Plano Nacional de Recursos Hídricos recebe sugestões da sociedade

Até 1º de maio, a sociedade em geral e os membros dos colegiados integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos poderão enviar sugestões sobre as prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos. A consulta pública está aberta no portal Participa.br e é realizada pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

Aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos em 2006, o Plano busca orientar a implementação da política nacional e do gerenciamento de recursos hídricos nos próximos cinco anos, já que esta revisão tem como horizonte o período entre 2016 e 2020.

Na página da consulta pública há dois formulários disponíveis. O azul é para a sociedade em geral e tem como objetivo obter sugestões sobre temas relacionados às ações prioritárias do Plano referentes ao período entre 2016 e 2020. Voltado para membros dos colegiados de recursos hídricos, o questionário verde busca coletar propostas para hierarquização das prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos.

As sugestões recebidas durante a consulta pública serão consolidadas num documento final, que será encaminhado para deliberação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. A partir das contribuições, serão definidas diretrizes e prioridades para o próximo ciclo de implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, de modo que o Plano possa influenciar cada vez mais os processos de gestão dos recursos hídricos no âmbito nacional, estadual e das bacias hidrográficas.

PNRH

Estabelecido pela Lei nº 9.433/97, o Plano Nacional de Recursos Hídricos é um dos instrumentos que orienta a gestão das águas no país. O conjunto de diretrizes, metas e programas que constituem o Plano foi construído em um processo de mobilização e participação social. O documento final foi aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos em 30 de janeiro de 2006.

Redução nos preços do tomate e da batata

A redução das chuvas nas principais regiões produtoras de tomate e batata colaborou com a queda dos preços desses produtos nas maiores Centrais de Abastecimento do país e aliviou a pressão inflacionária. O aumento da oferta fez os preços caírem em até 53%, no caso do tomate no Espírito Santo, e 39% no caso da batata em Recife. É o que revela o terceiro Boletim de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O estudo analisou os preços de comercialização no atacado em fevereiro deste ano. Outras informações no site da Conab.

Captação de leite cai em 2015

O IBGE divulgou os dados referentes à captação formal de leite no último trimestre de 2015. No trimestre, foram adquiridos cerca de 6,3 bilhões de litros, uma queda de 3,9% em relação ao mesmo período de 2014.

No ano, a captação de leite pela indústria totalizou 24 bilhões de litros, uma queda de 2,8% em comparação com 2014. Na série histórica de captação de leite do IBGE, iniciada em 1997, nunca houve uma queda anual na captação.

Em todas as regiões do país, houve queda na captação de leite em 2015: Norte (-13,9%), Nordeste (-5,5%), Centro-Oeste (-8,8%), Sul (-0,9%) e Sudeste (-0,8%).

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Fonte: IBGE

Leilão de milho arrecada mais de R$ 9 milhões

Nesta quarta-feira (16/03), a Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, vendeu mais 22 mil toneladas de milho proveniente dos estoques públicos armazenados em Mato Grosso. O total arrecadado foi de R$ 9,2 milhões.

milho

A medida busca atender a solicitação de criadores de aves, suínos e bovinos, preocupados com a alta do preço do alimento no mercado. Por esta razão, o Conselho Interministerial de Estoques Públicos autorizou a Conab a colocar à venda até 500 mil toneladas de milho dos estoques públicos do produto. Esses leilões vêm ocorrendo desde fevereiro deste ano.

Até o momento, incluindo-se o leilão de hoje, já foram vendidas 487,3 mil toneladas de milho, por meio de 11 operações. A quantidade remanescente será ofertada em mais um leilão.

Mais açúcar para os Estados Unidos

O Brasil poderá exportar este ano para os Estados Unidos mais 13 mil toneladas de açúcar, além das 155 mil toneladas previstas inicialmente. Os americanos anunciaram a cota adicional para o Brasil, porque outros países exportadores não vão conseguir cumprir o volume que poderiam vender para aquele mercado. O Brasil é um tradicional fornecedor de açúcar para os Estados Unidos. Em 2015, o produto brasileiro ocupou a segunda posição em valores importados pelos americanos e a terceira em quantidade importada, 222 mil toneladas.

Faturamento das lavouras e pecuária atinge R$ 515,2 bi em 2016

O valor bruto da produção agropecuária registra alta em 2016 em relação a 2015. Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o faturamento do setor dentro dos estabelecimentos rurais é estimado em R$ 515,2 bilhões, o que representa um aumento de 0,7% na comparação com os R$ 511,4 bilhões do ano passado.

Começa vacinação contra a febre aftosa no AM e no PA

A primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa começou nesta terça-feira (15/03) em 41 municípios do Amazonas e em dois do Pará. Cerca de 595 mil animais devem ser imunizados nos dois estados (550 mil no Amazonas e 45 mil no Pará).

Em abril, a campanha será feita nos rebanhos de Roraima e Rondônia. Já em maio e junho, será a vez dos animais dos outros estados, menos em Santa Catarina, reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação.

A estimativa é que aproximadamente 170 milhões de bovinos e búfalos sejam vacinados em todo o país nesta primeira etapa. O Brasil tem um rebanho de 212 milhões de bovinos e bubalinos e no ano passado a vacinação contra a aftosa atingiu um índice de cobertura de mais de 98%, de acordo com o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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58% da soja já foi colhida em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, 58% da área de soja acompanhada pelo Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) já iniciou a colheita. Os dados são do último levantamento feito pelas equipes do Siga MS, da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), realizado no dia 04 de março de 2016. As informações foram divulgadas na Circular Técnica n° 148 da Casa Rural.

Mais avançadas – A região sudeste/sudoeste, que abrange cidades como Amambai, Caarapó, Dourados, Maracaju, Naviraí, Ponta Porã e Rio Brilhante, entre outras, está com a colheita mais avançada, com porcentagem média de área colhida em torno de 66,4%.

O atraso de porcentagem de área colhida na região sudeste/sudoeste, com relação à safra 2014/2015, é de aproximadamente 14%. Para região centro/norte, o atraso é de cerca de 37,5%. Os dados são de 04 de março.

Os municípios mais avançados na colheita da soja são Aral Moreira e Laguna Carapã, com aproximadamente 90% de área colhida. As cidades de Amambai, Vicentina e Fátima do Sul estão com 85% da área colhida.

A região centro/norte, que abrange as cidades de Campo Grande e região, Sidrolândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, São Gabriel do Oeste, Sonora, entre outras; está com 35,9% de sua área colhida.

Milho – Em relação à evolução do plantio do milho, pode ser considerado que 46% da área de milho acompanhada pelo Siga MS já iniciou o plantio.

A região sul está com o plantio mais avançado, seguindo as porcentagens de colheita da soja, com porcentagem média de área plantada em torno de 47,6%.

Mais avançadas – A região central do Estado está com 35% da área plantada e, a região norte, com 30% de sua área plantada. Os municípios mais avançados são Aral Moreira, Douradina e Naviraí, com aproximadamente com 60% de área plantada. A evolução, na última semana, foi de aproximadamente 8,5% no plantio do milho para o Estado, ou seja, cerca de 152.150 hectares.

A estimativa de área plantada no Estado para a safra 2015/2016 permanece em 2,4 milhões de hectares e a produção está estimada em 7,4 milhões de toneladas, com produtividade na média de 51 sc/ha.

Para o milho 2ª safra 2015/2016, a estimativa é que o Estado tenha área 1,79 milhão de hectares e a projeção é que o volume de grãos supere os 9,5 milhões de toneladas.

FONTE: Assessoria de Imprensa da Aprosoja/MS

Produção brasileira de grãos deve chegar a 210,3 milhões de toneladas

Os números da produção brasileira de grãos da safra 2015/16, apurados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) neste 6º levantamento, apontam um volume de 210,3 milhões de toneladas. A estimativa, divulgada nesta quinta-feira (10/03), equivale a 1,3% ou a 2,6 milhões de toneladas a mais em relação à safra 2014/15, que foi de 207,7 milhões.

O destaque é a produção de soja, que deverá atingir 101,2 milhões de toneladas, 5 milhões a mais do que na safra anterior, graças aos ganhos de área de 3,6% e de produtividade de 1,5%.

O milho total está estimado em 83,5 milhões de toneladas, com uma redução de 1,4% ou 1,2 milhão na comparação com a safra 2014/2015. O crescimento de área plantada do milho segunda safra não foi suficiente para recuperar a redução de 6,1% da produção da primeira, que chegou a 28,2 milhões t.

A recuperação da produtividade do feijão primeira safra refletiu em um aumento de 114 mil toneladas, chegando ao total de 1,2 milhão de toneladas, apesar da queda na área plantada. Já o algodão em caroço tem previsão queda de 4,3% na produção, chegando a 2,25 milhões de toneladas, devido à redução de área, sobretudo no Nordeste. Este volume corresponde a 1,5 milhão de toneladas de pluma.

Área

O plantio em todo o país cresceu 1% em relação à safra 2014/2015 e deve alcançar 58,5 milhões de hectares. O aumento é de 570,7 mil hectares frente à safra passada, que chegou a 57,9 milhões. A soja ocupa mais de 56% da área cultivada. A estimativa é crescer 3,6%, alcançando 1,2 milhão de hectares a mais do que a safra 2014/15. No caso do algodão, a redução de 2,5% (24 mil hectares) reflete a opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor do país.

Quanto ao milho primeira safra, houve uma redução de 6,4% na área (395,4 mil hectares), a ser coberta com o plantio de soja, enquanto que para o de segunda safra a expectativa é de pequeno aumento de 1,8% (169,1 mil hectares). Já o feijão primeira safra teve uma redução de área de 3,7%, devendo chegar a 1 milhão de hectares.

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Soja é destaque no 6º levantamento da safra 2015/2016 (Foto: Divulgação / SNA)