“مصر” تستضيف اجتماعات اللجنة الاستشارية 53 للمجلس الدولي للزيتون في ابريل المقبل بمشاركة 47 دولة

“مصر” تستضيف اجتماعات اللجنة الاستشارية 53 للمجلس الدولي للزيتون في ابريل المقبل بمشاركة 47 دولة> ندوة عالمية حول فرص الاستثمار في الزيتون في مصر علي هامش الاجتماعات

تستعد وزارة الزراعة واستصلاح الأراضي، لاستضافة اجتماعات اللجنة الاستشارية للمجلس الدولي للزيتون، في ابريل المقبل، والذي يترأسه حالياً الدكتور عز الدين أبوستيت وزير الزراعة واستصلاح الأراضي. وقال وزير الزراعة ان الدورة الحالية والتي تسلمت مصر رئاستها خلال الاحتفالية التي عُقدت في العاصمة الاسبانية مدريد نهاية نوفمبر الماضي، تشهد الذكرى الـ60 لتأسيس المجلس الدولي للزيتون، مؤكدا ان تلك الاجتماعات، تمثل واحدا من الأحداث الدولية الهامة، حيث من المقرر ان يشارك فيها ممثلين من 47 دولة منتجة للزيتون على مستوى العالم، فضلاً عن عدد كبير من الباحثين والخبراء والمنتجين، لافتاً الى ان هذا المجلس يضم في عضويته الدول المسئولة عن 98% من إنتاج الزيتون في العالم. وأشار وزير الزراعة الى ان المجلس يساعد في تشجيع التعاون بين الدول الأعضاء في مشاريع الأبحاث والتدريب ونقل التكنولوجيا، لافتاً الى انه معني أيضاً بوضع الشروط والمعايير المختلفة لتصنيف الزيتون والزيت الناتج منه. وأوضح ان المجلس الدولي للزيتون يدعم الكثير من المشاريع في الدول الأعضاء مالياً وفنياً، لافتاً الى ان عضوية المجلس تساهم بشكل كبير في تسهيل عمليات التصدير للزيتون بين الدول الأعضاء. من جهته قال الدكتور عادل خيرت رئيس المجلس المصري للزيتون، ان اجتماعات اللجنة الاستشارية التي تستضيفها وتترأسها مصر في ابريل المقبل، سيتصدرها اقامة ندوة عالمية حول فرص الاستثمار في قطاع الزيتون في مصر، بمشاركة وزارات الزراعة والاستثمار والتجارة والصناعة، ويحضرها عدد كبير من كبار المستثمرين والعاملين في مجال صناعات الزيتون المتكاملة من ايطاليا، وأسبانيا والبرتغال، بالإضافة الي العديد من المستثمرين من مصر والدول العربية، وكذلك عدد من المؤسسات الدولية المانحة للتسهيلات للمشروعات العملاقة، وشركة الريف المصري الجديد، ومشروع مستقبل مصر، كما أضاف انه من المقرر ايضاً عقد دورة تدريبية حول “زيتون المائدة”، بمشاركة محاضرين وخبراء دوليين وبحضور متدربين من داخل مصر ومن مختلف دول العالم المشاركة في الاجتماع.

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Nota conjunta do MRE e do MAPA sobre a missão ao Brasil do serviço veterinário da Rússia

Nota nº 88

15 de abril de 2019

Nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a missão ao Brasil do serviço veterinário da Federação da Rússia

Os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tomaram nota do adiamento de missão do serviço veterinário da Federação da Rússia, que viria ao Brasil para inspecionar estabelecimentos interessados em exportar proteína animal para aquele país.

A missão ocorreria no âmbito dos trabalhos destinados a concluir os procedimentos necessários para a ampliação do acesso de produtos e subprodutos de origem animal ao mercado russo, após a suspensão das vendas de carnes brasileiras em 2017 e a subsequente normalização, no final de 2018, com número reduzido de estabelecimentos.

Segundo informação oficial das autoridades russas pertinentes, o adiamento deu-se em razão da necessidade de contar com informações técnicas adicionais. Em nenhum momento, autoridades russas atribuíram a suspensão da missão a questões relacionadas à política externa brasileira.

Os questionamentos apresentados pelo lado russo já se encontram em análise pelas áreas competentes do governo brasileiro e serão respondidos em missão àquele país a ser liderada pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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Produção de grãos cresce 3,4% e chega a 235,3 milhões de toneladas

Com uma variação positiva de 3,4% em relação à safra passada e um aumento de 7,7 milhões de toneladas, a produção de grãos no Brasil no período 2018/2019 deve alcançar 235,3 milhões de toneladas. A marca de segunda maior da série histórica pode ocorrer, caso confirme o 7º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Soja, milho, arroz e algodão apresentam-se como as principais culturas produzidas no país, representando 94,5% da safra. O aumento de área dessas culturas, com exceção do arroz, contribuíram para a elevação de 2,1% em relação à safra anterior, chegando à marca de 63 milhões de hectares. Quanto à produção, a soja é estimada em 113,8 milhões de toneladas, podendo alcançar o título de terceira maior safra da série histórica, mesmo com uma redução de 4,6% frente à safra anterior, que foi até agora o maior recorde. A área plantada da soja nesta safra cresceu 1,8%, correspondendo ao plantio de 35 milhões de hectares.

O que também contribuiu muito para o bom desempenho da safra atual foi a melhora da produção de milho na segunda safra. A colheita prevista do milho total em 94 milhões de toneladas representa aumento de 16,5% comparado à última safra, com a ajuda do milho segunda safra, que registra cerca de 68,1 milhões de toneladas.

Para o superintendente de Informações do Agronegócios da Conab, Cleverton Santana, o resultado tem como aliado o aumento de área.“Enquanto o milho primeira safra perdeu espaço para feijão, cana-de-açúcar e pastagens, o outro foi favorecido pela antecipação da colheita da soja e pela possibilidade do aproveitamento integral da janela climática, criando a expectativa de bons rendimentos na lavoura”, enfatiza. “A área do primeira safra sofreu uma redução de 1,3%, mas o da segunda cresceu 6,1% referente ao período anterior”, completa.

Em relação a outras culturas, o algodão em pluma pode alcançar 2,6 milhões de toneladas, com uma elevação de cerca de 32% frente à safra 2017/18, e com acréscimo de 35% na área plantada, chegando a 1,17 milhão de hectares. Já o arroz registrou uma produção de 10,7 milhões de toneladas, com queda de 11,7% na área, que também sofreu redução de 13,5%.

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Wine South America projeta mercado brasileiro de vinhos para o mundo 

Com um reconhecimento crescente do setor mundial de vinhos enquanto país produtor qualificado e como um mercado consumidor bastante promissor, o Brasil se prepara para sediar a segunda edição da Wine South America. De 25 a 27 de setembro, Bento Gonçalves (RS) estará novamente no centro do mapa mundial do vinho, atraindo importadores, distribuidores, profissionais do vinho e apreciadores que poderão conferir os rótulos das principais regiões produtoras nacionais e internacionais.

A segunda edição da Wine South America promete superar o sucesso da “safra” anterior. No ano passado foram 250 marcas expositoras, 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor em 10 mil metros quadrados de área. A participação de vinícolas nacionais será ainda mais representativa esse ano, atraindo expositores de todas as regiões produtoras do Brasil, que apresentarão seus rótulos reconhecidos por mais de 3 mil premiações já conquistadas no Exterior. Cerca de 80% das marcas brasileiras participantes da primeira edição já renovaram seus espaços e outras importantes vinícolas nacionais já confirmaram a estreia em 2019.

Em relação às marcas internacionais, a adesão também tem sido bem-sucedida em razão de o Brasil ser o maior país da América do Sul e com o maior potencial de consumo do continente. Mais de 10 países devem participar da Wine South America 2019, com destaque para Argentina, Chile e Uruguai, reforçando o posicionamento de principal evento do setor no continente latino-americano.

“O Brasil é o quinto maior do Hemisfério Sul e o 13º maior produtor de vinhos do mundo. Os nossos produtos são exportados para 59 países em cinco continentes. O potencial é muito favorável. E a feira tem um papel importante na aproximação dos clientes (compradores) com as vinícolas dentro do nosso próprio território”, salienta o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló.

A exemplo de 2018, a Wine South America contará com masterclasses conduzidas por Master of Wine de renome internacional e degustações orientadas de vinhos brasileiros, em parceria com a seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Na primeira edição, os profissionais da ABS-RS apresentaram um panorama da produção vitivinícola do Brasil e sua diversidade, além de painéis sobre espumantes, vinhos de guarda e a Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos, entre outros temas.  “Tivemos uma ótima repercussão e acolhida com um painel sobre mercado, posicionamento de produtos e novas tendências, que devemos ampliar nesta edição. Também aprofundaremos o conhecimento sobre os vários terroirs brasileiros, com a presença de professores da ABS de outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, além da região Nordeste”, adianta o presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr.

Assim como ocorreu na primeira edição, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) é apoiadora da feira, já que o evento culmina com a Avaliação Nacional de Vinhos, realizada anualmente pela entidade no último sábado de setembro.

“A Wine South America chegou para fortalecer o que produzimos, como canal de ligação com o mercado, aproximando quem aprecia de quem elabora. Nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros e, junto com a feira, esperamos poder levar esta marca para os quatro cantos do mundo”, reforça o enólogo Daniel Salvador, presidente da ABE.

Segundo Marcos Milanez Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, empresa promotora da feira e subsidiária do grupo Veronafiere, além de promover negócios entre produtores nacionais e internacionais com players do mercado brasileiro e mundial, a Wine South America conta com o diferencial de ser realizada na principal região produtora do país, o que fortalece sua importância para o setor e fomenta o enoturismo. “O comprador, além de experimentar os vinhos e espumantes expostos na feira, tem a oportunidade de conhecer as vinícolas da região, o local de elaboração dos produtos, a sua qualidade e vivenciar a emoção atrás do rótulo, transformando o evento em uma experiência única para quem o visita”, observa Milaneze, lembrando que, além de produtos derivados de uva, a feira terá marcas expositoras de azeites e destilados.

Projeto Comprador será 40% maior que o de 2018 

Viabilizado por meio de parceria da Milanez & Milaneze / Veronafiere com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Projeto Comprador trará à Wine South America 140 compradores de todo os estados brasileiros e outros 30 de países dos continentes americano, europeu e asiático, com o objetivo de promover rodadas de negócios com as vinícolas brasileiras. O total de compradores é 40% maior do que o da edição anterior.

Em 2018, cerca de 120 empresas participaram do Projeto Comprador, gerando cerca de R$ 6 milhões em negócios. ”Setembro é o principal mês de compra de vinhos para abastecer os pontos de venda. O desenvolvimento das rodadas de negócio durante a feira traz ótimos resultados, principalmente para as comercializações de fim de ano”, acredita o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

Serviço:

O que: 2ª Wine South America - Feira Internacional do Vinho. 

Quando: 25 – 27/09/2019 (das 14h às 21h) 

Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves – RS (Alameda Fenavinho, 481) 

Ingressos: a partir da segunda quinzena de abril no site do evento

Informações: info@winesa.com.br ou (54) 3455.6711

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Em 2018, a primeira edição da Wine South America recebeu aproximadamente 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor (Foto: Augusto Tomasi/Divulgação)

AgroBrasília adota ações estratégicas de responsabilidade socioambiental

Ser uma referência em sustentabilidade ambiental, no segmento de eventos do Agronegócio, é um dos objetivos da AgroBrasília. Além de incentivar a realização de negócios e promover a agricultura brasileira, a Feira pretende estimular boas práticas e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Para isso, a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), organizadora da Feira, adotou um Plano de Sustentabilidade com ações estratégicas a serem desenvolvidas antes, durante e depois do evento, visando alcançar maior desempenho socioambiental e econômico, e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a humanidade.

Inspirada nesses ideais e para o cumprimento da agenda, a Coopa-DF implantará as iniciativas levando em consideração cinco temas: Planeta – uso racional da água; gerenciamento dos resíduos sólidos; prevenção da poluição do solo, ar e água; Pessoas – saúde e segurança do trabalho; inclusão e acessibilidade; educação de qualidade; Parceria – parcerias com a comunidade; Paz – comunicação e educação; e Prosperidade – fomento da economia local e redução de desigualdades.

Dessa forma, o objetivo da comissão organizadora é, além de contribuir para o fomento do setor, enquadrar-se em diretrizes sustentáveis nos aspectos econômicos, sociais e ambientais, mitigando os impactos negativos e potencializando as oportunidades à toda a comunidade influenciada pela Feira.

A preocupação dos organizadores do evento com o meio ambiente está expressa em alguns cuidados, como, por exemplo, durante a montagem e desmontagem dos estandes, fase esta que acaba gerando um grande volume de resíduos.

O gerenciamento dos resíduos é uma das iniciativas a serem implantadas e que tem como objetivo destinar adequadamente todos os materiais que forem gerados na Feira, buscando adotar os preceitos indicados na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que são baseados na não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos rejeitos.

Com isso, pretende-se adequar a infraestrutura do evento de modo a torná-lo mais sustentável, minimizando ou até eliminando os impactos negativos gerados.

Os participantes com mobilidade reduzida também encontrarão toda uma infraestrutura adequada, que beneficia a locomoção de cadeirantes, com terreno plano e pavimentado, exceto nas áreas que são cobertas com grama. No entanto, nestas últimas áreas citadas serão instalados os estandes dos expositores, os quais geralmente possuem infraestrutura acessível.

Para Kallel Kopp, diretor de Operações da Neutralize, empresa responsável pela elaboração e implantação do Plano de Sustentabilidade da Feira, a AgroBrasília se insere nesse “movimento de vanguarda, de preocupação com o planeta, se alinhando com os principais players e grandes empresas do mercado”.

Segundo Kopp, ao trazer essa pauta de sustentabilidade, a Feira “se posiciona entre os maiores e melhores do mundo, criando um compromisso de que acredita, sim, no desenvolvimento justo e equitativo, e que é possível aliar produção e geração de emprego com o desenvolvimento sustentável”.

De acordo com Ronaldo Triacca, coordenador-geral da Feira, cada vez mais o produtor rural brasileiro está preocupado e consciente quanto à preservação e conservação de seu bem maior que é a terra em que cultiva e gera renda para sua família. “A AgroBrasília inova quanto à sustentabilidade em eventos, pois traz para esta edição um projeto com várias ações de sustentabilidade, caminhando lado a lado com o homem do campo, com o intuito de deixar a terra ainda mais produtiva e ambientalmente correta para as gerações futuras”.

Para Luciano Conceição, diretor-executivo da OrganoGran, fábrica de fertilizante organomineral localizada no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), não existe qualquer segmento hoje em dia que não tenha compromisso com a sustentabilidade. “Os que não o tem, estão sendo omissos”, afirma.

Segundo o empresário, a AgroBrasília sai na frente e dá um exemplo de responsabilidade e compromisso com o meio ambiente, principalmente por ser um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. “Como diretor da OrganoGran, empresa que apoia o Plano de Sustentabilidade, e é parceira neste projeto, me orgulho em participar de um evento que, como nós, cumpre sua responsabilidade ambiental”, finaliza.

Responsabilidade social – A inclusão social é um fator importante na AgroBrasília. Nos últimos anos, o Rotary explora um restaurante no Parque, cuja renda obtida é destinada a entidades de Unaí (MG), no noroeste de Minas Gerais.

Para José Carlos Ferrigolo, produtor de grãos e presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí Ltda. (Coagril), é fundamental a sensibilização dos produtores e de todo o setor para essas demandas sociais. “Essa questão social é muito importante. Esse setor precisa estar sensibilizado e voltar o olhar para essa demanda social. Não é uma obrigação, é mais uma função que esses produtores precisam também cumprir, e a Feira tem sensibilizado os produtores nesse sentido, e isso é muito importante”, avalia.

Serviço:

O que: AgroBrasília

Quando: 14 – 18/05/2019

Onde: Parque Ivaldo Cenci – PAD-DF – BR-251 – Km 5 – Brasília – DF

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Frigoríficos estão entre os ambientes que mais oferecem riscos de acidentes

Os frigoríficos estão entre os ambientes de trabalho que mais oferecem riscos à saúde e segurança do trabalhador devido às atividades relacionadas ao abate, corte e armazenagem dos alimentos. O manuseio de equipamentos pesados e cortantes, o ritmo acelerado de trabalho, a exposição à umidade e a baixas temperaturas e os choques térmicos são fatores que podem aumentar as chances de acidentes e adoecimento, especialmente se não forem adotadas medidas de segurança.

A indústria frigorífica está no topo do ranking de acidentes de trabalho do ramo alimentício. São registradas 54 ocorrências, em média, por dia. Em 2017, foram 20.595 acidentes nos frigoríficos, um aumento de 7,90% em relação ao número de 2016, que totalizaram 19.087. O número, no entanto, poderia ser menor, caso houvesse gestão de riscos ocupacionais, foco da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat) 2019.

Segundo o coordenador da campanha, o auditor-fiscal do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia José Almeida Junior, todos os locais de trabalho precisam de gerenciamento de riscos. “A necessidade é ainda maior naqueles locais onde há atividades que, por sua natureza, condições ou métodos, exponham seus empregados a agentes nocivos à saúde e à segurança. Esses ambientes devem ter uma cuidadosa gestão de riscos ocupacionais, com um controle mais detalhado e uma fiscalização mais eficaz”, explica.

Almeida enfatiza que é responsabilidade dos empregadores garantirem que os funcionários que atuam na indústria frigorífica em atividades que oferecem riscos passem por treinamento inicial e periódico e participem de capacitações específicas. Essas e outras regras estão descritas na Norma Regulamentadora 36 (NR 36), conhecida como a NR dos Frigoríficos, em vigor desde abril de 2013.

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País tem média de 54 ocorrências por dia. Prevenção exige cumprimento de normas, gestão de riscos e fiscalização eficaz. (Foto: Divulgação)

Livro pioneiro sobre Mulheres do Agronegócio será lançado em outubro no 4º CNMA

Engajadas, participativas e inovadoras. Essas são algumas das características das mulheres do agronegócio nos dias de hoje. Cada vez mais, elas vêm ganhando espaço dentro das mais diversas áreas dentro e fora da porteira e exercem suas atividades com competência e maestria. E a novidade é que a história dessas mulheres vai virar livro!

Inspiradas por experiências de superação e liderança de mulheres do agronegócio de norte a sul do Brasil, um grupo formado por outras quatro mulheres do agronegócio resolveu escrever um livro retratando histórias de agricultoras, pecuaristas, profissionais da agroindústria, da política, da comunicação, entre outras, que venceram obstáculos e têm muito a compartilhar e ensinar.

“O livro é pioneiro no setor e pretende abordar, de forma didática, sem perder o aprofundamento técnico, importantes temas relacionados ao agronegócio e como as lideranças femininas do setor enfrentaram as dificuldades durante a sua trajetória de sucesso”, afirma a advogada Ticiane Figueiredo, umas das co-autoras.

“Queremos alcançar mulheres de todo país para que se sintam apoiadas e inspiradas por tantas histórias incríveis”, afirma a jornalista Roberta Páffaro, Diretora de Desenvolvimento de Mercado para a América Latina do CME Group, também co-autora.

O livro será lançado durante a 4ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que vai acontecer nos dias 8 e 9 de outubro no Transamérica Expo, em São Paulo. Recentemente, as autoras fecharam parceria com a Editora Letramento, que rapidamente se interessou pela publicação.

“Estamos muito felizes com os primeiros resultados do livro. Já temos a editora e o local de lançamento. Tudo isso é prova de que as mulheres do agronegócio vêm conquistando um espaço inédito no país, mas sabemos que os desafios ainda são grandes”, afirma a co-autora Andrea Cordeiro, Diretora Comercial do Grupo Labhoro e fundadora do blog Mulheres do Agronegócio Brasil.

Além de inspirar outras mulheres, as autoras querem que o livro também seja lido por homens. “Para que conheçam histórias de superação feminina no agro e possam tornar o ambiente de trabalho cada dia mais harmonioso e em igualdade”, complementa a administradora Mariely Biff, consultora em sucessão familiar, também co-autora.

Em breve, serão divulgadas mais informações sobre os capítulos e as personagens do livro. Aguarde!

Saiba mais sobre as autoras:

Ticiane Figueirêdo – Bacharel em Direito (USF), Especialista em Direito Civil (Mackenzie), com MBA em Agronegócios (ESALQ/USP), é Advogada e Gestora de Equipe na área do Consultivo estratégico do Agronegócio (Barter e contratos) na FLC Assessoria Jurídica Empresarial e Co-fundadora Agro Carreira;

Roberta Páffaro – Graduada em Jornalismo (PUC), MBA em Economia (FIA/USP), cursa MBA em Agronegócios (ESALQ/USP) e é Diretora de Desenvolvimento de Mercado para a América Latina do CME Group.

Andréa Cordeiro – Bacharel em Direito (UNIVALI), cursa MBA em Agronegócios (ESALQ/USP), é Diretora Comercial do Grupo Labhoro, idealizadora do Missão Mulheres do Agro EUA e Argentina e fundadora do blog Mulheres do Agronegócio Brasil.

Mariely Biff – Graduada em Administração em Agronegócios (UNED), especialista em Gestão Empresarial (UNED), possui MBA em Agronegócios (ESALQ/USP), é instrutora de cursos Agro Carreira e consultora em Sucessão Familiar para produtores e empresas do Agronegócio.

Para mais informações sobre o livro e/ou entrevistas com as autoras, entre em contato!

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Produtos como feijão caupi, babaçu, açaí e mel recebem da Conab maior bônus do PGPAF

Saiu a nova relação de produtos com descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) deste mês. A validade dos bônus, calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com base nos preços de março, vai do próximo dia 10/04 até 09/05, segundo a portaria publicada no Diário Oficial da União.

O feijão caupi do estado do Tocantins recebeu 68,95% de bônus, o maior entre os 11 itens relacionados. O mesmo produto recebeu 32,65 % em Mato Grosso, 18,63% no Pará e 14,56% no Maranhão. Outras bonificações com maior pontuação vão para a amêndoa de babaçu do próprio Tocantins (50,66%), o açaí do Amapá (30,63%), o mel da Bahia (27,12%), a amêndoa de cacau do Amazonas (24,24%) e o maracujá do Ceará (21,23%). Os demais produtos classificados são arroz em casca, borracha natural, castanha de caju, leite e raiz de mandioca.

A publicação traz também o percentual calculado para as cestas de produtos. Os estados com direito são Pernambuco (4,08%), Alagoas (4%), Ceará (4,42%), Paraíba (3,44%) e Espírito Santo (2,22%). O bônus da cesta, que é obtido da média ponderada dos bônus de produtos como feijão, milho, leite e mandioca, é utilizado quando não for identificado o produto com maior renda para o agricultor.

O benefício é concedido quando o valor de mercado dos produtos contemplados fica abaixo do preço de garantia e o desconto do bônus pode ser utilizado tanto por agricultores familiares como extrativistas, nas operações e parcelas de crédito rural do financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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Prêmio New Holland de Fotojornalismo apresenta os vencedores da 13ª edição

A 13ª edição do Prêmio New Holland de Fotojornalismo reuniu, em Curitiba no último dia 25/03, a Comissão Julgadora composta por cinco profissionais reconhecidos no fotojornalismo e do setor agrícola, para a seleção das imagens vencedoras desta edição. Foram recebidas 3.040 fotografias das 25 mil inscrições de diversos países da América do Sul, que concorreram nas categorias “Profissional” e “Aficionado” (amador).

Os fotógrafos Rafael Sampaio Martins (Brasil) e Jorge Gastón Gándara (Argentina) venceram na categoria “Profissional” do 13º Prêmio New Holland de Fotojornalismo. A entrega dos prêmios de R$ 15 mil para cada um dos vencedores será em maio. Elias Rodrigues de Oliveira e Gustavo Pereira Castro, do Brasil, venceram na categoria “Aficionado” (amador) e levarão R$ 5 mil cada um.

Além da escolha e premiação das quatro melhores fotografias (duas na categoria profissional e duas na categoria amador), o júri selecionou 30 imagens, de cada categoria, para compor uma exposição fotográfica itinerante, que percorrerá diversos espaços culturais no Brasil, Colômbia e Argentina. No Brasil, a exposição acontecerá em Curitiba, Petrolina, Cuiabá e Pernambuco.

“O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um registro do que o campo tem de mais forte, como uma produção de qualidade, tecnologia e inovação. É um orgulho termos um volume cada vez maior de inscritos e com uma qualidade técnica excepcional”, afirma Alexandre Blasi, diretor de Mercado Brasil da New Holland Agriculture. Em 12 anos de concurso foram inscritas cerca de 21 mil imagens e realizadas 190 exposições em 105 cidades de cinco países, para um público de 500 mil pessoas.

“Através do patrocínio ao Prêmio New Holland de Fotojornalismo não buscamos apenas promover a cultura no Brasil, mas também valorizar o campo, a produção e o fruto do trabalho árduo, sob um olhar poético, que retrata a beleza em uma paisagem ou a história contada pela lente de uma câmera fotográfica”, diz Marianna Fernandes, gerente de Marketing e Comunicação do Banco CNH Industrial.

Sobre o Prêmio New Holland de Fotojornalismo

O Prêmio New Holland de Fotojornalismo é um projeto cultural apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e patrocinado pela New Holland Agriculture e pelo Banco CNH Industrial, com realização da Mano a Mano Produções Artísticas. Criado com o objetivo de valorizar o trabalho dos repórteres fotográficos, o projeto passou a premiar também fotógrafos não profissionais — pessoas aficionadas pela fotografia. Inicialmente restrito ao Brasil, o concurso foi ampliado primeiramente para o Mercosul e, ao completar dez anos, para toda a América do Sul, tornando-se o principal concurso fotográfico desses países. Além da premiação, o projeto realiza exposições fotográficas itinerantes pelas cidades dos países participantes.

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Foto vencedora do Prêmio Especial: Máquinas Profissional (Foto: Jorge Gándara/Divulgação)

Safra de cana-de-açúcar movimenta empregos e requer cuidados nas negociações trabalhistas

O agronegócio tem grande importância para o Brasil como fonte de emprego e renda. No ano passado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA) divulgou que o somente o setor sucroenergético teve mais de 794 mil empregos formais gerados. Em época de safra esse número sofre alterações, ficando ainda maior, devido aos trabalhadores safristas e temporários. Segundo a consultoria Safras & Mercado, em sua primeira previsão para 2019, o Centro-Sul responderá por 93,75% da safra brasileira, que foi estimada em 608 milhões de toneladas.

A safra de cana-de açúcar no interior de São Paulo tem início entre a segunda quinzena de março e o início de abril, e muitos empreendedores rurais se utilizam de contratos temporários para empregar a mão de obra, sem a intenção de contratação permanente. “Para assegurar a intenção da contratação de safrista e temporários, é fundamental justificar minuciosa e expressamente, por meio de contrato, o período ou a safra a ser trabalhado, além da devida assinatura da Carteira de Trabalho”, explica Murilo Aires, advogado do escritório Dosso Toledo Advogados.

Enquanto o contrato de safra é estabelecido entre empregador e empregado rural, o contrato de trabalho temporário deve ser feito em conjunto com uma empresa de trabalho temporário, na forma da lei que o regulamenta. Murilo orienta que as formas de admissão de funcionários por tempo determinado são exceções à regra geral da lei, sendo que seguir estritamente as formalidades legais é essencial para a segurança das partes no contrato.

Outro alerta é quando o contratante também oferece a moradia para funcionários que moram em cidades distantes da base. Não há na lei uma obrigação para o empregador rural fornecer moradia e transporte ao contratado. No entanto, é frequente a situação em que a distância do local de trabalho dos centros urbanos inviabiliza o retorno diário para a casa, o que torna mais interessante ao empregador fornecer esses apoios ao funcionário. Porém, a concessão de moradia e transporte precisa de atenção às regras trabalhistas, conforme ressalta o advogado.

“Quando opta pelo oferecimento de moradia e transporte, o empregador deve cumprir as exigências do Ministério do Trabalho e Emprego. Se fornecer casas, elas deverão ter paredes construídas em alvenaria, condições sanitárias, ventilação e iluminação. No caso do transporte, os veículos utilizados devem ter autorização emitida pela autoridade respectiva, deve transportar todos os passageiros sentados, entre outras obrigações”, pontua Murilo.

Ao fim da safra e do contrato, o trabalhador rural, safrista ou temporário, tem os mesmos direitos básicos que qualquer outro funcionário, que abrangem receber o décimo terceiro e as férias proporcionais ao período de serviço. Ainda, para o próximo contrato com o mesmo produtor, precisa existir um intervalo mínimo de 90 dias, no caso do temporário, ou seis meses para safrista.

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Com o início da safra, produtores fazem o recrutamento de trabalhadores temporários e advogado alerta sobre os contratos definidos