Dez defensivos agrícolas biológicos e orgânicos têm registro publicado

O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União o ato nº 70, com o registro de 10 defensivos agrícolas biológicos e orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional.  Com isso, chega a 24 o número de produtos biológicos e orgânicos registrados em 2019.

Dois destaques na lista publicada são os defensivos biológicos à base dos organismos Heterorhabditis bacteriophora e Hirsutella thompsonii, inéditos no Brasil. O primeiro será usado para o combate à larva-alfinete, uma praga que causa grandes prejuízos para a cultura de batata. Já o produto à base de Hirsutella thompsonii terá uso no controle do ácaro rajado, uma praga que ataca diversas culturas, como soja, feijão, milho e algodão, além de frutas como morango, maçã, pera, uva, maracujá, melancia, abacaxi e cacau.

Também estão entre os defensivos biológicos registrados dois produtos à base de uma mistura de quatro baculovirus, que são vírus que atacam o sistema digestivo de lagartas, e um à base de uma mistura de três organismos microbiológicos para controle de nematoides.

“Os produtos biológicos registrados hoje oferecem novas e interessantes opções aos produtores rurais para controle de importantes pragas da agricultura, como o ácaro-rajado e a larva-alfinete. São importantes ferramentas para um melhor controle de pragas no campo, e também para o manejo da resistência de pragas inseticidas”, diz o coordenador-geral de Agrotóxico e Afins do Ministério, Carlos Venâncio.

Estes produtos são recomendados apenas para pragas, podendo ser utilizados em qualquer cultivo agrícola, podendo substituir outros de origem química.

Em 2018, a produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no Brasil.

Genéricos

Além dos defensivos biológicos e orgânicos, foram publicadas hoje as concessões de registros de 41 produtos genéricos. O objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. Do total de produtos registrados em 2019, 359 são produtos genéricos e 23 são à base de ingredientes ativos novos de origem químico ou biológica.

Pela legislação, quando o período de patente expira, outras empresas podem registrar produtos à base de uma determinada substância que antes tinha o seu fornecimento monopolizado. Os produtos equivalentes são similares a produtos de referência que foram registrados no passado, de uso seguro e comprovado não apenas pelos estudos apresentados aos órgãos envolvidos, como pela comprovação empírica de anos de utilização.

Os genéricos constituem importante política para a quebra dos monopólios e oligopólios no mercado de determinados ingredientes ativos. Uma dinâmica que beneficia a livre concorrência e a competitividade da agricultura nacional.

Registros

Outros seis defensivos que tiveram as concessões de registro publicadas hoje são produtos formulados com base em ingredientes ativos novos. Entre eles, os produtos formulados à base do ingrediente ativo Dinotefuram, que poderão ser usados nas lavouras para combate a insetos sugadores como percevejos e mosca branca. Os produtos formulados à base deste ingrediente ativo terão restrições quanto a dose máxima permitida e proibição de uso no período de floração dos cultivos, restrições estabelecidas pelo Ibama para a proteção de insetos polinizadores.

Com a publicação, chega a 382 o número de registros concedidos em 2019, sendo 214 produtos técnicos, ou seja, destinados exclusivamente para o uso industrial.

Outros 168 são produtos formulados, ou seja, aqueles que já estão prontos para serem adquiridos pelos produtores rurais mediante a recomendação de um engenheiro agrônomo. Destes, 24 são produtos biológicos e/ou orgânicos. Cerca de 48% de produtos formulados autorizados não são efetivamente comercializados, por uma decisão das empresas detentoras dos registros

Nos últimos anos, diversas medidas desburocratizantes foram adotadas para que a fila de registros de defensivos ande mais rápido no Brasil. O objetivo é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e mais ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos antigos, além da liberação de produtos genéricos. Pela lei, nenhum produto atual pode ser registrado com toxicidade maior do que os existentes no mercado.

Tanto no Ministério da Agricultura, como no Ibama, e na Anvisa, os setores responsáveis pela análise de registros de defensivos foram reorganizados e tiveram servidores realocados, o que ocasionou um aumento de produtividade da análise técnica.

O ato publicado contém diversos produtos de origem microbiológica que também contribuíram para o aumento no número de agrotóxicos registrados nos últimos anos. Estes produtos têm um trâmite de registro priorizado, tendo demandado algumas vezes menos de um ano desde o pedido de registro até o deferimento das avaliações técnicas de eficiência.

Pulverizador-4730-John-Deere-1-1.jpg
Produtos biológicos são opção para o controle de importantes pragas da agricultura (Foto: Divulgação)

 

 

Ministério da Agricultura esclarece informações sobre reprocessamento do Leite UHT

com informações da Agência Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarece que as informações que circulam na internet sobre o reprocessamento do Leite UHT (Ultra Alta Temperatura) são falsas. Segundo a mensagem, os códigos numéricos ou imagens no fundo da embalagem longa vida indicariam que o leite foi reprocessado.

“O reprocessamento térmico do leite para consumo humano direto é proibido pelo Parágrafo 8º, do Artigo 255 do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem – RIISPOA, aprovado pelo Decreto no 9.013 de 29 de março de 2017, não podendo ser, de forma alguma, praticado pelos laticínios”, explica a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipoa), Ana Lucia Viana.

20180512_105022.jpg
Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios

O Dipoa, juntamente com as unidades do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), mantém seu trabalho de acompanhamento, fiscalização, inspeção e auditorias da produção dos alimentos de origem animal a fim de garantir que qualquer irregularidade seja evitada.

Ministério da Agricultura cria regulamento para sucos e polpas de frutas artesanais

A produção de polpa e suco de frutas artesanais em estabelecimento familiar rural agora tem regulamento específico. Estes são os primeiros produtos da área de vinhos e bebidas regulamentados na condição de artesanais, que considera os costumes, hábitos e conhecimentos tradicionais, para valorização da diversidade alimentar e do multiculturalismo dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Esses produtos deverão atender aos mesmos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para polpas e sucos de frutas não artesanais. A regulamentação está no Decreto 10.026, publicado no Diário Oficial da União.

“Esta é uma grande conquista para os agricultores familiares ou empreendedores familiares rurais que podem fazer esta distinção do seu produto no rótulo”, diz o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério, Glauco Bertoldo. Precisam ser registrados no Ministério os estabelecimentos e os produtos familiares rurais, tanto no caso polpa como no suco de fruta artesanais.  A produção máxima anual de polpas de frutas foi fixada em 80 mil quilos e de 80 mil litros para o suco de fruta, para não fugir do caráter artesanal.

Conforme o diretor, a responsabilidade técnica pelo estabelecimento poderá ser exercida por técnico habilitado do órgão de extensão rural credenciado na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Com isso, o serviço será prestado pelo governo e o estabelecimento familiar rural não arcará com o custo da contratação desse profissional.

Fiscalização

A fiscalização será, prioritariamente, orientadora. Será feita a dupla visita para correções. Mas a autuação será imediata com lavratura do auto de infração, nas hipóteses de reincidência ou infração por alteração proposital, adulteração, falsificação, fraude, embaraço ou impedimento à fiscalização.

O Decreto também estabeleceu um valor máximo para aplicação de multa de R$ 6 mil, no caso de infrações, que pode ser multiplicado pela quantidade de Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ou documentos correlatos inscritos nos casos de consórcio, associação, agrupamento ou cooperativa de produtores.

Informações

As informações sobre registro de estabelecimento e de produtos estão disponíveis no site do Mapa.

Outras informações podem ser obtidas nos serviços de inspeção vegetal das Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no seu Estado.

fdb676872d45808eed27c9baa62547c7
Para não fugir do caráter artesanal, a produção máxima anual foi fixada em 80 mil quilos para polpas de frutas e em 80 mil litros para o suco de fruta (Foto: Divulgação)

 

 

Conab: monitoramento agrícola mostra que precipitações atrasam plantio da soja

A edição de setembro do Boletim de Monitoramento Agrícola, publicação que traz as análises meteorológicas realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revelou que as precipitações de chuva na Região Central do Brasil impossibilitaram o início do plantio da soja nos estados em que o vazio sanitário terminou.

Por outro lado, de acordo com a pesquisa, as precipitações ocorridas na maior parte da Região Sul, favoreceram o desenvolvimento do trigo. A chuva ocorrida na região da SEALBA (Alagoas, Sergipe e Leste da Bahia) também ajudou a cultura do milho. O Índice de Vegetação, outro indicador monitorado no estudo, indicou boas condições para o desenvolvimento das culturas de inverno no estado do Rio Grande do Sul. Já os gráficos do Paraná mostraram uma redução no desenvolvimento do trigo devido às intempéries climáticas.

As análises ocorreram entre os dias 1º e 15 de setembro e tiveram como foco principal os cultivos de inverno. O Boletim de Monitoramento dá apoio tanto para as atividades de estimativa de safra, quanto à formação de conjunturas de mercado e gestão de estoques da Companhia. As condições atuais das lavouras são avaliadas por meio do monitoramento agrometeorológico nas principais regiões produtoras do país, em complementação aos dados de campo. O objetivo da combinação de coleta e análise de dados é gerar diagnósticos precisos da safra, para garantir a assertividade das estimativas de produção.

maxresdefault

UFBA: mortalidade por suicídio é maior para trabalhadores da agropecuária

No mês dedicado, mundialmente, à prevenção ao suicídio, os dados brasileiros reforçam o alerta: mais de 8,5 mil casos são registrados por ano no país. E essas mortes podem variar de acordo com os postos de trabalho ocupados. É o que aponta um estudo do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). Segundo o levantamento, trabalhadores da agropecuária têm a maior mortalidade por suicídio no Brasil entre todas as categorias investigadas.

A pesquisa analisou dados de 2007 a 2015, quando foram registrados 77.373 suicídios no país. No primeiro ano, a mortalidade entre os agropecuaristas foi 16,6 por 100 mil habitantes. Em 2015, esse índice saltou para 20,5, o que equivale ao dobro da média para todos os trabalhadores em geral. Os pesquisadores analisaram registros do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

“Nossa intenção foi verificar se houve diferenças da mortalidade por suicídio entre grupos ocupacionais, sugestivas da participação de fatores laborais na sua determinação”, explica a professora Vilma Santana, coordenadora do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador do ISC/UFBA, que liderou o estudo. Segundo ela, a associação entre trabalho na agropecuária e suicídio não é exclusiva do Brasil. “Em várias regiões do mundo, estudos confirmam essa relação”, observa.

Fatores como baixa renda, instabilidade no emprego, pressão por produtividade, o acesso limitado à educação e aos serviços de saúde de qualidade podem ser algumas das hipóteses para o maior risco de suicídios entre os trabalhadores da agropecuária. Ainda de acordo com os pesquisadores, vários estudos também sugerem que a exposição a substâncias químicas, presentes nos agrotóxicos, pode ser uma causa importante.

“Muitas dessas substâncias podem levar à depressão, ansiedade, dentre outros transtornos mentais, ou ainda doenças neurodegenerativas, que podem contribuir para o suicídio” destaca a pesquisadora Milena Cordeiro, coordenadora do estudo.

Outros grupos

Os trabalhadores da indústria registraram a segunda maior taxa de suicídio no país, a que mais cresceu no período. Em 2007, a taxa entre os industriários foi de 10,8 por 100 mil habitantes, passando para 14,2 em 2015. Isso equivale a um crescimento de 30% na mortalidade por suicídio.

Na avaliação para homens e mulheres, separadamente, as maiores estimativas continuam sendo para o sexo masculino em todos os anos do estudo, tanto entre os agropecuários como entre os industriários. “Quando analisamos por idade, verificamos que, na agropecuária, não houve predomínio dos homens em relação às mulheres que suicidaram. Mas, sim, na medida em que envelheceram, quando a mortalidade por suicídio ficou novamente maior entre os homens. Na indústria, o risco de suicídio foi sempre maior no sexo masculino, sem diferenças significativas relativas ao grupo ocupacional”, explica Vilma Santana.

Ainda de acordo com o levantamento, servidores de instituições militares, a exemplo das Forças Armadas, bombeiros e policiais, também apresentaram um risco de suicídio elevado. No entanto, o número absoluto de casos no período do estudo, menos de 100 entre os homens e de 30 em mulheres, limita as conclusões. Para os pesquisadores, são necessários estudos específicos mais adequados às características desses servidores.

“Alguns subgrupos ocupacionais também tiveram estimativas elevadas, como os vendedores e trabalhadores dos serviços de proteção e segurança, assim como empregadas domésticas, que também precisarão ser focalizados em pesquisas específicas”, avalia Milena Cordeiro.

Para a professora Vilma Santana, além de traçar um panorama sobre a mortalidade por suicídio no país, os achados do estudo também servem de alerta para a incorporação das ações de prevenção no ambiente de trabalho por meio de programas de promoção da saúde e qualidade de vida no âmbito das empresas e instituições. “A desestigmatização das doenças mentais e o fortalecimento de redes de apoio favorecem o acolhimento e propiciam o correto encaminhamento”, conclui.

hgdsa
Campanha Setembro Amarelo (Foto: Divulgação / YouTube)

 

Ministério da Agricultura publica produtos da agricultura familiar com desconto em setembro

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no Diário Oficial da União a relação dos produtos e dos estados contemplados em setembro pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) com direito ao desconto nas operações de crédito junto a instituições financeiras. A relação, que está na Portaria nº 4.205, vale para o período de 10 de setembro a 9 de outubro deste ano.

Os produtos que tiveram queda no preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito obtido junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O desconto concedido é correspondente à diferença entre o preço de mercado e o de garantia.

De acordo com a Coordenação-Geral de Financiamento da Agricultura Familiar do Mapa, o desconto é aplicado pelo banco que operou o Pronaf sobre o valor do pagamento para os produtos da lista, para que os agricultores tenham assegurado, no mínimo, o custo de produção para garantir o pagamento.

Os produtos considerados com bônus são: açaí, babaçu (amêndoa), borracha natural cultivada, castanha de caju,  cará/inhame, feijão caupi, laranja, mamona em baga, maracujá, mel, raiz de mandioca e tomate.

Para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.

Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Tocantins, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Algumas das culturas terão bônus acima de 51%, como é o caso do babaçu (amêndoa) para agricultores de Maranhão. O produto, que tem preço de garantia de R$ 3,04/ kg, teve o preço de mercado no último mês registrado em R$ 1,46/ kg, o que representa queda de 51,97%.

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br ou pelo telefone (61) 3218.2603.

Confira os produtos, estados e os bônus que estarão vigentes entre 10 de setembro e 9 de outubro deste ano:

copy_of_PGPAF

Conab: fechamento da Safra Nacional de Grãos aponta produção recorde de 242,1 milhões de toneladas

Com um crescimento de 6,4% na produção, este ano o país deverá colher 242,1 milhões de toneladas de grãos. Além de ultrapassar os 227,7 milhões da safra anterior (2017/18), os dados confirmam a safra 2018/19 como recorde da série histórica. O crescimento deve-se à maior produção nas culturas de algodão e milho. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No caso do algodão, a pesquisa realizada pela estatal revelou um crescimento de 35,9% na produção, com volume estimado de 4,1 milhões de toneladas do caroço e 2,7 milhões de t do algodão em pluma. Entre os motivos estão a taxa de câmbio, a evolução dos preços e outros fatores, que levaram os produtores a expandir a área plantada, principalmente nos estados da Bahia e Mato Grosso. Com isso, a previsão de exportação da pluma também deverá superar a do ano passado em mais de 50%, alcançando pela primeira vez a marca de 1,5 milhão de toneladas.

Já com relação ao milho, a safra total chega a quase 100 milhões de toneladas. Houve aumento na segunda safra, com crescimento de 36,9% e previsão de produção recorde de 73,8 milhões de t, e queda na primeira safra, com 26,2 milhões de t, 2,3% menor que a anterior. No quadro de oferta e demanda da Conab, o produto mostra ainda uma expectativa de exportação recorde, de quase 35 milhões de toneladas.

O feijão apresentou bons resultados apenas na segunda e terceira safras, com aumento de 6,3% e 21,2% respectivamente. Mas não foi suficiente para garantir aumento no número total, que fechou 3% abaixo do ano anterior, com cerca de 3 milhões de toneladas nas três safras. Já no caso do arroz, a produção de 10,4 milhões de toneladas é 13,4% menor que a obtida em 2017/18, devido à redução de área e produtividade ocorridas nos principais estados produtores.

A soja também sofreu redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. Houve, contudo, o crescimento na área de plantio em 2,1%. Com o fim da colheita próximo (restam apenas algumas áreas na Região Norte e Nordeste), e mesmo com o decréscimo no percentual, esta consolida-se como a segunda maior produção de soja na série histórica da Conab.

Safra de Inverno 2019

A produção de trigo está estimada em 5,4 milhões de t, com uma área de 2 milhões de hectares, 0,2% maior que em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha na safra passada, para 564,8 mil ha.

agro

Seminário “O Protagonismo do Agro em Goiás”

Fortalecer o agronegócio através da gestão financeira e políticas públicas, bem como melhorar as relações entre empresários rurais, órgãos de regulação e Estado. O seminário “O Protagonismo do Agro em Goiás“, que acontece no dia 13/09, em Goiânia, tem como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico da região e, consequentemente, do Brasil.

O evento apresentará uma série de ferramentas essenciais para a promoção e profissionalização da atividade rural, que permitirão vencer o desafio da sucessão familiar, otimizar a gestão, ampliar a competitividade, melhorar as relações entres empresários rurais, órgãos de regulação e Estado e, dessa forma, obter ganhos expressivos de produtividade, ampliando a sua contribuição com a economia do país.

5d5d5d284ad1b

 

Valor da produção agrícola nacional cresce 8,3% e atinge recorde de R$ 343,5 bilhões

Após cair em 2017, o valor da produção agrícola do país cresceu 8,3% em 2018, chegando a R$ 343,5 bilhões e atingindo novo recorde na série histórica iniciada em 1974. A alta foi puxada, principalmente, pelas commodities soja, algodão e café total, que tiveram aumentos de, respectivamente, 13,6%, 52,3% e 22,0%.

A área plantada, no entanto, caiu 0,6%, ficando em 78,5 milhões de hectares, influenciada pela redução de 1,2 milhão de hectares (-6,8%) na área cultivada do milho, devido à falta de chuvas na época do plantio.

A supersafra de grãos de 2017 não foi superada em 2018. Mesmo com os acréscimos de 29,0% na produção de algodão herbáceo (caroço), 43,5% na aveia, 2,8% na soja e 24,8% no trigo; o recuo de 16,0% na produção do milho – equivalente a 15,6 milhões de toneladas – foi fator predominante para o decréscimo de 4,7% no total produzido pelo grupo dos cereais, leguminosas e oleaginosas, que ficou em 227,5 milhões de toneladas.

A soja foi responsável por 37,1% do valor da produção agrícola, mantendo-se no topo do ranking desde 1994, com exceção ao ano de 1996, quando a cana-de-açúcar alcançou a primeira posição. Na sequência, os principais produtos foram a cana (15,2%), o milho (11,0%), o café total (6,6%) e o algodão herbáceo (em caroço) (3,7%).

agro

São Paulo é o estado com maior valor da produção, com 15,5% de participação nacional, seguido de Mato Grosso, que aumentou seu percentual de 13,7% para 14,6%. Bahia e Mato Grosso do Sul também aumentaram seus percentuais na participação nacional, alcançando 5,7% e 5,6%, respectivamente. Esses estados aumentaram, em 2018, a produção de soja e algodão herbáceo, além de serem importantes produtores de milho.

Em relação aos municípios, os maiores valores de produção foram em São Desidério (BA), com R$ 3,6 bilhões; Sapezal (MT), com R$3,3 bilhões; e Sorriso (MT), com R$3,3 bilhões.

A pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2018 traz informações em nível de municípios sobre a área plantada, área destinada à colheita, área colhida, a quantidade produzida, rendimento médio obtido e valor da produção de 64 produtos agrícolas. Acesse a publicação completa e o material de apoio para mais informações.

Soja, algodão e café atingem recordes de produção e valor da produção

O recorde de R$ 343,5 bilhões do valor da produção da safra 2018 foi puxado pelos aumentos na produção de três importantes commodities brasileiras: a soja, o algodão herbáceo e o café total, que também atingiram recordes nas duas variáveis.

No topo do ranking de valor da produção, a soja teve crescimento de 2,8% na produção e de 13,6% no valor da produção, totalizando 117,9 milhões de toneladas que atingiram R$ 127,5 bilhões. Essa alta dos preços da soja foi influenciada pela briga comercial entre a China e os Estados Unidos e a quebra de safra na Argentina. Foram plantados 34,8 milhões de hectares de soja no país, ou seja, 4,1% do território nacional. Os maiores produtores de soja foram o Mato Grosso, com 26,8% de produção; Paraná (16,1%) e Rio Grande do Sul (14,8%).

O algodão herbáceo (em caroço) teve crescimento de 29,0% na produção, com 5,0 milhões de toneladas. O valor da produção chegou a R$ 12,8 bilhões, uma alta de 52,3%, motivada pelo decréscimo do estoque mundial e pela alta demanda. Com o aumento do preço, os produtores expandiram a área plantada em 23,9%, chegando a 1,2 milhão de hectares, a maior desde 2012. No ranking de valor de produção, o algodão ocupa a 5ª posição. Em relação ao caroço de algodão, o Mato Grosso, com 2,0 milhões de toneladas, e a Bahia, com 761,1 mil toneladas, são os principais produtores do país, responsáveis por mais de 90% da produção.

Em ano de bienalidade positiva (característica fisiológica da espécie arábica, que alterna anos de elevada produção com anos de baixa produção), o café total teve uma produção de 3,6 milhões de toneladas, 32,5% superior ao ano anterior. O valor da produção subiu 22,0%, chegando a R$ 22,6 bilhões e ocupando a 4ª posição no ranking de valor de produção. Do total produzido, 75,0% refere-se ao café arábica (2,7 milhões de toneladas), com valor da produção de R$ 18,1 bilhões. Os principais produtores de café arábica são Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Já o café canephora teve uma produção de 889,8 mil toneladas, que chegaram a R$ 4,5 bilhões, e os principais estados produtores são Espírito Santo, Bahia e Rondônia.

Seca afeta produção de milho e eleva preços do cereal

A seca afetou a produção de milho e a safra de 2018 foi 16,0% inferior à de 2017 – o equivalente a 15,6 milhões de toneladas –, ficando em 82,3 milhões de toneladas. Com a menor oferta nacional e internacional, já que a Argentina também sofreu problemas climáticos, o valor da produção chegou a R$ 37,6 bilhões, um aumento de 14,1%.

As condições climáticas adversas causaram perdas de produção no Rio Grande do Sul (-24,8%), Paraná (-27,3%), Mato Grosso do Sul (-24,3%), Mato Grosso (-12,6%) e Goiás (-10,6%). Dentre os 10 maiores estados produtores de milho, apenas Bahia e Piauí apresentaram acréscimo de produção, com altas de 18,3% e 5,5%, respectivamente.

Os 20 maiores municípios produtores de milho estão na região Centro-Oeste e juntos foram responsáveis por 24,1% de toda a produção nacional. Os principais estados produtores são Mato Grosso, Paraná e Goiás.

Safra de grãos cai 4,7% em 2018

A supersafra de grãos de 2017 não foi superada em 2018. Impactada pela redução da produção de milho, a safra de grãos caiu 4,7% em 2018, ficando em 227,5 milhões de toneladas. O valor da produção para esse grupo, no entanto, foi recorde, ficando em R$ 198,6 bilhões.

Dos cereais de inverno (aveia, centeio, cevada, trigo e triticale), apenas o triticale teve redução de produção. Já em termos de valor da produção, todos tiveram acréscimo. O motivo para a alta de preços foi a redução da produção desses itens em seus principais países produtores, especialmente o trigo russo, devido a problemas climáticos.

No Brasil, foram produzidos 5,4 milhões de toneladas de trigo, alta de 24,8%. O valor da produção foi de R$ 3,8 bilhões, acréscimo de 61,1%, sendo o maior preço pago na tonelada desde a criação do Plano Real.

Paraná foi o recordista em produção de cereais de inverno, colhendo 3,3 milhões de toneladas, com valor de produção de 2,4 bilhões de reais, sendo o trigo o produto de maior produção, deste grupo, no estado.

Região Centro-Oeste, estado de São Paulo e município de São Desidério (BA) têm os maiores valores de produção

Com R$ 95,9 bilhões, a região Centro-Oeste alcançou o maior valor de produção. Em todas as grandes regiões, o principal produto foi a soja, com exceção da região Sudeste, que tem a cana-de-açúcar como principal lavoura.

São Paulo é o estado com maior valor da produção, com 15,5% de participação nacional, seguido de Mato Grosso, que aumentou seu percentual de 13,7% para 14,6%, Bahia (5,7%) e Mato Grosso do Sul (5,6%). Esses estados aumentaram, em 2018, a produção de soja e algodão herbáceo, além de serem importantes produtores de milho.

Em relação aos municípios, o maior valor de produção foi em São Desidério (BA), que saiu da 3ª para 1ª posição, com R$ 3,6 bilhões. Os produtos mais importantes do município são a soja, o algodão e o milho.

Sapezal (MT), com R$3,3 bilhões, se manteve na segunda colocação entre os municípios, sendo o algodão, a soja e o milho os principais produtos cultivamos.

Já o município de Sorriso (MT), com R$3,3 milhões, caiu da primeira para a terceira posição, tendo a soja, o milho e o algodão como principais produtos.