Atividade econômica cresce 4,5% em 2021, diz BC

com informações da Agência Brasil

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,33% em dezembro de 2021, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O BC informou que, na comparação com dezembro de 2020, o índice apresentou alta de 1,30%, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). A taxa chegou a 139,73 pontos. No acumulado do ano, o IBC-Br ficou em 4,5%.

O índice, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 10,75% ao ano.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. Segundo o BC, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com variação positiva de 0,01% na comparação com o período compreendido entre julho e setembro, também considerando os dados dessazonalizados.

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021. O resultado, porém, está em linha com a revisão dos dados do PIB feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

com informações da Agência Brasil

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior.

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

Conab estima aumento de 5% na produção de grãos da safra 2021/2022

com informações da Agência Brasil

Apesar das adversidades climáticas decorrentes do fenômeno La Niña, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que produção brasileira de grãos na safra 2021/2022 será 5% maior que a do período anterior (2020/2021).

O 5º levantamento relativo à atual safra estima que os produtores devem colher cerca de 268,2 milhões de toneladas de grãos – cerca de 12,79 milhões de toneladas a mais que as 255,41 milhões de toneladas da temporada passada.

Ainda melhor que o resultado da temporada 2020/2021, o total esperado representa uma redução das expectativas em comparação ao boletim divulgado em janeiro, no qual a companhia estatal estimava que a produção nacional de grãos poderia atingir 284,4 milhões de toneladas. Volume que, se alcançado, representaria um incremento de 12,5% em comparação ao do período anterior.

Um dos principais produtos exportados pelo Brasil, a soja deve amargar uma queda de produtividade de cerca de 9% em comparação à safra passada. Segundo a Conab, 16,8% das lavouras dedicadas ao cultivo da oleaginosa já foram colhidas. E ainda que o plantio tenha ocorrido dentro da janela ideal, adversidades climáticas afetaram as principais regiões produtoras a partir de novembro, gerando uma expectativa de que a produção total nacional não ultrapasse 125,47 milhões de toneladas, enquanto as exportações do produto devem ficar na casa das 80 milhões de toneladas. No boletim anterior, a previsão era de que a produção da oleaginosa atingisse 140,50 milhões de toneladas e as exportações, 89,31 milhões de toneladas.

Já em relação ao milho, a Conab acredita que a produção se recupere das dificuldades iniciais e que os produtores consigam colher 112,34 milhões de toneladas do grão – resultado 29% superior ao de 2020/21. O resultado da primeira safra deve permanecer em 24 milhões de toneladas, ficando muito próximo ao total colhido na temporada passada. Já para a segunda safra é esperado    aumento de 47% na colheita, podendo chegar a 86 milhões de toneladas. A maior produção e o real desvalorizado frente as principais moedas devem favorecer a exportação de cerca de 35 milhões de toneladas de milho.

Área cultivada

Devido tanto à redução da área cultivada, quanto a menor produtividade por hectare, a produção total de feijão deve se manter em torno das mesmas 3 milhões de toneladas do período anterior, sendo que a primeira safra da atual temporada deve apresentar uma queda na colheita de 4,2% – resultado que os técnicos da Conab acreditam que só não será pior porque a expectativa é que as próximas duas safras da leguminosa apresentem recuperação.

No caso do arroz, a Conab estima que a colheita deve atingir 10,57 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará uma queda da produção em torno de 10%. O algodão, por sua vez, já está semeado em cerca de 79,6% da área destinada ao cultivo e a expectativa da estatal é que a produção cresça próximo a 15%, chegando a 6,6 milhões de toneladas. Além disso, a companhia estima que o volume do produto exportado deve ser 2,5% superior ao do último ano, alcançando 2,05 milhões de toneladas.

Em seu 5º Levantamento da Safra de Grãos 2021/2022, cuja íntegra está disponível na internet, a Conab aponta as questões climáticas como um dos fatores determinantes para o cenário previsto por seus técnicos. Informação que o presidente da estatal, Guilherme Ribeiro, destacou, em nota divulgada hoje.

“O desempenho da atual safra sofre impacto da forte estiagem, verificada nos estados da Região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, que justifica as perdas expressivas nas produtividades estimadas, sobretudo nas lavouras de soja e milho”, sustenta o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro, em nota. “Mesmo com índices pluviométricos mais regulares em comparação ao registrado em dezembro do ano passado, a chuva registrada em janeiro na região Sul não foi suficiente para atingir a média em toda a região”, pondera Ribeiro.

Exportação dos Cafés do Brasil atinge 40 milhões de sacas em 12 meses

As exportações dos Cafés do Brasil no total acumulado em doze meses, especificamente no período de fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, atingiram um volume físico total equivalente a 40,16 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário de US$ 161,92, e receita cambial de US$ 6,5 bilhões. Caso tal receita seja convertida para a moeda corrente do nosso País, considerando a média mensal do câmbio, no período ora em destaque, esse montante equivale a aproximadamente R$ 35,4 bilhões.

Desse volume total exportado, 36 milhões de sacas foram de café verde, das quais 32,4 milhões de café da espécie Coffea arabica e 3,6 milhões de café da espécie Coffea canephora (robusta e conilon). Além disso, as exportações também contabilizaram o equivalente a 4,07 milhões de sacas de café solúvel e 47,2 mil de café torrado e moído.

Neste mesmo contexto da performance dessas exportações, exclusivamente no mês de janeiro do corrente ano, as vendas brasileiras de café aos importadores somaram 3,23 milhões de sacas de 60kg, sendo 2,9 milhões de café verde; 318 mil sacas de solúvel e, em complemento, 3 mil de torrado e moído. Vale destacar ainda que o preço médio da saca exportada nesse mês foi de US$ 216,98, o que gerou uma receita de US$ 3,87 bilhões.

Conforme os números e dados estatísticos, que estão sendo objeto desta análise e divulgação do desempenho das exportações dos Cafés do Brasil, os quais constam do Relatório mensal janeiro 2022 do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, as exportações de café arábica corresponderam a 87,2% do total vendido ao exterior em janeiro de 2022. E, adicionalmente, o café solúvel correspondeu a 9,9%, o robusta a 2,8%, e o torrado & moído a 0,1%, totalizando 100% das exportações. Tal Relatório encontra-se também disponível no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café.

Chamada pública da Embrapa para inovação na agricultura tem recursos do MCTI

Segue aberto até o dia 18 de fevereiro, o chamamento público da Embrapa para seleção de empresas parceiras do AgNest, farm lab para agtechs. A iniciativa é liderada pela Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Agricultura Digital, com o apoio da Secretaria de Inovação e Negócios da Empresa. O projeto recebeu financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com recursos aplicados no aprimoramento da infraestrutura local para instalação de ferramentas de conectividade, sensores, máquinas e equipamentos.

O ambiente de inovação vai funcionar como um laboratório vivo para o desenvolvimento de soluções digitais e sustentáveis para a agricultura. O edital é direcionado a empresas de grande porte da área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e da indústria agropecuária, que vão participar da estruturação e implementação do empreendimento e farão parte do conselho gestor como parceiros fundadores.

Localizado em Jaguariúna (SP), o AgNest vai dar suporte para startups do agronegócio (agtechs e foodtechs) atuarem na criação, validação e demonstração de novas soluções. Serão estruturadas áreas experimentais com conectividade para realização de operações agropecuárias em cultivos diversos, espaços para desenvolvimento de protótipos de soluções tecnológicas e para capacitações e eventos.

“Esse ambiente de inovação tem o formato de uma fazenda operacional em menor escala e com toda a estrutura para ações que vão da ideação, pesquisa e desenvolvimento, até ações comerciais realizadas pelas agtechs e, também, pelas corporações ali presentes”, explica o pesquisador da área de negócios da Embrapa Agricultura Digital, Vitor Mondo.

O empreendimento vai funcionar no modelo plug and play, em que as empresas parceiras e as startups, isoladas ou conjuntamente, podem acessar o ambiente de laboratório vivo para experimentações. O objetivo é impulsionar a geração de soluções baseadas, por exemplo, em internet das coisas, big data, inteligência artificial e automação, que busquem o aumento de eficiência e de produtividade dos sistemas de produção agropecuária, com sustentabilidade.

Neste primeiro chamamento serão selecionadas uma empresa do setor de tecnologia da informação e comunicação e três da indústria, das áreas de insumos, biotecnologia, máquinas e implementos, alimentos, agricultura de precisão e serviços agropecuários. As empresas vão contribuir com uma taxa anual para manutenção do empreendimento e poderão trazer startups associadas para utilizarem toda a estrutura do AgNest, além de promover eventos, como demonstrações e dias de campo.

O modelo de governança é baseado em parceria público-privada, tendo a Embrapa como instituição âncora em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) dentro do conselho gestor, ao lado dos demais parceiros. As empresas selecionadas por meio do chamamento público deverão atender aos requisitos de habilitação descritos no edital.

Entre outros critérios de classificação, estão a atuação em inovação ou transformação digital para o agronegócio, a interação com startups e instituições de ciências, tecnologia e inovação e a adoção de políticas para melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

“Após este chamamento dos parceiros fundadores, nas etapas seguintes haverá outras oportunidades de inserção no AgNest, abrindo possibilidades de convergência de conhecimento, recursos, interesses e experiência, no papel de parceiros de inovação, parceiros acadêmicos, agentes de inovação e agtechs”, destaca a chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer.

Laboratório vivo para agtechs

O AgNest vai ocupar um campo experimental situado na Embrapa Meio Ambiente, com aproximadamente 60 hectares, metade deles destinados a atividades agrícolas. Utilizada tradicionalmente para a pesquisa, a área tem histórico de implantação de culturas perenes, semi-perenes, é apta para cultivos anuais de verão, como grãos e fibras, e também comporta a implantação de sistemas de irrigação, o que permite o cultivo de culturas de inverno, como trigo, cevada e aveia. A área vai dispor de diferentes tecnologias de conectividade, permitindo que uma variedade de soluções para agricultura digital sejam desenvolvidas no mesmo ambiente. O empreendimento está localizado a 10 minutos de Campinas (SP), considerado um importante polo de ciência, tecnologia e inovação, com a presença de universidades e institutos de pesquisa, e uma concentração considerável de empresas privadas, aceleradoras, incubadoras e investidores. Também está a apenas 1h30 de São Paulo, cidade com maior número de agtechs do Brasil.

Acesse aqui o edital de chamamento público. Mais informações sobre o edital podem ser obtidas em contato pelo e-mail agnest-l@embrapa.br.

Global tech conference ‘LEAP’ in Riyadh spotlighted challenges of Fourth Industrial Revolution

Riyadh hosted one of the world’s largest tech conferences, serving as a meeting place for the global tech community to discuss the most prominent social and cultural challenges facing the world.

LEAP, organized by the Saudi Ministry of Communications and Information Technology, had a lineup of more than 400 speakers from 80 countries and included the participation of over 700 emerging technology companies and startups.

Participation of Tech Pioneers

One of the global tech companies participating in the event was Micro Focus. The company specializes in software solutions and is a leading provider of enterprise programs globally, offering services to thousands of global customers to manage the core elements of their IT businesses.

At the conference, Micro Focus showcased the latest technology in IT service Management, Cybersecurity, Application Modernization, and Digital Transformational. Additionally, Gonzalo Usandizaga, President of International, Middle East, Micro Focus, highlighted technologies of the Fourth Industrial Revolution, such as artificial intelligence and robotics, and their impact on the future of work and employment.

Major Tech Shifts

Usandizaga said that Saudi Arabia is undergoing major tech changes, especially due to the Kingdom’s Vision 2030, resulting in various Saudi sectors being disrupted by the Fourth Industrial Revolution. “A major tech event in the Kingdom at the global level such as LEAP reflects the qualitative shift that Saudi Arabia is experiencing in various areas, in particular the tech sector in which Saudi Arabia has demonstrated its superiority,” he said.

Usandizaga said Micro Focus was proud to be a part of the conference, which he said provided “a link between revolutionary pioneers and technology innovators, and business leaders, governmental entities, investors and others.”

The Fourth Industrial Revolution and the Future of Work

In his presentation at LEAP, Usandizaga spotlighted the contributions of the Fourth Industrial Revolution and AI technologies in reshaping the future of work, developing technologies, and creating new jobs; and henced the need to reimagine and reinvent work and most importantly Leadership.

According to Usandizaga, redesigning work in this way can streamline processes, increase efficiency, and enhance operational flexibility and agility.

The Fourth Industrial Revolution will also foster changes in hiring practices and expand the pool of available candidates and increase diversity for companies while helping to ease the broad workforce transitions that will play out across all countries. Eventually, this will change economies and societies, and make our world more interconnected than ever before.

Digitalization in Saudi Arabia

Usandizaga said that Vision 2030 has helped speed up digitization in all sectors of the Kingdom, praising Saudi Arabia’s use of AI to deal with the repercussions of the COVID-19 pandemic, through several smart programs and applications.

He added that further technical developments are expected in Saudi Arabia, and that Micro Focus believed in the potential of the Saudi market in the technology sector.

Ministério da Agricultura amplia os períodos de vazio sanitário da soja para 2022

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 516 que estabelece os períodos de vazio sanitário para cultura da soja que deverão ser seguidos pelos estados produtores em todo o país durante o ano de 2022. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. O objetivo é reduzir ao máximo possível o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

“O vazio sanitário da soja é uma medida consolidada, que já vinha sendo adotada por 14 estados produtores de soja nos últimos anos. No entanto, para reforçar a sua importância e aumentar os seus efeitos, o Mapa ampliou sua abrangência para 21 unidades da federação, além de aumentar o período mínimo obrigatório de ausência de plantas semeadas ou voluntárias no campo de 60 para 90 dias”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

A soja é o principal produto de exportação brasileira, e atingiu, em 2021, uma produção de 134 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A ferrugem asiática é considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde o fungo foi relatado em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de vazio sanitário para a cultura da soja:

Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja

Instituído pela Portaria nº 306/2021, o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja, congregando ações estratégicas de defesa sanitária vegetal com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica na prevenção e controle da praga.

As ações no âmbito do programa são coordenadas pelo Ministério da Agricultura, mas a fiscalização e demais procedimentos são de competência dos estados.

Pelo segundo ano consecutivo, plantadeira da Case IH recebe prêmio internacional de inovação

Desenvolvida no Brasil, a plantadeira Fast Riser 6100 conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio internacional AE50. Desta vez, foi o modelo de 3 seções, lançado em 2021, que foi reconhecido pela ASABE (American Society of Agricultural and Biological Engineers – Sociedade Americana de Engenheiros Agrícolas e Biológicos) por suas inovações agrícolas. O sistema patenteado de distribuição de peso nas asas que oferece emergência uniforme das plantas (quando as sementes são plantadas de forma homogênea) é o destaque da plantadeira fabricada na unidade da CNH Industrial de Piracicaba (SP).

A entidade norte-americana leva em consideração os produtos que economizam tempo dos produtores e reduzem custos, ao mesmo tempo que aumentam a segurança do usuário. Anualmente, a ASABE premia 50 produtos com inovações mais significativas nas áreas de engenharia e tecnologia para as áreas agrícolas, alimentares e biológicas. A premiação ocorre há 36 anos e considera produtos fabricados em todo o mundo. Além da Fast Riser, a Case IH conquistou outros dois prêmios.

“É muito importante para a Case IH receber novamente o reconhecimento de um prêmio que prestigia produtos inovadores e com foco em produtividade, dois pilares essenciais para a marca. A Fast Riser com 3 seções possui as mesmas tecnologias da versão maior, o que consideramos uma revolução no plantio de alta performance”, comenta Rodrigo Alandia, diretor de Marketing de Produto da Case IH para a América Latina.

Sucesso nas versões de 48 a 61 linhas de 5 seções, a plantadeira dobrável da Case IH foi lançada com 3 seções, nas versões de 27, 36 e 40 linhas, em junho do 2021. Os novos modelos contam com a melhor transportabilidade do mercado e proporcionam emergência das plantas realmente uniforme, da primeira à última linha.

Mais sobre a plantadeira

Os modelos de 27, 36 e 40 linhas da Fast Riser possuem as mesmas tecnologias da versão maiores de 48 e 61 linhas, porém se destacam por trazerem flexibilidade e facilidade na hora do transporte. “Dobrável, fica com largura de transporte de 3,2m em apenas 1 minuto. Sem precisar sair da cabine, o operador aciona o modo de transporte e pode seguir para o destino dentro da fazendo ou até mesmo rodovia, com segurança e muita agilidade”, comenta André Peres, gerente de Marketing de Produto da Case IH.

A plantadeira dobrável conta ainda com dois reservatórios de sementes com capacidade de até 4.000kg e apenas dois pontos de engraxamento. “Um dos pilares do Agronomic Design é a disponibilidade do equipamento ao agricultor. Tendo uma excelente capacidade dos tanques de sementes e a facilidade de manutenção, o produtor tem a maior disponibilidade da plantadeira, estando muito mais tempo no campo plantando e com muito menos paradas para abastecimento e manutenção”, explica Peres.

Um grande destaque da Fast Riser é o sistema patenteado de distribuição de pesos nas asas, que proporciona precisão absoluta na profundidade de semente em todas as linhas. A região central das plantadeiras dobráveis concentra cerca de 70% do peso do equipamento. Por isso, o sistema hidráulico de distribuição de peso automático distribui de forma automática o peso às laterais da plantadeira, garantindo que todas as linhas da plantadeira tenham o mesmo peso de contato com o solo. O resultado é: total uniformidade de profundidade de sementes e, consequentemente, emergência de 98% das plantas em apenas 3 dias.

Sobre a Case IH

A Case IH coloca a tecnologia ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e café, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores auto propelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da marca a melhor opção do plantio à colheita. A Case IH é uma marca da CNH industrial. Mais informações podem ser encontradas no site caseih.com.br.

Foto: Divulgação

Brasil bate recorde histórico com mais de US$ 1,21 bilhão em exportação de frutas em 2021

O Brasil alcançou recorde histórico de exportação de frutas em 2021, apontam os dados apresentados no Boletim Hortigranjeiro 2022, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No ano, as exportações brasileiras de frutas foram superiores tanto em volume quanto em receita. O faturamento superou US$ 1,21 bilhão, sendo 20,39% acima do computado até dezembro de 2020. O volume total de frutas frescas enviadas ao exterior foi de 1,24 milhão de toneladas, superior em 18,13% em relação ao mesmo período do ano anterior,

Dentre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2021 estão: mangas, com US$ 248 milhões e 20% do total exportado no período; melões, com US$ 165 milhões e 14% de participação; uvas, com US$ 155,9 milhões e 13%; nozes e castanhas, com US$ 151,9 milhões e 13%; limões e limas, com US$ 123,8 milhões e 10% de participação.

As exportações das frutas nacionais em 2021 tiveram como principais destinos a União Europeia (48%), os Estados Unidos (16%), o Reino Unido (14%), a Argentina (4%) e o Canadá (3%).

O coordenador-geral de Estatística e Análise Comercial da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, Gustavo Cupertino, destaca que alguns fatores favoreceram o crescimento das exportações. “Possivelmente, a retomada da economia mundial e a procura por alimentação saudável em um ambiente de pandemia. Além disso, temos que destacar a qualidade dos produtos brasileiros, bem como a proximidade do maior comprador”.   

Para o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, o aumento nas exportações indica uma recuperação. “A demanda internacional aquecida, o clima favorável para a produtividade e a qualidade de diversas culturas foram fundamentais para que as vendas de frutas para o mercado externo ultrapassassem a marca de 1 milhão de toneladas. Também é importante destacar que este novo recorde não se deu apenas com a recuperação dos mercados já existentes, mas também com a abertura de novos mercados – resultado dos trabalhos de novos acordos bilaterais liderados pelo Ministério”. Desde 2019, já foram abertos mais de 150 novos mercados externos para produtos agropecuários.