Banco do Brasil aposta em especialização no atendimento ao agronegócio com 14 novas agências

O Banco do Brasil anunciou a abertura de 14 agências Agro em seis estados, totalizando agora 18 unidades de negócios voltadas especificamente ao relacionamento e consultoria aos produtores rurais. O BB também intensifica o atendimento com mais 276 gerentes dedicados ao setor e o número de clientes que contam com o atendimento especializado evolui de 158 mil para 227 mil. Ao todo, são 2 mil profissionais qualificados para prestar assessoria completa aos produtores rurais. 

Os novos prefixos funcionarão nas cidades de Rio Verde (GO), Sorriso (MT), Dourados (MS), Cascavel (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Ponta Grossa (PR), Ijuí (RS), Santa Maria (RS), Passo Fundo (RS), Araçatuba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), e Franca (SP), se somando às já em funcionamento em Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS) e Campo Mourão (PR). As aberturas devem ocorrer entre fevereiro e março.

Com esse movimento, a atuação comercial do Banco é ampliada em 145 municípios, totalizando em 243, e a quantidade de carteiras específicas para o agro salta de 639 para 915. No Private rural, elas passam de 76 para 82, com ênfase na região Centro-Oeste.

“Reforçamos nosso protagonismo no agronegócio. Queremos prestar o melhor atendimento aos produtores rurais e para o ecossistema agro. Buscamos por meio de consultoria construir de forma conjunta as melhores soluções para seus negócios, seja em questões agronômicas ou questões financeiras”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Rabelo Jr.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações lançadas no início do ano para reforçar o apoio e compromisso da instituição com o segmento em que mantém liderança histórica, com 55,2% de todo o crédito rural disponibilizado no sistema financeiro. A carteira de crédito agro representa 26% da carteira de crédito total do Banco e apresentou crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses, chegando a R$ 190,5 bilhões (posição setembro/2020).

Digital

O Banco preza pela conveniência no atendimento e busca promover maior autonomia ao cliente para que seja atendido onde e quando quiser. Para isso, tem aprimorado o desenvolvimento de soluções modernas que atendam às demandas do setor com maior agilidade.

 Desde agosto de 2018, o cliente pode acessar o crédito de maneira rápida, fácil e segura pela ferramenta CPR digital, no APP BB. Também no aplicativo, o Custeio Digital foi lançado em fevereiro de 2017 e permite contratar o custeio de safra (agrícola e pecuário).

Leilão pra Você: Conab lança espaço exclusivo para comercialização de produtos e serviços

Comprar, vender ou trocar produtos, serviços ou insumos agropecuários ficou mais fácil. Agora, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) oferece o “Leilão pra Você”, um espaço exclusivo no portal da empresa para a comercialização simples, segura e de fácil acesso.  O serviço pode ser solicitado por qualquer pessoa interessada em realizar uma das operações, basta acessar a plataforma para informações de documentação e contatar a Companhia em um dos canais disponibilizados.

O procedimento é oferecido de forma gratuita para quem utiliza o sistema, sejam agentes privados ou públicos. Diferentemente das ações que são executadas pela Conab nos Leilões Públicos, as operações do “Leilão pra Você” são mais ágeis, pois não exigem documentação extensa para efetivar o negócio.

“O sistema de leilões da Companhia é virtual, seguro, transparente e oferece visibilidade em todo o território nacional”, ressalta o superintendente de Operações Comerciais da Conab, Rogério Gonçalves. “Isso dá ao demandante a possibilidade de conseguir melhores negociações de produtos, serviços e insumos do setor agropecuário”.

Para solicitar uma das transações citadas, basta preencher um formulário disponível na página do “Leilão pra Você”, no portal da Conab, e enviá-lo para o e-mail leilaopravoce@conab.gov.br, ou ainda entregar o documento preenchido em uma unidade da Companhia. Já quando uma entidade pública solicitar o serviço, será firmado um Acordo de Cooperação, cujo modelo é disponibilizado pela Conab.

A partir dos dados iniciais, os técnicos da estatal propõem um serviço personalizado para cada operação. Após o demandante aprovar as diretrizes, o edital é publicado com as regras de participação no leilão a ser ofertado.

Novo sistema – A partir deste ano, todas as operações de comercialização realizadas em parceria com as bolsas de mercadorias ocorrerão na plataforma de negociação do Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), tanto de Leilões Públicos quanto as ofertadas no “Leilão pra Você”. Com a mudança, a Conab objetiva alcançar ainda mais confiabilidade dos dados e rastreabilidade das operações, a partir da busca e preenchimento automáticos. Para participar dos leilões nesse sistema, o interessado deve acessar o link, escolhendo a opção “Autorização de Corretagem” e indicar um corretor, vinculado a uma Bolsa de Mercadorias que o represente nos leilões escolhidos. Para isso, deve incluir o login e a senha registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas de Produção e demais agentes (Sican).

Governo de SC vai investir R$ 56,5 milhões para aumentar a produtividade das lavouras

com informações da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural / SC

O Governo do Estado anuncia o Programa Terra Boa 2021 com mais recursos e tecnologias à disposição dos produtores rurais de Santa Catarina.  Em sua nova edição, a iniciativa terá R$ 56,5 milhões para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário e kits para melhoria de pastagens e do solo, além do incentivo à apicultura e à meliponicultura. O governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, lançaram o Terra Boa durante a abertura online do 17º Dia de Campo Agroacelerador da Cooperja.

“Ações como essa reforçam nosso compromisso de seguir investindo no agronegócio catarinense e na agricultura familiar. Santa Catarina, com 1,12% do território brasileiro, é um modelo para todo país. Nós queremos reiterar essas parcerias para que os produtores rurais tenham ainda mais qualidade de vida e renda e sigam cumprindo sua importante missão de alimentar os catarinenses e, por que não dizer, o mundo”, ressaltou o governador.

Em 2021, o Terra Boa irá incentivar a aquisição de 200 mil sacas de milho; 300 mil toneladas de calcário; 3 mil kits forrageira; 500 kits apicultura e mil kits solo saudável. O Programa terá R$ 5 milhões a mais de recursos e o Governo do Estado pretende ampliar o número de beneficiários. No último ano, foram mais de 70 mil famílias rurais atendidas.

Incentivo à produção de milho

Um dos grandes objetivos do Terra Boa é incentivar a produção de milho em Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, a intenção é diminuir as importações do grão e fortalecer ainda mais o agronegócio catarinense. “Vamos nos esforçar para incentivar a produção e a produtividade de milho no estado. O grão é um dos motores da nossa economia é o que faz toda a cadeia produtiva de proteína animal girar. Queremos depender cada vez menos da importação de outros estados e incrementar a produção local”, destacou.

O Programa é umas das políticas públicas mais tradicionais para o meio rural de Santa Catarina. O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), Claudio Post, explica que o Terra Boa está sendo fundamental para aumentar a produtividade de milho no estado e para melhorar a renda das famílias rurais.

 “Santa Catarina tem uma agricultura forte em vários setores e precisa de muitos insumos, principalmente de milho para atender a pecuária. O Terra Boa é a contribuição do Governo do Estado para que, em pequenas áreas, consigamos ter grandes produtividades. Com o apoio do Governo do Estado, das cooperativas e das agroindústrias, vamos fazer uma agricultura cada mais forte porque temos produtores empenhados, perseverantes e que acreditam num futuro melhor”, frisou.

O Terra Boa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria da Agricultura e a Fecoagro.

Força do cooperativismo

Em sua fala, o governador fez questão de destacar ainda a importância do sistema cooperativista de Santa Catarina para o desenvolvimento da agropecuária e a forte parceria do Governo do Estado e do setor produtivo. “Vamos trabalhar juntos para melhorar ainda mais a qualificação daqueles que produzem, levando mais tecnologia, internet e energia elétrica de qualidade. Queremos pensar juntos em soluções para potencializar nossos investimentos, fazer com que esses recursos cheguem nas mãos do produtor rural”, ressaltou.

O presidente da Comissão da Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado estadual José Milton Scheffer, também destacou a união de esforços entre o setor público e privado para fomentar o setor produtivo de Santa Catarina. “A essência e o legado do Terra Boa são a mudança trazida para a vida dos agricultores. A participação do Programa na melhoria da renda e da qualidade de vida do agricultor”, disse.

Mais tecnologia

Desde o ano passado, o Programa apoia a aquisição de milho de alto valor genético, o que gera um rendimento maior por hectare plantado e representa mais de 70% das sementes retiradas pelos produtores. A Secretaria da Agricultura investirá R$ 23,1 milhões para apoiar a compra de 200 mil sacas de sementes.

Santa Catarina é um dos maiores importadores de milho do Brasil. O estado utiliza aproximadamente sete milhões de toneladas de milho por ano para alimentação animal, sendo que mais de quatro milhões de toneladas são trazidas de outros estados e países. Com o Programa, o agricultor receberá até cinco sacos de semente e devolverá em sacos de milho no próximo ano, com o produto da colheita. O tipo de semente e o nível tecnológico definem a proporção de troca.

Calcário

A distribuição de 300 mil toneladas de calcário será feita em duas modalidades: via cooperativa ou direto das minas. Serão mais de R$ 23,6 milhões em investimentos. Cada agricultor poderá retirar nas cooperativas até 30 toneladas de calcário e devolverá no próximo ano com o resultado da colheita. Caso, opte por retirar o calcário nas empresas mineradoras, o produto é gratuito.

Kit Solo Saudável

O Terra Boa traz ainda uma opção para os agricultores investirem na correção do solo. Serão mil Kits Solo Saudável disponíveis com insumos, sementes de adubos verdes e fertilizantes. Cada kit custa mil reais e o produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual em juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Kit Forrageira

Para melhorar a produção de pastagens em Santa Catarina e incentivar a produção de carne e leite no estado. Serão 3 mil kits forrageira no valor unitário de R$ 2 mil. Cada kit é formado por mais de 80 produtos fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri. O produtor pode pagar o investimento em três parcelas anuais, sem juros. Caso opte em fazer um pagamento único, no vencimento da primeira parcela, terá um desconto de 30% sobre o valor da segunda parcela e de 60% sobre o valor da terceira.

Kit Apicultura

Serão mais R$ 1,4 milhão investidos para apoiar os apicultores e meliponicultores de Santa Catarina. O Kit Apicultura, composto por equipamentos fundamentais para implantar e aprimorar a produção de mel e de produtos apícolas, custa cerca de R$ 2,4 mil. O produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual em juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela. O Terra Boa contempla ainda o fornecimento de abelhas rainhas.

Preço do diesel avança 2,3% em sua terceira alta consecutiva

com informações da Ticket Log RPMA Comunicação

O mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) revela que o preço do diesel apresentou a terceira alta consecutiva no primeiro mês de 2021, com aumento de 2,3% nos postos de todo o País. Em janeiro, o litro do combustível foi comercializado a R$ 3,93, valor que só é menor que os R$ 3,974 registrados em janeiro de 2020.

Com o diesel S-10 não foi diferente: vendido à média de R$ 3,988, o valor é 2,3% mais caro no comparativo com o fechamento de dezembro. “Mês a mês, os motoristas estão pagando mais caro para abastecer com o diesel. O ano começou apresentando a terceira alta consecutiva e o valor do diesel comum está cada vez mais próximo dos R$ 4,00, o que só aconteceu com o tipo S-10, em janeiro do ano passado”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Na análise dos preços por região, a Região Norte lidera com as maiores médias, tanto para o tipo comum quanto para o S-10, comercializados a R$ 4,159 e R$ 4,213, respectivamente. Quando esses preços são comparados com os valores da Região Sul, que tem as menores médias de todo o território nacional, a diferença chega a 13%. No Sul, o diesel comum foi vendido a R$ 3,588, e o S-10, a R$ 3,648.

O movimento de alta no preço do combustível se refletiu em todos os Estados, com exceção do Mato Grosso, único onde o diesel do tipo comum recuou 2,56%, no comparativo com o fechamento de dezembro de 2020. Em Roraima, foi registrada a maior alta para o diesel comum, 5%, com o litro comercializado a R$ 4,202, ante os R$ 4,004, do mês anterior.

A alta nos preços do diesel também foi observada nas principais rodovias brasileiras. Em janeiro, o combustível do tipo comum foi encontrado na Régis Bittencourt por R$ 3,50 o litro, no trecho Paraná, e chegou a R$ 3,677, no trecho de São Paulo. Já na BR-101, o diesel apresenta o menor valor médio no trecho do Rio Grande do Sul, com o litro a R$ 3,52, enquanto, no Pará, é vendido a R$ 3,985. A Rodovia Presidente Dutra tem o diesel a R$ 3,58, em São Paulo, e a R$ 3,85, no Rio de Janeiro. Na Rodovia Fernão Dias, o litro foi vendido a R$ 3,622, em São Paulo, e por R$ 3,841, no trecho de Minas Gerais.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

BNDES e Mapa firmam parceria para a concessão de áreas florestais

com informações da Agência BNDES de Notícias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) deram início aos trabalhos para estruturar o projeto de concessão de três florestas nacionais na Região Sul: Três Barras e Chapecó, em Santa Catarina, e Irati, no Paraná. As concessões são um meio de assegurar a restauração e a conservação das florestas com parcerias privadas.

Elas se somam a outras cinco florestas na Região Norte (Balata-Tufari, Iquiri, Jatuarana, Pau-Rosa e Gleba Castanho, todas no Amazonas) cujo projeto de concessão também será estruturado pelo BNDES a pedido do MAPA. A parceria se dá por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que contratou a modelagem do Banco.

O início dos trabalhos foi formalizado em cerimônia com a presença da ministra Tereza Cristina, do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, do diretor do SFB, Valdir Colatto, da secretária-especial do PPI, Martha Seillier, de representantes da FGV – que lidera o consórcio contratado pelo BNDES para auxiliar na estruturação da modelagem – e do Instituto Semeia, que, por meio de cooperação técnica com o Banco, prestará apoio no desenvolvimento e implementação dos projetos.

Conforme os estudos em curso, durante e ao fim das concessões, as florestas seguirão tendo a sua fiscalização contra desmatamento como responsabilidade do Estado. Contudo, com a presença privada, o manejo nas áreas concedidas tende a ser certificado, o que implica uma terceira parte independente auditando as atividades florestais.

Nos projetos da Região Sul, o objetivo é desenvolver um novo modelo de concessão florestal que permita recuperar a vegetação nativa da Mata Atlântica por meio do uso múltiplo e sustentável de 6 mil hectares de floresta. No Norte, o objetivo é propiciar o manejo florestal sustentável da floresta e fazê-lo em extensas áreas (2,2 milhões de hectares), de modo conservar as áreas e aumentar a atratividade da concessão.

Para o diretor do Serviço Florestal, a iniciativa é pioneira e abre possibilidade para uso sustentável dos territórios. “Isso representa produzir bens, gerar riquezas. Oferece estrutura, cumpre o papel de preservar o meio ambiente e gera renda para essas áreas”, disse Colatto.

Flona de Irati (Foto: Divulgação / ICMBio)

O diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Abrahão, explicou que um dos objetivos da concessão é “levar o Estado para a Amazônia de modo que se desenvolva um ambiente econômico propício”. Para tanto, segundo ele, é preciso haver escala: “O Brasil é grande e precisamos desenvolver projetos escaláveis, replicáveis. Esse é um dos nossos focos”, disse.

Nesse sentido, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou que a pasta trabalha com a meta de triplicar as áreas concedidas: “Achamos um caminho e vamos ganhar velocidade. Saímos de 1,5 milhão de hectares, e nossa expectativa para 2022 são quase 5 milhões de hectares”.

Montezano afirmou que projetos desse tipo abrem caminho para posicionar o Brasil na liderança global das finanças verdes. “Temos um mercado financeiro desenvolvido, uma democracia sólida e o maior patrimônio verde do planeta, seja na agricultura, seja na floresta. Sabemos lidar com isso, temos todos os ingredientes para construir a nova fronteira tecnológica verde”, avaliou.

O processo de concessão florestal, que já existe no país, tem amplo apoio de entidades que acompanham de perto a situação, contando inclusive com suporte da comunidade acadêmica e de organizações ambientalistas, que veem nas concessões um caminho para a preservação.

Fintech de agronegócio abre 500 vagas de emprego

A WTK Agro Open Bank, empresa de tecnologia em serviços financeiros, anunciou a abertura de mais de 500 novas vagas de emprego para início imediato em diversas regiões do Brasil. As oportunidades são para o time comercial externo da companhia. As vagas contam com salário fixo, somando variável relacionada ao cumprimento de metas.

A empresa está em busca de pessoas alinhadas à sua cultura e que queiram transformar o setor de meios de pagamentos no Brasil. Mesmo enfrentando um cenário pandêmico no país, a WTK Agro consegue vislumbrar o poder de recuperação da economia, liderado, principalmente, pelo setor do agronegócio que se encontra em crescimento. Por isso, a companhia está investindo em oportunidades de emprego em todo país, o que irá permitir a continuidade do crescimento.

Seguindo as melhores práticas e normas de segurança, a companhia está conduzindo os processos seletivos com as primeiras etapas de forma online, garantindo a saúde dos candidatos e dos recrutadores, e realizando a etapa prática na rua, mas cumprindo os protocolos sanitários exigidos em cada uma das regiões.

O processo de contratação inclui testes e entrevistas. Os interessados em participar do processo seletivo devem cadastrar currículo na internet. A WTK Agro Open Bank não informou uma data limite para o término das inscrições, deixando a seleção em aberto até o preenchimento dos cargos.

Banco do Brasil cria plataforma para venda exclusiva de imóveis rurais

O Banco do Brasil lança a AgroBB, uma plataforma exclusiva para venda de imóveis rurais. Integram o portfólio cerca de 100 propriedades em todo o território nacional, com valores que vão de R$ 11 mil (terreno) a R$ 48 milhões (fazenda). Os ativos disponíveis foram recebidos pelo Banco como pagamento em operações de crédito, ou retomados por inadimplência. O portal, criado em parceria com a Resale, utiliza, na concorrência pública, a tecnologia blockchain.

Ao adotar o modelo de marketplace, o BB, como principal agente do mercado agro no Brasil, pretende fomentar a cadeia produtiva da agroindústria e ainda integrar suas linhas de negócios.

“Somos o maior parceiro do agronegócio brasileiro. Nada mais oportuno estarmos próximos da experiência de quem sonha em adquirir um imóvel rural. A plataforma digital lançada hoje, além de viabilizar esta aquisição, traz um link com acesso aos produtos e serviços do BB, de forma que o comprador poderá enriquecer sua jornada de compra em um mesmo ambiente virtual. Já estamos trabalhando também para que esses imóveis rurais sejam integrados a soluções rápidas de seguro, pagamentos, linhas de crédito e vendas de maquinário, reafirmando nosso protagonismo no ecossistema do agronegócio”, afirma Mauro Neto, vice-presidente Corporativo do BB.

A iniciativa é mais uma do Banco do Brasil a unir tecnologia, startup e negócios tradicionais. Para Ricardo Forni, diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, os bons resultados obtidos com a estratégia de venda digital dos imóveis, lançada em abril deste ano, motivaram esse novo passo com a startup. “Queremos utilizar essa mesma experiência digital na venda dos imóveis rurais, tanto para dar publicidade e alcançar um número cada vez maior de interessados, quanto para tornar o processo de compra mais rápido”, completa.

Dentre as propriedades disponíveis no novo portal está a Fazenda Fico, localizada na chamada Rota da Soja, no município de Nova Ubiratã (MT) – o terceiro maior município produtor de grãos do estado. Com área de 9.700ha, está à venda com valor mínimo de R$ 48 milhões, por meio de uma nova ferramenta, a concorrência pública via blockchain.

“O lançamento do novo canal agro, integrado à tecnologia blockchain, está em linha com o que buscamos aqui, na Resale, que é popularizar o acesso aos imóveis do Banco do Brasil. Ao utilizarmos tecnologia de ponta, trazemos mais segurança, transparência, integridade e compliance para a venda do patrimônio público”, afirma Paulo Nascimento, sócio e diretor de tecnologia da startup.

Conab confirma que Brasil terá a maior produção de grãos da história: 265,9 milhões de toneladas

O 3º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mantém a tendência de crescimento no que se refere à área plantada e à produção no comparativo com a safra passada. A perspectiva continua sendo de novo recorde, mas houve diminuição frente ao estimado em novembro.

De acordo com a Conab, o Brasil deverá colher 265,9 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 9 milhões de toneladas, 3,5 % a mais do que a temporada de 2019/2020. Em relação ao mês passado, houve redução de 3,1 milhões de toneladas, decorrente de problemas climáticos na Região Sul do país. O levantamento indica também crescimento de 1,6% sobre a área da safra 2019/20, totalizando 67 milhões de hectares.

Nesta temporada, soja e milho correspondem a 89% da produção de grãos considerada pela Conab – 16 produtos ao todo. Para a soja, é estimado crescimento de 3,3% na área e sua produção pode chegar a 134,5 milhões de toneladas, firmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. O milho primeira safra tem redução de 2,1% na área. Para a safra total de milho primeira, segunda e terceira safras, a produção estimada totaliza 102,6 milhões de toneladas. Em novembro, as estimativas eram de 134,95 milhões de t de soja e 104,89 milhões de t de milho.

A produção total de feijão no país, somando-se as três safras, continua estimada em 3,1 milhões de toneladas. Dessa produção, 1,9 milhão de toneladas são de feijão-comum cores, 516,8 mil toneladas de feijão-comum preto e 686,7 mil toneladas de feijão-caupi ou macaçar.

Quanto ao arroz, o crescimento é de 3,2% na área e a produção está estimada em 10,9 milhões de toneladas, sendo que 10 milhões de toneladas sairão de áreas irrigadas e 900 mil toneladas, de áreas de sequeiro.

Para o algodão, a Conab estima redução de 8,1% na área a ser cultivada, limitando-se a 1,5 milhão de hectares; a produção de pluma é prevista em 2,7 milhões de toneladas.

O trigo está em fase final de colheita (safra 2020), com o volume de produção estimado em 6,2 milhões de toneladas.

Exportação – O 3º levantamento mantém a tendência de recorde nas exportações da pluma de algodão. Até novembro deste ano, o total embarcado foi de 1,75 milhão de toneladas, 31% a mais do que o acumulado no mesmo período no ano passado.

Em relação ao milho, foram exportadas 27,7 milhões de toneladas no ano-safra atual, o que representa 20% a menos que no mesmo período do ano-safra anterior. Foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas até o final de janeiro, quando termina a temporada. Em novembro, os embarques alcançaram 4,8 milhões de toneladas, 19% a mais que no mesmo período do ano passado.

Para a soja, a Conab estima 83,6 milhões de toneladas em vendas para o mercado externo, sendo que até novembro já foram exportadas 82,9 milhões de toneladas. Confirmado esse número, haverá recorde da série histórica. Para o próximo ano, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 1,67%.

Por fim, para o arroz, a reversão do saldo da balança comercial mensal prevista para o período se confirmou, com as exportações de novembro fechando em 72,7 mil toneladas contra uma importação próxima a 188 mil toneladas.

Mercado internacional para exportação de produtos de origem animal registra crescimento em 2020

Em 2020, foram abertos 24 novos mercados para exportação apenas de produtos de origem animal para consumo humano e produtos para a alimentação animal. Além disso, houve a reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira. Os dados estão no 9º relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

“Isso demonstra que, mesmo durante a pandemia, o trabalho realizado pelo setor produtivo e pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) manteve-se forte. A exportação para mais de 180 países demonstra a robustez do serviço oficial brasileiro”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia Viana.

Para que um mercado seja aberto, as autoridades sanitárias dos países importadores avaliam o serviço oficial brasileiro, o que muitas vezes ocorre por meio de missões internacionais que auditam o serviço de inspeção e os estabelecimentos produtores. Além disso são negociados entre as autoridades sanitárias brasileira e dos países importadores modelos de certificados sanitários internacionais contendo os requisitos sanitários exigidos pelos países.

Durante este ano, as tratativas para que essas missões pudessem ser viabilizadas foram realizadas por meio de videoconferência. No período de julho a novembro, por exemplo, foram avaliados 54 estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal para verificar o atendimento de requisitos específicos para habilitação para exportar seus produtos para o mercado chinês.

Abates – Estão registrados no SIF 3.342 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal.

No mês de novembro foram realizados 48 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF.

Em novembro, não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrência de Covid-19.

Conab estima produção de cana-de-açúcar próxima de recorde

O volume de cana estimado para a atual safra é de 665,105 milhões de toneladas, muito próximo do recorde de 665,6 milhões de toneladas colhidas em 2015/16. Na comparação com a temporada passada, o crescimento é previsto em 3,5%.

A estimativa é do 3º Levantamento da Safra 2020/21 de Cana-de-Açúcar, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Do total de cana, 53,8% devem ser destinados à produção de 29,8 bilhões de litros do biocombustível, enquanto que o açúcar absorverá 46,2% da atual colheita, devendo gerar 41,8 milhões de toneladas de açúcar.

A produção de cana varia em função do clima de cada região. No Sudeste,  principal região produtora do país, o incremento da produção deve ser da ordem de 5,2%, alcançando 436,4 milhões de toneladas. São Paulo e Minas Gerais são os grandes destaques da região. Já o Centro-Oeste deve produzir 0,5% a menos,  totalizando 139,8 milhões de toneladas; o Sul deve ter redução, de 2,7%, com a colheita estimada em 34,5 milhões de toneladas.

Já o Nordeste, favorecido pelo clima,  deve aumentar em 3,6% a oferta de cana, que chegaria a 50,9 milhões de toneladas. O Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, deve ter aumento de 2,2%, com sua produção subindo para 3,6 milhões de toneladas.

O boletim da Conab destaca a produção de derivados da cana e também a geração de etanol de milho. A produção total de etanol, proveniente de cana e de milho, deve chegar a 32,8 bilhões de litros, o que representará diminuição de 7,9% em comparação com a safra anterior. O etanol de cana-de-açúcar deve ter queda de 12,3%, limitando-se a 29,8 bilhões de litros, enquanto o de milho deve crescer 80,3%, alcançando 3 bilhões de litros.

A geração de etanol anidro de cana-de-açúcar, utilizado na mistura com a gasolina, deverá diminuir em 5,6%, ficando em 9,5 bilhões de litros, ao passo que o anidro de milho está estimado em 932,9 milhões de litros, com 130,2% a mais do que o produzido na safra anterior.

Para o etanol hidratado de cana-de-açúcar, a estimativa de produção é de 20,3 bilhões de litros, com redução de 15,1%, e, para o hidratado de milho, de 2,1 bilhões de litros, aumento de 64,4% sobre a temporada 2019/20.

Mercado – A exportação de açúcar segue aquecida desde o começo do ano. No acumulado de abril a novembro, houve aumento de 79,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. As atuais 23,7 milhões de toneladas já embarcadas superam em cerca de 25% o total da safra passada inteira (abr/19 a mar/20). A expectativa é que seja superado o recorde de 2016/17, quando o Brasil exportou 28,3 milhões de toneladas.

As vendas externas de etanol tiveram aumento de 49,2% no comparativo com igual período da safra passada, beirando a 2,2 bilhões de litros. Já a importação de abril a novembro diminuiu 65,1%, ficando em apenas 306 milhões de litros. A justificativa é a desvalorização do real frente ao dólar, mesmo diante de uma redução de 14,3% na produção do biocombustível e no consumo interno, devido à pandemia do Coronavírus.