Valor Bruto da Produção de 2016 é de R$ 523,6 bilhões

O faturamento da agropecuária é de R$ 523,62 bilhões em 2016. As lavouras tiveram um valor bruto da produção de R$ 340,6 bilhões, e a pecuária, R$ 183 bilhões. Na série iniciada em 1990, o resultado do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2016 é o segundo maior, ficando atrás apenas do ano passado, quando chegou a R$ 533,1 bilhões. O número, referente ao mês de novembro, foi divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A seca é a principal variável, afetando o valor deste ano”, assinala o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

O melhor desempenho neste ano é apresentado pela banana, com aumento real de 48,2%. Depois, aparecem o feijão (25,6%), o trigo (25,5%), a batata-inglesa (24,9%), o café (15,9%), a maçã (12,6%) e a soja (1,2%). Na pecuária, destacam-se pelo bom resultado a carne de frango, que teve aumento de valor de 3,4%, e ovos, 3%.

Os produtos que mais tiveram perdas de valor foram o tomate (-49%), mamona, (-41,4%), fumo (- 29%), cacau (-14,5%) uva (-14,2%) amendoim (-13,4%), algodão (-12%), arroz (11,8%), laranja (-11,4%), cebola (-9,2%), mandioca (-7,2%) e milho (- 5,5%). Na pecuária, as quedas ocorreram em carne suína (-11,6%), bovina (-4,7%) e leite (-8,1%).

Apesar de 2016 ter sido bastante afetado por problemas climáticos, os preços agrícolas recebidos pelos agricultores foram para a maioria dos produtos pesquisados mais elevados do que no ano passado. Isso evitou que houvesse redução maior do valor da produção do ano.

Os resultados regionais mostram tendência ocorrida durante o ano, em que o Sul e Centro-Oeste lideram o faturamento da agropecuária no país, com R$ 154,9 bilhões e R$ 143,9 bilhões, respectivamente. A seguir, Sudeste, R$ 142,9 bilhões, Nordeste, R$ 43,2 bilhões e Norte, R$ 31,4 bilhões.

Prognóstico para 2017

“Parece que 2017 será melhor do que este ano”, avalia Gasques. Os resultados de produção divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam safras mais elevadas para o próximo ano. O aumento deve ocorrer especialmente pelos ganhos de produtividade, que estarão em torno de 13%, ressalta o coordenador.

O valor da produção previsto com base nas informações preliminares é de R$ 552, 56 bilhões, 5,5% acima do valor deste ano. As lavouras devem representar R$ 365 bilhões, com destaque para a soja (R$ 118 bilhões) e a pecuária, R$ 187,5 bilhões. Ambas com aumento real expressivo em relação a 2016, conclui Gasques.

Veja aqui e aqui os VPB nacional e regional.

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Ministério da Agricultura emite alerta sanitário de prevenção à gripe aviária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitiu nesta sexta-feira (09/12) alerta sanitário, por tempo indeterminado, para intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da gripe aviária no país. Não é a primeira vez que o Mapa emite este tipo de alerta, porque a doença é uma ameaça permanente no mundo. Por ser livre da gripe aviária, o Brasil precisa redobrar seus esforços para proteger a sanidade de seus planteis de aves.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, os setores público e privado deverão aplicar medidas mais rígidas de controle dos plantéis. “Nossa maior preocupação são as aves migratórias, que vêm ao país para fugir do inverno no Hemisfério Norte. A produção comercial já tem controles sanitários muito rígidos.”

“Todos os integrantes da cadeia produtiva devem estar conscientes do risco e preparados para enfrentá-lo. Qualquer mortalidade alta de aves deve ser imediatamente informada ao serviço veterinário oficial, a fim de que os veterinários possam estar na propriedade num prazo de até 12 horas para começar a investigação”, alerta Guilherme Marques.

Segundo Marques, o Brasil vem fazendo trabalho contínuo de prevenção à gripe aviária, que também oferece risco à saúde humana. Com o alerta, o acesso às granjas (pessoas, animais e veículos) ficará mais rigoroso. Além disso, será intensificado o treinamento das equipes de veterinários. O Mapa também já comprou materiais e equipamentos para situações de emergência e revisou os planos de contenção da doença.

O território brasileiro tem 20 sítios (locais) de monitoramento da entrada das aves migratórias, com vigilância ativa para influenza aviária e doença de Newcastle em aves domésticas residentes ao redor de 10 km desses locais. Nesses lugares também há vigilância passiva para as aves migratórias/silvestres.

Pelo menos 197 espécies de aves podem migrar. Desse total, 53% (104 espécies) se reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) têm sítios de reprodução em outros países.

Abaixo, a íntegra do ofício enviado pelo Mapa às entidades do setor produtivo:

Ofício nº 245/2016/DSA-SDA – MAPA

Brasília, 09 de dezembro de 2016.

ABPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos do MAPA

Conferação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA

Prezados Senhores,

Conforme registro no Sistema Mundial de Informações de Saúde Animal-WAHIS da OIE observa-se, de forma contínua e persistente, a ocorrência de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – IAAP em diversos países do mundo.

Particularmente quanto à situação na Europa, destaca-se a ocorrência do vírus cepa H5N8 em aves silvestres e também em alguns plantéis comerciais e de subsistência.

Neste sentido, solicitamos adoção de medidas para reforçar as ações de vigilância, bem como a manutenção adequada dos sistemas de biosseguridade já implantados.

As principais fontes de infecção dos focos notificados à OIE em aves comerciais ou de subsistência têm sido por contato com aves silvestres infectadas. Dessa forma, faz-se necessário uma maior atenção quanto ao isolamento dos plantéis em conformidade com o disposto na Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007.

VALERIA BURMEISTER MARTINS, Diretor (a) do Departamento de Saúde Animal – Substituto

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PIB do agronegócio cresceu 3,43% nos primeiros 8 meses de 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,43% nos primeiros oito meses de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

No levantamento, tanto o setor agrícola quanto o pecuário tiveram valorização real dos preços, fator que tem sido fundamental para o desempenho positivo do agronegócio este ano.

No mês de agosto, especificamente, o setor agrícola cresceu 0,69% e o pecuário 0,72%, fazendo com que o agronegócio tivesse crescimento de 0,7% no período.

De janeiro a agosto de 2016, em comparação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi positivo em todas as áreas avaliadas pelo estudo. No caso da pecuária, o setor de insumos cresceu 1,03%, o primário 0,83%, serviços 0,55% e a indústria 0,37%.

Confira a análise completa no Boletim PIB.

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Estudo mostra que setores agrícola e pecuário tiveram valorização real dos preços (Foto: Abag / Divulgação)

Conectividade no campo pode gerar economia de 345 milhões de dólares ao ano no Paraná

A falta de sinal de internet e de telefone nas pequenas cidades dificulta não só a vida dos jovens, mas também o trabalho de produtores rurais no Estado. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), Celso Daniel Seratto, o potencial de economia do setor no Estado pode chegar a 345 milhões de dólares, caso pelo menos metade das propriedades façam uso de ferramentas envolvendo as Tecnologias da Informação e Comunicação. Atualmente, o percentual que utiliza chega a apenas 10%.

A tecnologia na agricultura foi dos temas tratados por gestores, nesta quinta e sexta-feira, dias 24 e 25, em Maringá, durante o 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura Municipal.

Seratto explica que a entidade auxilia diariamente no monitoramento de pragas e doenças em mais de 200 propriedades, em 120 municípios no Estado. Dessas, 64 são acompanhadas regularmente, e que auxiliam a tomada de decisão dos produtores conectados pela web.

Eles recebem boletins e informações em tempo real pelo celular, e-mail e acesso ao site. “Permite a economia de quatro a oito sacas por hectare em relação aos produtores que não adotam as tecnologias. É um dinheiro que deixa de ser exportado”, observa ele sobre o universo de 5,2 milhões de hectares de terras em produtividade no Paraná. “O produtor de 10 mil alqueires consegue economizar até R$7 mil por safra. O processo de trabalho nos municípios existe em grupos aonde a gente utiliza principalmente o WhatsApp”, conta o engenheiro.

Além da zona rural, inovações para dar agilidade e desburocratizar os serviços públicos foram abordados nos dois dias do 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizado na Unicesumar, e que reuniu representantes de mais de 100 municípios. “São problemas nos quais a tecnologia é estratégica para solucioná-los e precisam de tomada de decisão, com um planejamento que atenda às necessidades de cada localidade a curto, médio e longo prazo”, observa o diretor da RCD, José Marinho.

Nesta sexta, destaque para o uso de tecnologia na Educação e os exemplos de municípios como Passo Fundo e Caxias do Sul (RS). O conjunto de tecnologias para agregar inteligência no serviço público foi outro ponto importante trazido no Congresso para as novas gestões, na avaliação do diretor da RCD. “São aplicações utilizando sistemas e uma enorme base de dados que irão aprimorar a qualidade dos serviços públicos, reduzir custos e, principalmente, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, completa.

A iniciativa teve o patrocínio master da ENW e SAJ Procuradorias; ouro da Exati Tecnologia, Smart Matrix, W3 Informática e Senografia Desenvolvimento e Soluções; prata da Digistar Telecomunicações, Paliari, DRZ, Sinax, Rang Tecnologia, Gauss Geotecnologia e Smartconn Telecomunicações; bronze da UniCesumar. O Congresso também contou com o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Associação de Municípios do Paraná (AMP), das associações de municípios AMCG, AMSOP, AMUNOP, ASSOMEC, CANTU, AMCESPAR, AMEPAR, AMERIOS, AMUNORPI, AMUSEP, COMCAM, AMUVI e AMUNPAR, além da ABRANET, ABEPREST, Assespro-PR, ABINC, ACIM, Terra Roxa Investimentos, União dos Vereadores do Paraná (UVEPAR) e Redetelesul.

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Hortaliças e frutas ficam mais baratas no atacado

Os preços da alface, do tomate, da cebola e da cenoura tiveram queda no mês de outubro nas principais centrais de abastecimento do país. Os dados fazem parte do 11º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os valores da cenoura variaram entre R$ 0,70/quilo na Ceasa Campinas (SP) e R$ 1,50/quilo em Recife (PE). Em Brasília, mesmo com alta de 7,64%, a hortaliça foi vendida a R$ 0,81/quilo. Situação semelhante ocorreu com a cebola em Curitiba: apesar do aumento de 9,58%, o produto continua com um dos menores preços entre os estados analisados: R$ 1,07 o quilo.

A alface ficou 46,29% mais barata em Campinas, comercializada a R$ 2,39/quilo. Em Brasília, o preço foi ainda menor, R$ 2,29/quilo, apesar do aumento de 37,58% em relação a setembro. Já o quilo do tomate ficou em R$ 2,00 em São Paulo, queda de 32,52%, e em R$ 2,94 em Brasília, aumento de 3,95%. Essa tendência diversificada é explicada pelo fato de a produção de ambas hortaliças ser influenciada pelas condições climáticas locais de cada região produtora.

A batata foi a única hortaliça que teve aumento de preços nas nove centrais de abastecimento analisadas devido à entressafra, quando há redução na oferta. A cotação ficou entre R$ 1,47 o quilo em Belo Horizonte e R$ 2,54/quilo em Recife.

Entre as hortaliças, houve ainda queda nos preços médios do espinafre (60%), alcachofra (50%), vagem (385), chuchu (27%), pepino (23%) e jiló (18%).

Preços

Mamão e melancia ficaram mais baratas em oito das nove centrais de abastecimento analisadas. O preço da melancia variou de R$ 0,80/quilo em Recife a R$ 1,43/quilo no Rio de Janeiro. No caso do mamão, o menor preço praticado foi observado em Belo Horizonte (R$ 1,61/ quilo) e o maior, em Brasília (R$ 2,99/ quilo), com quedas de 7,86% e 22,37%, respectivamente.

O preço da banana também caiu em seis das nove Ceasas. A maior redução ocorreu em Vitória (8,74%), mas o menor preço foi registrado em Recife. Na capital pernambucana, a fruta foi vendida por R$ 0,98/ quilo.

Outras frutas que registraram importante quedas nos preços foram nectarina (63%), ameixa (59%), pêssego (58%), melão (40%), jabuticaba (34%) e caqui (23%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas por grandes mercados atacadistas no país. Para a análise do comportamento dos preços de outubro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, CE, PE e DF.

Clique aqui para acessar a íntegra do boletim.

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Levantamento mensal é feito nas principais centrais de abastecimento do país (Foto: Ceasa – DF / Divulgação)

Troca de café por máquinas agrícolas é alternativa de crédito

A New Holland foi a pioneira, em 2015, a negociar máquinas agrícolas na modalidade barter (troca, em Inglês), aceitando parte ou o total do financiamento em sacas de soja. Agora, como alternativa de crédito, a marca passou a adotar o barter com café. Com isso, o produtor ganha acesso à alta tecnologia, visibilidade do investimento em sua moeda (sacas) e direciona esforços para aumentar a produtividade na lavoura.

Para Jefferson Kohler, gerente de Marketing da New Holland, as operações de barter sempre tiveram importância como uma forma de financiar o produtor. “Para a marca este é um modelo ágil e seguro. O barter tem sido uma ferramenta alternativa para financiamento de máquinas em um momento de escassez de crédito e pode ganhar uma representatividade maior no segmento de máquinas agrícolas”, destaca.

Comum entre os produtores rurais para a aquisição de sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes, a operação consiste na negociação de máquinas agrícolas por sacas de café. “Para a New Holland, as transações com café são incipientes, porém com um potencial muito positivo para o próximo ano”, explica Kohler.

A New Holland priorizou os estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais, principais produtores de café, para dar início a essa modalidade de financiamento. A primeira negociação ocorreu no município de Varginha (MG) com um trator TT3880F. O produtor pode optar entre pagar o valor integral da máquina ou uma parte dele, e o restante financiar nas linhas agrícolas tradicionais.

Para cada commodity existem regras específicas com relação a prazos e formas de negociação. Marcelo Pavão, gerente da concessionária Igarapé, em Varginha, responsável pela primeira negociação de barter com café da New Holland, afirma que, agora, o cliente tem mais uma forma de adquirir os produtos da marca. “A minha região produz muito mais café do que soja e os produtores têm essa opção para negociar e investir em maquinário e tecnologia para a lavoura”, disse Pavão.

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Trator modelo TT foi o primeiro a ser negociado com barter de café pela New Holland (Foto: Divulgação)

Frango Certified Humane® chega a supermercados de Hong Kong

com informações da PRNewswire

A Humane Farm Animal Care (HFAC), ONG criadora do principal programa de certificação internacional que busca a melhoria da vida de milhões de animais de produção, anunciou que a Korin Agropecuária, principal produtora de frangos orgânicos do Brasil e a primeira empresa brasileira a conquistar o selo Certified Humane® em 2009, irá exportar partes congeladas de frango com a marca Earth and Barrow e o selo Certified Humane® para mais de 80 supermercados PARKnSHOP inicialmente em Hong Kong e em seguida para Cingapura e Macau.

“Hong Kong é um mercado muito exigente, com forte interesse em novas tendências para o consumo de alimentos,” diz Luiz Demattê, diretor industrial da Korin Agropecuária. “A certificação de bem-estar animal é um forte argumento de vendas para o nosso mercado em expansão. Não era assim há alguns anos atrás, por isso estamos orgulhosos em poder levar este conceito a mais países. Nosso objetivo é educar os consumidores sobre o selo Certified Humane® e a importância de criar os animais de forma mais humanitária”.

O selo Certified Humane® da HFAC garante aos consumidores que as carnes, frangos, ovos ou laticínios que adquirem foram produzidos por fazendas ou granjas de acordo com as rígidas normas de cuidado animal da HFAC. Os animais de produção do programa Certified Humane Raised and Handled® devem ser alimentados com uma dieta nutritiva, livre de antibióticos, hormônios ou derivados de animais. Também devem receber abrigo, ter áreas de descanso e espaço suficiente para poder expressar o comportamento natural da espécie, como por exemplo, bater as asas.

Um comitê científico composto por 40 veterinários e cientistas de diversos países especializados em bem-estar de animais de produção desenvolveu os Referenciais da HFAC de Cuidado Animal para assegurar o tratamento mais humanitário possível a estes animais.

“Os consumidores finalmente estão se tornando mais conscientes de como a sua comida é produzida e exigindo alimentos provenientes de produções mais humanitárias,” diz Adele Douglass, diretora executiva da HFAC. “Os animais de produção não têm que sofrer sendo maltratados ou confinados. Estamos muito entusiasmados com esse despertar global e que Hong Kong e Cingapura serão agora os próximos mercados a ter acesso a produtos Certified Humane®.”

Desde 2003, mais de 514 milhões de animais de produção foram criados sob as regras Certified Humane nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Peru e Chile.

Os consumidores podem baixar o aplicativo Certified Humane® para celulares em inglês, francês, espanhol ou português para encontrar pontos de venda próximos que vendem produtos Certified Humane®. Para maiores informações sobre o selo Certified Humane®, visite www.certifiedhumanebrasil.org.

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Estratégia de gestão é tema de encontro da New Holland

Com o objetivo de discutir estratégias e trocar experiências, a New Holland promoveu o 4° Encontro Nacional de Gerentes Comerciais. Nos últimos dois dias, cerca de 150 pessoas – sendo 104 profissionais de concessionárias espalhadas por todo o Brasil – participaram do evento em Sorocaba (SP), que teve como tema “Estratégias de Gestão”.

“Este é um momento único em que as melhores ideias desenvolvidas pelos concessionários são apresentadas e discutidas com os presentes. Muitas vezes, uma estratégia comercial de determinada região pode ser aplicada em todo o país tamanha a eficiência dela”, explicou o diretor Comercial da New Holland, Alexandre Blasi.

O encontro também apresentou detalhes sobre lançamentos e familiarizou os concessionários com produtos, parceiros e suportes internos, como o Banco CNH Industrial e o Consórcio da marca. Os gerentes que compareceram ao evento também fizeram uma visita à fábrica localizada em Sorocaba, uma das mais completas do mundo.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite www.cnhpress.com e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

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Alexandre Blasi, diretor comercial da New Holland, destacou a possibilidade de replicar uma estratégia na rede. (Foto: PG1Com / Divulgação)

COP22: Brasil mostra produção agrícola com preservação e redução de CO2

Aumentar a produção agrícola mantendo a qualidade dos produtos, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) na agropecuária e, ao mesmo tempo, preservar a maior biodiversidade do planeta. Esse panorama foi apresentado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, na Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP22), que se realiza nesta semana em Marrakesh, Marrocos, para debater a aplicação do Acordo de Paris. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, também faz parte da comitiva brasileira na COP22.

Maggi acredita que o Brasil é capaz de responder a grandes desafios mundiais apresentados pela ONU, como o aumento da produção de alimentos para uma população mundial crescente, a adaptação de sistemas produtivos e a redução dos gases de efeito estufa. O Ministério da Agricultura prevê que o setor agropecuário nacional deverá alcançar a redução de emissões de CO2 em 0,9 gigatoneladas, entre de 2005 e 2030.

Os resultados ambientais do setor agropecuário nacional se devem, especialmente, ao Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC). Coordenado pelo Mapa, o plano visa práticas sustentáveis que reduzem emissões e retêm carbono por meio da recuperação de pastagens degradadas, do plantio direto na palha, do plantio de florestas e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

As áreas produtivas com sistema integrado somam 11,5 milhões de hectares no país, de acordo com pesquisa patrocinada pela Rede de Fomento de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e realizada pelo Kleffmann Group com acompanhamento técnico da Embrapa Meio Ambiente (SP).

Preferência para produtos brasileiros

A comitiva brasileira frisou que as áreas de preservação em propriedades rurais brasileiras correspondem aos territórios da França e da Noruega juntos. Por conta do cumprimento de regras ambientais rigorosas, o ministro da Agricultura defendeu que os produtos agrícolas brasileiros tenham preferência no mercado global.

Entre as metas assumidas pelo Brasil na COP21 até o ano de 2030, o setor agrícola se propôs a contribuir com a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens, aumentar em 5 milhões de hectares os sistemas de produção integrada e fornecer matérias-primas para biocombustíveis como etanol e biodiesel, que deverão responder por 18% do consumo energético nacional em 2030. O país tem se colocado na conferência como ator-chave na produção sustentável de alimentos e em produção de serviços ambientais.

“Somando-se as metas voluntárias assumidas anteriormente com o compromisso ratificado pelo país por meio da NDC (Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada), o Brasil se compromete a trabalhar 55,5 milhões de hectares e mais 12 milhões para recuperação e recomposição de florestas, o que representa mais de um quarto de todas as terras usadas pela agropecuária. Nenhum outro país assumiu proposta tão audaciosa”, ressaltou o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto, coordenador da Plataforma ABC, iniciativa multiinstitucional para monitorar a adoção de tecnologias de Baixa Emissão de Carbono na agropecuária.

Para Manzatto, a Plataforma é uma valiosa iniciativa, tanto para validar os resultados alcançados e gerar dados para certificação de produtos agropecuários sustentáveis quanto como ferramenta para disseminar essas tecnologias. Para o presidente da Embrapa, o Brasil concentra todas as condições para se tornar líder mundial em intensificação baseada em tecnologias “poupa-recursos”, de baixa emissão de carbono e em ganhos na produtividade da terra. De acordo com Maurício Lopes, o país é um dos poucos do mundo com grandes extensões de terra com aptidão para uso sustentável.

Marco legal

A discussão mundial sobre mudanças climáticas teve seu marco legal na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, em 1992, também conhecida como Eco-92, quando foi elaborado o tratado internacional conhecido como Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Os princípios fundamentais que trariam as diretrizes a serem seguidas por diversos países do globo na tentativa de mitigar os efeitos dessa mudança começaram naquela ocasião e passaram a ser debatidos e negociados, anualmente, em reuniões do foro internacional denominadas Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP).

Dos diferentes aspectos discutidos a cada ano, a agricultura é, sem dúvida, uma das vertentes mais importantes para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Em termos governamentais, é tratada oficialmente na COP pelo Mapa, que conta com o apoio da Embrapa, por meio de sua base de pesquisas e soluções tecnológicas.

A partir do Acordo de Paris, assinado na COP21, foram institucionalizados os compromissos de contribuição brasileiros, chamados Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC, sigla em inglês). Após a assinatura, o acordo passou a ser chamado de NDC Brasil e inclui, entre suas contribuições, ações de mitigação, adaptação e meios de implementação para alcance dos objetivos.

O Plano Nacional de Adaptação deve complementar as ações realizadas no âmbito do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que tem mostrado resultados por meio do Plano ABC, como a disseminação de tecnologias economicamente atraentes e ambientalmente sustentáveis. Tecnologias decorrentes de pesquisas da Embrapa e que promovem ganhos para os sistemas produtivos em termos de resiliência às intempéries do clima e ainda reduzem a intensidade de emissões de gases do setor agrícola.

As discussões

A primeira meta que deu base ao estabelecimento de ações para mitigação de efeitos das mudanças climáticas foi definida ainda na COP3, em 1997, no Japão, na forma do Protocolo de Quioto. No tratado, com mais de 170 países signatários, foi proposto um calendário no qual tais países teriam a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.

Desde a COP15, realizada em 2009, em Copenhagen, surgiram as Ações de Mitigação Nacionalmente Apropriadas (NAMAS), compromissos brasileiros, acordados de forma voluntária pelo país e registrados durante a COP 15. As NAMAs antecederam os compromissos acordados depois na NDC.

O país foi pioneiro ao tratar da importância de ações de adaptação aos efeitos da mudança do clima para o setor agrícola nas negociações internacionais, lembrou o pesquisador do ministério da Agricultura, Gustavo Mozzer. “Durante a construção do Plano ABC, entre 2009 e 2010, houve um capítulo dedicado ao tema de adaptação, sendo o plano brasileiro o único para o setor que contemplou esse tema”, comentou.

Na COP 22, que começou no último dia 7 de novembro, a discussão continua na busca por definir ações que visem o “dimensionamento de impactos, o fomento de políticas públicas e o avanço no conhecimento de antever e mitigar riscos”, diz o pesquisador.

A Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas é uma cúpula internacional, formada por representantes de mais de 190 países, que discutem as bases das negociações para o estabelecimento um acordo internacional.

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