Safra de grãos 2015/2016 chega ao recorde de 209 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos deve chegar ao recorde de 209 milhões de toneladas, o que representa aumento de 0,6% em relação à safra passada. Os números foram anunciados nesta quinta-feira (07/04) pelo diretor de Política Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini, e pelo secretário interino de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcelo Cabral, em Brasília.

O destaque continua sendo a soja, que deve atingir 98,9 milhões de toneladas (2,9 milhões a mais do que no ciclo anterior). Isto se deve ao aumento de 3,2% da área plantada. A produção do milho primeira safra reduziu 8,5%, com estimativa de 27,5 milhões de toneladas, mas o segunda safra cresceu 4,7% e deve alcançar 57,1 milhões. No balanço total da produção de milho, verifica-se que a colheita é semelhante à da safra 2014/2015 e deve atingir 84,7 milhões de toneladas.

O feijão primeira safra recuperou a produtividade. O reflexo disso está no incremento de 62,6 mil toneladas. A produção deve chegar a 1,2 milhão de toneladas, apesar da queda na área plantada. No caso do arroz, houve uma quebra de 10,2%. Os motivos estão na área de menor plantio e no excesso de chuvas no sul do país.

O 7° levantamento da Conab aponta também que a área plantada deve alcançar 58,5 milhões de hectares, crescimento de 0,8% em relação à última safra. A soja é responsável por mais de 56% da área cultivada do país, com previsão de crescer 1 milhão de hectares.

Em relação à estimava do mês passado, a safra sofreu uma redução de 0,6% por causa de problemas climáticos na fase final das culturas. O principal motivo é a soja, que sofreu com a seca, sobretudo no Matopiba – região que compreende partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A queda em relação ao levantamento de março é de cerca de 2,2 milhões de toneladas.

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Conab aponta alta de 0,6% em relação ao período anterior (Foto: Divulgação)

 

BNDES repassa R$ 33 milhões à Embrapa para pesquisa em sustentabilidade na Amazônia

O acordo de cooperação técnica foi assinado entre a Embrapa, o BNDES e a Fundação Eliseu Alves (FEA), instituição sem fins lucrativos que apoia projetos de pesquisa em agropecuária. Os recursos deverão ser utilizados em até 30 meses. Os projetos serão desenvolvidos por 12 unidades da Embrapa, localizadas, por exemplo, no Amapá, Rondônia e Acre.

Para o diretor de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf Junior, as soluções tecnológicas da empresa vão auxiliar o Fundo Amazônia a promover o desenvolvimento da região. “Essa é uma oportunidade de investirmos numa ação coordenada na Amazônia para superação de um conjunto de desafios”, diz.

Segundo Stumpf, a Embrapa tem quatro eixos de orientação para atuar na região amazônica: monitoramento do desmatamento e da degradação florestal e serviços ecossistêmicos; restauração, manejo florestal e extrativismo; tecnologias sustentáveis para a Amazônia; aquicultura e pesca.

O acordo também responde a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na 12ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, porque, assinala o diretor, apresenta soluções tecnológicas para questões como a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Fundo Amazônia – tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia, nos termos do Decreto no 6.527, de 1º de agosto de 2008.

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Os recursos poderão ser usados para a conservação e recuperação de áreas degradadas na Amazônia (Foto: Divulgação)

Agronegócio representa um terço das exportações brasileiras no primeiro trimestre

com informações da CNA

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que, no primeiro trimestre de 2016, o Brasil obteve superávit de US$ 8,4 bilhões na balança comercial, aumento de US$ 13,9 bilhões em relação ao déficit apresentado no mesmo período do ano passado.

Esse resultado está relacionado à queda de 33,4% das importações, que somaram US$ 32,2 bilhões no período, mas também à retração de 5,1% nas exportações, que chegaram a US$ 40,6 bilhões no primeiro trimestre de 2016. Foi a menor corrente de comércio para o período, desde 2010, US$ 72,8 bilhões, queda de 20,1%, em relação ao mesmo trimestre de 2015, demonstrando desaceleração no comércio brasileiro.

No primeiro trimestre de 2016, os 10 principais produtos exportados renderam ao Brasil US$ 17,4 bilhões, 42,8% do valor total. Dentre esses, oito são do agronegócio. Juntos, esses itens tiveram vendas externas de US$ 13,4 bilhões e participação de 33,1% nas exportações totais brasileiras. Assim, a balança comercial do primeiro trimestre contou com expressiva contribuição dos produtos agropecuários, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

No período, os destaques do agronegócio nas exportações foram: soja em grão, com US$ 3,8 bilhões (crescimento de 46,1%), aparecendo como o principal produto nos embarques totais do Brasil; milho em grão, que teve receita de US$ 2,0 bilhões (crescimento de 110,7%), sendo 3º colocado na pauta; celulose, com vendas de US$ 1,5 bilhão ( crescimento de 13,4%) em 5º lugar na lista, e carne bovina, com US$ 1,1 bilhão ( crescimento de 11,4%) na 10ª posição. Para esses produtos, houve crescimento no valor exportado na comparação com o primeiro trimestre de 2015.

A expectativa do mercado para 2016 é a continuidade de um Real desvalorizado em relação ao dólar, o que contribui para a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

O aquecimento das exportações de carne bovina no primeiro trimestre de 2016 está relacionado à elevação dos preços da proteína no mercado doméstico, que diminui a demanda interna pelo produto e ao fator câmbio, incentivando as exportações. No ano, o indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa – estado de São Paulo – subiu 5,8%, encerrando o mês de março em US$ 43,8 por arroba.

A reabertura de mercados – China, Arábia Saudita e Irã – para carne bovina brasileira in natura, ocorrida em 2015, também estimula as vendas externas do produto. Outros fatores devem continuar a impulsionar as exportações de carne bovina em 2016.

No início deste ano, foram habilitados mais cinco frigoríficos de carne bovina para exportação para a China, totalizando 16 frigoríficos. Segundo o Rabobank, em 2015, a China aumentou em 60% suas importações totais de carne bovina, que alcançaram 473 mil toneladas.

Os números mostram que, apesar da desaceleração econômica chinesa, este seguirá sendo um potencial mercado para essa proteína em 2016, uma oportunidade que deve ser explorada pelos produtores agropecuários brasileiros. Outro fato bastante aguardado pelo Brasil para alavancar as exportações de carne bovina é a expectativa de abertura do mercado norte-americano, que deve ocorrer ainda no primeiro semestre desse ano.

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Leilão pretende contratar frete para 6,03 mil toneladas de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará, na próxima semana (15/04), o terceiro leilão de frete de milho em grãos deste ano, para atendimento ao Programa de Vendas em Balcão. Por meio da operação, o Governo Federal pretende remover 6,03 mil toneladas do produto.

O milho está armazenado nos estados do Mato Grosso e Bahia e tem como destino os seguintes estados: Acre (400 t), Bahia (236,7 t), Ceará (1,5 mil t), Goiás (1,4 mil t), Paraíba (1 mil t), Pernambuco (500 t) e Rio Grande do Norte (1 mil t).

O prazo para conclusão dos serviços e fluxo semanal varia de acordo com a quantidade embarcada, sendo o mínimo de dois e o máximo de 14 dias úteis. Atualmente estão em andamento outras três remoções de milho, relativas aos Avisos de Nº 14, 43 e 220, sendo este último de 2015. A quantidade a ser entregue e o destino é a seguinte:  9,5 mil t para o Ceará, 2,4 mil t para o Piauí, 8,9 mil t para o Rio Grande do Norte, 1 mil t para Sergipe, 453 t para Roraima, 2,9 mil t para Santa Catarina, 1 mil t para São Luís, 3 mil t para Amazonas, 800 t para Goiás e 4,5 mil t para o Rio Grande do Sul e 482 t para Rondônia.

Acordo para fortalecer setor hortigranjeiro é firmado entre a Conab e a Abracen

A Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, e a Abracen, Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento, assinaram um acordo de cooperação técnica para contribuir para a melhoria do setor hortigranjeiro.

A parceria prevê, no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, ações de apoio ao setor como o desenvolvimento de sistemas, a transferência de informações e conhecimento entre a Conab e as Ceasas, além de capacitações.

Uma das estratégias que apresenta grande eficiência para a mitigação de perdas do setor é o Barracão do Produtor. A iniciativa, executada em Minas Gerais e em outros estados, auxilia os pequenos produtores na agregação de valor à produção e no melhor acondicionamento dos produtos.

A Abracen também reafirmou o termo de adesão ao Sistema de Informações dos Mercados de Abastecimento do Brasil, desenvolvido pela Conab. O sistema permite extrair informações sobre volume, preço e origem das frutas e hortaliças comercializadas nas Ceasas. Esses dados servem de base para análises econômicas de áreas especializadas do Governo Federal, contribuindo para a definição das políticas públicas do setor. A consulta ao banco de dados da Conab/Prohort, alimentado pelos departamentos técnicos das centrais de abastecimento, está disponível ao público em geral na internet.

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Parceria para fortalecer o setor de hortigranjeiros (Foto: Divulgação)