Hortaliças seguem mais baratas e frutas têm aumento de preço em setembro

Alface, batata e cebola foram as hortaliças mais baratas nas principais Ceasas do país no mês de setembro. A análise de preços faz parte do 10º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (19/10).

Dessas hortaliças, o grande destaque foi a batata, que vem apresentando preços mais baixos desde o ano passado, graças à grande oferta. As maiores quedas ocorreram em Goiânia/GO, de 18%, Recife/PE e Curitiba/PR, as duas últimas com percentuais em torno de 14%. Em Brasília/DF, a cotação caiu 11% em relação ao mês anterior, seguida de Belo Horizonte/MG (10%), Vitória/ES (9%) e São Paulo/SP (7%).

No caso da alface, que também teve queda em todos os mercados analisados, o preço recuou mais de 30% nas Ceasas de Goiânia/GO e Recife/PE. A razão, segundo o estudo, foi a boa oferta no mês de setembro, enquanto a demanda foi menor na maioria das centrais. Já a cebola, que baixou 17% de preço em Brasília/DF e 15% em Vitória/ES, apresenta quedas sistemáticas graças à forte oferta nacional.

Frutas – Depois de um primeiro semestre marcado por quedas sucessivas nos preços, as frutas ficaram mais caras em quase todas as centrais analisadas no mês de setembro. Os valores do mamão subiram em todas as centrais analisadas, com variações de aumento que chegaram a 164% em Goiânia. Nessa unidade, o preço da caixa do mamão passou de R$ 20 para R$ 50. Outras altas da fruta ocorreram em Brasília (57%) e em Belo Horizonte (53%).

A banana, que já havia dados sinais de aumento no mês anterior, apresentou alta de preços em quatro entrepostos. As maiores variações ocorreram na Ceasa/PR (23%) e na Ceagesp/SP (14%). Somente nas Ceasas de Goiás, Pernambuco e Ceará é que houve leve queda nos preços. A melancia também ficou mais cara em quase todas as centrais, com destaque para o aumento de 25% em São Paulo. Apesar dessas elevações, algumas frutas tiveram registro de queda nos preços, como nectarina (38%), ameixa (36%), caju e coco (26%), manga (18%) e morango (13%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de setembro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, ES, PR, CE, PE, GO e DF.

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Foto: Ceasa – DF / Divulgação

Calendário de eventos

Agri-marketing Competition

Data: 11/11/2017

Local: Piracicaba – SP

Informações: http://agrimarketing.com.br/site/

I Fórum Baiano de Gestão Ambiental nas Instituições de Ensino Superior

Data: 16 – 17/11/2017

Local: Salvador – BA

Informações: http://www.fbgaufba2017.ufba.br/

VI Seminário de Agricultura de Precisão

Data: 24/11/2017

Local: Piracicaba – SP

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

II Encontro Nacional da Cultura do Milho

Data: 14 – 15/12/2017

Local: Uberlândia – MG

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

III Simpósio Desafios da Fertilidade do Solo na Região do Cerrado

Data: 05 – 06/09/2018

Local: Goiânia – GO

Informações: http://fealq.org.br/en/lista-eventos/

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Exportações do agronegócio crescem 23,7% em setembro/2017

As exportações brasileiras do agronegócio aumentaram 23,7% em setembro, em relação ao mesmo mês de 2016. Os embarques somaram US$ 8,56 bilhões, ante US$ 6,92 bi de setembro do ano anterior. Com importações de R$ 1,14 bilhão, o setor teve superávit de US$ 7,41 bilhões. O agro representou 45,8% das exportações totais brasileiras no mês passado.

Os números constam da balança comercial do agro, divulgada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura (Mapa).

O crescimento de US$ 1,64 bilhão nas vendas externas foi puxado pelo complexo soja (+US$ 938,74 milhões); cereais, farinhas e preparações (+US$ 436,17 milhões); produtos florestais (+US$ 158,72 milhões); fibras e produtos têxteis (+US$ 55,50 milhões) e carnes (+US$ 42,50 milhões).

As vendas externas do complexo soja, de carnes, do setor sucroalcooleiro, de produtos florestais e de cereais, farinhas e preparações totalizam US$ 6,76 bilhões em vendas externas, com share de 79% no total das exportações do agronegócio em setembro de 2017.

Valor exportado

Em relação ao valor exportado, o complexo soja foi o principal setor, somando US$ 2,02 bilhões em exportações. O montante representou acréscimo de 86,9% em valor, ante o mesmo mês do ano anterior. A soja em grãos foi responsável por esse aumento nas vendas externas do setor, visto que representou 79,6% do total, com US$ 1,61 bilhão (+165,5%).

A quantidade embarcada foi de 4,27 milhões de toneladas, ou seja,196,0% de crescimento, representando recorde para o mês de setembro. As vendas de farelo somaram US$ 389,08 milhões e 1,16 milhão de tonelada. Assim como o grão, houve ampliação tanto do valor (+6,1%) quanto da quantidade embarcada de farelo (+27,1%), apesar da queda no preço médio (-16,5%).

O setor de carnes ocupou a segunda posição no ranking de setores exportadores do agronegócio, com US$ 1,38 bilhão, dos quais a carne de frango representou 45,8% (US$ 630,65 milhões). As exportações de carne de frango in natura alcançaram US$ 568,60 milhões, com recorde em quantidade: 355,24 mil toneladas.

As vendas de carne bovina foram de US$ 554,95 milhões, isto é, 17,7% superiores ao que foi registrado em setembro de 2016. Também houve aumento em quantidade (+17,1%, de 115,67 para 135,39 mil toneladas) e preço (+0,5%, de US$ 4.077 para US$ 4099 por tonelada).

As exportações do complexo sucroalcooleiro foram de US$ 1,36 bilhão. O açúcar foi responsável por quase toda a cifra registrada nas vendas do setor, com 94,4% (US$ 1,28 bilhão). A quantidade embarcada de açúcar de cana em bruto alcançou o recorde de 2,95 milhões de toneladas no mês de setembro (+9,3%). Apesar da queda em quantidade (-1,8%), houve ampliação do valor em vendas de álcool (de US$ 73,85 em setembro de 2016 para 75,62 milhões no mesmo mês do ano seguinte).

As vendas externas de produtos florestais somaram US$ 1,03 bilhão, levando o setor a ser o quarto principal exportador do agronegócio em setembro. As exportações de celulose, principal produto da cadeia, alcançaram o recorde para o mês de setembro, com US$ 560,33 milhões (+19,4%). As vendas de madeiras e suas obras e papel, por outro lado, apresentaram crescimento em valor de 23,2% e 7,5%, respectivamente.

Já os embarques de cereais, farinhas e preparações totalizaram US$ 974,92 milhões, principalmente por causa do milho. O cereal foi responsável por 93,9% do valor exportado pelo setor, com registros recordes para setembro tanto em valor, como em quantidade: US$ 915,59 milhões (+86,4%) e 5,91 milhões de toneladas (+103,0%).

Ásia e China

A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,83 bilhões. Em função do aumento das vendas de soja em grãos do Brasil (de US$ 487,22 milhões para US$ 1,47 bilhão; +202,5%) houve aumento de 40,6% em exportações para a região, de modo que sua participação aumentou para 44,8% do total.

Já entre os países, o principal importador do agro brasileiro é a China. A soja em grãos contribuiu para a manutenção daquele mercado como principal destino do agronegócio do Brasil, com US$ 1,85 bilhão em aquisições, dos quais US$ 1,31 bilhão foi apenas da oleaginosa. Tal cifra representou crescimento de 272,1%, de modo que a participação chinesa passou de 12,2% para 21,6% no período.

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Banco do Nordeste regulariza R$ 4,5 bilhões de dívidas com produtores rurais

Toda a rede de agências do Banco do Nordeste está mobilizada no atendimento aos produtores rurais que podem ser beneficiados pela Lei 13.340, contemplando operações contratadas até 2011, e a Resolução 4.591, que engloba financiamentos realizados de 2012 a 2016. Ambas estão vigentes até dezembro de 2017.

A procura de produtores rurais junto ao Banco do Nordeste para fazer a adesão à lei vem aumentando a cada dia. Nesse contexto, já foram regularizadas mais de 125 mil operações de produtores rurais, o que corresponde a cerca de R$ 4,5 bilhões entre liquidações e repactuações, referentes a financiamentos contratados até dezembro de 2016.

Os clientes beneficiados pela Lei 13.340 contam com vantagens como descontos de até 95% para liquidação, podendo renegociar suas operações para pagamento até o ano de 2030.

Já os produtores com operações enquadradas pela Resolução 4.591, poderão também renegociar suas dívidas com prazo de carência bastante favorável, sendo que a primeira parcela da operação repactuada somente será paga em 2021.

A liquidação dessas dívidas, possibilita que os produtores regularizem seus financiamentos com os bancos e possam voltar a produzir e obter novos créditos.

Para obter mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com o Banco do Nordeste, os clientes podem buscar a rede de agências ou realizar contato por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800 728 3030.

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Curtas

1. A Companhia Nacional de Abastecimento divulga, nesta terça-feira (10/10), o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018. O anúncio será no auditório da Conab, em Brasília, às 9 horas. A apresentação será transmitida em tempo real pela página da Conab no Facebook.

2. O plantio de soja no Brasil atingiu 5% da área prevista para a safra 2017/18. Os dados são de um levantamento da consultoria AgRural. Segundo o estudo, as chuvas melhoraram a umidade do solo em diversas regiões produtoras e permitiram um avanço significativo no plantio

3. Médios e grandes agricultores contrataram R$ 25 bilhões em crédito bancário nos dois primeiros meses da safra agrícola 2017/2018. Isso significa que foram aplicados, entre julho e agosto, 13% dos recursos disponibilizados para o financiamento agropecuário de R$ 188,4 bilhões. O valor é 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

4. As inscrições para o Desafio Agro Startup nos municípios de Urutaí e Luziânia, em Goiás, terminam nesta terça-feira (10/10). A proposta do projeto é oferecer, sob a forma de competição de modelos de negócios inovadores, capacitações e mentorias para concepção de negócios voltados para o agronegócio, estimulando assim o empreendedorismo e o desenvolvimento do setor. Mais informações no site www.senargo.org.br.

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Brasil volta a vender carne bovina para a Argentina

O mercado argentino foi reaberto à carne bovina in natura brasileira, após cinco anos de negociações entre as autoridades sanitárias dos dois países. “Mais do que o tamanho do mercado importador argentino, o ativo fundamental dessa reabertura é a sinalização dada a terceiros países de que o nosso produto tem livre circulação no Mercosul, também do ponto de vista sanitário”, diz o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

De acordo com ele, a medida tomada pela Argentina deve ter impacto direto nas negociações em andamento entre o Mercosul e a União Europeia para estabelecer um acordo de livre comércio.

As exportações de carne bovina in natura brasileira estavam embargadas para a Argentina desde 2012, quando o Brasil notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um caso suspeito de EEB (encefalopatia espongiforme bovina), conhecida como doença da vaca louca.

Embora a OIE tenha informado, em dezembro daquele ano, que o Brasil apresentava risco insignificante para a enfermidade, apenas agora a Argentina chegou a acordo para um novo certificado sanitário.

Na semana passada, após meses de intensa negociação entre as autoridades sanitárias de Brasil e Argentina, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentaria (Senasa) da Argentina autorizou a volta da operação do mercado de carne bovina in natura, por meio do certificado sanitário acordado entre os dois países.

Segunda a adida agrícola do Mapa em Buenos Aires, Eliana Valéria Covolan Figueiredo, a carne bovina argentina é conhecida mundialmente por sua qualidade e histórico de produção e o país importa quantidades muito pequenas do produto. Nos últimos três anos, a média de importação total anual foi de apenas 140 toneladas, segundo dados do Aliceweb Mercosul.

“A carne brasileira, por seu preço competitivo, encontrará espaço no mercado argentino, tanto pelos cortes diferentes dos locais, quanto pela matéria-prima para indústrias processadoras de embutidos e hambúrgueres”, salienta a adida agrícola.

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Fundo investe até R$ 5 milhões em empresas que adotam tecnologia da Embrapa       

Empresas privadas e startups que adotem tecnologia da Embrapa ou têm planos de expansão por meio de tecnologia gerada por ela podem receber até R$ 5 milhões para expandir suas atividades. A chamada “Pontes para Inovação”, lançada pela Embrapa e pela Cedro Capital, busca ampliar o uso de tecnologia no mercado. As inscrições podem ser feitas até 24 de outubro pelo hotsite www.pontesparainovacao.com.br.

Pode se candidatar quem já utiliza tecnologia da Embrapa ou quem está em processo de adoção e atua na região central do Brasil, incluindo DF, GO, MS, TO e MG. A empresa pode ter sua sede nesses locais, relevância de clientes na região ou intenção de expandir suas operações para essas áreas.

O objetivo é aproximar investidores e empresas nascentes ou consolidadas que usem tecnologias inovadoras e com alto potencial de impacto e viabilizar oportunidades no setor, especialmente das chamadas agritechs, com foco em tecnologia digital para aplicação na agropecuária.

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Lavouras voltam a crescer e lideram valor bruto da produção

Depois de ter seu crescimento interrompido pela forte seca de 2016, as lavouras voltaram a se destacar no Valor Bruto da Produto (VBP), índice apurado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em agosto, os destaques do VBP foram o algodão, com aumento de 75,6%, amendoim (31,2%), cana-de-açúcar (45,8%), laranja (20,9%), mandioca (70,5%) e uva (51,9%).

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) para este ano se manteve, na atualização de agosto, em R$ 535,4 bilhões. As lavouras contribuíram com R$ 367,2 bilhões e a pecuária, R$ 168,2 bilhões. O resultado de 2017 é 4,1% acima do obtido em 2016 (R$ 514,2 bilhões).

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, outros destaques da agricultura são o arroz, a cebola, o milho e o tomate. Com exceção da mamona e da mandioca, que tiveram redução de produção, todos os demais produtos apresentam neste ano aumento de produção em relação ao ano passado.

Para a maior parte dos produtos os preços recebidos pelos produtores estão abaixo do que no ano passado, salienta Gasques. Deste modo, para milho, soja e outros a maior safra neste ano evita redução no valor da produção das culturas. Milho, soja, banana, batata-inglesa, feijão tiveram forte queda de preços.

De acordo com o estudo do VBP, o aumento de produtividade das lavouras de verão, de 24,1%, é outro destaque neste ano. As plantações de inverno sofreram forte queda, de 15,1%. A redução de produtividade na aveia, canola e trigo foi de 14%. Na pecuária, os melhores resultados vêm sendo obtidos em suínos e leite.

Alguns produtos têm apresentado desempenho desfavorável neste ano. São eles banana (-22,8%), batata-inglesa (-52,8%), cacau (-24%), café (-10,7%), feijão (-7,8%), trigo (-32,8%) e maçã (-21,2%).

Os dados regionais indicam a liderança de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. A cana-de-açúcar responde por 58% do valor em São Paulo e a soja, por 52% em Mato Grosso. No Paraná, a soja e frango representam por 54% do valor gerado.

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Calendário de eventos

I Feira Quilombola do Território de Irecê

Data: 25 – 26/09/2017

Local: Irecê – BA

Informações: irece.ba.gov.br

6˚ Encontro de Bovinocultura de Corte

Data: 28 – 29/09/2017

Local: Uberaba – MG

Informações: fealq.org.br

II Encontro Estadual dos Empreendedores do Leite

Data: 05/10/2017

Local: Goiânia – GO

Informações: sistemafaeg.com.br

2˚ Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio: liderança globalizada, empreendedora e integrada

Data: 17 – 18/10/2017

Local: São Paulo – SP

Informações: www.mulheresdoagro.com.br

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Congresso de Agroecologia 2017

Foram 4 dias de muita troca. Troca de experiências, de saberes, de sementes, de técnicas de plantio, de mudas, de artesanato, de angústias, de medos, de expectativas, de esperança. Assim foram os três eventos distintos, mas semelhantes – que aconteceram simultaneamente em Brasília – e que tiveram em comum o tema agroecologia.

O VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, o X Congresso Brasileiro de Agroecologia e o V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno tiveram como tema norteador das discussões a ‘Agroecologia na transformação dos sistemas agroalimentares na América Latina: memórias, saberes e caminhos para o bem viver’.

Cerca de 5 mil pessoas participaram dos eventos. Gente do Chile, da Argentina, da Espanha, da Alemanha, da Índia, do Equador, de Cuba, do México, da Itália, do Peru, da Venezuela, dos Estados Unidos… de 24 países no total. Os participantes puderam acompanhar a apresentação de 2.227 trabalhos de pesquisadores da agroecologia, ciência que integra conhecimentos técnicos e saberes populares.

Representantes de comunidades indígenas e tradicionais, quilombolas, gestores públicos, agricultores, camponeses, integrantes de ONGs e movimentos sociais, estudantes, cientistas, professores e pesquisadores participaram de debates, oficinas, rodas de conversa, palestras, visitas técnicas e atividades culturais. Todos com o objetivo de compartilhar experiências e conhecimento em busca de boas práticas para tornar a agricultura mais justa e sustentável.

Educação no campo

A educação do (e no) campo e a educação em agroecologia foram debatidas pelos participantes dos Congressos. De acordo com a professora da Universidade de Brasília, Mônica Molina, “é imprescindível que a gente avance cada vez mais na articulação da Educação do Campo e da Agroecologia. Já há algum tempo estamos tentando consolidar um paradigma, de que não dá mais para separar a Reforma Agrária, Educação do Campo, a Agroecologia e a Soberania Alimentar das nossas ações esses temas e da nossa produção do conhecimento, da nossa prática e da nossa práxis”.

Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais

Durante o Congresso foi anunciado o lançamento do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais, que vai proporcionar reconhecimento internacional aos sistemas agrícolas tradicionais brasileiros. A premiação chega a 75 mil reais para as práticas vencedoras. Além dos recursos financeiros, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, vai conceder o título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante” (Globally Important Agricultural Heritage System, GIAHS) a Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs) brasileiros. Também foi assinado um acordo de cooperação técnica entre as instituições que participaram da elaboração do prêmio: FAO, Embrapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Lançamento de livros

15 livros – impressos e eletrônicos – foram lançados durante o Congresso Brasileiro de Agroecologia . As publicações refletiram a diversidade do evento, com temas que vão do candomblé a direito ambiental. A Embrapa, o Banco da Amazônia, o Ipea e a Universidade federal rural de Pernambuco foram responsáveis por algumas das publicações lançadas.

Eventos paralelos

Diversas atividades aconteceram paralelamente aos eventos do Congresso, entre elas: a Assembleia da ABA – Associação Brasileira de Agroecologia; a Feira de Troca de Sementes Crioulas; a Reunião Nacional de Permacultores; e a Feira Agroecológica da Sociobiodiversidade.

Sobre a Feira de Troca de Sementes Crioulas, Antonio Barbosa, coordenador do programa de sementes do semiárido da ASA (Articulação do Semiárido), afirmou “Essas são as sementes da resistência. Semente crioula é identidade, cada uma conta a história de um povo”. Josué Faustino de Souza, artesão e agroextrativista da Chapada dos Veadeiros (GO), afirmou não ser contra o desenvolvimento. “Sou contra o desenvolvimento que destrói a vida”, disse Souza.

Congresso de Agroecologia 2017

O Congresso de Agroecologia 2017 (VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno) foi promovido pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA – Agroecologia) e organizado em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília, Emater-DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), IBRAM e ISPN. O evento foi patrocinado pelo BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil.

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Movimentos sociais participam da cerimônia de encerramento do Congresso de Agroecologia 2017 (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)