Rota do Cacau promove desenvolvimento econômico e sustentável na Bahia e no Pará

Gera empregos, aquece a economia, promove a recuperação de áreas florestais e, ainda, é gostoso e saudável. O cacau é uma das grandes promessas de crescimento do setor agrícola no Brasil e, consequentemente, de promoção de desenvolvimento regional, o que motivou a criação da Rota do Cacau. Atualmente, 90% da produção nacional está concentrada nos estados da Bahia e do Pará. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) identificaram o potencial dessas regiões e disponibilizam apoio técnico para estruturar a cadeia produtiva local por meio do Programa Rotas de Integração Nacional.

No Brasil, o cultivo concentra-se, principalmente, em dois polos: Litoral Sul da Bahia, que abrange 26 municípios na Mata Atlântica; e Transamazônica, englobando 11 cidades paraenses na região da Floresta Amazônica. O Pará vem surpreendendo e ultrapassou a Bahia, até então líder na produção. Em 2016, foram 117 mil toneladas de cacau produzido em aproximadamente 170 mil hectares no estado paraense. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o País é o 7º maior exportador do produto no mundo. A agregação de valor do cacau supera 2.000% desde a amêndoa até o chocolate e a cadeia produtiva movimenta R$ 20 bilhões no território nacional.

O objetivo do MDR é impulsionar a produção em sistemas agroflorestais (SAFs) e contribuir com a produção de riqueza – bens e serviços – e sustentabilidade das regiões. A atividade gera emprego, especialmente na agricultura familiar e extrativista em regiões de baixa renda. A secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano, Adriana Melo, explica que as Rotas de Integração Nacional são estratégia fundamental da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e contribuem com o desenvolvimento e inclusão socioeconômica de municípios menos desenvolvidos. “As Rotas atuam na estruturação produtiva e na integração econômica das regiões. Com isso, ampliamos nossa participação nos mercados nacionais e internacionais de produção, consumo e investimento”, destaca a secretária.

A Fazenda Panorama, localizada na cidade de Uruará – região do Xingu, Polo Transamazônica (PA) -, está na Rota do Cacau e conquistou, recentemente, o primeiro e segundo lugares na categoria Blend no I Concurso Nacional de Qualidade do Cacau Especial do Brasil. A avaliação considerou dezenas de detalhes e aspectos das amêndoas e o produto paraense se destacou pela qualidade e paladar. Para Helton Gutzeit, neto do pioneiro na produção de cacau na região, e que hoje está no comando da produção na Panorama, os prêmios servem de incentivo e inspiração aos outros produtores paraenses. “É como se reconquistássemos nossa autoestima e voltássemos a acreditar em nosso potencial. Com isso, pretendemos crescer e incentivar, cada vez mais, os produtores da região a divulgarem nosso cacau, brasileiro e paraense”, destaca.

Tecnologia e sustentabilidade no campo

O consumo do cacau no mundo cresce mais rápido que a capacidade de produção da matéria-prima. O produto tem, portanto, grande potencial de importação e exportação. E a boa notícia é que o Brasil possui todos os elos da cadeia produtiva cacaueira e do chocolate, desde a produção de amêndoas, passando pelo processamento, até chegar à produção do chocolate.

Segundo Vitarque Coelho, coordenador de Sistemas Produtivos e Inovativos do MDR, as Rotas de Integração disponibilizam apoio técnico para que produtos de grande potencialidade em determinadas regiões possam ter a produção ampliada ainda mais e com qualidade. “As Rotas promovem capacitações; possibilitam acordos de cooperação com universidades para difusão de conhecimento e tecnologias; contribui com a organização dos agricultores familiares, empresários e órgãos públicos e privados de fomento ao desenvolvimento. É fundamental disponibilizarmos esse planejamento e mão de obra capacitada no campo, na indústria e serviços”, destaca.

A Fazenda Panorama, construída por uma família alemã que já está na quarta geração, se destaca pela produção de um cacau de qualidade, diferenciado pela fermentação e pela variedade de aromas. O fruto paraense possui, ainda, teor mais alto de manteiga, o que em termos de qualidade o iguala ao padrão do mercado internacional. Esse diferencial se dá, principalmente, pelo fato de o cacau amazônico estar em seu bioma de origem e na linha do equador.

Segundo Helton Gutzeit, a fazenda possui mais de 2 mil hectares de terras férteis, 12 funcionários fixos e 30 famílias que vivem e cultivam cacau na Agrovila. São produzidas em torno de 400 toneladas ao ano, sendo que o quilo é vendido por cerca de R$ 8 reais. “O cacau pode ser uma grande alavanca no desenvolvimento do Pará e uma alternativa para desenvolver a Amazônia de forma sustentável, já que seu cultivo pode recuperar áreas degradadas. É uma forma, também, de reduzir o êxodo rural, uma vez que é uma cultura perene e mantém as pessoas durante bastante tempo nesta tradição”, destaca Gutzeit.

A sustentabilidade no cultivo do fruto é graças ao sistema de plantio denominado Cabruca – 65% sol e 35% sombra das plantas, o que garante a utilização de árvores e replantio. Dessa forma, não é necessário fazer nenhum tipo de desmatamento e, ainda, promove a recuperação e reflorestamento de áreas degradadas.

Rotas de Integração Nacional

As Rotas de Integração Nacional são redes interligadas de Arranjos Produtivos Locais (APLs) que promovem inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados, a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agências de fomento. Atuam de acordo com diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e são parte das estratégias do MDR para inclusão produtiva e o desenvolvimento de regiões de regiões.

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Ministério do Desenvolvimento Regional implementa ações para estruturar produção agrícola e gerar emprego e renda nas regiões

Sementes com alta performance garantem melhores resultados na hora da colheita

O sucesso de uma lavoura depende do uso de sementes de alta qualidade. De acordo com especialistas, o uso de sementes de alto vigor proporciona acréscimos de até 35% no rendimento dos grãos em relação ao uso de sementes de baixo vigor.

Sementes de boa procedência e certificadas resultam em plântulas fortes e vigorosas, e, como consequência, a lavoura terá menos problemas com a incidência de plantas daninhas, menor necessidade de herbicidas, o que garante uma lavoura com maior desempenho de plantas e maior produtividade.

De acordo com Clênio Silva, gerente de Produção da Dois Marcos, sementes de alta qualidade proporcionam velocidade de emergência das plântulas (vigor) e do desenvolvimento da lavoura. “Além disso, as lavouras oriundas dessas sementes sofrem menos impactos proporcionados por possíveis intempéries climáticas, e também se tem uma garantia de população ideal para lavoura, consequentemente, ocorre um aumento na produtividade dos grãos”, afirma.

Para ele, na hora de escolher as sementes, o produtor deve estar atento e exigir alto padrão de vigor e germinação nos lotes de sementes adquiridos, além de confiança no produtor e revendedor das sementes.

Já para Jhonatan de Lima, diretor comercial da FT Sementes, o ideal, além de o produtor observar a origem da semente, que deve possuir altas taxas de vigor, ele deve estar atento “à germinação e sanidade, bem como garantias de purezas física e varietal”.

Ainda de acordo com o diretor, a importância de uma boa semente na hora do plantio está no potencial fisiológico na semeadura.“A qualidade é essencial para maior porcentagem, uniformidade e velocidade da emergência de plântulas nas lavouras de soja, aspecto fundamental, que contribui para que sejam alcançados altos níveis de produtividade”, explica.

Planalto Central – A região do Distrito Federal, que possui índices significativos de produtividade, reúne condições importantes para se produzir sementes de alto desempenho, como a altitude acima de 1.000 m, temperaturas amenas no final do ciclo da cultura e a baixa umidade relativa do ar durante o período de armazenamento, o que favorece a qualidade do material produzido.

Para o produtor Paulo Jacó, que cultiva soja, milho e sorgo em uma área de 100 hectares na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), o mais importante em uma semente é o vigor. “Germinar, qualquer semente germina, mas o diferencial é o vigor da semente, que irá gerar bons resultados, como planta forte, robusta, de qualidade e boa produtividade”, garante.

Mercado – O mercado de sementes no Brasil movimenta R$ 10 bilhões ao ano, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), e abriga a terceira maior indústria do mundo, atrás de Estados Unidos e China, indústria esta considerada uma das responsáveis pelo aumento da produtividade no País.

Além de grandes empresas privadas que dominam uma boa fatia desse mercado, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é detentora de um amplo programa de melhoramento genético e participa, ao longo dos anos, do mercado de genética vegetal, inserindo, por meio de sementes e propágulos, as cultivares desenvolvidas pelos programas de melhoramento da empresa. Além disso, tem contribuído de forma significativa para a construção da liderança do Brasil em agricultura tropical.

AgroBrasília – A Feira Internacional dos Cerrados, que acontecerá em maio, irá trazer as últimas novidades em pesquisas sobre melhoramento genético, além de reunir as maiores empresas do setor. Uma grande oportunidade para os profissionais do agronegócio. “Vamos levar aos nossos clientes o que a Dois Marcos tem de melhor: sementes de alta qualidade e cultivares com alto teto produtivo, e também trocar informações da atualidade com parceiros e clientes”, finaliza Clênio.

Serviço

O que: AgroBrasília

Quando: 14 – 18 de maio de 2019

Onde: Parque Ivaldo Cenci – PAD-DF – BR-251 – Km 5 – Brasília – DF

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Região do Planalto Central reúne condições climáticas favoráveis para a produção de sementes

Cuidados com o solo podem impactar positivamente na produção de frutas

com informações da SulGesso e da AgroUrbano Comunicação

Boas práticas agrícolas vêm sendo cada vez mais adotadas pelo fruticultor brasileiro. Com a busca por uma produção sustentável, preservando ao máximo os recursos naturais e aliando a tecnologia à consciência ecológica, o produtor vem posicionando os cuidados com a nutrição do solo como fundamentais para o bom desempenho dos pomares.

Estudos apontam que o sucesso de um pomar está relacionado ao processo de sua implantação, como a escolha da espécie e de sua variedade e, principalmente, o preparo do solo. Como boa parte dos solos do Brasil são ácidos e de baixa fertilidade para a fruticultura, a correção e adubação da terra impactam positivamente na produção. Uma das alternativas mais eficazes para estabelecer o equilíbrio químico do solo é a utilização de fertilizantes minerais à base de sulfato de cálcio (gesso agrícola), que oferecem uma base nutricional superior para a planta.

Alguns experimentos têm comprado a eficácia da utilização do gesso agrícola no solo, especialmente na forma granulada. A SulGesso, empresa catarinense referência em fertilizantes minerais à base de gesso, vem demonstrando os benefícios e resultados atingidos por fruticultores em todo o país, com o produto SulfaCal, o gesso agrícola granulado. O produto é uma fonte de cálcio e enxofre mais acessível e é também 150 vezes mais solúvel que o calcário, atuando em várias camadas do solo e melhorando o ambiente para as raízes. O SulfaCal vem sendo utilizado nos mais diferentes tipos de pomares e os resultados comprovam sua eficácia, tanto na qualidade da planta e fruto, quanto em produtividade.

O engenheiro agrônomo e especialista em solo Eduardo Silva e Silva afirma que, no processo de absorção de nutrientes, frutícolas de clima tropical e de clima temperado, em sua maioria, apresentam o cálcio como segundo ou terceiro nutriente mais importante. Como culturas tropicais podemos citar o citros, o café e a banana e, como culturas de clima temperado, se destacam a maçã, a uva e o pêssego.

“O enxofre, em diversas frutícolas, é mais demandado que o fósforo e o magnésio, figurando como quarto nutriente mais importante nos pomares. Desse modo, o sulfato de cálcio – gesso agrícola – é considerado uma tecnologia de nutrição de planta e condicionamento de solo, tornando-se uma excelente solução para os pomares, que buscam manter ou elevar seus patamares de produtividade, sem perder qualidade. A forma granulada do produto facilita a aplicação e ainda potencializa o ganho do produtor”, explica Silva e Silva.

Na Serra gaúcha, no município de Caxias do Sul, numa das maiores regiões produtoras de maçã do estado, o produtor Moisés André Antonioli dedica 12 hectares para o cultivo de maçãs. Neste espaço, após constatar com análise de solo um nível elevado de alumínio, ele utilizou cerca de 350 kg de SulfaCal por hectare para fazer a adubação. “No fruto tinha algumas doenças com relação à deficiência de cálcio, e usando o gesso melhorou bastante. Quase zeramos os problemas por falta de cálcio e na análise de solo constatamos um aumento de cálcio no solo e quase zerou o alumínio. Deu resultados no solo e nas frutas também, a qualidade do fruto aumentou muito, deu firmeza para a poupa”, conta o produtor.

O cálcio, de modo geral, ao nível de frutos confere consistência à polpa e promove os seguintes benefícios:

  • redução nas alterações nos tecidos da polpa dos furtos, pela formação de pontos necróticos
  • Redução da vulnerabilidade às doenças de pós-colheita, devido à formação de cascas mais resistentes
  • Redução no aparecimento de manchas e rachaduras
  • Promoção de benefícios às propriedades organolépticas dos frutos
  • Elevação da qualidade da planta e do fruto, principalmente no pós-colheita

Já o enxofre:

  • neutraliza o alumínio tóxico quebrando a barreira química do enraizamento
  • melhora a retenção de frutos
  • Aumenta o número de frutos por planta
  • Confere equilíbrio entre acidez e açúcares dos frutos, conferindo-lhes sabor

Na sua ausência além de sintomas nas folhas como cloroses e necroses, os frutos com pouco enxofre podem ter seu crescimento comprometido.

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Solo e plantas bem nutridas com cálcio e enxofre auxiliam diretamente na qualidade e produção dos pomares

Aumento das exportações de soja pode afetar mercado interno

Os produtores brasileiros de soja devem encontrar bom mercado para comercialização de sua colheita. As exportações nos dois primeiros meses de 2019 chegaram a 8,24 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Comparado com o mesmo período nos dois últimos anos, quando as vendas brasileiras para o exterior ficaram próximas a 4,4 milhões de toneladas, os embarques praticamente dobraram.

“O principal destino da oleaginosa continua sendo a China. Do total vendido, cerca de 7 milhões foram enviadas apenas para o país asiático”, afirma o analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Leonardo Amazonas. “Mesmo com o comprometimento chinês de comprar mais 10 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, a procura pelo produto brasileiro continua intensa”, garante.

Amazonas ressalta que, caso ocorra uma nova operação entre os dois países, poderá ser realizada apenas a partir da próxima safra americana (2019/2020). Além disso, o técnico indica que as exportações dos EUA para a China, na safra 2018/2019, permanecem menores que o registrado nas últimas seis safras.

“Para se ter uma ideia, em 2017 a China adquiriu cerca de 31 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, e apenas 8,36 milhões em 2018. Com a trégua entre os dois países em dezembro do ano passado, a aquisição chinesa poderia voltar a crescer, porém, ainda que cheguem a um patamar de 20 milhões de toneladas em 2019, seria um quantitativo abaixo do normal”, reforça o analista.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), neste ano a China deve importar 88 milhões de toneladas de soja. Confirmando-se que 20 milhões de toneladas do produto virão do mercado norte-americano, o país asiático ainda importaria 68 milhões de toneladas do Brasil e outros países. “Estima-se que, caso não haja um acordo no conflito entre os dois países, o Brasil poderá chegar a um valor de exportação para a China próximo a 59 milhões de toneladas em 2019”, pondera Amazonas. “Este índice é menor que o exportado no ano de 2018, de 68 milhões de toneladas, mas ainda seria maior que o valor de 2017, que foi de 53,79 milhões de toneladas”.

Mercado Interno – A análise considera também a questão da demanda interna, uma vez que o aumento de 11% na mistura com o biodiesel, prevista a partir de junho deste ano, pode diminuir a quantidade de grão destinada ao óleo de soja. “Além disto, teremos um aumento na expectativa de exportações de carnes, principalmente para Rússia e China. Isto faz com que o consumo do farelo de soja também aumente em 2019”, destaca o analista. “E a estimativa é de que o Brasil consuma aproximadamente 44 milhões de toneladas de grãos internamente”.

De acordo com o último levantamento da safra de grãos 2018/2019, divulgada pela Conab neste mês, a produção da soja deve ser de 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra brasileira se deve a problemas climáticos enfrentados nos estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia.

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Epagri lança aplicativo com informações estratégicas sobre agronegócio

A Epagri lançou o aplicativo InfoAgro para smartphones e tablets. O produto coloca na palma da mão de agricultores, tomadores de decisão, jornalistas e cidadãos, informações estratégicas sobre o agronegócio catarinense. É uma revolução na forma de acessar números que antes estavam organizadas em planilhas, tabelas, textos e outros documentos arquivados em computadores de técnicos de instituições estaduais e federais. Foi delineado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e suporte tecnológico do Ciasc.

O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção. A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores.

Para desenvolver o novo produto, foi preciso antes integrar as bases de dados de órgãos estaduais como Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura e da Pesca. Também foram adicionados dados de fontes externas, como os de crédito fundiário, gerados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Tudo é reunido na plataforma Boa Vista, tecnologia Big Data desenvolvida pelo Ciasc, que disponibiliza de forma inteligente e rápida grandes volumes de dados.

“Com o lançamento do InfoAgro a Epagri mostra que está alinhada com o programa Governo sem Papel, que prioriza geração de informações digitais em substituição às impressas”, argumenta Edilene Steinwandter, presidente da Empresa. O aplicativo customiza para dispositivos móveis as informações disponibilizadas desde o ano passado no Sistema Integrado de Informações da Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina. “O aplicativo é mais uma plataforma de governo para comunicação com o cidadão, que desenvolvemos para dar a maior visibilidade possível aos dados que geramos”, esclarece Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa.

InfoAgro_aplicativo Foto Divulgação Epagri

Doação da Conab garante segurança alimentar de quilombolas

As populações quilombolas localizadas nas proximidades do Distrito Federal estão recebendo um total de 29,7 toneladas de alimentos doados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A ação beneficia cerca de 1.350 famílias em situação de insegurança nutricional nas comunidades próximas aos municípios goianos de Teresina, Cavalcante, Santa Rita do Novo Destino, Goianésia, Uruaçu, Posse e São João d´Aliança.

“A Conab atende entidades públicas e de interesse social na suplementação da oferta de alimentos aos segmentos carentes da população”, esclarece o superintendente da Conab no DF e entorno, Rafael Borges Bueno. “As doações em geral são feitas às famílias vitimadas por calamidades públicas, às comunidades indígenas e quilombolas e de pescadores artesanais”.

A demanda aos quilombolas partiu da Fundação Cultural Palmares. A previsão é que as entregas sejam feitas até o dia 3 de abril. Cada cesta possui 22kg de produtos como feijão, macarrão, fubá, farinha de mandioca, arroz, açúcar, leite em pó e óleo.

No ano de 2018, foram entregues pela Conab 4.563 cestas para as comunidades quilombolas no Distrito Federal, totalizando cerca de 100 toneladas de produtos. O trabalho beneficiou mais de 4 mil famílias nos municípios de Niquelândia, Cidade Ocidental, Santa Rita do Novo Destino, Goianésia, Uruaçu, Cavalcante, Monte Alegre, Teresina, Nova Roma, São João da Aliança e Flores.

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(Foto: Daniela Perutti / Repórter Brasil)

Estande da Satis apresentou soluções ao público do Show Safra BR-163

O Show Safra BR-163 terminou nesta sexta-feira (29/03), em Lucas do Rio Verde/MT. Este ano, a Satis chegou à sua terceira participação no evento, trazendo tecnologia e reforçando a nutrição vegetal como um fator chave para altas produtividades. Realizada na sede da Fundação Rio Verde, próximo à rodovia MT-449, a feira é uma das mais importantes do agronegócio no Brasil.

Durante a feira, a Satis deu foco especial às culturas de soja, feijão, milho, algodão e hortifrutigranjeiros, buscando estreitar o relacionamento com os principais produtores do Mato Grosso. Entre as soluções apresentadas pela empresa estão o Fulland, que potencializa os mecanismos de autodefesa do vegetal; o Sturdy, que combate a compactação do solo e fornece mais energia para a planta; e o Vitakelp, revigorador do metabolismo vegetal.

Os visitantes puderam conhecer o portfólio da Satis no estande especial instalado no Pavilhão de Negócios da feira, onde técnicos da empresa também prestaram orientações ao produtor. Para o presidente da Satis, José do Nascimento Ribeiro, a participação no Show Safra é uma excelente oportunidade de aproximação com o mercado do Centro Oeste, um dos principais polos de crescimento da marca nos últimos anos. “Queremos nos manter cada vez mais presentes na região, entendendo as demandas da culturas locais para propormos soluções sob medida ao produtor”.

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Foto: Divulgação / Satis

Brasil vai coordenar a negociação do novo Acordo Internacional do Café

O Brasil foi eleito para presidir os trabalhos de negociação do novo Acordo Internacional do Café (AIC). O acordo atual é de 2007, e vence em 2021. A eleição foi durante a reunião anual do Conselho Internacional do Café, que acontece em Nairóbi, Quênia.

O AIC é o tratado internacional que define os objetivos da Organização Internacional do Café. A Organização reúne países exportadores e importadores, com o objetivo de enfrentar os desafios do setor, cuja cadeia de comércio global atinge US$ 200 bilhões. Seus membros representam 98% da produção e 67% do consumo mundial de café.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial do produto, além de segundo maior consumidor. O café brasileiro é referência em sustentabilidade mundial, graças a leis que asseguram a preservação da biodiversidade e os direitos de quem trabalha na lavoura e na indústria cafeeira.

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Boletim da Conab revela mais de R$ 36 bilhões no comércio de frutas e hortaliças no país

O mercado atacadista movimentou cerca de 16,8 milhões de toneladas de frutas e hortaliças, injetando mais de R$ 36 bilhões na economia brasileira. Os dados referem-se à comercialização registrada dos produtos em 2018 nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e foram apresentados pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Newton Araújo Silva Júnior, durante a eleição da Diretoria Executiva do Conselho Fiscal da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen), em Brasília.

Apesar do volume de hortifrutigranjeiros comercializados dentro do país ser estável, as receitas registraram aumento. De acordo com o balanço, esse desempenho foi influenciado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio do ano passado. A paralisação inviabilizou o transporte das regiões produtoras para os mercados de abastecimento, interrompendo as atividades nas centrais por cerca de 15 dias.

“Os números de comercialização destacam a importância que as centrais têm no papel da segurança alimentar, pois fazem milhões de toneladas de produtos chegar à mesa dos brasileiros”, destaca Newton Júnior. “Nesse sentido, a parceria entre a Conab e as Ceasas, principalmente com relação as informações estratégicas prospectadas, reforçam as linhas de atuação das políticas públicas para garantir uma alimentação saudável”.

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Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

Colheitadeira com tração 4×4 é ideal para trabalhar em diferentes topografias

A Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta sua nova colheitadeira, a Axial-Flow 4130, na versão 4×4, durante Expodireto Cotrijal, que acontece até 15 de março, em Não-Me-Toque (RS). Desenvolvida sob o conceito Efficient Power da Case IH, a Axial Flow 4130 traz novos recursos tecnológicos que vão permitir mais eficiência para o agricultor, que poderá produzir mais com custos operacionais menores e é ideal para manter a eficiência de trabalho até em terrenos acidentados.

“A versão 4×4 é recomendada para atuar nas mais diferentes topografias”, comenta Eduardo Junior, gerente de Marketing de Produto da Case IH. A Axial-Flow 4130 agrega mais força, estabilidade e capacidade para superar adversidades no campo. “Esse modelo apresenta excelente eficiência nos campos brasileiros e é um equipamento estratégico para a região Sul. Agora na versão com tração 4×4, a máquina fica ainda mais forte”, complementa.

Eficiência

A máquina apresenta a melhor performance da categoria e consegue atuar com eficiência nas mais diferentes topografias. O equipamento oferece ao agricultor a maior produtividade da categoria, melhor qualidade da colheita, maior disponibilidade e o menor custo operacional.

A Axial-Flow 4130 vem equipada com motor eletrônico da NEF 6.7, da FPT Industrial, com 253 cv, que é o mais forte da categoria e com uma reserva de potência duas vezes maior que o principal modelo da concorrência. Essa característica permite que a máquina tenha resposta mais rápida para ganhar potência e torque, mantendo a velocidade de colheita, de rotação do industrial e do processamento dos grãos mesmo quando as condições de colheita são difíceis.

Com a mudança na motorização, os testes de campo mostram que o equipamento Case IH é mais produtivo e consome 18% menos combustível. Outro item que colabora para melhorar o índice de produtividade é a nova mesa de sem fim, responsável por transportar e distribuir o material separado e debulhado pelo rotor. Na Axial-Flow 4130 houve um acréscimo de 13% na capacidade de transporte e distribuição.

O tanque de grãos da colheitadeira também chama atenção. A máquina da Case IH é de 7.050 litros e isso representa uma capacidade 8% maior que a concorrência. Todos estes diferenciais representam uma maior capacidade de colheita em até 4%.

Mais opções

Além da Axial-Flow 4130, a Case IH dará destaque a outros modelos de colheitadeiras. Ainda dentro da Série 130, a marca levará a Axial Flow 5130. Um dos pontos positivos deste equipamento é o sistema Axial-Flow, reconhecido por preservar a qualidade dos grãos e reduzir as perdas. A máquina é equipada com o rotor Small Tube, cujo espaço da área de debulha e separação ficou 26% maior que a versão anterior. A mudança aumenta em até 5% a capacidade operacional da máquina em condições de colheita adversas, que exigem mais do equipamento.

A Axial-Flow Série 230 modelo 7230 também estará na feira. A máquina tem motor eletronico da FPT Cursor 10 COM 426 cv de potência nominal, que gera uma mais performance operacional e menos consumo de combustível. Somado a isso, está com capacidade de armazenamento do tanque de grão, até 11% maior que a versão anterior. Com sistema de limpeza maior em 33%, a qualidade de colheita é a melhor do mercado

A Série 230 conta com algumas tecnologias exclusivas, como o sistema CVT (Transmissão Continuamente Variável), que proporciona uma maior eficácia na transmissão de energia, maior robustez da máquina e diminui os custos de manutenção. Os equipamentos também têm o cone de transmissão, responsável direto pela alta qualidade do grão, e o ventilador Cross-Flow, que também resulta em grãos mais limpos no tanque graneleiro.

“Um ponto de destaque é o baixo custo de manutenção programada. A Série 130 apresenta 33% menos custo que a principal concorrente e a Série 230, menos de 14%”, comenta Eduardo Junior.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site.

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Axial-Flow 4130 é ideal para trabalhar em terrenos acidentados. (Foto: Divulgação)