Codevasf conclui estudos de viabilidade técnica do projeto de irrigação do Vale do Iuiú, na Bahia

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) concluiu os estudos de viabilidade técnica para implantação do projeto de irrigação do Vale do Iuiú, localizado no semiárido baiano. A expectativa é de que o projeto quando estiver em operação gere 12 mil empregos diretos. Cerca de R$ 6 milhões já foram investidos pela Companhia neste estudo, cuja área total é 41,5 mil ha, sendo 25,5 ha de área irrigável de alta fertilidade.

“Após a conclusão dos estudos de viabilidade técnica, o próximo passo é o licenciamento ambiental, que já foi protocolado e aguarda resposta do órgão ambiental para início dos estudos ambientais. Em seguida, será elaborado o projeto básico”, explica o engenheiro agrícola e ambiental Emílio Santos, gerente de Estudos e Projetos da Codevasf.

Os recursos para a elaboração do projeto básico e estudos ambientais da Etapa 01 do projeto já foram empenhados. O investimento é da ordem de R$ 5 milhões. Estão previstos cerca de 1.859 lotes agrícolas para irrigação, em três etapas, sendo 1.231 para pequenos produtores (6 ha), 628 para empresários (20 a 50 ha) e 160 dos assentamentos do Incra (20 ha).

Potencial agrícola e benefícios sociais

Os estudos apontam que a área do Vale do Iuiú tem grande potencial devido à qualidade do solo, clima favorável, captação de água do rio São Francisco e topografia plana, além da malha rodoviária para o escoamento da produção. A potencialidade agrícola aponta para culturas tradicionais, como o feijão, e olerícolas (cebola, cenoura, melão, melancia, pimentão e tomate). Além de frutícolas semi-perenes, como abacaxi, banana, mamão e maracujá, e perenes, como é o caso da goiaba, limão e manga.

“Com base no incremento da produção e comercialização agrícola irrigada, estima-se, em um primeiro momento, crescimento na participação do setor primário nas economias municipais e regional. Com o tempo, haverá tendência de aumento nos setores secundário e terciário, resultando em aumento substancial nas condições de vida locais e regional”, afirma Emílio Santos.

Em termos de benefícios sociais, vislumbram-se aumento da qualidade de vida, com elevação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano); melhoria nas áreas de saneamento, educação e saúde, por meio do incremento de renda oriundo da produção e comercialização agrícola irrigada e implantação e ampliação dos núcleos de serviço para o Projeto Iuiú, os quais contarão com equipamentos urbanos básicos. Também as condições da malha viária e do abastecimento de energia serão melhoradas, com vistas a garantir acesso às áreas de produção, para escoamento desta produção.

Mais sobre o projeto

O projeto de irrigação Iuiú está situado no sudoeste do estado da Bahia, na região do Médio São Francisco, próximo à confluência do rio Verde Grande – que serve de divisa entre Minas Gerais e Bahia. O local, que fica na área de abrangência da 2ª Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, abrange terras dos municípios de Iuiú e Malhada, além de uma pequena parcela em Sebastião Laranjeiras.

O acesso à área é realizado por estradas secundárias, a partir das cidades de Iuiú e Malhada, as quais estão ligadas à rodovia federal BR-030. Por via aérea, o acesso pode ser feito até as cidades baianas de Bom Jesus da Lapa ou Guanambi, que ficam a uma distância de 140 Km pela BA-160 e 111 quilômetros pela BR-030, respectivamente.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Safra de grãos 2018/2019 deve atingir recorde com 240,7 milhões de toneladas

A produção de grãos no Brasil na Safra 2018/2019 deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, o melhor resultado da história, de acordo com o 10º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado esperado supera o recorde anterior de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017. Entre os destaques figura o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, com crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de toneladas, com redução de 2,5%.

Em relação ao ano anterior (2017/2018), a alta na produção total de grãos é de 5,7% ou seja de 13 milhões de toneladas. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, com aumento de 1,9% em relação à safra passada.

Para o algodão, a estimativa é de aumento de produção de 32,9%. Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Na soja, há redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t.

O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Culturas de inverno

Culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. A produção de trigo, no entanto, deve ser de 5,5 milhões de toneladas, com  área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018.

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Milho (segunda safra), soja e algodão tiveram aumento de área plantada (Foto: Divulgação)

BNDES aprova R$ 41,5 milhões para ampliação de Unidade de Produção de Leitões no Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 41,5 milhões para que a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) amplie sua Unidade de Produção de Leitões II, localizada no município de Cascavel/PR. O financiamento do BNDES, que ocorre no âmbito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária no Plano Safra 2018/2019, representa 90% do investimento total da Coopavel, no valor de R$ 46 milhões.

A ampliação da Unidade de Produção de Leitões vai gerar maior produtividade e competitividade à cooperativa, inclusive com perspectivas de aumento na exportação de carne suína. Também se destacam neste projeto as oportunidades para crescimento na renda dos produtores rurais associados, além da geração de 70 empregos diretos.

Projeto – O projeto prevê investimentos em instalações de maternidade, gestação, creches, infraestrutura de apoio e adequações ambientais. A capacidade de alojamento das matrizes reprodutoras dobrará, diminuindo a necessidade de adquirir suínos no mercado. Vale ressaltar que, em média, o consumo de ração por suíno produzido internamente gera uma economia anual de aproximadamente R$ 8,4 milhões/ano para a Coopavel.

Importante destacar que a qualidade das matrizes e o uso de inseminação têm como efeito um maior número médio de leitões vivos de cada gestação. A presença da Coopavel em todos os segmentos da cadeia produtiva de suínos também permite maior controle genético, sanitário, além da rastreabilidade da produção.

Coopavel – A Coopavel foi constituída em 1970, no município de Cascavel, Paraná. Sua atuação abrange toda a cadeia de produção do agronegócio, desde o fornecimento de sementes, fertilizantes, rações e concentrados, até a etapa final da agroindustrialização, comercialização e distribuição de grãos (soja, milho, feijão e trigo), carne (aves e suínos) e leite. Além disso, a Coopavel presta serviços de assistência técnica, agronômica e veterinárias aos seus cooperados. A estrutura física da cooperativa se compõe por uma sede administrativa e um parque industrial com dez unidades fabris. A Coopavel, que em 2018 teve um faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões de reais, possui cerca de 5 mil cooperados e 30 filiais espalhadas pelo Paraná.

Prodecoop – O programa de desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária tem como objetivo apoiar a modernização de sistemas produtivos agroindustriais das cooperativas brasileiras. São passíveis de financiamentos obras civis, máquinas e equipamentos nacionais, despesas de importação, e incremento para o capital de giro. A linha Prodecoop é uma das sete que fazem parte do Plano Safra 2018/2019. O limite para o financiamento pelo BNDES é de até 90% do valor total do projeto, com prazos de até dez anos.

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Agricultura familiar terá a maior fatia dos recursos para subvenção no Plano Safra

Dos cerca de R$ 10 bilhões que serão destinados para a subvenção de juros no Plano Safra 2019/2020, R$ 4,975 milhões serão disponibilizados para subvenção do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), pela primeira vez o Tesouro Nacional alocou mais recursos para a subvenção do Pronaf do que para os demais setores.

“Foi uma decisão política de atender o maior número possível de produtores, principalmente dentro desse programa, que é um programa muito importante para a agricultura familiar, dos pequenos produtores”, explicou a ministra.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, destacou o ineditismo da medida.

“A grande diferença que teve, é significativa, é que isso nunca aconteceu. Nunca o recurso destinado para subvencionar o Pronaf foi maior que o resto. Hoje, só o dinheiro destinado para subvencionar o Pronaf é maior que o resto. Isso foi necessário para garantir que o produtor pudesse ter acesso ao financiamento”.

Seguro Rural

Do total de recursos previstos no Plano Safra 2019/2020, R$ 1 bilhão será destinado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Segundo a ministra Tereza Cristina, esse valor é inédito e é mais que o dobro do que foi disponibilizado no ano passado.

“Estimamos que a área segurada alcance 15,6 milhões de hectares, com mais de 212 mil apólices e um total segurado de R$ 42 bilhões. O Seguro da Agricultura Familiar e o Garantia Safra estão mantidos, com recursos assegurados”, disse a ministra durante o lançamento do Plano Safra.

Segundo a ministra, os recursos do Seguro Rural serão disponibilizados a partir de 2020. “Estamos ainda utilizando o seguro dos R$ 440 milhões da safra passada, que termina em dezembro. A partir de janeiro, teremos o R$ 1 bilhão para a nova safra. É um dinheiro prometido pela equipe econômica e ele virá com certeza ao Ministério da Agricultura. O que estamos trabalhando para frente é que não se tenha contingenciamento de recursos de seguro”, disse Tereza Cristina.

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Plano Safra 2019/2020: R$ 225,59 bilhões para apoiar pequenos, médios e grandes produtores

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2019/2020, que irá atender pequenos, médios e grandes produtores, todos juntos em um único plano após 20 anos. O plano prevê R$ 225, 59 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. Do total, R$ 222,74 bilhões são para o crédito rural (custeio, comercialização, industrialização e investimentos), R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

“Toda a agricultura, independentemente de seu porte, desempenha papel fundamental para garantir a nossa segurança alimentar e de nossos 160 parceiros comerciais. Então essa é a primeira vez, depois de muito tempo, que lançamos um único Plano Safra. Fato que merece ser realçado: temos enfim uma só agricultura alimentando com qualidade o Brasil e o mundo”, destacou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no anúncio, acompanhado por diversos ministros, secretários do ministério, parlamentares e representantes dos setores agrícola e pecuário.

O presidente Jair Bolsonaro elogiou o trabalho conjunto da equipe de governo para a construção do Plano Safra e destacou inovações como a disponibilização de recursos, R$ 500 milhões, para os pequenos produtores aplicarem na construção e reforma de suas casas.

“Foi uma construção que passou por muita gente. Eu fico muito feliz de estar à frente de um governo onde todos se falam entre si. Aqui não há briga política, apenas para que cada um possa servir o Brasil”, afirmou Bolsonaro.

O secretário de Política Agrícola do Ministério, Eduardo Sampaio Marques, destacou que foram mantidas baixas taxas de juros (3% ao ano) para o pequeno agricultor financiar melhorias em sua propriedade e sistema de produção, como recuperação de áreas degradadas, correção de solo e armazenagem. “Esse tipo de investimento segue sendo prioritário neste Plano Safra”, disse.

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Freitas, agradeceu o esforço do governo, mesmo em um período de contenção de gastos, pelos recursos destinados ao plano. Segundo ele, sem o crédito rural e o Plano Safra, o setor não teria força para produzir e atender a demanda brasileira e mundial. “Ele [Plano Safra] atende as prioridades dos produtores rurais. Nosso setor continuará produzindo mais para os brasileiros e todo o mundo”, disse.

Conheça aqui o Plano Safra 2019/2020

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Levantamento da Conab indica que Brasil deve produzir 238,9 milhões de toneladas de grãos

O 9º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a produção no Brasil para este período pode chegar a 238,9 milhões de toneladas. Este número representa um crescimento de 4,9% ou 11,2 milhões de t, se comparado à safra de 2017/18. A área plantada deve ficar em 62,9 milhões de hectares e apresentou um crescimento de 1,9%, em relação à safra anterior. Os maiores aumentos de área identificados são de soja, 672,8 mil hectares, milho segunda safra, 795,3 mil hectares e algodão, 425 mil hectares.

A produção do milho primeira safra está estimada em 26,3 milhões de t. O destaque é para a Região Sul do país, que representa mais de 45% desse total. Houve uma redução de 2% na área cultivada para esta cultura, especialmente em Minas Gerais, Maranhão e no Piauí. Já o milho segunda safra teve um aumento de 31,1% na produção, impulsionado principalmente pelos incrementos esperados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A área cultivada também alcançou um acréscimo de 6,9%, em comparação 2017/18.

A soja deve alcançar uma produção de 114,8 milhões de t, 3,7% a menos do que a safra 2017/18. Deste total, 78% estão nas Regiões Centro-Oeste e Sul. Houve um crescimento de 1,9% na área de plantio.

A produção de arroz está prevista em 10,5 milhões de t, 12,9% menor que a safra passada, principalmente em razão das reduções ocorridas nos estados produtores de destaque: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Tocantins.

Finalmente, para o feijão primeira safra houve uma diminuição de 13,2% na área e 22,8% na produção estimada em comparação a 2017/18. O destaque foi para as variações de área no Piauí e no Paraná. O feijão segunda safra teve 1,47 mil hectares cultivados, com destaque para Ceará, Mato Grosso e Paraná, como as maiores áreas plantadas neste período. O plantio do feijão terceira safra ainda está em andamento, com estimativa de área semeada de 591 mil hectares.

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Com o início do plantio, a partir de abril, estima-se a produção das culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale) em cerca de 0,8% superior à obtida em 2018.

Clique aqui para obter mais informações sobre a produção de grãos no Brasil.

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Lei que simplifica o georreferenciamento de propriedades rurais é sancionada

com informações da Agência Senado

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.838 de 2019. Oriunda do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 120/2017, a nova lei dispensa a carta de anuência no processo de georreferenciamento de imóveis rurais. Com a dispensa da anuência expressa dos confrontantes para realização da descrição georreferenciada, bastará a declaração do próprio requerente de que respeitou os limites e as confrontações.

A iniciativa deve beneficiar mais de 15 milhões de pequenos, médios e grandes produtores em todo o país. O projeto pretende resolver litígios ocorridos há muitas décadas, quando as medições das propriedades não eram precisas, o que contribuiu para gerar insegurança jurídica em todo o país.

O procedimento do georreferenciamento é bastante cuidadoso, porque envolve trabalho e tecnologia de alta precisão, o que confere total confiabilidade ao processo. Além da tecnologia, há os marcos cravados nas divisas das propriedades. Ao final, o Incra valida o georreferenciamento, encaminhando o mesmo para averbação em cartório.

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Santa Catarina é o maior exportador de carne de frango do Brasil

Santa Catarina volta a ocupar o primeiro lugar no ranking brasileiro de exportações de carne de frango. O estado, que também é o maior produtor nacional de suínos, responde por 39% de todo faturamento gerado com os embarques de carne de frango no país em 2019. De janeiro a maio deste ano, o agronegócio catarinense já embarcou 626,9 mil toneladas do produto, gerando receitas que passam de US$ 1,08 bilhão.

“O agronegócio catarinense se tornou uma referência internacional em qualidade da produção agropecuária, no cuidado com a saúde dos rebanhos e a segurança alimentar. Hoje, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo, o setor agropecuário é o carro chefe da nossa economia, gerando emprego e renda ao longo de toda a cadeia produtiva. A alta nas exportações mostra que estamos no caminho certo”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina. De janeiro a maio de 2019, o estado retomou o crescimento nos embarques internacionais, principalmente de cortes com maior valor agregado. Em comparação com o mesmo período de 2018, Santa Catarina ampliou em 61% as vendas externas desse produto esse ano, tanto em faturamento quanto em quantidade.

Os maiores mercados para a produção catarinense de carne de frango são Japão, China, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Holanda – todos apresentam crescimento acima de 30% nas compras este ano. E as expectativas são de que os bons resultados se mantenham ao longo de 2019, impulsionados principalmente pelo crescimento das vendas de carnes para a China.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, explica que, desde agosto de 2018, a suinocultura chinesa enfrenta uma severa crise em decorrência de um surto de peste suína africana que, segundo algumas projeções, pode reduzir a produção de carne suína do país em até 30%. “Para atender a demanda interna, a China necessitará importar maiores quantidades de carne suína e outras substitutas, como a carne de frango e a bovina. Além disso, a renovação e ampliação das cotas de exportação de carne de frango para o México também deve gerar impactos positivos sobre o setor nos próximos meses”, ressalta.

Os números são do Ministério da Economia, que trabalha com uma nova metodologia, e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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Renegociação de dívidas: descontos da Caixa chegam a 90%

A Caixa Econômica Federal lançou uma campanha para renegociação de dívidas de créditos comercias para pessoas físicas e empresas. A Campanha Você no Azul engloba cerca de três milhões de clientes, proporcionando facilidades para regularização de débitos com atraso superior a 360 dias com descontos que variam entre 40% e 90% para liquidação à vista, conforme a situação dos contratos e o tipo de operação de crédito.

A Você no Azul abrange cerca de 2,6 milhões de clientes pessoa física, dos quais 92% poderão quitar suas dívidas à vista por valores inferiores a R$ 2.000,00, e 320 mil pessoas jurídicas, em que 65% tem possibilidade de quitar à vista com valores inferiores a R$ 5.000,00.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a ação facilita a regularização ou liquidação das dívidas em atraso dos clientes que estão com dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros em condições especiais. “Um dos nossos principais objetivos é resgatar o poder de compra e parcelamento dos clientes, adequar seus compromissos à sua realidade financeira, e possibilitar que possa tomar novo crédito no mercado, com a exclusão da restrição em seu cadastro”, disse.

Guimarães ressaltou que essa iniciativa reforça a posição da Caixa como banco social e que segue diretrizes claras do Governo Federal de atender as classes mais carentes da sociedade e que acabam pagando por créditos mais caros. “Quando você está negativado, você está à margem da sociedade e se submete a créditos com taxas de juros de 10%, 15% e até mais de 20%. Regularizando essa situação, essas pessoas e empresas poderão quitar esses empréstimos e buscar créditos mais baratos”, afirmou o presidente da Caixa.

A ação estará vigente por 90 dias em todo o território nacional, e os clientes poderão receber atendimento por meio da internet, pelo telefone 0800 726 8068 (opção 8), nas redes sociais da Caixa no Facebook, Twitter e agências.

Outros canais de atendimento

Para ampliar os canais de atendimento e proporcionar mais conveniência, algumas cidades receberão os Caminhões Você no Azul, que são agências móveis instaladas em cinco caminhões, que realizarão atendimento em grandes cidades.

Os clientes também poderão ser contatados por empresas de recuperação de crédito, contratadas pela Caixa, além de SMS e outras formas de comunicação, que têm como objetivo divulgar as alternativas negociais disponíveis.

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Emater-DF e chef Francisco Ansiliero preparam receitas na Semana do Alimento Orgânico

No próximo sábado (01/06), quem fizer suas compras no Mercado da Agricultura Familiar, na Ceasa do Distrito Federal, poderá degustar uma série de pratos preparados pelo chef Francisco Ansiliero, do Dom Francisco Restaurante, em parceria com a Emater-DF.

A ação faz parte da programação da XV Semana do Alimento Orgânico. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) serão as estrelas da vez, como mangarito e ora-pro-nobis. Das 8h às 12h, serão preparados mangarito sauté, nhoque de mangarito ao molho bolonhesa, purê de mangarito e também servido um molho pesto de ora-pro-nobis.

Extensionistas da Emater-DF vão explicar sobre a importância nutricional das PANCs e indicar onde essas hortaliças podem ser encontradas no Mercado da Agricultura Familiar.

Mangarito

Hortaliça herbácea que já era consumida e apreciada pela população indígena antes do descobrimento do Brasil. Nos dias de hoje seus rizomas são demandados pela alta gastronomia.

Ora-pro-nobis

Planta cactácea trepadeira folhosa, bastante rústica e perene e com alto teor de proteína – com 3 gramas de proteína a cada 100 gramas de folhas.

Serviço:

Oficina de Gastronomia com PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais)

Data: 01/06/2019

Local: Mercado da Agricultura Familiar – CEASA/DF

Horário: 8h às 12h

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