Setor agropecuário obteve crescimento de 21,6% no primeiro trimestre de 2023
Estabelecido em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, em 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. A data é uma alusão ao centenário da criação do Ministério da Agricultura, realizada por Dom Pedro II, e celebra a importância dos agricultores para a sociedade e para o crescimento econômico do Brasil.
O agricultor é quem proporciona a produção de alimentos para consumo e matéria-prima na fabricação de importantes produtos à sociedade. Esta profissão é considerada uma das mais antigas e atua diretamente na movimentação do setor.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores indústrias de fertilizantes do país, a comemoração é extremamente importante para destacar o papel do agricultor no desenvolvimento do agronegócio nacional: “O Brasil é considerado um dos maiores produtores de alimentos do mundo e isso se deve ao grande trabalho desenvolvido por estes profissionais que, além de ajudarem a alimentar a população brasileira, impulsionam a riqueza do país”.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou, em comparação ao trimestre anterior: 1,9% no primeiro trimestre de 2023, totalizando R$ 2,6 trilhões no período. Este resultado foi estimulado pelo setor agropecuário, que cresceu 21,6%, a maior alta desde o quarto trimestre de 1996.
Estima-se que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, de acordo com as informações da safra do último mês, seja de R$1,148 trilhão, valor 2,6% superior ao do ano passado. O crescimento está relacionado principalmente ao recorde da safra de grãos e ganhos de produtividade, com um aumento de 4,9% motivado pelas lavouras. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ainda estima que, em 2027, a produção de grãos vai superar os 290 milhões de toneladas.
Sodré destaca que o trabalho do agricultor tem se modificado progressivamente, aumentando a produtividade e a otimização da produção agropecuária: “Há um maior protagonismo das especialidades e técnicas, gerando resultados que impactam na nossa visibilidade agronômica no mercado mundial. O agricultor é um dos maiores responsáveis por estes resultados e contribui diretamente nos recordes de cada ciclo”, finaliza.
A agricultura é responsável por geração de empregos em toda a cadeia produtiva. Desde o funcionário de uma fábrica de roupas até os controladores de máquinas de precisão na lavoura, o que proporciona crescimento econômico. No último ano, por exemplo, o setor agropecuário fechou com saldo positivo de geração de empregos: cerca de 3,4 mil postos de trabalho. Hoje, o mercado agrícola é responsável por mais de 20% do PIB e move 38% dos empregos no país, sendo o setor que mais movimenta a economia.
E, se o produtor rural não existisse, dificilmente você teria alimento em sua mesa. Parece clichê, mas essa frase faz sentido. As fazendas brasileiras produzem o suficiente para alimentar quatro vezes a nossa população, ou mais de 850 milhões de pessoas ao redor do mundo.
A New Holland Agriculture e a Unapel estão apresentando na AgroBrasília 2023, feira de tecnologia e negócios (que termina neste sábado, 27 de maio em Brasília – DF), soluções de telemetria para a família de tratores TL5 e T6, pensando especialmente nos pequenos e médios produtores. A marca da CNH Industrial também tem em seu estande a mais completa linha de produtos e serviços voltados para a agricultura digital, como a Central de Inteligência e máquinas 100% conectadas, entre elas o trator T8 PLM Intelligence.
“A New Holland trouxe o que há de mais moderno em soluções voltadas à agricultura digital, pensando em todos os perfis de agricultores, do pequeno ao grande, independentemente do tamanho da operação. Nossa expectativa é de bons negócios para a marca e os concessionários, apresentando ao produtor soluções que possibilitem reduzir custos operacionais, otimizar a produção e aumentar a produtividade”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América Latina.
A principal novidade para a AgroBrasília deste ano foi a telemetria para tratores da família TL5 e T6, que está em desenvolvimento, para tratores cabinados e plataformados. Com essa solução, o cliente poderá conferir as informações da máquina no aplicativo de gestão de frota, o MYPLMCONNECT. “Neste pacote tecnológico, o agricultor poderá ter acesso a funcionalidades como visualização do histórico de localização, ou seja, é possível ver o rastro de uma ou mais máquinas dentro de um período de 24 horas. Será possível também personalizar notificações e recebê-las via SMS, como por exemplo, quando se ultrapassa o limite do talhão ou os parâmetros não conformes, como exceder a velocidade determinada”, explica Flávio Mazetto, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina.
Outras informações, como o status da operação, ou seja, o tempo que a máquina realmente esteve operando, também poderão ser conferidas pelo agricultor. “O agro está cada vez mais conectado e ágil na tomada de decisão baseada na análise de dados”, pontua Mazetto.
Quem visitou o estande da marca na feira também encontrou o Espaço de Agricultura Digital, onde foi possível observar o funcionamento da Central de Inteligência. Esta Central é destinada ao monitoramento a distância das máquinas agrícolas em campo, antecipando eventuais problemas que possam ocorrer nos equipamentos e fazer atualizações de softwares sem a necessidade de deslocamentos. A Central de Inteligência dará suporte ao cliente no dia a dia, otimizando a operação e reduzindo o tempo de máquina parada.
“O objetivo da Central de Inteligência é aumentar a disponibilidade da máquina em campo, evitando problemas que poderiam ocorrer se a máquina não estivesse conectada e sendo monitorada. O envio dos alertas e dados gerados em campo fornece informação sobre a saúde e performance da máquina, o que ajuda o produtor rural e o especialista da Central de Inteligência na rápida tomada de decisão”, explica Mazetto.
T8 PLM Intelligence
Na linha de tratores de alta potência, o destaque da New Holland na AbroBrasília é o T8 PLM Intelligence, que conta com uma arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, conectada e de alta performance. O T8 PLM Intelligence traz um novo conceito que busca melhorar a eficiência, entregando maior produtividade com menor custo operacional.
O PLM (Precison Land Management) Intelligence traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. A conectividade total destes tratores possibilita, por exemplo, uma melhor gestão da frota, seu controle e suporte nas operações agrícolas, já que estarão totalmente conectadas com os novos portais da marca, o MYNEWHOLLAND, de suporte e treinamento, e o MYPLMCONNECT, de telemetria.
Com essa tecnologia 100% conectada, o produtor rural vai economizar em sementes, defensivos químicos, combustível e, ao mesmo tempo, aprimorar a gestão da frota de máquinas, otimizando assim o tempo das operações agrícolas e da mão de obra, tendo sempre em mãos informações importantes que vão ajudá-lo a fazer a tomada de decisão em tempo real e gerir da melhor forma possível a propriedade.
Líder na manutenção da sustentabilidade e conservação, o Panamá é um um destino de pesca esportiva que abriga as mais diversas e procuradas espécies de peixe consideradas “troféus” – que são aqueles mais raros em espécie, tamanho e peso. Assim, as costas dos Oceanos Atlântico e Pacífico servem como porta de entrada para viajantes e entusiastas da pesca, que podem aproveitar a temporada de marlim e peixe-vela (também conhecido como agulhão-bandeira ou agulhão-de-vela), que dura até agosto.
De acordo com o Banco Mundial, a pesca esportiva movimenta hoje em torno de 700 bilhões de dólares e, no Brasil, segundo a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), cerca de oito milhões de pessoas têm o hábito de pescar. Além disso, a atividade contribui para a criação de empregos no setor gastronômico, hoteleiro, indústria náutica e metalúrgica, além de criadores de iscas, entre vários outros.
Mesmo tendo os regulamentos de pesca mais rígidos de todos os países da América Central, o Panamá oferece pesca durante todo o ano sem necessidade de licença. Por lei, é proibida por lá a matança de qualquer peixe de bico, incluindo marlim-preto, marlim-azul, marlim-listrado, marlim-branco, peixe-espada e peixe-vela, mantendo-os reservados apenas para captura incidental e soltura da pesca esportiva.
Onde pescar
A proibição da pesca comercial e outras medidas governamentais do Panamá fizeram com que os recursos marinhos do entorno não se esgotassem por pesca predatória, poluição ou desenvolvimento costeiro. Confira abaixo uma lista com os melhores destinos de pesca no país:
Bahía de Piñas, Darién: Indiscutivelmente um dos pontos de pesca mais incríveis do Panamá, a Bahía de Piñas, localizada na província de Darién, detém mais de 300 recordes mundiais de pesca em alto mar, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. A maioria dos recordes estabelecidos foi para o marlim e o peixe-vela do Pacífico, embora os pescadores esportivos encontrem uma abundância de peixe-galo, peixe-espada, peixe-agulha, atum, dourado, pargo, robalo, peixe-golfinho, cavala-wahoo (também conhecido como cavala-aipim ou guarapicu), barracuda, marlins listrados, azuis e pretos.
Golfo do Panamá: Com uma extensão de 250 quilômetros a 220 de profundidade, é a única rota marítima que liga o Oceano Pacífico ao Canal do Panamá, abrigando vários golfos e baías menores, como a Baía do Panamá, o Golfo do Parita e o Golfo de San Miguel. Localizado no centro do Golfo do Panamá, o arquipélago das Ilhas das Pérolas consiste em mais de 200 ilhas desabitadas e ilhotas para pesca premium durante todo o ano.
Golfo de Chiriquí: Oferece abundante vegetação, charmosas ilhas de areia branca e um dos maiores recifes de corais do Pacífico, tornando-o um dos melhores destinos para pesca esportiva, mergulho e snorkeling.
Hannibal Bank: É um dos locais de pesca mais exclusivos do mundo para grandes temporadas. É o maior monte submarino que se ergue no extremo sul do Golfo de Chiriquí. A área de alimentação é de 15 milhas quadradas, resultando em uma abundância de atum albacora, marlins azuis e pretos e veleiros do Pacífico.
Isla Montuosa: É uma ilha rochosa conhecida por seus enormes peixes de bico e cardumes de atum – onde os entusiastas da pesca encontrarão quase 70 quilos de atum albacora. É uma excelente fonte de garoupa, pargo tainha, enquanto marlins pretos e azuis também patrulham a área.
Isla Parida: É um local de pesca que oferece oportunidades excepcionais para pescar peixes-galo. A ilha é cercada por manguezais exuberantes, oferecendo não apenas uma vista pitoresca, mas também um santuário subaquático para tartarugas e vida marinha. A cavala cero e o cavala-wahoo também podem ser pescados nessas águas férteis.
Península Azuero: Inclui a costa leste da província de Los Santos e a costa oeste da província de Veraguas. A costa de Los Santos, ao longo das cidades de Pedasi, Venao e Cambutal, ganhou o nome de “Costa do Atum”. Nesta região específica, entre maio e julho, os viajantes podem pescar um enorme atum, também conhecido como “atum de vaca”, pesando mais de 90 quilos.
Atividades aquáticas
Além do potencial de diversão para os amantes da pesca, os oceanos que abraçam o Panamá também são o destino certo para quem quer aproveitar as águas salgadas também sem um carretel na mão. Confira algumas atividades para quem prefira esportes radicais ou quem aprecie a natureza em aventuras mais calmas:
Mergulho + Snorkeling: Coiba Marine Park possui uma das maiores diversidades biológicas. Um destino de mergulho mundialmente conhecido no mesmo corredor das Ilhas Galápagos, Coiba oferece acesso ao Bahia Damas Reef, o maior recife da costa oeste do continente americano, com a oportunidade de ver arraias, baleias e tubarões-martelo. Se estiver indo para Los Santos, os entusiastas do mergulho vão querer visitar o Isla Iguana Wildlife Refuge para ver mais de perto a natureza da região – o mergulho com snorkel também está disponível para aqueles que procuram uma experiência mais voltada para o lazer.
Surfe: Santa Catalina, na província de Veraguas, tornou-se um dos pontos de surfe mais populares da última década, com um dos maiores beach-breaks (ondas que quebram sobre um banco de areia) da América Central até outubro. É possível seguir para la Punta para ondas de 20 a 30 pés ou fazer uma caminhada de 30 minutos a sudeste até Punta Brava, onde as ondas esquerdas dobram de tamanho em relação às de Santa Catalina. Para o surfista iniciante, Playa Estero conta com várias escolas de surfe e tem ondas menores para levar mais conforto a quem ainda não tem muita segurança para enfrentar o mar.
A 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), organizada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDA, debateu os temas mais relevantes para a competitividade do setor e mostrou a importância da segurança jurídica para que o agro siga com sua vocação de produtor e exportador de alimentos, fibras e bioenergia.
O ex-Ministro Roberto Rodrigues, presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (ABCA), fez no encerramento do evento um breve resumo de cada painel, começando pela questão do mercado de carbono. “O agronegócio precisa estudar rigorosamente esse tema e analisar bem as métricas, pois não pode admitir a importação de regras internacionais”, disse.
Sobre a reforma tributária, Rodrigues trouxe três conclusões. A primeira é que a inverdade de que o produtor não paga imposto precisa ser combatida com números e estudos muitos claros, enquanto a segunda é que não se pode tratar setores diferentes com as mesmas medidas. “Por fim, é melhor reformar por partes, evoluindo aos poucos, porque não vai ser possível virar a chave de uma vez”.
Ele comentou também que os investimentos são afetados pela insegurança jurídica no país e que ainda se vê uma falta de previsibilidade em relações às decisões de processos jurídicos. Além disso, é preciso se criar câmaras de arbitragem para acelerar a decisão de alguns tipos de processos.
Em termos de bioeconomia, Rodrigues avaliou que o desenvolvimento desse mercado é promissor. “O Congresso me trouxe esperança e otimismo pela tecnologia, pelo sinal novo e verde no Brasil, mostrando que nós podemos liderar mais uma vez a revolução no mundo. Contudo, o que me preocupa é a insegurança jurídica”.
Outro ponto tratada por ele foi a homenagem do IBDA ao engenheiro agrônomo Decio Zylbersztajn, professor titular da Universidade de São Paulo, por sua contribuição ao agro nacional. A saudação da homenagem foi feita pelo Renato Buranello, presidente do IBDA, Arnaldo Jardim, deputado federal, e por Rodrigues.
Brasil é líder na utilização de biológicos
O setor de biológicos pode alcançar o montante de US$ 8 bilhões no Brasil até 2030, segundo estimativas de Antônio Carlos Zem, CEO da Biotrop. Atualmente, o mercado gira em torno de US$ 1,2 bilhão. “O mercado está crescendo e as pesquisas mostram um aumento de cerca de 55% ao ano no setor, mas nossos cálculos são maiores, de aproximadamente 65%. O agricultor brasileiro busca novidades tecnológicas e os biológicos estão sendo usados em orgânicos, mas também em soja, milho, cana e algodão”, disse Zem no painel Bioeconomia e o Futuro das Cadeias Agroindustriais durante a 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA).
Em sua análise, o país está vendo o nascedouro de uma indústria, que faz parte da bieconomia. “É um mercado dinâmico, que tem evoluído rapidamente e com rentabilidade e competitividade. Com isso, conseguimos financiar a inovação e pesquisa”, explicou. Para ele, o Brasil tem a oportunidade de exportar biológicos. Mas, precisa enfrentar desafios como acelera a criação de novos produtos, ter tecnologia sempre com qualidade e preço acessível ao produtor e ampliar a capacidade instalada. A seu ver, o maior concorrente do biológico é o não usuário do produto.
Nesse ponto, Amália Borsari, diretora de Biológicos da CropLife Brasil, comentou que os biológicos não têm fórmula pronta e a técnica de fermentação está ligada à eficácia desses produtos, por isso o mercado sempre está à procura de profissionais no setor. “O produto biológico é o processo e não só o ativo”, pontuou.
De acordo com Amália, o mercado está em franco crescimento porque os produtos são eficientes e estáveis, pois a adição da engenharia genética contribuiu para que os micro-organismos fossem trabalhados para atender as demandas do produtor brasileiro. “O Brasil é o país que mais utiliza produtos biológicos em larga escala, porque uniu a biologia às técnicas de formulação, criando micro-organismos de forma protegida para ter eficácia no campo”, acrescentou. Também comentou que o setor possui gargalos na parte regulatória, uma vez que a tecnologia avançou e precisam ser discutidas as questões de padronização e requerimentos dessas tecnologias.
Foto: Paulo Negreiros / Divulgação / CBDA
O painel, moderado por Diogo Souto Maior, Professor do IBDA, contou com a participação de Guilherme Bastos, membro do Conselho da Embrapa, que avaliou que as questões das métricas são importantes quando se trata da bioeconomia. “É importante ter uma política de pagamentos de serviços ambientais, mas como esses ativos serão tangibilizados. Então, a necessidade da articulação do governo com as linhas de pesquisa da Embrapa para acelerar esses processos”.
Ele ressaltou também a importância de se realizar um mapeamento das diversas atividades do agronegócio para se ter dados e informações, refletindo, dessa forma, nas políticas públicos. “Sem dados, não se tem a matéria básica. Ninguém duvida das informações publicadas pela USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim, o Ministério da Agricultura precisa se apropriar dos dados do setor no país”.
Natascha Trennepohl, sócia do Trennepohl Advogados, falou sobre a evolução das regulamentações ambientais no Brasil e que, atualmente, o bem ambiental passou a ser valorizado. A tendência pra os próximos anos é buscar investimentos e fomento para o ativo ambiental, sendo que nos dias de hoje já se vê esse movimento, como os green bons e a CPR Verde.
Segurança jurídica, direito a propriedade e investimentos
O Brasil precisa de segurança jurídica e estabilidade nas decisões administrativas ou judiciais para trazer o capital estrangeiro ou nacional, uma vez que os investidores precisam de previsibilidade, o que significa calculabilidade dos riscos. Guilherme Rodrigues da Cunha, CEO da Ceres Investimentos, afirmou que o agronegócio é demandador de crédito. “Cerca de 70% do volume de produção vem do crédito, então, precisamos fechar esse valor. O governo não é mais o carro chefe na alocação de recursos, pois não é capaz de cobrir todos os setores e os recursos internos privados podem não ser suficientes. Por isso, é preciso atrair o capital externo para dentro do mercado brasileiro de forma estruturada”, disse o palestrante do painel Direito de Propriedade, Segurança Jurídica e Investimentos, moderado por Fabio Medina Osório, sócio do Medina Osório Advogados.
Desse modo, para ele, a celeridade nas decisões jurídicas quando se há um problema é um fato importante para os investidores, assim como é preciso ter uma uniformidade de decisões para que se tenha uma garantia de que aquele crédito no agronegócio vai retornar. “Dificuldades regulatórias impedem a vinda de investimentos externos mais baratos e melhor alocados”, ponderou Cunha.
Nesse sentido, Rudy Ferraz, Diretor Jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avaliou na 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), que a discussão do processo de demarcação de terras indígenas é fundamental para o agronegócio brasileiro. “É um pilar que vai dar toda a garantia ao direito de propriedade no Brasil. Atualmente, há 430 reinvindicações de novas áreas, situadas no Centro-Sul do país, onde há uma grande produção agrícola”. A seu ver, é necessário ter balizamento sobre o que é ou não terra indígena, para diminuir a judicialização e dar previsibilidade, condição primária para a garantia de propriedade. Segundo Ferraz, nesses casos, todos são vítimas, tanto o produtor como a comunidade indígena e ambos podem sair prejudicados. “O marco temporal busca uma solução para o conflito”, pontuou.
Para o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é importante que o agronegócio se mobilize para informar o funcionamento do seu mercado, para diminuir a desjudicialização no setor, implantando outras ferramentas eficientes para decidir conflitos, como câmaras de commodities, de arbitragem e de mediação. Também reforçou a importância de se ações coordenadas para criação de regras para que não haja decisões erráticas.
Ele explicou ainda que a segurança jurídica está associada ao direito, que tem por função primordial estabilizar as questões normativas para que os agentes econômicos e a sociedade possam adquirir, alienar, e negociar os direitos. “Esse tema é bastante explorado no direito tributário, que é suscetível em meio as mudanças contínuas”, disse.
Sobre o IBDA
O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) nasceu da vocação de estudar os Sistemas Agroindustriais e sua regulação sob o prisma de Direito & Economia. Traz um novo modelo de difusão do conhecimento, formando um observatório para a formulação de políticas públicas e melhor interpretação do conjunto de normas que regulam o setor. Mais informações: www.direitoagro.com / https://congressodireitoagro.com.br/
Um país com jurisprudência estável atrai investidores, pois eles conhecem o que pode ou não ser feito. E, o Brasil está percorrendo esse caminho, por meio dos precedentes judiciais. Para o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investidores precisam de previsibilidade para o resgate célere de seu crédito. “A previsibilidade confere ao investidor a segurança jurídica, o que significa segurança legal e das jurisprudências”, disse o ministro na palestra inaugural “Análise Econômica do Direito e Agronegócio”, da 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), organizada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDA.
Em sua apresentação, Fux ressaltou a importância da análise econômica do direito, que se baseia na simplificação de processos, inexistência de prodigalidade de processos e na diminuição da litigiosidade prolongada, pois todos os cidadãos possuem o direito de que seu processo tenha uma duração razoável. Sobre o agronegócio, o ministro lembrou que o setor possui uma peculiaridade: o conjunto de títulos de crédito. “No Brasil, há um processo de execução de título extrajudicial, um processo rápido, que visa satisfazer o que consta do título, ou seja, se é crédito vai buscar o crédito”, explicou. Contudo, o processo pode levar mais tempo porque existem fases que precisam ser executadas.
Mas, existe a Tutela dos Direitos Evidentes (Tutela de Evidência), que possibilita que o produtor rural apresente uma prova inequívoca de seu direito, solicitando a tutela de evidência para que se execute a ação. “O agronegócio e a justiça andam pari passu. A justiça sacia aquele que tem sede e fome de justiça. Já o agro sacia as pessoas que têm fome. Nós caminhamos juntos, o agro, o direito e a justiça”, finalizou.
Solenidade de Abertura
Na solenidade de abertura do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), Renato Buranello, presidente do IBDA, reiterou que o funcionamento eficiente de um setor passa por um equilibrado ambiente de negócios e de segurança jurídica. “O agronegócio é um conjunto de atividades econômicas, e possui modelos de negócios específicos, por isso é fundamental ter uma visão dinâmica, que cria riqueza, que movimenta o país e que gera desenvolvimento social”, disse ele. Ele afirmou que o direito e a economia têm ampla aplicação nos sistemas agroindustriais, desde o desenho de políticas públicas, a coordenação dos negócios, a formulação de estratégicas de desenvolvimento e de crescimento.
Luiz Rodrigues, Secretário Executivo Adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, falou sobre a importância da programação do evento e ponderou sobre a segurança jurídica ser pilar basilar para o desenvolvimento econômico, para dar tranquilidade aos investimentos, para a sociedade democrática e para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Comentou ainda que os operadores do direito precisam se debruçar nos conceitos relacionados à bioeconomia e que o mercado do carbono é fundamental para alavancar nas propriedades rurais a recomposição de ativos ambientais, oferecendo recursos para manter as florestas.
Em seu discurso, o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, afirmou que o agronegócio brasileiro se uniu por isso a FPA conta com um bancada numerosa, de quase 350 parlamentares, com a responsabilidade de representar um setor que precisa continuar competitivo para alimentar o mundo. “O Brasil é uma potência ambiental, industrial e agrícola, e enfrenta concorrência como qualquer setor. Quem quer macular nossa imagem são nossos maiores concorrentes”.
Na avaliação de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a bioeconomia é importante porque pode contribuir para que o Brasil siga em seu papel de protagonismo em nível global. “A discussão da bieconomia é a do futuro do país”, pontuou. Para ele, a reglobalização geopolítica traz uma série de dúvidas, pressões e riscos devido ao unilateralismo. “A Organização Mundial do Comércio está esquecida e os países estão olhando somente para seus interesses”, acrescentou.
Para Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o agronegócio gera condições de sustentabilidade econômica, social e ambiental no Brasil e tem travado uma luta intensa em defesa de sua importância e atividade para o país. Já Ana Frazão, Professora Doutora da Universidade de Brasília (UnB), reforçou a importância do direito para a atividade econômica. “Quanto mais o agro se torna mais sofisticado, mais precisa reflexão jurídica para enfrentar os desafios”.
Sobre o IBDA
O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) nasceu da vocação de estudar os Sistemas Agroindustriais e sua regulação sob o prisma de Direito & Economia. Traz um novo modelo de difusão do conhecimento, formando um observatório para a formulação de políticas públicas e melhor interpretação do conjunto de normas que regulam o setor. Mais informações: www.direitoagro.com
Especialistas discutem reforma tributária durante o III Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (Foto: Jayme Vasconcellos / Agricultura e Negócios)
A produção de girassol deve registrar o maior aumento percentual entre as culturas de grãos em Goiás na Safra 2022/2023. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que as lavouras goianas — atualmente em fase de semeadura — devem entregar 36 mil toneladas da oleaginosa, aumento de 65,1% em relação ao volume produzido na Safra 21/22.
O novo relatório também revisa para cima a estimativa da produção total de grãos no Estado. A projeção agora é de um total de 31,7 milhões de toneladas, contra 31,5 milhões de toneladas na rodada anterior, divulgada em fevereiro. Em relação à safra passada, o avanço é de 9,8%. Há expectativa de aumento também para área plantada total (1,4%) e produtividade (8,3%).
No caso do girassol, o levantamento da Conab indica uma tendência de retração (-3,8%) da área plantada no Estado. A redução, provocada pelo avanço do milho de segunda safra, é compensada pela produtividade. O rendimento médio das lavouras goianas deve aumentar 71,2%, saltando de 0,8 tonelada por hectare na safra anterior para 1,4 tonelada por hectare na atual. Para a Safra 22/23, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) estabeleceu prazo até 31 de março para semeadura do girassol. De acordo com a Portaria nº 01/2022, a colheita deve ser realizada até 15 de julho.
“As chuvas estão caindo em bons volumes e na hora certa. Isso ajuda muito a cultura do girassol e também as outras culturas. A agricultura goiana como um todo registra uma perspectiva positiva neste ciclo”, avalia o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça. Segundo a Conab, além do girassol, há projeção de aumento de produção para o milho (+29,2%), o sorgo (+6,8%), o feijão (+2,1%) e o algodão (+1,5%). A tendência para o trigo é de estabilidade e para a soja, de leve recuo (-0,6%). O arroz tem estimativa de queda (-10,9%).
Tomate
Outro indicador importante para o setor, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também divulgado nesta quinta-feira, indica que Goiás deve seguir líder isolado na produção de tomate em 2023. Mais uma vez, o Estado deve ser a única unidade federativa a superar a marca de um milhão de toneladas do fruto. O órgão estima que a produção goiana será de 1,3 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 11,6% em volume, na comparação com 2022. A área plantada deve atingir 13,6 mil hectares (+8,5%), com rendimento médio de 93,8 toneladas por hectare (+2,9%).
Ainda de acordo com o IBGE, os dados levantados em fevereiro indicam que Goiás registrará aumento na produção de uva em 2023. A estimativa é de crescimento de 11,1% em produção, alcançando volume de 2,1 mil toneladas. A área plantada deve crescer 6,8% em relação a 2022. Para a produtividade, a expectativa é de alta de 4,0%.
O fertilizante nada mais é do que um alimento para as plantas e tem a tarefa de ajudar os agricultores a produzir o alimento necessário para a crescente população mundial. Para atender essa necessidade, já que os vegetais – de uma maneira geral – precisam de 17 nutrientes essenciais para sobreviver e crescer, é primordial, após cada colheita, adicionar o fertilizante para devolver esses nutrientes ao solo.
Nitrogênio, fosfato, potássio são os três elementos que mais contribuem para o bom rendimento das culturas e a produção sustentável de alimentos; e esses nutrientes estão presentes na composição dos fertilizantes. Diante disso, é com a quantidade e o equilíbrio dos nutrientes no solo que as plantas terão o seu desenvolvimento realizado de forma saudável.
Por isso, é importante que o suprimento, contendo os minerais, seja feito em função da necessidade de cada vegetal. Uma vez que esses nutrientes são extraídos do solo durante cada estação de produção (safra), os campos devem ser enriquecidos com a adição de adubos, seja na forma de fertilizante mineral ou orgânico. Vale lembrar que adubos e fertilizantes são sinônimos.
A vantagem dos fertilizantes minerais é que eles podem ser aplicados em quantidades ajustadas para atender às necessidades específicas das culturas e proteger o meio ambiente. Eles também podem complementar o uso de adubos orgânicos, para garantir um suprimento equilibrado de nutrientes. Essa é a forma de administrar o equilíbrio no suprimento para evitar o excesso ou a falta destes essenciais elementos no solo.
Assim sendo, os fertilizantes são um ingrediente chave usado pelos agricultores na produção de nossos alimentos. Eles permitem produzir mais nas atuais terras agriculturáveis, evitando a abertura de novas áreas, contribuindo decisivamente com a redução do desmatamento de florestas.
Nesse sentido, as empresas que fabricam o adubo ou fertilizante, são uma parte importante na cadeia de produção de alimentos e têm papel fundamental no uso responsável de seus produtos, além de apoiar os esforços para manter a preservação do meio ambiente.
E a indústria, junto com os agricultores, têm uma tarefa importante, haja visto que até 2050, a produção global de alimentos precisará aumentar em 70%. Sem adubação, essa produção corresponderia à metade da produção atual. Essa condição dá ao produtor rural a necessidade de produzir mais sem, no entanto, ter condições de explorar novas áreas. Caberá ao uso de fertilizantes a missão de ajudar o solo a permanecer produtivo para que a produção agrícola acompanhe o crescimento populacional em todo o mundo.
Com esse cenário, o Brasil se transformou de importador para um grande exportador de alimentos. Essa mudança está relacionada a grande transformação tecnológica na agricultura brasileira, dentre essas, o uso de fertilizantes tem enorme contribuição. Os fertilizantes são essenciais para a agricultura sustentável, bem como para a produção de energia, fibras e alimentos necessários para a demanda da crescente população.
Sobre a NPV
A NPV – Nutrientes para a Vida – nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life – no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. O uso de fertilizantes de forma responsável e correta é o caminho para oferecer à sociedade oportunidade para maior segurança alimentar e qualidade nutricional dos alimentos e, sobretudo, produzindo de forma sustentável e com total respeito ao ambiente. Nutrir o solo, através dos fertilizantes, é a forma mais sensata de produzir alimentos em quantidade e qualidade para as pessoas, além de valorizar a preservação de nossas florestas.
A missão da NPV é esclarecer e informar a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e os benefícios dos fertilizantes na produção e qualidade dos alimentos, bem como sobre sua utilização adequada.
A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.
*Engenheiro agrônomo, mestre em Solos e Nutrição de Plantas e doutor em Ciência do Solo. É professor universitário, consultor e palestrante.
A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – está com 111 vagas abertas para a carreira de maquinista. Desde total, 15 são para trainee de maquinista de viagem e as demais para trainee operacional. Os selecionados participarão de um processo de formação para atuarem na operação da empresa, que incentiva e promove diversas capacitações para que seus empregados possam trilhar uma carreira de sucesso. Os cargos estão espalhados por municípios de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão e Distrito Federal.
Segundo a supervisora de Atração e Seleção da VLI, Tatiana Crepalde, trata-se de um programa de formação de profissionais para a área operacional da companhia. Ela explica que a formação será tanto teórica, quanto prática. O programa para trainee operacional terá uma formação teórica de, aproximadamente, 152 horas, além de outras 440 horas de operação assistida. E o de trainee de maquinista de viagem terá uma formação teórica de 226 horas, mais 668 de operação assistida.
“Essa é uma importante porta de entrada na VLI. Valorizamos a diversidade e, aqui, proporcionamos uma jornada de aprendizado. Parte dessas vagas são destinadas exclusivamente a mulheres, negros e pessoas com deficiência (PCDs). Desde o início, mesmo durante a fase de desenvolvimento e capacitação, as pessoas já são contratadas pelo regime celetista e passam a integrar o quadro de empregados da empresa. A expectativa é de que todos já estejam efetivados ainda no primeiro semestre deste ano.”, ressalta Crepalde.
Requisitos
Os candidatos precisam ter ensino médio completo, morar na cidade para a qual pretende a vaga ou ter disponibilidade para mudança, bem como ter flexibilidade para trabalhar em regime de escala e turno. Os interessados têm até o dia 17 de março para se inscreverem pela página de carreira da empresa.
Os novos colaboradores terão como benefícios vale-refeição ou vale-alimentação; vale-transporte ou ônibus fretado (dependendo da localização em que irá trabalhar); assistência médica e odontológica; plano de previdência complementar; participação nos lucros e resultados; Gympass (plataforma de academias, com foco em sua saúde e bem-estar); desenvolvimento profissional (por meio da Universidade Corporativa); cesta de Natal; auxílio-creche ou auxílio-babá; além de uma rede de descontos em várias lojas, restaurantes, salões e outros.
Formação
Para tornar-se um maquinista, os profissionais podem começar na VLI em cargos como trainee operacional ou trainee de maquinista. Em ambas as posições, há um investimento nos desenvolvimentos técnico, teórico e prático destes profissionais. O período de formação pode variar de seis a oito meses, entre operação assistida e ações teóricas e práticas. Ao final, são realizadas práticas assistidas com o objetivo de validar o conhecimento adquirido e, conforme o desempenho, o empregado poderá tornar-se um maquinista.
Sobre a VLI
A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Por três anos consecutivos presente no ranking 100 Open Corps – que reconhece o estímulo à inovação aberta –, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Mais um sabor do Brasil ultrapassou as fronteiras nacionais. A moqueca, que assume versões diferentes dependendo do local que é preparada teve destaque no ranking “50 Melhores Classificados Pratos de Frutos do Mar no mundo em 2023” (50 Best Rated Seafood Dishes in the World) da Taste Atlas.
A versão baiana conquistou o 18º lugar, com avaliação 4,6/5,0. O clássico é um ensopado de frutos do mar, com peixes brancos, camarões ou outros frutos do mar combinados com leite de coco, óleo de dendê, suco de limão e vários vegetais, como pimentão vermelho e amarelo, tomate, cebolinha, alho, cebola e às vezes gengibre. Esse prato é costumeiramente servido com arroz e farofa, com um pouco de coentro picado.
Já a moqueca que percorre outras regiões do Brasil conseguiu a 29ª posição no ranking, com nota 4,5/5,0. O prato utiliza a mesma base de alimentos, mudando temperos e forma de cozinhar, como por exemplo, feita em tachos de barro tradicionais.
Foto: Marcelo Moryan / MTur
A iguaria foi transportada para o Brasil há mais de 300 anos. Os portugueses trouxeram cocos para o país e os africanos introduziram o óleo de palma na culinária brasileira.
Em recente enquete do Ministério do Turismo (MTur) nas redes sociais, a moqueca foi a grande vencedora, passando até a feijoada, eleita como a receita que não poderia faltar à mesa de um turista. Siga o MTur nas redes e acompanhe as novidades.
Gastronomia brasileira em destaque
A gastronomia brasileira é um dos atrativos responsáveis por motivar turistas do mundo inteiro. Não é à toa que o país já conquistou diversas posições em rankings da Taste Atlas.
Em fevereiro deste ano, três queijos brasileiros foram destaque no ranking “Best Rated CHEESES in the World” (Melhores Classificados QUEIJOS no mundo). O queijo canastra, originário de Minas Gerais conquistou a 11ª posição pelo seu sabor único, misturado a sua maciez e acidez. Em 39ª se destacou o Queijo Coalho, tradicional do Nordeste brasileiro e em 94º lugar o Queijo Minas, presente em todo o país.
Além dos pratos salgados, o brasileiro também se destaca nas sobremesas. Ainda esse ano, o Brasil ganhou espaço no ranking “10 Bolos Mais Bem Avaliados do Mundo”. O pavê ganhou o 3º lugar entre as melhores sobremesas e bolos pela sua combinação perfeita de biscoito, creme, ovos, leite condensado e muito chocolate.
A Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) assinou um acordo de cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo, na sigla em alemão) para estimular a cooperação entre os dois países no desenvolvimento de inovação na indústria brasileira. A parceria estreita as relações entre os dois países, de forma a fomentar projetos na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com foco em bioeconomia e hidrogênio verde, e a conexão entre startups e empresas, especialmente pequenas e médias.
A assinatura ocorreu durante a 39ª edição do EEBA (Encontro Econômico Brasil-Alemanha) 2023, em Belo Horizonte (MG), cujo tema é “Novas abordagens sobre energia, clima e digitalização”. O documento assinado prevê estabelecimento de uma cooperação bilateral para estímulo a projetos na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O objetivo é facilitar o acesso aos instrumentos de apoio técnico e financeiro da Embrapii.
“A Embrapii busca realizar ações de cooperação internacional para estimular a inovação em áreas estratégicas. No caso específico da Alemanha, temos o enfoque na bioeconomia, o que está bastante alinhado à agenda de sustentabilidade que, nos anos mais recentes e, de forma mais expressiva em 2023, tem sido uma das prioridades da Embrapii”, destaca Carlos Eduardo Pereira, diretor de Operações da Embrapii.
O acordo prevê também a possibilidade de realização de pesquisas, levantamentos e compartilhamento de informações com o intuito de identificar as principais demandas e necessidades da indústria local, com especial foco em startups e PMEs; assim como desenvolvimento, planejamento e execução de projetos, eventos e iniciativas no âmbito da inovação aberta, promovendo conexões entre empresas, startups e entidades de pesquisa do Brasil e da Alemanha.
“Como representantes da economia alemã no Brasil, entendemos que a parceria com a Embrapii é estratégica para o fortalecimento e aumento de competitividade da indústria brasileira, especialmente pequenas e médias empresas (PMEs), nas áreas de inovação aberta, economia verde e transição energética”, afirmou Manfredo Rübens, presidente da AHK São Paulo e presidente da BASF para a América do Sul.