A máquina recebeu o prêmio pela sua inovação técnica e pelos benefícios que traz aos clientes, como funcionalidades inovadoras, desempenho, produtividade, custo operacional, facilidade de utilização e conforto do operador.

“Este prêmio é uma prova da liderança da New Holland nos mais variados camos da agricultura. Trata-se de um reconhecimento merecido pelo trabalho árduo e dedicação de todos os envolvidos no desenvolvimento do T6.175 Dynamic Command, desde a nossa engenharia a toda a equipe das instalações de Basildon, na Inglaterra, que criaram um trator à medida das exigências dos nossos clientes”, afirma o presidente mundial da New Holland, Carlo Lambro.

A marca aumentou a oferta da gama T6 com o novo T6 Dynamic Command, um trator multifunções. Os novos T6.145, T6.155, T6.165 e T6.175 são os únicos modelos no segmento no mercado a apresentar uma nova transmissão semi-powershift de oito marchas. São tratores versáteis que somarão às frotas de agricultores, criadores de gado, produtores de leite, prestadores de serviço e operações de feno e forragem.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura.

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Inovação técnica do T6 foi relevante para a escolha dos jurados (Foto: New Holland / Divulgação)