Codevasf recupera 400 quilômetros de estradas vicinais em Alagoas

Cerca de 400 quilômetros de estradas vicinais que ligam a zona rural de nove municípios alagoanos a importantes rodovias estão sendo recuperados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Os investimentos são de aproximadamente de R$ 2 milhões.

As estradas vicinais em recuperação estão situadas nas zonas rurais dos municípios de Pão de Açúcar, Piranhas, Penedo, São Sebastião, Igaci, Poços das Trincheiras, Jacaré dos Homens, Coité do Noia e Colônia Leopoldina. Elas representam as principais vias de escoamento da produção agropecuária para centros distribuidores e consumidores, além de servir de interligação entre municípios e comunidades difusas.

O povoado Capela, situado na zona rural de Penedo, foi um dos beneficiados com a manutenção de estradas vicinais. Morador do povoado, Gilvan Lima, 42 anos, usa a estrada recuperada como a principal via de acesso à zona urbana da cidade e a outros povoados. Para ele, o principal resultado dos investimentos da Codevasf é a segurança. “Estou muito satisfeito com a melhoria dessa estrada. Se sempre fosse assim, seria bom demais, pois antes tinha uma buraqueira que trazia perigo a gente que dirige por aqui. Hoje temos segurança para transitar”, afirmou.

A recuperação da estrada vicinal do povoado Capela também foi comemorada pela família de Carlos Batista, 27 anos. Ele, a esposa e a filha de cinco anos moram num trecho que antes era bastante deteriorado. “Moro há três anos e a estrada estava com muitos buracos. Era difícil para o transporte, até para o ônibus escolar. Agora facilitou para todos nós”, disse.

Segundo o engenheiro civil Ricardo André Pereira, chefe da Unidade Regional de Implantação e Acompanhamento de Projetos da Codevasf em Alagoas, os serviços compreendem a recuperação da superfície com motoniveladora e o revestimento com cascalho argiloso em trechos críticos. Ele ainda explicou que esses serviços de manutenção foram distribuídos de acordo com a demanda apresentada por municípios interessados em recuperar as vias de acesso rural.

“Nós identificamos a demanda por manutenção de estradas vicinais, já que atuamos em municípios com extensas áreas rurais. Assim, a Codevasf fez o contrato que prevê 400 quilômetros de trabalho”, explicou.

O chefe da Unidade Regional de Implantação e Acompanhamento de Projetos ainda revelou que a Codevasf está realizando novo processo licitatório com perspectiva de ampliação da extensão a ser recuperada e incremento na qualidade do serviço.

“Nesse novo contrato que vamos trabalhar em 2019, vamos ampliar o revestimento com cascalho argiloso. No primeiro contrato, disponibilizamos em torno de 25% da quilometragem prevista para revestimento. No novo projeto, vamos trabalhar com a previsão de revestir com cascalho a metade da extensão dos quilômetros contratados”, afirmou Pereira.

O superintendente regional da Codevasf em Alagoas, James Marlan Ferreira Barbosa, disse que, devido ao sucesso na execução do projeto, outros municípios devem ser contemplados na segunda etapa. A previsão é que a nova etapa do projeto ocorra no primeiro semestre de 2019.

“As estradas vicinais são de extrema importância para a economia desses municípios, pois são, muitas vezes, a principal, se não a única, via de transporte de pessoas e mercadoria na zona rural. Devido a esse papel fundamental, já recebemos diversas demandas para a segunda fase do projeto e estamos abertos às demandas das prefeituras, já que hoje a Codevasf atua em todos os 102 municípios de Alagoas”, declarou Barbosa.

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Foto: Divulgação / Codevasf

Boletim Prohort destaca a alta no preço da batata e cebola nas Ceasas

As ceias de Natal deste ano podem ficar mais caras se for levado em conta os preços de alguns produtos hortigranjeiros. No último mês, a batata foi que apresentou as maiores cotações na maioria das Ceasas analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A hortaliça sofre dessa elevação desde setembro, e desta vez o número chegou a subir 57,7% em Recife e 9,7% em Fortaleza.

Nas demais Ceasas, a batata segue com aumento de 38,6% em Vitória, 32,2% em Goiânia, 31,1% no Rio de Janeiro, 26,3% em Belo Horizonte, e 25,3% em São Paulo. Os dados estão no 12º Boletim Prohort, divulgado nesta quarta-feira (19), pela Conab com os preços de frutas e hortaliças das Ceasas em novembro.

Segundo o Boletim, outro produto que poderá encarecer a ceia é a cebola, cuja elevação de preço já era esperada pela pressão da alternância de safra. O maior percentual de elevação ocorreu também em Recife (86,5%), seguido de Goiânia (78%), Belo Horizonte e Vitória, na casa dos 57%, Fortaleza e Rio de Janeiro, próximo a 43%, e São Paulo, 39%. A safra de agora é oriunda do estado de Santa Catarina, com o encerramento da colheita em Minas Gerais, Goiás, Bahia e Pernambuco.

O tomate, que já vinha se destacando nas altas do mês passado, também registrou elevação na maioria das Ceasas analisadas, com exceção da Ceagesp, em São Paulo, e na Ceasa/CE, em Fortaleza, que tiveram pequenas quedas percentuais de 1,38 e 4,74 %, respectivamente.

Já sobre as frutas, houve redução de preços da banana e do mamão. A menor cotação para a primeira foi em Goiânia (16,8%), seguida de Fortaleza (10%), enquanto que para o mamão de Goiânia (25,2%) a aquisição ficou mais em conta.

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país.

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Produção de café brasileira é recorde com 61,7 milhões de sacas

A produção de café na safra de 2018 é de 61,7 milhões de sacas beneficiadas, com crescimento de 37% em relação ao ano anterior. É a maior colheita registrada na série histórica do grão, superando em cerca de 10 milhões de sacas o melhor desempenho já registrado, em 2016. O dado consta do 4º Levantamento da Safra 2018 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O bom resultado deve-se às condições climáticas favoráveis, proporcionando boas floradas, à melhoria do pacote tecnológico, com o uso de variedades mais produtivas, como as plantas clonais em Rondônia e Mato Grosso, além da bienalidade positiva, sobretudo em lavouras da espécie arábica.

A quantidade total engloba o café arábica e o conilon. Com relação ao arábica, a produção estimada é de 47,5 milhões de sacas, ou seja, em acréscimo de 38,6%. Já a quantidade de conilon deverá chegar a 14,2 milhões de sacas, com aumento de 32,2%. Os números confirmam o Brasil na posição de maior produtor de café no mundo.

O estado de Minas Gerais registra colheita de 32,97 milhões de sacas de arábica e 390,3 mil sacas de conilon. No estado, que possui os maiores números do país, destaca-se a região do cerrado, que apresentou produção 95% superior à do ano passado, devido ao aumento de área e produtividade, bem como, o norte de Minas, que mesmo com queda na área de plantio, a colheita é 22,7% superior à de 2017.

Já o Espírito Santo registra aumento de 52% na produção do conilon, chegando a uma colheita de aproximadamente 9 milhões de sacas. O estado capixaba ainda registra produção de 4,7 milhões de sacas de arábica, mantendo-se como o segundo maior produtor da cultura.

A área total, que engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país, ficou em 2,16 milhões de hectares, o que representa queda de 2,2% se comparada com a safra anterior. Essa redução deve-se principalmente a campos em formação, que saiu de 344,8 mil hectares em 2017 para 294,1 mil hectares neste ano, uma vez que a área em produção se manteve estável, na ordem de 1,8 milhão de hectares.

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Emater-RN e Fundação Banco do Brasil assinam convênio para reuso de ‘água cinza’

A Emater-RN lançou uma parceria com a Fundação Banco do Brasil para reuso de águas cinzas – ou água servida gerada das propriedades rurais. A assinatura do acordo aconteceu no Sintraf, em São Paulo do Potengi, com a presença da diretora-geral da Emater-RN, Cátia Lopes, e do superintendente Estadual Fundação Banco do Brasil, Basílio Medeiros.

O sistema de Reuso de Águas Cinzas servirá para a produção de palmas e capim para nutrição animal. O convênio abrange inicialmente os municípios de Alto do Rodrigues, Alexandria, Lajes, Assu e São Paulo do Potengi, com a instalação de um sistema de reuso de águas cinzas em 44 unidades rurais.

O objetivo é promover a irrigação localizada de palma forrageira por meio de água servida, após passar por tratamento. Para isso, será utilizado um sistema de filtro anaeróbico e conduzido, através de bombeamento, para uma caixa d´água que realizará a irrigação por gravidade.

Essa é uma maneira de aproveitar racionalmente a água servida das propriedades rurais – originária das pias ou do banho – e que seria levada à rede de esgoto, fossa séptica ou despejada no quintal sem um aproveitamento adequado.

A diretora geral da Emater-RN, Cátia Lopes, destaca a importância do convênio. “É a primeira vez que a Emater-RN realiza a parceria de um projeto deste porte com a Fundação Banco do Brasil. O reuso de águas cinzas é sinônimo de sustentabilidade e economia, favorecendo as gerações futuras”.

O valor total do convênio é de R$ 551.364,96, sendo R$ 408.695,44 da Fundação Banco do Brasil e o restante investidos pela Emater-RN.

Também participaram do evento o prefeito de Lajes, José Marques Fernandes; o secretário de agricultura de agricultura de São Paulo do Potengi, João Maria Ribeiro; técnicos da Emater-RN e agricultores.

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Vigiagro automatiza operações e gera redução de custos nos portos, aeroportos e fronteiras brasileiras

Desde abril, todas as operações de exportação de carnes utilizam a integração dos Sistemas de Informações Gerenciais de Importação e Exportação e de Vigilância Agropecuária Internacional (SIGVIG/Vigiagro), previstos no Portal Único do Comércio Exterior. Os ganhos têm sido redução de custos e tempo de liberação das cargas nos portos, aeroportos e fronteiras brasileiros. Cerca de 200 mil exportações já foram efetivadas por meio da plataforma, que proporciona simplificação e transparência ao processo.

Os trâmites de embarque são processados automaticamente pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com redução no tempo médio dispendido de três dias para apenas 15 minutos. Mais recentemente, as exportações de milho e do complexo soja, que exigem certificação fitossanitária emitida pelo ministério, também já estão utilizando a nova plataforma. A opção está disponível desde o dia 5 de novembro. No início do próximo ano, as importações também deverão ser embarcadas na nova plataforma, valendo-se de uma integração com o Siscomex Anuente Web.

OEA Agro

Em 31 de outubro foi publicada a Portaria nº 45/2018, que criou o Operador Econômico Autorizado para o agronegócio, o OEA-Agro. Na prática, o OEA é um exportador ou importador de baixo risco, confiável e, por isso, apto a benefícios oferecidos pela alfândega, relacionados à maior agilidade e previsibilidade nas operações de comércio internacional. O OEA-Agro foi um sistema concebido para facilitar o comércio internacional de produtos de interesse agropecuário; simplificar e garantir previsibilidade, segurança, agilidade e transparência em processos de importação e exportação de produtos de interesse agropecuário.

Também otimiza o uso dos recursos humanos e financeiros do Mapa, na fiscalização e certificação de mercadorias de interesse agropecuário no comércio internacional; articula ações conjuntas de facilitação de comércio entre o Mapa e outros órgãos federais no trânsito de produtos de interesse agropecuário. O procedimento beneficia exportadores de produtos de interesse agropecuário e importadores de mercadorias, bens e materiais.

Cães de detecção

Pela primeira vez, o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Mapa utilizou o trabalho de cães de detecção no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para intensificar o controle da entrada de produtos de origem animal e vegetal. A ação foi destinada, especialmente, para prevenir a entrada do vírus da peste suína africana.

A importância do trabalho dos cães de detecção foi reconhecida com a assinatura da Instrução Normativa 74/2018 do Mapa, que institui o emprego de cães de detecção de odores como ferramenta complementar aos procedimentos de fiscalização agropecuária. Atualmente existem duas equipes: uma em Brasília (DF) e outra em Curitiba (PR). Dez novos cães devem entrar em operação nos próximos dois anos. As próximas Unidades Vigiagro que contarão com esse reforço na fiscalização são o aeroporto de Guarulhos (SP), do Galeão (RJ) e o aeroporto de Belém (PA). Para atender esses locais o treinamento de três novos cães está previsto para breve.

Viagens de pets

Desde o início do ano a emissão de Certificados Veterinários Internacionais (CVIs) para Animais de Companhia para os Estados Unidos já é feita de forma digital. A solicitação do documento é realizada via sistema do Ministério da Agricultura, com envio online dos documentos obrigatórios, sem a necessidade de deslocamento até uma Unidade Vigiagro.

A análise é realizada de forma descentralizada em todo o Brasil com o apoio de 30 auditores fiscais federais agropecuários. O Certificado é emitido online e assinado digitalmente. Ainda neste mês deverá ser iniciada a emissão de CVIs para os países do Mercosul. A versão planejada para o início de 2019 do CVI online deverá englobar a totalidade das solicitações de certificação de animais de companhia – cães e gatos.

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Conab divulga produção recorde de etanol total no Brasil com 32,3 bilhões de litros

O 3º Levantamento da Safra 2018/2019 de cana-de-açúcar divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que o país terá novo recorde na produção total de etanol, que chegou a 32,3 bilhões de litros, um aumento de 18,6% em relação à safra passada. O último maior número havia ocorrido na safra 2015/16, com 30,5 bilhões. O recorde vale também para a quantidade produzida de etanol hidratado, cerca de 21,6 bilhões, superior ao de 19,6 bi na safra 10/11.

A produção da cana-de-açúcar, segundo o levantamento, está estimada em 615,84 milhões de toneladas. O número representa uma redução de 2,8% em relação à safra anterior, que fechou em 633,26 milhões de t. O açúcar, com uma produção que deve atingir 31,7 milhões de t, também teve retração de 16,2% em comparação a 2017/18. Para o etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, haverá uma redução de 2,3%, alcançando 10,7 bilhões de litros.

A área colhida no país está estimada em 8,6 milhões de hectares, com uma queda de 1,1%. Na Região Sudeste, especificamente, a diminuição ocorreu como reflexo dos problemas climáticos ocorridos e devido à devolução de terras arrendadas. O Centro-Oeste praticamente manteve a área colhida da safra passada, apresentando leve aumento nos patamares de produtividade. Já a boa distribuição das chuvas no Nordeste, durante fases importantes da lavoura, trouxe forte incremento nos níveis de produtividade, 12,8% a mais em relação à safra passada. A região Sul apresentou, neste levantamento, queda de 2,6% na área colhida, enquanto a Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deverá ter uma produção 3,2% menor que na última safra.

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Febre aftosa: Santa Catarina manterá certificação independente do restante do país

Santa Catarina se manterá como uma zona separada no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Único estado brasileiro que já é livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Santa Catarina se prepara agora para a retirada da vacina no restante do país. A posição do agronegócio catarinense foi defendida durante o Fórum de Prevenção à Febre Aftosa, realizado nesta semana, em Florianópolis.

Com início previsto para 2019, o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) prevê que a vacinação contra febre aftosa seja suspensa gradativamente no Brasil, separando os estados em cinco blocos. Para efeito de discussão técnica, Santa Catarina faz parte do bloco V – junto com Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Como Santa Catarina já tem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) desde 2007, a decisão do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores é de que o estado mantenha uma certificação independente do restante do país.

A demanda catarinense já foi apresentada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O nosso status sanitário diferenciado é um patrimônio catarinense, que deve ser preservado. A conquista da certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação custou muito esforço e uma dedicação enorme de todo o setor produtivo catarinense”, defende o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

A separação de Santa Catarina garante que, por exemplo, em caso de ocorrência de febre aftosa em outro estado, a certificação internacional catarinense não seja afetada. Nessa situação, o estado continuaria autorizado a exportar os produtos de origem animal porque se manterá como uma zona a parte do restante do país.

Defesa agropecuária

A retirada da vacinação em outros estados irá demandar um investimento ainda maior na defesa agropecuária catarinense. Atualmente, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados, sendo proibida a entrada de bovinos provenientes de outros estados.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

“Este é um momento importante para o agronegócio catarinense. A vacinação em outros estados, como no Paraná e no Rio Grande do Sul, nos protegiam porque formavam uma barreira para o nosso rebanho. O rebanho catarinense é todo identificado e sem nenhuma proteção vacinal, é como uma subpopulação de bovinos dentro do Brasil, por isso a importância de mantermos nossa defesa agropecuária em alerta”, ressalta o secretário Spies.

Santa Catarina trabalha agora em seus novos diferenciais competitivos: controle da brucelose e tuberculose, bem estar animal e desempenho ambiental. “O status sanitário diferenciado sempre foi nosso grande diferencial, como em breve todo o país também será livre de febre aftosa sem vacinação, nós já pensamos nos próximos passos. Nosso estado quer ser conhecido como referência em bem estar animal, controle de brucelose e tuberculose e desempenho ambiental. São esses fatores que irão garantir a competitividade do nosso agronegócio”, afirma.

Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa

O PNEFA está em andamento e em novembro de 2019 o Paraná – estado vizinho de Santa Catarina – já irá suspender a vacinação no seu rebanho. A expectativa é de que em 2023, o Brasil seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país livre de febre aftosa sem vacinação. Mesmo status conquistado por Santa Catarina em 2007.

A superintendente federal do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento de Santa Catarina, Uellen Colatto, explica que o Brasil está prestes a promover uma grande mudança no setor agropecuário. “É um momento de bastante trabalho, estamos em vias de promover uma grande mudança, de transformar o Brasil inteiro em um país livre de febre aftosa sem vacinação. E essa é uma ousadia consciente porque jamais retiraríamos a vacina se não tivéssemos certeza do nosso status sanitário”.

Status sanitário diferenciado

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. Em 25 de maio de 2007 representantes do Governo do Estado compareceram à Assembleia Mundial da OIE, onde receberam o certificado que faz do estado uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após o reconhecimento internacional, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

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Fórum de Prevenção à Febre Aftosa, realizado em Florianópolis (Foto: Divulgação / SAR)

Vendas externas do Agro ultrapassam US$ 100 bilhões no acumulado de 12 meses

As exportações do agronegócio atingiram US$ 100,10 bilhões entre dezembro de 2017 e novembro de 2018 (+5,2%), ultrapassando a marca de US$ 100 bilhões. O aumento das exportações ocorreu em função do incremento da quantidade exportada (+ 5,3%).

“A superação da marca dos 100 bilhões de dólares de exportações anuais do agronegócio brasileiro reflete tanto a boa gestão do Ministério da Agricultura como a excelência do nosso setor produtivo”, comemora o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Odilson Ribeiro e Silva.

O recorde para o período ocorreu entre dezembro de 2012 e novembro de 2013, quando o Brasil exportou US$ 100,70 bilhões em produtos do agronegócio, conforme dados do boletim da Balança Comercial do Agronegócio divulgado nesta segunda-feira (17).

A participação do setor nas exportações totais brasileiras registrou 42,1% (-1,9 ponto percentual em relação ao período anterior, que foi de 44%).

Vendas em novembro

As exportações do agro, no último mês, atingiram US$ 8,37 bilhões, em alta de 18,3%. Apesar desse crescimento, a participação dos produtos do agronegócio no total exportado pelo Brasil no período diminuiu, passando de 42,4% para 40,0%.

As importações tiveram incremento de 2,2% no mês de novembro, com US$ 1,18 bilhão. O saldo da balança comercial do agronegócio alcançou US$ 7,20 bilhões (+21,4%).

Em relação aos produtos exportados em novembro deste ano, destacam-se os recordes da soja em grãos, café verde, celulose, papel, carne bovina in natura e algodão.

As vendas de soja em grãos, que alcançaram valor e volume recordes para todos os meses de novembro, registraram no período 5,07 milhões de toneladas (+136,6%), num total de US$ 2 bilhões (+145,7%).

O café verde obteve recorde em quantidade para todos os meses, em alta de 44,5% em relação a novembro de 2017, com 234 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura foram recorde para novembro, com US$ 521,75 milhões. Em relação à quantidade, também houve recorde para o mês, com 130,57 mil toneladas comercializadas.

O principal produto negociado no setor de produtos florestais foi a celulose, com o valor recorde em novembro de US$ 649,40 milhões (+17,6%) e quantidade também recorde de 1,24 milhão de tonelada (+14,2%). As vendas externas de papel igualmente foram recorde, com a soma de US$ 184,04 milhões (+13,9%), para quantum também recorde de 185,98 mil toneladas (+5,6%).

Nas fibras e produtos têxteis, houve destaque do algodão, com recordes no valor e quantidade exportada. As vendas somaram US$ 344 milhões (+36,6%), com 198 mil toneladas do produto comercializadas.

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Contratação de crédito rural cresce 19% e alcança R$ 75 bilhões

Puxado pelas taxas de juros do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, que estão em média 1,5 ponto percentual mais baixas, o volume de crédito rural contratado junto aos bancos pelos produtores cresceu 19%, para R$ 75,36 bilhões, nos cinco primeiros meses da atual temporada, entre julho e novembro, em relação ao mesmo período da safra passada (2017/2018). O Balanço do Financiamento Agropecuário foi elaborado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Todas as modalidades e linhas de crédito agrícola registraram alta no período. As operações de custeio agropecuário somaram R$ 43,4 bilhões, resultado 15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo passado. Com crescimento de 19%, o desembolso com industrialização chegou a R$ 3,4 bilhões. Já os valores contratados na linha comercialização alcançaram R$ 13 bilhões no período, alta de 19%.

Os empréstimos para investimento totalizaram R$ 15,5 bilhões, 37% de incremento na mesma comparação, o que evidencia a ocorrência da recuperação dos níveis de investimentos no campo. De acordo com a SPA, a maior procura pelos recursos utilizados para investimento concentra-se na aquisição de máquinas, implementos, armazenagem e infraestrutura das propriedades em geral

Entre os programas de investimento, se destaca o desempenho do crédito rural no âmbito dos programas ABC (Agricultura de Baixo Carbono), Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), cujas condições de financiamento são mais favoráveis.

De acordo com o balanço da SPA, o valor dos financiamentos realizados na atual safra, ao longo dos últimos cinco meses, e o aumento observado em relação a igual período da safra anterior foram de R$ 1 bilhão (+119%) para o programa ABC. Já o PCA alcançou R$ 506 milhões (+100%) e o Inovagro, R$ 563 milhões (+84%)

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, “o desempenho favorável desses programas revela a importância e a prioridade atribuídas ao processo produtivo sustentável, a necessidade de aumentar a capacidade estática de armazenagem frente a safras cada vez maiores e, por fim, a forte demanda por tecnologia, inovação e modernização do setor agropecuário.

Outros programas de investimento que tiveram expansão nas contratações de crédito rural foram o Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais) (+224%) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo – Prodecoop (+348%), atingindo, respectivamente, R$ 591 milhões e R$ 378 milhões.

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Conab apoia agricultura familiar com recurso extra de R$ 1,5 milhão

Os agricultores familiares de Pernambuco, Ceará e da região do entorno do Distrito Federal receberão R$ 1,5 milhão a mais para desenvolver projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS). O recurso será repassado pela Companhia Nacional de Abastecimento e deverá beneficiar cerca de 15 projetos.

O investimento é suplementar ao orçamento inicial do programa, resultado de emendas parlamentares individuais apresentadas por deputados dos estados atendidos. Pernambuco terá o maior aporte, com R$ 1,3 milhão. Os projetos contemplados com a verba seguirão a lista de propostas aprovadas pela Companhia, respeitando o ranqueamento no estado que considera todos os critérios de participação, como mulheres rurais, comunidades tradicionais e assentados, produtores de alimentos orgânicos ou agroecológicos, entre outros.

Para o Ceará, serão destinados R$ 100 mil e a escolha dos projetos também respeitará a classificação das propostas no estado. Já para a região do entorno do DF, a verba de R$ 150 mil deve ser aplicada em projetos aprovados pela Companhia nos municípios de Formosa, Água Fria e/ou Vila Boa, sempre respeitando a posição no ranking das propostas classificadas.

A CDS tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e também de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

O orçamento suplementar ao PAA é resultado de emenda parlamentar encaminhada pelos deputados federais Pedro Chaves (MDB/GO), Adalberto Cavalcanti (Avante/PE) Marinaldo Rosendo (PP/PE), Vaidon Oliveira (PROS/CE).

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